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17. Tireless


Fic: Restless - Rose&Scorpius - FINALIZADA ULTIMO CAP ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Tireless




Papai,


Você se lembra daquele tempo em que eu era criança e você precisava segurar a minha mão toda vez que atravessávamos a rua? E lembra quando fui quase atropelada por um carro quando você estava distraído e não prestou atenção em mim? Lembro de te ver preocupado comigo desde que me entendo por gente e sei que o senhor fez de tudo para que nada de ruim acontecesse comigo. Você nunca deixou de observar os meus passos. E sei que talvez você esteja com muita raiva e desejaria que aquele carro tivesse me atingido, apenas para eu aprender a lição e ter esperado você para atravessarmos a rua juntos, mas nada do que acontece AGORA, nada do que faço para te magoar é de propósito.


Se o senhor pudesse entender... eu nunca teria feito nada para te aborrecer. Mas eu não posso mudar o que me tornei. Você e a mamãe fizeram o melhor de mim, mas a vida também criou uma parte do que sou. Não quero que fique me ignorando! Por favor, me escreva.


Com muito amor,


Rose.


– Tem certeza disso? Esse negócio do carro está bem dramático – disse Albus, ao meu lado.


Estávamos sentados numa praça. Eu precisava de um tempo sozinha para raciocinar sobre os últimos dias e resolvi sentar num banco qualquer para observar a movimentação enquanto escrevia o que era a décima carta ao meu pai. Ele estava me ignorando friamente, e isso era pior do que quando ele ficava dizendo coisas que eu não gostava de escutar.


Albus havia aparecido enquanto eu escrevia o segundo parágrafo. Ele estava levando David para passear, o garotinho estava ficando cada vez mais parecido com a mãe, por causa dos cabelos castanhos.


– Eu só quero que ele volte a falar comigo – respondi meio triste. – Nem tive tempo de contar as novidades. Não que ele esteja interessado em saber depois de tudo.


– É, sinto muito. Aquele jantar foi um fiasco. O que deu em Scorpius, afinal? Ele é muito louco. Não devia fazer aquele pedido idiota e-


Eu levantei a mão, mostrando o anel de noivado que Scorpius me dera. Albus não era tapado para não entender, mas ele se fez de desentendido quando perguntou:


– Por que ainda está com o anel dele?


– Esse é outro, Albus, um que Scorpius realmente comprou, perguntando se eu realmente queria me casar com ele.


– Ele fez outro pedido... quero dizer, vocêele... vocês? Quero dizer, isso é sério? Ele... vocês vão secasar?


A última frase soou tão alta que eu tive de pedir para ele se controlar, em meio a um riso exasperado. Eu fiz que sim várias vezes e ele pareceu chocado.


– Eu não acredito. Seu pai vai matar vocês mas eu estou muito feliz por você, Rose – ele acrescentou, me abraçando forte. – Mas vocês estão pensando em casar escondidos? Se mudarem para o Alasca? Ou para o Japão? Ou nunca comentar com seu pai sobre isso?


– Não – eu disse seriamente. – Não. Albus, eu quero que nossos pais aceitem isso. Eu quero poder compartilhar isso com eles.


Ele me encarou com pena, enquanto segurava David em pé no seu colo.


– Não diga nada, sei que está pensando que isso é utópico – falei. – Mas eu disse... eu disse a Scorpius que se eles não aceitassem, nós não iríamos nos casar.


– Uau, e como ele reagiu?


– Nós discutimos e eu estou aqui agora.


– Não faz nem dois dias que ele te pediu em casamento e vocês já brigaram?


Eu assenti lentamente.


– Mas está tudo bem – apressei-me a dizer. – A gente é assim desde sempre.


– Bem, boa sorte com isso, Rosie – ele desejou com seriedade. – Saiba que não tenho nenhumproblema com vocês se casando. Pelo contrário, se isso te faz feliz, é o que importa, certo?


Eu sorri.


– Claro. É por isso que eu te amo, primo.


