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16. doubtless


Fic: Restless - Rose&Scorpius - FINALIZADA ULTIMO CAP ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Doubtless


Sem dúvidas


Eu devia fazer uma lista de como sobreviver na mesma casa com um sonserino nato. Ou melhor, com um Malfoy. Você não pode esperar que ele leve o café-da-manhã até a sua cama. Muito menos achar que ele vai lhe dar um beijinho na testa de "bom-dia". Porque eles não fazem nada disso, eles nem se esforçam para te agradar.


E quer saber? É por isso que eles te agradam.


É por isso que ele me agrada.


Quero dizer, ele só não leva café-da-manhã na cama porque ele sempre espera eu acordar primeiro. Ou simplesmente porque tem preguiça disso.


O beijinho de bom-dia dele na verdade é mais que uma sessão de sexo matinal – eunão reclamo nenhum pouco. Depois parece que o dia vale mais a pena, acredite.


Tem que se preparar para as brigas. Tudo bem que Scorpius parecia muito cauteloso quando discutíamos, mas ainda assim nós tínhamos idéias diferentes. A única coisa em comum nossa era o desejo de ficar com o outro. Mas acho que isso sempre foi o suficiente para sobreviver com ele todos os dias.


Ah quem estou querendo enganar? Viver com Scorpius é a coisa mais deliciosa do mundo. Em todos os sentidos. As discussões só aumentavam nossa proximidade. A pior de todas foi quando gritamos um com o outro por motivos idiotas e eu fui para a casa de Jenny, de tão nervosa que eu estava e não agüentava mais ficar lá com ele.


– Se toda vez que você vier aqui quando discutir com Scorpius, eu também vou querer ir até a sua quando eu brigar com Albus – ela dissera. – E, acredite, Rosie, isso vai lhe custar um quarto de hóspede!


Mas no mesmo dia eu voltei para casa – ainda era difícil me acostumar com aquilo – e encontrei Scorpius cochilando no sofá.


Ótimo, pensei. Eu lá desabafando com minha amiga. E ele ali, dormindo.


Mas eu acho que eu podia perdoá-lo por isso, afinal de contas, os treinos de Quadribol eram terrivelmente cansativos. Assim que me aproximei dele, sem fazer muito barulho, chamei baixinho:


– Ei.


Tirei o cabelo dele dos seus olhos gentilmente, que me encaravam.


– Você voltou.


– Achou que eu não ia voltar? – sorri.


– A briga foi feia dessa vez, hein?


– Eu até esqueci o motivo. Você está bem?


Eu notei que ele parecia meio estranho.


Scorpius deu de ombros.


– Você não pode ficar nem um dia sem mim – eu abanei a cabeça inclinando-me para beijá-lo.


– Olha quem fala – ele retrucou, sorrindo.


Deitei sobre ele no sofá, enquanto nossas línguas se entrelaçavam. Era um beijo calmo, de desculpas e perdão. Eu realmente não tinha entendido porque havíamos gritado um com o outro. Algo a ver com os vizinhos? Ou com uma mulher que eu vi Scorpius secando enquanto caminhávamos na rua? Coisas idiotas.


Mas Scorpius parecia tenso embaixo de mim. Eu notei que havia alguma coisa realmente estranha quando ele continuou apenas movendo os lábios contra os meus. Mas e as mãos? Por que não estavam me tocando?


Eu parei de beijá-lo e o encarei.


– Vamos, desembuche.


– Desembuchar o quê?


– Você está com aquela cara.


– Que cara?


– De que alguma coisa não está certa. Além disso, você nem tentou abrir meu sutiã. E é o que tem fecho na frente, mais fácil e rápido – falei, brincando.


Ele finalmente sorriu e olhou para mim.


– É só que... eu fui lá na mansão dos meus pais, e eu contei a eles que estou morando com você. E eles... bem, meu pai não gostou disso.


– O que ele disse?


– Falou algumas coisas sobre sua família. Sabe, o de sempre. Mas o de sempre já está me incomodando. Ele também disse que eu poderia estragar tudo se a gente se...


– Casasse? – eu terminei, percebendo que Scorpius não conseguia dizer essa palavra. – Você tá brincando, né?


Eu dei uma risada nervosa.


– Ele sabe que você não é do tipo que... se casa.


Então ele murmurou, mordendo de leve meu queixo:


– Mas eu sou do tipo que não reclamaria de viver com você o resto da minha vida, Weasley.


