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3. Capítulo 03


Fic: Aquilo que você não vê DM-HG


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Capítulo 3


 


Draco não dormiu direito pensando nas palavras do seu quase ex-amigo. E também nas palavras de Hermione. Ele não passava de um idiota mimado. Afinal, por que havia beijado Astoria? Faltavam três semanas para o Natal. Três semanas para ele engolir seu orgulho e pedir perdão para Hermione.


 


Ainda era cedo e ele sabia. Mas também sabia que Hermione levantava cedo. Geralmente ficava lendo em seu quarto até dar o horário do café-da-manhã. Trocou-se lentamente, querendo retardar o encontro. Andou pela sala antes de bater na porta dela. Como não houve resposta, abriu lentamente chamando-a.


 


- Filha da puta! – saiu batendo a porta com força. O quarto estava vazio.


 


***


- Obrigada, Gina.


 


- Imagina! Sabe que pode ficar aqui quanto tempo precisar.


 


- Pelo menos até o Natal e se as coisas entre Draco e eu não mudarem... até o final do ano letivo.


 


- Sabia que não poderia confiar nele... mas você trocou um sonserino por outro?


 


- Zabini está diferente. Ele me defendeu de outros sonserinos e isso já vale alguma coisa, não é?


 


- Ele beija bem? Um negão daquele... – Gina falou sonhadora.


 


- Gina!!! Eu ainda não o beijei.


 


- Então não perca tempo!


 


As duas amigas desceram as escadas do dormitório feminino rindo e encontraram-se com Harry e Ronald que as esperavam para tomar café. Entraram no Grande Salão e sentaram-se em seus lugares de costume. Draco observava tudo a distância. E, com raiva, percebeu que Hermione não direcionava o olhar para si uma única vez.


 


- Ela é linda demais – ouviu Blaise murmurar ao seu lado. Antes que pudesse fazer qualquer comentário, viu o amigo levantar-se.


 


Blaise Zabini caminhou até a mesa da Grifinória. Os sussurros e suspeitas de que ele e Hermione tinham algo apenas aumentaram quando o sonserino aproximou-se dela e disse:


 


- Bom dia, Hermione.


 


- Bom dia, Zabini – ele riu.


 


- Ainda Zabini, então? Sou um cara paciente – com um floreio da varinha fez com que a colher que ela segurava se transformasse em um rosa – Tenha um bom dia – Cumprimentou os amigos dela com um breve aceno de cabeça e seguiu para a primeira aula.


 


***


As mesas estavam esvaziando-se rapidamente. Apesar de ainda ser segunda, todos estavam cheios de trabalhos e lições. Ela foi contra o fluxo até alcançar a mesa da Sonserina. Poucas pessoas estavam lá. Zabini ao lado de Draco, os dois conversando sobre quadribol.


 


- O que faz aqui, Granger? – era a voz estridente da Astoria. Ignorando a bruxa loira que começou a se pendurar em Draco, ela encarou Zabini e perguntou:


 


- Será que podemos conversar em particular?


 


- É claro, principessa! – e levantou-se ajeitando sua gravata.


 


Foram para fora sendo seguidos por um par de olhos enraivecido.


 


A neve já cobria os gramados de Hogwarts. Um vento frio bagunçou os cabelos de Hermione e ela enrolou o cachecol com mais força. Blaise retirou sua capa e jogou sobre os ombros dela.


- Não é realmente necessário... Você ficará com frio.


 


- Estou bem. Se eu sentir frio – ele disse inclinando-se – Tenho você para me esquentar – e riu do rosto corado da grifinória – mas, o que queria conversar comigo?


 


- Hum, na verdade é para fazer um convite. Sexta-feira faremos uma festa na Grifinória. Gostaria de ir comigo?


 


- Uma festa proibida? – ele perguntou.


 


- E desde quando festas são permitidas em Hogwarts, Zabini?


 


- Verdade. Só não achei que grifinórios fizessem festas. E não me olhe assim! Apenas brincadeira e eu adoraria ir com você. Só que não tenho ideia onde fica o Salão Comunal da Grifinória.


 


- Encontro com você no Grande Salão, Umas... 20h30?


 


- Combinado, Hermione – ela retirou a capa e devolveu para ele.


 


- Obrigada, Zabini – ele riu e a viu voltar para o castelo. Vestiu a capa e seguiu para dentro também.


