FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

11. Capítulo Onze


Fic: Uma Dança Através Do Tempo Capítulo 11 e 12 POSTADOS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Ginny despertou com uma dor intensa. Pôs um braço ao redor de seu estômago e gemeu, sabendo imediatamente do que se tratava. Por que ela não pensou em trazer uma caixa de absorventes extras em seu bolso antes de vir para a Idade Média? O mais próximo que ela podia dizer, era que tinha estado na Escócia por três semanas. Incrível como o tempo voava quando se saltava através dos séculos.


Ela não ousou se mover, não sabendo o quanto o dano já tinha se espalhado. Ela observou ao seu redor para encontrar Harry dormindo profundamente na frente da lareira.


— Harry. — ela o chamou suavemente. — Harry, acorde.


Ele se sentou rigidamente, sua espada já em suas mãos.


— O quê? — ele perguntou, olhando ao redor com olhos assustados. — Malfoys?


— Harry, não estamos sob cerco. Preciso que você me consiga um bacia d’água e alguns panos. E depois você pode ir para o salão por alguns minutos enquanto eu cuido de alguns assuntos.


Ele olhou para ela de maneira perplexa.


— Que assuntos? Por que você precisa de água? É meio da noite!


— Harry, — ela disse pacientemente, — é meu período do mês.


O olhar perplexo não abandonou seu rosto.


— Para quê?


Ela gemeu.


— Para não poder ter um bebê, é para isso.


— Por que você se preocuparia sobre ter uma criança?


— Não seja tão estúpido! Estou sangrando, Harry.


— Você está sangrando! — ele saltou do chão. — Quem fez isto com você? — ele exigiu. — Quem tocou em você enquanto eu dormia?


O som de pés correndo retumbou pelo corredor. Logo começaram a bater na porta.


— Pai, abra! — chamou James, freneticamente.


— Harry, comande-me! — gritou Malcolm, da mesma maneira frenética.


Ginny baixou seu rosto entre suas mãos e gemeu de vergonha.


— Harry, é apenas algo que acontece com as mulheres todos os meses. Você não sabe?


Obviamente que não.


— James, fique quieto! — trovejou Harry. Ele se ajoelhou na cama e pousou sua mão sobre seu ombro. — Que mistério é esse?


Ela suspirou.


— Traga-me água e panos, e depois vá embora. Depois que tiver cuidado das coisas, eu vou contar a você tudo sobre isso.


Ele imediatamente fez como ela pediu. Retornou com os artigos solicitados, seu rosto tão branco quanto um papel. Ginny o afugentou do quarto e às pressas fez o melhor que podia com o que estava disponível.


Harry atravessou a porta no momento em que ela disse que ele podia voltar. Ele apoiou sua espada contra a mesa e se sentou na beirada da cama.


— O sangramento parou?


Ele parecia tão mal quanto ela se sentia. Ela assentiu, tentando sorrir decentemente.


— Está tudo bem. Acontece todos os meses.


— Deus me ajude.


Eram exatamente os sentimentos dela. A preocupação de Harry quase foi suficiente para fazê-la se sentir melhor. Ela recostou a cabeça contra o travesseiro e se acomodou.


— Eu sinto muito por ter acordado você assim.


Ele ignorou seu pedido de desculpas.


— Fale-me sobre este mistério feminino. Parece um poderoso aborrecimento.


— É. E eu não vou lhe dar nenhum detalhe.


— Eu sei de cavalos e homens. Não sei nada de mulheres, e gostaria de aprender mais. Agora.


Bem, ele poderia dizer que queria saber mais, mas Ginny podia garantir que ele não quereria saber todos os detalhes, não importa quão liberado ele soasse no momento.


— É só algo que meu corpo faz todo mês para que eu não tenha um bebê.


— Todo mês? — ela a olhou com incredulidade.


— Sim.


Ele esfregou a mão por seu rosto.


— Santos no céu, vocês mulheres são criaturas estranhas. Estou poderosamente contente por ser um homem. Agora, quanto tempo esta sua tortura vai durar?


— Três ou quatro dias. Somente o necessário para me pôr incrivelmente mal-humorada.


