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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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16. St. Mungus


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 16


Falta de ar e uma dor enorme no peito. Angustia.


Harry fez a esposa sentar-se na cadeira.


-O que aconteceu? Você está pálida, Gina!-disse Harry, preocupado.


Harry foi até a geladeira e pegou um copo de água. E deu a Gina. Ela bebeu com as mãos trêmulas.


-Eu tive a impressão de que eu estava caindo, caindo. Depois senti uma dor como se tivessem cortando meu peito-disse Gina, tocando o seio esquerdo.


-Está tudo bem, querida-disse Harry, abraçando a esposa.


Mas Gina sabia que tinha algo de errado só não sabia o que.


***


Anne acordou assustada com um pesadelo. No sonho, ela estava escalando umas rochas e de repente caia, mas parecia que não tinha fim. Ela sentiu um aperto no peito e uma grande vontade de chorar, ela não entendeu o porquê. Só foi um pesadelo. Ela resolveu se levantar para arrumar suas coisas de volta para Hogwarts.


***


Rose ao chegar em Hogwarts com David foi direto para o salão principal onde estava todos os primos, primas e o irmão. Parecia que todos que foram para casa tiveram a mesma idéia de voltar para Hogwarts depois do almoço. Rose percebeu que Alvo não estava ali.


-Onde está o Alvo?-perguntou Rose, preocupada.


-Não vi o Alvo durante o sábado, pois fui para uma sessão de fotos. Hoje acordei tarde e acho que nos desencontramos nos horários das refeições-explicou Lily.


Rose se virou para Hugo e Fred.


-O Alvo não apareceu no salão comunal da Grifinória-disse Hugo.


-Só saímos de lá para comer-disse Fred.


-Eu vou ao salão comunal e depois eu volto-disse Rose, angustiada.


Rose deu um selinho em David e saiu correndo para o salão comunal. David olhou para Molly que conversava com Roxanne e Dominique então ele sentou junto de Fred e puxou conversa.


***


Rose entrou no salão comunal apressada. Johel lia um livro em um canto da sala.


-Oi, Rose-cumprimentou Johel ao ver Rose entrar.


Mas Rose passou direto e não respondeu. Ele levantou os ombros e continuou a leitura. Rose bateu na porta do quarto de Alvo, nenhuma resposta. Ela abriu a porta. Tudo organizado.


“Alvo, onde está você?”, pensou Rose, mais preocupada.


Ela foi até o quarto dela. Ninguém. Voltou para a sala e viu Johel lendo um livro.


-Johel, você viu o Alvo?


Naquele momento Scorpius e Anne entraram no salão comunal. Johel vendo a preocupação estampada no rosto de Rose, disse:


-Não. Ele não foi para a casa no final de semana?


-Ele disse que ficaria em Hogwarts.


-Preocupada com seu primo, Weasley?-provocou Scorpius.


-Cala a boca, Malfoy-gritou Rose, autoritária.


Johel, Anne e Scorpius se assustaram pelo modo que Rose gritara. Scorpius percebeu que a coisa era séria.


-Onde você se meteu, Alvo?-perguntou Rose, angustiada.


Anne aproximou-se de Rose.


-O que aconteceu, Weasley?-perguntou Anne, séria.


Rose esqueceu naquele momento que aquela garota era o foco de atenção de Scorpius. E só lembrou que ela era a escolhida do seu primo e amigo, Alvo.


-O Alvo. Eu não consigo encontrá-lo-disse Rose com uma lágrima escorrendo.


Naquele momento Marcelle saiu do quarto e Anne lembrou o pesadelo que tivera. Aquele não era momento para se lembrar de pesadelos.


-Encontrar quem?-perguntou Marcelle se juntando ao pessoal.


-Você viu o Alvo?-perguntou Rose.


-Vi sim-confirmou Marcelle.


-Hoje?-perguntou Anne, esperançosa.


Marcelle deu uma careta para Anne. Johel revirou os olhos. Marcelle olhou para Rose.


-No sábado pela manhã, ele saiu com uma mochila e colchonete amarrado na mochila-disse Marcelle.


-Mochila, colchonete?-perguntou Anne.


-Ele disse para onde ia?-perguntou Rose.


-Não, eu não perguntei. Ele tinha um olhar tão perdido...


Rose não esperou Marcelle falar mais nada, ela correu até o quarto. Anne foi atrás dela.


-O que vai fazer?


-Mandar uma carta para os pais dele-disse Rose, abrindo um pergaminho. Depois ela pegou uma pena e molhou na tinta.


-Perguntar se o Alvo estar lá? Acho bem improvável já que se ele fosse para casa, ele não levaria colchonete...


-Não vou escrever isso-disse Rose já escrevendo a carta.


-Então vai escrever o que?


-Que o Alvo está desaparecido-disse Rose, encarando Anne com o rosto lavado de lágrimas.


Anne não esperou Rose terminar de escrever a carta, ela saiu do quarto e foi até Scorpius na sala.


-Precisamos encontrá-lo-disse Anne, puxando Scorpius pelo braço em direção a porta.


-Já já o Potter vai aparecer por aí, você vai ver. Ele só foi dar um tempo da Weasley-disse Scorpius, tentando acalmar a amiga.


-Aconteceu algo com ele. Eu sinto isso. Por favor, Scorpius...


-Certo-disse Scorpius, vendo a preocupação da amiga a pesar dele não gostar do Alvo Potter, a amiga dele precisava dele no momento e era apaixonada pelo Potter. Ele saiu com Anne da sala comunal. –O que faremos?


Neste momento Rose saiu também.


-Vou levar essa carta para o corujal-disse Rose. –E depois irei para o salão principal.


Rose saiu correndo.


-Vamos para o salão principal-disse Anne.


-Salão principal? Mas...


-Eu preciso saber o que a Weasley vai fazer.


Scorpius e Anne entraram no salão principal. Anne apontou com o olhar a mesa da Grifinória, Scorpius foi até lá acompanhado de Anne.


-Oi-disse Scorpius.


Anne deu um pequeno sorriso.


-Oi-disseram todos menos David que fechou a cara.


Molly abraçou o namorado.


-Senti sua falta-disse Scorpius.


-Eu também-disse Molly.


Pouco tempo depois Rose entrou no salão principal. Todos ficaram preocupados ao ver a expressão no rosto de Rose, David foi o primeiro que se aproximou.


-Por que você está chorando, Rose?


-O que aconteceu, Rose?-perguntou Hugo, preocupado.


Rose se juntou ao restante dos primos e a Anne, e Scorpius junto com Hugo e David.


-Acabei de mandar uma carta para tia Gina e...


-Por que você mandou uma carta para minha mãe?-perguntou Lily, preocupada.


Silêncio.


-Fala-gritou Lily, preocupada.


-O Alvo desapareceu-disse Rose aos prantos.


Hugo viu Lily perder a cor aos poucos. Lily sentia o chão escapando debaixo dos pés e de repente a total escuridão. Hugo só teve tempo de segurá-la antes de cair no chão.


***


Agora até a diretora sabia do desaparecimento de Alvo. Lily fora medicada na enfermaria e estava dormindo por causa do calmante que Victorie lhe dera. Harry, Gina, Rony e Hermione conversavam com a diretora McGonagall. E no meio da conversa apareceram Gui, Fleur, Percy, Audrey, Jorge e Angelina. Depois chegaram Tiago e Ted. A noticia se espalhara rapidamente por Hogwarts. Todos sabiam que Alvo Potter estava desaparecido.


-Eu senti, Harry. Eu senti que algo estava errado-disse Gina, chorando.


-Tenhamos esperança. Ainda não chegou a noite, ele pode chegar a qualquer momento-disse McGonagall.


***


Rose estava do lado de fora do castelo esperando que Alvo aparecesse. Embora o seu intimo dissesse que aquela espera era totalmente inútil.


-Temos que procurá-lo.


Rose virou-se ao ouvir aquela voz. Scorpius e Anne estavam atrás dela.


