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13. Despedida - Femme H/A


Fic: Projeto Cartas - Envie sua carta


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Autora:
Grega


Título: Despedida


Shipper: Hermione/Astória


Resumo: Uma despedida, sincera, do que poderia ter sido eterno, e que foi, enquanto durou.


Despedida, por Astória Greengrass





Em algum momento eu soube, - não sei precisar o dia, a hora, nem a época; pode ser que tal verdade tenha me ocorrido em um sonho raro ou num atípico dia em que acordei pela manhã e prestei atenção no nascer do sol, - Em algum momento eu soube que não daria certo.
Desculpe-me, se sentir tal necessidade, por não ter te contado antes, mas passo a acreditar que nem mesmo eu queria admitir que sabia.
Admitir significava que eu devia vestir a armadura da coragem e abster-me do teu riso doce e sincero que era a minha salvação nos momentos de loucura. E a loucura, como tantas vezes você presenciou, facilmente se manifesta em mim. E foi sempre com penoso esforço que eu, em quem o egoísmo é tão latente, convencia minha alma a das às costas ao fascinante abismo e seguir ao teu lado, me acalmando com teu riso; em troca eu lhe dava meu silêncio e meu amor.
Amor sim! Muitas vezes ofuscado pelas omissões e pelos longos períodos de silêncio, mas ainda assim amor. E, claro, uma dose de covardia.
É fato que meu corpo não foi moldado para a reluzente armadura da coragem; e nem por isso imagine que apenas minha covardia me mantinha em nossa vida.
Que motivos plausíveis tinha eu para privar-me de tua alegre companhia, do teu carinho e teu amor? É claro que também tínhamos desentendimentos, afinal nossa vida não se resumia em teu riso e meu silêncio. Havia momentos dolorosos em que teu riso cedia lugar a um choro magoado que me desmontava!, a minha alma então gritava o q eu eu já sabia, mas preferia sufocar. Eu não podia simplesmente ir embora deixando teu rosto marcado por lágrimas causadas por mim! E sinto por não saber dizer se o que me fazia ficar era o amor ou o medo da culpa.
Estando eu tão vulnerável a loucura voltava, por vezes como a terrível fúria de Poseidon e durante dias eu lutava para não ser levada para as águas escuras do reino do deus dos mares; em outras ocasiões vinha na pele do Anjo de asas negras de Caravaggio, que sedutoramente me estendia sua pequena mão e com sua voz suave sussurrava que eu não devia ter medo da entrega. Então, longe da tua presença eu chorava corroída pela dúvida e pela culpa que a dúvida trazia. E o anjo vendo minha fraqueza se recusava a partir e gastava seus dias eternos conversando com minha alma. E quando você me abraçava e conseguia não pensar nas palavras do anjo. Assim o tempo passava e eu me via como Perséfone: do Olimpo ao Mundo Inferior!
Sem nada saber você ma acalmava com teu riso e eu me agarrava a ele como uma criança se agarra à mão da mãe. Eu tentava fazer minha alma não olhar para o Tridente de Poseidon, nem se deixar levar pelo encanto do anjo. Eu tentava fazê-la enxergar todos os doces momentos que tinha ao teu lado, os pequenos gestos para me agradar e as muitas coisas que temos em comum.
Mas, embora tenhamos muito em comum, - como o apreço pela arte e pelo que é belo, a mania de frequentar sempre os mesmos bares, as agradáveis e intermináveis conversas que adorávamos ter antes de dormir e tantas outras coisas, - nossas almas são criaturas completamente distintas.
Eis o motivo do adeus: almas incompatíveis...
Mas onde quer que eu esteja, - na Barca de Caronte ou no estrada para Ítaca, - guardarei sempre comigo a lembrança do teu riso doce e sincero.

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