O foco da minha atenção eram os galhos secos crepitando na fogueira bem a nossa frente. Estávamos a mais de dois meses naquela viagem sem fim, mas com um único objetivo: encontrar Hemione.
Agora que as Horcruxes haviam sido destruídas e Voldemort derrotado, mais nada importava a não ser encontrá-la.
_Queria que Hemione estivesse aqui, ela cozinharia esses cogumelos perfeitamente.
Reclamou Weasley fazendo uma careta para o almoço que tentava engolir. Sem sucesso.
Mirei meus olhos nele enquanto sua irmã lhe dava uma cotovelada nas costelas, tentando repreende-lo. Ele olhou feio para ela enquanto reclamava, quando ao mesmo tempo ela gesticulava na minha direção.
Ele percebendo a gafe que cometera pediu desculpas com os olhos.
Virei o rosto em outra direção e joguei o graveto que tinha nas mãos na fogueira antes de me levantar e me afastar dali.
Há dias eles evitavam tocar no nome ela pra não me magoar.
Desde que começamos aquela busca dupla, eu ficava boa parte do tempo isolado do grupo, e as coisas só se agravaram quando encontramos a ultima Horcruxes dentro de um lago congelado. Na verdade fora Harry que encontrara, mas fora eu que a destruíra, depois de muita confusão com a imagem de Hermione saindo de dentro de medalhão e se atracando com a imagem de Harry e de Rony bem na minha frente. Até explicar que focinho de porco não era tomada... Vocês já devem imaginar o tamanho da confusão. Só depois de mais calmo é que consegui destruir o verdadeiro medalhão por insistência de Harry e de Rony.
Mas não pretendo entrar em detalhes, na verdade quero é esquecer que vi Hermione sendo beijada pelos dois amigos. Estava mais do que claro que eles a viam como uma irmã. Eu é que faltava enxergar isso.
Luna que viera conosco nessa viagem sempre tentava me animar, mas seus pensamentos sonhadores não me tiravam da realidade e do desespero em que meu coração se encontrava.
Essa demora em encontrá-la estava me deixando paranóico e acabava, às vezes, descontando toda a minha frustração neles.
Brigavamos constantemente, mas não nos desgrudavamos.
Pareciamos irmãos que mesmo se desentendendo a beça não desamparava o outro de jeito nenhum. Era até muito meloso por meu gosto.
Quando foi para nós sairmos nessa jornada, minha mãe pirou.
Disse que jamais permitiria que eu saísse à procura do que quer que fosse.
Depois que estava recuperada do susto de saber que eu lutei junto com todos naquela guerra ela resolvel dar um ataque e se rebelar como a mãe mais zelosa que já existiu. O que ela esquecera era que eu não era mais um bebê. Agora eu faria da minha vida o que bem entendesse e era ela que precisava de cuidados excessivos, pois carregava uma doença controlável, mas incurável.
Depois de brigarmos bastante, continuei firme na minha decisão, afinal, agora que ela estava segura e protegida no castelo eu tinha outra prioridade: Hermione.
Sentei-me ao pé de uma arvore e fiquei observando o rio correr entre as pedras. O sol entrava fraco entre as folhas das arvores e deixava aquele local parcialmente claro. Embora em poucas horas ficaria tudo escuro.
Pensava a todo instante nela. Se estava bem. Se havia fugido. Se andava por ai sem rumo. E o pior, se continuava nas mãos daquele desgraçado do Zabini. Essa última opção me deixava com o estomago nauseado.
Antes de partir, Potter e eu havíamos estado em um dos interrogatórios de um comensal capturado pela ordem. Potter havia pedido e claro, ninguém negaria um pedido desses ao garoto que derrotara o Lorde das Trevas pela segunda vez e definitivamente.
Precisávamos de algumas informações sobre as Horcruxes, embora sabíamos que ele não fazia idéia sobre tais objetos, mas o encontro fora necessário para adquirirmos informações importantes a respeito do paradeiro de outros comensais e de como haviam entrado na escola.