-Você precisa vir conosco-continuou Anne.


-Ir com vocês? Para onde?


-Eu disse a você que ela não iria querer ir-disse Scorpius.


-Temos que sair antes de anoitecer porque eles fecharão os portões-explicou Anne.


-Mas para onde vamos? Não temos a mínima idéia para onde ele foi-disse Rose.


-Qual é o lugar que ele mais gosta?-perguntou Anne.


-Ele gosta da natureza. Ele gosta principalmente de mar, praia.


O pesadelo surgiu com maior força na mente de Anne. Rochas, barulho... de mar.


-Vamos para a praia-disse Anne, segurando o braço de Rose e a puxando embora dali.


***


-Acho que ele não iria para uma praia muito longe-disse Rose.


-Tem que ser uma praia que tenha muitas rochas. Pedras grandes-disse Anne.


Scorpius, Rose e Anne estavam na estação de trem.


-Tive uma idéia-disse Scorpius.


Scorpius foi até a bilheteria e depois de cinco minutos voltou para junto das garotas.


-Ele foi para uma praia a cinqüenta quilômetros daqui-disse Scorpius.


-Como você sabe?-perguntou Rose, curiosa.


-Eu fui à bilheteria e perguntei se alguém tinha visto um cara feio, alto, com cara de idiota...


-Não é hora para gracinhas, Scorpius-reclamou Anne.


-E quem disse que estou sendo engraçado?-disse Scorpius, olhando para as duas garotas como elas estavam sérias. Ele continuou: -Ok, eu disse como seu primo era fisicamente, e uma vendedora na bilheteria lembrou dele, mas por favor, não me faça repetir o que ela disse.


-Agora a gente compra as passagens-disse Anne.


-Já fiz isso-disse Scorpius dando uma passagem para Anne e outra para Rose.


-Obrigada-disseram as duas.


O trem partiria dali a meia hora então eles foram para a plataforma. Quando o trem chegou e eles entraram no vagão, Rose sentou de um lado e Anne do outro. Tinha um lugar desocupado do lado de Rose e outro de Anne. Scorpius teve uma enorme vontade de sentar no lado de Rose, mas achou melhor sentar ao lado da melhor amiga. Rose passou a viagem inteira olhando a paisagem pela janela enquanto Scorpius não tirava os olhos dela. Anne parecia que não estava vendo nada na frente dela totalmente perdida em pensamentos. Quando o trem chegou o sol já estava se pondo.


-Espero que encontremos ele logo, pois logo começará a escurecer-disse Scorpius.


-Vamos ver o mapa para saber qual é o caminho para a praia-disse Rose.


Eles foram até um grande mapa que havia na estação.


-Acho que ele estar por aqui-disse Anne, apontando no mapa a região das rochas.


-Não sabia dessa sua fixação por rochas-disse Scorpius.


-Não é fixação!


-E por que você acha que o Alvo está lá?-perguntou Rose.


-Não sei. É mais um sexto sentido feminino, sabe?


Rose não disse nada, mas sabia do que Anne falava. Eles saíram da estação de trem em direção a praia e as rochas...


Escurecera. Nada de Alvo.


-Acho melhor voltarmos. Começarão a achar que também estamos desaparecidos-disse Scorpius.


-Acho que você está certo-concordou Rose.


-Não. Estamos perto-disse Anne, olhando para os lados. Não havia ninguém. Ela tirou a varinha do bolso e uma luz apareceu na ponta.


Scorpius, Rose e Anne chegaram a um conjunto de rochas que tinha aproximadamente 30 metros de altura.


-Ok, Anne. Vamos ver se o achamos ai, mas se ele não estiver vamos voltar, certo?-perguntou Scorpius.


-Ok-concordou Anne.


-Espera. Não precisamos escalar as rochas. Só precisamos arrodear-observou Rose. –E deve ser perigoso escalar essas rochas, principalmente a noite.


Scorpius e Rose tiraram suas varinhas da roupas, e também saíram uma luz da ponta da varinha. Então eles começaram a arrodear... Scorpius iluminava o alto para ver se via alguém, mas nada. Rose olhava detalhadamente qualquer coisa que lhe chamasse atenção e pudesse dar uma pista do primo. Anne foi para a parte que havia umas pedras no chão. Uma coisa escura em uma posição estranha chamou sua atenção. Ela foi até lá, cautelosa e silenciosa. Era uma pessoa. O coração dela começou a bater acelerado. Ela iluminou a cabeça onde só podia ver metade do rosto: Alvo.


(Turn around)/ (Vire-se)
Every now and then, I get a little bit lonely and you're never coming round / De vez em quando, eu fico um pouquinho solitária e você nunca está voltando
(Turn around)/ (Vire-se)
Every now and then, I get a little bit tired of listening to the sound of my tears/ De vez em quando, eu fico um pouco cansado de ouvir o som das minhas lágrimas
(Turn around)/ (Vire-se)
Every now and then I get a little bit nervous that the best of all the years have gone by/ De vez em quando, eu fico um pouco nervoso que o melhor de todos os anos se passaram
Every now and then I get a little bit terrified and then I see the look in your eyes/ De vez em quando, eu fico um pouquinho apavorada e então eu vejo o olhar em seus olhos
(Turn around, bright eyes)/ (Vire-se, olhos brilhantes)
Every now and then, I fall apart/ De vez em quando, eu desabo
(Turn around, bright eyes)/ (Vire-se, olhos brilhantes)
Every now and then, I fall apart/ De vez em quando, eu desabo


O coração dela falhou uma batida. Ela começou a estremecer ao ver o sangue seco na areia. Sangue de Alvo. Ela queria achar voz, mas não conseguia. Alvo não podia estar morto. Não podia. Ela o amava. Scorpius viu Anne parada e viu quando ela deixou a varinha cair de sua mão. Ele se aproximou da amiga, tocando-a. Ela estava gelada e trêmula.


-O que foi?-perguntou Scorpius, preocupado.


Anne abriu a boca, mas nenhum som saiu. Scorpius olhou para onde a varinha de Anne e percebeu que a amiga estava em estado de choque. Alvo Potter com a cabeça ensaguentada.


-Rose-gritou Scorpius.


Rose olhou em direção a Scorpius. Ele a chamando de Rose era muito estranho, o pior era a urgência na voz dele. Ela aproximou-se o mais rápido que pode com cuidado para não cair. Ela abaixou-se rapidamente ao ver Alvo no chão.


-Temos que pedir ajuda-disse Rose, desesperada.


***


-Estranho-disse Rose ao ver o Patrono de Scorpius ir embora.


Ela pedira para Scorpius conjurar um patrono para avisar o pessoal em Hogwarts onde estava Alvo. Ela não se concentrava em nada preocupada com a situação do primo e Anne continuava em estado de choque.


-O que?-perguntou Scorpius.


-Estranho seu Patrono ser uma abelha.


Scorpius encarou Rose.


-Mais estranho é você não conseguir fazer um Patrono. E meu Patrono não é uma abelha. É um zangão!-disse Scorpius, irritado.


Scorpius foi sentar ao lado de Anne. Ela olhava fixamente para Alvo. Eles ficaram esperando em silêncio até alguém chegar. Depois do que parecera ser horas, Rose viu algumas luzes que foram se aproximando rapidamente. Harry, Tiago, Ted e Victorie aproximaram-se, Rose correu até eles.


-Ele está ali no chão desacordado... E há sangue.


Victorie correu até o primo para prestar os primeiros socorros. Harry e Tiago foram atrás dela. Scorpius se aproximou de Rose abraçado a Anne. Rose falava com Ted.


-Pensamos que começara um surto de sumiço. Você também desapareceu-disse Ted.


-Nós resolvemos procurar o Alvo-disse Rose.


-Onde está o restante do pessoal?-perguntou Scorpius.


-O meu padrinho Harry achou vir um grupo pequeno para não ter muita gente. E como o Patrono avisou para trazer a Victorie... achamos estranho.


