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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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7. Você?


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


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No último capitulo




Blás saiu da biblioteca sem nem olhar para trás. Hermione não teve reação alguma, ao menos aparente. Ficou parada, sentada, olhando o nada. As palavras de Zabinne ecoando em sua mente. Por uma fração de segundo se permitiu pensar na possibilidade dele estar certo, e o que ela viu, realmente eram problemas, cada vez maiores. Fechou os olhos e baixou a cabeça até ela encostar a testa na mesa. A vida dela estava dando um giro sem que ela percebesse ou pudesse controlar. E ela, com todas as forças não queria nada daquilo. Resolveu depois que nada daquilo fazia sentindo. Que Zabinne era louco e ela também, por dar credibilidade às babaquices dele. Se levantou, meio zonza, pegou seus livros e voltou para sua casa. Zabinne não estava certo, simplesmente não podia. 



 




 



Só na noite de sábado Blás conseguiu conversar com Draco. O loiro ficara até quase a hora do jantar com time no campo de Quadribol, já que a seleção teve que ficar suspensa por uma hora por causa da forte chuva. Parecia que a atividade tinha feito bem ao mais novo dos Malfoy, já que ele estava com o melhor humor desde que aquele ano tinha começado.



- Você e Pansy sumiram o dia todo. – Draco estava se revezando em comer e conversar sentia uma fome que não tinha há meses.



- Ela comentou comigo que quer dar um tempo de você e eu estava conversando com o motivo disso. – A comida ficou parada dentro da boca de Draco, pois ele parara de mastigar.



- Como assim? – Perguntou com dificuldade.



- Estava trocando uma idéia com a Granger ué. – Blás respondeu tomando um gole de suco. Draco engoliu a comida como se fosse pedra.



- Conversando com Granger. Afinal o que você tem com essa garota? Eu não entendo essa sua sede de sempre estar com ela. – Ele afastou o prato para longe, perdera completamente a fome. Blás deu um meio sorriso.



- Não precisa ficar com ciúmes! Somos só amigos. – Draco estreitou os olhos.



- Ciúmes? De quem? Eu a odeio e você é homem, não tenho ciúmes de macho. – O moreno riu fraco e negou com a cabeça.



- Se você prefere ver as coisas assim.



- É, eu prefiro. Não quero falar mais dessa pessoa e nem quero saber que você esteve falando com ela.



- Opa Draco! Você é meu amigo e eu te respeito muito. Mas isso não quer dizer que pode mandar com quem eu converso ou me relaciono. Gosto dela, e ao contrário de você, não tenho problemas quanto a isso. – O clima pela primeira vez, desde que se conheciam, ficara pesado entre os dois amigos.



- Relaciona? Quer dizer que existe um relacionamento? Você confessa?! – Draco arqueou uma das sobrancelhas encarando Blás de forma tensa.



- E se for assim? Qual é o problema? Até onde eu sei tanto eu quanto ela somos completamente solteiros, não devemos nada a ninguém! Se não sente nada em relação a Hermione não tem porque achar ruim. – O loiro demorou um pouco para responder.



- Faça da merda da sua vida o que quiser! O único problema é o fato dela ser quem ela é, mas se você não se importa! – Draco deu de ombros.



- Nunca me importei e isso nunca foi segredo.



-Ótimo.



- Ótimo!



Draco deu um leve soco na mesa e se levantou. Blás empurrou o prato para o lado e suspirou. Se sentia no fundo do poço, brigar com seu único amigo verdadeiro por causa de uma garota era a decadência. Sorriu sem humor, afinal a garota não era qualquer uma, não mesmo. Apagou o sorriso logo do rosto, afinal, essa ele já tinha perdido, pois tinha certeza absoluta que Hermione estava apaixonada por Draco, e ele, por ela.



 



Do outro lado do salão o pivô da briga apenas ouvia frases soltas do assunto que os amigos falavam. Hermione não conseguia tirar o beijo que dera ha dois dias e nem as palavras de Zabinne da cabeça. Vira Draco passar pela porta com cara de poucos amigos, mas extremamente sexy com o cabelo ainda úmido do banho. Revirou os olhos com esse pensamento e resolveu dar atenção ao assunto do jantar qual fosse ele.



 



Na tarde de domingo a chuva parou e alguns alunos arriscaram passear um pouco pelos pátios e jardins gelados de Hogwarts. Hermione estava nesse grupo. Ela gostava de sentir o vento frio em contato com seu rosto, mas não ficou sozinha por muito tempo.



- Ei Hermione, pensei que você estivesse na biblioteca. – Gina se aproximou soprando as mãos. A castanha lhe sorriu e ambas se sentaram em um banco próximo.



- Eu costumo surpreender as vezes.



- Estou vendo. – As duas suspiraram juntas e riram por isso.



- Tudo bem? – Gina deu de ombros e sorriu triste. Hermione reparou que ela havia chorado.



- O de sempre. Quer dizer, achei que estava melhor, mas eu não estou e tem dias que eu tenho recaídas terríveis!



- Nossa, isso parece um vicio ou até mesmo uma doença! – Uma sorriu para a outra.



- Não deixa de ser né? Harry é a praga da minha vida desde os 11 anos.



- Achei que você estava bem dom Dino.



