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5. O visitante estrangeiro


Fic: Além dos livros FW-HG Long


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Capítulo 5


O visitante estrangeiro


 


 


Fred e Hermione trocaram algumas correspondências por coruja, conversas informais e sobre nada específico. Porém, não voltaram a se encontrar. Hermione, por saber muito bem o que sentia. Aquela aproximação era ótima, mas sabia que estava entrando na zona da amizade. E, por mais que tentasse esquecer, as palavras de Fred, ainda martelava dolorosamente em seu coração - Ela ficou brava quando meu irmão constatou que ela era uma garota no quarto ano, mas vamos combinar que ela não colabora. Não tem corpo de uma garota comum. Aposto que é virgem, é sem graça, só sabe andar com seus livros para cima e para baixo. O beijo deve espantar até os dementadores...


 


Fred, por outro lado, queria vê-la. Mas, não queria. Aquele era um campo perigoso. Era difícil admitir que seu irmão tinha razão. Adorava provoca-la. Parecia um garotinho babaca ao lado dela. Apenas para ter um pouco da atenção da morena. Só que suas brincadeiras nunca davam muito certo. E ele sabia que não conseguia controlar-se. Simplesmente, nunca havia sentido nada daquilo antes. Ao mesmo tempo em que queria ficar com Hermione, não queria um compromisso. Queria tê-la em seus braços, beija-la. Só que ele não queria ser feito de tolo mais uma vez como havia acontecido com Hellen.


 


A festa seria sábado à tarde. Almoço, jogos, muitas comidas e bebidas como era típico em qualquer reunião realizada no jardim da Toca. Hermione chegou em sua casa cansada. Tinha recusado o convite do happy hour. Gostava do pessoal com quem trabalhava, mas o sábado já seria extremamente cansativo. Pediu uma pizza e abriu uma garrafa de vinho. Foi escolher um filme para assistir. Queria algo leve e divertido. Seus dedos percorrendo os títulos até parar em um. Aquele filme lembrava sua infância. Seu gosto por livros. Seus pais. Fora o primeiro filme que vira no cinema. Lembrava-se do medo que sentiu. Da alegria. Das lágrimas. Lembrava-se que saíra segurando as mãos de seus pais. Pulando entre eles. Foram para uma livraria e eles deixaram que ela escolhesse quantos livros quisesse. Puxou a caixa de DVD. Deixou tudo pronto esperando pela pizza. Arrumava algumas coisas enquanto bebia sua taça de vinho. A campainha tocou e foi até lá com o dinheiro.


 


- Fred?!


 


Ele sorriu, meio sem graça, meio feliz por vê-la.


 


- Posso entrar?


 


- Claro... – ela falou, guardando o dinheiro no bolso e dando passagem para ele – Como você está?


 


- Bem e você?


 


- Bem também – Hermione pensou que, sem dúvida, aquele era o pior diálogo de sua vida. Silêncio.


 


- Estava na vizinhança e – ele foi interrompido pelo som da campainha – Esperando alguém? – ela notou a frieza no tom dele.


 


- Sim – Hermione fez uma pausa – O entregador de pizza. Quer ficar para jantar? – perguntou enquanto refazia o caminho para porta. Fred ficou parado. Meio desconfortável e estudando o ambiente da sala pequena, mas confortável. Hermione olhava para ele. A pizza em sua mão – Então? Fica? – perguntou olhando dele para pizza.


 


- Claro. Eu te ajudo – Fred falou pegando a pizza da mão dela e colocando sobre a mesa de jantar. Hermione sorriu e mudou a pizza para a mesinha de centro.


 


- Espere por mim no sofá – ela saiu e voltou com o vinho, taças e guardanapo. O que não podia carregar flutuava ao seu lado. Fred, em silêncio, ajudou-a a organizar as coisas sobre a mesa. Ela serviu os dois. Sem talheres, claro.


 


- Você faz muito isso?


 


- Às vezes. Tudo bem assistirmos a um filme?


