FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. Pequenos passos


Fic: Futuro insólito - Vidas em jogo. Novo Cap. Sem revisão.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________



Cap 6 – Pequenos passos

Era o primeiro dia em Hogwarts. Cam sabia que poderia ser duas formas: Ou ele seria amado ou odiado pelos comensais. Sua missão começava a tomar forma. Agora teria alguns objetivos, o primeiro seria fazer aliados, principalmente com as pessoas da Armada. Segundo: Ter aliados do Aldo de Voldemort. Terceiro: ganhar a confiança de seus pais.
Era final da tarde. Uma carruagem de Hogwarts havia ido pegá-lo na Vila. Ao entrar pelo portão principal sentiu-se fraco, impotente, desanimado. Olhou em volta e percebeu que sentia frio. Jogou toda a infelicidade que sentia, todas as lembranças de sua vida sem seus pais, todas as emoções que o fazia amargo, retraído, só e raivoso. Quase que de forma instantânea o fio parou e a famosa sensação de infelicidade eterna cessou.
- Muito bem. A guarda está cercando o Castelo. Vou ter que utilizar outros métodos para sair do Castelo. Malditos dementadores! – Disse furioso.
Entrou então no salão principal. Não havia bandeiras, a ampulheta das casas estava vazia e quebrada. As velas estavam acesas e muitos alunos já estavam lá, mas podia-se dizer que muitos dos alunos antigos não estavam ali. Eram as novas ordens do Novo Ministro da Magia. Lembrou-se que apenas os sangues-puros deveriam estar lá. Foi então que seu olhar se chocou com lindos olhos azuis. Conseguiu se desvencilhar mas já a tinha encarado por tempo demais. Só se deu conta quando olhou em volta... Era Ginevra Weasley. Ela não sorriu, não o repudiou com o olhar, mas pareceu olhar com curiosidade, interesse.
-“Ela é realmente linda”... – Pensou. Em seguida o sentimento estranho o machucou. “- Mas ela pertence ao Tio Harry, à Harry Potter. Eu não vou cair nessa. Não devo.
Continuou andando sendo observado tanto pelos alunos quanto pelos professores que já estavam presentes no salão. Fixou seu olhar em Minerva e em seguida, em seu pai. Realmente ele estava mau. Suas roupas, sua postura, a fisionomia, todo seu porte mostrava que Severo Snape tinha força e poder para ser o diretor de Hogwarts.
Minerva seguiu seus passos com olhos apreensivos. O que deveria fazer? Se aproximar dos inimigos em potencial ou se transformar em um inimigo automaticamente? A primeira opção era evidente que seria a mais acertada. Aproximou-se de Blasie, Pansy e Goyle.
- Posso me sentar com vocês? – Questionou, revestindo-se de uma máscara, a mesma que usava com seu pai.
- E quem seria você para querer sentar conosco? – Nunca te vimos antes? – Disse Blaise.
- De onde você saiu?- Perguntou Pansy.
- Estou de mudança para a Inglaterra. Sou Cameron Grant, afilhado da professora Minerva.
- Minerva? Nós não temos nenhuma professora chamada Minerva. – Falou Goyle.
- Cala a boca Goyle! – Cortou Blaise. – Minerva McGonagall é sua madrinha?
- Só por um acaso. Pedir meus pais e não tinha outro familiar. Agora estou com ela, e por conseqüência vim pra cá.
- Sangue puro... Espero que não seja da ralé como aqueles dali. – Disse Pansy gesticulando para ou outros alunos. – Eles corromperam nossa classe, bando de adoradores de trouxas. – Cuspiu.
- Eles não me interessam em absoluto. Se realmente foram o que disseram. Quem sabe um divertimento... – Disse olhando novamente para Gina, que agora estava de costas para ele.
- Não o aconselho a se aproximar... – Falou Blasie. - A Weasley fêmea tem uma queda pelo maldito Potter.
- E é pobre. – Desdenhou Pansy.
- Potter? E onde ele está agora? – Riu.
- Sumiu. Deve está se escondendo por medo do Lorde. – Falou Blasie.
- Lorde Voldemort? Ele está aqui? – Questionou Cam.
- Shiiiiii! – Não fale o nome dele! Diga simplesmente Milorde ou Lorde, ou aquele-que-não-se-deve-nomear. Os traidores é que dizem seu nome. – Explicou Blasie.
- Entendi. Mas Ele está aqui?
- Não. Ele não precisa estar aqui. Seus comensais estão aqui e isso é suficiente. Estamos protegidos. Seremos treinados por eles para o exército.
- Vamos ser comensais?
- Se formos bons o suficiente sim. – Disse Pansy.
- Quem são aqueles na mesa dos professores? – Disse já sentando. – Só conheço o Diretor Snape e Minerva.
- Á direita do Diretor estão Avery, Areco e Dolorov. Á esquerda estão Flich, Minerva e Pomona. Os outros eu não sei onde estão.
- E então, conhecem o Lorde?
- Quem não conhece o maior Bruxo de todos os tempos? – Disse Goyle.
- Demorou pra que isso acontecesse mas agora não precisamos esconder o que sentimos, somente os traidores, que serão punidos como exemplo.
- Eu não temo, mas respeito. Não devo nada a ninguém. Não fui criado com medo, mas sei respeitar aqueles que são mais fortes que eu.
- Só te aviso pra não se colocar no caminho de nenhum dos comensais. Faça o que eles ordenam e não terá problemas. – disse Blasie.
- Mas fique a vontade de sacanear aqueles ali. Será um divertimento à parte. – Disse Pansy rindo.
- Sou muito tranqüilo. Gosto de ficar na minha. Mas aquela ruiva ali merece me conhecer. – Disse Cam presunçoso.
- Xi, nem tente. Como já te disse, aquela ali não merece. Sonha por um cara que vai estar morto logo.
- Mas gosto de um desafio, aventura é comigo mesmo. – Disse rindo.
- Ela pode ser bonitinha, mas não tem nada para oferecer. – Disse Pansy.
- E quem disse que eu quero alguma coisa a mais que aquele corpinho?
Todos riram. Parte de seu plano estava concluído. Seus inimigos estavam próximos.
As aulas, se podiam ser chamadas assim, começaram. Como não havia casas separadas, grupos foram formados segundo a importância de cada família. Como não era conhecido, ficou com os excluídos, exatamente com os antigos amigos de Potter, a Armada. Entrou na sala comunal da antiga Grinfinória, sendo observado por todos ali. As conversas cessaram. Neville se aproximou de forma arrogante.
- O que pensa que que está fazendo aqui? Vá se juntar aos “nobres”. Não tem nada pra você aqui! – Vociferou.
- E quem te disse que não tem nada aqui? Pra falar a verdade, quem você pensa que é pra falar assim comigo? – Disse Cam encarando friamente Neville.
- Vocês dois parem com isso agora! – Gritou Gina, se aproximando.
- Ele não é um de nós. Vocês todos viram como ele é amiguinho daqueles malditos sonserinos idiotas.
- Sim eu vi, todos viram Neville. Mas ele é novo aqui. Não devemos dar uma chance para ele nos conhecer e assim realmente escolher um lado?
- Realmente vocês não me conhecem, e pelo jeito nem querem e nem vão. Não se preocupem, se minha presença os afeta tanto vou tratar de privá-los dela agora mesmo. – Disse andando e dando as costas, mas sendo parado por Gina nas escadas.
- Eu não sei porque mas esperava mais de você. Não somos os monstros que eles pintam de nós, é exatamente o contrario. Só somos justos. E cuidado com o povo que você estava conversando. Eles usarão você, enquanto você for útil. Depois, quem sabe.
- E vocês farão diferente, não é mesmo? – Disse sinicamente.
- Não nos compare. – Disse com raiva.
- Vocês me compararam. Tenho o mesmo direito. – Disse levantando uma das sombrancelhas.
- Sim você tem. Mas Neville está tentando proteger nosso grupo. Meu irmão Ron, Harry Potter e Mione, minha amiga, estão tentando destruir aquele-que-não-deve-ser-nomeado. E eu sei que eles conseguirão. Temos medo, só isso.
- Cuidado ruiva – Disse se aproximando demais dela. – Harry Potter, seu irmão e essa tal Mione estão mexendo com fogo.
- Você também. – disse sem pestanejar.
- Não se preocupe comigo Ruiva, eu sei me cuidar. Não sou criança, muito menos influenciável. – Disse quase sussurrando próximo a Gina, se afastando depois.
- Tudo bem, mas não diga que não te avisei.
- Ruiva?
- O que? Pare de me chamar assim!
- Você ainda vai esperar pelo Potter? – Disse quase rindo.
- Sim, eu vou. – Falou séria.
- Sinto por você. – Seu sorriso sumiu.
- Eu não.
- Prazer em te conhecer então, meu nome é Cameron, Cameron Grant.
- Eu sou G...
- Ginevra Molly Weasley. – Cortou ele.
- Quem...
- Eu te disse que sei me cuidar, não disse.
- Prazer então. E Cameron, cuidado. – Disse se virando e descendo as escadas.
- Não se preocupe. – Disse maliciosamente.
Se olharam por um momento a mais. Gina desviou e voltou para a sala. Cam ainda a acompanhou com o olhar. Todos estavam olhando para ele. Envergonhado, mas sem demonstrar, subiu as escadas e foi para seu quarto, onde somente ele estava.

