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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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27. Cap 27


Fic: NC-16 OBCECADO POR VOCÊ.LandaMS. Epílogo postado.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Amoresss. Enfim mais um cap. E esse é mais do que especial, pois no dia 7/6/2009, eu iniciava essa obra que caiu nas graças de todos vocês que comentam (e deixam essa autora super feliz) e dos que não comentam também. Agradeço a todos pelos 216 comentários (até o momento em que escrevi essa nota), pelos 52 votos no geral, pela divulgação no facebook e no twitter, e principalmente pelos mais de 760 visitantes. Vocês são maravilhosos.


Espero que curtam muito esse cap, pois ambos vão narrar e eu acho que foi o meu maior desafio, por ser o cap mais longo da fic e o mais esperado por muitos de vocês.


Agora chega de falatório e vamos a leitura...


                                             
                                                *******



Eu não queria ter saído do meu quarto. Apenas queria que o a semana passasse rápido para eu poder voltar para minha casa. Estava infeliz ali. Logo ali em Hogwarts. Hogwarts que sempre me fizera tão bem. Eu adorava aquele lugar, mas agora ele estava me fazendo sofrer muito.


Eu passei a semana toda trancada no dormitório da Grifinória, mesmo tendo um quarto só para mim. Queria ficar no dos monitores, ruminando minha angustia sozinha, mas meus amigos insistiram tanto para eu ficar no coletivo, então resolvi acatar seus pedidos. Eles ficaram um pouco aliviados com minha decisão, pois assim poderiam me vigiar de perto, já que no da monitoria eles não poderiam entrar.


Por um lado foi bom. Gina sempre conversava comigo. Desde o início ela fora minha confidente. Às vezes eu não gostava do jeito pervertido que ela recebia as coisas que eu falava, mas no final sempre acabávamos rindo de tudo.


Quando disse a ela que estava perdidamente apaixonada pelo Draco e que tinha que contar isso aos garotos, ela foi a primeira a me dar apoio total. Foi uma conversa bem difícil, mas ela sempre ficou do meu lado. Os garotos me recriminaram bastante, mas eu me mantive firme. Rony foi o que mais me pareceu sofrer, pois no fundo eu sabia que ele ainda gostava de mim. Talvez por isso ele esteja tão atencioso e carinhoso comigo. Talvez esteja tentando me ter de volta. Outro dia, no salão comunal ele até tentou me beijar, mas eu não permiti. Embora ele não queira aceitar, meu coração ainda pertence ao Draco, portanto todo o resto também. Eu sei que ele não quer mais me ver, que está me odiando ainda mais do que antes, mas o que eu poso fazer se eu ainda o amo?


Amo com todas as forças do meu coração. E quando Gina disse que aconteceria esse baile eu disse que não viria de jeito nenhum, mas foi só ela mencionar que Malfoy estaria aqui, que meus pensamentos mudaram de idéia. Mesmo tendo a cada instante outro pensamento para não descer para salão principal. Eu desci mais pela insistência dos meus amigos do que por vontade própria.


E quando cheguei aqui, minha vontade foi de voltar correndo para o quarto. O diretor já havia nomeado seus sucessores e falava com grande entusiasmo de alguns jovens que foram importantíssimos na guerra que já havia terminado e que graças a eles o mundo estava em paz novamente.


Todos ficamos automaticamente constrangidos com a homenagem, menos Luna que se juntou a nós por causa de Gina. Ela sempre fora tão calma e sonhadora que nada alterava seu estado de espírito, nem mesmo toda aquela exposição. Mas eu estava mesmo, era com uma espécie de ansiedade que estava fazendo meu estomago revirar feito redemoinho.


Todos aqueles aplausos e gritos de “viva” me deixaram muito sem graça. Ficou pior quando um grupo de crianças se aproximaram de mim e me abraçaram uma de cada vez, deixando mais claro ainda que aquela homenagem era mais para mim do que para os outros.


Cris me entregara um buque de rosas e eu acho que fiquei da cor dos botões de tanta vergonha. Mas isso foi fácil suportar, o que me deixou um pouco irritada foi o ciúme estúpido do Ronald.


­_Agora tenho que dividir você com essas crianças também? – Ele disse no meu ouvido me fazendo revirar os olhos para o teto.


Ele não tinha que dividir nada, porque eu não era nada dele e foi exatamente isso que disse a ele quando fomos nos sentar numa mesa afastada. Ela ficou meio arrogante quando recebeu minha resposta, mas mesmo assim continuava me enchendo de mimos, só que durante todo o percurso meus olhos procuraram por Draco, mas ele parecia não ter comparecido a festa como Gina disse que ele estaria. Eu não o via em lugar nenhum e isso entristeceu ainda mais meu coração. Eu queria uma chance para explicar, para expor meus sentimentos, para pedir perdão. E mesmo que ele não quisesse ficar comigo, nós teríamos conversado e eu me sentiria bem melhor.


Agora eu estava ali sozinha, naquela mesa esperando meus amigos voltarem, mas eles estavam demorando tanto que eu já estava começando a achar que eles não votariam mais. Harry e Gina ficaram muito quietos depois que nos sentamos, mas eu percebi que ambos planejavam alguma coisa e algo me dizia que Ron e eu não estávamos incluídos. Desde que voltamos do meu resgate eles sempre desapareciam misteriosamente. Rony estava desconfiado também, porém nunca tinha uma idéia exata de onde sua irmã e seu melhor amigo iam, pois sempre os víamos saindo em horários diferentes. Entretanto naquela noite eles haviam saído juntos e desaparecido no meio da multidão. Ron ficara de buscar alguma coisa para eu beber, mesmo eu dizendo que não queria tomar nada, mas ele insistira tanto que eu disse que queria ponche só para ver se ele parava de insistir.


Agora eu estava ali sozinha e com muita vontade de voltar para o quarto. Foi quando eu o vi.