-Não mexemos nele porque não sabíamos a gravidade dos ferimentos. Ele respira com dificuldade-disse Rose, nervosa.


De repente, eles olharam para onde estava o restante do pessoal porque viram movimentos. Harry pegou Alvo nos braços.


-O sangue está estancado, mas é melhor levá-lo para St. Mungus. Os medibruxos lá tem mais ferramentas e poções do que possuímos em Hogwarts-disse Victorie angustiada.


-Vamos para St. Mungus-ordenou Harry.


Rose foi atrás do pessoal, mas Scorpius a parou.


-Vou voltar com a Anne para Hogwarts. Ela não está bem.


Rose olhou Anne que tinha o olhar vidrado e olhos cheios de lágrimas que não caiam.


-Está bem. Vou com o pessoal para o St. Mingus lá avisaremos que estamos com o Alvo.


Scorpius deu um pequeno sorriso e começou a andar ainda abraçado a Anne. Rose foi atrás do pessoal.


-Scorpius-chamou Rose.


Scorpius virou a cabeça.


-Obrigada-disse Rose e depois seguiu atrás dos outros.


***


-Como está meu filho?-perguntou Gina.


O medibruxo viu quantas pessoas estavam ali reunidas. Todos da família Potter e Weasley estavam ali. O medibruxo respirou fundo e depois deu um suspiro de alivio.


-Ele está fora de perigo.


Todos começaram a se abraçar e a sorrir, aliviados.


-Ele ainda está desacordado por causa da pancada na cabeça, mas esperamos que ele acorde daqui a algumas horas. O braço foi remendado onde quebrou-continuou o medibruxo.


-E o pulso?-perguntou Harry.


O medibruxo olhou para a própria mão e depois olhou para Harry e Gina.


-Sr. e Sra. Potter gostaria de falar com vocês na minha sala sobre os procedimentos que terão que fazer depois que os filhos de vocês saírem daqui.


Harry e Gina acompanharam o medibruxo até a sala dele sobre os olhares dos outros.


-Sentem-se-pediu o medibruxo.


Os três sentaram.


-Como eu disse o filho de vocês levou uma pancada na cabeça que ele irá se recuperar. Quebrou o braço que remendamos. O ferimento que sofreu na parte do rosto, o sangue coagulou como vocês viram, por sorte porque se ele tivesse perdido muito sangue...


Gina apertou a mão de Harry com força.


-E o pulso?-perguntou Gina.


-Não conseguimos recuperar totalmente...


-Como assim?-perguntou Harry.


-Fizemos todos os procedimentos bruxos possíveis, mas nada. Então recorremos ao método trouxa para não piorar a situação dele. Como foi uma entorse colocamos uma tala e enfaixamos-explicou o medibruxo.


-Por quanto tempo?-perguntou Gina.


-Isso só vai depender dela.


-Dela quem?-perguntou Gina.


-Sim dela, Harry. Você sabe quem é-confirmou Gina.


O medibruxo entendeu que Harry já sabia quem era o par do filho então podia falar mais abertamente.


-Sobre o ferimento no rosto... Como eu disse o sangue coagulou, fizemos limpeza, aplicamos poções, mas... ficará uma cicatriz que começa do lado da sobrancelha que se espalha pela bochecha e vai até o canto da boca dele no lado direito.


-E com quantos dias a cicatriz irá desaparecer?-perguntou Gina.


-Como o filho de vocês tem se comportado nos últimos dias?-perguntou o medibruxo.


-A última vez que nos vimos foi na festa do Ministério e de lá ele voltou para Hogwarts. Ele parecia bem-respondeu Harry.


-Entendo. Tem alguém próximo a ele em Hogwarts?


-Claro. Os primos, primas e a irmã dele estudam lá-respondeu Harry.


-O senhor poderia chamar a filha de vocês para perguntar como foi o comportamento de Alvo na última semana?


-Sim-disse Harry, levantando.


-Acho melhor chamar a Rose. Ela tem mais contato com ele. Freqüentam as mesmas aulas e dormem no mesmo salão comunal. E é a melhor amiga dele, ele contaria coisas a ela que não falaria com a irmã.


-Ok-disse Harry, e saiu da sala.


-Isso tem a ver com o baile, não é?-perguntou Gina com voz baixa.


O medibruxo confirmou com a cabeça. Logo depois, Rose entrou na sala acompanhada de Harry.


-Oi-disse Rose, timidamente.


-Esta é nossa sobrinha, Rose Weasley. Melhor amiga de Alvo-disse Gina, segurando a mão de Rose.


O medibruxo deu um sorriso gentil.


-Srta. Weasley quero lhe fazer uma pergunta: como o Alvo se comportou nos últimos dias?


Rose começou a chorar. Harry apertou os ombros da sobrinha para lhe passar confiança.


-Eu sabia que ele não estava bem e o deixei lá...


-Como ele não estava bem?-perguntou Gina, levantando.


-Ele estava estranho desde a festa do Ministério. Ele mal comia, mal falava. E sempre quando eu perguntava o que tinha acontecido, ele dizia que o dia tinha sido cansativo e que ter que trabalhar junto com Scorpius Malfoy era irritante, mas eu sabia que não era só isso. Scorpius e ele nunca se deram bem, mas havia um motivo maior que aquele. Mas ele não me contou.


-Você sabe o que aconteceu na festa para ele ter mudado de comportamento?-perguntou o medibruxo.


-Não sei. Pouco fiquei com ele na festa, embora...


-O que?-incentivou Gina.


-Ele disse que aproveitaria a festa para falar com ela-disse Rose, pensativa.


-Ela quem?-perguntou Harry.


Rose apertou os lábios. Alvo confessara que era apaixonado pela Anne Brewster , mas não era para ela ficar espalhando por aí.


-Rose, diga quem é ela. É para ajudar o Alvo-incentivou Gina.


“Ajudar o Alvo. Ajudar o Alvo”, ecoava na mente de Rose.


-Anne Brewster-disse Rose, e depois olhou para as mãos.


O medibruxo, Harry e Gina trocaram olhares compreensivos.


-Obrigada, querida. Você ajudou bastante-disse Gina, soltando a mão de Rose.


Rose deu um pequeno sorriso. Harry abriu a porta para Rose que saiu da sala.


-O que faremos agora?-perguntou Harry.


-É só esperá-lo acordar-respondeu o medibruxo.


-A cicatriz e o pulso?-perguntou Gina.


-Sra. Potter, a senhora sabe como...


-Sim, eu sei. Mas eu não posso pedir uma coisa dessas para a garota-cortou Gina.


-Entendo. Então é esperar.


-Mas o Alvo não tinha nenhuma espinha e agora ficará com uma cicatriz no rosto?! Como ele irá lidar com isso?-perguntou Gina, nervosa.


Harry colocou as mãos nos ombros da esposa para tranqüilizá-la.


-Ele poderá esconder com um curativo-disse o medibruxo, compreensivo.


-Maquiagem?-perguntou Gina, esperançosa.


-Não serve nesses tipos de ferimentos.


-Isso é tudo culpa daquele baile idiota! Se não tivessem criado esta porcaria de baile não teríamos nosso filho internado no hospital! Antes era tudo mais prático: conhecíamos uma pessoa, ficávamos, namorávamos, noivávamos, casávamos... Como aconteceu conosco. Mas agora...-disse Gina, exaltada.


O medibruxo se levantou e se aproximou do casal.


-Sra. Potter entendo sua angustia de ter seu filho em uma cama de hospital, mas a senhora sabe que o baile foi criado porque depois da guerra, os jovens bruxos se misturaram mais ao mundo trouxa e começaram a ter os mesmos hábitos que os trouxas. Os jovens bruxos não queriam mais casar só ficar, e estava focando mais uma carreira profissional do que ter uma família. Os bruxos sempre conseguiram balancear família e trabalho...