Os dias se passavam e sua fama com os antigos sonserinos se espalhava. Nas aulas, Cam tentava não ser o melhor aluno. Avery e os outros comensais tentavam ensinar coisas para crianças e ao mesmo tempo feitiços e poções de magia negra.
Cam sentia falta de casa, de sua irmã, de seu padrinho, seu primo... Sentia falta de suas coisas, de sua vida. Lembrava, de forma amargurada, de sua mãe e seu pai. E este estava aqui, a sua frente. O Severo Prince Snape que todo a mundo bruxo conhecia, que muitos temiam, mas que por dentro ainda era seu pai.
Não podia mostrar que tinha essas “crises de consciência”. Não podia dar espaço para ninguém. Nem em sua vida, nem em seu coração.
Cameron Grant era visto como um achado para seus professores e a antiga casa sonserina. Articulado, lascivo, egocêntrico, mas inteligente, charmoso, sagaz e um ótimo duelista. Ele tinha passe livre em Hogwarts, menos com seu pai, que o sondava diariamente e, aparentemente, sabia o que ele fazia todo tempo.
Em relação as pessoas da Armada, Cam era um mistério. Eles não conseguiam confiar, mas quando estavam na sala comunal, longe do olhar dos professores e adeptos da trevas, Cam poderia ser um deles. Prestativo, cuidadoso, respeitoso com todos.
Cam sentia-se cansado hoje. Aproveitou o sábado sem aulas e foi andar pelo terreno de Hogwarts. Avisou Minerva que ficaria por perto e o deixou ir. Quando saia pelo jardim do relógio encontrou com seu pai. Eles se olharam brevemente. Cameron o cumprimentou, mas Snape parou a sua frente, quando tentou desviar.
- Onde pensa que vai Sr. Grant?
- Vou andar perto do Castelo, pelo lago. Pedi permissão à professora Minerva.
- Sua madrinha não pode dar autorização pra você. Tem que ter outra autorização pra isso. Um outro professor.
- Sim senhor, vou voltar e pedir ao responsável pelo meu grupo.
- Não é necessário. Estou indo falar com ele.
- Obrigado Senhor.
- Não agradeça. Não vá a floresta e não ouse ir para a vila. Estou de olho em você garoto. Não sei o que você veio fazer aqui, mas sei que não foi só para estudar. – Aproximou-se de Cam, ficando cara-a-cara. – E quando eu descobrir, se prepare, pois posso fazer de sua vida miserável um verdadeiro inferno.
Cam não modificou sua máscara, mas sabia que deveria se impor com seu pai. Medo não era permitido a um Snape. Resolveu responder como sua mãe fazia.
- Sim senhor. Mas eu já vivo num inferno pessoal. E quem não tem seus segredos, não é mesmo diretor? – Disse fazendo cara de paisagem.
Severo segurou Cam pelo braço e o fitou. Acabou se surpreendendo com o olhar dele. Não era um olhar de jovem, de um garoto, era o olhar de um homem, duro e sofrido, que não tinha medo. Sentiu um calafrio. Ele se via naqueles olhos, mas tinha algo mais, um calor. E ele já tinha visto esse mesmo olhar em outra pessoa.
- Não desafie quem você não pode vencer.
- Não estou desafiando, diretor. Apenas não gosto que cutuquem minha vida.
- Cuidado moleque. Alunos não tem vida aqui. Eu vejo tudo. Não existe nada neste castelo que eu não saiba.
- Sim senhor. No momento eu não escondo nada. – Disse seco.
Com a cara ainda fechada e mais sombria do que nunca, Severo saiu pelo corredor, espalhando sua capa pelo vento, ignorando Cam completamente.
- Velho chato e implicante! Não mudou nada. Ainda não sei o que a mãe viu em você! – E saiu pelo jardim.