Um borrão de loiro platinado entre todas as cores na pista de dança chamou muita minha a atenção. Ele estava dançando com Luna e aquilo me fez sentir uma pontada de ciúmes. Eu jamais poderia nutrir esse tipo de sentimento em relação a alguém tão especial como ela, mas vê-la com ele e saber que essa garota deveria ser eu me fez pensar em sair correndo dali. O problema é que essa mistura de sentimentos me fez ficar pregada no lugar. Draco Malfoy estava dançando com uma garota. Uma garota que não era eu.


Meu estomago se revirou mais forte dessa vez e um toque gentil em meu ombro tirou minha atenção da pista de dança.


_Rony, de volta tão rápido – comecei – mesmo sabendo que ele havia demorado bastante -, virando-me e para olhar o dono do toque gentil. Um par de olhos azuis e óculos de meia-lua olhavam para mim com um sorriso suave no rosto. Eu parei, envergonhada – Diretor – disse depois que o fitei – me desculpe. Pensei que fosse Ronald com as bebidas.


_Sou eu que devo me desculpar Srta. Granger. Não quis assustá-la – Prof. Dumbledore assegurou gentilmente – Ao contrário, eu estava esperando que você me desse a honra de uma dança antes que um de seus muitos pares a levasse para a pista.


Confesso que meus olhos arregalaram-se de surpresa, e eu não tive outra escolha. Aceitei graciosamente o convite.


_ Certamente, Professor. Eu ficaria encantada – eu sorri abertamente enquanto ele esticava seu braço para que eu pudesse acompanhá-lo para um espaço vazio na pista.


Eu admito que estava me sentindo muito honrada. O diretor dificilmente dançava alguma música nas festas do castelo. Em ocasiões muito raras ele tirava alguém para tal ato, mas apenas professoras ou convidadas especiais tinham essa honra. Todos presumiam que era para não dar mostras de favoritismo, mas pelo visto hoje ele faria uma exceção. Meu coração acelerou quando pus os pés na pista, e algo me disse que isso se tornaria interessante.


Como se lesse minha mente, Dumbledore falou quando começamos a dançar:


_Você parece estar se divertindo bastante no baile esta noite, Srta. Granger, mas não posso deixar de notar certa tristeza em seus olhos – eu desviei o olhar timidamente – Não fique constrangida. Você tem feito um ótimo trabalhado escondendo-a, mas sou mais observador que a maioria. Há qualquer coisa que gostaria de discutir? Alguma coisa em sua mente?


Mesmo que eu obviamente tivesse algo em minha mente, eu jamais discutiria minha vida pessoal com o diretor do castelo.


_Eu estou bem, professor, só um pouco cansada. Só isso. Foram tempos difíceis. O senhor sabe...


Ele suspirou, concordando.


_Isso é verdade. Mas você não pode esquecer que o passado ficou para trás agora, e devemos ter na consciência que esse novo tempo é de perdão e esperança. De tempos muito mais felizes – ele olhou por cima do meu ombro, os olhos escaneando o salão, mas procurando por algo que eu não tinha certeza do que era. Seus olhos brilharam misteriosamente e isso me intrigou bastante.


As palavras do diretor ficaram martelando em meus ouvidos enquanto dançávamos através da multidão – uma época de perdão e esperança; contudo, eu estava tonta de meus próprios devaneios, literalmente. Professor Dumbledore me girara muito rápido, e contra outro casal.


_Ai! Cuidado! – uma voz delicada de anjo se alterou pela primeira vez na vida e todos nós paramos no mesmo instante. A voz de Luna sumiu quando ela olhou apropriadamente chocada para o professor Dumbledore, enquanto este sorria para ela e seu parceiro de dança, um muito pálido Draco Malfoy.


_Minhas desculpas, Srta. Lovegood. Eu espero não tê-la machucado – ele sorriu para os alunos. Luna ficou ainda mais rosada, mas ele a tranqüilizou – Acredito que me deixei levar pela música e pela minha encantadora parceira de dança.


Agora eu estava vermelha e olhei para qualquer lugar, menos para o garoto à minha frente. Naquele momento eu gostaria – se fosse possível – aparatar dentro do castelo, para eu me mandar dali imediatamente, porém eu estava congelada, paralisada, petrificada e todos os adas imagináveis naquele momento e estava muda também. Então o diretor fez algo que deixou todos chocados.


_Srta. Lovegood, eu estava querendo mesmo querendo encontrá-la. Seria possível marcar uma reunião com seu pai? – ele sorriu – Há tempos venho querendo falar com a senhorita sobre isso e agora parece uma boa oportunidade. Às vezes meu escritório pode parecer tão frio. O que acha de conversarmos enquanto dançamos? É muito mais amigável – ele olhou inocentemente para os alunos – Isto é, se a Srta. Granger, não se importar em terminar nossa dança tão repentinamente.


Vamos sua boba, diga alguma coisa – recriminei a mim mesma. Ou teria sido minha consciência.


Tomando meu silêncio como concordância, ele gentilmente pegou a mão de Luna na dele e começou a levá-la para longe de Draco e de mim. Dumbledore virou-se e adicionou seus olhos brilhando de alegria indiscutível.


_Sr. Malfoy, você se importaria de terminar minha dança com a Srta. Granger? Ela é uma dançarina maravilhosa.


Com um último sorriso e um olhar divertido de Luna, ele girou-a suavemente pelo salão, falando animadamente, deixando eu e Draco juntos.


Nosso olhar se encontrou por segundos e eu fui à primeira desviá-los. A alça do meu vestido parecia naquele momento algo muito interessante de ser mexido.


Eu era normalmente tão confiante e direta. No entanto, agora eu só queria fugir. Mas ao mesmo tempo queria ficar ali para sempre.  Dumbledore armara direitinho para cima de mim e algum dia teria que agradecê-lo por isso. Quem sabe agora eu poderia explicar tudo a ele. Eu só esperava que ele quisesse me ouvir.


Meu corpo tremeu todo quando ele deu um passo para frente vagarosamente, pegou minha mão na dele, enquanto descansava a outra na minha cintura. Foi inevitável não olhar em volta. Alguns alunos nos lançavam olhares curiosos e isso começava a me preocupar.