Ele delatara quase tudo.
Sobre quem havia convocado os comensais da morte. E confesso que não fiquei nenhum pouco surpreso ao descobrir que foi Zabini. O infeliz sabia de quase tudo.
Sobre a ausência do diretor naquele dia, sobre meu envolvimento com os grifinórios e sobre meu relacionamento com Hermione. Mas isso ele deixara bem claro quando a levou para longe de mim.
A essas alturas ele devia também saber que seu lorde de merda não mais existia e que nós estávamos mortos.
Mentira obviamente.
Essa nota falsa foi implantada pela ordem e com ajuda de alguns jornalistas, todos no mundo bruxo achavam que estávamos mortos. Sendo assim, estávamos livres para realizarmos nossa missão sem sermos perseguidos pelos comensais que conseguiram escapar naquela noite. O pai de Luna ajudara imensamente nessa missão com a nota implantada primeiramente em sua revista. Ninguém duvidaria da noticia se alguém de prestigio como ele a escrevesse, principalmente se sua filha estivesse envolvida.
_Desculpe o Rony. Às vezes ele diz as coisas sem pensar.
Sorri de lado enquanto via Gina sentar ao meu lado nas folhas secas.
_Não tem problema Gina. Estou acostumado com os deslizes do ‘cenoura ambulante’.
Ela riu enquanto me empurrava levemente com o ombro.
_Não deixe que ele o ouça falando assim. Temos o maior orgulho do nosso cabelo ‘loiro oxigenado’
_Hei, eu sou loiro natural, ta ouvindo?
Gina ergueu uma sobrancelha questionadora e eu a encarei, desafiando-a a dizer o contrario.
De repente desatamos os dois a rir um da cara do outro.
Mas essa risada descontraída foi morrendo aos poucos e ficamos sérios. Voltei a encarar o rio e Gina fez o mesmo.
Eu quebrei o silêncio depois de atirar uma pedrinha na correnteza.
_Será que ela está bem?
Gina me olhou atentamente antes de responder:
_É claro que está. Hermione é uma garota forte. Vamos achá-la. Você vai ter sua namorada de volta Draco e nós a nossa amiga.
_Queria ter toda essa confiança Weasley. Mas às vezes acho que nunca vamos encontrá-la.
_Tenha fé. Vamos achá-la e tudo voltará ao normal.
Ela tocou meu ombro e sorriu.
Eu acenei com a cabeça enquanto via ela se levantar.
Tudo aconteceu em questão de segundos. Foi tão rápido que eu não tive tempo de prever com precisão o que realmente aconteceu.
Ao mesmo tempo em que Gina se levantava eu pulava em cima dela e a tirava do caminho de um feitiço que ricocheteou numa árvore próxima.
Ela gritou chamando a atenção dos outros. Eles nos alcançaram e começaram a disparar feitiços contra nossos agressores, enquanto eu retirava a varinha do casaco e lançava um feitiço protegendo nossos corpos caídos no chão. Harry se aproximou de nós verificando se estávamos bem e continuou a lançar feitiços enquanto nos ajudava a levantar e nos esconder.
Um a um os comensais foram sendo subjugados. Luna lançou um feitiço, petrificando um bem próximo enquanto alguns fugiam sucumbidos a nossa superioridade.
Depois de passado o susto, juntamos os comensais abatidos e os amarramos com cordas conjuradas.
_Tá todo mundo bem? – Potter perguntou depois de verificar pela décima vez se sua namorada estava bem.
_Sim. Acho que sim. – Luna respondeu verificando um corte na testa de Rony. – Rony se cortou, mas não foi nada grave. Ele vai ficar bem.
_Estou bem minha irmã – ele prontificou-se ao ver que Gina correra para seu lado e se abaixara para verificar o tal corte. – Vou ficar bem.
