Draco bateu a porta de seu quarto atrás de si e se jogou em sua cama, esmurrando-a. Escutou as batidas em sua porta.
- Draco, abra essa porta. – Lúcio Malfoy berrava do outro lado da porta com o filho. Draco fingiu que não ouviu e Lúcio continuou esmurrando a porta – Draco, abra.
- Eu não vou abrir a droga da porta – ele berrou em resposta
-Draco, abra ou eu vou... vou... vou mandar essa porta pelo ares.
Draco abriu a porta com tanta força que ela bateu na parede e ele a parou com a mão quando ela voltava com força.
- Não se pode ficar sozinho nessa casa – ele gritou furioso.
- Nós vamos terminar a conversa que tínhamos antes de você ter esse acesso – disse seu pai como se apenas houvesse matado uma mosca e não esmurrado sua porta.
- EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU TOMAR PARTIDO DESSA SUA EMPRESA RIDÍCULA. – ele urrou.
Ele estava cansado das maracutaias que seu pai aprontava. Já fazia sete anos desde a Grande Batalha em Hogwarts e da morte de Voldemort. Desde então seu pai fugira milagrosamente da mira dos seguidores do Lord das Trevas restantes, deixara seu trabalho no Ministério da Magia e abrira uma empresa de móveis que supostamente auxiliavam muito a dona de casa bruxa, como estantes que se auto limpavam e cômodas que abriam as gavetas sozinhas e te ofereciam a roupa adequada. Porém ultimamente esses vinham apresentando problemas como sair correndo dos donos ou simplesmente explodir. Draco queria apenas trabalhar com suas poções, apenas isso.
- SERÁ QUE AINDA NÃO SE CANSOU DE ENGANAR TODO MUNDO!! – Draco cuspiu a palavras na cara do pai com o máximo de desprezo que pode reunir.
- São os negócios da família, Draco. Você tem que assumi-los. Eu não vou admitir que meu filho, um legítimo Malfoy seja um boticariozinho medíocre. – a essa altura Lúcio já gritava também.
- Pro inferno com os negócios da família. Eu não quero nem saber. – Draco já não se agüentava em si de tanta fúria. Pegou seu casaco e sua varinha e saiu pro corredor.
- Draco, aonde você vai? – Lúcio Malfoy estava lívido.
- Vou procurar um lugar pra ficar. Nessa casa eu não fico nem um segundo mais. – Disse enquanto chegava à porta da rua, saindo e batendo-a atrás de si.
Sentiu o vento gelado batendo em seu rosto e colocou as mãos no bolso, decidido a mudar de vida de uma vez por todas.
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Luna caminhava lentamente pelas ruas de Londres a caminho de seu apartamento, voltando do trabalho. Andava com a cabeça baixa, olhando os papéis e pastas que tinha em suas mãos e tentando proteger seu rosto do vento gelado.
Ela estava pensando quando iria visitar seu velho pai. Há muito havia se esquecido das loucuras nas quais pensava nos tempos da escola, como zonzóbulos, chifres de bufadores enrugados e espectrocs. Já não usava brincos de rolhas de cerveja amanteigada e nem tomava os tônicos de raiz forte e sopas de dilátex de água doce que seu pai preparava. (Mas seu pai ainda pensava que se fosse mordido por um gnomo, isso lhe daria alguma característica diferente). Porém não deixara de ser a Luna sonhadora e romântica que fora um dia. Mas agora ela era uma medi bruxa respeitada ao lado de Hermione, no Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos.
Ainda era muito próxima de seus amigos. Hermione e Rony que agora eram um casal, que brigava muito por coisas bobas e Harry e Gina que haviam se casado e eram ambos aurores. Luna havia tentado se relacionar com Neville, mas não havia dado certo. Agora ele lecionava em Hogwarts e ela estava feliz por ele.
Seu apartamento ainda estava a dois quarteirões quando alguém esbarrou nela, fazendo todas as pastas que carregava voarem pelos ares. Ela amaldiçoou profundamente e se abaixou para catar os papéis, resmungando.
- Droga, agora vou ter que organizar tudo de novo. – Ela praguejava juntando as folhas.
- Você não olha por anda não? – Luna reconheceu a voz arrastada do homem que agora também estava agachado pegando os papéis de qualquer jeito.