- Estava sim. A gente ta com esse rolo desde o ano passado. Mas já faz uns dias que ele anda reclamando comigo. Ah Hermione não é segredo pra ninguém o quanto eu gosto do Harry e Dino sabe. Só que essa semana ele cismou com isso, disse que to olhando demais, que suspiro demais, que sei lá mais o que. Ainda mais depois de ontem por causa da seleção para o time. Eu ajudei muito o Harry antes e depois, Dino não gostou muito.



- Compreensível Ginny! Mas o Harry também é uma anta! – Gina a olhou intrigada.



- Como assim?



- Ele morre de ciúmes de você com Dino. Mas em vez de correr atrás do prejuízo fica completamente apático pelos cantos. Um tédio. – Hermione revirou os olhos.



- Não sei.



- Você sabe sim. Agora falta pouco Ginny! Acho que enfim vocês vão se acertar! – A ruiva sorriu.



- E você?



- Eu?



- É! Acho que toda essa crise sua é uma paixão aí.



- Gi?!



- E eu acho que é um sonserino. Não vou dizer que fico orgulhosa, pois prefiro você com Rony, mas como meu irmão é mais lento que uma lesma, dou apoio total de você se divertir um pouco. – Hermione deu um leve soco no braço da amiga.



- Ta louca? Nada do que você disse faz algum sentido.



- Não mesmo? Tem certeza? Vai Hermione, pode confiar em mim. Sou sua amiga poxa!



- Eu estou falando a verdade. – Ela abaixou os olhos porque não tinha muita certeza dessa verdade mais. Gina revirou os olhos impaciente.



- Ai! Não sou digna de confiança mesmo! Mas vou dizer tudo que penso mesmo assim. Acredito que exista algo entre você e Blás Zabinne sim! A ponto de até Malfoy mudar de comportamento, talvez em respeito ao amigo, o que é estranho se tratando de Malfoy né?! – Hermione a olhava cada vez mais apreensiva, Gina tinha criado uma história fantástica.



- Não tenho nada com Zabinne! Merlim, louca? E Malfoy se importar com alguém além dele mesmo? Gina a doença “Harry” afetou seu cérebro!



- Sei Hermione, sei.



- Você não acredita em mim?



- Obvio que não, o que você pensa que eu sou?



- Desequilibrada?!



- Esperta! Se não é o Zabinne é alguém próximo dele, e a única pessoa que eu sei que é próxima e ele é o Ma...



- Nem termina essa frase Ginevra! Já chega! – Hermione ficou vermelha e Gina a olhou calada por uns minutos.



- Como isso chegou a esse ponto? – A expressão de Gina era de susto.



- O que?! – Hermione estava nervosa e assustada.



- Deixa. Não estou pronta para ouvir e acho que você não está pronta para dizer. – A castanha a encarou confusa.



- Gina? Olha, para de viajar, por favor! Você é muito criativa!



- Talvez, talvez. – Nenhuma das duas ousou falar mais alguma coisa. Depois de uns cinco minutos Gina abriu a boca novamente.



- Preciso matar a Lilá, urgentemente, é isso! – Hermione que estava distraída virou o pescoço de uma vez para encara-la.



- Que?



- Coisas da minha criatividade cara amiga! Vamos entrar? Está muito frio.



A ruiva não deu tempo de resposta para Hermione. A puxou pela mão e foram de encontro as portas principais do castelo. A castanha estava preocupada com que Gina estava pensando e a ruiva estava preocupada com a sanidade e os sentimentos da amiga.



 



Tudo que se ouvia nos corredores do castelo era o sorteio para o primeiro jogo do campeonato de Quadribol. Até Hermione, que não ligava muito para esse assunto já estava ansiosa para que isso fosse definido logo, já não agüentava mais os amigos falando sobre isso e conjecturando as possibilidades.



Já Draco estava prestes a pedir o afastamento de seu cargo de capitão, apesar de ser o que ele mais gostava de fazer. Mas estava ficando sem tempo e ânimo para lhe dar com mais essa responsabilidade, só ainda não pedira arrego por orgulho e falta de uma explicação plausível para isso.



A semana vôo na opinião dos dois e logo já era quinta feira. Hermione conseguiu sempre abaixar a cabeça quando se via na presença de Draco durante as aulas e ele nem se quer lhe dirigiu o olhar nesses momentos. Mas na ronda isso seria diferente, eles sabiam.



Ela enrolou o quanto pôde para descer até as salas dos monitores. Ele ainda não estava lá e isso a acalmou, mas logo sentiu o perfume dele por perto. Olhou para porta vacilante e o encontrou olhando para os pés.



- Vamos logo.



Foi tudo que ele disse e deu as costas sem nem esperar por um movimento dela. Hermione o seguiu até alcançá-lo e passarem andar lado a lado. Nenhum dos dois parecia realmente desejar quebrar o silêncio e assim ficaram durante toda a ronda.



“É melhor do que ouvir insultos” Hermione refletiu quando já estavam de volta ao ponto de partida. Pelas suas contas, aquela era a primeira ronda que conseguiam fazer sem contratempos.