Passeando pelo jardim e por Hogwarts Cam se acalmava. Sempre fora assim. Andar, sentir o vento passar por seu corpo, a natureza era seu calmante. Ouvir os sons que ela fazia o deixava quase num estado de concentração onde podia digerir tudo, avaliar sua vida, suas possibilidades. Tudo que queria era poder se sentir em paz. Mas ela só viria se não permitisse que sua mãe morresse. E mesmo que custasse sua vida era o que ele iria fazer, por sua família.
Sentia falta dela. Do seu olhar doce, das broncas homéricas e dos beijos de boa noite. Do afago noturno na frente da lareira, do jeito que o ensinava sem cobrar. Sentiu saudades do jeito que ela olhava para seu pai, o deixando totalmente ao seu controle. Hermione conseguiu tudo o que queria, ele não deixaria que ela perdesse tudo novamente. Era uma promessa.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Em algum lugar, numa floresta, Harry e Hermione passavam frio, fome e por um desespero velado. Ainda era inverno e a esperança passava por seus dedos como areia. Hermione tivera um sonho estranho naquela noite, sonhara com seu ex-professor Snape, com um jovem que não reconhecera e sangue, muito sangue. Levantou assustada e preferiu ficar de guarda, deixando Harry descansar um pouco mais cedo. Harry e Ron haviam brigado há alguns dias atrás, abandonando-os. Refez todos os feitiços de proteção, só para garantir.
Seu coração estava apertado. Sempre sonhara que Ron seria o bruxo de sua vida, mas suas ações e comportamento, mesmo sob a influencia do colar de Sonserina, a deixaram apreensiva e desmotivada. Desde sua partida, ela sonhava com Snape. Ela sentia que tinha um porque disso, mas o medo era maior, sentia que o homem que havia colocado Voldemort onde ele estava hoje os estava seguindo, estava próximo. Na noite em que Dumbledore foi assassinado, ela o tinha visto pela última vez. Seus olhos, ela lembrava e não sabia porque, foram o que mais a marcara. Parecia que havia dor, tristeza, melancolia e algo mais. Ela ficou estática quando o viu e quase não saiu do lugar quando ele a mandou avisar os outros professores. Ela sentiu medo por ele. Nossa, ela nunca tinha pensado assim sobre o grande morcegão, e isso a angustiou. Mas, e o outro jovem com o qual ela havia sonhado? Era a primeira vez que via seu rosto em seu sonho. Não acreditava em coisas como sonhos, mas vendo Harry, percebeu que a magia poderia se manifestar de várias formas. Então, quem era ele? Qual a relação de Snape e ele? Um vento frio soprou sobre ela, fazendo-a arrepiar-se.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Malfoy chegou dois meses depois. Sendo admirado pela maioria e odiado pelo restante. Todo agora sabiam que tudo aquilo tinha começado através dele. A ascensão de Voldemort era culpa de Draco Malfoy, assim pensavam alguns. A armada se desviava e o repudiava. Mas seu pai sempre estava de olho nele, o invejava. Ambos sabiam o que realmente se passava dentro do jovem Malfoy. Draco se protegia machucando e ferindo os outros, mas só Cameron sabia quem o tinha ajudado a mudar... Hermione. Draco era seu padrinho, muitas vezes quase como um pai, graças a sua mãe, causando muita irritação ao seu pai.
Quando se viram pela primeira vez, Draco o destratou, não o olhou ou o respondeu. Estava na hora de usar seus truques com seu padrinho.
Começou a segui-lo por alguns dias e a reparar quando Draco andava sozinho e onde poderia abordá-lo. Tinha que conseguir isso, e rápido. Draco seguia para o 70 andar, a sala precisa. Muitas vezes por dia era para onde ia, sempre no fim do dia e nunca acompanhado.
A porta apareceu, Draco olhou em volta e entrou. Cam segurou a porta com magia e entrou sorrateiramente e esperou. Draco seguiu andando mais profundamente pela sala, que mostrava ser um quarto há muito abandonado, com a cama desfeita e muito pó espalhado pelos móveis. Abriu um armário e ficou olhando para dentro dele. Chegara a hora de Cam agir.
- Adorando algo mais que o seu reflexo, Malfoy?
Draco rapidamente fechou o armário e se virou. – O que está fazendo aqui? Quem você pensa que é para falar desse jeito comigo? Saia imediatamente! Agora! – Gritou.
- Já que você quer logo a verdade, aí vai. Eu sou seu afilhado, Draco. Eu não sou daqui.
- Pare de palhaçada moleque. Saia! – Disse apontando a saída.
- Eu sei o que você esconde nesse armário aí a sua frente.
- O que?? Como assim você... Como conseguiu... – Draco se esquivou.
- Você mesmo me falou. No futuro, disse que só sabendo um segredo seu eu teria uma chance de me aproximar, de fazer você ouvir o que tenho a dizer.