Eu ia dizer "Você tá brincando, né?", mas alguma parte de mim sempre esperou por essas palavras, então eu só exclamei:


– Oh.


E ele começou a beijar meu pescoço com muita volúpia. Eu já perdi a conta de quantas vezes fizemos aquilo, mas eu percebi que havia mais calor do que o normal quando ele me envolveu em seus braços e me carregou até o quarto.


– Eu te amo – ele sussurrou enquanto tirava minha calça. Ele fazia tão rápido que se não fosse pelos meses de prática eu nem conseguiria acompanhar seus movimentos. – E vou dizer isso até o dia que você se cansar de mim.


Ok, então, Malfoy, diga isso me tocando desse jeito. Eu nunca ia me cansar. Scorpius ficou em cima de mim e eu tirei sua blusa. Ele já estava suado, o que o tornava mais quente e mais excitante. Eu já estava esperando pelo seu corpo dentro de mim quando ele arrancou minha calcinha com os dentes. Eu já estava esperando ouvir seus gemidos e eu já estava esperando gemer muito alto, enquanto nossos corpos se movessem intensamente, mas Scorpius atrasou. Ele não voltou a ficar em cima de mim nem a me beijar. Ao em vez disso, senti a língua dele chocando-se contra o meu clitóris, um prazer pelo qual ele optava me surpreender sempre que podia. Quando eu menos esperava, ele me fazia contorcer contra os lençóis.


– Scorpius... – gemi. Seus dedos apertavam minhas coxas, fazendo com que eu afastasse mais as pernas e ele pudesse experimentar todo o meu sabor.


Eu não conseguia pensar, mas enquanto eu era completamente explorada, considerei-me a mulher mais sortuda do mundo.


Eu só sabia que queria ter aquele calor no meu coração pra sempre.


– Oh, Malfoy – eu provoquei, puxando seus cabelos, e provavelmente eu grunhi algo incompreensivo depois. Scorpius me apertava e continuava forçando contra meu clitóris como se estivesse impaciente que eu ainda tivesse fôlego o suficiente para gemer seu nome. Como se quase me matar de prazer não fosse o suficiente.


Foi como uma explosão quando atingi o orgasmo. Mas, claro, para Scorpius só era o começo.


– Eu estou realmente viciado em você – ele sorriu aquele sorriso provocador. – Na verdade, eu sou. É inevitável.


– Mas agora é a minha vez – eu falei, derrubando-o ao meu lado para que eu ficasse em cima dele.


Explorar seu corpo era incrível e eu nunca conseguia me controlar. Uma vez que eu lhe dava muito calor, era difícil parar. Porque surtia efeito nele, de alguma forma. Mal reconhecia a mim mesma, mas acho que um homem como Scorpius faria qualquer uma se sentir dessa maneira quando o tem inteiramente a seu dispor. Embora eu não quisesse ser qualquer uma, eu queria dar prazer a ele e criar uma marca bem profunda na sua pele e no seu orgulho, todas as noites.


Eu rocei minha língua na extensão de seu peito, subindo até o pescoço, e voltando até a barriga, o tórax, que subia e descia lentamente, ele estava sem fôlego. Arranhei levemente suas coxas firmes, deixando-o maluco. Sussurrei no seu ouvido:


– Acostume-se a isso, querido.


Qualquer palavra ou silaba que ele ia começar a dizer foram abafadas por um gemido que saiu da sua garganta, descontrolado, quando envolvi minha boca em seu membro. Rápido, louco, inacreditável. Scorpius tentou se controlar, mas eu fazia de tudo para que isso se tornasse uma tarefa difícil. Desejava tanto ver sua expressão. Mas o jeito que ao redor seu corpo às vezes estremecia, podia já imaginar.


Ele reclamou quando simplesmente parei para ficar de joelhos sobre ele e beijá-lo na boca.


– Ei – adverti. – Eu estou te provocando dessa vez.


Scorpius nunca era provocado, ele que costumava provocar. Por isso inverteu a posição, ficando em cima de mim outra vez colando nossos corpos suados, e ao ver minhas sobrancelhas juntas, ele sorriu de lado:


– Estou me acostumando a isso.


Assim que nos encaixamos, ele moveu-se contra mim e agarrei seu rosto com as duas mãos, sufocando outro gemido. Ele mordiscou minha orelha e sussurrava coisas no meu ouvido, mas eu estava alucinada demais para entendê-las. Alguma coisa com "... você, Weasley" e "maravilhosa". Não eram mais gemidos. Movimentos foram ficando mais rápidos e nós dois gritávamos, cientes de que ninguém nos ouviria. Era um momento tão nosso que eu não me arrependi de nada daquela noite.