- Draco... Draco Malfoy? – ela olhou pra ele enquanto ambos terminavam de pegar os papéis e se levantavam. Encarou o homem loiro e alto que a olhava com a feição confusa. Ele tinha ombros enormes e camiseta justa por baixo do casaco escondia um abdômen bem definido. De repente os olhos dele clarearam e expressaram entendimento.
- Di-Lua Lovegood – sua voz agora era debochada. Ele colocou as folhas de qualquer jeito na pilha que ela já carregava – Você é a última pessoa que eu esperava encontrar.
- Não pense que estou mais feliz que você, Malfoy.
- Você está bem diferente Lovegood. – ele disse dando uma volta e a olhando de cima a baixo – Onde estão seus brincos de rolhas?
- No lixo, junto com sua educação, Malfoy. Agora se me dá licença, preciso trabalhar. – Luna disse voltando a caminhar para seu apartamento.
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- Fez uma excelente escolha, Sr. Malfoy. – o corretor disse num sorriso afetado lhe entregando as chaves. Aqui está o endereço de seu novo apartamento.
Draco pegou o papel que o homem lhe estendia e olhou o que estava escrito. Era próximo de onde havia esbarrado com a Lovegood mais cedo. Isso era bom, era bem localizado.
- Obrigado – Draco disse apertando a mão do homem e se retirando da sala. Iria até a sua casa agora mesmo, arrumar suas coisas. Não agüentava mais viver embaixo do mesmo teto que seu pai. Havia optado por um apartamento confortável e aconchegante, consideravelmente grande, com dois quartos e escritório, além dos cômodos usuais, e mobiliado, pois não queria levar nada da casa do pai, a não ser suas roupas e alguns pertences. Certificou-se com o corretor-bruxo que não havia nenhum móvel Malfoy na casa. Ele não estranhou a pergunta, levando em conta a onda de acidentes que já haviam acontecido com a linha de móveis do pai.
Saiu para rua novamente e agora caminhava tranquilamente. Não fazia menor questão de chegar rápido. Afinal, só faria suas malas e sumiria dali. Começaria, a partir de agora, sua nova vida.
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Luna chegou a seu apartamento e colocou todas as pastas na mesa. Dirigiu-se ao banheiro, pegou uma toalha no balcão embaixo da pia, despiu-se e entrou embaixo do chuveiro. A água quente caiu em seus ombros, desfazendo os nós em seus músculos. Estava extremamente cansada. Nunca havia trabalhado tanto. Chegaram ao hospital vários pacientes com ferimentos causados pelos móveis Malfoy, além dos outros acidentes mágicos.
A lembrança dos feridos a fez lembrar-se do encontrão com Draco Malfoy. Ele estava diferente. Estava bonito, não podia negar. A voz continuava arrastada e debochada, mas os olhos azuis acinzentados tinham um olhar muito menos frio. Isso podia demonstrar que ele havia mudado muito, mas não queria demonstrar. Talvez ele não fosse o mesmo Malfoy de antes. Talvez ele tivesse mudado bastante nesses 7 anos que se passaram. Talvez.
Saiu do box, deixando a água quente e se enrolou na toalha, seguindo para seu quarto. Escolheu um vestido solto, afinal lá fora estava frio, mas ali ela acenderia a lareira e tudo estaria bem. Prendeu os cabelos num rabo de cavalo alto e foi para o escritório trabalhar. Pegou todas as pastas de cópias de prontuários que havia trazido do trabalho para estudar os casos. Teria que organizar tudo de novo antes de começar sua pesquisa.
- Graças ao idiota do Malfoy! Que droga!
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Draco abriu o portão, caminhou pelo corredor de sebes altas e parou em frente à casa, tomando coragem de enfrentar sua mãe. Ele havia esquecido esse detalhe. Seria difícil convencê-la de que era melhor pra todos que ele saísse de casa. Pôs a mão na maçaneta e girou-a. Imediatamente sentiu um par de mãos geladas em seu rosto.
- Draco, meu filho. Onde você foi? Seu pai disse que você saiu gritando que ia sair de casa. Isso não é verdade, não é meu filho? Diga, diga que não. – Narcisa parecia desesperada. Não queria de modo algum ficar longe de seu único filho.
- É verdade sim, mãe. – Draco respondeu calmamente. – Eu já arranjei um lugar pra ficar. Um apartamento. Mas eu venho visitá-la sempre.