 


***


Desde que Hermione saíra do quarto dos monitores chefes, Draco passava mais tempo no Salão Comunal da Sonserina.


 


- Astoria, por favor, dê um tempo! Eu preciso respirar!


 


- E eu preciso de você, Draco! O mínimo que pode fazer é beijar sua namorada.


 


- Você não é minha namorada! – ele a empurrou e continuou a ler seu livro – Aonde você vai, Blaise?


 


- Provavelmente encontrar a sangue-ruim – disse Nott em voz alta e alguns estudantes riram. O negro observou Draco que estava calado.


 


- Vocês são tão corajosos aqui dentro! Mas, quando um auror aparece para perguntar sobre sua lealdade mudam o discurso rapidinho, não é? Sonserinos de merda – ele falou e saiu do Salão Comunal.


 


- Aonde você vai? – Draco perguntou o seguindo.


 


- Hermione me convidou para uma festa na Grifinória. Qual o seu problema com ela?


 


- Ela é meu problema – Blaise sentiu uma pontada de ciúme.


 


- Vocês... tiveram algo no passado?


 


- Isso não importa agora. Só me prometa uma coisa: cuide dela – e dizendo isso sumiu nos corredores.


 


Blaise encontrou Hermione na entrada do Grande Salão e rapidamente se desculpou pelo atraso. Seguiram conversando sobre as aulas até chegar ao Salão Comunal da Grifinória. A curiosidade o estava remoendo, mas sabia que seria um anti clímax, se perguntasse para a garota que ele estava paquerando, se ela teve algo com seu melhor amigo.


 


Passaram pelo quadro da Mulher Gorda, que não escondeu seu desprezo pelo sonserino. Fora isso, ninguém pareceu ligar muito para sua presença. A ruiva Weasley estava com o Diggory, tentando, em vão, chamar a atenção de Harry. O caçula Weasley paquerando qualquer menina que desse um pouco mais de atenção.


 


- O Salão de vocês é melhor que o nosso...


 


- Harry disse que o de vocês dá calafrios! – ela falou e logo colocou a mão na boca.


 


- Harry Potter? E quando o Potter esteve no Salão da Sonserina? E sem gaguejar, Granger.


 


Ela contou a história rapidamente, tirando grandes gargalhadas do negro que ficou imaginando a reação de Draco Malfoy quando soubesse que ele levou dois grifinórios para dentro da Sonserina.


 


- Venha dançar comigo, principessa. – ele tirou o copo da mão dela e a levou para a pista de dança improvisada. Uma música lenta começou e Hermione sentiu a mão dele puxa-la firmemente pela cintura – eu deveria ter feito isso no Baile do Torneio Tribuxo. Você estava tão linda.


 


- Obrigada – ele riu baixinho, inclinando-se.


 


- Você fica linda quando fica corada de vergonha. – então ele moveu seu rosto diretamente para olha-la nos olhos. O corpo dele inclinado para baixo. Sua atenção alternando entre o castanho e a boca entreaberta – Você fica linda, você é linda, molto bella Hermione.


 


Então, a beijou. Blaise sentiu os lábios se abrindo lentamente e levou uma de suas mãos até os cabelos dela. Arrependia-se de não ter feito isso antes. Merda de preconceito que o cegou por tanto tempo. Fazia tempo que Hermione não ansiava um beijo como naquele momento. Ele, simplesmente, sabia como conduzir e como ser conduzido. Os lábios carnudos e a língua trabalhavam de forma que a deixaram sem ar. Pensou que só seria possível sentir algo assim se apaixonada... ou com Draco Malfoy. Talvez beijar dessa forma fosse uma característica de ser sonserino. 


 


O beijo se aprofundou antes que eles se separassem. Blaise encostou sua testa na dela e murmurou:


 


- Não quero saber o que houve entre você e Draco. Sei que talvez sinta algo por ele, mas por favor, me dê uma chance.


 


Os olhos deles estavam fechados e abriram-se lentamente. Após a guerra parecia que todo sentimento era vivido de forma mais forte, mais real. Não havia medo de perder a pessoa amada, de morrer. Não havia medo da entrega. Todos ali eram adolescentes que tiveram que lutar em uma guerra onde não havia muita escolha: era lutar ou morrer. Esconder-se nunca foi uma opção para um grifinório. Ou um sonserino.


 


- Claro, Blaise – ele sorriu e voltou a beijá-la.


