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4. Fica comigo!


Fic: Eu sou seu destino - Tiago&Lílian. - Concluida.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Meninas escrevi esse capítulo na primeira pessoa, espero que gostem.
Patrícia Prongs e Fê Black Potter, esse capítulo é para vocês!!!!
 
LÍLIAN.
Ao passar pelo quadro me deparei com um ambiente escuro e com cheiro de mofo, logo coloquei minha varinha em - Lumus - Tiago que estava ao meu lado fez o mesmo, o ambiente era apertado, quase uma caverna, mas tinha uma trilha a perder de vista.
- Para onde essa trilha leva? – o questionei.
- Está perguntando como monitora Evans? – ele rebateu.
- Não Tiago, só perguntei por curiosidade. – Aquele Evans me machucava tanto!
Ele piscou atônito.
- Você me chamou de Tiago? – Sua voz era perplexa – Você está muito estranha, vai me dizer o que está acontecendo?
Eu estava acovardada, eu desejava aquele menino mais do que tudo na vida, mas me faltava coragem, e o mais engraçado era que ele me passava segurança!
- Não sei por onde começar – confessei temerosa.
- Que tal do começo – ele disse brincalhão – Você me disse que queria me pedir uma coisa.
Coragem Lílian, respira, inspira, respira, inspira.
Eu prendi minha varinha entre as pedras na parede, a luz era fraca, mas eu via perfeitamente o rosto do Tiago, então dei dois passos na sua direção que já foram o suficiente para quase colar meu corpo ao dele.
Eu busquei coragem na minha própria dor, nas noites que eu passei em claro pensando nele, nas imagens dele jogando Quadribol, e quem diria, naquela vaca da Laís alisando o MEU Tiago. Eu encarei minhas mãos.
- Fica comigo – eu disse num tom inaudível.
- O quê? – ele perguntou – Não ouvi nada.
Eu respirei fundo, meu coração saltava dentro do peito fazendo com que o sangue passasse à milhão dentro das minhas veias levando sangue demais para o meu cérebro, me fazendo perder a linha de raciocínio.
Então eu o encarei, permiti fixar meus olhos no seu olhar.
- Fica comigo – disse num tom alto e numa dicção clara.
Ele me encarou por um segundo que pareceu uma hora.
- Não teve graça Evans – ele disse andando para longe de mim encostando-se à parede do lado inverso ao que eu estava – Aliás, tirar sarro das pessoas nunca foi do seu feitio.
- Que bom que não teve graça Tiago, essa não era minha intenção.
- Porque você quis vir para um lugar mais reservado? Não seria mais engraçado me “imitar” na frente de todos? E porque raios você está me chamando de Tiago?
Ele estava transtornado, quase gritando, eu não entendia o porquê de tanta agressividade.
Ele estava apertando tanto a sua varinha que os nós dos dedos estavam embranquecendo. Ele estava com raiva, era isso, visivelmente com raiva.
- Você está com raiva de mim – eu perguntei.
Ele não respondeu.
-Me desculpa. – eu disse sem nem saber o porquê – Não queria te deixar nervoso, eu só estava fazendo o que me disse para fazer.
- Como assim?
- Você me disse que eu podia vir requerer o que era meu das mãos daquele “peguete” que é a Laís.
Ele sorriu finalmente, não o meu sorriso favorito, mas um sorriso lindo e tímido.
- Você não tem ideia do quanto está sendo difícil para mim aguentar o seu desprezo. – confessei.
- Eu não te desprezo – Disse franzindo a sobrancelha.
- Ah,não? – Bom dia EVANS – O imitei.
Agora sim ele sorriu de um jeito que fez meus ossos amolecerem.
- Achei que você gostasse de ser chamada de Evans.
- Não por você.
Ele agora me encarava com fervor, novamente eu fui até ele e me permiti fazer uma coisa que eu sempre quis – passar a mão em seus cabelos – ele fechou os olhos com o meu gesto.
- Não estou te imitando – eu disse baixinho – Você disse que nunca mais pediria para ficar comigo, e eu quero, eu preciso ficar com você, fica comigo vai, por favor.