— Mal humorada?


— Irritada. Nervosa.


— Fantástico. — ele grunhiu. Ele a olhou de perto. — Você ainda está com dor?


— Um pouco.


— Você está mentindo.


— Estou sendo valente.


Aye, você não seria outra coisa mais, não é? — ele pegou sua mão e a atraiu para seus lábios. Beijou os nós dos dedos. — Descanse, valente. Cuidarei para que você fique bem.


— Obrigada, Harry.


— Você deveria. Santos, Ginny, mas você me transformou em um tolo insensato.


Ginny sorriu. De alguma maneira as câimbras não pareciam tão ruins quando ela tinha os grunhidos medievais de Harry para distraí-la.


 


 



 


Harry esperou até que Ginny voltou a dormir antes de mover-se. A vela na pequena mesa ao lado de sua cama emitia uma tênue luz; luz suficiente para ele ver a escuridão abaixo de seus olhos. Como ela podia sobreviver a tal aflição todo mês?


Ele se recostou contra o dossel da cama e a observou. Era estranho as coisas que ele nunca aprendeu, por não ter uma mulher no castelo. Ele tinha sido rejeitado por uma moça da aldeia, uma vez, porque ela disse que o momento não era adequado. Ele assumiu que era algum tipo de superstição na qual ela acreditava. Talvez ela tivesse sido vítima dessa tortura mensal também.


Ele se levantou antes do amanhecer e caminhou ao redor de seu castelo, tentando entender o que sentia. O pensamento de alguém ter machucado Ginny o deixou furioso, uma força que ele nunca tinha sentido antes. Pensar que ela sofria, no andar de cima, revolvia suas vísceras.


Maldição, mas era aterrador pensar que ele podia realmente gostar da menina.


Ele entrou em seu quarto para encontrar James e seus companheiros pairando ao redor dela ansiosamente.


— Qual é o significado disto? — ele berrou.


James ficou de pé em um salto, e o resto dos rapazes se dispersaram como folhas ante um vento forte.


— Estávamos animando-a. — disse James.


— Harry, deixe-o em paz. — disse Ginny, franzindo o cenho.


— Fora! — ordenou Harry, apontando para a porta. — Ela precisa descansar.


Os rapazes imediatamente se foram. James saiu mais lentamente. Harry pegou seu filho pelo pescoço e o sacudiu.


— Vá treinar, filhote.


Aye, pai.


Harry soltou seu filho, então se moveu para ficar ao lado da cama. Ginny não parecia muito melhor do que na noite anterior. Ele serviu-lhe uma taça de vinho, depois se acomodou na cama enquanto ela bebia.


— Estou contente por ver que você está agüentando esta dor corajosamente. — ele observou.


— Muito malditamente obrigada, brutamonte.


Ele ergueu uma sobrancelha.


— Ah, entendo. — ele disse. — Este então é o mau humor do qual você falou, aye?


— Certamente que é. — disse ela, lançando um olhar de irritação para ele. — Você tem algum problema com isso?


— Julgando pelo olhar em seus olhos, milady, penso que seria sensato dizer que aye.


Ginny o olhou silenciosamente por um momento, e depois riu.


— Oh, Harry, você é simplesmente inestimável. — ela se deteve, então fungou. — Não sei o que faria sem você.


Santos misericordiosos do céu, agora parecia que ela iria chorar. A mulher não era estranha, era maluca. Como ela podia olhá-lo um momento, rir no próximo, então chorar? Harry se levantou rapidamente, antes dela fazer qualquer outra coisa que ele não entendesse.


— Não se levante até que eu diga que você pode fazê-lo. — ele ordenou, então fugiu de sua câmara.


Ele podia jurar que ouviu o som de uma taça batendo na porta.


 


 


 



 


A próxima vez que ele retornou, pela tarde, foi para ouvir Ginny tecer histórias para Joanne. Joanne tinha se transformado em uma bela garota. Não era de se estranhar porque James a manteve coberta com sujeira e esterco todos aqueles anos. Harry riu, no dia anterior, pelos ferimentos que seu filho infligiu em seus companheiros por terem-na observado.