_ Draco, você não precisa fazer isso só porque Dumbledore pediu.


_Eu quero – sua voz soava com convicção, e eu sabia que ele realmente queria.


A música acabou e uma nova começou. E eu reconheci, mesmo que os músicos estivessem tocando-a mais lentamente do que a original trouxa. Era uma de minhas favoritas.


Eu não sei, de onde vem
Essa força que me leva pra você.

Draco olhou nos meus olhos enquanto segurava-me com mais firmeza, puxando-me para mais perto. Eu não resisti, nem protestei. Enquanto movíamos através da música, tudo a nossa volta desapareceu, deixando apenas o som e nossos corações pressionados juntos. Nem eu, nem ele falamos alto, apenas deixamos nossos corpos se envolverem com a melodia.


Eu só sei, que faz bem
Mais confesso que no fundo eu duvidei.


Foi inevitável não fechar os olhos, pensando sobre o jeito como ele segurava-me firmemente contra si. Estava certa que só via o verdadeiro Draco quando estava assim, tão próxima dele. Tão perto que podia ver através da frieza em seus olhos, ver o coração caloroso que ele mantinha escondido do resto do mundo. Eu queria poder explicar tudo o que aconteceu, mas as palavras correram da minha boca como um rato corre de um gato.


Tive medo, e em segredo
Guardei o sentimento e me sufoquei


Abri os olhos e notei que Draco me olhava com tanta emoção, tanto calor e paixão... Todo o resto era irrelevante; nossas famílias, seus colegas, os meus, nossas mentiras, tudo. Ele passou tantos anos imaginando o que alguém poderia fazer se visse o verdadeiro Draco Malfoy. Eu realmente vira, e não fugi. Eu tentei matar aquele sentimento dentro de mim quando tive a chance, mas agora não queria mais.


Um sorriso curvou seus lábios.


Mais agora é a hora
Vou gritar pra todo mundo de uma vez


Acabei sorrindo de volta, começando com os lábios, mas quase instantaneamente com meus calorosos olhos de chocolate. Minha respiração ficou presa no pulmão quando ele fez um movimento que teve toda a minha atenção. Sem quebrar o contato visual, ele puxou a minha mão estendida para si, levando-a até a boca. Seus lábios roçaram suavemente sobre meus dedos, e eu olhei para ele, encantada.


Então, vagarosamente, sem que eu pudesse evitar movi minha mão até o peito de Draco. Podia sentir seu coração batendo contra meus dedos através das roupas.  Naquele momento tudo pareceu mágico.


Eu tô apaixonado, eu tô contando tudo
E não tô nem ligando, pro que vão dizer


Os pés de Draco pararam de se mover, parando a dança. Instintivamente nossos olhos se cruzaram de novo. Eu estava nervosa, feliz e excitada, enquanto esperava com ansiedade. Ele inclinou-se e beijou minha testa, deixando seus lábios acariciá-la antes de mover sua cabeça para baixo, traçando beijos suaves em minha bochecha. Meu coração se acelerou quase que no mesmo ritmo que minha respiração e eu senti seus lábios se esticarem num sorriso suave.


Amar não é pecado e se eu tiver errado


Ele afastou-se de mim, correndo sua mão para cima e para baixo no suave tecido de meu vestido. Eu podia ver a emoção em seus olhos: os vestígios finais de uma parede impenetrável demolida, o medo enquanto ele pulava para o desconhecido, então a calmaria, a serenidade.


_Eu senti sua falta – eu murmurei sem parar ao menos para pensar.


Eu não precisava pensar. Era verdade.


_Eu estou aqui com você agora – ele disse baixinho. – E não vou a lugar nenhum.



Que se dane o mundo
Eu só quero você


Ele colocou sua mão debaixo do meu queixo e inclinou meu rosto para ele. Com um rápido piscar, ele inclinou-se e beijou-me na boca. Ficamos daquele jeito por alguns momentos, agradecidos por finalmente quebrarmos aquela barreira. Fora uma longa e surpreendente jornada, o que fez o beijo muito mais doce para nós dois. Eu coloquei as mãos em volta do pescoço dele, enquanto ele abraçava-me mais forte pela cintura. Aos poucos o beijo se tornou caloroso e eu permiti que ele invadisse minha boca com sua língua. Não era um beijo luxuriante. Parecia-se mais com um beijo de princesa tendo um final feliz com seu príncipe encantado. Tanto que me senti a própria princesa dos contos de fadas. Minha perna direita chegou a se dobrar com o momento maravilhoso que eu estava vivendo. Eu queria fazer o mundo parar naquele instante. Queria que aquele momento jamais acabasse.


Eu tô apaixonado, eu tô contando tudo
E não tô nem ligando, pro que vão dizer


Quando finalmente nos separamos ouvimos vários gritinhos de surpresa e um mais alto que os outros. E foi naquele instante que lembramos que não estávamos sozinhos, mas sim em um salão cheio de alunos e observadores chocados. Os últimos acordes da música foram tocados e o salão ficou em completo silêncio.


Amar não é pecado e se eu tiver errado
Que se dane o mundo
Eu só quero você


O rosto de Draco ficou sério novamente. E isso me preocupou muito. Vi seus olhos me acusarem por breves instantes, para logo em seguida se magoarem. Ele não havia esquecido.


Eu não o culpava por isso. Afinal quem esqueceria tal traição?


O momento mágico e de pura fantasia começava a se transformar em pesadelo outra vez e eu acho que desta vez não agüentaria suportar tanta acusação. Mesmo porque agora não vinha só dele, todo o castelo compartilhara aquele instante de loucura na pista de dança. Eu era a sangue-ruim e ele o príncipe da Sonserina. Um legítimo sangue-puro.


Todos nos olhavam. Uns com curiosidade, outros indiferentes, mas a maioria com certa raiva.


E essa maioria era da casa dele e da minha casa, pois, por mais que um sonserino e um grifinório se dessem bem, isso não valeria para o restante.