- Boa noite. – Ela disse quase no automático. Draco não a respondeu, mas pela primeira vez a encarou naquela noite. O rosto dela estava rosado e ela parecia pedir desculpas com os olhos. Achou isso doce. Acenou com a cabeça e tomou seu caminho para as Masmorras. Hermione deu uma leve batida com a cabeça na parede.



- Herm! – Ela se voltou de pressa para ver quem a estava chamando daquele jeito. Franziu as sobrancelhas.



- Do que você me chamou?



- Ah, por que você é tão estressadinha?! – Ele riu e a abraçou pelo ombro.



- Zabinne, da para me soltar? – Mas ela não se afastou.



- Na boa? Não. Vamos caminhar, você está tensa. – Eles começaram a caminhar indo em direção as portas que davam para o jardim.



- O que você quer?



- Nada em especial minha cara. Faz tempo que não nos falamos e bem, hoje deve ter sido um dia difícil para você. – Eles já estavam do lado de fora do castelo, Hermione se afastou um pouco dele.



- Ah claro, você quer fazer fofoca hum?! – Ela deu um meio sorriso.



- Ah você me acha mesmo um fofoqueiro?! – Ele disse num tom fingidamente ofendido.



- Claro. Mas para sua informação não aconteceu nada, absolutamente. – Ela recomeçou a caminhar indo para perto de uma árvore. Blás a seguiu.



- Por que então estava se socando na parede? – Ela se voltou para ele, rindo.



- Eu não estava me socando, que coisa idiota! Você não tem mais nada melhor para fazer não Zabinne? – Ele a abraçou novamente.



- Por agora não. Meu melhor amigo anda mais silencioso que um peixe. A garota menos pior que conheço está em depressão fechada em seu quarto. – Hermione o encarou.



- Depressão?



- Não reparou como Pansy anda avoada Herm?



- Pare de me chamar assim. – Ela disse segurando o riso.



- Não quero te chamar como aqueles seus amigos, er.. estranhos lhe chamam, sou original.



- Tanto faz Zabinne, isso realmente não é da minha conta. Olha, ta frio, eu vou entrar. – Ela se desvencilhou dele e foi em direção ao castelo, ele a seguiu.



 



Dentro da Grifinória Harry estava com cara de poucos amigos. Vigiando Malfoy pelo Mapa do Maroto acabou vendo Hermione próxima demais de outro sonserino. Resolveu espera-la para entender melhor aquela história, não agüentava mais não saber o que se passava com sua melhor amiga.



- Oi Hermione! – Ele disse do sofá.



- Harry! – Hermione sorriu e foi se sentar perto dele. – Parece preocupado.



- É porque estou. Com você.



- Comigo?



- Você está estranha desde o começo das aulas. Parece distante e sempre cansada. E agora eu vi algo que me surpreendeu. – Hermione franziu o cenho ansiosa.



- Viu? O que?



- No Mapa você e Zabinne. – Hermione soltou o ar pela boca vagarosamente se sentindo mais tranqüila, mas não menos nervosa.



- Me vigiando também? – Harry revirou os olhos verdes.



- Você sabe que não. Estava procurando Malfoy que como já parece normal desapareceu do Mapa. Ai vi seu pontinho piscando no jardim, próximo ao de Zabinne. Não acreditei, olhei pela janela e vi lá em baixo duas pessoas abraçadas, bem, só podia ser vocês né? – Hermione ficou o olhando sem saber bem o que dizer. Não queria mentir mais ainda para o amigo, mas também não tinha idéia do que dizer.



- É meio complicado. – Olhou para as mãos receosa.



- Tente me explicar, por favor.



- Harry, o Zabinne é meio diferente. Quer dizer, hã, eu encontrei com ele no verão, em uma festa trouxa. Algo surpreendente, e bem, ele era meio que amigo colorido da minha prima. Muita informação para a minha cabeça eu devo dizer. Aí, quando voltamos para escola ele foi se aproximando de mim, e tipo, eu deixei. Assim, é, ele não é um típico sonserino, entende? – Sorriu fraca. Ela sabia que tinha sido confusa, mas ao menos dissera a verdade, ou uma quase verdade. Harry parecia completamente perdido.



- Você, hum, está apaixonada por ele?- Ele fizera uma cara de dor.



- Não! Harry! – Ela gargalhou. – Ele é divertido e inteligente, mas definitivamente não! Se eu gostar dele um dia será no máximo como um amigo e olhe lá.  – Ela riu mais um pouco.



- Eu só fico preocupado com essa sua aproximação com um sonserino Hermione, eles não são o que podemos chamar de confiáveis.



- Sei disso. Eu parei de expulsa-lo quando se aproxima de mim, mas não é como se fossemos amigos desde a infância. Fique tranqüilo. Posso te pedir uma coisa? – Harry arrumou os óculos no rosto.



- Claro Hermione. – Ele pegou na mão dela.



- Não conte isso a ninguém, nem ao Rony, principalmente. Ele é muito passional e acho que não entenderia as coisas e ainda faria um escândalo! E tudo que eu não desejo é um escândalo dele. – Harry lhe sorriu.



- Eu sei! Não se preocupe, eu entendo perfeitamente como o Rony funciona, queria não entender tanto. – Harry suspirou e perdeu o sorriso. Ficou olhando o nada.



