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7. closer


Fic: Intenção Cruel - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Closer


Para variar, cheguei atrasado a aula de Poções naquela manhã. Entrei na sala, com o concentimento do professor e sentei-me ao lado de Brian.


– É a terceira vez que chega atrasado essa semana, Malfoy – o professor disse. – Se chegar atrasado de novo, serei obrigado, com tristeza, a tirar você da minha aula para o resto do ano.


Tudo bem que faltava só um mês para o fim do ano. Então falei:


– Desculpe, professor, não vai acontecer mais.


– Rachel te deixou ligado – cochichou Brian, ainda achando que eu havia dormido com ela.


Ignorei, abrindo os livros.


– Bem, como eu estava dizendo – continuou o professor animado, olhando para seu caldeirão. Depois eu não prestei mais atenção. Brian não deixou.


– Hoje vai ter uma festa na Sala da Lufa-Lufa. Todo mundo vai, e até a Sonserina foi convidada. Você vai, certo?


– Vou, tanto faz. O que ele está fazendo?


– Ah, sei lá...


– Amortentia – explicou o professor, ouvindo minha pergunta. Ele sorria animado enquanto eu girava os olhos, podia ter faltado dessa aula. – Tenho certeza de que a srta. Weasley explicaria, como fez para a classe.


Todos olharam para Rose, que estava observando a poção com uma expressão afetada. Ela despertou quando notou que havia sido chamada. O professor olhava para ela, com expectativa.


– É a poção do amor – respondeu ela, corada.


– Bem, resumindo sim – sorriu.


A classe ficou perfumada de repente. Senti um cheiro diferente do costume, como se eu estivesse sobrevoando o lago de Hogwarts com a vassoura de corrida. Era um aroma de inverno e verão ao mesmo tempo.


Abanei a cabeça, observando a poção borbulhar. Olhei ao redor para ver se alguém estava sentindo a mesma sensação. Peguei Rose olhando para mim, mas seus olhos desviaram rapidamente como se eu repelisse algum fogo.


Lembrei-me de como havia me rebaixado a ponto de me declarar a ela. Passei a mão no cabelo. Achei que ia ficar com raiva, mas tudo o que fiz foi reprimir um sorriso e passar a mão no cabelo, como se Rose ainda estivesse olhando.


– Então, quem você vai pegar? – perguntou Brian. – Na festa, quero dizer.


Eu sabia quem eu queria, mas não falei para ele. E para ninguém. Mas, ao chegar da tarde, descobri que eu não era o único que queria.


Durante a festa, estava perambulando pela sala quando vi dois garotos conversando atrás de um pilar, como se estivessem contando alguma coisa que ninguém podia ouvir. O que falava era Riley, o rapaz que estava com Rose ontem. O outro eu não sabia quem era. Mas ouvia com atenção.


E eu também, só que escondido.


– É hoje, Matt. Vou jogar ela na cama hoje – Riley dava risadinhas idiotas. Parecia eu.


– Mas ela já negou umas quinhentas vezes. Por que vai ser diferente hoje?


– Porque nós vamos beber antes.


– Você vai colocar alguma coisa na bebida dela – não foi uma pergunta. Matt parecia assustado. – Você vai se dar mal se fizer isso.


– Vou nada. É capaz de Rose nem lembrar amanhã!


Eu comecei a me perguntar se eles eram da Sonserina. Mas não, eram Grifinórios. Como diz meu pai, nem todos são santos.


Não agüentei quando ele disse "Rose é minha" e tive de aparecer, descontraído, para avisar:


– Você é realmente estúpido se acha que ela é estúpida.


Eles assustaram com a minha presença.


– Malfoy. Não vi você. Vamos – ele fez menção de ir embora com Matt.


– Calma aí, cara – eu pedi paciente, aproximando-me dele. – Com medo disso?


Mostrei o punho. Riley não respondeu. Eu dei risada.