 


***


Claro que o assunto principal do café-da-manhã no dia seguinte foi o beijo trocado entre uma grifinória e um sonserino no Salão Comunal da Grifinória. As colegas de Hermione a enchiam de perguntas, que ela respondia de forma evasiva. Essa era uma conversa que ela teria apenas com Gina e mesmo assim, sem muitos detalhes.


 


Já na mesa da sonserina, Zabini era fuzilado por olhares raivosos e invejosos. Só que para ele pouco importava. Sorria olhando o outro lado do Salão. Sua atenção na morena que sorria timidamente. Comeu calado. Pouco mais de meio semestre e não estaria mais em Hogwarts. Aproveitou o sábado para estudar na biblioteca.


 


Draco seguiu o amigo que parou de repente e perguntou:


 


- Alguma ofensa que ainda não foi dita? Por que se for repetir o que eu ouvi na última hora é melhor voltar por onde veio.


 


- Granger é uma boa garota. Fico feliz por você. Vocês. – Draco começou a seguir o caminho de volta quando sentiu a mão de Blaise em seu ombro.


 


- Acredito que você seja meu único amigo, Draco. Se ela for realmente importante para você... eu me afasto – ainda de costas, o loiro deixou a cabeça pender para frente. Sem dúvida Blaise era seu único amigo naquele momento.


 


- Apenas... cuide dela, Blás – e, suspirando audivelmente, afastou-se.


 


***


O Natal na Toca foi diferente de todos os outros. Toda festa sem guerra era algo particular. Mais alegre. Uma lembrança constante de que a guerra havia, enfim, terminado.


 


Hermione estava feliz. Aquela era sua família. Sua tranquilidade. Sua segurança. Ter Blaise em sua vida tornou tudo melhor. Não podia negar que sentia falta de Draco e que, no fundo, não tão fundo assim, ainda nutria sentimentos por ele.


 


Desde o último encontro, quando ela começou a conversar com Zabini eles não trocaram mais uma única palavra. Era Natal. Ainda lembrava-se do prazo que tinha dado para ele. Nas últimas semanas evitara pensar no assunto, mas aquela noite estava sendo particularmente mais difícil. Era véspera de voltaram para Hogwarts. A última vez que voltaria para o castelo como estudante. Não tinha pretensão de dar aula lá tão pouco, mas sem dúvida, sentiria falta daquele lugar que transformou sua vida de uma maneira inimaginável.


 


Foi com esse pensamento que ela acordou no dia seguinte e seguiu com os Weasleys para a estação. Mal passou pela parede encantada, sentiu dois braços a abraçando vigorasamente. Ela sorriu contra o pescoço ao perceber quem era.


 


- Blaise!


 


- Senti sua falta, principessa!


 


- Eu também. Como foi seu feriado?


 


- Triste sem sua presença! – ela riu do olhar galanteador e seguiram juntos para o trem após em breve cumprimento entre o sonserino e a família Weasley mais Harry.


 


Logo Hermione foi chamada para comparecer à cabine dos monitores chefes e ela sabia o que aquilo significava. Ao abrir a porta, viu que ele já estava sentado olhando para fora. O sol fraco do inverno entrava pela janela, iluminando o rosto alvo e sério. Os olhos pareciam tranquilos, mas tristes. Olha-lo sempre seria uma perdição para Hermione. Sempre faria com que seu coração falhasse uma ou muitas batidas.


 


- Draco – falou tão baixo que não achou que seria ouvida. Ele levantou-se e percorreu a pequena distância que havia entre eles. Fechou os olhos e sentiu a mão de encontro ao seu rosto. Podia ser errado, mas nada importava. Apenas o toque dele. Ele puxou-a para um abraço.


 


- Por favor, me perdoa – ele disse com a voz rouca.


 


- Draco...


 


- Eu fui um idiota, mimado, estúpido – ele dizia sem afastar-se – Um completo...


 


- Babaca – ela completou com leveza e sorrindo. Draco concordou.


 


- Vamos recomeçar, Hermione – o loiro afastou-se o suficiente para olha-la nos olhos e percebeu o que ela diria – Amigos. Sei que está com Blaise. Vamos ser amigos. Eu preciso disso mais do que nunca.