Quando estávamos todos reunidos, sentimos que essa tinha sido por pouco. Aquele local não era mais seguro e era só uma questão de tempo para que Zabini soubesse de nossa farsa.
_O que vamos fazer com eles? – Perguntei olhando os comensais desacordados a nossa frente.
_Vamos entregá-los a ordem. Eles saberão o que fazer...
E quando vi que Potter ia conjurando seu patrono eu o impedi.
_Espere!
_O que houve Malfoy?
_Eles devem saber onde Hermione está.
Harry e os outros ficaram me encarando e eu sabia que eles concordavam comigo em querer verificar.
_Certo. Como vamos fazer isso? – Rony perguntou encarando a todos nós.
_ Ora, isso é fácil. Vamos roubar os pensamentos deles. – Respondeu Gina se aproximando.
_Mas nós não temos nenhuma penseira, Gina.
_Vamos fazer do jeito mais difícil então. – Exclamei vendo o olhar de Harry na minha direção.
_Você não está pensando em...
_Estou Harry – disse interrompendo seu raciocínio. – Acho que desse jeito vai ser mais rápido e poderemos ir atrás dela o quanto antes.
_Mas é um feitiço muito perigoso.
_Não estou preocupado... Eu o treinava com minha mãe desde criança.
_Tem certeza que quer fazer isso? Eu posso fazer isso no seu lugar. – ele se prontificou antes que eu terminasse.
_De jeito nenhum. Eu a meti nessa confusão, então eu tenho o dever de tirá-la. E além do mais sei que estou mais preparado do que você.
_Ok. Mas tome cuidado. Não sabemos o que eles podem fazer com sua mente caso te descubram lá.
_Tomarei cuidado, não se preocupe.
Enquanto todos me observavam eu me sentei no chão e entrei em estado de transe.
O feitiço de transporte da alma era muito perigoso e levei anos para aperfeiçoar. Mas com ajuda da minha mãe eu consegui dominá-lo perfeitamente.
Senti quando entrei na mente do primeiro comensal.
O cara tinha uma mente bem nebulosa e sombria. Atrocidades que ele já havia cometido passaram por mim como flash’s e eu busquei compreender cada visão.
Porém ele não tinha nenhuma informação de Hermione. Parecia que ele não teve nenhum contato com ela durante todo esse tempo.
Sem acordar passei para o segundo comensal.
Com esse tive um pouco mais de sorte. Ele havia observado ela por um buraco através de uma porta de metal algumas vezes, porém a chegada de Zabini no mesmo local o impedia de invadir a sela e abusar dela. Ela aparecia encolhida num canto e chorava bastante.
Suas roupas não eram as mesmas e o quarto era totalmente sem iluminação do lado de dentro, porém quem estava de fora podia enxergar com perfeição o recinto.
Não tendo encontrado nenhuma informação mais valiosa – do que saber que ela continuava viva é claro – passei para o terceiro comensal.
Minha alma já estava bem mais fraca, mas eu ainda conseguiria vasculhar esse terceiro idiota.
Foi como refazer os passos daquele imbecil dentro do casarão.
Eu o acompanhei ao portão de uma casa enorme e bem velha. Passei pelos feitiços de proteção, ele deu uma senha ao comensal que guardava as portas de entrada e caminhamos por um corredor até uma ampla sala. Entramos em outro corredor e o segui por uma escada que descia para um lugar ainda mais escuro. Apenas um archote iluminava o final do corredor. Ele parou bem em frente a uma porta e olhou pelo mesmo buraco que o segundo comensal olhou e sorriu maquiavelicamente. Minha mente projetou a imagem da figura deitada sobre um colchão. Ela não se mexia e tinha os olhos abertos fixados em algum ponto invisível. Vi que olhos do asqueroso a mediram lentamente dos pés a cabeça e automaticamente o vi passar a língua pelos lábios.