- Não. Eu quero você aqui, comigo. – A voz de Narcisa parecia implorar, mas ainda assim tinha um tom autoritário.
- Mãe, vai ser melhor desse jeito. Eu vou poder trabalhar sem ouvir todos os dias que o meu trabalho é ridículo e não é pra mim.
- Mas não é mesmo – Uma voz tão arrastada quanto a sua surgiu atrás de si. Lúcio Malfoy.
Draco fingiu não ter ouvido. Virou-se novamente para sua mãe.
- Nada vai me fazer mudar de idéia. Eu já dei entrada no apartamento. Vou me mudar ainda na hoje. – e dizendo isso deu fim a conversa e foi em direção ao seu quarto.
Draco abriu as portas do guarda-roupa violentamente. Pegou uma mala enorme e pôs lá todas suas roupas e livros e materiais de trabalho. Olhou seu quarto. A cama de dossel bem arrumada, o papel de parede verde e prata, a escrivaninha, agora vazia de seus livros, o guarda roupa vazio com as portas e gavetas abertas, a poltrona preta num canto.
Fechou a mala com seus pertences, desceu para despedir-se da mãe e voltou ao quarto. Encostou a porta com um clique baixo e buscou no bolso o endereço que o corretor lhe entregara mais cedo. Pegou a mala em uma mão, guardou novamente o papel no bolso. Segurou a varinha junto de si e mentalizando o endereço, desaparatou.
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Luna terminou de organizar a última pasta e a fechou no exato momento que seu estômago deu sinal de vida. Olhou para o relógio no canto da mesa que marcava 19:35 em números vermelhos. Faltavam 25 minutos para o restaurante da esquina fechar. Levantou-se e foi até o quarto. Pegou uma calça jeans e uma bata branca. Trocou-se e pegou uma jaqueta. Abriu a caixinha que continha dinheiro trouxa e pegou algumas notas, antes de sair. Ao chegar na portaria do prédio cumprimentou o porteiro bruxo que abriu a porta para ela com uma sacudida de varinha.
Luna saiu e sentiu o vento gelado da noite e puxou a jaqueta mais próxima do corpo. Quando chegava próximo ao portão ouviu um estalido. Um homem loiro e alto surgiu na sua frente carregando uma enorme mala. Ela já o havia visto mais cedo. Ele trajava as mesmas vestes. Draco Malfoy.
Draco aparatou no lado de fora do prédio, mas para dentro do portão. Olhou para o número e conferiu no papel. Edifício Merlin, número 81. Só então reparou na mulher que o olhava meio assustada. Deu um meio sorriso. Ela vestia uma calça jeans justa que delineavam bem suas coxas e pernas e jaqueta de couro preta e estava com os braços segurando a jaqueta ao redor da cintura. O cabelo loiro claro preso num alto rabo de cavalo. Era a segunda vez que via Luna Lovegood hoje.
- O que faz aqui, Malfoy? – a voz dela continha um pouco de desprezo.
- Eu vou morar aqui. E você? – ele perguntou, com uma nota de curiosidade em sua voz que ela não percebeu.
- Eu moro aqui – ela respondeu dando ênfase no moro.
- Hmm. Então... vamos ser vizinhos. – ele completou com um sorrisinho nos lábios. – Boa noite, Lovegood. – e passou por ela em direção a portaria.
Ela se encaminhou para o portão, estupefata.
Chegando ao restaurante, Luna sentou-se em uma mesa para dois que era a única vazia. Em cinco minutos o garçom lhe trouxe a lasanha que pedira. Ela começou a comer rapidamente, pois seu estômago exigia comida imediatamente. Enquanto comia ela observava o movimento do restaurante. Pessoas chegando e saindo. Garçons pra lá e pra cá servindo os pedidos. Foi quando seu olhar parou na porta. E ela o viu pela terceira vez no mesmo dia.
Draco se encaminhou ao balcão e fez seu pedido. Olhou ao redor procurando uma mesa. O restaurante estava lotado e havia apenas um lugar numa mesa para dois, próximo a janela. O outro lugar da mesa já estava ocupado pela loira que já havia encontrado duas vezes naquele dia. Luna olhava a movimentação através da janela. Encaminhou-se vagarosamente para lá.