 


Hermione voltou a abraça-lo engolindo a vontade de gritar que amizade era pouco. Que ela largaria o mundo para ser dele. Apenas dele. Só que os caminhos deles se separaram e talvez não voltasse a se encontrar tão cedo.


 


***


Draco riu sonoramente e disse:


- Você tem uma mente bem distorcida para uma grifinória, Hermione!


 


- Concorda que o McLaggen não merecia ficar como goleiro?


 


Ele riu imaginando a cara do pretensioso Cormaco ao perder a vaga de goleiro, mesmo que tenha havido trapaça. Nesse momento a porta da sala abriu e entrou um Blaise sorrindo, mas que olhou suspeito para sua namorada e seu amigo. Não podia negar que era um alívio que os dois estavam se entendendo, mas aquilo também causava um ciúme absurdo. Confiava em ambos, mas sabia que Draco gostava da morena, apesar de sua constante negação.


 


- Oi, Mione. Oi, Draco – ele disse aproximando dos dois – O que é tão engraçado.


 


Sempre havia um momento de constrangimento inicial quando os três estavam presentes.


 


- Hummm estava contando uma história para Draco sobre McLaggen.


 


- Sente-se, Blás – Draco falou levantando-se do lugar que estava, ao lado de Hermione, e foi para uma cadeira mais afastada – Escute o que nossa grifinória andou aprontando.


 


Antes que Draco pudesse impedir a palavra havia saído de seus lábios.


- Nossa? – perguntou Zabini. Silêncio constrangedor. Hermione olhava para Draco em um misto de susto e surpresa.


 


- Não, é.... nossa no sentido... de... amiga. Ela é minha amiga, Blás... nossa amiga... é, bem... – ele passou a mão pela nuca nervoso, gaguejando como era raro para um Malfoy.


 


- Blás, foi apenas um jeito de falar. Nada de mais – as palavras dela pareceram não acalmar o namorado.


 


- Esse é o problema: o jeito. – dizendo isso se levantou e saiu da sala, Draco fez menção de levantar-se, mas Hermione o impediu. Saiu correndo e encontrou Blaise recostado contra a parede no fim do corredor.


 


- Blaise, o que houve? Draco não fez por mal, é apenas o jeito dele falar... – Hermione começou tocando o rosto do rapaz com delicadeza.


 


- Como eu disse, principessa, é o jeito dele.


 


- Blás, desculpe, mas não entendi.


 


- Eu gosto mesmo de você, Hermione – ele falou segurando a mão dela e olhando para baixo.


 


- Eu também, Blaise. Não estaria com você não gostasse – e sorriu sinceramente.


 


- Eu sei, mas estou falando de gostar. Gostar mesmo, Hermione... Ti amo.


 


- Como? – ela perguntou sem entender.


 


- Eu te amo, Hermione.


 


- Eu... ahn...


 


- Não – ele disse silenciando-a com o polegar sobre os lábios rosados – Não diga. Eu sei que não me ama.


 


- Blás... eu gosto de você. De verdade – ele sorriu, mas ela viu tristeza em seu olhar.


 


- Acredito em você, principessa, só que não sei se um dia vai poder sentir por mim o que sinto por você.


 


- Não tem como saber disso!


 


- Sim, eu sei disso – ele puxou-a para um abraço – Precisamos terminar – ele sentiu-a soluçando em seus braços. - Hermione...


 


- Blaise, isso não tem sentido nenhum! Se gostamos um do outro, por que terminar? – Hermione tornou a falar saindo do abraço e o encarando. Os olhos vermelhos.


 


- Por favor, Hermione. Preciso fazer isso por mim. Não posso deixar que as coisas fiquem mais... profundas entre nós. – ele a empurrou delicadamente e seguiu pelo corredor. A grifinória ficou observando até que Blaise sumisse no corredor. Depois de alguns momentos voltou para o quarto dos monitores chefes.


 


Passou por Draco, ignorando os chamados dele e entrou em seu quarto batendo a porta com força.


 


***


- Eu pedi para que cuidasse dela, Blás.


 


- Eu fiz o possível, Draco.


 


- Por sua culpa ela não para de chorar pelos cantos – eles conversavam próximo ao lago, alguns livros abertos no gramado – Mal consigo conversar com ela.


 


- Ah... esse é o problema, não é? Você não conseguir falar com ela.


 


- Não foi isso o que eu dizer! – Draco exclamou escondendo seu nervosismo – Estou dizendo que se você gostasse realmente dela, não a faria chorar.