Dei um passo em sua direção, mas me detive pensando nas conseqüências.
Senti meu estomago revirar só de pensar naquele idiota tocando o corpo dela.
Vi quando os dentes amarelos e podres apareceram na face do comensal enquanto ele levava a mão à fechadura enferrujada da porta, contudo parando no meio do caminho, pois fora interrompido por uma voz autoritária.
Olhei por cima do ombro do comensal e o vi parado bem ali...
Zabini.
Todo pomposo na sua posição de “novo Lorde das Trevas”.
_O que faz aqui?
_Senhor... Estava verificando a prisioneira, Senhor.
Zabini o olhou carrancudo e como se lesse seus pensamentos em relação à Hermione lançou-lhe uma maldição.
_Saia daqui. Nunca mais quero vê-lo aqui em baixo. – Zabini disse enquanto erguia o comensal com um feitiço e o arremessava contra uma parede.
Mesmo sendo mais baixo que os outros Zabini parecia impor muita autoridade, e todos o respeitavam.
O comensal murmurou com dificuldade algo como “sim senhor” e quando Zabini desfez o feitiço percebi que ele estava sendo estrangulado, pois ao cair ao chão o homem tossiu e respirou com mais dificuldade ainda.
Ele se ergueu, com apoio da parede e saiu aos tropeços daquele lugar.
Observei Zabini abrir a porta e quando tentei olhar pelo buraco da porta ele fechou aquela minúscula janelinha na minha cara, mas antes vi Hermione pela ultima vez. Ela continuava na mesma posição.
Sem outra opção, voltei a seguir o comensal que me levou a uma sala menor e encontrou-se com outros comensais que traçavam um plano para atacar uma vila bruxa no dia seguinte.
Eles tinham um mapa de todo o país sobre a mesa e um calendário com datas marcadas com um “x” preto por dois meses seguidos.
Notei na hora que eram os mesmos meses que eu e a turma havíamos morrido para o mundo bruxo.
Observei quando o número 14 fora marcado no calendário, e calculando as datas, percebi que o ataque seria hoje.
Então se eu não estivesse enganado a imagem na cabeça do comensal havia sido de ontem à tarde.
E quando ele falou sobre o ataque, isso só fez confirmar minhas suspeitas.
De repente tudo começou a ficar desfocado. As imagens começaram a se transformar num borrão e minha alma se enfraqueceu ainda mais e quando vi estava sendo transportado de volta para meu corpo.
Tombei nas folhas secas e senti mãos ampararem minha cabeça.
_Malfoy?!
Ouvi alguém me chamando como se estivesse muito longe.
Aos poucos fui abrindo os olhos e a figura morena foi tomando forma diante dos meus olhos.
Porém aquele tipo de magia consumia muito as forças do corpo humano e assim como Harry tomou forma diante de minha visão ele sumiu por completo assim como a floreta atrás dele. Desmaiei.
(...)
Acordei assustado e suado. A barraca estava silenciosa e vazia. Conseguia ver através de uma brecha uma pequena luz pelo lado de fora. Saí meio cambaleante em direção a fogueira e Luna foi a primeira a me ver.
Olhei rapidamente para lado e vi os comensais abatidos amarrados em uma arvore, totalmente inconscientes.
Os outros apenas seguiram seu olhar e se depararam comigo a poucos passos deles.
Harry e Rony se levantaram ao mesmo tempo e me olharam ansiosos.
_Você está bem? – Potter foi o primeiro a perguntar.
Apenas assenti com a cabeça e antes que me bombardeassem de perguntas eu respondi a principal, afinal era a que mais importava.
_Sei onde ela está. Hermione continua viva e nós vamos para lá agora mesmo.
_Ainda não. – Gina disse se pondo de pé ao lado do namorado.
_O que? – Ele se pronunciou antes de mim.
_Ainda não podemos Harry. Temos que bolar um plano antes de agirmos. Eles já devem saber que estamos vivos e podemos cair em alguma armadilha.
