Autocontrole
- Dobby está morto, você não entende?! – Gritou Harry visivelmente perturbado.
- Mas a Hermione está viva – rebateu Rony irritado.
- Eu não vou ficar aqui, enquanto as pessoas continuam morrendo – rosnou Harry.
- Porra, Harry, apenas mais um dia – bradou Rony alterado.
Harry bufou com impaciência.
- Pela Mione, cara! Ela precisa se recuperar – tentou o ruivo num tom mais brando.
- Venha comigo – murmurou Harry numa última tentativa.
- E deixar a Mione?! – Perguntou incrédulo. – Você é maluco, não sobreviveríamos dois dias sem ela. Não diga a ela que eu disse isso.
Harry negou com um breve aceno de cabeça.
- Cara, por que você não tenta dormir um pouco. Sua cara está assustadora.
Conformado Harry andou até a cama improvisada por Fleur no quarto do segundo andar do Chalé das Conchas.
Rony se escorou na janela e observou os primeiros raios de sol surgirem mansamente no horizonte. Era bonito ver o sol nascer em meio à imensidão azul do mar.
Seus pensamentos completamente preenchidos pela morena que dormia no quarto ao lado.
Por um lado, queria que Hermione ficasse, não suportaria vê-la sofrer mais do que já tinha sofrido; por outro, sabia que não conseguiriam sem ela; e se Voldemort não fosse destruído nenhum lugar seria seguro para uma nascida trouxa.
....
- Olá – cumprimentou Rony após bater na porta e entrar e no quarto.
- Oi – Hermione respondeu hesitante, tentando se cobrir de forma mais digna.
- Estava indo dormir, só vim ver como você estava – disse se aproximando da cama.
- Estou bem... Sério – reforçou vendo o olhar incrédulo dele.
- Você precisa de alguma coisa? – Perguntou sem jeito, enquanto sentava na beirada da cama.
Hermione havia chorado por horas quando descobriu que Dobby estava morto. No entanto, ela parecia realmente melhor. Rony fez uma nota mental para lembrar-se de agradecer Fleur.
- Não, obrigada, Ron. – Disse com as bochechas coradas.
Os dois ficaram em silêncio, evitando se encarar. Rony pigarreou nervoso, sentindo seus ombros tensos.
- Fleur, disse, depois do almoço, que você ficou comigo durante toda a noite. – Ela confessou se mexendo inquieta na cama. – Obrigada – agradeceu sincera.
Rony sentiu suas orelhas queimarem, mas seu olhar não vacilou quando encontrou os castanhos fixos no seu rosto.
O medo de perdê-la ainda o assombrava. Os gritos de dor e desespero de Hermione ficariam gravados para sempre na sua lembrança. Aqueles gritos assustadores seriam sua pior e mais dolorosa lembrança.
- Eu nunca mais vou te deixar, Hermione.
As palavras de Rony a atingiram com tal intensidade que a deixaram muda.
Ignorando o medo de ser rejeitado, ele se aproximou. Passou os dedos delicadamente pelo rosto dela; Hermione fechou os olhos ao toque, sentindo um estremecimento perpassar seu corpo.
Rony ficou admirando-a por alguns instantes de olhos fechados, notou que sua cor havia voltado ao normal, e, embora ainda tivesse machucados e hematomas espalhados pelo rosto e pelo corpo, estava linda.
Num movimento rápido e impensado, acabou com a distância que havia entre seus corpos, e colou seus lábios ao dela. Um segundo foi o que Hermione precisou para se recuperar da surpresa e corresponder o beijo com o mesmo entusiasmo e saudade.
Há meses Rony desejava sentir novamente a textura macia dos lábios dela.
O beijo iniciou com um leve roçar de lábios, em que ambos tentavam sorver o máximo um do outro.
Hermione sentiu seu cérebro ser rapidamente devastado, a proximidade entre seus corpos e os lábios de Rony se movendo sobre os seus a fizeram esquecer momentaneamente qualquer outra intenção que não fosse beijá-lo para sempre.
O beijo que havia começado lento, doce e calmo foi se tornando cada vez mais intenso, mais febril, mais urgente... A necessidade desmedida de mostrarem um ao outro o quanto haviam esperado por aquele momento...
Era como se estivessem se beijando pela primeira vez...
Hermione sentia seu corpo reagir a cada toque. Ansiosa por mais contato deslizou as mãos que estavam embrenhadas nos cabelos vermelhos e deixou que elas passeassem pelas costas do ruivo, arrancando dele murmúrios incompreensíveis.
Ela havia desejado sentir os lábios e os braços dele a apertando possessivamente desde o dia em que o vira entrar naquela barraca, encharcado, segurando a espada de Gryffindor. Havia sido tão doloroso resistir ao impulso de se jogar contra ele e beijá-lo até não terem mais ar.
Quando o beijo atingiu proporções alarmantes, Rony se afastou, embora a contra gosto; mas Hermione não lhe deu tempo de voltar a raciocinar com clareza, deslizou os lábios pelo seu pescoço e arranhou sua pele com os dentes.