- Harry? – Ele voltou a encara-la.



- Deixa pra lá Hermione, vamos dormir? – Ele se levantou a levando consigo pela mão.



- É a Gina né? Já disse que você está perdendo tempo? Pare de pensar e vá falar com ela.



- Poderia dizer a mesma coisa com você, mas não vou fazer isso. – Ela ficou vermelha.



- Não tem nada haver uma coisa com a outra!



- Muito pelo contrário, tem tudo haver. – Ele arqueou uma sobrancelha pra ela.



- Vamos dormir Harry! – Deu um beijo de boa noite na bochecha dele e subiu para seu dormitório. Harry fez o mesmo.



 



Na sexta pela manhã já estavam todos comentando o primeiro jogo da temporada. Tinha sido colocado nos murais de aviso de todas as casas que a partida entre Grifinoria X Lufa Lufa seria no próximo fim de semana. Os ânimos estavam exaltados e nervosos, principalmente Rony, que via seu primeiro desafio se aproximando.



Durante a semana, a aproximação entre Hermione e Blás foi crescendo gradualmente. Ela já aceitava ser chamada de Herm e até gostava da companhia do moreno, que sempre aparecia na biblioteca nos horários que ela costumava freqüentar. Isso na verdade a estava ajudando, já que, apesar de ele ser um sonserino, os momentos que passava com Blás a fazia se esquecer completamente de Malfoy. E isso era muito reconfortante.



Mais uma quinta de ronda e mais uma vez Hermione a fez sozinha. Não reclamou, até mesmo porque no meio do horário Blás apareceu e lhe fez companhia.



- Então, você não vai perguntar onde está o Draco? – A hora da monitoria já estava quase no fim.



- Demorou a falar dele! – Ela revirou os olhos.



- Ah Herm, faz parte falarmos de Draco, ele também é meu amigo.



- Pior pra você Zabinne. – Ele fechou a cara.



- Quando é que você vai me chamar pelo nome? – Hermione riu.



- Ué, Zabinne não é o seu nome? – Ele se aproximou dela lhe acariciando a face.



- Você entendeu. – Disse baixo a olhando profundamente. A castanha se sentiu incomodada com a aproximação e deu um passo para trás. Blás pigarreou percebendo sua falta de controle.



- Acho que está na hora de irmos.



- É, boa noite Herm! – O moreno ficou um pouco sem graça e lhe deu um tchau de longe que ela retribuiu. Cada um seguiu por um lado.



 



O sábado chegou com tempo nublado. Nada que apagasse a euforia, afinal o primeiro jogo do campeonato da escola estava prestes a acontecer. Pela primeira vez na vida Hermione viu um Rony tenso e que não estava comendo a mesa. Aquilo chegou a preocupa -la. Mas Harry deu um jeito naquilo, de uma maneira nada convencional, pingando algumas gotas de Felix Felicis, que ganhara em uma das aulas de Poções, no suco de Rony.



No outro lado do salão alguns sonserinos comentavam que possivelmente a favorita Grifinóira iria perder o jogo, graças ao seu novo goleiro, um Weasley idiota.



- Você não acha isso Draco? – Nott, um dos jogadores do time da Sonserina perguntou.



- Possível. – Foi tudo que ele respondeu sem nenhum animo. Ouvira por cima a conversa que estava sendo travada no café da manhã, mas não prestara realmente atenção nas palavras.



- Você está cada vez pior. – Pansy dissera depois de algum tempo. Draco tirou a cabeça de cima da mão e a encarou animado.



- Voltou a falar comigo? – Ela deu de ombros.



- Não exatamente. Mas também não posso te ignorar pra sempre, seria muita criancice. – Draco sorriu e se aproximou mais dela.



- Sinto muito a sua falta Pam.



- Lamento não poder fazer nada quanto a isso Draco. – Ele deu um leve soco na mesa.



- Continua com aquelas idéias insanas? – Ela o encarou séria.



- E você continua as achando insanas?



- Pansy, por Merlim! Você não pode acreditar que aquilo que me disse seja verdade! Estou começando a ficar preocupado com a sua sanidade mental! – A morena revirou os olhos.



- Você está sendo ridículo. Soube que até brigou com Blás outro dia por causa dela. – Draco esbugalhou os olhos.



- O que? Eu não... ah mas Blás é mesmo um bastardo. Que merda ele te falou?



- Olha Draco, problema seu se não quer enxergar as coisas, mas não espere que os outros ajam como você. Por que você não foi a monitoria essa semana? Até McGonnal já sabe deus relaxos, ouvi uma conversa da monitora chefe falando para Granger que já que ela não reporta suas faltas ela mesma os fará. Você está se deixando dominar pelo seu medo da verdade Draco.



- Não seja imbecil Pansy. Acha mesmo que eu não fui a monitoria por causa daquela lá? Use seu cérebro e pense mais um pouquinho que você vai achar a resposta certa.



- Imbecil é você. Sei que não é pelo motivo que está dizendo. Vi você simplesmente deitado no sofá da sonserina no dia da sua monitoria. Você é mesmo um idiota Malfoy! – Ela se levantou depressa deixando seu café praticamente intocado. Draco, nervoso, foi para a sala precisa, não perderia seu tempo pensando, nem assistindo um jogo idiota competido por idiotas.