– Você parece desesperado demais – comentei. – Quero dizer, pra precisar colocar poção na bebida de uma garota, é desespero. É coisa de quem não come ninguém. Ou porque o seu é pequeno demais ou porque você não se chama Scorpius Malfoy.


– Eu como, sim.


– Eu não estava me referindo a chocolate, beleza?


O rosto dele estava ficando vermelho. Mas de repente sua expressão se amenizou e ele abriu um sorriso.


– A quem quer enganar, Malfoy? Você já usou isso muitas vezes também, vai dizer que não?


– Oh, não não. Eu nunca fiz isso. Na verdade, nunca precisei. Eu prefiro que elas se lembrem de todos os detalhes. Isso – tirei o frasco da poção da mão dele – vai fazer asua Rose querer te matar logo depois.


– Você não vai impedir...


– O que está acontecendo aqui?


– Ah, oi Rose – sorriu Riley. Ela nos encarava, desconfiada, com os braços cruzados. – Estava justamente procurando você.


Ela viu o que eu estava segurando.


– É dele – apressei-me a dizer.


– Mentira, Rose – retrucou Riley recusando-se a receber o vidro de volta. – Eu o vi agora pouco dizendo que ia drogar umas garotas na festa.


– Drogar? – Ela olhou para mim furiosamente.


– Mas... – tentei explicar. – Não é o que parece, Rose. Eu só estava...


– Eu sei o que você só estava fazendo – ela retrucou, estendendo a mão. Entreguei o frasco sem muito demora. Ela o analisou.


Lindo! Agora ia achar que eu era um filho da puta sendo que o filho da puta de verdade estava a nossa frente e ia conseguir enganá-la direitinho.


– Então arranje mentiras melhor, Riley – ouvi Rose dizer, encarando o moleque com aquele olhar da diretora McGonagall.


– Mas eu não...


– Eu vi Malfoy tirando isso da sua mão. Tente enganar outra pessoa.


Rose entregou o frasco para Riley e ficou olhando e olhando até que Riley suspirou e foi embora com os amiguinhos.


– Se deram mal – exclamei, rindo. Virei-me para Rose que já tinha amenizado a expressão. Ela descruzou os braços e deu as costas. Funguei, irritado. Mesmo que eu a apreciasse de costas, era insuportável quando fazia isso. – Ei, calma aí. Não vai me agradecer? Eu meio que salvei a sua vida, quero dizer, a não ser que você estivesse querendo dormir com aquele cara. Você estava? Bem, se estava... não iria ser muito romântico. Ou você não gosta de ficar lúcida e...


Parei de falar, sabendo que estava dizendo merda.


– Tanto faz, aproveite a festa – Agora fui eu quem deu as costas.


Então ouvi sua voz me chamando e lógico que atendi.


Nos encaramos de novo. Ela finalmente disse, sinceramente:


– Obrigada. O que você falou conseguiu ofendê-lo. Ele não era quem pensava que fosse.


– É uma pena que se sinta decepcionada. Eu não quero te consolar, sabe. No bom sentido. Não é legal ver garotas chorando por um idiota como ele. Não... hum, vale a pena.


Uau. Eu estava mesmo dizendo isso em voz alta pra ela, a quem eu deveria estar, supostamente, querendo magoar. Por causa de uma proposta ridícula com Clair.


Ela riu, por alguma estranha razão.


– Não se preocupe, não preciso. Estou bem.


– Ótimo. Divirta-se.


Mas ela saiu mais cedo da festa. Pelo menos, eu não a vi depois. E acredite, fiquei um tempão procurando com o olhar. Talvez estivesse com outro garoto, o que não era do feitio dela. Eu a vi muitas vezes acompanhada com garotos diferentes. Não que eu esteja com ciúmes. Ok, eu tenho ciúmes. Mas é diferente. Eu odeio competição, principalmente uma que eu podia perder facilmente.


Eu não era correspondido. Só que logo mais tarde eu descobri que era impressão. Eu descobri que não tinha a ver comigo. Eu descobri que ela amava muito o pai dela, mais do que já era evidente.


