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11. Capítulo 11


Fic: stupid girls JL CAPÍTULO 13 ON!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"Consegui meu equilíbrio
cortejando a insanidade. 
Tudo está perdido,
mas existem possibilidades..."

- Legião Urbana


 


Capítulo 11


I'll stop the whole world


From turning into a monster, in this life


 


 


- Que vergonha, que vergonha, que vergonha! – Alicia falava ao telefone comigo, eu já tinha ouvido todo o discurso dela antes, quando a levei para casa. Querida, estava realmente embaraçada e eu já tinha falado que estava tudo bem, que não foi nada demais. Ela deve ter saído há mais ou menos uma hora da minha casa e já ligou para se desculpar de novo. – Ai Lily, desculpa de novo e muito, mas muito obrigada.


- Alicia, não se preocupe, eu já disse que não foi problema nenhum. – respondi pela décima vez. – Eu tenho que desligar, preciso arrumar umas coisas para segunda feira.


- Certo, obrigada mesmo, tchau. – murmurei um tchau e desliguei o telefone, suspirei e comecei a arrumar uma gaveta, precisava do espaço para guardar uns livros antigos. Como é fácil eu encaixotar uma parte da minha vida. O que mais tinha naquele armário eram fotos, fotos minhas pequena, da Petúnia, do meu pai. E o mais incrível era como eu só tinha uma foto da minha mãe, ela estava no fundo de uma foto que meu pai me segurava orgulhoso. O olhar dela era vago, sem reação, anos e anos eu analisei aquela foto tentando me convencer que ela no fundo me amava. Uma ilusão que vivi por anos, até realmente perceber que nada do que fantasiava era verdade. Depressão Pós-Parto, foi isso o que ela sofreu depois de ter dado a luz a mim, acho que Marie poderia ter tentado se tratar, podia não ser por mim, mas pelo meu pai. Em vez disso ela nos abandonou e deixou a culpa me corroer por anos. Coloquei a foto em cima da minha cama e continuei colocando aquelas fotos em uma caixa, iria por em um álbum, algum dia. Deixei de fora outra foto minha, da Petúnia e do pai, acho que foi no aniversário de Petúnia, quando eu tinha uns dois anos.


Talvez eu esteja sendo idiota, mas dói de pensar que minha mãe não me quis. Eu convivi com esse pensamento por muito tempo e por muito tempo tentei me convencer que a errada era ela. Eu não tenho nenhum problema, quero dizer, eu tenho problemas, mas nada que ela não conseguisse aguentar. Sentei de novo em minha cama e fiquei observando as duas fotos. Tudo na vida acontece por algum motivo, se ela nos abandonou foi definitivamente para a melhor, se ela continuasse com nós eu provavelmente nunca teria conhecido o Remus, James, Sirius e Dorcas do jeito que eu conheço agora. Foi para a melhor.


- O que você está fazendo? – Petúnia entrou no meu quarto e se sentou ao meu lado. Mostrei as fotos para Petúnia e tentei não demonstrar que estava triste. Ela murmurou um ‘ah’ e ficou em silêncio por um tempo. – Você sente falta dela?


- Não tem como eu sentir falta de algo que nunca tive. – murmurei encolhendo os ombros, Petúnia não me encarou, olhou para os seus pés.


- Eu sinto... – Petúnia disse, pude sentir o tom de tristeza em sua voz.


- Eu sei. – falei e peguei em sua mão. – Mas no fim nós nos saímos bem.


- Lily, eu... – Petúnia começou a falar, mas parou, tentando procurar as palavras certas. – Eu te culpei a minha vida toda, praticamente, eu...


- Eu também me culpei por um bom tempo, Pet. – falei a interrompendo. – Mas isso porque eu era uma criança e a única coisa que sabiamos era que ela tinha ido embora.


- Me perdoa. – Petúnia murmurou e eu a abracei. Não falamos nada por um tempo e ficamos abraçadas.


- Garotas... – meu pai entrou no quarto e sorriu com a cena. Petúnia e eu nos separamos. – Garotas, eu e Anna gostaríamos da presença de vocês na sala.


- Ah não, isso de novo não. – Petúnia reclamou fazendo eu e pai rirmos. Descemos e Remus já estava no sofá.