 



Rony no começo do jogo estava nervoso e acabou deixando passar as primeiras bolas, mas depois que se lembrou que estava imune, graças a poção que Harry lhe dera, tomou mais confiança e praticamente fechou os aros da Grifinoria, garantindo assim uma vitória elástica para sua casa, ainda com Harry alcançando o Pomo.



Hermione se sentia feliz como há muito não ficava. Nunca ligou muito para Quadribol, mas ver os olhos de Rony brilhando daquela maneira inédita já era mais que motivo de alegria. Seguiu todos até ao seu salão comunal onde uma festa já estava preparada. Lá Rony era ovacionado como “Weasley, nosso Rei”.



- Você não deveria ter feito aquilo Harry. – Ela disse assim que teve a oportunidade, já que o amigo também era aclamado pelos amigos de casa.



- O que? – O garoto a encarou.



- A poção, você sabe. – Harry então botou a mão dentro do bolso de sua calça suja de lama e tirou de lá um vidrinho reluzente, ainda lacrado.



- Está falando disso? – Hermione encarava o objeto na mão dele assustada.



- Mas, como? Eu vi você colocar. – Harry deu uma risadinha, guardando o vidro de volta.



- Você acha que viu, assim como ele. Rony só precisava de confiança, coragem e eu o dei. – Um sorriu para o outro. – Assim como você deu no dia da seleção. – Hermione ficou vermelha.



- Eu.. er..



- Deixa isso pra lá, não importa e ele não sabe. Nunca ninguém vai saber. – Harry, apesar de dar atenção a conversa a toda hora parecia procurar algo ou alguém com os olhos e isso chamou a atenção de Hermione.



- O que você tem?



- Eu, só... er, estou procurando alguém. – A castanha riu.



- Tomou coragem também Potter?! – Ele ficou vermelho e concordou com a cabeça.



- Acho que sim.



- Ela está a três passos atrás de você. – Harry prendeu o ar. Olhou para o rosto de Hermione completamente assustado. Ela lhe lançou um olhar encorajador e o viu respirar fundo antes de se virar e ir em direção a Gina.



Ela ficou observando ansiosa o que ia acontecer com os amigos. Harry chegou até a ruiva e simplesmente a puxou pela cintura e lhe deu um beijo completamente profundo e apaixonado. Ela ouviu um “uau” e um “nossa” soltados por alguém, e ela mesma disse coisas assim, não imaginava Harry com tanta audácia. Estava esperando ver mais um ruivo naquela cena, tentando salvar sua irmã indefesa das garras de um filho de maroto mas ele não apareceu. O beijo tinha parado e os dois se olhavam completamente apaixonados e absortos um no outro. Hermione resolveu olhar em volta a procura de Rony e o encontrou.



O sorriso feliz de seu rosto se apagou como um castelo de areia em meio a um vendaval. Sua cabeça latejou assim como seu peito. A boca amargou de uma maneira intensa. Ronald estava perto das janelas e o motivo dele não ter voado em Harry e Gina era que estava sendo quase engolido por uma Lilá descontrolada. Não se sabia onde um começava e outro terminava. Aquela era uma cena horrenda demais para seus olhos sensíveis e a única resposta que seu cérebro mandou foram as lágrimas e força nas pernas para sair dali.



Corria pelo Castelo desesperada e sem rumo. Não sabia para onde ir ou quem procurar. As lágrimas deixavam a sua visão embaçada de uma maneira irritante, mas ela simplesmente não conseguia parar de chorar. Parou em meio a um corredor para tomar fôlego e tentar limpar as vistas. Viu uma porta, a identificou. Estava na frente do banheiro da Murta, lugar ideal para se afogar em sua água salgada sem ninguém para incomodar.



Andou lentamente, como quem anda para um funeral. Abriu a porta silenciosamente e deu uma olhada no espelho. O rosto vermelho, os olhos inchados, o peito arfante. Ele não merecia aquilo dela, mas como evitar? Foi até o fundo do banheiro e se sentou no chão frio de pedra. Murta parecia não estar por ali e agradeceu mentalmente por isso. Abraçou seus joelhos e deixou sua cabeça descansar neles. As lágrimas simplesmente desciam. A porta rangeu, denunciando a entrada de alguém.



 



Draco estava muito cansado e sentido seu peito apertado. A vida não era justa. A sua vida não era justa. Ha horas estava trancado naquela sala cheia de coisas velhas tentando fazer aquele Armário idiota funcionar e ainda não tinha conseguido. Bufou dando um soco na porta de madeira. Precisava tomar ar.



Saiu cuidadoso olhando para os lados. Tudo deserto. Arrumou seu paletó preto com esmero e se colocou a andar. Lento e calmo como não estava realmente. Olhou por algumas janelas e viu que logo já ia escurecer. O jogo já teria terminado ha muito tempo e sentiu uma ponta de curiosidade em saber quem havia ganhado. Andava arrastando os dedos pelas paredes úmidas e frias sem se dar conta pra onde quando percebeu onde estava.



A porta fechada como sempre. Ali dentro já até chorara em uma busca cega de alivio e desabafo. Entendeu porque as pernas o levaram até ali. Precisava de paz. Silencio e pensamentos vazios.