Gozamos no mesmo instante. Ele saiu dentro de mim com lentidão e nos encaramos, ofegantes. O cabelo dele estava todo despenteado, grudado nos olhos. Enquanto se deitava ao meu lado, ele jogava para trás com a mão. Sexy.


– Você é incrível – eu elogiei. E eu nunca o elogiei antes. Sabe, para não fazer ele se gabar depois, porque às vezes ele ficava irritante, mas dessa vez não tinha como não dizer nada.


– Com você eu me obrigo a ser o melhor – ele respondeu, sorrindo.


– E com as outras? – ergui uma sobrancelha.


– Não tem outras – ele disse.


Ficamos em silêncio, olhando para o teto do nosso quarto. Eu não estava com nenhum pingo de sono.


– Mas nem aquela mulher da praça?


– Era só uma fã, Rose, como eu já te disse. Você devia confiar nisso, se não vai virar uma namorada ciumenta e barraqueira saindo em todas as revistas por minha causa. Isso ia ser estranho. Ah, já entendi. Você quer discutir comigo, não quer? Porque você sabe que tudo fica mais quente depois que, hum, fazemos as pazes.


– Você chega a ser muito esperto às vezes, Scorpius. – Eu mordi seu peito, sensualmente, e ele riu alto, puxando-me para mais um beijo.


Só que antes de voltarmos para o que estávamos fazendo, eu o interrompi.


– Espere.


– Hum?


– Agora que as coisas estão perfeitas entre nós, temos que resolver as coisas com nossas famílias, que estão caóticas.


Achei que ele ia insistir em não voltar no assunto, mas apenas suspirou e disse:


– Você tem razão.


– Acha que algum dia eles se sentariam numa mesa juntos? Nossas duas famílias. Imaginar a sua mãe falando dos seus momentos mais embaraçosos quando era criança ou mostrando fotos de quando seu cabelo era feio. Ou seu pai conversando com o meu, sem piadinhas estúpidas, apenas... casualmente, sem insinuações do passado deles.


Scorpius me encarava, intrigado. Ele passou o dedo indicador nos meus lábios e eu tive a impressão de que ele não prestou muito atenção nas minhas divagações.


Mas só tive a impressão.


Ele disse:


– Primeiro, meu cabelo nunca foi feio. Segundo, nossas famílias são completamente diferentes. E terceiro, por mais que isso pareça lindo e tudo o mais, não vamos nos iludir.


– Você tem razão.


– Eles vão criar uma guerra de comida. Molho e filé voando para todos os lados no Natal. Imagine só.


– Às vezes nossos pais agem como crianças – eu lamentei.


Scorpius concordou.


– Quem você acha que começaria a guerra numa janta? – ele indagou.


– Meu pai. Ele se zanga mais fácil. Se seu pai começar a falar de Quadribol, já era. Os Weasley vencem.


– Quem disse? Meu pai tem uma boa mira com o garfo.


– Meu pai tem um bom reflexo.


– Minha mãe não tem problemas em jogar macarrão nas pessoas.


– Minha família é maior e pode se defender.


– A minha é mais sagaz.


– Ah, é? Então elas vão fugir mais rápido de medo!


– Então você acha que em uma batalha entre nossos pais, os seus venceriam?


– Acho – falei, dando de ombros. – Na verdade só há uma maneira de saber.


Nos entreolhamos.


– Não – Scorpius entendeu minha expressão significativa e passou as mãos no rosto.


– Scorpius, a gente tem que arriscar.


– Vamos fazer uma aposta.


– Ai, que aposta?


– Se os seus pais ganharem a guerra de comida, não vamos fazer sexo por um mês.


Tive um ataque de risos. Scorpius me ignorava, enquanto dizia:


– E se os meus pais ganharem, eu caso com você. Pode continuar rindo.


Parei de rir.


– Quê?


– Você me ouviu.


– Essa aposta é uma loucura, Scorpius.


– Mais do que convidar nossos pais para jantarem aqui? Juntos? Acho que não.


Eu não soube como argumentar contra isso. Eu não queria argumentar. Fiquei olhando para o rosto de Scorpius, deitada de bruços. Ele estava tranqüilo roçando os três dedos nas minhas costas. Estava pensativo, provavelmente tendo o presságio da guerra de comida que nossos pais fariam.