Ele continuou calado me olhando e mesmo com uma movimentação das pessoas do meu lado direito não fez com seus olhos fossem tirados de mim.


Eu queria poder gritar aos quatro cantos que eu tinha errado, que queria que ele me perdoasse, mas minha voz não saía. Isso estava me matando.


De repente sua imagem foi obscurecida por outra e eu levei um susto quando Pansy Parkinson apareceu na minha frente me empurrando para longe dele.


_Sai de perto dele sangue-ruim. – Ela gritou enfurecida. – O Draco é meu.


_Deixa ela em paz Pansy. – Ele falou segurando o braço dela. – Você está bêbada.


Para mim ela parecia bem normal. Se estivesse mesmo bêbada, com certeza teria tomado uma poção revigorante para poder aproveitar o resto da noite.


Ela o olhou chocada. Draco jamais reagiria para proteger um grifinório, ainda mais eu, Hermione Granger.


_Deixá-la em paz? Ela estava te agarrando e você quer que eu a deixe em paz?


_Sim. Deixe-a em paz.


_Eu não acredito que você está protegendo ela. Ela é uma sangue-ruim, você já se esqueceu?


_Não. Eu não me esqueci da diferença entre nossos sangues, mas de que isso importa? – Ele argumentou ainda segurando-a firmemente.


_ O que você tem Draco? – disse se livrando do aperto com brusquidão. – O que aconteceu com você? – Ela perguntou encarando profundamente os olhos dele.


_Isso não é da sua conta.


_É da minha conta sim. Você é meu namorado. – Ela gritou histérica fazendo o salão ficar mais silencioso ainda, pois um burburinho de fofocas se espalhara por todo o salão. – E ela não tinha o direito de encostar em você.


Ela continuou falando e me insultando feito louca e Draco tentando fazer ela ficar quieta.


Naquele momento eu me sentia fraca e muito fragilizada e minhas vistas já se turvavam por causa das lágrimas. Todos falando coisas horríveis ao meu respeito e eu não tendo como me defender.


Pansy continuava gritando com ele e eu comecei a tremer.


_Você é meu namorado e me deve uma explicação. O que a sangue-ruim nojenta pensa que é para sair por ai agarrando namorados que não lhe pertencem?


_Para com isso. – Draco pela primeira vez alteou a voz e fez com que todos escutassem. – Eu não sou seu namorado. Eu não gosto de você.


_Ela te enfeitiçou. – Afirmou a outra com convicção. – Só pode ser isso. Pra você defendê-la dessa maneira, só pode estar enfeitiçado por essa nojenta...


Agora meu corpo tremia muito mais e minhas lagrimas embaçavam ainda mais meus olhos. Eu estava sendo julgada por uma coisa que eu se quer tinha feito e não me deixavam nem explicar. Ambos falavam tanto que eu já tinha sido esquecida de lado.


Só prestaram atenção em mim novamente quando Harry, Gina, Rony que estava furioso, e Luna se juntaram a mim.


_Zabini devia ter matado você, assim não teríamos mais que olhar para essa sua cara...


_Cala essa boca Parkinson. – Gritara Gina, que logo que se aproximou. Viera me amparar, pois eu estava a ponto de cair no chão.


Harry e Rony quase avançaram nela. Se não fosse Luna para impedi-los eu nem sei o que poderia ter acontecido.


Dessa vez ela pegara pesado. Falar do Zabini me fizera relembrar todos os momentos terríveis que ele me fizera passar. De certo modo eu podia sentir ele me tocar naquele quarto e isso doía muito.


Ouvir aquilo me desesperou e eu não agüentei ficar no salão tendo milhares de olhos acusadores me julgando.


Sai correndo, abrindo passagem no meio da multidão e escutando alguns risinhos das garotas mais maldosas que se divertiam com meu sofrimento. Só escutei quando alguém chamou meu nome, mas não parei para olhá-lo. Draco não merecia mais humilhação por minha causa.


                                     *********************************


 _Viram? Ela é tão fraca que nem agüenta discutir comigo. – Falou Pansy toda vitoriosa, por ter colocado Hermione para correr.


_Eu vou te mostrar quem é fraca. – Gritou Gina partindo para cima dela, mas os amigos a impediram de se aproximar da mesma.


_Não Gina. Essa daí não vale à pena. – Falou Potter segurando a namorada sobre protestos da mesma.


_Me solta Harry. – Protestara a ruiva.


Eu até queria que eles tivessem deixado Gina dar a surra que Pansy merecia, já que eu não podia por ela ser mulher. Mas minha vontade era de arrebentar a cara dela por ter falado aquelas coisas para Hermione num momento em que ela se sentia tão frágil.


_ Já chega Pansy! Eu já estou cheio de você! – Falei alto fazendo ela me fitar com seriedade. Agora ela parecia mais sóbria do que antes e quando levou as mãos para envolver meu rosto eu as afastei sem delicadeza.


_Mas Draco...


_Mas nada... E quer saber? – continuei falando alto para que todo mundo escutasse. – Eu estou mesmo enfeitiçado Pansy. Só que é por um feitiço que você jamais saberá o que é, porque dentro do seu peito não bate um coração. No lugar existe uma pedra de gelo.


_Isso não é verdade. Eu amo você... – Argumentou ela tentando me tocar novamente, mas eu dei um passo para trás evitando o toque.


_Ama nada. Você só ama o que meu nome e o meu dinheiro podem te dar. Mas a Hermione não... Ela não liga para essa bobagem, muito menos para a diferença dos nossos sangues e fique você sabendo que a partir de agora eu também não ligo. É ela que eu amo e nem você e nem ninguém vai mudar isso...


Nessa hora olhei os amigos dela e vi que eles estavam um pouco espantados com minha declaração. Tinha certeza que eles não esperavam por isso. Ainda mais na frente do colégio todo.


_Mas o que seu pai acha disso, e sua mãe?


_Eu sou o homem da casa agora e meu pai não tem nada haver com isso. E quanto a minha mãe...