Ele riu e continuou brincando com David. Quando voltei para casa, Scorpius não estava lá. Era dia de treino então não me preocupei com que ele chegasse tarde. Já eram sete horas da noite. Eu me sentei no sofá para escrever a próxima coluna do Paquim, quando o telefone tocou.


– Alô?


– Rose? – era a voz da minha mãe.


– Mãe! – falei aliviada. – Mãe, eu preciso falar com a senhora, me desculpe-


Ela me interrompeu, com a voz falha.


– Rose, você consegue vir ao St. Mungus agora?


Meu coração disparou.


– O que aconteceu?


– É o seu avô. Ele foi internado agora e todo mundo está aqui e só falta você e...


– Eu já estou indo.


Desliguei o telefone para não perder tempo, troquei de roupa e aparatei até o Hospital. Minhas mãos estavam trêmulas quando cheguei à sala de espera e encontrei afamília toda ali, como se algo terrível tivesse acontecido. Sentados nos sofás estavam Teddy, Victoire, James, Lucy, Lily. Albus e Jenny estavam em pé enquanto meus tios conversavam entre si. Papai estava com os braços cruzados e a cabeça baixa, mamãe passava as mãos pelas costas dele, uma mania que ela tinha para tentar consolá-lo de alguma coisa. Dizia: "Vai ficar tudo bem, Ron..." com uma voz doce e protetora. Eu não reparei até aquele momento a saudades que eu tinha de vê-los daquela forma. Não apenas eles, mas os meus tios e primos também. Eu não via Lily a tanto tempo que achei que ela não iria me reconhecer. Mas foi a primeira da sala a ver que eu havia chegado e me abraçou com força.


– Ainda bem que chegou! Estávamos te esperando...


– Como está o vovô? – perguntei preocupada.


– Ele está bem. Foi apenas um susto. Vovó ficou desesperada achando que a hora dele havia chegado, mas os médicos disseram que ele está se recuperando.


– Vovô é um cara forte – disse James. – Eu acho que ele só teve esse ataque cardíaco para juntar a família toda de novo.


Todo mundo olhou para ele, mas meu tio George falou:


– Eu concordo. Papai tem essa mania estranha de juntar a família na época do Natal. Mas bem que ele poderia ter escolhido uma maneira mais animada de fazer isso, não é?


– Será que eu poderia vê-lo? – perguntei.


– Vai ter que entrar na fila – disse Hugo sentado no sofá ao lado de Lily. – A família é gigante, esqueceu?


– Não, eu nunca esqueço – falei, sentando-me ao lado de Jenny. Ela olhou para minha mão indiscretamente – na verdade ela pegou a minha mão e a analisou – como se quisesse confirmar o que Albus provavelmente contara a ela.


– Por que você tirou o anel? – ela perguntou baixinho, quando não encontrou nada.


– Eu não quero que meu pai seja o próximo a ter um ataque cardíaco – eu disse e Jenny franziu a testa para o meu humor negro. – Desculpe – acrescentei. – Mas papai nunca me odiou tanto como agora e-


– Ele não odeia você. Ele odeia os Malfoy.


– É a mesma coisa agora!


Ela não argumentou contra aquilo. Bem naquele momento minha mãe se aproximou de mim.


– Rose – falou com um sorriso singelo que me fez sentir melhor. Mamãe não estava zangada. – Podemos conversar um instante?


– Claro.


Eu me levantei e nós duas fomos até um canto em que ninguém escutava. Eu ia começar a dizer, mas minha mãe não deixou.


– Eu que peço desculpas, ok? Eu devia ter dado apoio! Mas foi tão repentino... o pedido de casamento...


– Mãe, não precisamos falar disso aqui. Papai provavelmente não está bem e eu não quero que ele fique pior.


– Ele é apenas orgulhoso, o seu pai. Tem de dar um tempo a ele. O vi lendo suas cartas todos os dias e ele quer responder, mas não sabe como. Apenas... vamos esperar a poeira abaixar. E eu sei que ele quer seu abraço agora, Rose. Não importa o que tenha acontecido naquele jantar, ele ainda é o seu pai e ele adora isso nele.