-Mas os trouxas não estão de todo errado já que o mundo deles é diferente do nosso-observou Gina.


-Essa é a questão. Temos que casar e procriar para continuar a ter o nosso mundo. Os trouxas não, há bilhões deles. E sempre tem alguém querendo ter filho e, às vezes, nasçam bruxos. Mas se todos os jovens bruxos quisessem deixar de casar e ter filhos? Por isso, que foi criado o baile para os jovens criarem vínculos com pessoas que tenham afinidades-explicou o medibruxo.


-E se no baile se formar um par com a pessoa errada?-perguntou Gina.


-Não será a pessoa errada porque antes de haver o baile, essas pessoas já tinham uma ligação que só se concretizou depois do baile-disse o medibruxo.


-Veja o Ted e a Victorie, eles já eram apaixonados antes do baile todos perceberam isso. Agora são noivos e felizes-disse Harry, tentando acalmar a esposa.


-Sei. Mas eu não posso dizer isso ao Alvo...


***


Minerva McGonagall chegou ao St. Mungus acompanhada de Anne, um dia depois do acidente. A única que estava no corredor era Gina que saira do quarto que estava Alvo porque a enfermeira trocava os curativos dele. Harry tinha ido a lanchonete com Hermione tomar café. Rony tinha ido ao Ministério, os outros estavam em Hogwarts ou no trabalho. Mas disseram que iriam voltar ao hospital para ver como Alvo estava. Gina desencostou da parede ao ver as duas.


-Oi, Gina Potter-cumprimentou McGonagall. –Como está Alvo?


-Bem da maneira do possível. A pesar de que ele ainda não acordou-disse Gina, preocupada.


A enfermeira saiu do quarto e disse:


-Pode entrar no quarto, Sra. Potter. Troquei novamente o curativo dele... Com licença-disse ela e depois entrou no quarto ao lado.


-Vim ver como ele estava. E Srta. Brewster pediu para vir comigo, embora tenha achado o pedido estranho-assumiu McGonagall.


Anne ficou levemente corada, mas não disse nada.


-Posso conversar com a Srta. Brewster enquanto ver Alvo?-disse Gina.


McGonagall concordou e entrou no quarto que Alvo estava. Gina colocou uma mão no ombro de Anne e a levou até algumas cadeiras que havia no corredor. Elas sentaram.


-Acho que você gosta de ir direto ao assunto igual a mim.


Anne confirmou com a cabeça. Curiosa com o que Gina queria conversar.


-Você é apaixonada pelo meu filho Alvo, não é?-perguntou Gina, direta.


Anne abaixou a cabeça, envergonhada.


-Querida, você pode ser sincera comigo. Pode dizer tudo que pensa e do modo como pensa. Eu sou assim e gosto que sejam assim comigo-disse Gina, carinhosamente.


-Por que a senhora pergunta isso? Cansei, Sra. Potter. Cansei mesmo. Parece que está estampado na minha cara: apaixonada pelo Alvo Potter. Parece que todos na escola sabem. Enquanto isso, ele só me dá fora-disse Anne, sincera.


-Mas você está aqui, agora.


-Acho que gosto de sofrer, embora eu prometi a mim mesma não sofrer mais. E eu disse isso a ele, não ficarei próxima a ele em Hogwarts.


-Você disse isso a ele quando?-perguntou Gina com tom de urgência.


-Na festa do Ministério.


-Minha sobrinha, Rose disse que ele estava para baixo desde depois a festa do Ministério. Você realmente acha que ele não sente nada por você?


Anne engoliu em seco.


-Também o achei estranho para baixo durante a semana. Ia falar com ele no sábado, mas deixei para lá. Na verdade, acho que não tem em relação a mim porque como eu disse ele sempre me deu fora...


-Ele nunca demonstrou sentimentos por você, tem certeza?


-Se me beijar atrás das árvores depois do baile e no dia do jogo de quadribol escondido é demonstrar sentimentos?! Sim, ele demonstrou bastante-disse Anne, sarcática.


Anne percebendo que falara que Alvo a beijara para a mãe dele, abaixou a cabeça envergonhada.


-Já tive a idade de vocês, entendo o que é isso. Lembro quando o Harry me beijou pela primeira vez na frente de todos no salão comunal da Grifinória. Eu nem acreditei... Eu fui apaixonada por ele por anos e só seis anos depois que ele me notou. Agora somos casados e temos três filhos...


-Desculpe, Sra. Potter, mas o Alvo mesmo disse que nunca ficaria comigo na frente de ninguém que eu só servia para dar uns amassos escondido. Eu já perdi várias oportunidades de namorar com outros garotos por esperar que um dia Alvo olhasse para mim, perdi a esperança. Tem um garoto, Johel, capitão de quadribol da Corvinal que gosta de mim... e já fiquei com ele... Desisti de Alvo-desabafou Anne.


-Alvo é o meu filho mais difícil de decifrar. Ele esconde muito bem o que sente, o que pensa. É tímido. Diferente de Tiago e Lily que só de olhar, eu sei o que se passa com eles. Não acho que o Alvo seja tão imune a você, como você disse... vocês até se beijaram... Quem tomou a iniciativa?


-Ele-disse Anne, olhando para as mãos.


-Está vendo?


Anne não disse nada, mas Gina percebeu que Anne permanecia incrédula dos sentimentos de Alvo em relação a ela.


-Qual foi a primeira coisa que chamou atenção nele?


-Os olhos-disse Anne, sem nem ao menos pensar. –O modo como ele me olha, diferente de todos os garotos...


-Como ele lhe olha?


-Não sei como explicar, eu sinto um misto de vários sentimentos. Embora tenha um brilho que eu sempre tento decifrar, mas não consigo. Acho que é os olhos verdes mesmo-disse Anne, colocando os cabelos atrás das orelhas. –Mas isso não importa. Resolvi não sofrer mais.


-Pelo que eu vejo você vai desistir de meu filho, não?-perguntou Gina. Ela vendo Anne calada, continuou: -Só quero fazer uma pergunta: você ajudaria meu filho se ele precisasse?


Anne tentou conter o riso, mas não conseguiu.


-Por que o riso?


-Sra. Potter, a última pessoa que Alvo pediria ajuda seria a mim. A melhor amiga dele é Rose Weasley, a aluna mais inteligente de Hogwarts-disse Anne, seca.


-Mas tem coisas que Rose não poderia ajudá-lo... Talvez, ele nem soubesse que precisa de ajuda...


Anne não entendeu o que Gina queria dizer, mas disse:


-Eu posso ser da Sonserina, Sra. Potter. Mas se Alvo precisasse de minha ajuda, não me negaria a ajudar. A pesar de querer distância dele, não posso negar que ainda tenho sentimentos por seu filho...


-Obrigada-disse Gina, apertando as mãos de Anne.


Anne deu um pequeno sorriso para Gina. Logo depois, McGonagall saiu do quarto de Alvo e se aproximou delas.


-Quer vê-lo?-perguntou Gina.


Anne confirmou com a cabeça.


-Então vá.


As duas levantaram. Gina abraçou-a e disse no seu ouvido:


-Você não desistiu dele. Você está aqui.


Anne olhou para Gina, abaixou a cabeça e logo depois, entrou no quarto. Alvo parecia que dormia tranquilamente. A respiração estava normal. Anne percebeu que ele tinha a cabeça enfaixada com um grande curativo no lado direito do rosto. A mão e pulso dele estavam enfaixados. O pulso da tatuagem. Ela aproximou-se devagar, Alvo continuou impassível. Ela tocou levemente o dedo na mão dele esticada ao lado do corpo. Nada. Era torturante vê-lo naquele estado. Ela não deveria estar ali. Mas ela precisava vê-lo, saber como ele estava. Ela se aproximou mais e o tocou no rosto. Nada. Ela só queria que ele abrisse os olhos e olhasse para ela daquela maneira que só ele sabia olhar. Ele pegou a mão boa dele e apertou. Nada. Lágrimas começaram a se formar nos olhos dela que ela não deixou cair.