Ela até podia estar certa, mas eu não podia esperar para ir resgatá-la, logo agora que sabia exatamente onde ela estava.
_Gina tem razão. Temos que nos precaver. – Agora foi à vez do irmão da ruiva intervir a favor dela.
_Não posso esperar mais um segundo... – E sem pensar me virei e fui saindo em direção ao riacho, mas não dei nem dois passos e Gina me parou.
_Não seja impulsivo Draco, você ainda está fraco e não vê que assim podemos cair numa armadilha do inimigo.
Fiquei olhando para o rosto da ruiva, analisando cada palavra do que ela dissera.
Droga!
Suspirei irritado.
Ela tinha toda razão.
_Está certo. Você tem toda razão. – murmurei vencido.
Ela sorriu de lado.
_Ok, então. Vamos comer e descansar, sairemos ao amanhecer.
(...)
Fiquei deitado no beliche, mas não consegui dormir. Pensei em cada detalhe da estratégia que bolamos para o resgate de Hermione. Era um pouco arriscado, mas era essencial que tentássemos e a poção polissuco nos daria pouco mais de uma hora, bastava apenas que colocássemos fios de cabelos a mais.
Cansado de ficar deitado, levantei-me e sai da barraca silenciosamente. Gina, Luna e Rony dormiam. Procurei por Potter, mas só o achei quando sai dali. Ele estava ao redor da fogueira e vigiava os prisioneiros.
_Não conseguiu dormir? – Ele perguntou percebendo minha presença.
_ Não. – Respondi enquanto me sentava próximo a ele.
_Eu também não. Estou muito ansioso.
_Acho que todos nós estamos. Não vejo a hora desse tormento acabar e ter Hermione perto de mim outra vez.
_Você gosta mesmo dela, não é?
_Mais do que minha própria vida Potter. Sou capaz de dar minha vida pela dela se for necessário.
Ele ficou calado me olhando. Analisando-me. Mas todo esse silêncio indicava que ele sabia de alguma coisa que eu desconhecia. Eu o encarei e ele pareceu perceber. Acabou desviando o olhar quando eu o encarei com mais determinação.
Realmente ele estava me escondendo alguma coisa, mas ele era astuto demais para deixar a mente aberta perto de um ligemente tão experiente como eu.
_Potter posso te fazer uma pergunta?
_Claro – ele respondeu tão de pressa que me deixou mais desconfiado. – Pode dizer.
_Na última vez que estive com Hermione ela ia me contar uma coisa muito importante, porém Gina nos interrompeu... Você não saberia me dizer qual seria esse assunto tão importante que ela tinha para me contar?
De repente o graveto que ele tinha nas mãos se partiu em dois, tamanha a força que seu corpo exerceu sobre a madeira.
Aquilo me deixou mais alerta e agora eu tinha certeza que ele sabia de alguma coisa, mas estava escondendo de mim a todo custo. Mas uma vez tentei invadir sua mente, porém em vão. Ele bloqueou os pensamentos como nunca havia feito antes em qualquer aula com o meu padrinho.
_Não. É claro que eu não saberia te dizer o que a Mione tinha pra te contar. Ela quase não falava de você quando estava com a gente.
Na hora até entendi o motivo, mas isso não esclarecia o motivo dele estar suando frio bem ali na minha frente.
Aquela história estava mal contada e eu iria descobrir o que era nem que levasse um bom tempo.
_Acho que está na hora de acordar os outros. Temos um resgate para concretizar.
Ele mudou de assunto enquanto se levantava e se dirigia para a barraca.
Eu me levantei e fiquei observando-o se afastar ate desaparecer dentro da barraca, assim que ele sumiu, meu olhar caiu sobre os comensais desacordados e amarrados e sorri de leve.
Seria hoje que Hermione voltaria para mim. Estava mais do que determinado a realizar meu objetivo.