 


O movimento do negro foi imprevisível e por isso pegou Draco desprevenido, quando se deu conta estava contra o chão. A varinha no seu pescoço.


 


- Pela nossa amizade, cale sua maldita boca. Eu sei que está apaixonado por ela, mas é idiota demais para aceitar.


 


- Não estou apaix-


 


- E ela... está por você – ele falou como se fosse a coisa mais difícil de ser dita – Não posso continuar me enganado achando que um dia... ela pode sentir o que eu sinto – dizendo isso, levantou, pegou seu material e seguiu o caminho do castelo.


 


Draco sentou-se ajeitando suas vestes e seus cabelos platinados. Blaise estava errado, ele não estava mais apaixonado por Hermione. Esse sentimento foi algo passageiro que aconteceu muito tempo antes. Só que mesmo assim não pôde deixar que o pensamento de, talvez, ter em Hermione mais que uma amiga, invadisse sua mente.


 


Só que os dias se passaram e a barreira da amizade parecia intransponível. As semanas se tornaram meses. E chegou o fim do ano. A formatura. Nenhum dos dois tinha um acompanhante, mas tiraram fotos juntos. Sorrindo e acenando para câmera.


 


***


Hermione estava sentada olhando os classificados do Profeta Diário. A pena em uma mão riscava ou circulava os anúncios, a outra tamborilava nervosamente na mesa.


 


- Merda!


 


- Sempre adorei seu jeito de falar palavrão.


 


- Ah, Draco! Cale-se! – ele sentou-se e puxou o sorvete que ela tomava. Hermione apenas riu.


 


- O que houve para xingar em um sábado estranhamente ensolarado nessa tarde londrina.


 


- Apenas procurando onde morar. Meus pais venderam a casa aqui na Inglaterra.


 


- E os Weasleys? – ele perguntou passando o sorvete para ela.


 


- Já abusei de mais da boa vontade deles e por Molly eu morava lá até casar, mas preciso de um lugar meu.


 


- E qual a dificuldade?


 


- Entre o estágio e o curso de medibruxaria não me resta muito dinheiro e não vou morar com um – e ela leu o anúncio – bruxo procura bruxa atenciosa para dividir apartamento de um quarto. – Draco riu e falou:


 


- Realmente não combina com você. Posso propor algo?


 


- Claro – ela disse empurrando o jornal.


 


- Vamos dividir uma casa. – ela riu.


 


- Draco, tenho certeza que você não precisa de uma companheira para dividir aluguel. Você é rico, Malfoy.


 


- Errada. Minha família é rica. Eu decidi investir o dinheiro sujo que meu pai ganhou e usar em doações. Então, estou como você e não quero – foi a vez dele ler um dos anúncios que estava riscado – morar em uma quitinete especial para bruxos. Cinco quartos com beliches e um banheiro. Ainda quero conforto.


 


- Claro – ela disse sorrindo – E você conhece algum lugar?


 


- Tenho a casa perfeita para nós.


 


- Quartos separados?


 


- Assim você estraga a brincadeira! – eles riram – Sim, quartos separados.


 


- Dividiremos igualmente o aluguel – ele rolou os olhos e Hermione continuou – Ou dividimos igualmente ou nada feito.


 


- Tudo bem. Eu aceito – ele estendeu a mão e ela retornou o cumprimento rindo – Vou adorar ver a cara do Potter e do Weasley quando souberem que você vai morar comigo.


 


- Dividir uma casa, Draco. É bem diferente. 

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Comentários: 5

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Enviado por Brenda Moreira Marques em 11/02/2012

incrível!

Nota: 1

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Enviado por Ju Fernandes em 21/01/2012

Posso ir morar junto com eles?=)

Nota: 5

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Enviado por Fernanda Toledo em 12/10/2011

Muito bom ver como foi que eles se tornaram tão amigos...

morando juntos *.*

Nota: 5

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Enviado por Serena Sly em 09/10/2011

Eu ia ler tudo, pra depois comentar..mas vou deixar um aparte rs....Odeio o Blasio nesse momento.... Odeio

Nota: 5

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Enviado por Larissa do Amaral em 25/09/2011

Amo esse capitulo...lembrei de um pedaço dele e vim aqui reler
ain fofo ele pedindo desculpas!
Essa Artemis é uma puta escritora!
beijo

Nota: 5

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