 


- É daqueles romances que todas mulheres insistem em assistir? Se for, eu não quero. Hellen me fazia assisti-los sempre – assim que falou no nome da ex-namorada, arrependeu-se. Sabia perfeitamente que ela e Hermione nunca se entenderam.


 


- Não sou como Hellen – e sem dizer mais nada apertou o play do controle remoto.


 


- História sem fim? – ele perguntou – É realmente uma história sem fim?


 


Hermione não pôde segurar uma risada.


 


- Filme é algo trouxa, Fred... Como poderiam fazer um filme que não tem fim?


 


- Sei lá... Os trouxas têm cada ideia... Sobre o que é o filme?


- Por que não assistimos em silêncio? – ela sugeriu.


 


- Só quero saber do que se trata... – a morena apertou o pause.


 


- A história de um menino que começa ler um livro-


 


- Ah, claro. Tinha que ter um livro...


 


- Ele começa a ler um livro - ela continuou ignorando o comentário – Só que aos poucos vai percebendo que começa a fazer parte do livro. Ele entra na história e conhece seres fantásticos, como um gigante de pedra, dragões...


 


- Mas esses seres realmente existem.


 


- Não no mundo trouxa, Fred... Isso tudo é fantasia no mundo trouxa. Essas coisas apenas existem em livros e filmes... Será que podemos assistir? – ele concordou.


 


Ao final do filme, Fred viu que Hermione tinha lágrimas nos olhos. Sentiu vontade de abraçá-la.


 


- Foi a primeira vez que fui ao cinema... ver esse filme... com meus pais. – Fred não sabia o que fazer. Sua mão foi em direção à mão dela. Queria passar um pouco de conforto. Apoio. E, por motivos egoístas, sentir o corpo dela. Só que não teve coragem. No meio do percurso, sua mão foi até a mesa pegar a garrafa de vinho.


 


- Sinto muito.


 


- Eu estou bem – ele serviu as duas taças – Você comeu meu café da manhã – falou sorrindo ao ver o olhar interrogativo.


 


- Quando estou sozinha sempre sobra o suficiente para, pelo menos, mais duas refeições. Uma delas, o café...


 


Fred olhou para a caixa vazia de pizza.


 


- É... nós, Weasley, temos um fraco por pizza.


 


- Eu diria por comida de qualquer tipo...


 


Ambos riram. Era bom sentir que podiam passar noites assim.


 


***


O mês de julho era um mês quente. E não poderia ser diferente naquela tarde de sábado que estava sendo realizada a pequena festa para Hermione. Ela deveria estar demente ao concordar com os planos de Gina. Aliás, ela realmente não andava bem por mudar tanto de opinião. Parecia que, agora, ela se tornara uma “quase amiga” de Fred. Aquela pessoa para passar o tempo quando não havia nada mais interessante para fazer.


 


Sabia que os gêmeos não apareceriam até o início da festa, pois a loja estava aberta. Os meses que antecediam a volta às aulas era um dos mais movimentados. Bandejas com diversas comidas, copos, estavam enfeitiçadas para encher-se quando esvaziadas. Hermione estava nervosa.


 


A ideia de conhecer outro cara na frente de Fred não a estava animando. Ainda mais por que sabia que Gina faria de tudo para que seu irmão sentisse um ciúme desnecessário. Fred era apenas possessivo, como Ron. Isso não significava que Ron fosse apaixonado por ela. De forma alguma. Mas, pensar em Fred com outra garota, era reviver o que tinha passado quando ele namorava com Hellen. E aquele sentimento era horrível.


 


***


 


Fred chegou acompanhado do irmão, claro. Vê-lo era sempre uma explosão de sentimentos. Algo que parecia sempre novo. Arrebatador. O sorriso. O jeito de andar. A maneira como os fios vermelhos se mexiam. Era tanta mistura de emoção que seu coração não sabia se batia rapidamente ou se parava repentinamente.


 


- Olá, Hermione.


 


- Olá, Fred. George.


 


- Mione. Tudo bem? Se me dão licença, vou pegar algo para beber. Muito calor – ele piscou para o gêmeo e saiu na direção da mesa de bebidas.