Ginny já tinha dado para Harry uma aula sobre cuidados e alimentação de Joanne pela manhã. Depois ele recebeu instruções de acelerar a construção do quarto de Joanne. Isso tinha sido durante outro turno de mau humor quando Harry ficou um pouco temeroso que Ginny se levantasse da cama e cravasse sua adaga nele, caso discordasse dela. Ele cruzou o quarto até a lareira, quando ela disse-lhe o que fazer, então fugiu novamente antes dela poder lançar qualquer outra coisa, ordens ou taças, nele.


Agora as cortinas da cama estavam fechadas ao pé da cama, e Harry sabia que Ginny e Joanne não podiam saber que ele estava escutando.


As histórias de Ginny eram encantadoras, mas irremediavelmente impraticável. Desde quando um homem arriscava tudo pela mulher que amava? Que homem seria tolo o suficiente para se apaixonar por uma mulher que percorria qualquer distância para fazê-la sua? Era um completo disparate.


Mas Ginny realmente podia criar uma bonita história. Ela lhe havia dito que era uma contadora de histórias em seus dias, só que as escrevia em pergaminhos para outros lerem. Ele não podia imaginar quantos monges necessitaria, escrevendo nas madrugadas adentro, copiando livros suficientes para dar a todos no futuro. Ginny disse que, em lugar de homens, eles tinham máquinas que faziam isso. Harry não podia imaginar como era isso, então ele deixou passar.


Mas ela tinha jeito com palavras, e isso ele podia entender. Ele gostava especialmente das histórias com criaturas míticas que ela parecia inventar na hora em que narrava. Cada história possuía uma donzela em algum tipo de problema e um cavaleiro bonito, valente que a salvava. Invariavelmente o nome da donzela era Joanne, e Harry sorriu secamente pela satisfação de Joanne ao fazer tal descoberta.


Os poderosos cavaleiros, contudo, lhe pareciam um pouco familiares, entretanto ele não podia saber exatamente por que. Os rapazes sempre pareciam ter cabelos escuros e olhos verdes e eram extremamente aficionados em exibir sua força em cada ação. Ele se sentiu confuso por algum tempo, depois desistiu. Talvez ele perguntasse para Ginny sobre isso quando tivesse oportunidade.


E, por mais que ele grunhisse para ela, ela simplesmente não deixava de ser maternal com James e seus companheiros. Harry os observava criticamente, enquanto treinavam e não podia notar que estivessem pior, mas a gentileza dela ainda não se encaixava bem com ele. Os rapazes não tinham tempo para uma mãe. Eles cordialmente discordaram.


Tal como fez Joanne. No que se referia a ela, Ginny era um presente do céu. Uma vez que sua cama tinha sido instalada em seu quarto, ela achava impossível ir dormir sem um beijo e uma história de Ginny. Ginny achava isso encantador; Harry achava isso absurdo. Que criança necessitava tais bobagens dando voltas em sua cabeça a cada noite antes dela dormir? Perturbaria seus sonhos.


Mas ele se encontrava rondando na entrada a cada noite, escutando Ginny contar suas histórias para Joanne e gentilmente colocá-la na cama com um beijo. Uma noite, aquela visão até trouxe lágrimas aos olhos. Era um retrato precioso: A mãe amada reclinando-se sobre uma linda criança. Joanne desfrutava com cada grama de suavidade que Ginny lhe dava e florescia ante os olhos do próprio Harry. Às vezes ele tinha que sufocar seu sorriso enquanto via a menina seguir Ginny por todos os lugares, imitando cada um de seus movimentos. Era uma doçura que ele nunca imaginou que veria em sua própria casa.


 



 


 


Na última semana de outubro Harry despertou com fortes golpes em sua porta. Ele se levantou rapidamente do chão, já puxando suas roupas.


Sirius permanecia no corredor, seu rosto pálido.


— É o jovem Innis e sua noiva. E vários outros atrás deles. Senhor, Harry, você não gostará de ver o que fizeram com eles.


— Desperte o castelo. — ladrou Harry. — Deixe James e os rapazes aqui, assim como metade dos homens para guardar Ginny.


