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7. Capítulo sete


Fic: Sweet and Low


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"Eu acredito que a gente sobrevive. Eu acredito que acreditar na sobrevivência é o que faz a gente sobreviver."



Grey's Anatomy



- Sabe, eu posso me acostumar com isso. – disse, escorando as costas no espaldar da cadeira da minha própria cozinha. – Posso ficar mal acostumada com isso.

- No que depender de mim, você pode ficar muito mal acostumada... – Narcisa respondeu, pousando os talheres no prato e se inclinando para mim. A mão dela tocou meu rosto e eu sorri, sentindo seus dedos delicados deslizarem para o meu pescoço e então pra minha nuca. 

Cissa roçou os lábios em meu queixo e começou uma trilha de pequenos beijos em direção à minha orelha, me fazendo ofegar. Ah, sim, eu realmente podia me acostumar com aquilo... Voltar para casa na hora do almoço e ter uma refeição de verdade me esperando. Ter Narcisa me esperando... Ter seus beijos macios no meio do dia, pra enganar minha vontade constante de seus lábios. 

- Cissa... – chamei e ela ergueu a cabeça para me olhar nos olhos. Avancei e nossas bocas se encontraram. No mesmo segundo, o relógio na parede badalou alto e insistentemente. – Droga. 

- Você já tem que ir? 

- Tenho. Não posso perder a próxima ronda... – lamentei, respirando fundo antes de me levantar.

- Certo, vou cuidar dessa louça e...

- De jeito nenhum. – balancei a cabeça – Eu vou cuidar disso quando voltar. Nem acredito que você realmente preparou um almoço pra mim. 

- Foi só uma desculpa pra te ver. – ela sorriu, dando de ombros.

- Você não precisa de uma desculpa. 

- Bom saber. – ela comentou, às minhas costas, enquanto eu entrava no banheiro – Lílian, eu preciso enviar um recado... posso usar sua coruja? 

- Claro. Margot deve estar na gaiola dela, no meu quarto. Tem pergaminho e tinta na mesinha de cabeceira. 

- Está bem, obrigada. – ainda ouvi a voz de Narcisa responder, antes de começar a escovar os dentes.

Parei, minutos depois, encarando meu próprio reflexo no espelho. Era um pensamento idiota, mas eu realmente parecia... bem. Melhor, muito melhor, do que me lembrava de ter estado nos últimos tempos. Eu estava feliz, e talvez isso estivesse refletido ali, na curva do meu sorriso. Esse efeito Narcisa Black. Sacudi a cabeça, deixando o banheiro.

- Encontrou? – questionei, despontando na porta do meu quarto. Narcisa estava de costas para a porta, parada de pé ao lado da cama. 

- Encontrei... isso. – ela respondeu, virando-se lentamente de frente e revelando o objeto que tinha nas mãos. Mordi minha bochecha por dentro ao constatar o que era. 

- O pergaminho está mais no fundo da gaveta e...

- Você ainda está apaixonada por ele? – Narcisa me interrompeu, agitando com impaciência o porta-retratos com a foto de Tiago que estivera enfiado naquela gaveta há semanas. 

- O que? Narcisa... 

- É uma pergunta simples, Lílian.

- É só uma foto. 

- Uma foto do seu ex. Escondida na sua mesa de cabeceira.

- O que você queria? Que estivesse em exposição na minha sala de estar?

- Sabe, isso seria melhor. – ela retrucou, parecendo cada vez mais chateada. – Porque esta foto estar guardada aqui significa apenas duas coisas: olhar pra ela te incomoda, e você não tem coragem de jogar fora! 

- Você está exagerando. – resmunguei, começando a sentir a onda de irritação correr meu corpo também – É só um porta-retratos. E eu definitivamente não preciso passar por todo esse interrogatório por causa disso!

- Você tem razão. Você não tem que passar por um interrogatório. – Narcisa largou o porta-retratos sobre a minha cama – Você não me deve satisfação de nada. – completou, marchando para a saída.

- Cissa! Não foi isso que eu quis dizer. – disse, quando ela passou por mim como um furacão.

- Você não quis dizer nada. – ela abriu a porta do apartamento e saiu para o corredor, a capa nas mãos, os passos duros.

- Cissa...

- Porque você não sabe o que dizer, sabe? – eu parei na soleira, respirando fundo em um misto de culpa e impaciência – Foi uma pergunta simples, Lily. E você não sabe a resposta. – Cissa completou, revirando os olhos antes de desaparatar.