– E se nenhum deles ganhar? E se empatar? – quis saber.


– Aí você escolhe o que for melhor pra você. – Ele levantou a mão esquerda para mostrar: – Um mês sem sexo. – E depois à direita na mesma altura. – Ou casar comigo.


E começou a balançar as duas, esperando minha decisão.


Eu soltei uma risadinha, e segurei a mão direita dele, elevando-a mais que a esquerda, para mostrar minha escolha. Ele entrelaçou nossos dedos. Senti seu peso sobre mim novamente, quando ele se deitou e beijou meu pescoço suavemente. Eu o abracei.


– Só porque eu sei que você não agüentaria um mês sem isso – sussurrei.


– Eu não estava esperando que fosse por outro motivo, ruiva – ele disse, sarcasticamente, antes de voltar a me beijar.




Enquanto Jenny estava tendo seu ataque de riso indiscreto, eu dava comida para David na casa deles.


– Sua mãe é maluca – eu disse a ele, que me observava com seus olhos verdes e grandes. – Maluca. Sabe por que ela está rindo? Porque ela acha que o fato de convidar meus pais e os pais do meu namorado para jantar é uma piada!


David riu.


– Ah, você também acha. É de família. Veremos se seu pai também acha isso, David.


Naquele mesmo momento, Albus entrou na cozinha.


– Oi, meninas. Oi, garotão. Qual é a novidade de hoje?


Jenny parou de rir para responder:


– Tio Ron vai jantar na mesma mesa que Draco Malfoy, na casa da Rose e do Scorpius. Não é pra gente rir?


Albus foi dar risada, mas ele olhou para minha expressão de "não é pra você rir" e ele ficou sério.


– Uh, Rose, tem certeza de que é uma boa idéia? – me perguntou.


– Boa idéia tenho certeza de que não é. Mas precisamos fazer isso.


– Você já os convidou?


– Já.


– E o que eles disseram?


– "Sim".


– Os Malfoy também?


– Por incrível que pareça, sim. Ei! Vocês querem jantar também?


– Com os Malfoy? – Agora Albus gargalhou.


Jenny exclamou: – Quero.


– Não queremos – enfatizou Al.


– Amor, você vai perder uma jantar épico – Jenny retrucou.


– Mas David pode enlouquecer os Malfoy – Albus disse. – Quem poderia cuidar dele?


– Meu filho não enlouquece ninguém! – protestou Jenny, brava. – A não ser a mim. Ok, podemos deixá-lo com a minha mãe.


– Sua mãe não foi viajar?


– Verdade. E a Lily?


– Lembra da última vez que ela cuidou dele? – disse Albus, apontando para o curativo na testa do filho. – Podemos deixar com o James.


– Al – Jenny fechou os olhos e colocou a mão no peito. – Não me assuste assim.


– James está mais responsável – eu garanti. – Ele está se dando bem com a Haley Geller de novo. E a Haley é muito responsável.


– Não que ela vá querer cuidar do David – Jenny falou.




– EU ADORARIA! – Haley já havia aparatado no minuto em que a chamamos por telefone. – Onde está o Davezinho?


David chegou engatinhando até ela na sala. Haley o segurou no colo.


– Oi, bonitão! Nós vamos nos divertir à beça.


James, que a acompanhava, se virou para mim.


– Quando Haley começa a falar na linguagem dos anos 80, é porque ela está sinceramente empolgada. Nós íamos sair hoje, mas ela adora crianças. Ela adora meu sobrinho.


Para provocar, eu cochichei:


– Ela adora filhos também.


– Vamos por parte, sim? – ele deu uma risada nervosa. – Espero que David faça muita bagunça, pra ela desistir dessa idéia.


– Então vocês já conversaram sobre essa idéia?


– Quando tínhamos onze anos, se isso conta. Bem, tchau, pessoal. Nós vamos cuidar do David. Tenham um ótimo jantar!


– Aqui estão algumas coisas sobre o que vocês precisam saber dele – disse Jenny, agitada. – Se tiverem algum problema, liguem na casa da Rose. É mais rápido do que enviar corujas.


– Não se preocupe, sra. Potter – brincou Haley. – David está em boas mãos.


Albus encarou o irmão.


– Sem dispersões enquanto meu filho estiver acordado!


– Haley – James sorriu. – É bom que você faça David dormir rapidinho.