And I need you now tonight, and I need you more than ever/ E eu preciso de você esta noite, e preciso de você mais do que nunca
And if you only hold me tight, we'll be holding on forever/ E se você apenas me abraçar apertado, nós ficaremos abraçados para sempre
And we'll only be making it right 'cause we'll never be wrong together/ E nós estaremos apenas fazendo o certo, porque nós nunca vamos estar errados juntos
We can take it to the end of the line/ Nós podemos levar até o final da linha
Your love is like a shadow on me all of the time/ Seu amor é como uma sombra em mim o tempo todo
(all of the time)/ (o tempo todo)
I don't know what to do and I'm always in the dark/ Eu não sei o que fazer e estou sempre no escuro
We're living in a powder keg and giving off sparks/ Estamos vivendo num barril de pólvora e soltando faíscas


-Alvo, por favor-pediu Anne.


Nada. Anne pegou gentilmente a mão machucada dele, colocando entre as duas mãos dela. Nada. Ela colocou de volta devagar para não machucar. Ela beijou gentilmente a testa dele, virou-se.


Ela escutou um leve suspiro, virando-se rapidamente. Ela viu as pálpebras de Alvo se mexer, ele abriu devagar os olhos.


-Você aqui? Onde estou?-perguntou Alvo, confuso.


-Vou chamar sua mãe.


-Agora não. Eu quero... que fique mais um pouco-pediu Alvo.


-Não acho uma boa idéia-disse Anne, alisando o lençol.


-Então por que veio? Sentiu-se mal pelo que me falou depois que eu pedi para você ficar comigo? –perguntou Alvo, irritado. –Diferente de você, eu não lhe culpo de estar aqui-disse ele, olhando ao redor e percebendo que estava em um hospital.


-Eu não acredito que você ficou mal por eu não ter ficado com você.


Alvo não negou e nem confirmou. Ele tentou sentar na cama, mas gemeu de dor. Anne aproximou-se, ajeitou o travesseiro e colocou-o confortavelmente sentado na cama. Ela abaixou a cabeça e viu o quanto estavam próximos.


-Obrigado-disse Alvo com a voz baixa.


Anne ficou a olhar os olhos de Alvo, e depois para a boca. Ela apertou os lábios com força para não cair em tentação.


-Mexer minha cabeça, doi. Não posso aproximar meu rosto do seu e beijá-la, mas se você quiser...


-Desista, Potter.


-O que você veio fazer aqui?-disse Alvo, irritado.


-Diferente de você, eu me importo com os meus colegas de outras casas.


Alvo não disse que foi ver Anne enquanto ela estava na enfermaria, guardando esse fato para ele.


-Acho melhor você ir, Brewster-disse Alvo, seco.


-Você quer que eu realmente eu vá?-provocou Anne, encarando Alvo.


De novo aquele olhar que ela não conseguia decifrar totalmente. Ela sentiu a mão boa de Alvo a puxando.


-Não me provoque, Brewster. Não vou ficar aqui para sempre-disse Alvo. –E você ainda me beijará.


I really need you tonight/ Eu realmente preciso de você hoje à noite
Forever's gonna start tonight/ Para sempre vai começar hoje à noite
(Forever's gonna start tonight)/ (Para sempre vai começar hoje à noite)


Anne abaixou a cabeça em direção a Alvo, provocando-o. Alvo pode sentir a respiração em seu rosto. Ela chegou bem perto da boca dele onde assoprou levemente. Ela viu Alvo fechar os olhos, ela afastou o rosto. Ficou ereta.


-A gente se ver em Hogwarts, então.


Ela virou-se e saiu do quarto.


***


Alvo passou mais dois dias no St. Mungus quando ele ficou mais forte, ele foi para Hogwarts. Gina e Harry insistiram para que ele fosse para casa, mas ele disse que ficaria melhor seguindo a rotina.


-Filho, qualquer coisa você mande uma carta que viremos imediatamente-disse Gina, ansiosa.


-Mãe, eu estou bem-insistiu Alvo.


-Você não estava bem e não disse nada para nós-disse Harry.


-Estava só um pouco para baixo. Fui sair um pouco sozinho e terminei sofrendo o acidente. Não irá mais acontecer. Se eu quiser sair, eu chamo alguém para ir comigo.


-Promete?-perguntou Gina.


-Prometo.


Gina abraçou o filho com cuidado. Ele tinha uma tipóia que apoiava o pulso machucado. Ela deslizou a mão pelo curativo no rosto do filho.


-Pode ir a enfermaria que Victorie ou Madame Pomfrey mudará seu curativo-disse Gina.


-Está bem.


Harry abraçou também o filho. Alvo deu um sorriso e entrou no castelo...


***


O dia se passou. Todos olharam para Alvo com curiosidade ao ver a tipóia e o curativo no rosto. Mas os primos e a irmã o colocaram em dia do que acontecera enquanto estava no hospital, e Rose ajudou o primo com as atividades da aula.


O dia amanhecia quando David mexia-se na cama. O lençol caiu no chão. Sonhava.


-Venha para mim, querido-disse Molly, batendo a mão no colchão.


David se pôs de quatro em cima da cama e foi até Molly. Ela deitou-se na cama e ele se pôs em cima dela.


-Sabe o quanto esperei por isso?-perguntou David.


-Não mais do que eu-disse Molly, sedutora.


David abaixou a cabeça e beijou Molly delicadamente nos lábios.


-Eu sei que você beija melhor do que isso-disse Molly, levantando um pouco a cabeça.


Molly o puxa para ela e o beija. Beijo que só acaba quando ambos estão sem ar. David desliza a mão da cintura para o quadril dela, ela suspira. Ela desliza a mão pelos cabelos dele quando ele desliza os lábios pelo pescoço dela. As mãos dele entram por baixo da blusa dela e ela arfa de prazer ao sentir as mãos dele na pele nua. Ela quer mais. Ele quer mais...


David acorda. Bufa. E corre para o banheiro. Precisa de mais um banho frio.


***


Molly estava irritada. Parecia que aquele não era seu dia. Ela acordara atrasada. E estava atrasada para a aula. Os corredores estavam vazios enquanto ela andava rapidamente para a sala de aula. Ao longe, ela viu alguém dobrar para o corredor que ela estava. Quando ela e a pessoa se aproximaram, ela respirou profundamente. Evitava David perto do pessoal. Evitava mais ainda quando estava sozinha. E ela não estava com paciência, coisa que raramente acontecia.


-Oi, Molly-disse David.


-Oi-disse Molly, seca.


Ela seguiu direto sem nem ao menos olhá-lo.


-Antes você parava e falava direito comigo.


-Estou atrasada para aula-disse Molly, se virando. –E não estou com paciência hoje.


David riu.


-Qual é a graça?


-Você sem paciência é raridade.


-Então hoje é um dia raro-disse Molly, levantando os braços. E virou para seguir o caminho.


David correu atrás de Molly. Tinha que aproveitar aquela oportunidade que ela estava sozinha já que ela o evitava a todo o momento. Ele chegou até ela. Ele enlaçou-a pela cintura. A principio, Molly assustou-se depois ela começou a chutar as pernas para o ar.


-Solte-me-gritou Molly.


David a levou até um pequeno corredor que havia no final daquele que estavam antes. Ele a colocou no chão encostada a parede.


-O que há com você?-perguntou Molly, irritada.


-Para falar com você só dessa maneira. Você me evita. Mal fala comigo. Não gosto desse clima entre nós-disse David, depois ele passou a mão pelos cabelos.


-Primeiro: você namora a Rose. Segundo: eu namoro o Scorpius. Terceiro: temos que nos dedicar as pessoas que escolhemos...


-Você escolheu a pessoa errada...


-Escolhi a pessoa errada? Ou você não suporta me ver com qualquer outro garoto?-cortou Molly.


David ia falar algo, mas Molly falou primeiro.


-Esqueça o perguntei. Não quero saber.