_Quanto a mim Srta. Parkinson – retrucou minha mãe, impedindo-me de continuar. – o que acho ou deixo de achar não lhe interessa. – Pansy arregalou os olhos para ela chocada. – Draco já é um homem feito e já sabe o que é melhor para ele. E tendo em vista o que acabei de escutar da senhorita – mamãe disse essa frase com desdém – Draco não teria feito escolha melhor. – Terminou se referindo a Hermione.


Eu já me gabava de ter a melhor mãe do mundo. Mas naqueles momentos é que eu me orgulhava de ter sido gerado por aquela mulher. Ela era a melhor. Sabia exatamente o momento certo de mudar de opinião.


_Ok. – Falou Pansy tentando se sair superior, mas depois daquela resposta ficaria difícil. – Mas fique sabendo Malfoy – falou se aproximando bem perto de mim e abaixando o tom de voz para que ninguém escutasse. – Que isso não vai ficar assim. Vai ter troco, pode esperar.


Eu a encarei profundamente antes de responder:


_Vou aguardar... sentado. – Debochei.


E soltando um ar pesado na minha face ela se retirou enfurecida. Algumas sonserinas a seguiram e eu as acompanhei com o olhar.


Alguma coisa estava me dizendo que eu teria muitos problemas com Pansy Parkinson mais tarde.


_Impressionante! – Argumentou Potter se aproximando e fazendo-me voltar a realidade. – Muito impressionante!


Eu fechei a cara, não estava muito a fim de ficar batendo boca com ele também, estava sem paciência.


_Ah, não começa Potter. Estou sem paciência pra discutir com você.


_Eu vim em missão de paz Malfoy. Não quero discutir com você. Muito pelo contrário, quero fazer as pazes.


Olhei para ele desconfiado. Só podia ser alguma piada de mau gosto.


Mas quando ele estendeu a mão para apertar a minha eu vi que não era brincadeira nenhuma.


Fiquei um tempo pensando se apertava ou não. Aquilo poderia ser um truque. Afinal eles já me enganaram antes. E se fosse outro plano sujo?


_Eu quero ser seu amigo. Mas dessa vez para valer. Sem jogos, sem desentendimentos, ou ressentimentos. Amigo de verdade.


_O que você ganha com isso? – Perguntei.


_Uma amiga muito feliz.


Ele foi categórico ao escolher as palavras. Sabia que eu jamais duvidaria do amor que ele sentia pela Hermione. Eles eram como irmãos de sangue e Potter faria tudo que estivesse ao seu alcance para fazê-la imensamente feliz.


Sem pensar mais, estendi a mão e apertei a dele com força.


Naquele momento um som ao fundo ecoou pelo salão.


Eu e ele fomos os primeiros a olhar.


Dumbledore puxava uma salva da palmas. Hagrid foi o segundo a segui-lo e quando demos por nós toda a escola estava aplaudindo também e gritando vivas. Até mesmo os sonserinos e grifinórios.


Agora sim a paz reinava absoluta naquele lugar.


_Acho que causaram uma revolução nesse castelo rapazes. – Gina comentou abraçando o namorado e sorrindo para mim.


_Pode ser ruiva. Mas ainda sou melhor apanhador que o Potter. – Disse de uma maneira divertida.


_Só nos seus sonhos colega.


_Mas mal ficaram amigos e já vão brigar. – Retrucou Rony olhando para nossa cara com um jeito diferente do que estava acostumado.


Ambos rimos dos nossos comentários e da cara do Weasley. A essa altura a multidão já se dispersava e a festa continuava. Afinal depois daquele barraco todo eles teriam o que conversar sobre esse baile durante semanas.


_Ah, meu menininho, meu orgulho...


Minha mãe interrompeu aquele momento para me encher de mimos logo na frente de todo mundo.


_Mãe. Mãe. – chamei-a para fazê-la parar com a gracinha e parar de me apertar contra o corpo dela. – Olha o mico.


_Larga de ser chato garoto. Eu só quero te dar um abraço.


_Acho que os abraços vão ter que esperar. Eu ainda tenho que fazer uma coisa...


Nessa hora as brincadeiras e as provocações ficaram completamente de lado e todos nós nos tornamos sérios. Havia um assunto pendente e que só cabia a mim resolver.


Hermione.


_Vá atrás dela meu amor. Vá atrás da sua felicidade. – incentivou minha mãe, dando-me um beijo na bochecha.


Eu assenti com a cabeça e retribui o beijo que ela me deu.


_Eu volto logo. – Sussurrei em seu ouvido assim que toquei seu rosto com os lábios.


Passei pelos amigos dela – agora meus mais novos amigos também – e corri porta afora. Escutei Luna gritar “boa sorte” e ergui a mão sem me virar para ela saber que eu tinha escutado e apressei a corrida. Precisava encontrá-la.


(...)


O corredor comprido foi superado facilmente por minha velocidade.


Virei para a direita e a vi. Ela estava na porta de saída que dava para o jardim das roseiras.


Ela deu mais um passo e sumiu atrás da parede. Corri mais um pouco para alcançá-la.


Hermione estava bem no meio do jardim. Entre os dois enormes canteiros de rosas nos fundos da escola. Eu parei no final da escada e gritei seu nome.


_Hermioooneee.


Ela estancou no lugar mais não se virou. Passou a mão no rosto para enxugar uma lágrima.


Eu desci o ultimo degrau e caminhei normalmente até ela. Meu coração batia acelerado, minha respiração estava descompassada, não só por causa da corrida até ali, mas também por causa da emoção. Quando me aproximei a distancia de um metro mais ou menos eu parei e chamei-a suavemente dessa vez:


_Moranguinho...


Ela passou a mão no rosto para enxugar outra lágrima, mas não se virou para me olhar.


_Me perdoe. – fui logo pedindo. Estava fazendo aquilo não só por causa do que havia acontecido minutos antes, mas por todo esse tempo em que eu fui um fraco, preconceituoso, arrogante e que só ligava para minha reputação de sangue puro. – Hermione... – chamei-a novamente.