– David não dorme antes da meia-noite – avisou Jenny. – Até lá nós voltaremos.


James fez que sim, comportado, e nos despedimos deles.


Scorpius estava nos esperando quando chegamos em casa.


– Vocês também vieram? – estranhou, olhando para Albus e Jenny.


– Somos suas defesas – Albus garantiu. – E o quem tem para comer? Estou morrendo de fome.


– Temos de esperar nossos pais chegarem – falei.


– Eles já estão vindo.


– Ótimo! Isso é bom, não é? Por que estou achando que não foi uma boa idéia, Scorpius?


Scorpius colocou as mãos no meu ombro, ternamente.


– Porque é uma péssima idéia.


– Vai dar tudo certo, pombinhos – disse Jenny, sentando-se no sofá, tranqüila. – Essa rivalidade entre suas famílias não pode ser tão ruim assim.


– RONALD, MANTENHA A CALMA! – Ouvimos a voz da minha mãe no lado de fora da casa.


Eu e Scorpius nos entreolhamos. Ajeitei sua camisa pólo, dizendo:


– Lembre-se, não seja muito sarcástico.


– Certo.


– E, por tudo o que é mais sagrado nessa vida, não se atreva insinuar o fato de que você já me viu pelada.


– Não se preocupe, Rose, eu não pretendo insinuar. Eles já devem ter alguma noção...


– Apenas abra a porta!


Ele abriu a porta e meus pais entraram.


– Olá – mamãe disse, sorrindo. – Jenny! Albus!


Ela correu abraçá-los, parecendo aliviada por verem eles ali.


– Querida – disse meu pai, abraçando-me. – Que saudades. Os Malfoy já chegaram? Estou com fome!


– Oi, gente, eles já estão vindo.


– Na verdade, acabamos de chegar.


Draco e Astoria Malfoy estavam logo atrás deles. Entraram juntos. Meu pai e sr. Malfoy se encararam, em pleno silêncio, no meio da minha sala de estar.


– Estou fazendo isso pelos nossos filhos, Weasley – Draco argumentou, guardando o casaco em cima do sofá.


– E eu pela comida.


– Obrigada, papai – eu disse.


– Bem, essa vai ser uma noite interessante – comentou minha mãe.


– Devo concordar com você, sra. Weasley – disse a mãe de Scorpius.


E, assim, eles dirigiram-se a mesa.


Eu agradeci que Jenny estivesse lá. Ela sempre tinha assunto, o que não deixava a hora da janta tão silenciosa. Mas dessa vez, nem Jenny conseguiu segurar a tensão.


– Então – meu pai começou, olhando para Draco. – Como vão as coisas?


– Engraçado me perguntar isso, Weasley. Eu ia perguntar a mesma coisa.


– Jura? – ele fingiu animação. – Não sabia que tínhamos tanta coisa em comum!


Os dois esforçaram um sorriso. Era pior do que se eles estivessem tacando comida na cara do outro! Mas não durou muito tempo. Antes que se estabelecesse outro silêncio, Scorpius disse:


– Se a comida estiver ruim, eu sou o culpado.


– Você fez a comida? – mamãe estranhou, olhando para o macarrão, pensativa. Depois encarou Scorpius, admirada. – Está uma delícia!


– Oh, bem – Scorpius riu sem-graça. – Nesse caso, a Rose que fez.


– Já estava quase acreditando – comentou Draco. – Você nunca cozinhou na minha vida.


– Não é verdade – ele cutucou o frango com o garfo.


– Ele já tentou uma vez – falei, olhando para Scorpius. – Lembra quando a gente...


Começamos a rir por causa da lembrança desastrosa.


– Foi tão engraçado – falei, mas vi que só eu e ele estávamos rindo, então pigarreei. – Enfim, aproveitem a comida já que a gente não vai aproveitar a conversa mesmo.


Scorpius suspirou. Quando voltei a olhar para ele, estava segurando a risada.


– Não foi tão engraçado assim – falei, dando uma cotovelada no seu braço.


Mas Scorpius só parou de rir quando o pai dele perguntou:


– Então, Scorpius, como foi que você conseguiu a confiança da srta. Weasley outra vez?


Scorpius passou a mão no rosto, incrivelmente sério, e olhou para o pai.


– Traição é algo imperdoável – continuou Draco. – Só mesmo um feito para conseguir o perdão. Estou curioso para saber o que você fez.