Abriu a porta sem se importar com o barulho. Ninguém ia por ali mesmo e sendo assim não poderiam achar estranho ele estar dentro de um banheiro feminino. Seguiu direto para o espelho, como sempre fazia. Apenas naqueles momentos percebia o tamanho de sua palidez, de seus olhos fundos e do quanto estava emagrecendo, gradualmente. Suspirou, apertando os olhos. Abriu uma das torneiras abaixando o rosto para molhá-lo com água gelada.



 



Levantou a cabeça assim que ouviu o barulho não acreditando que alguém estava ali. Se assustou quando percebeu de quem se tratava. Malfoy passara lentamente fixando o olhar a frente, no que ela sabia ser o espelho. Entrou em um pânico momentâneo. Não seria nada bom encontrar com ele ali, ainda por cima estando tão vulnerável. Fazia dias que não o via, nem ouvia falar dele, já que proibira Zabinne de se quer tocar no nome do loiro. Queria poder sair dali, mas sabia que não teria como, ele a veria. Resolveu ficar quieta, apertando-se mais contra o próprio corpo, quem sabe ele apenas, ia embora?!



 



Draco ergueu o rosto para o espelho se sentindo vazio e quase morto. Os olhos vermelharam e mais uma vez ele deixou as lágrimas escorrerem se misturando com a água que já estava ali. Respirou fundo e foi ai que percebeu que tinha algo errado naquele banheiro. Um cheiro diferente, um perfume? Ele conhecia aquele cheiro e não gostou nada de senti-lo ali. Começou a olhar em volta procurando o que ou quem ele temia achar. Se afastou de perto das torneiras e contornou a fileira de boxes. Lá estava ela, encolhida, ao fim do corredor. Ela o olhava assustada e com o rosto molhado de lágrimas. Sentiu mais um peso se firmando dentro do seu peito ao vê-la daquele jeito. Ficou um tempo parado, de longe, apenas a observando.



 



Seu peito disparou quando ouviu os passos dele e mais ainda quando ele apareceu por de trás dos boxes. Ele a olhava fixamente sem uma expressão exata no rosto, mas percebeu que, assim como ela, Draco havia chorado e parecia tão angustiado e perdido como se sentia. Sentiu um nó a mais se formar na garganta ao vê-lo daquela maneira angustiante.



 



- Me seguiu Granger? – A voz baixa e rouca dele a fez dar um pulinho e quebrar sua linha de raciocínio. Já Draco se sentia um idiota, estava claro que ela estava ali antes de ele chegar, mas precisava falar alguma coisa.



- Você sabe que não. – Hermione falou mais baixo ainda, a voz custando sair. Levantou mais o rosto quando o viu andando em sua direção.



- Não que não esteja no seu lugar de direito, que é no chão, mas devo dizer, você está péssima! – Deu um riso sem humor algum para ela. As lágrimas que controlara se tornaram mais fortes ao ouvir o insulto dele.



- Malfoy, por favor, agora não. – Abaixou a cabeça completamente descontrolada. Draco a olhava de cima sem entender como uma garota como ela ficara daquele jeito. O que ou quem fizera aquilo?!



- Agora não? Faz tempo você não acha? – Ele não sabia o que estava falando. Ela ergueu a cabeça.



- Você pisou em mim durante seis anos interruptos, foi de longe a pessoa mais cruel que eu conheci, uma ou duas semanas sem ouvir seus venenos não é muito tempo, não mesmo. – As lágrimas escorriam sem que ela se importasse realmente. Engoliu em seco quando o viu se agachando na sua frente.



- Você não merece a minha educação e carinho nem por um dia. – Hermione reparou que os olhos dele estavam claros como no dia em que se beijaram e achou mais uma vez aquilo incrível. Apesar de abatido ele conseguia ser muito bonito, mas a beleza de Draco não tapou seus ouvidos.



- E quem disse que preciso de seu carinho ou educação? Só quero a sua distância. – Draco estava se sentindo mais leve ao ofender de alguma maneira Granger. Não pelo fato literal de ofende-la mas por estar na presença dela, ouvi-la. Aquilo era absurdo demais para fazer sentindo, mas ficou pior quando a ouviu dizer que queria distância dele.



Num rompante de raiva e orgulho ferido, não justificados, ele simplesmente pegou o braço dela e levantou a levando com ele. Hermione estava assustada demais com os gestos do sonserino e sentiu medo, já conhecia bem o tamanho da força dele. Mais uma vez sentiu suas costas baterem na parede por causa de Malfoy.



- Você quer distância de mim, Granger? De mim? Me diga uma coisa, você está assim por que? Seus amiguinhos te expulsaram da Grifinória? Hum? Cansaram da sua mania de rata de biblioteca ou quem sabe viram quem você é de verdade? Uma maldita sangue.. – Ele não conseguia terminar a frase. Sentia apenas pelos cotovelos dela o quanto Hermione tremia. Nunca vira uma garota chorar tanto na vida.