Bati a porta com um estrondo quando ela desapareceu no ar. Chutei uma almofada inocente no caminho de volta ao quarto. Aquilo tudo era tão idiota! Não era como se Narcisa tivesse o direito de me cobrar qualquer coisa. Rangi os dentes, marchando até a cama e mirando furiosamente a fotografia sobre o colchão. E não era como se aquele maldito porta-retratos guardasse milhões de significados ocultos. Era uma foto antiga, pelo amor de Deus! 

Peguei a moldura nas mãos, parando um momento para olhar o Tiago que sorria e agitava os cabelos da nuca, despreocupadamente. Era uma foto antiga. Uma lembrança antiga. 

Balancei a cabeça, sabendo que estava mais do que atrasada para retomar meu turno. Respirei fundo e, antes de sair do quarto, enfiei o porta-retratos na gaveta mais uma vez.



- Ela é tão hipócrita! – reclamei, girando os olhos com impaciência, enquanto percorria os longos corredores brancos do St. Mungus – Eu a vejo, o que, duas vezes na semana? E não faço idéia do que ela faz no resto do tempo. Com quem ela está no resto do tempo. E ela briga comigo por causa de uma fotografia? 

- Parece que ela é ciumenta. – Madeline comentou, com um tom de diversão na voz que me fez bufar – Tudo bem, talvez ela tenha exagerado um pouco.

- Um pouco? – insisti, indignada. Madeline era a única pessoa pra quem eu tinha contado sobre Narcisa. E bom, eu não tinha feito isso para que ela defendesse Narcisa quando eu quisesse reclamar. 

- Lily, o que é que aquela fotografia fazia na sua gaveta, afinal? 

- Ah, você também não, Madie! 

- Talvez você esteja exagerando um pouco também. – ela disse, dando de ombros – Garotas são mais sensíveis e têm TPM. 

- Isso não é TPM.

- Certo. Se fosse outra situação, eu diria que é falta de sexo então, mas já que... – ela não continuou a frase, apenas abriu seu sorriso brincalhão. Senti meu rosto arder e achei melhor não comentar nada. Mas meu silêncio pareceu muito revelador. – Espera aí!

- O que? 

- Que cara é essa?

- Hm?

- Vocês não...? Vocês ainda não...? 

- Madeline!

- Ah, meu Deus. 

- Só não tivemos uma oportunidade ainda, ok? Quer dizer... bom, ela me deixa... – virei o rosto, sabendo que minhas bochechas permaneceriam febris por dias se eu completasse a frase.

- Te deixa o que? 

- Tão... – mordi o lábio – Chega a ser assustador. Pára de rir! – reclamei quando Madeline quase se dobrou em uma gargalhada. 

- Ai Lily...

- Não tem graça.

- Lily...

- É sério, não tem graça. 

- Eu não diria isso ainda. – Madie murmurou, acotovelando minhas costelas e indicando a esquina à frente com a cabeça.

Estaquei no meio do caminho quando meus olhos pousaram em Narcisa. Bem ali, na virada do corredor, seus olhos azuis fixos em mim. 

- Se lembra de uma coisa: oportunidade não aparece, a gente cria. – Madie sussurrou, com uma piscadinha, antes de girar nos pés e voltar por onde vínhamos.  

- A gente pode conversar? – Cissa perguntou, depois de encurtar a distância entre nós no corredor. Às vezes era difícil me lembrar de que deveria estar irritada, quando ela usava aquele tom de voz. Aquele tom de voz feito para encantar serpentes. 

- Claro. – olhei por cima dos ombros, para as outras pessoas que nos cruzavam, eventualmente – Vem comigo. 

Dobrei em um novo corredor, com Narcisa seguindo silenciosamente ao meu lado. Então abri a porta de um dos quartos de descanso e entramos rapidamente. 

- Eu exagerei. – ela disse, assim que a porta se fechou atrás de mim – Eu não devia ter perguntado nada, eu nem sei por que...

- Cissa. – interrompi, dando um passo para perto dela – Eu também exagerei. Você pode perguntar o que quiser. E você tinha razão, eu não devia...

- Não, pára. – ela sacudiu as mãos – É só uma fotografia. Você não tem que fingir que não viveu o que viveu. Acho que... eu só... acho que fiquei com ciúmes. – Cissa completou e seu rosto ruborizou deliciosamente. Meus joelhos pareceram falhar por um segundo.

- Repete?

- Você não tem que fingir que...

- Não essa parte. – neguei, me aproximando mais um passo, até que nossos corpos se colassem. Narcisa compreendeu e sorriu.

- Eu fiquei com ciúme. – ela repetiu e então baixou a cabeça para colar os lábios em meu ouvido – Muito ciúme... 