– Draco – Astoria segurou o braço dele. Achei que ela ia dizer "ah, não comece!", mas ela concertou o marido. – Nós estamos curiosos.


Scorpius olhou para mim, visivelmente sem saber o que dizer. Ouvi o barulho de garfo chocando-se contra o prato. Meu pai estava vermelho quando exclamou:


– Você traiu a minha filha? Foi por isso que vocês se separaram depois de Hogwarts?


– Eu acho que nunca comentei esse detalhe para ele – acrescentou minha mãe, baixinho.


– Eu achava que Scorpius só tinha dado um fora nela! Mas... ele fez pior! Você traiu a minha filha, afinal de contas? Rose, ele já traiu você? Como é que você pode deixar... como você deixou ele VOLTAR pra você? Isso é imperdoável!


– Estamos concordando em várias coisas hoje, Weasley – disse Draco que, diferente do meu pai, estava calmo e feliz.


Malfoy contra Weasley. Weasley contra Malfoy. Eu e Scorpius estávamos preparados para isso. Mas Weasley e Malfoy contra Rose e Scorpius? Não. Eu não sabia o que fazer.


Jenny falou:


– Vou ligar para Haley, ver se está tudo bem com o David e o James.


– Eu vou te ajudar a discar – disse Albus, levantando-se.


Isso porque eles eram nossas defesas.


Scorpius foi o primeiro a quebrar o silêncio:


– Como sabe o que aconteceu, pai, se você não estava lá?


– Eu lembro que no dia seguinte, quando você nunca mais voltou para casa, uma garota apareceu na mansão, perguntando por você. Não era a Weasley, de modo que apenas deduzi.


– Foi um erro que eu cometi – disse Scorpius. – Eu nunca...


– ... me traiu. Scorpius nunca me traiu – eu me ouvi dizendo. – Quando eu o vi com aquela garota na formatura, nós já havíamos terminado. Eu vivi todos os últimos anos acreditando que ele havia me traído apenas para ter um motivo para odiá-lo. Porque era isso o que ele queria.


– Não, Rose, não era o que eu queria. Era o que o meu pai queria.


– Nunca pedi para você trair, Scorpius – disse o sr. Malfoy, calmamente.


– Eu sei ler entrelinhas, pai – retrucou Scorpius. – E eu ainda leio. O que você insinua sobre como faremos um estrago na árvore genealógica da família. O que você diz sobre como tudo o que eu construir com a Rose vai atrapalhar minha carreira de jogador de Quadribol. Eu entendo tudo o que você quer, pai, e uma vez eu já fiz todas as suas vontades. Mas dessa vez – ela deu uma risada olhando para o rosto do pai – eu não vou dar a mínima para o que você acha melhor.


Ele se levantou com um suspiro e sem olhar para o pai, ele disse, todo displicente:


– Com licença, eu vou buscar um anel de noivado.


E, assim mesmo, ele saiu da sala de jantar.


– Diga que ele foi para o banheiro – murmurou meu pai.


– Scorpius é sarcástico – eu disse, sem-graça, embora meu coração estivesse batendo rápido. – Ele não quis realmente dizer que ia buscar um...


Scorpius voltou, segurando um...


– ... anel de noivado – ofeguei.


Não, não, não. Não era isso o que havíamos combinado.


Mas Scorpius consegue ser imprevisível.


Ele me fez levantar também e na frente dos nossos pais ele disse:


– Case comigo, Rose.


Nem deu tempo para que eu respondesse – se é que eu tinha voz para dizer "sim" devido ao choque do momento – pois Scorpius colocou o anel no meu dedo rapidamente.


– Quê? – papai, mamãe, sr e sra Malfoy disseram em uníssono, revoltados, levantando-se da mesa.


– Quê? – Jenny e Albus reapareceram. Jenny estava com o telefone na orelha.


– James também mandou um "quê" – Jenny avisou, antes de desligar.


Scorpius parecia muito agitado, como se fizesse questão de se casar comigo.


– E isso não é um ato de amor ou coisa do tipo. É um ato de rebelião – disse, encarando os pais. – Nós vamos nos casar por rebeldia. É isso mesmo. Ah, já ia até me esquecendo. Albus Potter, você quer ser padrinho do nosso filho? Ou filha, tanto faz.


– Já chega – Draco jogou o guardanapo na mesa.


– Já chega mesmo – meu pai concordou, com as orelhas fervendo. – Nós vamos embora! Esse jantar foi à coisa mais estúpida que já fizemos! Onde já se viu... Vamos, Hermione!