Eu senti minha garganta meio seca. Eu queria tanto poder abraçá-lo sem culpa. Olhei para onde papai estava. Ele estava com aquela típica expressão preocupada, as sobrancelhas juntas. Diziam que eu fazia a mesma cara quando estava assim. Diziam que eu era parecida com ele nessa parte.


Eu me aproximei com passos silenciosos até ele, que se sobressaltou assim que viu que eu estava perto.


– Oi, pai – eu disse baixinho.


– Vai ficar tudo bem, Rosie – ele disse de repente, passando seus braços em mim num abraço apertado. Ele tinha um cheiro reconfortante, de proteção, de alegria, e ao mesmo tempo de... pai. – Seu avô está ótimo, ele só quis dar um susto na gente. Vai ficar tudo bem, não se preocupe, ok?


Eu sabia tanto disso. Eu sabia que ia ficar tudo bem. Eu aprendi que ia ficar tudo bem. Mas era ele quem ainda parecia não acreditar muito nisso.


– Eu sei que vai – afirmei, aninhando minha cabeça em seu peito, apertando o abraço. Eu sentia tanta falta daquilo que nem sabia até o momento em que nos abraçamos. – Estamos todos juntos, não é?


– Claro que estamos.


Fomos interrompidos quando o médico apareceu na sala e chamou a atenção de todos.


– Arthur está ótimo, provavelmente melhor do que já esteve nesses últimos anos – o médico disse, fazendo todos nós suspirarmos de alívios. – Ele vai poder sair daqui a pouco, e andando. Foi uma das recuperações mais rápidas que vi.


– É essa a vantagem de ter uma família grande, doutor – disse Bill. – Todos nós cuidamos dele.


– Sim, sim. E Arthur acabou de me pedir um favor. Ele quer falar com o Ronald.


– Comigo? – estranhou papai.


– Você é o único Ronald que vovô conhece – comentou James. – Ou se lembra.


Lily deu um tapa no braço dele.


– Não é hora de gracinhas, idiota.


– Não estou fazendo graça! Você acha que eu acho engraçado vovô estar assim? Não vem falando o que não sabe, Lily.


– Definitivamente essa família precisa passar mais tempo junta – disse minha mãe abanando a cabeça, quando meu pai acompanhou o médico para conversar com meu avô.


Eu disse que precisava ir ao banheiro, mas estava apenas fingindo. Entrei discretamente no corredor onde os pacientes ficavam e me esgueirei num canto perto da sala em que vovô estava, para ouvir o que eles iriam conversar.


– Oi, pai... – começou meu pai meio hesitante. – O senhor está bem?


– Estou ótimo, meu filho. E você?


– Eu estou bem! Mas fiquei preocupado. Você assustou todo mundo hoje.


– Queria que todos estivessem aqui... para ver que estou recuperado.


– Tendo um ataque cardíaco? – meu pai riu.


– Vocês estão sempre ocupados demais para atenderem a um chamado por cartas – disse vovô fazendo meu pai ficar um tempo calado. – É o único jeito de chamar atenção, não que eu tenha escolhido isso. Mas deu certo.


– O senhor tem razão.


– Vocês e as crianças vão passar o Natal lá n'A Toca esse ano, não vão?


– Sim, claro! – ele prometeu.


– Então está bem. Me conte uma novidade, Ronald. Faz tempo que não conversamos.


– O senhor quer uma novidade? A única novidade que eu tenho vai te fazer cair duro aí... quero dizer, desculpe, pai. Não é hora de piadas. Mas é uma novidade... que o senhor não vai querer saber.


– Eu agüento tudo, meu filho.


– Até o fato de sua neta vai...


Ele parou de falar. Mas vovô insistiu.


– O que tem a Rosie?


– Bem, ela está a um passo de ter o sobrenome Malfoy, pai.


Meu avô começou a rir.


– Você não está falando sério... Não ouço falar deles há tanto tempo.


– Sorte a sua – papai disse num tom definitivo. – Porque eles só atrapalham a vida da gente.


Eu fiz esforço para ficar parada e não entrar lá de supetão para impedir que meu pai continuasse a falar sobre isso. Mas meu avô pareceu estranhamente... interessado.


– Eles atrapalharam a vida de Rose também?