Fui até eles e arranquei vários fios de seus cabelos para colocarmos na poção que nos transportaria para dentro sem problemas, em seguida enviei meu patrono ao aurores dizendo a localização dos comensais.
(...)
Aparatamos bem próximos ao bosque, perto da mansão velha. Tirei do bolso três sacos com os fios de cabelo dos prisioneiros e entreguei um a Harry e outro a Rony.
Gina transfigurou nossas roupas para que parecessem com as dos comensais e apreensivos e nervosos começamos a por em prática nosso plano altamente ousado.
Passamos pelo segurança da porta com facilidade. O idiota liberou a passagem assim que viu quem era e que tínhamos valiosas prisioneiras.
Daí por diante segui meus instintos e a visão que havia adquirido do verdadeiro comensal ao qual eu usurpava a identidade.
Passei pela sala onde na minha visão encontrava-se os mapas dos ataques a vilas trouxas e bruxas e os pontos vermelhos haviam aumentado.
Outros capangas de Zabini se engraçaram com as meninas, mas nós três não permitimos que eles se aproximassem delas alegando que nós seriamos os primeiros a se divertirem.
Zabini apareceu e eu não me segurei, acabei atacando. Denunciando nosso disfarce.
Aos poucos fomos abatendo todos eles e com esperteza Zabini foi o último que restou. Porém ele foi esperto o bastante para correr para o calabouço. Eu o segui deixando os outros combatendo lá em cima.
Abati uns dois comensais pelo caminho até estar cara-a-cara com quem eu mais queria estar. Mas mais uma vez eu estava em desvantagem. O desgraçado fazia Hermione de escudo e me deixava desarmado. Seria arriscado demais atacá-lo com ela na frente do corpo dele.
_O que vai fazer Traidor? – Ele perguntava. Seu olhar era desvairado, maníaco.
Zabini estava pronto a fazer qualquer loucura para sair vencedor nessa batalha. A varinha encostada na têmpora dela era minha maior preocupação naquele momento.
Mas Hermione parecia estar aleia a tudo que acontecia naquele calabouço. Ela não estava com medo e muito menos parecia saber o que estava acontecendo.
_Zabini, solta ela. É a mim que você quer. Deixe-a em paz.
Pedia desesperado. Mas ele não me ouvia.
O efeito da poção polissuco já havia passado e eu era eu de novo.
E isso pareceu fazê-lo ficar mais irritado do que quando descobriu sobre nossa invasão.
_ Você continua tão idiota quanto antes Malfoy. Acha mesmo que vou soltar ela? Granger tem sido minha maior diversão nesses últimos meses e você acha que vou me desfazer dela assim tão fácil?
_Eu vou salvar você meu amor. – Disse diretamente para ela, mas ela pareceu não me ouvir. Zabini gargalhou.
_Não seja estúpido Malfoy. Ela não pode te ouvir. – Observei irritado quando ele deslizou sensualmente a varinha pelo corpo dela e me olhava com lascívia. – Eu apaguei todo o passado da memória dela. Ela não se lembra de você e nem de ninguém. Ainda se lembra que é uma bruxa, mas de que serve se ela não tem uma varinha? Ela só lembra-se de mim e dos momentos que esteve trancada nesse quarto. Portanto não adianta tentar chamar a atenção dela pra você. Hermione Granger me pertence...
_Cala bocaaa. Cala essa boca! Hermione olha pra mim, meu amor. Sou eu, Draco. Você tem que se lembrar...
Vi uma lágrima escorrer por sua face, mas ela continuou imóvel como antes.
_Já disse Malfoy, Hermione não se lembra de você. Ela só se lembra dos momentos tórridos de orgia que a submeti aqui nesse quarto, sobre essa cama...
_Se ousou tocar nela...
_Ousei. Ousei fazer tudo que me deu vontade. Mas o mais divertido é que eu ousei matar seu filho também.