– Mãe – eu só consegui dizer, tentando impedi-la.


Mas até minha mãe olhava decepcionada para mim.


– Rose, eu não acredito que você faria isso... por rebeldia!


– Nós vamos embora – meu pai disse. – É uma pena, eu realmente estava curioso para experimentar a sobremesa. Mas vocês... SEMPRE fazem questão de me surpreender! E você – apontou o dedo para Scorpius. – Eu estava quase confiando em você, rapaz. Quase. Mas você é apto a muita estupidez.


– Ótimo! – exclamei revoltada. – Ótimo. Foi uma idéia estúpida tentar reunir vocês! Onde eu estava com a cabeça quando desejei ter um jantar normal com vocês todos juntos? Mas quer saber... Eu não me importo mais. Eu cansei de tentar e não conseguir. Por que não vão a um restaurante e terminem o jantar entre si, discutindo o quanto vocês nos odeiam juntos?


– Faremos isso – meu pai retrucou.


– Eu conheço um restaurante excelente aqui perto – comentou Astoria.


– Ótimo – Draco argumentou. – Assim podemos discutir planos para acabar com arebelião desses dois.


Eu sabia que eles estavam zoando com a nossa cara. E eu desejei que fossem embora logo.


E foram. Meus pais aparataram em seguida dos pais de Scorpius, e o silêncio na minha casa foi atormentador.


Eu encarei Scorpius, pronta para ralhar com ele, mas não consegui. Ele parecia sério e arrependido, porque não conseguiu me encarar.


– Desculpe. Eu não... desculpe.


Ele saiu da sala. Eu sentei no sofá, abalada. Eu sabia que eu iria rir muito disso amanhã, mas por enquanto eu queria chorar. Jenny sentou-se ao meu lado.


– Devíamos ter defendido vocês – murmurou. – Falhamos nisso.


– Não tem problema. Nunca vai dar certo mesmo.


– Mas... esquecendo tudo isso, você reparou que Scorpius Malfoy te pediu em casamento?


Nós duas olhamos para o anel no meu dedo. Eu estava pronta para dar importância a esse fato, quando notei uma coisa.


– Não é anel de noivado. Ele fez isso por pura...


– Rebeldia – Albus parecia bravo. – Vou dar algumas cacetadas nele e já volto.


– Albus – falei. – É melhor vocês voltarem para casa. David pode estar sentindo saudades.


– Haley conseguiu fazer ele dormir – Jenny respondeu, feliz. – Agora James e ela estão... Oh, meu Deus. Temos que voltar para casa agora. Eles podem estar fazendo coisas proibidas para menores de 18 anos!


Antes de nos despedirmos, ela disse:


– Sinto muito.


– Eu sei.


– Estou falando sobre o fato do anel não ser de noivado. Eu odeio ser franca com você, Rose, mas preciso...


– Diga o que quiser.


– Olha, eu sei que você ama o Scorpius e tudo o mais, mas... eu conheço você. Eu sei que você já teve sonhos. Eu lembro o jeito que você olhou para o meu vestido quando eu me casei com Albus. Mas todos nós sabemos que você ama alguém que acredita que rebelião é o único motivo para se casar. E não é, Rose. É sexo, e, se você tiver sorte, amor. Mas não rebelião.


– Eu tenho tudo isso – argumentei.


– Então por que Scorpius colocaria um anel... qualquer no seu dedo? Foi só para mostrar algo aos pais dele. E aos seus também. E não diga que você não percebeu isso. Todos nós percebemos.


– Onde você quer chegar com tudo isso, Jenny?


– Rose, você pode achar que só ter uma casa e sexo todos os dias pode ser o suficiente por mais vinte anos para se sentir realizada. Mas só em contos de fadas isso acontece com a mesma pessoa, se você não está casada com ela.


– Jenny, eu não...


– Eu sei! É só o que eu penso. Bobagem minha, certo? Precisamos ir agora. Tchau, Rose... e Boa sorte!


Quando ela e Albus foram embora, eu resolvi tirar todos os pratos da mesa. Scorpius não apareceu para conversarmos enquanto eu limpava. Fiquei pensando no que Jenny disse. E ela, de alguma forma, tinha razão. Scorpius tinha me assustado com aquele pedido. E eu tinha imaginado, por vários segundos, como seria nossa vida de agora em diante. Até que eu percebi que o pedido foi pura rebeldia e que o anel era só um anel comum que ele encontrara na gaveta.