-Não gosto de deixar as pessoas sem respostas. É verdade, não gosto de você com nenhum garoto, principalmente Scorpius Mafoy-assumiu David. –Parece que esse em especial nasceu para tornar minha vida um inferno, pentelha meu namoro com a Rose e agora namora com você. Se eu pudesse faria picadinho dele-disse ele com olhos faiscantes.


-Você não fará picadinho de ninguém, pois eu gosto dele. E vou ficar com ele! Nunca interferi no seu namoro com a Rose-disse Molly, irritada.


-Claro que não porque você me jogou para ela porque queria se vir livre de mim!


-Não foi assim!


Once upon a time, I was falling in love/ Era uma vez, eu estava apaixonada
But now, I'm only falling apart/ Mas agora, estou apenas caindo aos pedaços
There's nothing I can do/ Não há nada que eu possa fazer
A total eclipse of the heart/ Eclipse total do coração
Once upon a time, there was light in my life/ Era uma vez, havia luz na minha vida
But now, there's only love in the dark/ Mas agora existe apenas amor na escuridão
Nothing I can say/ Nada que eu possa dizer
A total eclipse of the heart/ Eclipse total do coração


-Foi sim! Quando você viu que nossa relação estava indo para outro caminho, você fez com que eu me aproximasse de Rose e terminou que eu acabei namorando com ela.


-Não o obriguei a isso!


-Não, não me obrigou, mas sempre me fez acreditar que não ficaria comigo. Até o dia em que ficamos depois da festa...


Molly engoliu em seco.


-O que você quer que eu faça?-perguntou Molly, altiva.


-Você sabe o que eu quero-disse David, deslizando um dedo pelo pescoço de Molly. –Eu a quero. Só ficarei sossegado quando a tiver.


-Não fiquei com você antes. E nem vou ficar com você agora.


-Por que?


-Simples. Porque eu não sinto nada por você. Por isso, que o aproximei de Rose porque eu não queria machucá-lo-mentiu Molly com o coração apertado.


-Não foi isso que você demonstrou quando ficamos...


-Não estava no meu normal naquele dia. Você se lembra que no outro dia o dispensei... Quando a ficha caiu e eu percebi a burrada que tinha feito-mentiu Molly.


-Não acredito em você.


-Pare de insistir. Estou bem com meu namorado e não quero ficar com você, ok?


-Certo. Eu não irei insistir... Eu só quero fazer uma coisa...


David colocou as mãos em cima dos ombros de Molly, ficando próximo a ela.


-O que você quer?-perguntou Molly, temerosa.


David tirou uma mão da parede e deslizou pelo rosto até a nuca de Molly, deixando a mão ali.


-Só quero um beijo. Nada mais. E não ficarei mais atrás de você, prometo-disse David, a poucos centímetros da boca de Molly.


-Você namora a minha prima. E eu tenho um namorado-disse Molly quase sem voz.


-Um beijo. Nada mais-disse David, e logo depois encostou os lábios nos de Molly.


David podia sentir os lábios trêmulos de Molly junto aos seus. Ele tirou a outra mão da parede e colocou na cintura dela. Molly afastou os lábios dos dele e tentou afastar-se de David, mas ele a enlaçava com força pela cintura. Ele aproximou novamente a boca da dela, grudando os corpos. Os dois suspiraram.


(Turn around, bright eyes)/ (Vire-se, olhos brilhantes)
Every now and then, I fall apart/ De vez em quando, eu desabo
(Turn around, bright eyes)/ (Vire-se, olhos brilhantes)
Every now and then, I fall apart/ De vez em quando, eu desabo


Ele deslizou os lábios nos dela para que ela abrisse a boca. Ela cedeu. Queria ficar com David. Sempre, mas não podia. Abriu a boca e fechou os olhos. David sorriu. Quando ia aprofundar o beijo...


-Molly-disse uma voz com um misto de incredulidade e surpresa.


***


Scorpius saiu detrás da estatua quando escutou a voz interrompendo Molly e David. Ele ouviu toda a conversa entre Molly e David, pois ele ia ao banheiro quando viu os dois juntos. Como ele ia ficar no meio daqueles dois? Molly era apaixonada pelo David, e vice-versa. Ele precisava resolver aquela situação...


***


Rose seguia para o quarto depois de um dia cansativo. Ela acabara de sair do quarto de Alvo depois de colocar o primo em dia com algumas das atividades que ele tinha para fazer. Só saiu do quarto ao ver o primo dormindo, sossegado. Ela colocou a mão na maçaneta do quarto dela quando sentiu uma mão forte e um puxão rápido. De repente, Rose viu Scorpius puxando-a para o quarto dele. Ela desequilibrou-se o que fez a porta se fechar com um intrépido. Scorpius tentou segurar Rose, mas ele também desequibrou. Scorpius caiu em cima da cama com Rose por cima. Scorpius não via nada na sua frente, quer dizer, só cabelo. O cabelo de Rose caiu no rosto dele. Ele tirou os cabelos da frente do rosto e viu Rose com uma expressão de susto no rosto. Ela percebendo que estava no quarto de Scorpius na cama dele, por cima dele, tentou levantar-se, mas ele trocou de posição com ela.


And I need you now tonight, and I need you more than ever/ E eu preciso de você esta noite, e preciso de você mais do que nunca
And if you'll only hold me tight, we'll be holding on forever/ E se você apenas me abraçar apertado, nós ficaremos abraçados para sempre
And we'll only be making it right 'cause we'll never be wrong together/ E nós estaremos apenas fazendo o certo, porque nós nunca vamos estar errados juntos
We can take it to the end of the line/ Nós podemos levar até o final da linha
Your love is like a shadow on me all of the time/ Seu amor é como uma sombra em mim o tempo todo
(all of the time)/ (o tempo todo)
I don't know what to do and I'm always in the dark/ Eu não sei o que fazer e estou sempre no escuro
We're living in a powder keg and giving off sparks/ Estamos vivendo num barril de pólvora e soltando faíscas


-O que há com você?-perguntou Rose, tentando sair debaixo de Scorpius.


-Conversaremos assim, ok? Desse jeito não há chance de você sair do quarto-disse Scorpius, prendendo os pulsos de Rose com as duas mãos, além do corpo.


-Se você fosse uma pessoa normal, manteríamos uma conversa civilizada-reclamou Rose.


-Se eu fosse você ficaria calada ou ficaremos mais tempo aqui nessa posição... Ah! Você está gostando de ficar assim comigo, não é? Bem que eu sabia que seu namoradinho não era de nada-provocou Scorpius.


-Não interessa a você o que faço com o meu namorado-disse Rose, irritada.


-Pois é. Não me interessa mesmo o que você faz ou não com seu namoradinho de nada-disse Scorpius se roendo de ciúmes. –E também porque você não fará mais nada com ele...


-O que quer dizer com isso?-perguntou Rose sem entender.


-Você irá acabar seu namoro.


-Ahm? Não entendi. Como assim eu vou terminar meu namoro?


-Você me deve uma, lembra-se?


Rose lembrou o dia que Alvo foi visitar Anne na enfermaria.


-Sim. Mas o que você vai ganhar com eu terminando meu namoro?


Scorpius se lembrou de Molly no dia em que vira Rose aos amassos com David. Lembrou do lance entre Molly e David no corredor. Ele encarou a pessoa na sua frente, o motivo mais importante.


-Tenho meus motivos, Weasley. Que não interessa a você-disse Scorpius, seco.


-Você quer que eu acabe meu namoro só por...-Rose respirou fundo. –Para seu prazer próprio. Não irei fazer isso-disse ela, indignada.


-Por que não?


-Porque eu gosto do David. Estamos juntos a um bom tempo e...


-Corta essa, Weasley. Você vai terminar seu namoro e pronto-disse Scorpius, direto.


-Não vou.


Scorpius abaixou a cabeça em direção a Rose e a encarou.