THIAGO.
Eu não estava entendendo nada, eu achei que agora que eu tinha dado paz para a Lílian ela nunca mais olharia na minha direção, porque era sempre eu que a perseguia e que me humilhava aos seus pés.
Ao entrarmos na trilha ela deixou sua varinha em - Lumus – eu não me importo com o escuro, mas acendi a minha também caso a Lílian estivesse intimidada com a escuridão.
Então ela me perguntou para onde a trilha levava, ora já era de se esperar, uma vez monitora sempre monitora, só para depois ferrar com os marotos, eu despistei e não falei, foi quando ela me chamou de Tiago. Em dois anos ela nunca – NUNCA –me chamou de Tiago, nem pelas costas, ouvir meu nome sendo pronunciado pelo timbre da sua voz foi fantástico, por quantos anos eu sonhei com aquilo, com o dia que ela me chamaria pelo nome, justo agora que eu havia desistido meu sonho se realizava.
Lílian estava muito estranha, não parava de se mexer e parecia extremamente tímida.
– Você está muito estranha, vai me dizer o que está acontecendo? – A questionei.
Mesmo com a luz fraca das varinhas eu pude vê-la corar. Então ela disse que não sabia por onde começar, ela estava espirituosa, eu nunca a tinha visto daquele jeito. Eu a lembrei que ela queria me pedir uma coisa.
Nesse momento ela prendeu sua varinha na parede, entre as pedras e se aproximou de mim, meu coração disparou na mesma hora, minhas mãos tremeram, se eu já não tivesse desistido pediria para ficar com ela – como sempre.
Ela ficou mais vermelha ainda e disse algo ininteligível, eu pedi que ela repetisse então ela fixou o seu olhar nos meus olhos, se ela soubesse o quanto eu sou louco por aqueles olhos verdes ela não faria aquilo.
- Fica comigo – ela pediu da mesma forma que eu pedira mais de mil vezes a ela.
Ela estava me avacalhando, como ela podia me humilhar ainda mais, me levar ali só para tirar uma com a minha cara, até parece que a Lílian pediria para ficar comigo, nem nos meus sonhos mais felizes.
- Não teve graça Evans – Eu a repreendi e lembrei que tirar sarro das pessoas nunca foi do seu feitio.
- Que bom que não teve graça Tiago, essa não era minha intenção. – Mais uma vez meu coração acelerou ouvindo o meu nome ser pronunciado por ela.
- Porque você quis vir para um lugar mais reservado? Não seria mais engraçado me “imitar” na frente de todos? E porque raios você está me chamando de Tiago? – Eu explodi de ódio.
Senti a raiva fluir por mim, raiva de ser tão idiota, raiva de amar tanto essa garota que nunca me deu à mínima e ainda por cima adorava me humilhar.
- Você está com raiva de mim? – Escutei ela perguntar.
Eu não respondi, não queria ter que dizer a ela que por mais que quisesse eu nunca conseguiria sentir raiva dela, não a amando tanto como eu a amo.
Foi ai que ela me pediu desculpas, aquele realmente estava sendo um dia atípico, Lílian Evans me pedindo desculpas e com uma voz tão doce e suave.
– Não queria te deixar nervoso, eu só estava fazendo o que me disse para fazer. – ela disse me deixando confuso, eu dizia para ela fazer tantas coisas.
- Como assim? – Perguntei a ela.
- Você me disse que eu podia vir requerer o que era meu das mãos daquele “peguete” que é a Laís.
Eu ri, a raiva se esvaecendo, Lílian e seu temperamento explosivo! “peguete” essa eu nunca tinha ouvido. Ou eu estava muito enganado ou havia ciúmes naqueles olhos verdes, muito ciúme.
- Você não tem ideia do quanto está sendo difícil para eu aguentar o seu desprezo. – Sua voz soou triste
- Eu não te desprezo – A respondi de pronto, como eu poderia desprezá-la, eu só estou me protegendo dela mesma.
- Ah,não? – Bom dia EVANS – Disse fazendo uma péssima imitação minha.
Nessa hora eu não resisti e dei uma alta gargalhada, eu nunca pensei que o fato de eu parar de chamá-la de princesa para chamá-la pelo sobrenome a afetaria de alguma maneira.
Será que ela sentia o mesmo que eu? Porque para mim tinha uma absurda diferença quando ela me chamava de Potter e agora quando ela me chama de Tiago.
- Achei que você gostasse de ser chamada de Evans. – A provoquei
- Não por você. – Eu podia jurar que havia tristeza em sua voz, minha vontade foi de ir ao seu encontro e a abraçar forte. Será que ela gostava de mim e tinha percebido isso agora? Será que eu finalmente ficaria com ela?
Eu a encarei sentindo meus ossos amolecerem, ela veio caminhando na minha direção e meu coração martelou dentro do peito, aquele ambiente apertado já estava impregnado com o cheiro dela e quanto mais perto ela chegava mais inebriado eu ficava.
Ela ficou a centímetros de mim e passou as mãos pelos meus cabelos, eu fechei os olhos ao seu toque, eu sempre sonhei com o dia em que ela me faria um carinho e lá estava ela com suas mãos pequenas e delicadas tentando arrumar o bagunçado do meu cabelo.
- Não estou te imitando – ela sussurrou – Você disse que nunca mais pediria para ficar comigo, e eu quero, eu preciso ficar com você, fica comigo vai, por favor.
Será que eu ouvi direito? Aquilo estava além dos meus sonhos, minha imaginação nunca chegou a tanto.