 


- Muito trabalho hoje? – ela perguntou.


 


- Sim. Sábado é um dos piores dias... – um silêncio caiu entre os dois até que Fred falou – Gostei da noite de ontem.


 


- Sim, eu também. É bom quando conseguimos ficar em um mesmo ambiente sem haver brigas ou discussões.


 


- Concordo. Podemos repetir, o que acha? – ela estava prestes a responder, quando George voltou acompanhado de Angelina. Lee chegou e mais tarde o círculo aumentou com a presença de Luna e Katie.


 


O grupo conversava e ria. Por mais que Fred tentasse ser discreto em seus olhares, ele não conseguia. Era muito melhor ver Hermione assim, relaxada, rindo do que quando a provocava. Apesar de ser impossível, quase impossível, controlar-se em alguns momentos.


 


- Por toda a beleza de Apolo, quem é aquele acompanhando sua irmã e Kathy? – exclamou Angelina sem ligar para cara de ciúmes de George que seguiu o olhar da namorada. Suspiros femininos foram ouvidos.


 


- Gina... – Hermione falou num suspiro sem conter o riso ao ver o homem que andava entre sua amiga e a outra jogadora de quadribol. O andar dele e a beleza que irradiava de si fez com que a festa praticamente parasse. Não se tratava mais de Hermione. Apenas daquele rapaz bronzeado e de sorriso fácil, com dentes alvos e andar gingado e sedutor. Um andar típico de um homem que sabe muito bem a beleza que possui. E não esconde esse conhecimento. Pelo contrário. O trio andava direto para onde Hermione estava. Os homens olhavam de forma desconfortável, sabendo muito bem que aquele era um homem que faria qualquer mulher perder a cabeça. A mão de George foi rapidamente para a cintura de Angelina, aproximando-a ainda mais de si.


 


- Oi, pessoal! Vocês já conhecem Kathy! Esse é o irmão dela, Eric Rodriguez. Ele acabou de chegar da Espanha! – Gina começou a falar o nome de todos que estavam na roda. Eric cumprimentava os rapazes com um aperto de mão firme e as mulheres com um aceno de cabeça e um sorriso. – E, essa, é Hermione.


 


- Então, você é Hermione. Gina queria que nos conhecêssemos. – ele pegou a mão de Hermione, sem deixar de encarar os olhos dela beijou sua mão e sussurrou algo em espanhol.


 


Kathy balançou a cabeça conhecendo muito bem o jeito do irmão. Gina sorria. Harry chegou de repente, correndo e abraçando a mulher possessivamente. Eric deu um sorriso maroto, sabendo que causava esse efeito em maridos e namorados.


 


- Onde posso pegar algo para beber? – perguntou ainda olhando para Hermione, as mãos em seus bolsos. Seus cabelos castanhos escuros modelavam o rosto másculo e bronzeado. Usava uma camiseta branca e por cima uma camisa azul turquesa aberta, vestida de forma quase despojada, dobrada até a altura do cotovelo. A calça caqui creme acompanhada do sapatênis, davam um ar social esportivo como se ele fosse um modelo saído de uma revista. Os olhos brilhavam. Era de um azul escuro. Elétrico. Tão alto quanto Rony e com músculos bem distribuídos. Na certa, um jogador de quadribol, batedor ou goleiro, provavelmente.


 


- Hermione, mostre para Eric onde estão as coisas. Afinal, você é a grande homenageada da festa! Seja uma boa anfitriã! – Hermione não pôde evitar o rubor, saindo acompanhada do recém chegado. Molly apareceu na roda, querendo saber quem era o convidado misterioso. Mas, calou-se ao ver para onde todas as mulheres olhavam e, nem ela, pôde deixar de inclinar um pouco a cabeça para ver o andar e a bunda perfeita e redonda do espanhol.


 


- MÃE! – Fred gritou. Tirando Molly e as outras mulheres do estado de estupor – Na boa, Gina, quem é esse cara?