- Com licença – ela virou o rosto para si – Será que eu podia fazer companhia à senhorita? Todos os outros lugares já estão ocupados. – ele completou apontando para o salão do restaurante lotado.
- Você está me seguindo? – ela perguntou, olhando nas íris azuis dele.
- De maneira alguma. – ele respondeu educadamente. – Nossos encontros foram meros acasos. E então, Posso me sentar?
- Fique a vontade, Sr. Malfoy. – ela disse, cuspindo as palavras.
Luna observou ele se sentar e não trocaram uma palavra até que o garçom trouxe um prato de espaguete e colocou na frente dele.
- Ah, como eu aprecio uma boa massa – ele disse num tom divertido. Luna o olhou desconfiada.
- Está tentando puxar assunto comigo, Malfoy? – ela esboçava um leve sorriso.
- Claro. Seremos vizinhos. Nada mais óbvio que a tentativa de nos darmos bem.
- Ah, OK. – ela respondeu, ainda não acreditando, mas resolveu tentar também. – Achei que ainda morasse com seus pais.
- Oh, morava. Até hoje à tarde. – disse antes de levar uma garfada à boca.
- Saiu de casa hoje? – ela parecia surpresa – Mas por quê?
- Assuntos pessoais – o olhar dele e de repente se tornou frio.
- Oh, me desculpe, então.
Um silêncio breve se instalou enquanto os dois comiam lentamente. Luna se perguntava se devia entrar no assunto ou não. Resolveu falar, afinal não tinha nada a perder mesmo.
- Temos atendido muitos feridos pelos móveis Malfoy. – ela disse receosa. A expressão dele endureceu. Ele pousou os cotovelos sobre a mesa ao lado do prato e juntou as mãos
- E... – ele disse esperando que ela continuasse
- Bom, você não sabe por que isso tem acontecido? – a voz dela era fraca e ainda mais receosa.
- Eu não tenho nada a ver com os negócios do meu pai. – sua expressão continuava dura.
- Me desculpe então. Não quis acusá-lo de nada. Só me perguntava se você sabia de algo – ele voltou a comer, enquanto ela se desculpava.
- Eu... eu sai de casa por causa disso. Ele quer que eu tome as rédeas da empresa. E eu não quero sair enganando ninguém.
Luna se surpreendeu com o desabafo dele.
- Me desculpe por tocar no assunto. Não precisa falar, se não quiser. – ela disse compreensivamente. E depois o silêncio se instalou mais uma vez.
Draco não pode deixar de perceber que ela dissera “Temos atendido muitos feridos...”. Isso o deixou curioso.
- Lovegood, no que você trabalha?
- Sou medi bruxa no St. Mungus.
- E trata seus pacientes com o que, raiz forte?
O olhar dela ficou frio ao olhar pra ele. Ele se arrependeu da brincadeira.
- Desculpe, não pude evitar. – ele disse com um sorriso oculto.
- Não que seja da sua conta, mais método é muito respeitado na comunidade medi bruxa.
- E eu posso saber qual é seu método? – ele perguntou seriamente.
- Eu busco poções alternativas daquelas usadas atualmente, que causem menos efeitos colaterais. – Draco imediatamente se interessou. Poções era a sua área. – Mas me diga você, o que faz?
- Sou boticário. Trabalho no Ministério no setor que visa manter a qualidade dos ingredientes para poções e poções prontas vendidas e pesquisas de novas poções. – a expressão de Luna era surpresa
- Seu pai permitiu que você tenha se tornado boticário?
- Saí de casa, não saí. – ele disse calmamente.
- Bom, acho que isso responde minha pergunta – respondeu com um risinho.
O clima se tornou ameno entre os dois e conversaram amenidades. Afinal, não havia por que existir conflito entre os dois, ainda mais agora que seriam vizinhos e que Draco parecia realmente mudado. Terminaram de comer e saíram juntos do restaurante ainda conversando.
- Faz três anos que trabalho no St. Mungus. Quando terminei Hogwarts fui para Portugal, trabalhar em um hospital. Fiquei um ano lá e vim para cá. Hoje trabalho com Hermione.
- A Granger? Nunca mais a vi.
- Sim, mas agora ela é Hermione Weasley. Ela se casou com Rony Weasley.
- Então você ainda tem contato com eles? Com o Potter e a Weasley também?
- Oh, é claro. Somos muito amigos. Mas agora eles são os Potter.