- Ain. – gemi baixinho, a voz dela ressoando em minha cabeça como uma carícia provocante. Narcisa prendeu meu lóbulo entre os dentes e meus pensamentos se apagaram. 

Ela subiu os beijos pela linha do meu maxilar e quando estava a alguns centímetros de alcançar minha boca, eu virei o rosto, negando-lhe, propositalmente, o beijo. Narcisa hesitou apenas por um segundo e em seguida voltou a arrastar seus lábios e dentes pela curva do meu pescoço. 

Sem resistir, eu a puxei pela cintura e começamos a cambalear pelo pequeno quarto, até que eu a encostei contra a parede. Pressionei meu corpo ao dela, como se testasse a solidez da parede - era bastante sólida afinal, e eu pude sentir cada curva do corpo de Narcisa moldando-se a mim. Ela voltou a erguer a cabeça, buscando minha boca e eu novamente escapei, jogando a cabeça para trás para lhe oferecer meu queixo e pescoço. Com um ruído frustrado, ela abocanhou meu queixo, mordendo-o. As mãos dela correram para minha camisa e começaram a abrir botão por botão com uma rapidez incrível. Quando o último botão se abriu, Cissa pousou suas dez unhas sobre a minha barriga e subiu arrastando-as até meu sutiã, fazendo um estremecimento tão forte me percorrer que quase desabei. 

- Deixa eu tirar... - gemi, ouvindo minha própria voz soar rouca, enquanto levava as mãos ao jaleco.

- Não. - ela exclamou, segurando minhas mãos - Fico louca com você de jaleco... - completou, correndo os olhos pelo meu corpo com tantas más intenções explícitas que fez até minha alma ruborizar. 

- Cissa...

- Fique com ele. - ela pediu, sua boca novamente colada em meu ouvido. Gemi em consentimento, deixando minhas mãos caírem languidamente. Narcisa virou o rosto, buscando o meu e, em uma última tentativa de fuga, me virei de costas para ela.

Pelo jeito como ela me puxou pela cintura com uma mão e enrolou meus cabelos na outra, soube que a provocação funcionara. Sexy. Sorri para mim mesma, arrepiada da cabeça aos pés, enquanto Narcisa desenhava infinitos em minha nuca, com a ponta da língua. Senti algo começar a vibrar em um dos bolsos do jaleco, mas qualquer coisa além da pele, da boca, do perfume de Narcisa, parecia longe como outra galáxia.

Levei as mãos para trás, tentando tocá-la também e meus dedos puxaram o tecido macio de suas vestes até afastá-lo. No instante em que a ponta dos meus dedos tocaram o ventre nu de Narcisa, a mão dela adentrou a taça do meu sutiã. Nossas vozes ecoaram juntas, no mesmo som rouco e trêmulo de prazer e ansiedade. 

Então um novo e estridente ruído reboou pelo pequeno cômodo. Primeiro baixo e discreto, e então alto e dolorosamente incômodo. Praguejando, enfiei a mão no bolso do jaleco e peguei a placa de metal que vibrava e buzinava insistentemente. Pequenas letras douradas formavam um aviso:



Dra. Evans, chamada no quarto 32C.

URGENTE!



- Droga! - praguejei, voltando a largar a placa no bolso.

- Não diz que você tem que ir... - Narcisa murmurou, sua voz tão macia ao pé do meu ouvido que só aumentou minha frustração.

- Tenho... é uma chamada urgente, eu não posso... 

- Eu sei, eu sei. - ela disse, soltando minha cintura lentamente. 

- Desculpa...

- É seu trabalho. Eu entendo. - Narcisa disse, mordendo o canto do lábio, enquanto eu tentava abotoar minha camisa, com mãos trêmulas. - Que horas você sai? Eu podia te esperar no fim do plantão e a gente saía para algum lugar...

- Eu saio às 8 horas. - informei, minha respiração ainda descompassada, minha pele ainda quente dos toques dela. Enfiei a mão em um dos bolsos da minha calça e pesquei uma chave. - Mas por que você não me espera lá em casa... e a gente não sai pra lugar nenhum? - propus, sabendo que meu rosto estava completamente vermelho.

- Essa é uma ótima idéia. - ela murmurou, aceitando a chave que eu coloquei em sua palma - Até mais tarde. 

- Até mais tarde... - sussurrei em resposta e, antes de sair, finalmente a beijei. 