_Você não tem que pedir perdão. Eu é que devo desculpas e muitas explicações.


_Você não tem que me explicar nada.


_Tenho sim. – Agora ela havia se virado para mim com determinação. – Você tem que saber que meus amigos não tiveram nada haver com que eu fiz. Eu sou a única culpada, eles não queriam que eu executasse o meu plano, mas eu segui em frente mesmo assim. Se você tiver que odiar alguém, que esse alguém seja eu.


As lágrimas em seu rosto não paravam de escorrer e sua voz saiu todo o tempo embargada por causa do choro compulsivo.


Eu sorri me lembrando das ultimas palavras do Harry dois dias atrás, em que descobri sobre os planos dela.


Ela me olhou curiosa e confusa.


_Do que você está rindo?...


_Estou rindo das suas palavras. Uma pessoa me disse a mesma coisa dois dais atrás. E quer saber? Ele será um grande amigo agora.


Ela continuou falando como se eu não tivesse abrido a boca para interrompê-la.


_Harry e Rony não tiveram culpa. Eu executei o plano contra vontade deles e...


Ela se calou imediatamente. Só agora havia percebido que eu falava do Potter. E que nós já havíamos nos acertado. E que agora seriamos grandes amigos também.


_O que disse? – Perguntou me fitando profundamente.


_Não importa. – Me aproximei, apertando a distância que nos separava. – O que importa agora é que tudo já foi esclarecido.


E sem esperar mais um segundo eu a envolvi em meus braços e a beijei apaixonadamente. Estava louco para fazer isso novamente. Sua boca tinha o sabor das lágrimas que ela havia derramado, mas mesmo assim o beijo ficou gostoso. Minha língua pediu passagem e ela a recebeu com vigor.


Minha mão em sua nuca e a outra na cintura, fazia com que o espaço entre nossos corpos fosse inexistente.


Quando nos separamos nossa respiração estava descompassada. Encostei minha testa na dela e aspirei seu perfume frutífero. Morango como sempre. Do jeito que eu gostava.


_Eu te amo. – Falei num sussurro.


_Mas eu achei que você iria me odiar inda mais depois de tudo que aconteceu. – Ela murmurou baixinho.


_Eu não odeio você. Pelo contrário. Eu a amo ainda mais.


_Mas eu pensei que...


_Shiiiiii... Vamos esquecer o que aconteceu, ta legal? Pra que ficarmos remoendo lembranças tão dolorosas e que só nos fazem mal? Eu amo você e isso é o que importa e nada e nem ninguém vai separar a gente.


Ela respirou fundo e depois sorriu, mostrando aquele sorriso de felicidade que me encantava.


Eu voltei a beijá-la e no meio do beijo alguns clarões iluminaram o céu nos interrompendo. Olhamos para cima e uma chuva de fogos de artifícios mágicos formavam figuras alegres e divertidas no ar.


Todos os alunos estavam nas sacadas do castelo contemplando o momento de pura magia.


Hermione olhava fascinada o céu e eu a apertei contra o peito dando-lhe um beijo na testa.


Mérlin, obrigado por esse momento maravilhoso. Agradeci em pensamento enquanto outra idéia ia ocupando minha mente.


Fui me afastando do corpo dela minimamente e comecei a andar.


_Draco?


_Vem comigo. – Falei puxando-a pela mão.


No caminho passei a mão numa rosa vermelha e a arranquei do caule, tomando cuidado para não me espetar nos espinhos.


Hermione me seguiu olhando para trás umas duas vezes. Ela notara que estávamos nos afastando rapidamente do castelo.


_Aonde vamos? – Perguntou-me.


_Você já vai saber. – Falei sem parar de andar e sem olhar para ela que estava logo atrás de mim.


As luzes no céu continuavam estourando no ar e eu sabia que todos estavam ocupados demais para prestarem atenção no casal mais inesperado do momento andando pelo escuro lá embaixo.


Quando chegamos ao nosso destino, Hermione não teve nem tempo de perguntar o que estávamos fazendo naquele lugar, porque eu não permiti, apenas a enlacei pela cintura e a beijei de surpresa. Eu a ergui do solo e entrei com ela pela porta de madeira.


Encostei-a uma parede perto da pia e continuei beijando-a ardentemente enquanto empurrava a porta com força fazendo-a se trancar com um baque surdo. Num momento qualquer depositei a rosa perto de uma das torneiras.


Senti suas mãos empurrarem meu paletó e depois soltarem aquela sinta que acompanha o smoking. A seguinte peça do meu vestuário foi a camisa que ela retirou de dentro da calça. Soltei por pequenos instantes sua boca apenas para desamarrar a gravata borboleta. Atirei-a no chão junto com restante das outras roupas.


Voltei a beijá-la enquanto, trabalhava nos botões da camisa branca que eu usava.


Essa peça também foi fazer companhia para as outras.


Minhas mãos voaram para sua cintura e meus lábios escorregaram ávidos pelo pescoço dela e seus dedos embrenharam em meus cabelos, puxando minha cabeça de encontro a sua pele sedosa.


Agradeci mentalmente por ela estar usando um vestido fácil de tirar. Um tomara-que-caia branco, mesclado com vermelho na barra, e com strass no corpete. Apenas um zíper nas costas para segurar tudo àquilo nela.


Escorreguei as mãos para suas nádegas e no instante seguinte para suas coxas. Com um simples impulso eu a ergui do solo, usando a parede como apoio.


Alcancei seu pescoço novamente e ela arqueou as costas, se oferecendo para mim.


Um suspiro de sua parte quase me fez gozar por antecipação, mas foi sua voz é que me chamou mais atenção.


_Draco... Hã... Querido... A poção... – Ela disse com dificuldade.


_Eu sei – disse entre os beijos que distribuía pelo colo dela. – Não me esqueci.


_Que bom.  – Suas pernas pousaram outra vez no chão enquanto ela continuou a falar. – Não queremos nenhum acidente, não é? – Ela argumentou me empurrando de leve para que eu pudesse fita-la nos olhos.