Neste momento, Rony notou que ela estava em seu colo, com as pernas em volta da sua cintura; como ela tinha ido parar ali ele realmente não saberia dizer.
Relutante a afastou mais uma vez. Ambos se encararam, as faces coradas e a respiração curta e rápida. O peito de Hermione subia e descia muito depressa, fazendo com que ela ficasse ainda mais linda e tentadora.
- Eu senti tanto a sua falta – Hermione sussurrou contra seus lábios. O hálito quente e a voz rouca devastando muito depressa qualquer resquício do seu bom senso.
Uma onda fria perpassou seu corpo quando Hermione se afastou.
- Mas o que...?
- Vou silenciar o quarto – esclareceu assim que alcançou sua varinha que repousava sobre o criado mudo, com as bochechas em chamas; mas ela ignorou o constrangimento, lutando bravamente contra a vontade de esconder o rosto com as mãos.
Dois segundos foi o tempo que Rony levou para entender o que aquilo significava.
Assim que murmurou o feitiço silenciador, Hermione ficou imóvel de joelhos em cima da cama; ela olhava em todas as direções, querendo disfarçar a vergonha que tentava sufocá-la.
Aquela não era a reação que esperava de Rony. Era impressão sua ou havia dúvida nos olhos azuis?
Assim que conseguiu se mover, Rony se aproximou dela e a abraçou com carinho.
- Ron – ela murmurou fraca, contra o peito do ruivo, sentindo o cheiro dele invadir seu cérebro, dando-lhe a certeza de que estava fazendo a coisa certa. Ela queria estar com ele pra sempre, até o último dia da sua vida, mesmo que esse dia fosse o dia seguinte ou dali 60 anos!
Ele precisava ser forte, precisava sair daquele quarto antes que fosse tarde demais.
Se afastou para poder olhá-la nos olhos. Seu grande erro... Os olhos castanhos cravados nos seus tinham pedidos silenciosos tão reveladores que Rony sentiu o corpo vacilar.
Hermione aproximou o rosto, ansiosa, e grudou os lábios nos seus.
Ela nunca mais permitiria que Rony duvidasse dos seus sentimentos por ele. Sugou os lábios dele de forma nada gentil, deixando claro o tamanho do seu desejo.
O beijo e as carícias cresceram depressa e quando Rony se deu conta estava deitado sem camisa em cima de Hermione a pressionando contra o colchão.
- Mione... eu... er... – ele se afastou dela, a respiração alterada – melhor pararmos... antes que... antes que eu não seja mais capaz de me controlar. – Confessou sentindo as orelhas ficarem quentes.
- Eu não quero que você se controle – admitiu sem graça, mas determinada, deslizando as mãos e alcançando o zíper do jeans que ele usava.
- Mione... por favor – pediu, sentindo seu corpo tremer involuntariamente.
- Rony – ela segurou o rosto dele entre as mãos – eu quase morri, e não quero mais esperar.
- Não diga isso... – ele se ergueu depressa, procurando pela camiseta que estava jogando no chão. – Nunca mais repita que quase morreu. – Disse levemente irritado.
- Ron... - ela o abraçou por trás colando seu corpo no dele e impedindo que ele se afastasse completamente. – Eu sempre quis isso, eu sempre quis ficar com você. – Não entendia porque ele estava hesitando, justamente agora que ela finalmente tinha certeza de que não precisavam mais esperar.
Rony não parecia preparado para aquela confissão. Se virou bruscamente e encarou a garota a sua frente.
A envolveu com os braços e a abraçou o mais forte que pôde, como se ela fosse o motivo de seu coração ainda bater, mesmo que descompassado naquele momento, como se sem ela nada mais fizesse sentido ou tivesse importância.
- Hermione... eu... eu te amo. – Ele sentiu o corpo dela vibrar contra o seu, e se afastou para poder encará-la.
Os olhos castanhos estavam brilhantes e uma lágrima tímida escorreu pelo canto do olho. Ela abriu a boca algumas vezes, mas sua voz parecia morrer na garganta.
Rony limpou a lágrima com o polegar, provocando um choque nela.
Hermione deslizou as mãos pelo peito nu do garoto, arrancando dele alguns gemidos baixos e estrangulados.
Autocontrole tinha limite.
Rony enfiou a mão nos cabelos castanhos e a puxou para um beijo arrebatador. A beijou com urgência, sugando e mordendo seus lábios e língua.
Hermione gemeu contra seus lábios, absolutamente envolta pelas sensações que Rony despertava nela. Sem descolar os lábios dos dele, ela puxou a camisola, numa tentativa de se livrar do tecido; Rony a ajudou a se livrar da peça, descartando-a sem cuidado a seguir.
Agora tinha Hermione em seus braços, seminua.
O contato de pele contra pele fez ambos gemerem alto. O gosto dos lábios de Hermione, a textura macia da sua pele, o cheiro inebriante que exalava dos seus cabelos cacheados estavam o levando à loucura.