Sirius assentiu e se girou antes de Harry poder bater a porta.


— Harry?


Ele acendeu uma vela na lareira e cruzou o quarto. Ginny estava sentada, seu cabelo caia sobre seus ombros, tornando-a mais bela e desejável que ele pensou ser possível. Ele a puxou para ele com um braço e a esmagou contra seu peito.


— Alguns de minha gente foram mortos. — ele disse, com voz rouca. — Deixarei alguns homens para guardarem você. Você estará perfeitamente segura.


— Harry, — ofegou ela, — me preocupo com você! Leve seus homens para que o proteja.


— Vou deixar quem eu quiser deixar, e não haverá nenhuma discussão sobre isso. — ele grunhiu. Beijou-a vigorosamente, tentando deixar uma marca sua que nunca seria apagada. Soltou-a abruptamente. — Fique dentro do castelo. Não vá a nenhum lugar sem Malcolm ou James.


— Tenha cuidado, — lhe rogou ela, com os olhos arregalados.


Ele assentiu brevemente e saiu do quarto.


Os pensamentos o acossavam enquanto ele cavalgava para os arredores de suas terras. Ele apenas levava um grupo de vinte homens, deixando para trás, pelo menos outro tanto, para guardar Ginny. Tinha deixado homens suficientes? Santos, o que ele faria se retornasse e a encontrava machucada? Bem, tinha absoluta certeza que Malcolm e Ian a protegeriam, ou morreriam tentando. Por alguma razão, entretanto, isto não era suficiente para apaziguar sua mente.


Era tarde na manhã quando ele finalmente viu a fumaça ao longe. Não existia um significado para a maldade que os Malfoy tinham feito.


Ele parou no que era o remanescente da primeira cabana. Desmontou devagar, a cena ante ele quase o fazendo passar mal. Seu jovem arrendatário, Innis Potter e sua esposa jaziam no chão, seus corpos nus horrivelmente mutilados.


Harry jogou sua cabeça para trás e deu vazão a um grito rouco de guerra que ecoou na quietude da manhã. Ele montou novamente e enviou sua companhia galopando para o leste com um movimento de sua mão.


Sua agonia se retorcia por dentro até que ele achou que nunca se veria livre da dor. Inúmeras vezes, ele viu o rosto de Ginny no lugar de Heather Potter. Era o corpo de Ginny que ele viu mutilado, os cabelos cortados de Ginny amontoados, os bonitos olhos de Ginny que olhavam o céu sem vida.


Sua respiração se converteu em arquejos. Ele não podia continuar com isso. Como no mundo ele tinha deixado que ela se aproximasse tanto de seu coração? Por que tinha sido tão idiota por pensar que podia não ser influenciado por ela?


Não era muito tarde. Podia enviá-la para um convento. Ou encontrar um marido para ela. Um de seus aliados, Arthur McShane, acabara de perder sua esposa. Ele tinha um pequeno bebê que necessitava de uma mãe. Não era muito atraente, mas possuía um bom coração. Pelo menos ele nunca tinha batido em sua esposa, até onde Harry sabia.


Qualquer coisa que fizesse, teria que fazê-la quando retornasse. Ele a enviaria para longe, e então sua vida voltaria ao normal. Seus homens uma vez mais voltariam a afiar suas espadas à noite acompanhados de gracejos obscenos. Eles não rondariam pela cozinha, de tarde, esperando saborear a criação mais recente de Ginny. James deixaria de mostrar seus melhores modos quando ceava com Ginny à mesa. Os companheiros de James começariam a lançar comida novamente. Isso sempre foi bom para dar algumas risadas.


Mas acima de tudo, ele nunca sentiria terror novamente. Nunca despertaria de noite para se perguntar se ela ainda respirava. Não voltaria a passar horas de joelhos enquanto ela sofria sua dor mensal, rezando para ela se recuperar. Ele nunca mais olharia para outra mulher morta e imaginaria ser a mulher que amava.


Ele endureceu seu coração e sua expressão enquanto fazia seu garanhão cavalgar mais rápido.


Ginny simplesmente teria que ir embora.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.