_É claro que não.  – Soltei-a e me afastei um pouco.


Ela me lançou um sorriso simpático – no fundo ela sabia que eu nem lembrava de usar qualquer proteção – e eu voltei a me aproximar, tocando sua boca de leve.


_É que às vezes eu fico um pouco distraído quando estou com você.


Isso que eu dissera era mentira. No início eu me preocupava muito mais em nos proteger, pois não queria que ela engravidasse ou fossemos infectados por algum vírus incurável. Mas agora eu sabia dos meus reais sentimentos, mas até que ela estivesse segura das minhas verdadeiras intenções eu usaria a poção até quando ela quisesse.


Afastei-me um pouco e procurei por meu paletó. Hermione deu alguns passos para o lado e olhou ao redor.


Quando ela se voltou para mim eu já havia procurado a varinha e conjurava naquele momento o frasquinho com o líquido rosa.


Eu coloquei metade do líquido na boca e ofereci o restante a ela. Enquanto ela bebia, eu voltei a abraçá-la e a beijá-la no pescoço.


Sua mão escorregou por meu braço e arrancou a varinha da minha mão e com um pouco de força ela me empurrou para longe dela.


_Hey. Porque isso agora? – Perguntei meio zangado.


Eu estava ali todo cheio de vontades e desejos e Hermione me afastando dela.


_Calma meu amor – falou com um sorriso travesso nos lábios e passando a ponta da varinha no meu peito nu. – Você vai ter o que deseja... e eu também – nessa hora ela quase me devorou com olhar. Sua voz ficou tão sensual que fez meu sangue correr mais rápido nas veias.


Aquela conversa toda podia ter esfriado um pouco o clima, mas ela sabia exatamente como me manter “aceso”.


A ponta da varinha parou no cós da minha calça e seu olhar fitou profundamente o volume no meio das minhas pernas. Quando nosso olhar voltou a se encontrar ela sorriu de uma maneira bem pervertida.


Hermione era uma pessoa imprevisível às vezes. Sempre tão recatada na frente dos outros, mas quando estava comigo, ela tornava-se uma fera selvagem. E confesso que eu adorava isso.


E sem delongas ela se movimentou e movimentou a varinha junto, fazendo o banco do vestiário se transformar em uma enorme cama de casal.


Naquele exato lugar eu a possuíra pela primeira vez, e seria ali que eu a tomaria em meus braços de novo. No entanto, agora, seria diferente. Haveria um certo conforto, e uma mistura de sentimentos puros fariam parte daquele ato.


Ela retirou os sapatos, fazendo a barra o vestido tocar o chão. Hermione continuou de costas para mim, e a mão que segurava a varinha pousou sobre o zíper do seu vestido. Lentamente sua pele foi ficando a mostra e minha boca voltou a secar com a insinuação.


Ela virou o rosto na minha direção e mordeu o lábio inferior para me provocar ainda mais.


Dei um sorriso.


Ela realmente sabia me deixar excitado quando queria. Meu órgão já começava a doer e o ato de soltar o ar com força me fez sentir uma pontada aguda na virilha.


Seu corpete foi ao chão e ela soltou os cabelos para cobrir os seios. Depois foi a vez da saia, que eu vi com maior gosto, escorregar por seus quadris arredondados e pernas delgadas até o chão.


Fiquei com os olhos vidrados na peça púrpura e rendada que quase não lhe cobria os quadris e apenas sua voz foi capaz de chamar minha atenção.


_Voçê não vem? – Chamou-me de uma maneira travessa enquanto sorria.


Hermione era louca ou o que?


Fazer todo aquele stripe tease aparentemente inocente para alguém que estava louco de vontade de tocá-la há meses só podia ser loucura.


Terminei de me despir rapidamente – mas permaneci com a peça intima, se ela queria jogar eu faria seu jogo - e caminhei em sua direção – no caminho peguei a rosa perto da torneira – sem me deter dessa vez. Parei bem atrás dela e a envolvi com o braço esquerdo, puxando seu corpo de encontro ao meu com certa força. Jamais pensei em ser rude ou bruto, pois passava longe da minha cabeça que ela pensasse que aquilo que iríamos fazer se parecesse com o que ela sofreu quando fora uma prisioneira.  Eu seria delicado. Mas isso não queria dizer que não seria muito intenso. E ela pareceu entender isso, pois soltara um suspiro muito gostoso de ouvir quando sentiu a pressão que meu quadril fez sobre o seu.


Passei a rosa por seu pescoço e deslizei por seu ombro, até o cotovelo vendo sua pele arrepiar sobre o toque macio das pétalas.


Hermione apoiou, a mão esquerda sobre a minha que se encontrava em sua barriga e a outra ela dobrou colocando na minha nuca e puxando minha cabeça de encontro aquela região.


Mordisquei, beijei e lambi sua pele quente. Ela arqueou o corpo fazendo nossos quadris buscarem muito mais contato.


Oh, Mérlim. Mais uma daquelas e eu passaria dos limites com ela.


Ela caminhou – me puxando junto – para a cama e eu a acompanhei. Ela se ajoelhou no colchão e eu fiz o mesmo movimento tentando não causar nenhum acidente, como prender a perna dela com a minha ou empurrá-la com força.


Quando estávamos no meio do colchão ela se livrou das minhas mãos e com um movimento para lá de ousado, ela se curvou, empinando todo o quadril na minha direção. Quase fui a loucura com o movimento e soltei o ar com força.


Sem me demorar muito cobri seu corpo com o meu e comecei a distribuir beijos e mordidas por toda sua pele até a cintura depositando a flor num canto do colchão. Quando senti a necessidade de virá-la para mim, o fiz rapidamente.


Imediatamente capturei seus lábios e ela retribuiu com maior vigor ainda. Nossos corpos se desejavam e necessitavam serem saciados.