-Você vai acabar seu namoro com o idiota do seu namorado ou...


-Não me ameace, Malfoy!


-Seu priminho, melhor amigo e outras coisas... vai sofrer as conseqüências-ameaçou Scorpius.


-Você não vai fazer nada com o Alvo-disse Rose com olhos faiscantes e tentando se soltar.


-Você vai ver se faço ou não... Vai acabar seu namoro?


-Não!-disse Rose, enfática.


-Espere as conseqüências, Rose Weasley-disse Scorpius, encarando Rose.


Rose desviou o olhar para baixo, vendo a corrente no pescoço dele. Ela tentou soltar-se para tocar o colar. Scorpius percebendo o olhar de Rose, deu um sorriso.


I really need you tonight/ Eu realmente preciso de você hoje à noite
Forever's gonna start tonight/ Para sempre vai começar hoje à noite
(Forever's gonna start tonight)/ (Para sempre vai começar hoje à noite)


-Minha oferta ainda está de pé, Weasley. Um beijo e eu deixo você ver meu pingente.


-Você é namorado da minha prima-disse Rose, indignada.


-Ah, é mesmo. Você perdeu sua chance-disse Scorpius, sarcástico.


Scorpius rolou para o lado, deixando Rose livre. Ela massageou os pulsos e se levantou.


-Quando sair, feche a porta, por favor-pediu Scorpius.


Rose olhou para Scorpius com raiva e indignada depois saiu do quarto batendo a porta.


***


-E aí, Potter? Quando é que você vai tirar esse curativo e mostrar seu rosto?-provocou Scorpius.


-Para que você quer ver meu rosto, Malfoy?


-Quero ver o que você esconde. E coisa boa não deve ser. Nada que venha de você é bom.


-Olha quem fala?! O escorpião rei...


-Sabe quem estava no meu quarto ontem? Sua priminha Rose Weasley-provocou Scorpius.


Alvo deu um passo a frente encarando Scorpius. Anne se pôs no meio dos dois.


-Agora acabou, ok?-disse Anne, puxando Scorpius para entrarem no salão principal para tomarem o café da manhã.


Alvo ficou com raiva ao ver que Anne nem olhara para ele. Anne estava bufando por Alvo se impor só quando Scorpius tocara no nome de Rose Weasley. Anne e Scorpius sentaram-se.


-Pare com isso, Scorpius-exigiu Anne.


-Isso o que?


-De provocar o Potter com relação ao que aconteceu com ele...


-E você pare de defendê-lo-disse Scorpius, irritado.


-Ele não teve culpa pelo que aconteceu.


-Anne, como você pode ser tão cega em relação ao Potter? Ele...


-E o que a Weasley estava fazendo no seu quarto?


Scorpius olhou para o lado com a esperança que Marc aparecesse, mas nada do amigo.


-Isso não interessa a você-disse Scorpius, direto.


-Certo. Você sabe o que faz.


-Sei mesmo-disse Scorpius, atrevido.


-Sabe tão bem que deixará de provocar o Potter-disse Anne, levantando.


-Você vai para onde? Nem comeu!


-Vou procurar meu melhor amigo-disse Anne, e depois saiu.


Scorpius bufou, irritado. E saiu atrás da amiga. Encontrou Anne no final do corredor.


-Desculpe, Anne. Eu prometo a você não mexer com o Potter...


“Na sua frente”, pensou Scorpius.


-Promete mesmo?


-Prometo-mentiu Scorpius.


Anne deu um sorriso. E enlaçou o braço no do amigo.


-Acho que estou com fome-disse Anne, sorrindo.


-Eu também-disse Scorpius, aliviado.


***


-O que a Rose estava fazendo no seu quarto?-perguntou Alvo.


-Isso não interessa a você, Potter. A única coisa que eu digo que vou fazer aquilo que eu lhe disse: terei o maior prazer de acabar o namoro da sua priminha-provocou Scorpius.


Alvo avançou para cima de Scorpius.


-Não chegue perto da Rose!


-E quem vai me impedir? Você? Com essa mão quebrada? E com esse curativo?-perguntou Scorpius, tocando o curativo de Alvo.


-Tira a mão-disse Alvo, afastando a mão de Scorpius.


-Quero saber o que você esconde, Potter-disse Scorpius, tocando o curativo novamente.


Alvo empurrou Scorpius que cambaleou um pouco para trás. Scorpius avançou contra Alvo que se chocou contra a parede.


-Tire esse curativo, Potter. Se não tirar por bem, eu mesmo irei tirar.


-Então venha-disse Alvo, ficando ereto.


Scorpius não esperou nem um segundo foi para cima de Alvo que não estava obtendo sucesso em se livrar de Scorpius com a mão machucada. Alvo deu um chute em Scorpius que tropeçou. Scorpius deu um giro e deu uma cotovelada no rosto de Alvo quando ele virou o rosto Scorpius arrancou o curativo de Alvo. Scorpius pode ver a cicatriz no rosto de Alvo.


-Ah, então é isso que você esconde...


Alvo viu o curativo no chão e passou a mão no rosto. Ele estava horrível. Um barulho, mas eles nem notaram.


-Então Alvo Potter está com uma cicatriz no rosto. Que garota vai querer ficar com você, Potter? Seu futuro é ficar sozinho. Futuro mais que merecido, pode acreditar-disse Scorpius com a voz venenosa.


Alvo empurrou Scorpius para cima do sofá, mas antes dele cair Scorpius puxou Alvo com ele. Os dois embolaram para o chão. Alvo a todo custo querendo bater em Scorpius, mas sem sucesso por causa do pulso machucado. Scorpius deu um murro certeiro no nariz de Alvo, quebrando-o. Alvo só pode sentir a dor e o sangue escorrendo. De repente, Scorpius sentiu uma mão puxando-o pela camisa. Scorpius levantou-se e viu que Rose e Anne estavam ali. Fora Anne que o puxara pela camisa, ela estava com uma expressão de poucos amigos. Rose nem olhou para Scorpius, ajudou Alvo a se levantar e o fez sentar no sofá. Ela estava com tanta raiva, mas com tanta raiva que era capaz de azarar Scorpius. Pela primeira vez, Rose viu a cicatriz do primo. Ela não falou nada, sabia que a última coisa que Alvo queria era que sentissem pena dele. Ela puxou a varinha do cós da saia que vestia e apontou para o primo. O nariz rapidamente consertou-se e parou de sangrar. Anne olhava para Alvo com um misto de sentimentos. Mesmo com aquela cicatriz horrível, os sentimentos por ele não mudaram nada. Pelo contrário, ela queria cuidar dele, ficar perto dele. Mas quem estava do lado dele? Rose Weasley. Ela empurrou Scorpius em direção ao corredor dos quartos.


Once upon a time, I was falling in love/ Era uma vez, eu estava apaixonada
But now, I'm only falling apart/ Mas agora, estou apenas caindo aos pedaços
There's nothing I can do/ Não há nada que eu possa fazer
A total eclipse of the heart/ Eclipse total do coração
A total eclipse of the heart/ Eclipse total do coração
A total eclipse of the heart/ Eclipse total do coração


Ela lançou um olhar para Alvo que a encarou com um ar de “superioridade”, embora estivesse em frangalhos. Ela foi para o quarto de Scorpius com ele.


-Você prometeu a mim, Scorpius. Como eu posso acreditar em você depois dessa mentira?


-Desculpe, Anne. Eu tenho meus motivos.


-E esses motivos são mais importantes que a minha amizade, não?


-Anne, não-pediu Scorpius.


-Não dá, Scorpius. Você mente para mim, esconde coisas de mim. Como é que se mantém uma amizade dessa maneira?


-Você é minha melhor amiga, Anne. Minha irmã. A pessoa que mais confio...


-Não acho que seja realmente assim.


-Você está brigando comigo por causa do Potter?! Eu não acredito nisso-disse Scorpius, indignado.


-Fique sossegado. Eu não me dirigirei mais a você.