 


- Ele é meu irmão, Fred... Cuidado com o que fala... – disse Katherine, começando a entender os motivos da amiga. Fred calou-se contrariado e olhou em direção para onde Hermione foi com Eric. Os dois conversavam. E Fred xingava sua irmã mentalmente. O maldito espanhol era bonito. Bonito não, a julgar pela expressão do mulheril, o cara era mais do que bonito. Até sua mãe, SUA MÃE, Molly, olhara para o babaca, com a pele que mais parecia uma torrada que passou tempo demais dentro do fogão. O grupo começou a dispersar. E Fred ficou parado. Com sua bebida. Ruminando palavrões e pensando em diversas peças. Para sua irmã. Para Katherine. Para Hermione. E para o babaca que havia acabado de chegar e roubar sua paquera. Paquera, não. Sua garota. Por que Hermione não sabia que tinha dono, mas Fred sabia.


 


Enquanto isso...


 


- Soube que essa festa é uma pequena comemoração em sua homenagem – o sotaque espanhol era extremamente sedutor, na opinião de Hermione.


 


- Ideias da Gina... – ela serviu uma garrafa de cerveja amanteigada para ele e pegou outra para si.


 


- Trabalha em quê?


 


- Comecei a trabalhar na Confederação Internacional da Magia.


 


- Sério? Você parece nova, é um cargo difícil, não?


 


- Bom... Um pouco. Recebi uma proposta e acabei aceitando. E você? Trabalha em quê?


 


- Eu administro uma empresa, uma editora de livros para autores novos e desconhecidos.


 


- Que interessante! Adoro ler! Será que conheço algum? – Hermione perguntou animada.


 


- São livros lançados apenas na Espanha. Por isso vim para cá, quero ampliar meu mercado.


 


- Gosta de ler, então? – Hermione odiou-se profundamente pela pergunta. Gosta de ler? O cara trabalha com livros! Hermione xingava-se mentalmente.


 


- Não gostava até ler um livro, um livro veio para em minhas mãos. Depois desse livro... minha vida mudou. Comecei a ler. Devorar livros e mais livros. Até que um dia, em um bar, um moço aproximou-se falando sobre um livro que ele tentava publicar. Mas ninguém o conhecia, então ninguém lia seu trabalho. Por isso ele vendia o livro – um monte de pergaminho junto – para difundir suas ideias. Comprei, li e gostei. Precisava de algumas mudanças, troca de palavras,... A partir daí comecei a me dedicar a isso.


 


- E qual livro foi esse que mudou sua vida?


 


- Hogwarts, uma história – Hermione não pôde esconder sua surpresa. Eric sorriu internamente. Mudou suas feições e disse:


 


- Sei que é considerado um livro chato, mas... É tão fascinante! Tive vontade de voltar no tempo só para estudar em Hogwarts e conhecer todas as maravilhas descritas naquele livro! Pareço um idiota, não?


 


- Não... – ela tentava achar as palavras – É... bem, é que é meu livro preferido. Tenho várias versões, edições especiais,...


 


- Sério? – ela assentiu calada – Bonita, inteligente e com bom gosto para leitura... – Eric aproximou-se lentamente, sorrindo de lado e falou num tom que fez seu sotaque ainda mais presente – Não é um sonho, é?


 


Gina chegou acompanhada de Harry. Kathy foi para o portão esperar seu marido, que sofreu um pequeno atraso.


 


- Vejo que estão se entendendo – Hermione deu um passo para trás, notando o quão próxima estava de Eric. Ele, no entanto, deu um passo para frente, encurtando novamente a distância.


 


- Sim, sua amiga é uma pessoa muito interessante – os olhos azuis fitavam os olhos de Hermione. Gina sorriu. Não imaginava que ele era tão perfeito.


 


- Minha mãe mandou chama-los. O almoço será servido.


 


Eric fez sinal para que Hermione fosse à frente, colocando uma mão nas costas dela. A mão subiu, deslizando até o ombro e parou ali. Hermione sentiu seu corpo tremer sob aquele toque que poderia ser ingênuo, mas com Eric... tudo transbordava sensualidade.