- Futuro? Realmente sua convivência com os grifinórios e o restante da ralé devem tê-lo afetado.
- Sim, futuro. Onde eu sei o que vai acontecer.
- E o que vai acontecer? Vamos fale!
- Voldemort vai ser destruído. Seus seguidores, incluindo seus pais vão morrer. Seu pai na guerra e sua mãe depois de dois anos.
- Vamos! Me fale algo que eu saiba, pois com coisas que não acontecerão ainda não há como eu confirmar, não é mesmo... Prove o que você está falando.
- Você ama Hermione Granger!
Silêncio. Bingo! Isso realmente afetou Draco. Seu rosto mostrava surpresa.
- Eu? Amar uma sangue-ruim? Não me faça rir!
- Você a ama há mais ou menos um ano. São fotos dela, alguns pergaminhos usados e amassados, além de algumas coisas que ela deixou pra trás que você tem ai guardados.
- Pare! – Exigiu Draco num grito. Raiva se mostrava em seus olhos.
- Só vou parar quando você acreditar em mim e me ajudar. – Disse decidido.
- Você vai espalhar essas mentiras...
- Eu não sou você Malfoy. Estou aqui por ela.
- Pela sangue-ruim?
- Por minha mãe, Malfoy. Ela é minha mãe, faça o teste! Faça! – Disse estendendo a mão.
- Ela se casou... Você disse que é meu afilhado?
- Ela pediu a você para cuidar de mim. Meu pai ficou morto de ciúmes, mas achou bom no final das contas.
- Seu pai? Você mente! Você não é do futuro coisíssima nenhuma! Ninguém pode fazer isso...
- Você me ajudou. No futuro você me disse para eu te procurar, para usar seu segredo mostrando quem realmente eu sou. Somente Minerva sabe disso por aqui. Você deve confiar em mim.
- Eu não devo.
- Draco...
- Pra você ainda é Malfoy. Você mente com tanta convicção, que fica até difícil não acreditar.
- Draco... Ela só escolheu meu pai porque você a deixou ir... Você seria meu pai se ele não existisse.
- Ela...
- Ela se apaixonou. Você a salvou durante a guerra.
- Me prove, mostre que isso é verdade...
- Use meu sangue... Você vai ver...
- Eu... Se isso for verdade...
- Você vai me ajudar a protege-la. É o que eu quero.
Draco usou sua varinha e apontou para Cam. Ele cortou o dedo e tocou-o com a varinha.
- Parten omnin – Draco o olhou.
- Severo Prince Snape e Hermione Jane Granger. Então uma luz vermelha brilhou, confirmando tudo, deixando Draco incrédulo.
- Seu pai... Snape? Hermione e Snape?
- Estranho, não é mesmo. O velho comensal tem realmente um coração.
Draco permaneceu quieto. Jamais esperava que sua Hermione pudesse gostar de um sonserino, ainda mais o mais sonserino de todos os tempos. Snape?
- Draco?
- Quando isso vai acontecer?
- Ela gostar do meu pai?
- Sim.
- Após a morte de Voldemort, ele salva a vida dela quando a louca da Bellatrix tentava matar meus avós.
- Ele já gostava dela então...
- Malfoy, não se perturbe, isso ainda vai acontecer.
- Não há nada que me perturbar...
- Tudo bem. Agora você acredita em mim?
- Sim. – Disse seco. – Você quer salvá-la de que?
- Sua tia, Bellatrix... – Ela não perdoa e quer se vingar dos meus pais, principalmente do pai, me sequestrando e matando minha mãe... – Cam não consegue terminar de falar.
- Snape vai matar ela e se matar em seguida.
- Foi exatamente isso que aconteceu. – Disse pesaroso.
- Você sabe onde ela está? Para onde o Potter foi?
- Sei por onde andaram e onde ficaram, mas não sei em que época. Vai ser complicado conferir todos esses locais presos aqui em Hogwarts.
- Eles estão vindo para cá, não é?
- Sim, quando destruírem duas horcruxes eles virão.
- Horcruxes?
- Posso falar disso depois. Agora eu preciso do seu compromisso. – Disse estendendo a mão direita.
Draco riu. – Você não nega o sangue.
- Um voto perpétuo Malfoy. É o que eu preciso de você. – Draco uniu sua mão a de Cam.
- Você promete cuidar para que Hermione não seja ferida mortalmente?
- Sim.
- Promete cuidar para que ela e Snape possam ter uma chance de relacionamento?
- Inferno... Sim, maldição.
- Promete não contar sobre nosso voto e artimanhas para ninguém?
- Sim. – Disse com olhar cínico.
Então as linhas mágicas do voto brilharam e desapareceram em seguida.
- Estou atado a você. Satisfeito?
- Sim, Draco. Eu tinha que fazer isso.
- Eu só quero que você faça uma coisa.
- O que?
- Se ela se apaixonar por mim... Deixe acontecer.
- Se eu fizer isso, é bem possível que eu deixe de existir...
- Deixe a vida tomar seu curso, seguir seu rumo, por favor?
- Você realmente a ama assim?
- Quer saber, faça o que você quiser! – Disse de forma grosseira. Começou a andar em direção a saída.
- Draco!
- Esqueça! Não vou te delatar. Vou cumprir meu voto, mas não espere nada mais de mim. – Disse saindo da sala batendo a porta.
- Você já tinha me dito isso antes padrinho.