- Termina seu covarde! TERMINA! UMA SANGUE RUIM! A idiota da sangue ruim que salvou a sua vida! A idiota da sangue ruim que nunca teve amigos e quando ganhou dois os amou mais que a própria vida! A idiota de uma sangue ruim que apesar de ser rata de biblioteca não sabe nada! NADA! Não sabe como é indesejada! Não sabe ser mulher! Não sabe nem se apaixonar! EU SOU UMA MALDITA IDIOTA SANGUE RUIM QUE SE IMPORTA DEMAIS, ATÉ COM VOCÊ! – Draco ainda a segurava forte pelo simples fato de não saber o que fazer. A encarava abismado tentando entender tudo que acabara de ouvir. Hermione chorava como se sua alma estivesse saindo de seu corpo. Apesar disso se sentia leve, da maneira mais complexa do mundo conseguira desabafar tudo que sentia.



- Ele gosta de você, não se apaixonou errado. – Uns três minutos depois Draco a soltara dando uns passos para trás. Tentando entender o que ela disse compreendeu algo que só ele poderia compreender. Hermione soltou um riso pelo nariz já congestionado.



- Gosta de mim, tanto que está aos beijos com outra. – Ela franziu o cenho, estava mesmo conversando com Draco Malfoy? E ainda por cima um assunto daquele? Ele também franziu o cenho.



- Beijando outra? Onde? – Pareceu realmente confuso.



- Isso te interessa por quê? – Hermione não estava entendo mais nada e se sentia muito cansada em fazer algum esforço para entender.



- Ele teria me contado. – Falou mais para si mesmo do que para ela. Hermione revirou os olhos compreendendo quais eram as conclusões dele.



- Ainda acha que tenho algo com Blás? – Ele ergueu a cabeça para ela. Ouvira errado? E ela se assustara consigo mesma, apesar do moreno pedir sempre que o chamasse pelo primeiro nome, jamais o fizera, até aquele momento.



- Tem coragem de negar? – A raiva voltando a tomar conta do seu corpo.



- Não que eu te deva satisfações não é? Mas não Malfoy! Eu não tenho nada, não sinto nada por Blás Zabinne! Ele é só uma pessoa agradável, apenas isso! - Draco voltou a se aproximar dela, a apertando pelos braços.



- Então você quer dizer que tem outro? – A olhava com fúria, os olhos não eram mais azuis. Hermione o encarava completamente confusa.



- O que? Eu? Malfoy?



- É o Weasley não é? Claro que é! O jeito que você o olha, suspira do lado dele. Só aquele idiota para não perceber. – Ele já mandara o auto controle para o espaço. Ela estava surpresa por ele reparar tanto nela. – Te trocou por outra então? E como resposta você chora. Sua cara fazer isso Granger, sua cara!



- Apenas me largue Malfoy! Apenas isso! – Hermione estava com medo dele. Nunca o vira daquele jeito. Parecia tão furioso, de uma maneira que nem ele mesmo poderia controlar.



- NÃO VOU TE SOLTAR! NÃO QUERO E NÃO VOU! AO MENOS UMA VEZ VOU FAZER O QUE EU QUERO FAZER!



Ela nada pode responder, pois as mãos que estavam em seus braços subiram rápidas para seu rosto o forçando ir de encontro ao dele. Draco a beijou com violência. Mordeu o lábio dela para que ela abrisse a boca e assim pudesse invadi-la com a língua. Uma vez que fez isso passou a saborear aquele gosto que tanta sentira vontade e saudade. Hermione amoleceu assim que isso ocorreu, também estivera desejando por aquilo.



Draco a apertava com força de encontro ao seu corpo. Despejava naquele beijo todas as suas emoções, assim como ela. Ainda de maneira violenta largou a boca dela e desceu para o pescoço. Mordia e passava a língua onde sentisse vontade. Hermione apenas permitia que isso acontecesse pelo fato de não querer parar. Mordeu o lóbulo da orelha esquerda dela antes de sussurrar.



- Você sabe tanto ser mulher que se torna a mais desejável de todas.



Ela fechou os olhos extasiada. Nunca pensou em ouvir aquilo, ainda mais dele. E ele apenas se sentiu muito bem em dizer a verdade que sentia.



Voltou para a boca dela com mais calma. Uma mão acariciava o rosto quente enquanto a outra apertava a cintura fina. Hermione retribuía o beijo com muita vontade e puxava levemente os fios loiros dele com uma das mãos. A outra descia vagarosamente pelo peito magro, mas ainda um pouco malhado de Draco.



Um arrepio tomou conta do corpo sensível de Hermione quando sentiu dedos gelados lhe acarinhar a pele da barriga. Nunca tinha sido tocada daquele jeito e simplesmente achou incrível. Draco parou de beijar-lhe os lábios para dar leves selinhos em seu pescoço arrancando assim suspiros baixos. A mão na barriga subia lentamente. Hermione apertava com força a blusa dele, já que temia cair a qualquer momento no chão, pois as pernas estavam bambas demais.



Draco sentia a maciez da pele dela e tudo que queria era se perder ali. Não pensava em mais nada que não fosse Hermione, o corpo dela, o cheiro dela, os sussurros dela em seu ouvido. O aperto da mão dela em sua blusa, próximo de seu peito. Sua mão chegou onde ansiava, mas se aquietou, não sabia como ela ia reagir.