Ela estava fraca, ele podia ver os hematomas pelo corpo delicado dela, não era certo... Sabia que aquele não era o momento...
Seu pensamento foi interrompido quando sentiu Hermione passar uma das pernas sobre seu quadril, unindo ainda mais seus corpos, fazendo seu membro inchado roçar no tecido fino da calcinha que ela usava, ouviu um som desconexo escapar involuntariamente de sua boca. Todas as suas reações pareciam involuntárias. Seu corpo parecia estar seguindo todas as ordens do corpo dela... Era quase uma tortura, mas uma tortura absurdamente prazerosa... Os lábios famintos dela continuam sugando os seus com devoção, fazendo sua cueca ficar cada vez mais apertada.
- Hermione... – sua voz saiu entrecortada...
- Ron... – Ela respondeu incoerente, enquanto passava a outra perna em volta do seu quadril, arrancando dele um grunhido rouco.
- Não podemos – suplicou, suando. Seu corpo discordava da sua mente que insistia em lhe lembrar que ela estava fraca e ferida e que ele não deveria continuar...
- Mas eu te amo...
Ela o amava, Hermione Granger, o amava. Rony não foi capaz de conter o sorriso satisfeito que escapou dos seus lábios.
- Hermione, não há nada no mundo que eu queira mais do que estar com você...
Ela retribui o sorriso, mas gemeu e dessa vez não foi de prazer, mas de dor, quando Rony largou o peso sobre seu corpo a beijando de uma forma quase selvagem.
- Maldição! Me desculpa, Hermione – ele se afastou depressa, o semblante preocupado.
- Está tudo bem, Ron... Só que minhas costelas ainda doem um pouco. – Ela parecia triste em confessar que ainda sentia dores. Sabia que isso impediria Rony de prosseguir. No entanto, precisava admitir que o cuidado dele a deixava comovida. Havia um turbilhão de sentimentos dentro dela no momento: desejo, paixão, carinho, admiração.
- Mione, você precisa descansar – Constatou sentindo seus testículos se contraírem dolorosamente. – Eu vou deixar você dormir. – Ele abotoou as calças e vestiu a camiseta depressa, pegou a camisola dela e a ajudou a se vestir. Era difícil abdicar do que mais desejava na sua vida naquele momento, mas por mais que o momento fosse propício, ela estava fraca, e se fosse sincero admitiria que estava apavorado com a ideia de machucá-la.
- Ron... – choramingou Hermione se cobrindo com o lençol. – Dorme comigo.
Jamais seria capaz de recusar tal pedido. Ele sorriu, respirou fundo, em busca de autocontrole, e deitou ao lado dela, acomodando-a sobre seu peito, sentindo o sono vir lentamente.
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N/A: Bem, desta vez não demorei tanto quanto das outras vezes...rs...
Queridos, depois desse capítulo teremos apenas mais um :(
Quero agradecer imensamente a Viviane pela betagem e a todos que tem lido e acompanhado essa fic. Vou aguardar ansiosa as impressões de vocês sobre o capítulo 26.
Muito obrigada pelos comments:
Viviane Barreda
Pipoca Lissandra Alvarenga Swerts
EduardaP
Suzane
Olívia Weasley
Kary_HP
Daniela Ferri
Michelle M. Rossi
Carolina Gomes
Letícia M. Klein
Pitty Potter
Mel Granger
tainá delazeri sangali
Leidyvana P. Santos
Nessah
Tia Carolis
Amanda Ananias
Carol Peeters
deborah potter
caroline eugenio
analarissas
Letícia M. Klein
Lelis Blanc
Torinha
Gesica Campelo Pereira
storquato
Ahhhhh!!!! Fico tão feliz quando coloco os nomes de vcs aqui, pq nesse momento sinto que vale a pena publicar o que escrevo na FeB! Um grande beijo a cada um de vocês!
P.S. Contatos diretos podem ser feitos via twitter @FanficRonxHer :)
N/B por Viviane Barreda
Então todas as revelações foram feitas.
Ron e Hermione finalmente não podem mais ter dúvidas quanto aos sentimentos declarados, confessados e reconhecidos de um para com o outro, e isso certamente será decisivo na Batalha final contra o cara de cobra e sua gangue de mascarados, afinal, o amor é o poder mais forte do universo, certo?!.
Ah, eu sabia que o Ron era um cara corajoso, mas o fair play que ele demonstrou aqui foi digno de um Super Herói! Resistir à amada, ao ambiente, aos beijos e ao amasso, nessas circunstâncias... Cinquenta pontos para a Grifinória pela fibra moral!!
A fic está no fim, mas não desanimem, tem muito mais de onde saiu essa!
Deixem suas impressões na caixa de comments na pág da fic, já que os comentários dos leitores são de absoluta importância e merecem destaque!! Dentro do capítulo, infelizmente, suas opiniões ficarão escondidas.
Mil Bjs,
Vivi