Draco não se surpreendeu. Potter era mesmo do tipo que se casaria rápido. Sempre tão certinho. E era tão óbvio que seria com a ruivinha.
Eles haviam chegado ao portão. Luna pegou uma pequena chave e inseriu no tambor da fechadura. O portão se abriu instantaneamente, sem ela girar a chave. Ambos entraram e se dirigiram ao elevador. Enquanto Draco pegava sua mala que havia deixado aos cuidados do porteiro Luna apertou o botão com o número 9. Ele pegou o papel de seu bolso e checou.
- Qual seu andar? – Luna perguntou.
- Nono – Draco respondeu levantando a cabeça.
- Então somos vizinhos mesmo. – ele olhou pro painel do elevador e deu um leve sorriso.
O elevador parou no nono andar e os dois saíram. Draco olhou para o hall que tinha apenas duas portas com mais ou menos dois metros de distância. Acima da porta do elevador um enorme 9 marcava o número do andar e nas portas do apartamento pequenos números compunham 901 e 902.
- Bom, acho que é aqui que nos despedimos.
- Boa noite, Lovegood. – ele disse pegando a mão dela e depositando ali um beijo. Luna sentiu como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo e corou até a raiz dos cabelos.
- Boa noite, Malfoy. – e dizendo isso, encaixou a chave na fechadura e entrou, o deixando ali a observá-la.
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Draco buscou as chaves no seu bolso e colocou-a na fechadura da mesma maneira que Luna havia feito. A porta do apartamento se abriu imediatamente, assim como o portão. Ele pegou a mala e a trouxe para dentro, pousou-a no chão e olhou para o cômodo.
Era uma sala ampla. As janelas eram grandes. Mais ou menos no meio da sala havia um sofá comprido de couro preto. Três paredes eram verde claro e outra era verde escuro. Logo em frente ao sofá havia uma grande estante com uma televisão. Não entendeu o porquê da televisão, que era coisa de trouxas. Dos lados do sofá havia três poltronas pretas também. No chão, entre as poltronas e a estante estendia-se um tapete branco e felpudo de aparência cara. No canto havia um rack com um rádio e ao lado havia vários lugares para CD’s. Na parede oposta a da janela havia um balcão de duas portas. Na parede atrás do sofá, de um lado tinha uma porta que dava para a cozinha e do outro lado um portal se alongava num corredor que dava lugar aos outros cômodos da casa. Draco se encaminhou para o corredor. Abriu a primeira porta à direita e encontrou o banheiro. Acendeu a luz e viu um banheiro amplo e bem iluminado com azulejos brancos com detalhes verdes. O box era de vidro e a louça sanitária também era branca. Sob a pia havia um balcão de duas portas. E na parede sobre a pia estava um grande espelho oval. Saiu do banheiro e continuou sua expedição pela casa. Entrou na primeira porta à esquerda e encontrou o primeiro quarto que tinha apenas uma cama, um guarda-roupa e um criado-mudo. Seguiu caminhando pelo corredor. Entrou na segunda porta à direita achou o escritório. Era uma cômodo não muito grande mas confortável. Tinha duas estantes cheias de livros que foram vendidos junto com o apartamento. Uma mesa enorme no fim da sala com várias gavetas e uma cadeira preta de couro que parecia bem confortável. Atrás da cadeira, janela igual a da sala. Num canto oposto da mesa havia uma espécie de cristaleira com vários copos e taças para diferentes tipos de bebidas e ao lado, lugares para pousar as garrafas. Saiu do escritório e se encaminhou para a porta no fim do corredor. Abriu-a e se viu dentro de seu quarto. Havia uma enorme cama de dossel, parecida com a dele na Mansão Malfoy, um grande guarda roupa com quatro portas e várias gavetas, uma poltrona verde escura, que parecia extremamente confortável. As paredes, como os outros cômodos, três eram verde claro e a parede na qual a cama estava encostada era verde escura. Opostamente à cama havia um sofá preto como o da sala e logo acima a janela coberta por uma cortina creme, igual as que havia nos outros cômodos.
Draco não pensou em nada. Jogou-se na cama, aproveitando a paz de estar sozinho num lugar só seu. O colchão era tão macio quanto o seu anterior. Sentiu que não teria problemas de adaptação. E sem hesitar, adormeceu aproveitando o início de sua nova vida.