Li, pelo que deveria ser a vigésima vez, as palavras desenhadas caprichosamente naquele pedaço de pergaminho que Narcisa me dera. E, pelo que deveria ser a vigésima vez, um friozinho percorreu meu estômago e me peguei sorrindo bobamente.  Por que as horas estão demorando tanto a passar? Já estou aqui, te esperando. Não demore. - a letra de Narcisa estava escrita em um tom de azul que me lembrava seus olhos. - Eu amo... - e a escrita parara por um minuto - Londres. Eu ri antes de rabiscar em resposta: Estarei aí logo. Eu... amo Londres também.

Dobrei cuidadosamente o pergaminho e o coloquei no bolso. Dei uma espiada no relógio e sorri satisfeita. Meu turno acabara de terminar. Catei alguns prontuários em cima da mesa da sala de espera e rumei para o salão principal do hospital, louca para largar tudo aquilo em cima do próximo plantonista. 

- Está chegando agora? - perguntei para Max, que estava atrás do balcão da recepção.

- Estou. Fiquei com a madrugada. - ele disse, revirando os olhos.

- Boa sorte pra você. - resmunguei, empurrando a pilha de pastas para os braços dele. 

- AJUDA! SOCORRO! - esses gritos foram o primeiro anúncio da tragédia.

Virei-me rapidamente para a fonte da voz e meus olhos detectaram o segundo anúncio: o sangue. Tive apenas um momento para captar a cena inteira: a mulher de joelhos que aparatara no meio do salão, a criança desacordada em seus braços. 

Eu corri, quase derrapando no caminho. Nada ficou em câmera lenta. Cada coisa espocava como um flash em minha cabeça. Cada ação, cada pensamento, cada segundo perdido. Caí de joelhos de frente para a mulher.

- AJUDA! POR FAVOR! - a voz dela pareceu quebrar-se em mil pedaços cortantes. Eu estendi os braços e ela me entregou a criança. No mesmo instante, o sangue escorreu por meus braços, o cheiro dominou meus sentidos. 

Depositei o corpinho inerte no chão e a varinha já estava em minhas mãos. Conter o sangue. Precisava conter o sangue. 

- Vulnera Sanentur! Vulnera Sanentur! - acenei uma vez após a outra para o terrível rasgo que dilacerara a garganta do menino. 

Uma voz masculina unira-se à minha, cuspindo o feitiço o mais rápido possível para os demais cortes. Alguém arrastara a mulher para longe. Sua voz ainda gritava por socorro. 

- Socorro! Meu bebê... um lobisomem! Socorro! 

- Eu não ouço batimentos! - a voz de Madeline se sobrepôs a dos outros e só então percebi que ela estava ao meu lado. 

- Ele precisa de sangue! Urgente! - gritei, agitando duas enfermeiras ao redor.

A ferida na garganta ainda não fechara. 

- Max, aqui! - apontei, pressionando o corte com a mão para impedi-lo de minar mais sangue.

- Lily, tire a...

- Não posso tirar a mão! Não pára de sangrar. Faça assim mesmo! - mandei, sentindo o líquido quente vazar por entre meus dedos. 

- Mas pode te...

- Faça agora! - rugi e ele agitou a varinha. 

Minha pele se abriu com o impacto do feitiço, mas pude sentir a ferida abaixo de meus dedos diminuir.

- Ele não tem batimentos! 

- Mais uma vez! - mandei e dessa vez Max não hesitou. Minha mão cobriu-se de bolhas com o novo impacto, mas o fluxo de sangue entre meus dedos cessou. 

- Afastem-se! - a voz de Madeline ecoou e eu mal tive tempo de recolher a mão antes do espasmo percorrer o corpo da criança. Acenei com a varinha em seguida, fazendo o feitiço de auscultação, e o silêncio que reboou em minha cabeça foi apavorante.

- Nada ainda! - anunciei, já mentalizando o novo feitiço de reanimação.

- Ele perdeu sangue demais.

- Ainda dá tempo. - afirmei, largando a varinha para pressionar as mãos naquele tórax frágil, em uma massagem cardíaca. 

- Lily.

- Ainda dá tempo! - berrei, virando o rosto para focalizar os lábios pálidos e entreabertos do menino. Tão terrivelmente sem cor. 

- Lily. - mãos grandes cobriram as minhas, interrompendo meus movimentos. 

- Não, Max. Ele só precisa de uma transfusão. Vamos levá-lo...

- Ele perdeu sangue demais. Não há nada para você bombear. 

- Mas...

- Lily.

Minhas mãos escaparam das dele, frouxas e cobertas de sangue. Todo o sangue daquele corpinho no chão. Tanto sangue para aquele pequeno corpinho no chão. 