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

- Você não vai voltar a dormir Severo?
- Não consigo Alvo. Será que pelo menos hoje você pode fazer o favor de me deixar em paz?
- Estava só preocupado com você, meu jovem.
- Não preciso da sua preocupação. Obrigado.
- Você só perde o sono quando Ele te chama ou...
- Não fale dela!
- Não se preocupe Severo. Você vai cumprir sua promessa e enterrar Lilian em seu coração.
- Você não cansa de me atormentar, não é?
- Vai chegar um dia, meu filho, que uma mulher vai fazê-lo esquecer de Lilian Potter. Aí você vai conseguir viver normalmente, em paz.
- Essa mulher não existe Alvo. Quem você pensa que poderia amar um monstro a não ser outro monstro?
- Ela existe filho. Ela só precisa saber que você pode ser outra coisa, além de ser um comensal. Seus olhos, Severo, são a entrada da sua alma.
Severo fungou, como se achasse graça de tudo aquilo.
- Você, mesmo depois de morto, ainda acredita em conto de fadas...
- Você é teimoso. Mas eu vi que, não me pergunte como, você será feliz.
- Vou ver minhas poções, assim ganho mais.- Disse se levantando e colocando um robe negro.
- Me escute Severo. Quando seus olhos encontrarem os dela, você vai se dar conta e me dar razão.
- Chega Alvo! Você está morto! Quando essa Guerra maldita acabar, eu vou estar morto. Não há futuro pra mim.
O quadro de Dumbledore riu. – Vamos mudar de assunto. Então, já descobriu mais coisas sobre o jovem Cameron Grant?
- Além de ser um jovem desagradável, narcisista e antipático e, infelizmente inteligente, só sei que ele e Draco Malfoy estão próximos.
- Próximos?
- Acho que estão aprontando algo.
- Sob a ordem de alguém?
- O Lorde não fala com Draco. Bellatrix só se diverte, não liga realmente para o sobrinho. E seus pais são carta fora do baralho.
- Você não acha que esse garoto pode estar relacionado com Harry?
- Porque pensa isso?
- Não sei. A proteção indiscriminada de Minerva, o jeito dele de falar e se portar, como se relaciona com os jovens da Armada e os antigos sonserinos e até mesmo agora com o Draco.
- Você quer que eu descubra, não é?
- Eu e os outros quadros estamos de olho neles. Suas visitas a sala precisa e a torre de astronomia estão cada vez mais frequentes.
- Junto com Malfoy?
- Às vezes sim. Severo, ele me parece solitário, mas não cria inimigos, além de você, meu caro.
- Sabe que não gosto que mintam pra mim Alvo.
- Sim, mas isso não o incomoda, não é Severo? Porque essa regra não se aplica a você, não é?
- Eu tenho meus motivos...
- Ele também pode ter os dele. Não sabemos se realmente perdeu seus pais, que parte da história é uma invenção e o que é real. Mas ainda confio em Minerva. Sua posição é ameaçadora, meu caro, e ela o protege. E outra coisa, posso estar vendo coisas, mas há algo nele que me faz confiar, seus olhos me transmitem confiança. Se ele precisa de nós, devemos ajuda-lo.
- Encobrir ele, você quer dizer?
- Sim. Quando confiar em nós, em você, talvez saibamos o que está acontecendo.
- Você vai procura-lo ou vai conversar com Minerva?
- Não vou fazer nada, por enquanto.
Severo andou até a janela, olhando para a neve que acumulava em volta do castelo, mas que já estava com os dias contados. Se perguntava onde estaria Potter, Granger e Weasley. Sua consciência o fazia se preocupar. As horcruxes tinham que ser destruídas. Ele tentaria dar fim a Nagine e até mesmo a Voldemort, se Harry destruísse as que faltavam. Tentou pensar em algo feliz. Tinha que descobrir onde estavam imediatamente.
- Severo, pense nos filhos que você gostaria de ter, pense em Lilian...
Ele o fez e a ponta de sua varinha brilhou. Expectro Patronum Buscare.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