Sei que bisbilhotar não é legal, mas não dou a mínima. Quando ouvi meu nome no meio da conversa dela com a amiga, apurei meus ouvidos.


Estavam sentadas na fonte que havia no saguão de entrada e eu estava no outro lado lendo o Profeta Diário. Era um canto em que elas não podiam me ver, mas que eu podia escutá-las.


E eu escutei Rose dizendo:


– Meu pai me mataria se soubesse.


– Bem, mas você vai ter que se acostumar. Malfoy – sussurrou – disse que quer você. E quantas vezes alguém como ele diz essas coisas? Rose, pare de se torturar, você sempre teve... uma quedinha por ele.


Fez-se um silêncio, e traduzi que Rose estivesse, nesse momento, tampando a boca da amiga.


– Fale baixo! – ela exclamou, meio brava.


– Desculpe. Mas você não pode reprimir seus desejos só porque seu pai odeia a família dele.


Eu sorri de lado, me sentindo meio estranho e feliz com aquela revelação. Tive uma vontade imensa de aparecer e dizer que tudo estava bem, mas de repente uma sensação de raiva se instalou em mim.


Então ela só estava reprimindo seus desejos por causa de uma rivalidade idiota entre nossa família? Ela estava com medo de que fosse enxotada do almoço com a família só por ter alguma sentimento por mim?


E daí? Eles NUNCA iriam saber!


O problema então era seu medinho familiar que a impedia de me beijar COM VONTADE? E eu achava que era porque eu nunca levava as garotas à sério e só pensava nelas como meu objeto particular de prazer e diversão.


Ridículo. Ridículo.


Era tão ridículo que a noite eu a vi fazendo a ronda pelos corredores e a interrompi para dizer:


– Então seu pai acha que não é legal se misturar com família de perdedores?


Ela me viu se aproximando.


– Do que está falando, Malfoy?


– Achei que você fosse mais corajosa. Que lutasse pelos seus desejos. Ah, qual é. Então o problema não sou eu, certo? É a nossa família. Nunca achei que meu pai fosse atrapalhar tanto.


– Você ouviu – ela ofegou.


Para irritá-la, então, peguei o último cigarro que eu tinha e o acendi.


– Uma hora ou outra eu ia descobrir – falei. – Mas ouvir da sua boca foi um bônus. Não estou aqui para me gabar. Você me quer. Eu te quero. E daí? Você está com medo disso. E não tem remédio pra isso, nem toda a declaração do mundo vai poder te ajudar. A não ser que eu diga que está tudo bem. Mas, sabe, eu não quero dizer. Porque não está. Todos nós sabemos que eu não vou mudar a sua vida e nem você a minha. Mas eu aprendi uma coisa com as outras garotas – ela me encarava com repugnância. Foda-se. Eu estava com raiva. – Além de que fumar faz mal para a saúde, tanto minha quanto alheia, eu aprendi que todo o desejo pode ser reprimido se ele for realizado. Meia hora é o suficiente. Não precisa ser para a vida toda. Ninguém nem mesmo precisa saber.


Fingi um sorriso.


– Então, Rose Weasley, por que tem medo de corrensponder meus beijos? Achei que grifinórios não fossem tão medrosos.


Comecei a perceber que estava irritando-a também. Eu estava fazendo isso para irritá-la. Porque eu estava irritado. Eu estava tendo sentimentos muito forte por essa garota e ela ia me deixar na vontade só porque tinha medo do que o papai ia dizer.


– Por acaso o papai disse para você não conversar comigo? Ou por acaso o papai disse que...


Parei de falar quando ela avançou em mim. Ela poderia me socar ou me fazer engolir aquele cigarro inútil. Eu estava esperando por isso.


Eu a encarei como quando encarava uma fogueira muito quente. Eu a desafiei com o olhar. Eu a desafiei a me bater e dizer que eu era um filho da puta e que ficar comigo não valeria nada, não valeria uma briga entre família.