Eu o encontrei na sacada do nosso quarto, observando a movimentação da cidade. O vento forte soprava seus cabelos loiros e ele não disse nada quando eu me aproximei.


– Precisamos conversar – eu disse. Ficamos de frente para o outro. Eu levantei minha mão, onde tinha o dedo fantasiado de anel. – Eu lembro quando eu comprei esse anel.


Scorpius deu uma risada, colocando as mãos nos bolsos do casaco.


– Então... – continuei, cruzando os braços. – A gente vai se casar mesmo ou já podemos parar de encenar? Nossos pais foram embora, e provavelmente vão ficar amigos depois do que fizemos pra ele. Eles terão anos e anos para conversarem sobre como nos odeiam agora. Finalmente encontraram algo em comum.


Scorpius ficou sem dizer nada, apenas me encarava. Eu senti que poderia discutir com ele ou até brigar depois de tudo, mas não achei que fosse sua culpa.


– Acho que você devia tirar o anel agora... – foi o que apenas disse.


– É, eu também acho – falei, tirando.


– Afinal de contas... onde haveria espaço para o verdadeiro? – ele respondeu, baixinho, tirando outro anel do bolso do casaco.


Minha reação foi simples. Eu soltei um riso. Porque aquele anel era mesmo um anel. Novo. E brilhante.


– Scorpius, o que...?


– Não é um ato de amor ou algo parecido – ele disse. – Muito menos de rebelião. O meu pedido está mais para um ato de sensatez, porque, sinceramente, eu não posso ficar sem você. Tudo bem nossos pais terem ido embora antes da sobremesa essa noite, então talvez eles nem apareçam na cerimônia. Mas teremos quantos dias quisermos para resolver esse problema, certo? Basta você dizer sim, e resolveremosjuntos.


Lá estava o homem que eu amava, segurando um anel de verdade e muito lindo; tinha um brilho tão intenso que eu até me ofusquei ao olhar para o objeto. Não tinha o que pensar, tinha? Estava na cara que eu diria sim. Porque ele ainda insistia em me ouvir dizer?


Mas se fosse para aceitar o pedido de casamento de Scorpius Malfoy, que fosse do meu jeito.


– Eu vou dizer sim, Scorpius. Mas não pense que é por um ato de amor ou algo parecido.


Ele abriu um sorriso incrível e colocou o anel no meu dedo, do jeito mais típico possível. E disse:


– Eu não estava esperando que fosse por outro motivo, Weasley.


– Amor é só um detalhe, sabe – falei, sentindo meus olhos arderem. – E muita sorte.


Eu o beijei com força, apertando meus braços ao redor de seu pescoço. Ficamos abraçados por um tempo, eu sentindo o seu cheiro e o aperto confortável de seu abraço. Até que ele me soltou e disse:


– Vamos comer a sobremesa da janta para comemorarmos.


Nós rimos e conversamos a noite toda. Acordei de manhã, ao seu lado na cama, sentindo seus dedos longos acariciarem minhas costas nuas, enquanto analisávamos o anel... e eu senti que tudo ficaria bem. Bastava apenas acreditar e, o mais importante de tudo, persistir nisso. Mesmo que pareça improvável as coisas darem certo. Como por exemplo, um simples jantar em família.







N/A: Não acabou! Mas já está acabando. Sei que as pessoas que relerem o começo dessa fic, vão perceber que Scorpius "não é do tipo que faria um pedido desses", mas achei que seria o mais justo para eles agora. Bom, vou deixar que vocês comentem.
 obrigada!!

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Comentários: 2

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Enviado por Lana Silva em 29/12/2011

OMGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG surpreendente é tudo que tenho a dizer sobre esse capitulo, lindo e surpreendente eu simplesmente o amei, foi maravilhoso e o pedido foi lindo *------------------*

Nota: 5

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Enviado por Jheni weasley em 22/08/2011

Eu adorei esse capítulo acho que foi o meu predilecto. E que reunião de família só ia ficar melhor se tivesse a guerra de comida ou se os Weasley e os Malfoy saissem em paz. Fala serio que graça teriam se não tivesse uma rixa familiar ai no meio. E o pedido de camento do Scorpiua para Rose que lindo, isso prova  o quando o nosso querido loiro mudou, ele mudou da agua para o vinho. To adorando tudo parabéns Belac. Bjus.

Ps: To curiosa como vai a Violet

Nota: 5

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