 


Ao longe, Fred observava tudo. Raiva em seus olhos. Nunca tinha sentido ciúme. Não como naquele momento. Com Hermione tudo era diferente. Se havia sentido vontade de socar seu melhor amigo por ousar tamanha proximidade com sua garota, era inimaginável os feitiços que passavam por sua cabeça ao encarar Eric. Eric e a mão no ombro dela.


 


- Fale com ela – ouviu Lee dizer.


 


- Falar o quê? Não tenho nada para falar.


 


- Fred, ela gosta de você. Será que não percebe? Convide-a para sair ou para um jantar. Só não invente de convidar outra pessoa,... Nem o mais idiota dos caras comete um erro desses...


 


- Lee, ela é território proibido.


 


- Isso é besteira, cara! Se ela é território proibido para você, esqueça-a. – Lee sabia que seria uma grande provocação, mas... – Deixe o espanhol conquistar a bela Hermione. E, ao invés de jantar na sua casa, é na casa dele que ela estará.


 


- Ela acabou de conhecê-lo!


 


- Pois, é... mas parece que ele veio para ficar. E pelo pouco que eu vi, o cara não precisa de muito para que uma mulher se apaixone por ele.


 


- Hermione não se apaixonaria por um babaca bronzeado como ele! – Fred falou olhando para o amigo.


 


- Não? Bom, se eu gostasse de uma garota como Hermione eu já teria a convidado para sair, ao invés de ficar com desculpas como “território proibido”. Porque, para ele,... ela não tem nada de proibido. Aliás,... ele acabou de conhecê-la e as mãos dele já estão no ombro e nas costas dela... Imagina daqui uns dias? Além do mais... dizem que os espanhóis são grandes amantes... – dizendo isso, Lee afastou-se para evitar qualquer resposta física do seu amigo.


Fred caminhou em direção às mesas, tentando alcançar Hermione. Viu que Eric puxou uma cadeira para ela e sentou-se ao seu lado direito. O ruivo praticamente correu, sentando-se do lado esquerdo de Hermione.


 


- Você está bem, Fred?


 


- Sim... Apenas... queria saber...


 


- Quer uma taça de vinho? – Eric falou do outro lado e Hermione virou o rosto. Fred xingou em voz baixa enquanto a ouviu aceitar a bebida oferecida pelo outro.


 


Hermione tentava dividir a atenção entre os dois homens, já ficando com dor no pescoço de tanto virar para esquerda e para a direita. Antes de a sobremesa ser servida, Artur levantou-se com um copo na mão.


 


- Essa é uma pequena cerimônia, uma pequena comemoração perto do que nossa Hermione conquistou. Uma bruxa, nascida de família trouxa, que lutou para conquistar seu lugar. Mostrou-se a bruxa mais inteligente não só da sua idade, mas muito mais esperta que bruxos mais velhos que conhecemos por aí. Chegou como amiga de Ron tantos anos atrás. Hoje, é parte da família. Nossa segunda filha. Hermione. – todos aplaudiram e, aos poucos, o som das conversas foi voltando até ser interrompido novamente. Hermione abriu os olhos assustada, ao ver que Eric ficara em pé.


 


- Boa tarde. Sou novo aqui, apenas o irmão da Kathy, amiga da Gina. Cheguei e foi recebido muito bem, por todos. Essa é uma família de muita sorte. Acabei de conhecer Hermione e tenho certeza que todas as palavras são poucas para descrever uma pessoa... uma mulher como ela. E, posso dizer, com certeza, que também tenho sorte... por ter tido a oportunidade de compartilhar essas poucas horas com ela. Horas que espero tornarem-se dias, semanas... anos de amizade. Ou quem sabe mais, não? – ele falou piscando e todos riram. Exceto Fred. George engoliu a risada ao ver o olhar irritado do seu gêmeo.


 


Alguns convidados foram embora, Gina e Harry mudaram de lugar. Ron continuava uma conversa animada com Lee, sobre quadribol. Hermione ainda estava entre Eric e Fred. Harry, Gina, Kathy e Jonas (seu marido) sentados à frente. Luna do outro lado de Eric. George e Angelina ao lado de Fred.