Eu queria que ela dissesse isso.


Mas Rose arrancou o cigarro da minha boca, jogou no chão e o amacetou. Minha raiva aumentou.


– Droga. Era o último!


Ela agarrou minha nuca e então me beijou. Fui pego de surpresa, outra vez. A raiva que eu sentia foi se dissolvendo e tudo o que eu podia pensar era que ela estavamesmo me beijando. Meu coração disparou. Eu não estava acostumado a esse batimento. Nossos lábios se moviam com sincronia. Rápido. Louco. Afoguei minha mão em seus cachos. Ela se colou em mim e a urgência como me beijava era para mostrar que tinha coragem e que eu estava errado. Pelo menos, foi o que pensei. Porque outro motivo ela me beijaria? Só porque tinha uma quedinha por mim e nunca deu o braço a torcer?


Não importava, decidi. Não importava porque ela estava fazendo isso. Eu sentia a respiração dela, pesada, como se estivesse se libertando. E eu que achava que nosso primeiro beijo havia sido bom. Esse foi melhor. Foi... Bem, esse me deixou entusiasmado. Eu não queria que terminasse logo.


Diferente de muitos outros beijos, esse começou rápido, apressado. E passado alguns minutos, talvez, nossos lábios amenizaram os movimentos e nossas línguas se tocavam com calmaria e excitação.


Nos separamos mais lentamento ainda.


Eu disse, só assim percebendo que ela havia me tirado o fôlego:


– Me desculpe.


Ela me encarou, as sobrancelhas juntas.


– Mas fui eu que te beijei.


– Não me desculpo pelo beijo – eu disse. – Me desculpo pelo...


Pelo que eu vou fazer a você depois?


– Por ser idiota – falei. – Sabe, metade das coisas que falo não é verdade.


Ela pareceu intrigada e hesitante.


– Então o que você falou sobre... me querer... quero dizer, foi uma coisa verdadeira ou...?


– Foi verdadeiro, Rose. Posso provar isso pra você.


Eu não sabia como, mas queria provar. Passei um dedo pela mecha de seu cabelo ruivo e bonito.


– Você só tem que me dar uma chance. E... – eu me aproximei do seu ouvido como se o pai dela fosse me escutar: – está começando a nevar.


– O que isso tem a ver...


– Hogsmeade – apressei-me a dizer. – Eu só quero que você passe uma tarde comigo.


Ou duas, ou três, ou quatro.


Então a beijei e ela correspondeu sem pensar. Imaginei que fosse um sim. E era.


Enquanto eu voltava para minha sala, ninguém menos que Clair Hale apareceu para fazer meu dia despencar como se Rose nunca tivesse aceitado sair comigo.


– Oi, lindo.


– Desinfeta – falei, passando por ela.


– Ei, alguém já te contou que você está apaixonado? – ela riu de si mesma e me seguiu. – Só que garotos só fodem as garotas, em todos os sentidos. E você é o mestre nisso. Então eu não preciso me preocupar. Tudo acontecerá naturalmente agora. Só basta eu apenas assistir.


– Porra. Me deixa em paz.


– Claro, querido. Você precisa descansar, pra amanhã. Você nunca saiu com uma garota que você gosta, não é mesmo? Vai ser imperdível. Vou até fazer pipoca.


– Não sei como – ironizei.


Ela me deu uma piscadela e sumiu.


Estava dando certo para ela. Rose gostava de mim e eu poderia quebrar seu coração mais facilmente agora, só faltava me aprofundar. E eu sentia agora que estava mais perto disso do que nunca.


Mas não estava dando certo pra mim. Eu gostava de Rose e tudo o que eu menos quero agora é fazer isso. Não de propósito. Não intencionalmente.


Então isso era estar apaixonado? A idéia pareceu tão patética que eu fiquei rindo sozinho durante um tempo, incapaz de acreditar que aquilo acabou acontecendo atécomigo.

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