Nessa hora eu paralisei. O ar nos meus pulmões sumiram e minha visão escureceu. Perdi o tato, e os barulhos ao meu redor sumiram, senti um gosto amargo na boca e quase desmoronei como um castelo de areia desmanchado por uma onda gigante.
Um filho?
Zabini dissera que matara meu filho?
Um filho?
Uma criança crescendo dentro de Hermione?
Um Filho!
Não sei como, mas achei minha voz. E mesmo com o gosto amargo na boca obriguei ela a sair, já que era a única que faltava recuperar.
_O que disse?
Ele sorriu cinicamente antes de responder:
_Ora, ora. Parece que você pretendia esconder do Malfoy que lhe daria um herdeiro minha querida.
Como ele era psicótico. Falava de um assunto tão importante com tanta docilidade que dava arrepios...
Ele se dirigiu à Hermione ao pé do ouvido, mas eu sabia que era uma resposta para mim.
_O que disse seu desgraçado?! – Dessa vez obriguei a voz a sair um pouco mais forte.
_Ora Malfoy, quando trouxe Hermione para cá ela parecia ter se "divertido" muito com você. Depois de um tempo ela começou a apresentar sintomas de gravidez. Ela tentou esconder isso de mim, mas acabei descobrindo e acabei matando o feto fazendo-a cometer um aborto instantâneo. Até que ela suportou muito bem as sessões de tortura, mas quando vi que ela não me revelaria nada sobre o que vocês estavam fazendo para destruir o Lorde das Trevas eu resolvi apagar a memória dela e deixar que ela se lembrasse apenas dos momentos em que eu possuía o corpo dela sem pudor algum. É claro que não cometi nenhum deslize de não me precaver antes, afinal não queria nenhum gene meu crescendo dentro dessa sangue- ruim...
Eu não permiti que ele terminasse. Quando vi eu já voava em cima dele como uma fera e deferia socos e pontapés como se estivesse em uma briga trouxa. Ele havia soltado Hermione no chão e ela se arrastara até um canto da parede onde se encolhera.
Havia aproveitado um momento de destração da parte dele.
Estava tão furioso que me desviava com facilidade tas tentativas fúteis de Zabini. Sua varinha havia ido parar debaixo da cama e eu havia abandonado a minha no chão, para ter a mãos livres. Queria matá-lo com o Avada Kedavra, mas antes queria espancá-lo ate não querer mais.
Hermione continuava encolhida num canto e chorava bastante, mas eu ignorava tamanho era meu ódio.
Zabini só sabia duelar com uma varinha em punho e eu havia aprendido a me defender de todas as formas, principalmente para alguém que tinha um pai como eu tinha.
Zabini já se encontrava desmaiado de tanto apanhar, mas eu continuava socando o rosto inchado dele quando Harry e os outros apareceram com alguns aurores. E antes que eu deferisse mais algum golpe, senti algumas mãos me segurarem e me afastarem do corpo desfalecido.
Ainda gritei alguns impropérios e tentei me livrar para continuar socando o rosto dele.
Mas antes que isso acontecesse, me vi prensado a uma parede e varias vozes tentavam me acalmar. Meu corpo doía um pouco, mas não chegava nem perto da raiva que eu estava sentindo.
Zabini iria pagar por se atrever a tanto. Nem que levasse a eternidade, mas ele pagaria.
Nem Askaban o livraria de mim.
Continua...
Ai gente! Finalmente a guerra acabou, mas infelizmente terei que começar uma nova batalha. Mas não se preocupem, agora será, uma batalha mais tranquila, em que nosso querido e amado Draco Malfoy terá que reconquistar sua Moranguinho e fazê-la lembrar dos momentos felizes e romanticos por qual passaram..
Mas deixando de blá,blá,blá, espero que tenham gostado do cap e quero que me digam o que estão achando... Os comentários de vcs me deixam inspirada, então por favor comentem.
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