– Atrapalharam e muito. Ela sofreu por esse rapaz um tempão. E ela mudou muito por causa disso.


– Ah, o amor...


– Não é amor, pai! – protestou meu pai indignado. – Aquilo é... rebeldia. Eles querem acabar com essa família.


– Você realmente acha que sua filha ia querer isso? Acabar com essa família?


– Não, lógico que não. Mas aquele Malfoy faz a cabeça dela...


– Quantos anos ela tem agora, Ron?


– Vinte e quatro.


– O tempo passou rápido.


– Eu nem notei.


– Devia notar. É difícil, mas... entenda... Rosie sempre foi maravilhosa. Ela é um fruto seu e de Hermione, ela nunca deixaria alguém fazer a cabeça dela...


– O senhor quer acreditar que ela teve a escolha de querer se casar com um Malfoy?


– E se tivesse escolhido, Ron? Você não vai poder fazer nada contra isso. Ninguém vai. Porque eles são apenas... outra geração. E daí se o destino os colocou juntos? Rose tem idade o suficiente para fazer suas escolhas e você é pai o suficiente para simplesmente aceitá-las.


– Por que está me dizendo isso?


– Porque eu não quero que Rose pense que eu nunca vou perdoá-la por querer se casar com um sangue puro. Você sempre a assustou com isso, como se fosse verdade. E ela está ouvindo nossa conversa agora.


– Quê?


– QUÊ? – eu exclamei, surpresa, entrando na sala com os olhos arregalados. – Eu sou super discreta!


– Não para o homem que criou sete filhos xeretas – disse vovô e eu tive de rir ao me aproximar de sua cama. – Então é verdade que você vai se casar?


– Acho que sim – eu disse hesitante. – Ele me pediu em casamento-


– Um pedido ridículo na minha frente – acrescentou meu pai.


– Mas o que importou foi o pedido que ele fez na minha frente, pai – eu falei baixinho, tirando o anel do meu bolso. Eu mostrei a jóia ao meu avô que a observou com curiosidade.


– Isso deve ter custado uma fortuna! – ele disse.


– O que deve ter sido uma fortuna? – Minha avó entrou de repente. Quando olhou o anel que eu segurava, ela ofegou, surpresa, da mesma forma que fizera quando Albus anunciou que ia ser pai. – Parabéns, minha netinha! Você vai ser a próxima! Eu sabia!


– A senhora também está de acordo com isso? – perguntou papai.


– Ora, Ron, deixe de ser idiota! Pense que essa família irá aumentar... e você terá netinhos. Não é isso o que sempre quis?


Eu olhei para o meu pai, rindo.


– O senhor sempre quis ter netos?


Ele não respondeu, só ficou parado tentando não olhar em minha direção. Minha avó saiu da sala para contar a todo mundo lá fora que eu ia me casar. Era típico dela.


– É uma bela jóia – disse meu avô depois de um tempo. – Você deve estar muito feliz.


– Sim, senhor – eu assenti. – Eu estou mesmo feliz. Não sei se o senhor sabe, mas ele, o Scorpius, ele é um ótimo jogador de Quadribol. Até papai acha isso.


Meu pai deu de ombros.


– Eu vou beber água.


E saiu.


– Seu pai é difícil– disse vovô. – Por que não convida seu noivo para passar o Natal com a nossa família?


– Como é?


– Para nós o conhecermos melhor.


– O senhor deve ter ficado maluco.


– Se isso acontecesse há dez anos, querida, eu iria estar agindo pior do que o Ron, mas eu ainda continuo aprendendo. E eu aprendi que, na idade em que estou, o que vai me fazer feliz é a felicidade da minha família. Eu não quero que você e Ron fiquem brigando. Molly me conta tudo o que acontece e eu me sinto ruim... porque foi culpa nossa. Os Malfoy eram inimigos, isso não podemos negar... mas os tempos mudaram... e eles não são mais. É sua chance de mostrar isso a essa família, querida.


– Mas meu pai...


– Sim, Ron não vai aceitar. Mas ele não aceitaria isso de qualquer forma, porque para um pai como ele é muito difícil aceitar que a filha tenha crescido tanto. Então apenas dê um tempo a ele.