- O que vai ser agora? – perguntei, sentando do lado de Remus. – Vamos nos mudar para a África?


- Eu prefiro França. – Petúnia falou, Dan e Anna reviraram os olhos e ficaram em pé na nossa frente. Da última vez que ficamos naquela posição Anna e Dan anunciaram que nós iríamos morar juntos.


- Nos últimos meses nós convivemos juntos, no começo foi difícil... – Anna começou a falar, olhando para mim e Remus, senti meu rosto ficar vermelho de vergonha, percebi que Remus também. - ... mas no fim acabamos nos tornando uma família.


- Uma linda família. – meu pai completou um tanto abobado, tive vontade de rir, mas fiquei quieta, o assunto parecia ser sério. – E é por isso que ontem eu pedi a Anna para casar comigo.


- Sério? – foi minha primeira reação, Remus estava com a boca aberta e Petúnia sem reação. Anna e o meu pai ficaram nos olhando esperançosos por uma reação positiva, passou pelo menos dois minutos em silêncio, até que Remus levantou e olhos para os dois.


- Parabéns, mãe. – Com um sorriso enorme ele abraçou Anna, eu finalmente percebi que podia ter uma reação, que a sensação é boa. Levantei e puxei Petúnia (ainda sem reação) e abraçamos o pai.


- Parabéns, uau, pai! – falei o abraçando, Petúnia finalmente sorriu dando gritinhos! Remus finalmente soltou a Anna e eu fui logo a abraçar. Deu uma vontade imensa de chorar, mas segurei, Anna é a pessoa mais próxima que eu tenho que posso chamar de mãe, não que eu vá a chamar de mãe, mas enfim... Vocês entenderam? A Anna faz bem ao meu pai, faz bem para mim, não tem como não gostar dela.


- Obrigada. – murmurei para que só Anna ouvisse, ela segurou meu rosto com os olhos marejados e me deu um beijo na testa. Depois disso só rolou abraços, eu abracei Remus que abraçou Anna que abraçou Petúnia que abraçou papai que abraçou Remus... e assim por diante. Depois dessa notícia fui para o meu quarto de novo e fiquei organizando minhas gavetas, sem querer parar e como  consequencia pensar. Ás vezes é bom entrar no automático, fazer coisas e não pensar em nada além daquilo. Arrumei minhas gavetas, li uma revista qualquer, dormi, fiz de tudo e no fim parecia que aquele domingo não passava. Rendi-me e fui para a sala, já era tarde da noite e eu pensava que era a única acordada na casa.


- Senta ai. – mandou Remus assim que entrei na sala, fiz o que ele mandou e me sentei do seu lado.


- Então seremos irmãos oficialmente... – falei, sorrindo, sem prestar atenção no que passava na televisão. Remus abriu um sorriso.


- Não que fosse preciso... – ele murmurou e me entregou uma carta. – Chegou pelo correio hoje, meu pai quer saber das novidades da minha vida...


- Você vai contar? – pedi, analisando a carta, o pai de Remus contava tudo sobre sua nova vida em New York, falava de como sentia falta dele, de como os jogos de futebol não tinham sentido sem ele para explicar o que estava acontecendo. Respirei fundo, sabia o quanto aquilo era doloroso para Remus, se fosse o meu pai, eu com certeza estaria sem saber o que fazer.


- Não sei, meu pai ainda ama minha mãe. – Remus falou, eu nunca tinha me perguntado porque os dois haviam se separado. Não foi preciso perguntar, Remus decifrou meu olhar e tratou de falar. – Meu pai é viciado em trabalho, não para nunca. Sempre perdia os aniversários, uma vez ele me deixou no carro por uma tarde inteira enquanto estava trabalhando...


- E sua mãe não aguentou mais. – Remus concordou.