LÍLIAN.
Foi tudo tão rápido, num momento eu estava pedindo e no outro seus lábios estavam pressionados nos meus e eu pude ouvir a sua varinha caindo no chão. Ele passou suas mãos grandes pela minha cintura e me puxou com força, extinguindo o mínimo espaço que ainda tinha entre nossos corpos, subiu suas mãos pelas minhas costas até a minha nuca e as prendeu em meus cabelos, sua boca se abriu e eu fui invadida pela sua língua e pelo seu doce hálito, ele me beijou com um desejo que homem nenhum beijou e eu não fiquei muito atrás.
Quando ele me puxou e meu corpo se moldou ao dele eu não era mais Lílian Evans, eu não era nada, eu era apenas instinto, o mundo podia acabar ali naquele momento que as únicas coisas que importavam eram o cheiro, o gosto e o toque do Tiago.
Eu passei minhas mãos por dentro da camiseta dele levando uma das mãos até suas costas largas e macias, e a outra deixei no seu abdômen. Ele parou de me beijar e sorriu nos meus lábios, nossas respirações aos arquejos, então ele começou a beijar meu pescoço – eu não contive um gemido baixo de satisfação – ele riu novamente, mais alto dessa vez.
- Minha princesa – ele disse ainda beijando o meu pescoço.
Seus lábios foram subindo, passaram pela minha bochecha, na ponta do meu nariz, meu queixo e novamente encontrou minha boca.
Dessa vez o beijo foi mais devagar, mas foi mais intenso, sua língua entrava mais fundo na minha boca, e eu podia sentir perfeitamente a ereção do Tiago pressionada acima do meu ventre. De primeiro minha vontade foi de ficar nas pontas dos pés para senti-la no meio das minhas pernas, mas com muita persistência eu separei meus lábios dos dele.
- Acho melhor agente ir agora – eu disse com a respiração entrecortada.
Ele me abraçou bem forte.
- Ah não princesa, não quero me soltar de você nunca mais. – ele disse manhoso.
Eu ri.
- Amanhã – eu quase disse amor – E você ainda tem que terminar com a sua “peguete”, antes que eu azare a cara dela.
Ele gargalhou tão gostoso que eu quase desisti de ir embora. Ele pegou a sua varinha que estava no chão, depois pegou na minha mão, era incrível como meu coração acelerava ao menor toque dele.


TIAGO.
Eu simplesmente perdi a linha de raciocínio, quando eu ouvi a minha princesa dizendo que precisava ficar comigo, para eu, por favor, ficar com ela eu saí de mim, eu a puxei para perto do meu corpo e colei meus lábios nos dela, seus lábios tem o gosto mais maravilhoso que eu já provei, quando minha língua encontrou a dela eu achei que fosse explodir de tanto desejo, quando ela passou suas mãos macias pelas minhas costas eu desejei que o tempo parasse ali para sempre.
Eu não tenho muito que falar desse momento, só que foi o mais feliz da minha vida, eu nunca beijei mulher nenhuma como eu a beijei e eu queria muito mais que beijar, eu queria pegar ela nos meus braços e fazer dela minha mulher ali mesmo, tamanho o desejo que ela desperta em mim, mas ao que parece ela se assustou um pouco quando eu pressionei minha ereção contra ela para que soubesse exatamente o estado que me deixava. Cedo demais ela pediu para ir embora, e eu sei melhor do que ninguém de que não se deve pressionar Lílian Evans, até porque ela me lembrou que eu tinha que terminar com a minha “peguete” – “Peguete” só a minha princesa mesmo.
:)

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