Hermione sentiu-se incomodada, estranha, como se fosse novamente observada. Segurou sua varinha com mais força, sem se mexer, e com magia não verbal sondou o perímetro. Sua mágica refletiu bondade e segurança. Quando abriu os olhos uma corça brilhante a olhava e se aproximava. Sentou-se e olhou em volta, estava só. Harry deveria ter saído.
- Quem é você? – Questionou. – O que faz aqui?
O espectro mágico correspondia ao que Mione fazia. - Você parece com o patrono de Harry. – Tentou tocá-lo, mas ele se afastou. – Diga a seu dono que estamos bem. Eu e Harry ficaremos bem. Ron não está mais conosco. Voltou pra casa.
A corça se aproximou e tocou a mão de Mione. Ela, naquele momento, sentiu uma atração quase imediata. Fechou os olhos e suspirou. Seu corpo esquentou, era tão bom sentir aquilo. Uma lágrima de satisfação caiu de seu rosto, passando pelo espectro. Um cheiro conhecido invadiu suas narinas, sândalo e madeira.
- Obrigada por seu consolo.
A corça se curvou e desapareceu.
Harry entrou nesse momento, ao ver Mione chorando se aproximou preocupado.
- Mi, o que foi?
- Nada Harry, é só saudade dos meus pais, saudade do Ron, saudade da escola.
- Eu sei o que você sente Mi. Eu sinto a mesma coisa, todos os dias. Será que todos estão bem?
- Eu espero. Harry você viu algo estranho, diferente lá fora?
- Não, nada. Fui pegar gelo para descongelar.
- Então eu vou procurar comida.
Enquanto andava não conseguia parar de pensar no patrono. Quando o espectro se aproximou e seus dedos passaram por dentro dele, havia transmitido afeto, o dono ou dona não queria mal a ela. Nunca pensou que pudesse haver troca de magia através do uso do patrono, mas ela compartilhou daquilo. Ela desejava saber quem o tinha enviado. Sabia que não poderia ser Ron, pelo dele ser um cão, e também ninguém mais da Armada. Mas quem seria?
Voltou para a cabana onde Harry já tinha esquentado a água. Enquanto comiam, se lembrou do desejo, da atração que ela sentiu. Era o que ela tinha estranhado mais. E como era familiar o cheiro que ela sentiu, sândalo e ervas... Mas quem seria? Quem tinha conseguido passar tão facilmente por suas barreiras?

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Severo prendeu a respiração. Acordou assustado. Havia usado seu poder, seu patrono para buscar pelo trio. Havia encontrado somente Hermione, e estavam longe. Fôra difícil vencer suas barreiras, teve que expor suas fraquezas, suas sombras. Teve que entrar em modo de sono para usar seus poderes e se surpreendeu com a postura dela.
A garota realmente era boa. Mas tinha deixado uma pequena abertura, possivelmente de forma inconsciente, onde a aproximação de pessoas “amigas” poderiam passar. Na sua forma de patrono, Severo conseguiu atravessar. Mas o que mais o dilacerou foi quando sua aura tocou seu corpo. Ele sentiu um frenesi tão grande que acabou se excitando. Ele não entendia porque, mas houve um compartilhamento de magia entre eles. Ele a sentia e, estranhamente, ele sentiu-se muito bem com isso.
- O que aconteceu Severo? – Perguntou o quadro de Alvo.
- Descobri onde Potter está. – Disse tentando aparentar calma.
- Ótimo. Estão bem, os três?
- O Weasley não está mais com eles.
- Isso é uma pena. Eles precisam uns dos outros. Sabe se conseguiram encontrar as outras horcruxes?
- Não sei. Aparentemente não.
- Então porque você está tão alterado?
- Alvo, você já ouviu falar sobre trocas de magia, compartilhamento mágico?
- Não é comum, Severo, mas pode ocorrer. Porque você...
- Em que situações? O que pode acontecer?
- Filho, foi isso que aconteceu?
- Alvo...
- Você se ligou a Hermione, não foi??
- Eu... Eu não sei... Como... Por que você está falando da Srta. Granger??
- Por que isso só aconteceu entre companheiros.
- Ela...
- Sim filho, é possível. Ela também deve estar se questionando.
- Eu... Não posso...
- Não se prive, mas deixe acontecer.
- Eles me odeiam Alvo. Não sou o mocinho da história.
- A magia sempre acha uma forma, Severo. Se ela for sua, não adianta lutar contra.
- - Eu amo Lílian, sempre amei. Eu não vou...
- Vá descansar filho. Não se culpe ou torture por agora. Não amanheceu.
- Mas temos que ajuda-los.
- Procure pelo menino Weasley e entregue a espada, não podemos ainda ajudar mais do que isso. Você precisa manter-se nas graças de Voldemort.
- Sim, eu concordo. Mas para todos eu traí a Ordem.
- Use seu patrono novamente. Ela confia em você.
- Sim, eu acho que farei isso.
Severo voltou a deitar-se. Aquilo era estranho para ele, surreal. Sentia seu corpo tenso, necessitado, completamente alterado. Podia quase sentir seu cheiro, o gosto de sua pele. Imaginou seu rosto, na última vez que o tinha visto. Estava assustado, coisa que não acontecia naturalmente mas de alguma forma ansiava por algo, ansiava por ela. Seus olhos receosos no dia da morte de Alvo, pedindo ajuda... Era isso que pedia, mesmo sem falar. Ele nunca pensou nela assim, mas agora seu corpo reagia a ela automaticamente. Parecia estar em sua mente a todo instante, estava em seu sangue.