- Minha mãe conseguiu seguir em frente, meu pai ainda está preso na mesma... – eu e Remus ficamos conversando por mais um tempo. Nas férias Remus, junto com Dorcas, vai para Nova York, no fim eu e Remus acabamos dormindo no sofá mesmo. Segunda feira, aula, por mais que fosse véspera do dia da eleição eu estava com uma vontade imensa de ficar em casa dormindo. Eu não sabia ao certo o que estava acontecendo entre eu e James, nós dois nos encontramos no estacionamento, ele segurou minha mão e me beijou. Se for pensar, essa relação com James poderia ser um pouco arriscada, se nós algum dia terminássemos com toda certeza a convivência do nosso grupo iria ser afetada. Eu sei, não deveria pensar no término antes mesmo de realmente começar, mas do jeito que a minha vida está destinada a dar errada, eu não duvidava de mais nada. Ok, fui extremamente exagerada na última frase, até porque tudo estava bem comigo. Minha família, minha irmã, meu novo irmão, até mesmo meu quase namorado e meu ex. Mais estranho ainda é falar quase namorado, ou é ou não é. Isso Lily Evans, bem colocado.


- Quando é a festa? – pediu Sirius praticamente se jogando em cima de mim, James o empurrou. – Não precisa ser rude, cara.


- Rude, Sirius? – James riu, com toda a certeza Sirius estava convivendo demais com a Marlene.


- Ele quer impressionar a Lene.... – cantarolei, Sirius ficou vermelho fazendo eu e James rir mais ainda.


- Por isso os livros de poesias e filósofos! – Sirius deu um soco no braço de James que ficou rindo. Fiquei surpresa de como Sirius estava se esforçando para conquistar Lene, não estou falando que ele é burro ou algo assim. Dei um beijo orgulhosa na bochecha de Sirius, James fez uma careta com a cara de safado do amigo.


- Ela gosta de Descartes, prefere Virginia Woolf e ama Shakespeare. – pisquei e fui para a minha sala de aula, continuava com a vontade de enterrar minha cabeça no chão e dormir. Sim, dormir, sentei ao lado de Lene e abaixei minha cabeça.


- TPM? – arriscou Lene, segurando-se para não rir. Grani, sim eu grani, nem sei que palavras disse, só sei que praticamente apaguei, dormi, não sei se foi por uma hora, ou por dois minutos, só sei que acordei assustada com alguém batendo na minha mesa.


- A Jessica está surtando! – Lene falou, ela parecia assustada, arregalei os olhos acordando rapidamente. Mais um surto? Sério, esse drama todo estava me cansando, revirei os olhos e junto com Lene fui para o corredor. A esocla toda estava prestando atenção na discussão entre Jessica e Petúnia.


- Você me traiu, sua vadia! – gritou Jessica, jogando seu livro no chão, aproximei-me e prestei atenção.


- Você tem provas disso? – Petúnia fez uma cara de descaso, não gostei do tom de voz dela. Dorcas e Remus estavam do outro lado do corredor, os dois olhavam confusos. Petúnia estava com uma revista na mão, enquanto Jessica gritava.


- Você mandou uma carta para os meus pais com uma foto minha... EU TENHO CERTEZA QUE VOCÊ TIROU AQUELA FOTO! – descontrolou-se Jessica, Petúnia ficou sorrindo, sem reação alguma. – EU VOU PARA UM INTERNATO POR SUA, SUA CULPA!


- Primeiro, tinha minha letra por acaso? – Petúnia soltou um riso frio, controlado, franzi a testa. – Segundo, eu por acaso tenho alguma culpa de você gosta de cheirar coisas em seu primo, ou com o seu primo?


- EU VOU TE MATAR! – gritou Jessica, pulando em cima de Petúnia, antes que ela pudesse chegar perto, Remus a segurou pela cintura. Petúnia começou a rir e muito.


- Eu fiquei sabendo que o internato que você vai é um dos melhores... – Petúnia começou a folhear a revista e parou em uma página. – Aqui está... Ops, erro meu, a página do internato tem alguns furos, estranho, vai ver veio com defeito.


- SUA PUTA! – Jessica gritou desesperada, começando a chorar, Remus ainda a segurava sem saber o que fazer. O colégio inteiro observava a cena sem saber o que fazer, olhei para Petúnia aterrorizada. Uma coisa era nós fazer Jessica perder seu posto de rainha da escola, outra coisa era entregá-la aos seus pais e a humilhar na frente de todos. Petúnia saiu, vitoriosa, ninguém sabia como reagir.


- Leva ela para o banheiro. – disse para Remus, peguei Petúnia pelo braço e entrei na primeira sala de aula disponível. – Que diabos você está fazendo?