 


- Onde ficará hospedado? – Gina perguntou. Harry rolou os olhos.


 


- Ainda não sei. Estou, temporariamente, no Caldeirão Furado. Porém, não dá para ficar meses por lá.


 


- Por que não fica na casa de sua irmã? – Luna perguntou inocentemente.


- Nossa casa está em reforma. Mal conseguimos ficar lá – ela disse segurando a mão do marido sob a mesa. Ele, tampouco, concordava com aquela loucura.


 


- Ohhh o Caldeirão Furado realmente... é uma furada para ficar muito tempo.


 


- E você pretende ficar tanto tempo assim? – Fred perguntou. Hermione olhou indignada perante a pergunta mal educada. Eric pareceu não se abalar.


 


- Sim, pretendo. Vim para ficar ao menos um ano. Só que agora... há mais coisas que me prendem aqui além do que meu trabalho – Eric disse a última frase olhando para Hermione. Fred murmurou algo como cantada barata. Angelina suspirou.


 


- Ah! – Gina exclamou alto batendo palmas. Todos olharam espantados. Hermione sentiu o rosto queimar, entendendo o que viria a seguir – Tive uma ideia ótima! Por que você não mora com Hermione?


 


- Isso seria algo beeem interessante – falou Luna de modo sonhador.


 


- Morar com ela? Morar... com ela? – Fred começou a repetir de forma gaguejante – Morar... com... ela.. com Hermione?


 


- Sim! Ela tem um quarto vazio, não tem? – Gina tornou a falar.


 


- Sim, eu tenho...


 


- Então! Resolvido!


 


- Gina,... e desculpe por isso Kathy, mas... ela nem conhece o cara. Hermione não pode deixar um cara que ela não conhece morar na mesma casa. Hermione, você não pode deixar. Você não vai deixar, vai? – Hermione encarou os olhos de Fred. Os azuis não eram como os de Eric. E ela viu que aquilo realmente, o estava ferindo.


 


- Hermione, seria ótimo! – ela voltara-se para Eric – Ter não apenas um lugar para morar, mas uma amiga! Posso?


 


Era para isso que ele estava lá. Para ela dizer sim e ter se vingar de Fred. Só que ela não queria ter Fred daquele jeito, mas aquele jeito era o único que fazia Fred olhar para si.


 


- Claro que pode, Eric. Será um prazer... – ela voltou-se para Fred e viu que o lugar estava vago. Viu as costas do ruivo andando com pressa. Levantou-se e correu para alcança-lo.


 


- Fred! FRED! – o ruivo parou e ficou de costas alguns instantes antes de voltar-se para ela – Onde você vai?


 


- Dar uma volta – falou numa calma fingida.


 


- Você sabe... Fred... Eu... Bem... Dividir o apartamento com Eric não significa que precisamos mudar as coisas entre nós.


 


Hermione sentiu uma mistura de sentimentos passar pelos olhos azuis claros. Ele olhou para baixo. Fechou as mãos com raiva e olhou para ela novamente.


 


- As coisas entre nós?


 


- Sim... Ontem foi legal, concor-


 


- As coisas entre nós? Não existe nós, Hermione. Você não passa da amiguinha do meu irmão caçula. Uma ratinha de biblioteca.


 


Ela viu Fred aparatar e apesar das palavras dele terem doído, dessa vez, sentiu que mereceu a agressão.


 

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Comentários: 3

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Enviado por Mariana Pattinson em 09/07/2012

- História sem fim? – ele perguntou – É realmente uma história sem fim?
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK não aguentei, morri de rir SAOPKSAOPKSOAPKS
continue, você é ótima...
beijos, M. 

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Jheni weasley em 28/09/2011

To amando a fic, vc escreve muito bem. Parabéns!!!!!

Bjus!!

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Jheni weasley em 28/09/2011

To amando a fic, vc escreve muito bem. Parabéns!!!!!

Bjus!!

Nota: 5

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