xxxxxxxxxxxxxx

- Grant!?!?
Esse era seu nome? Quem era a besta humana que o estava chamando? E que dor de cabeça estupida era essa que estava sentindo?
- Acorda Grant! – Gritarão.
- Dá pra parar de gritar, que eu não sou surdo!
- Então porque não responde sua lesma do pântano?!? – Disse Draco, sentado do seu lado , no chão.
Cam levantou do chão ainda tonto. As práticas de duelo com Malfoy eram as horas do dia mais divertidas, porém as mais doloridas de sua vida.
- O que foi que aconteceu?
- Estavamos duelando... – disse Malfoy já rindo.
- Humrum, não desviei? – Perguntou passando a mão pela cabeça e nuca.
- Sim, mas lancei um Bombarda... Você voou e deve ter batido a cabeça... De novo.
- Ainda bem que não estou sangrando Malfoy. – Disse com cara de dor, avaliando os danos sofridos por seu corpo.
- Mas foi você quem disse que tínhamos que treinar forte...
- Sim, mas sem tentativa de assassinado da próxima vez, ok!
- Fraco! – brincou Draco.
- Egocêntrico!
- Metido!
- Trouxa!
- Potter!
- Não, aí já é demais! – Disse Draco se afastando.
- Você realmente não suporta o Potter, não é?
- Não é suportar, temos visões diferentes da mesma coisa. Incompatibilidade total.
- E seu pai ainda é um comensal...
- Sim, mas... Se não fossemos, morreríamos. Poucos tem a coragem de enfrenta-lo.
- Agora você tem essa coragem?
- Não, mas você não acha que vou enfrenta-lo sozinho?
- Espero que não. Não estamos aqui para matar o Lorde, estamos para que ninguém nos mate facilmente.
- Ainda pensando em defender o mundo?
- Não o mundo todo, só as pessoas do meu mundo.
- Rá, você ainda tem amor por sua família, apesar do Snape! Sente por eles. Neste tempo você ainda os enxerga como serão no futuro.
- Draco Malfoy, eu estou aqui sozinho. Órfão, lembra?
- Não está. Por mais que vocês não estejam juntos, só pela existência deles isso já o motiva.
- Claro Malfoy. Eu fui criado por eles.
- O que você fará quando ver novamente a Granger?
- Eu não sei. Não pensei nisso ainda. – Disse com certa tristeza.
- Vamos comer... – Disse Draco mudando de assunto quando viu a cara de Cam. – Não podemos dar motivos ao meu pai. Ele já tem rondado demais em cima da gente.
- Mas ainda não estamos fazendo nada? E usando a sala precisa, nossas poções não serão descobertas. Não tem como nos acusar de nada.
- Só que estamos andando muito junto.
- Mas você também tem estado próximo da ruiva, da Weasley.
- Sim, é bom ficar perto de uma mulher bonita do que perto de você... Não acha?
- Você sabe que ela e o Potter tiveram um lance.
- Será que dá pra parar de falar do Potter!
Draco riu. – Eu não tô acreditando que você realmente esteja gostando da Weasley?
Cam ficou bravo. – E o que você tem haver com isso? Cam não aguentou. Se levantou bruscamente, pegou sua varinha, a capa e foi na direção da porta que saia da sala.
- Avise que eu não vou jantar. – E foi embora, deixando Draco rolando de rir, sozinho.
- Essa briga eu não vou perder por nada. Vou assistir de camarote.


Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Cam andava de um lado para o outro na sala comunal da antiga grifinória. Fazia três dias que Gina e Neville tinha sido punidos por terem se revoltado contra o professor Avery quando se recusaram a lançar imperdoáveis um nos outros. Ambos sentiram na pele a dor da Cruciatus em plena sala de aula, na frente de uma grande turma. Draco o avisara que os dois sairiam da enfermaria hoje, então preferiu ficar esperando. Aquilo ia ter volta pro maldito comensal. Neville já tinha chegado e se recolheu rapidamente. Ele não sabia onde Gina estava.
Angustiado por não ter notícias e por não poder vê-los durante a internação tinha alterado personalidade. Ele sabia que era errado, mas não conseguiu parar de admirá-la tanto pela beleza quanto pela sua sagacidade. Seu coração acelerou quando olhou para sua frente, vendo Gina, pálida e frágil entrando na sala. Foi impulsivo. Gina o viu quando ele já a estava abraçando aninhando-a em seu peito. Ela precisava e aceitou aquele caloroso abraço.
- Desculpe por não ter feito nada, por não está lá com você. – Disse Cam emotivo.
- Não tinha o que fazer.
- Você está bem agora?
- Sim, eu estou.
- Eles não vão mais mexer com você! Eu te prometo isso! – Disse raivoso.
- Por favor, não faça nada... – Implorou Gina, segurando-o pela roupa.
- Eu não posso não fazer nada desta vez. Não desta vez.
- Por favor Cameron...
- Eles te machucaram! – Vociferou, fazendo-a olhar para ele.
- Foi só meu corpo, que foi bem tratado. Eu estou bem.
- Eu deveria proteger você!
- Porque? Não sou nada sua...
- Por que? Porque eu quero, sou mais preparado, mais forte, não percebeu isso.
- Olhe pra mim... Nos meus olhos...
- O que?
- Porque Cameron?
- Por que eu gosto de você, Pronto! Satisfeita? – Disse saindo de perto. – Acho melhor você subir e descansar. – Então saiu da sala comunal, deixando Gina sozinha.


Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


A primavera encheu os pulmões de Severo. Era uma época que gostava. Sentia-se mais livre, tranquilo, mais normal do que todo o resto do ano. Mas infelizmente, não seria assim agora. Era diretor de Hogwarts, braço direito de Voldemort, um dos mais visados comensais, e com certeza era odiado por todos da Ordem da Fênix. O ódio não o afetava muito, estava quase que acostumado. Ser diretor, pelo menos, o ajudava a proteger alguns alunos assim como os professores antigos. Ainda sentia pesar pela morte de Batilda, mas ela morreria se a ajudasse...
As coisas aparentemente estavam mais tranquilas. Voldemort tinha sua nova varinha, a de Dumbledore, e os ataques tinham diminuído, Harry Potter havia aparecido no Ministério da Magia e desaparecido em seguida. Ele tinha conseguido entregar a espada à eles. Agora sabia que possivelmente quatro horcruxes estavam destruídas. Mas nem mesmo ele sabia quais seriam as outras. Dumbledore pensava em sete e esperava que o trio, após sua morte, também pensasse assim e achasse pistas. Esse pensamento novamente o fez pensar na pequena grifinória.
Vez ou outra seu pensamento passava por ela. Ele a tinha visto na floresta quando usou seu patrono para mostrar a espada de Grifindor. O Weasley havia retornado e ela havia o rejeitado, fazendo-o sentir-se bem com isso. Há dois dias a tinha visitado novamente, só que desta vez estavam na casa de Gui Weasley. Agora ele conseguia seguí-la, ela o tinha aceitando pela magia. Pra falar a verdade, aceitava seu patrono. Eram poucos minutos mas conseguia mudar seu humor facilmente. Até o quadro de Alvo havia percebido, mas continuava há manter tudo o que sentia para si próprio.
Do outro lado Hermione lutava contra o que sentia e vivia. Não queria pensar em outra coisa além da invasão à Gringots, mas a presença de um certo patrono a deixava ansiosa e desligada. Os sentimentos que ele a fazia ter estavam deixando-a confusa. Quem seria o dono desse patrono? Porque não se mostrava? Porque só aparecia para ela?
Depois do dia em que Ron voltara e a horcrux fora destruída, o patrono só aparecia para ela. Fora ele que mostrara à Harry onde estava a espada de Grifindor. Era um amigo, com toda certeza, mas por que escolhera ela para se aproximar?
Ela nunca comentara com os amigos, mas e se era alguém em quem não se podia confiar e que a estava usando? Eles quase foram entregues à Voldemort pelos Malfoys, principalmente ela guardava a prova em sua pele daqueles dia fatídico, e Dobby havia morrido para salvá-los. A palavra sangue-sujo havia sido escrita em sua pele com ódio e magia. Por reflexo, colocou a mão tampando a cicatriz adquirida com uma das mãos. Não doía mais, só havia dor em sua alma.
Harry aproximou-se dela e sorriu. – Algum problema Mi?
- Não Harry, nenhum problema. Conseguiu descansar?
- Um pouco. Já estamos aqui há tempo demais. Temos que ir a Gringots o mais rápido que pudermos.
- Falta pouco Harry. Você precisa se poupar em pouco. Ainda mais estamos seguros aqui.
- Temo por Gina, pelos outros Weasley’s, Longbottom, Hogwarts deve estar sendo o inferno, ainda por cima com Snape como diretor. – Hermione estremeceu quando escutou o nome, mas Harry não percebeu. – Temos que por um fim nisso.
- Harry, calma. Se não pensarmos bem, se não nos prepararmos, vamos ser pegos e mortos, e nada adiantará. Se realmente tiver uma horcrux lá, nós vamos acha-la, mas temos que ter segurança e estar prontos. Se falharmos eles são capazes de redobrar as proteções e nunca mais consigamos reavê-la para destruí-la.
- Eu imagino que sim. Vamos falar com Ron e com o duende e nos preparar. A poção já está pronta?
- No fim da semana. Fleur está ajudando a fazer as de cura rápida e restauradoras. Temos que treinar.
- Sim. Encontro com vocês no quarto.
- Mi?
- Sim Harry...
- Você e o Ron? Você ainda não o perdoou?
- Claro que perdoei Harry. Por que está me perguntando isso?
- Porque você está distante dele.
- Harry...
- Eu pensei que você gostasse dele... Sabe... Daquele jeito...
- Não Harry, eu até pensei antes, mas agora Ron é só um irmão, nosso irmão.
- Tudo bem ... Vamos.
Hermione olhou para a praia a sua frente, para as ondas do mar que se quebravam na praia. Respirou bem fundo aquele ar de liberdade, sentindo o vendo dando voltas pelo seu corpo. – Logo eu vou saber quem é você e o que quer de mim... Logo.


Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


Chegara grande dia. Ela estava nervosa, não conseguira dormir direito, por isso resolveu ir até a praia. O vento e a maresia a acalmavam. Sentiu sua presença de olhos fechados.
- Precisava de você hoje... Obrigada por vir.
O patrono corpóreo se aproximou, ficando ao seu lado.
- Estou com medo. Talvez você não me encontre mais. Talvez seja a última vez que você me veja viva.
O patrono a olhou, irradiando um sentimento de dúvida e raiva.
Ela abriu os olhos. – O fim de tudo está cada vez mais próximo. Eu, Harry e Ron vamos tentar destruir mais uma horcrux. – Respirou bem fundo. – Queria estar com você mais uma vez ante disso. Você me tranquiliza. – Ela riu. – Pode parecer bobeira, mas quando você aparece eu não consigo pensar claramente. Os meus focos mudam, e eu só quero sentir...
Nesse momento a forma do patrono de desfez, tornando-se uma esfera luminosa. Hermione ficou apreensiva, pensando que tinha feito algo, mas a esfera se aproximou de seu peito lentamente. Seu corpo ficou mole, sem forças, não conseguindo sustentar seu corpo, caiu de joelho na areia.

A esfera, então transpassou o corpo inerte de Hermione, alojando-se em seu interior. A energia fora tão grande que Hermione não suportou, vindo a desmaiar em seguida. A esfera reapareceu. E antes que Hermione acordasse, um sussurro ressoou no ar. – Minha Hermione... Minha...







Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Larissa Rebecca da Silva Cabral em 02/01/2012

Tá muito perfeita.. Continue logooo... 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Flávia em 11/06/2011

Fic mais que perfeita!!! amei muito! To louca pela continuação!!!

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.