- Que diabos eu fiz, Lily. – corrigiu Petúnia, olhei para ela descrente no que estava acontecendo. - Ora Lily, eu quis a sua ajuda, eu pedi a sua ajuda, depois eu tive que agir sozinha para conseguir o que queria. Simples.


- Mas Petúnia, porquê? É óbvio que o motivo não foi por minha causa. – eu estava com raiva, nem sequer decepcionada. De certa forma estava esperando algo, nada, nem ninguém muda de uma hora para outra.


- Você fez parte do motivo, Lily. Jessica queria me por de lado, depois de todos os anos que eu apoiei ela, eu não podia deixar isso acontecer. – Petúnia desabafou com raiva, mais raiva do que eu, provavelmente, respirei fundo. – Olha, realmente não esperava me aproximar tanto de você, mesmo sendo minha irmã, você sabe...


- Pior que sei... – suspirei, Petúnia continuou a falar.


-... Eu agora me importo com você, isso é verdade. – Petúnia respirou fundo antes de continuar. – Mas o fato é que eu quis me vingar, eu pedi sua ajuda para uma parte e no fim acabei me aproveitando.


- Olha... – faltaram palavras para tentar explicar o que eu estava sentindo naquele momento. Olhei para Petúnia e encolhi os ombros, não tinha mais o que falar. Óbvio que não estava brava com ela, surpresa, sim, mas brava não. Fui até o banheiro, mas não era necessário, Remus estava me esperando encostado na parede.


- A diretora está lá dentro com ela... – explicou, eu realmente não iria dar uma de mocinha e no fim perdoar a vilã, falar algo do estilo: eu te entendo e te perdoo. Porque eu realmente não entendo Jessica e muito menos a perdoo, ela arruinou minha vida por um bom tempo. Não estou dizendo que ela merecia o que no fim Petúnia fez com ela, mas com toda certeza merecia que seu ego diminuísse. E porque diabos eu estava sentindo enjoada por tudo isso?


- Você sabia disso? – Finalmente Remus perguntou, sabia que ele estava curioso demais e dava para perceber.


- Não, não sabia. – fui sincera, Remus precisou olhar nos meus olhos para perceber que era a verdade. – Petúnia me usou, usou Dorcas, Lene, Alicia e o Lee, como vingança.


- Mas isso era o que você queria. – concluiu Remus, mordi o lábio inferior.


- Mas não desse jeito, quer dizer, eu nunca faria isso. – eu parei e olhei para Remus, percebi a sua relutância em falar.


- Mas você meio que fez isso Lils. – arregalei os olhos, sem saber o que falar para ele? Como assim, eu não agi como Petúnia, eu não... – Não estou julgando seus atos, mas pensa, Petúnia manipulou vocês a mentirem, tudo para fazer Jessica sofrer e no fim vocês fizeram isso pelo mesmo motivo que ela, vingança...


- Droga... – Ele tinha razão. Eu sou uma péssima pessoa e isso é um fato já consumado, mas não iria ficar me remoendo por isso. Princípios, eu ainda os tenho, mas depois do que Remus disse eu não tenho mais certeza se não os violei. Remus me abraçou de lado e parou na frente da minha sala, próxima aula: Psicologia. Respirei fundo e entrei na esperança que hoje a professora não tentasse me analisar na frente da turma toda.


 


-

 


- Caramba, a Jessica surtou! - Dorcas sentou na arquibancada. Esse era o assunto mais comentado naquele dia, o fato de Jessica ter dormido com o primo e se drogado foi o auge. Já estavam mudando a história, já falaram que Petúnia bateu em Jessica, que Jessica engravidou e não sabia se Lee ou o primo era o pai, eu já ouvi tanta coisa que não sei como as pessoas conseguem imaginar tanta besteira. – Você sabia disso, Lily?


- Não tinha ideia. – falei tentando ignorar minha hipocresia. – Petúnia me falou depois, parece que a Jessica queria tirar ela do grupo, algo assim...