-O que quer dizer com isso?-perguntou Scorpius com a voz oscilando.


-Que nossa amizade acabou, Scorpius Malfoy. Não sou mais sua amiga-disse Anne, decidida.


Anne foi até a porta e abriu.


-Eu não vou pedir para que você fique-disse Scorpius, orgulhoso.


-Mesmo que pedisse, eu não ficaria-disse Anne com a voz controlada, embora estivesse com vontade de chorar. Ela saiu do quarto e fechou a porta.


***


Depois da briga Rose levou o primo para o quarto dele.


-Desde quando o Malfoy vem te provocando?


-Desde hoje pela manhã antes do café da manhã-respondeu Alvo.


“Então ele está cumprindo a ameaça”, pensou Rose.


-Mas Alvo...


-Por favor, agora não, Rose. Quero ficar um pouco sozinho-pediu Alvo.


Ele se lembrou da cara de Anne ao vê-lo sem curativo. Quem iria ficar com ele? Ele estava horrível. Nada estava a favor dele. Nada.


-Você ficará bem?-perguntou Rose, preocupada.


-Ficarei. Obrigado.


Rose foi até a porta. Deu um sorriso e saiu, deixando o primo só.


Invés de ir para o quarto Rose foi para a sala onde sentou no sofá. Ela estava pensando em como ajudar Alvo quando pouco tempo depois ela viu Anne sair do quarto, ela viu Anne passar a mão nos olhos e respirar fundo. Anne aproximou-se de Rose.


-Venha comigo, Weasley-disse Anne, autoritária. –Preciso de você-disse ela contra a vontade.


-Por que precisaria de mim?-perguntou Rose, altiva. Ela levantou e encarou Anne.


-Porque você é boa com livros e achará mais rapidamente o que precisamos...-disse Anne, seguindo em direção a porta.


Rose encontrara Anne do lado de fora, esperando alguém para que abrisse a porta para ela. Com certeza para falar com Scorpius. Quando entraram acabaram presenciando a cena lamentável entre Scorpius e Alvo. As pessoas só podiam entrar ali acompanhadas de alguém que dormisse ali, mas sair qualquer um podia. Rose podia não gostar de Anne Brewster, mas não negava ajuda a ninguém. E nem podia, afinal era monitora chefe. Rose seguiu Anne até chegarem a biblioteca.


-O que você quer aqui?


-Precisamos de um livro que ajude seu primo-disse Anne, direta.


Rose encarou a garota que estava na sua frente. Ela descobrira onde Alvo estava quando ele sofrera o acidente. Queria ajudá-lo com a cicatriz...


-Você gosta dele, não é?-perguntou Rose, direta.


Rose viu a esperança surgir. Anne não ser apaixonada por Scorpius, mas o que Anne disse minguou qualquer esperança de Rose.


-Não é hora para sentimentalismos, Weasley-cortou Rose, indo em direção as estantes.


A última coisa que Anne queria era conversar com Rose Weasley sobre o que ela sentia por Alvo Potter. Rose foi para as estantes e pegou alguns livros sobre antitodos, curas, doenças. Ela foi até a mesa e colocou-os lá. Anne pegou outros livros. As duas sentaram e começaram a pesquisar. Depois de mais de duas horas de silêncio, Rose disse:


-Acho que o medibruxo fez todo o possível...


Anne levantou o olhar para Rose.


-Não acredito. Raramente bruxos ficam com cicatrizes...


-Tipo, meu tio Harry-exemplificou Rose.


-Mas todos sabem o motivo da cicatriz dele...


Rose voltou a atenção para o livro. Depois de alguns minutos, ela disse:


-Presta atenção.


-Espero que tenha encontrado algo importante-disse Anne, olhando para Rose.


-Shhhi. Este livro fala sobre cicatrizes e diz que há alguns tipos de cicatrizes muito difíceis de serem tratadas. E outras impossíveis que foram causadas por maldições...


-Sei. O caso do seu tio, mas este não é o caso de Alvo...


Rose olhou Anne com interesse ao ver a garota falar do primo pelo primeiro nome, mas não disse nada.


-O livro fala como se trata cicatrizes difíceis?-continuou Anne.


Rose leu mais.


-Não. O autor diz que não pode entrar em detalhes neste livro, pois é um assunto proibido para menores. Mas que ele escreveu outro livro que ele aborda mais sobre o assunto...


-Acho que esse cara só quer vender mais livros-observou Anne.


-Não é bem assim, Brewster. Há assuntos que são mais delicados.


-Está bom, Weasley-disse Anne, seca. –Ele diz o nome do livro?


-Antitodos modernos: avançados-disse Rose, lendo no livro.


-Então vamos pegar-disse Anne, levantando.


-Não é tão fácil assim...


-Por que não?


-O autor diz que nas escolas, as bibliotecas deixam esse livro na parte restrita, quero dizer, proibida-explicou Rose.


Anne revirou os olhos.


-Não há problema. Você é monitora chefe e é maior de idade.


-Você também é maior de idade.


-Vamos as duas-decidiu Anne.


As duas foram para a parte proibida da biblioteca. A bibliotecária as observou, mas não disse nada porque era permitida a consulta dos alunos do sétimo ano naquela parte da biblioteca. Rose achou o livro que procuravam. Ela abriu o livro e leu o sumário, achando os antitodos de cicatrizes.


-Página 52-disse Rose, folheando o livro.


Rose e Anne começaram a ler do começo até o fim os antitodos. Quando acabaram de ler, Rose olhou para Anne que olhava fixamente para o livro.


-Brewster-disse Rose, baixinho.


Anne parecia estar em transe. Rose estava preocupada com Alvo depois do que lera. Rose fechou o livro devagar e colocou de volta a estante.


-Brewster, você está bem?-perguntou Rose, preocupada.


Anne balançou a cabeça. Encarou Rose e disse:


-Preciso pensar...


Rose viu Anne sair da biblioteca com o olhar perdido.


(Turn around, bright eyes)/ (Vire-se, olhos brilhantes)


Rose pegou o livro novamente para ver se não lera errado. Ela ainda tinha esperança que tivesse lido algo errado. Depois da sétima vez que ela leu o texto, ela percebeu que não podia fazer nada pelo primo...


 


Música: Total eclipse of my heary/Cantada em Glee.


N/A: Capítulo novo. Acho que vou direto aos agradecimentos. Não tenho nada a comentar, penso eu. Lembrei: vocês entendem o porque do patrono de Scorpius ser um zangão, não é? Abelha, zangão gostam de rosas...
Jacgil: Pensei que vocês já sabiam quem era o lado do mal. Pois é, Maggie (a cabeça), Michelle e Rick (os discipilos). Eles estavam meio parados, mas voltaram. Ok, eu coloquei a idéia que você deu sobre o Alvo e o Scorpius na fic (para de ser convencida). Como está no capítulo, o Alvo não teve amnésia (nem verdadeira e nem inventada) acho que bater a cabeça fez até bem a ele já que até beijo ele estava pedindo a Anne.
Mirian Black: Ótimo que você comentou de novo *-*. Legal! Também torço pelo Draco e Astoria, eles são difíceis, mas se amam. O Alvo foi parar no hospital. Ainda está com o pulso machucado e a cicatriz no rosto... Acho que gosto de colocar o Alvo para sofrer porque me lembro do quanto Harry sofreu, e como Alvo é o filho mais parecido com ele... Pois é, Lily não é fraca não. Ela é bem decidida. Se eu fosse Hugo ficaria de olhos bem abertos, se ele demorar qualquer um pode ficar com a Lily. Os dois são muito ciumentos, mas filhos de Gina e Rony o que mais poderia ser... Johel é o capitão do time de quadribol da Corvinal e Marcelle é capitã do time de quadribol da Lufa Lufa. Johel é ex-ficante de Anne. E Marcelle tem uma quedinha por Alvo. Eles já apareceram antes, mas pouco.


Obrigada pelos comentários. Bjs.

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