Ela suspirou mais uma vez ao sentir a mão dele próxima de seu seio, e esperou o próximo gesto que não veio. Abriu os olhos como se estivesse acordando de um sonho. Encarou o rosto agora vermelho dele tão próximo ao seu. Se sentiu envergonhada por estar numa situação como aquela com Draco Malfoy, mas não tinha forças para parar ou se mover. Os olhos azuis dele a hipnotizavam.



- Como chegamos aqui? – Ele sussurrou pra ela ainda a olhando nos olhos e com a mão na barra do sutiã.



- Eu infelizmente não sei todas as respostas. – Respondeu no mesmo tom. Ele lhe sorriu de uma maneira jamais vista por ela. Um sorriso verdadeiro isento de qualquer sarcasmo ou maldade.



- Achei que tivesse. – A outra mão que estava parada no pescoço dela subiu para o rosto fazendo um leve carinho. Hermione fechou os olhos.



- Seria um marasmo saber tudo. Onde ficariam as surpresas da vida? – Nenhum dos dois entendia bem o que estava acontecendo dentro daquele banheiro, mas ambos estavam gostando, e muito. A conversa estava acalmando os ânimos quentes, principalmente de Draco.



- E uma vida sem surpresas...



- É uma vida morta.



- Você é uma surpresa pra mim. – Hermione voltou a abrir os olhos e resolveu retribuir o carinho que recebia. Passou a acariciar o rosto fino de Draco.



- Seria clichê eu dizer que acho a mesma coisa de você? – Ele sorriu mais uma vez.



- Não acredito em você. Sou tudo aquilo que você esperava que eu fosse. – Ambos ficaram sérios. A mão dele saiu de perto do sutiã dela, ficando mais uma vez na cintura.



- Não. Se fosse tudo aquilo que eu esperava que fosse não estaria agora comigo. – Ela ficou vermelha.



- Somos feitos de cascas não é?



- Somos feitos de mascaras.



- Nesse momento?



- Não. Nesse momento somos apenas... nós. – Draco, agora com as duas mãos, pegou o rosto de Hermione delicadamente lhe dando mais um beijo, agora calmo, lento e terno. As pernas dela voltaram a ficar fracas.



- Não quero pensar no que está acontecendo, apenas quero... deixar acontecer. – As testas estavam unidas e os dois de olhos fechados.



- Eu... – Ela fez uma longa pausa. Estava confusa demais. Entrara naquele banheiro chorando descontrolada por causa de um garoto e agora estava aos beijos com outro. Na sua cabeça tão racional, nada daqueles sentimentos fazia algum sentindo. Apenas entendia que era bom. – Isso está me fazendo sentir bem.



- Exatamente. – Ela se afastou alguns centímetros.



- Eu não sei o que está acontecendo. Estou confusa demais.



- Você precisa pensar não é? – Ele riu fraco.



- É mais forte do que eu. – Ela também riu.



- Só não pense demais. – “Não temos tempo” ele completou em pensamento se sentindo também confuso. Não queria pensar se aquilo era certo, desconfiava que era a coisa mais errada da sua vida, mas era o que lhe estava acalmando, o fazendo sorrir, o fazendo se sentir vivo novamente.



- Uma das minhas características é pensar rápido. – Não sabia da onde tinha tirando tanta graça e coragem, mas estava adorando tudo aquilo. Draco lhe deu mais um breve beijo e se afastou, saindo lentamente até bater a porta do banheiro.



Hermione voltou a se sentar como estivera minutos antes com leve sorriso no rosto. Simplesmente não acreditava no que acabara de lhe acontecer. Lembrou de Rony e uma raiva se instaurou no seu peito. Como ele podia ser tão idiota e cego? Até Malfoy a notara, Malfoy! Como ele não? Estava do lado dela desde os 11 anos de idade e não percebera que ela era uma garota? Suspirou. Havia uma guerra pela frente. Não tinha muito tempo para pequenos detalhes. A vida era única e se estava lhe dando uma oportunidade não ia desperdiçar, seja lá o que fosse o significado disso.



Draco não soube como chegou as Masmorras, mas já estava sentado no seu salão comunal. Estava sozinho, todos estavam jantando. Se sentia leve como há muito tempo não se sentia. Estava confuso. Não sabia definir nada daquilo que acabara de acontecer. Mas sabia de uma coisa, não queria deixar passar em branco. Algo dentro de si gritava que não podia deixar de viver aquilo, até mesmo porque, desconfiava em seu intimo, que na tentativa de cumprir sua missão, ia acabar morrendo. Viver uma aventura, aproveitar uma oportunidade não lhe parecia tão errado. Não se importava mais com as conseqüências. Iria apenas, viver.


 


 


 


N.A: Não sei se o cap ficou tão grande qts ous outros mas achei melhor postar mais rápido.. De qualuqer forma não ficou mt pequeno.



Espero que vc's gostem! E comentem gente... Comentários são sempre os maiores incentivos!  =)



bjoks..

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Comentários: 2

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Enviado por Artemis Granger em 10/07/2012

lindo o diálogo do dois!

Nota: 1

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Enviado por Lorraine Abadia Marques em 31/07/2011

Amei melhor capítulo de todos ,pela primeira vez Hermione e Draco sem máscaras, fazendo realmente o que eles querem.

Nota: 5

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