- Eu teria feito diferente! – exclamou Dorcas, Marlene arregalou os olhos e eu olhei para ela sem entender. – Oras, Petúnia vai virar a vilã, provavelmente a megera do colégio, no lugar de Jessica. Se ela tinha essas fotos era tão mais fácil chantagear Jessica do que eliminá-la de vez...


- Meu irmão sabe do seu lado maquiavélico? – pedi fazendo Dorcas ficar vermelha e Marlene rir. Olhei para o campo e vi os garotos se aquecendo, já do outro lado uma reunião das cheerleaders. – Espera, você não deveria estar naquela reunião?


- Ah... Eu saí das cheerleaders... – Dorcas falou, não pude conter meu sorriso. – Vou focar no meu futuro de agora em diante...


- Fico feliz! – Lene falou, sorrindo animada. – Mas, voltando ao assunto... a Petúnia com toda a certeza quer ser temida!


- Sim, isso prova para as garotas que ela é capaz de tudo... ou algo assim. – falei por fim, olhei para Petúnia comandando a reunião de cheerleaders.


- Se pelo menos ela fosse legal como a Savannah de Hellcats... – suspirou Dorcas, nem eu nem Marlene entedemos o que ela quis dizer com isso. – Ah, um seriado de cheerleaders que mostra o lado legal desse esporte...


- Esporte... – cantarolou Lene, Dorcas ficou um pouco vermelha e logo alfinetou.


- Quando eu estava fazendo era um esporte para mim, agora pode ser outra coisa... Combinadas? – Eu não iria me opor a alguma coisa que Dorcas falasse, sério, essa garota brava ninguém quer estar perto. Ainda bem que Remus é um cara calmo e nunca deu motivos para Dorcas se irritar com ele, até onde eu sei. – Mudando o assunto, de novo, o aniversário do Remus é daqui umas semanas...


- Realmente... dezoito anos, certo? – confirmei.


- Sim, eu estava pensando em fazer só uma janta para ele... – Dorcas falou contrariada, com toda a certeza ela e Remus já discutiram sobre festa. Remus por mais popular que fosse não gostava de tumultos em seu aniversário, ele adorava dar festas e rir de pessoas bêbadas, mas que nenhum chegasse abraçando ele ou coisas do gênero. Acho que ele tem uma aversão a aniversários, provavelmente algo relacionado com o pai dele. -... Nós dois já discutimos isso, vamos fazer uma janta com a família e depois nosso grupo vamos para algum bar, algo assim...


- Pelo Remus eu vou, quer ajuda em alguma coisa? – assim que falei isso Dorcas fez sua cara de quando vai pedir um favor.


- Eu estava planejando uma surpresa para ele e para isso precisaria falar com a Anna... – pigarreou Dorcas, não vi nenhum problema em conversar com Anna, na realidade Anna e Dorcas se davam super bem, não estou entendendo o mistério. - ... A surpresa seria o pai de Remus presente na janta, junto com todos nós.


- Agora sim eu vejo o problema. – falei, Anna não iria se opor em ajudar, ela sabe o quanto a presença do pai de Remus é importante, mas o problema mesmo seria a convivência entre o pai dele e o meu. – Então, vamso falar com Anna hoje depois da janta, tentar não custa nada.


- Nem que eu fale com o pai de Remus... – Dorcas abriu um sorriso acenando para Remus no campo.


- Vocês sabiam que o Sirius está lendo poesia? – sutil, sempre sutil, Marlene arregalou os olhos, Dorcas e eu começamos a rir.


- Sério? – Lene pediu, assenti fazendo com que ela ficasse mais vermelha que meus cabelos, o que ultimamente estava sendo normal. – Hm, ele me convidou para sair no fim do Baile...


- O que? – Dorcas soltou um grito, pensei que meus tímpanos iriam explodir, caramba, essa garota precisa aprender a se controlar. Não chegava a ser possível Lene ficar mais vermelha do que estava, ou pelo menos eu achava impossível. – Como você não nos contou antes?


- Eu ia contar, mas... eu não tinha aceitado ainda. – depois que Lene falou isso, adivinhem... Dorcas gritou mais uma vez, quase dei um tapa nela.