Fiquei observando meu avô e segurei a mão dele, feliz pelo que havia escutado. Então era realmente isso o que eu devia fazer... dar um tempo ao meu pai. Uma hora ele irá aceitar. Uma hora todo mundo irá aceitar isso, porque eles irão ver o quanto eu e Scorpius somos felizes juntos.




– Por que você sempre tem que achar que está mais certa do que eu? – ele exclamava, numa voz alta e fria. Eu puxei meus cabelos, nervosa.


– Scorpius, uma hora ou outra você vai ter que fazer isso! Sei que quer! Por que está tentando fugir agora?


– Por que eu odeio isso! Você sabe que não suporto, não gosto. Não me faça passar por esse inferno!


– Inferno! Como você pode achar que isso é um inferno? Dessa maneira, você me ofende.


– Eu não vou assistir Diário de uma Paixão com você – teimou pela vigésima vez, saindo do sofá. – Não vou. Ou eu ou o filme. Você escolhe.


Girei os olhos.


– Ótimo. Eu escolho o filme – falei fechando a cara, e voltando a encarar a televisão.


– Achei que você ia pelo menos hesitar – ele comentou, abanando a cabeça. – Mas enfim, que seja. Não vou brigar com você por causa disso.


Eu olhei para o teto, inconformada.


– Tanto faz, Scorpius, saia. Quero ver ao filme.


– Odeio quando você está na TPM. Depois vai ficar aí, chorando feito uma criancinha idiota, por coisas idiotas, e me xingando por motivos ainda mais idiotas.


– Já vai começar o filme – avisei. – Ou você me deixa assistir sossegada ou eu vou para a casa da Jenny.


– Nem me fale da Jenny! O filho dela quebrou os pratos da minha mãe. Ainda estão rachados. E a culpa foi sua.


– Está bravo só por que sua mãe brigou com você, oh tadinho! Pelo menos seu pai responde a suas cartas!


– Não vem fazendo esse drama, Rose – ele apontou o dedo para mim. – Já está tudo bem entre vocês dois. Tanto que seu avô me convidou para passar o Natal por lá. O resto é só fazê-los participar do casamento. Mas eu acho que nem você vai participar do casamento, pra ficar assistindo a esses filmes idiotas.


– Filmes idiotas? Está bem, Scorpius, está bem. Sei que só está com ciúmes porque eu disse que eu preferia ver o filme a transar com você. Arrependido por me pedir em casamento?


– Não – ele disse bravo. – Não estou.


– Então você vai ter que aguentar.


– Mas às vezes você me irrita, Rose.


– Só porque não estou na cama com você?


– É exatamente por isso. Achei que a única coisa que não me faltaria fosse sexo.


– Mas o casamento não deve significar apenas isso. Temos que assistir a filmes românticos também, por exemplo.


– Eu prefiro dar uns amassos na Murta-que-Geme.


Eu joguei a almofada na sua direção e ele desviou, dizendo irritado:


– Quando você estiver curada da sua TPM, eu estarei te esperando no colchão.


– Eu não vou transar com você hoje! – falei aquilo por puro orgulho. Mas eu sabia que até o final da noite eu estaria gritando o nome dele.




Ele enrolava um dedo no meu cacho, distraído, quando acordei. Comecei a sorrir quando o vi ao meu lado, como sempre, mas lembrei de ontem à noite e empurrei seu peito.


– Idiota – virei o rosto para o outro lado.


– Ei, mal começamos o dia. Por que já está me xingando?


Quando não respondi, ele se aproximou por trás e suspirou, beijando meu ombro.


– Isso é algum tipo de teste que eu tenho que fazer? Vou ter que ficar aturando suas ações contraditórias? Você está sendo impossível.


– Não, é que você me faz perder o controle e eu perco meus princípios por conta disso. Você sabe que não gosto de perder princípios.


– Então é bom você se acostumar a perder seus princípios para o resto da sua vida. Ou você vai querer que a gente vire um daqueles casais que nunca fazem sexo?