Meus beijos passearam por todo o seu corpo, e o momento mais esperado por nós dois não podia ser mais adiado. Num ultimo movimento, arranquei sua lingerie com os dentes e me posicionei entre suas pernas. Quando forcei a entrada ela fechou os olhos e curvou a coluna, afundando o quadril no colchão, permitindo assim que eu deslizasse para dentro dela numa maior profundidade. Quando ela abriu os olhos eu pude ver um resquício de medo transpassar seus olhos e uma lágrima rolar por sua face.


Será que ela estava pensando no desgraçado do Zabini?


Por um momento pensei em lhe fazer aquela pergunta, mas eu sabia que se eu a fizesse estragaria todo o momento maravilhoso que estava vivendo. Por isso me mantive imóvel, mas eu não consegui evitar de fazer outra pergunta.


_Por que choras meu amor?


Ela moveu o quadril como se quisesse me acomodar melhor antes de responder:


_Você não sabe o quanto eu desejei estar assim com você outra vez. Nunca mais quero ficar longe de você.


_Ah. – Eu gemi antes de falar para ela o que eu estava sentindo. – Pode acreditar... Eu desejava a mesma coisa há meses. Estava morrendo de saudades... Ainda estou...


_Então me beije, meu amor. Mate meu desejo.


_Será um prazer... – respondi de uma maneira divertida antes de abaixar a cabeça e exigir sua boca ao mesmo tempo em que começava a me movimentar.


Suas pernas enlaçaram meus quadris e eu tive um melhor acesso ao seu corpo.


Eu me movimentava hora rápido, hora devagar. A cada minuto ela se tornava mais receptiva e eu mais faminto. Era tanta saudade acumulada que sentia necessidade de acabar com ela naquele único momento.


Depois de longos minutos, fui abrigado a destruir aquela sensação maravilhosa de prazer, pois fui incapaz de segurar meu próprio gozo quando a senti tremer toda embaixo de mim. Suas mãos envolveram minhas nádegas e eu senti uma dor quando suas unhas encravaram na minha carne.


Com mais algumas estocadas profundas e um som rouco vindo das profundezas da minha garganta, eu banhei seu interior com meu sémem, enquanto sentia-a contrair suas paredes internas ao redor do meu órgão sexual.


Afundei meu rosto em seus cabelos e respirei o perfume adocicado dos mesmos.


_Eu te amo. – Ouvi-a murmurar em meu ouvido.


Abri um sorriso sincero e beijei seu pescoço antes de rolar para o lado e puxá-la para se aconchegar em meu peito.


_Eu também te amo. – Falei beijando o topo de sua cabeça. – Muito. Muito mesmo. Tanto que chega a doer.


Ela não disse mais nada apenas me apertou com seu abraço e sorriu depois de trocarmos um selinho.

                         **********************************


Estávamos a um bom tempo em silêncio, na verdade chegamos a cochilar. O lençol fino cobria nossos corpos nus e eu fui o primeiro a acordar.


Ela estava de costas para mim e me aproximei de seu corpo já beijando seu ombro e nuca. Ela resmungou e foi acordando aos poucos enquanto se virava para meu lado.


_Já é hora de levantar? – Perguntou com a voz embargada pelo sono.


_Não. Ainda é de madrugada. – Respondi enquanto continuava a beijá-la.


_Então o que faz acordado? – Falou já totalmente desperta


_Necessidade. – Fui categórico ao responder. – Queria aproveitar o resto de tempo que a poção ainda está fazendo efeito para amar você mais uma vez.


Ela abriu um sorriso, pois entendera perfeitamente o que eu falara.


Dessa vez ela tomara a iniciativa. Com um movimento ligeiro ela subira em cima de mim e aprofundara o beijo. Ela alcançaria o clímax primeiro se eu não tivesse mudado de posição um pouco.


Apenas ergui o tronco e apoiei as costas na cabeceira da cama, tendo assim o rosto dela mais perto do meu. Ela se segurou nas hastes da cabeceira para poder se mover melhor. E eu tive todo o seu corpo livre para explorar com as mãos e com a boca. Olhei profundamente em seus olhos, antes de capturar seus lábios com um beijo luxuriante.


Ela soltou um gemido agudo quando alcançou o auge e eu a acompanhei quase que imediatamente.


Apenas virei-a na cama e estoquei até atingir o clímax que o meu corpo tanto necessitava.


Passados alguns segundos eu sai de dentro dela – mas não de cima.


_Moranguinho, posso te fazer uma pergunta? – falei brincando com uma mecha de sua franja que teimava em cair sobre sua testa.


Ela me olhou nos olhos e brincou:


_Hum... Depende. Se for algo sobre as aulas extracurriculares que todos nós teremos que fazer até o final do ano, eu ainda tenho que me informar...


Balancei a cabeça negando sobre sua afirmação.


_Não. Não é isso que eu quero saber.


_Ah, não? Então o que é?


_Eu quero saber... É que... – eu estava muito nervoso, tanto que meu corpo começou a suar frio. – Eu quero saber...


Essa demora toda fez ela ficar preocupada.


_Diz meu amor. Estou ouvindo.


_Você quer... Moranguinho... - pigarriei antes de soltar a linguá. - Você quer casar comigo?


Continua...


 PS: Eu escolhi essa musica do Luan Santana porque a letra da musica tem tudo a haver com o momento em que eles estavam vivendo. E o ritmo da musica é muito top. Escrevi todo o cap escutando a musica e confesso que ela foi à maior inspiração para o cap ficar perfeito. Eu adorei, e vocês? Espero que me digam o que acharam...

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Comentários: 1

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Enviado por Mione03 em 11/06/2011

Olá, tudo bem? Sei que andei sumida, mas hoje reli os capítulos antigos e li os que não tinha lido e li esse novo capítulo com essa música linda do Luan Santana. Bom a fic está ótima e a história está cada vez melhor e mais envolvente!!! Espero que a Parkinson não de muito trabalho para o casal!!! Adorei a atitude da Narcissa em relação a nora e principalmente a ação da Parkinson no baile!!! Parabéns pela fic e até mais!!!Beijos mione03!!!

Nota: 5

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