- E como foi? – perguntou a loira animada, não entendia direito a animação de saber como foi, mas eu gostava da ideia de Lene e Sirius juntos. Não sei, o fato dele estar se esforçando para conquistar Marlene significava que ela poderia ser uma ótima influência para ele. Sirius nunca teve uma vida fácil, isso já se dava para perceber, pais difíceis, morar com James foi uma coisa boa e agora Lene...


- Foi simples, ele fez uma rima, que deveria ser um poema e me convidou para sair... – falou radiante, provavelmente se lembrou da rima. Sirius Black rimando para convidar a garota para sair? Essa eu tinha que falar para o Remus, isso se ele já não soubesse.


- Qual rima? – eu pedi curiosamente, com toda a certeza eu iria arrumar um jeito de rir da cara dele depois que os dois saíssem, óbvio.


- Algo em você me diz, que ao seu lado estarei feliz, ao seu lado estarei completo, de felicidade estarei repleto. Existe algo em seu jeito, que de coragem me enche o peito, não sei como dizer, não sei direito como perguntar, mas espero que no amanhecer, o meu convite irá aceitar. – Eu estava literalmente de boca aberta, primeiro o Sirius fez um poema bonito, segundo Lene decorou ele e provavelmente ouviu só uma vez. Lene olhou para nós esperando alguma reação. – E então ele me convidou...


- O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente... – recitei, brincando, sabia o quanto Marlene adorava Luís de Camões, ela mostrou a língua e no fim não aguentou e completou meu verso.


- É um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer... – completou Lene.


- Meu Deus, como vocês são nerds. – Dorcas falou e começamos a rir. Eu gostava de poesia e só sabia as que achava relevante, essa de Camões eu tive uma professora chapada (ok, eu achava que ela fumava alguma coisa, nem que fosse só oregáno) que fazia todos decorarem as poesias que ela dava.


 


-
 


- Lily, eu sei que você não gosta disso, por isso não vou lhe convidar... – Anna começou falando no jantar. -... Dorcas, Petúnia, vocês têm que me ajudar a organizar o casamento!


- Pensei que nunca iria pedir! – Petúnia falou animada, Dorcas concordou sem pensar duas vezes.


- Nós temos que começar imediatamente! – Dorcas falou, Anna sorriu animada.


- Agora! – ouvi um gritinho de animação do meu lado, Petúnia sorria abobadamente. Anna engasgou com a bebida e todos riram.


- Não, agora eu, Dorcas e Anna iremos lavar a louça, certo? – fiz um sinal para Dorcas ir para a cozinha, seria o momento de falar com Anna sobre o aniversário do Remus. Nós três recolhemos os pratos, talheres e copos e fomos para a cozinha.


- Ok, sobre o que vocês querem falar comigo? – Anna riu, colocando tudo na lava louças.


- É sobre o aniversário do Remus... – Dorcas murmurou olhando para a mesa, meu pai e Remus provavelmente foram para a sala, enquanto Petúnia... Enquanto Petúnia deve estar no seu quarto planejando mais planos maquiavélicos.


- Nós precisamos de ajuda para fazer uma surpresa a ele. – falei, Anna se encostou no balcão e nos olhou.


- O que eu preciso fazer? – Só ligar para o seu ex marido pedir para ele vir jantar com seu noivo e sua nova família. Nem que eu fale com o John (pai do Remus), mas ele vai vir. Espero.


- Nós estávamos pensando em convidar o John... – Dorcas falou, Anna ficou um pouco sem reação, mas logo abriu um sorriso.


- Eu cuido disso, podem deixar... – tranquilizou Anna, sorrimos e a abraçamos. Anna com toda certeza tinha aquele poder de persuasão de mãe, sabem? Na verdade vocês sabem, eu nunca cheguei a saber, mas a vida continua. Seguimos para a sala e assistimos um programa qualquer, acho que nem prestei atenção como deveria, já que meu pai não parava com suas piadas, que no fim de tão sem graças acabam ficando engraçadas. Fui dormir cedo, não estava tão ansiosa para a eleição, já que era meio óbvio que a Alicia iria ganhar. Sim, sigam o racíocinio, apenas Jessica e Alicia estavam na eleição, Jessica vai ser transferida e Alicia ganha. Menos se a vice da Jessica, a Trisha resolva tentar... Mas aquela garota se tiver teias de aranha na cabeça, vai ser um grande começo (fui extremamente preconceituosa, não odeio pessoas burras, não gosto de pessoas com preguiça de pensar, diferente).