– Não exagera – eu soltei uma risadinha.


– Eu te amo, Rose – ele falou de repente, como se isso fosse óbvio. E era. – Você sabe... seu corpo é apenas um bônus, uma sorte que eu tenho de poder tê-lo todas as noites. Mas eu não quero só isso. Quero acordar ao seu lado todas as manhãs... tentar dizer que você está linda mesmo não estando, porque, você sabe, seu cabelo fica horroroso quando você acorda, mas eu adoro isso em você. Mesmo sendo tão esquentadinha... em todos os sentidos... é você quem eu sempre quis. Se eu só quisesse sexo, eu não a pediria em casamento.


– Céus, e depois diz que não gosta de filme romântico. – Virei meu rosto para voltar a encará-lo. Ele segurou minha mão e a beijou. Olhei para o meu anel e não consegui deixar de sorrir verdadeiramente. – Eu também amo você, Scorpius. Apesar da sua sinceridade áspera quanto ao meu cabelo de manhã, eu realmente amo você.


– Então... não temos o que ter medo. Sua família vai me amar, quando eu tiver chance de mostrar a todos eles que sou o cara da sua vida.


– Diga primeiro que você é bom em Quadribol – avisei. – Esse negócio de um Malfoy ser o cara da vida de uma Weasley não cola muito, mesmo sendo verdade.


– Ok.


– E diga também... diga também que você adora trouxas.


– Acho que eles vão acreditar mais no fato de que eu amo você, Rose.


– É. Certo... estou um pouco nervosa. Vovô está mesmo interessado em conhecê-lo.


– Vou dar uma boa impressão, não se preocupe.


– O importante é que você vai jantar com a minha família, e quer isso.


– Faço por nós dois. Sei o quanto isso significa a você. Quer dizer, você seria capaz de terminar tudo comigo por causa deles. Não vou deixar isso acontecer.


– Nem tudo – confessei. – O que existe dentro de mim é incansável. Se eu tivesse que me desfazer de tudo o que sinto por você, Scorpius... teria feito há muito tempo.


Eu segurei seu rosto e me inclinei para beijá-lo. Ao contrário de mim, Scorpius era lindo quando acordava. Eu nunca ia me cansar de vê-lo com os cabelos loiros jogados nos olhos, e a voz arrastada dele dizendo que me queria e me amava apesar dos meus defeitos, dos nossos defeitos.


Bem, eu tinha certeza. Eu estava feliz. Feliz porque ia me casar com o cara da minha vida. E que, mesmo assim, meu pai não teve nenhum ataque do coração. Estávamos no caminho certo.


Tudo ia ficar bem... mesmo que isso dependesse de mais um jantar em família.




N/A: Ahhh, o próximo capítulo será exclusivo para a visita do Scorpius n'A Toca.


*VERGOOOONHA* Demorei 14432432 anos pra atualizar, mas o capítulo ficou parado um tempão. Vou postar apenas um pedaço deste capítulo e quando consegui continuar melhor, postarei o próximo. Isso nos deixará na reta final de Restless, que escrevo há mais de um ano. Desculpem mesmo por demorar tanto com as postagens... mas obrigada pela paciência, pelos comentários, pelos elogios, por tudo! Continuo e não ouso abandonar, os leitores são a razão disso. Os leitores e meu amor por esse casal, minha vontade de finalizar mais uma longfic. Mas não que eu esteja com pressa. Vocês estão?


COMENTEM!
beijos,
the same old Belac ;)


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Comentários: 2

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Enviado por Lana Silva em 29/12/2011

Aww *-* perfeiiiitooooooooooooooooooooo ameii!

Nota: 5

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Enviado por Jheni weasley em 22/08/2011

Eu to adorando tudo, vc escreve muito bem. Poxa o Artur Weasley  deu um grande susto em todos. Tenho que dizer que o natal da família Weasley vai  ta mais interessante nesse ano do que nos outros. To só imaginando a reação do tio Draco quando souber que seu filho vai passar o natal com Weasley. Até o próximo capitulo.

Ps: Como vai o livro da Rose? Vendo  alguma coisa? To curiosa.

Nota: 5

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