- Hora da morte... - alguém começou a dizer. Mas a hora se perdeu na frase que foi o anúncio final da tragédia:

- Não! O meu bebê não... Por favor, o meu bebê não!

Não sei quantos minutos fiquei ali de joelhos, os olhos fixos no menino. Não aparentava ter mais que cinco anos. Sua pele clara e suas roupas coloridas completamente cobertas de sangue. Mais gente se amontoou no meio do salão e eu finalmente me ergui, sem forças para continuar olhando quando a mãe alcançou o corpo do filho mais uma vez. Seus soluços reverberavam por todo o lugar. 

Caminhei, sem nem prestar realmente atenção, até o vestiário feminino. Passei pelos armários, até os boxes na parte dos fundos. Despi, mecanicamente, meu jaleco ensopado de sangue. O líquido secara sobre a pele dos meus braços. Tirei a camisa, a calça, todo pedaço de tecido manchado de vermelho e entrei debaixo da ducha fria. Fiquei olhando o sangue ser lavado, escorrendo pelo chão de pedra branca até o ralo. Quando o fluxo vermelho não parou depois de alguns minutos foi que me dei conta de que eu estava sangrando. Minha mão latejava, as feridas abertas e sensíveis. 

Madeline deu uma examinada para mim, quando saí do chuveiro. Não havia muita coisa que ela pudesse fazer para curar uma ferida causada por um feitiço de cura. Ela passou um unguento que afastou a maior parte da dor e então enfaixou minha mão cuidadosamente. Eu teria que aguentar o incômodo por algum tempo e esperar. 

- Eu estou bem. - repeti pela milésima vez, quando, a caminho da saída, Max me parou. Eu só queria chegar em casa. Só isso. 

Aparatei na porta do meu apartamento. Assim que girei a maçaneta e abri a porta, meus olhos encontraram Narcisa. Ela pulou do sofá, abrindo um enorme sorriso de boas-vindas. Mas seu sorriso murchou quase prontamente quando ela pousou os olhos em mim.

- O que aconteceu? - ela perguntou, se adiantando na minha direção. 

Eu apenas balancei a cabeça e Narcisa me abraçou. Então eu chorei. Cissa me apertou mais forte e as lágrimas rolaram pelo meu rosto, quentes e salgadas, incontroláveis. Solucei, sentindo meu corpo ceder, meus baços pesados, como se ainda pudesse sentir o corpinho daquela criança sobre eles. 

Eu chorei. Narcisa me puxou delicadamente até o quarto. Descalçou meus sapatos, me vestiu com um pijama macio. Eu chorei. Ela afofou travesseiros, me ofereceu um copo d'água, me cobriu com um edredom morno. Eu chorei. E as mãos de Narcisa ainda afagavam meu cabelo quando meus olhos se fecharam sob o peso das últimas lágrimas.


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N/A: Oi meus amores! Andei meio sumida? Só um pouco? Ninguém sentiu minha falta? Droga =/ Well, well, o que posso dizer desse capítulo? Pegação na oncall room e tragédia no final? Qualquer semelhança com Grey's Anatomy é mera coincidência - NNNN. Mas espero que tenham gostado! :P Daqui pra frente fica mais divertido, eu acho... (e mais tenso).

Lai, continuo Sweet and Low, mas você tá mais low que eu. CADÊ NEEDLES? 
Gabi, aaaai será que só falo contigo por comentário agora? Se você for ler seu email, leia o que eu mandei antes do da Erica. ahsuahusahu
MiSyroff, você é a coisa mais fofa! Adorei seus comentários! Tô enrolada, mas tô quase entrando de férias e juro que vou opinar em cada capítulo de Amor e Ódio!
Erica, meu amor, fascinante é você. Tô morrendo de saudade, minha namorada. :P
Mila, até que enfim você voltou! hunft Senti falta de você por aqui =/ 
Cissa_Black, obrigada pelo comentário! *-* espero que continue curtindo a fic!

É isso, babys. Beijão! 

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Comentários: 2

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 17/07/2011

AUHUAHUAHUA estou low, mas vou voltar a ser fast, rs

aaaaaaaaawn que fofas elas, e eu fiquei na espectativa da noite das duas e acontece tudo isso, OMG!

quero uma Cissa dessas pra mim *o*

Nota: 1

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Enviado por Cissa_Black em 07/07/2011

PERFEITO!!!!! Eu adorei, mesmo. Você está de parabens mais uma vez. Nao demora a postar por favor, to ficando muito ansiosa com tudo isso.

(P.s: to adorando a Cissa)

Nota: 5

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