- LILY! – ouvi um grito e quase cai da cama, Remus estava gritando sem parar. Olhei para o relógio e entendi o motivo, dormi demais, estava atrasada. Coloquei a primeira blusa que vi, o primeiro jeans, o primeiro tênis e amarrei meu cabelo, corri para o banheiro escovar os dentes e lavar o rosto. – LILY EVANS!


- JÁ ESTOU INDO! – gritei da escada, quase me desequilibrando, Remus estava na porta me esperando com a mochila nas costas. – Desculpa!


- Vamos, a Petúnia está tendo um treco... – ele falou, fazendo uma careta, respirei fundo e entrei no carro.


- ATÉ QUE ENFIM! – Petúnia gritou com uma vozinha aguda, revirei os olhos, ia falar alguma coisa, mas preferi ficar quieta. – Você sabia que não está na moda andar com tênis de cores diferentes certo?


- O quê? – Olhei para baixo e vi que realmente estava realmente dois allstar diferentes, um vermelho e um branco. Agora que eu já estava no carro não iria ir até o quarto trocar.


- Você vai trocar? – Remus pediu tirando a mão da ignição.


- Não, não, vamos! – falei e deitei no banco de trás, odiava sair de casa sem tomar banho ou sem ter tempo de me arrumar um pouco, eu me sentia suja, não que eu realmente estava suja. Assim que chegamos na escola Alicia e Lee vieram em minha direção.


- Nova moda? – Lee pediu assim que viu meus tênis, dei um soco fraco no braço dele que riu, Alicia logo me puxou para uma sala e ficou por muito tempo falando de seus planos para o Conselho, a única coisa que fazia era assentir, realmente o plano dela estava perfeito. E eu sinceramente estava com uma falsa esperança de que o dia iria ser sem drama, que puta falsa esperança!


 -

Nota da Autora:

Oiiiiii! Postei, postei! Agora é sábado e é exatamente 00:10! Uma promessa eu consegui manter YEEEY! Bom galera, gostaram do capítulo? Eu sinceramente achei divertido a parte da rima e do S/M *-* Não sei porque, mas sempre pensei em poesia e nos dois juntos hihihi E gente não vou levar créditos pela rima, como eu tenho MUUUITA imaginação, fui no Google e coloquei RIMAS DE AMOR acreditem, saiu aquela rima, mas eu mudei o final, modifiquei um pouco HAHAHA E essa Petúnia, como eu posso dizer, ela mudou sim, mudou e gosta de Lily agora, mas não mudou totalmente né gente, eu acho que ninguém muda completamente sabe :ss

MUITO OBRIGADA por comentarem, eu leio cada comentário e fico hiper, mega feliz! 

Agora uma coisa não muito legal, mas eu acho que a fic está no fim! Eu ainda não sei se vou fazer mais quatro capítulos, ou só três ou só dois, tudo vai depender da minha imaginação!
E gente não me aguentei e comecei uma nova fic :s É Sirius e Marlene (algo me diz que eu estou apaixonada por S/M) o nome é Better Than Revenge, é uma ideia que eu tinha há alguns dias, eu estava me segurando para escrever, mas ontem acabei cedendo!                    (http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=40008)


E outra coisa, gente, preciso dizer uma coisa porque daqui uns dias eu vou mudar isso aqui hahaha meu nome não é Dominique (mas vai ser da minha filha se um dia eu tiver uma, ou de um gato, depende hahaha) e sim Gabrielle! Não sei porque eu não coloquei o real, foi só algo que me deu na hora e eu não fazia a mínima ideia que iriam ler minhas fics HSIUAHSIUAHSAI Enfim só pra avisar que daqui uns dias eu irei mudar!

Beijos, dominique. (04/06/11) 

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Comentários: 1

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Enviado por mariana radcliffe em 28/12/2011

to chocada com a Petúnia, achei que ela tinha deixado de ser tão biscate :( Sirius plmdds que papo de gente apaixonada isso de estudar poesia pq a Lene gosta haha, bem fofinho, mas quero mais J/L <3 enfim, vou continuar lendo

Nota: 5

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