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9. O Glamour Trouxa


Fic: Harry Potter e o Segredo de Sonserina


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Estavam todos tomando o café da manhã. Mione, Lupin e a família Weasley tinham ficado na casa para ajudar nos “preparativos”. Rony lia um jornal trouxa pela primeira vez na vida.

- Três semanas inteirinhas! - Hermione comentou, enquanto lia o Profeta Diário. – Nada de descobrirem sobre os livros.

“Rony lendo um jornal trouxa e Mione o Profeta?”, Ana divertiu-se.

- Olha só! – Rony exclamou. – O jornal está dizendo que o livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, lançado recentemente, está sendo um sucesso no mundo dos trouxas!

Harry sentiu um solavanco no estômago.

- É o primeiro. – Ana comentou displicentemente, enquanto comia uma torrada. – Daqui para frente só vai aumentar a quantidade de fãs. Vira uma mania assim que chega a um país. É o que a imprensa trouxa chama de “Efeito Potter”.

- Com licença. – Harry disse baixinho, enquanto se levantava da mesa e saia para o jardim.

- Eu e essa minha boca enorme! – Ana se recriminou, a expressão triste.

- A culpa também foi minha... – Rony a acompanhou na lamentação.

- Eu vou falar com ele.

- Obrigada, Gina. – Ana agradeceu.

Gina se aproximou lentamente de Harry. Ele estava sentado na escadaria que saía no jardim, a cabeça baixa. Sentou-se ao lado dele, sem dizer nada, apenas o deixando saber que ela estava ali.

Harry levantou a cabeça e a fitou, provocando um aperto no coração da ruiva. O rosto dele mostrava agonia:

- Quando isto vai acabar, Gina? Quando a vida vai parar de me pregar peças?

- Eu não sei, Harry.

Para aquilo ela não tinha resposta. A única verdade que conhecia era aquela que seu coração teimava em gritar constantemente. E foi isso que respondeu:

- Só quero que saiba que sempre estarei aqui. Sempre que precisar.

Harry sorriu e deixou a cabeça descansar no ombro dela. Ana chegou nesse momento, mas os dois não a viram. Estava preocupada com Harry, mas ficou feliz quando viu o casal tão próximo. Ouviu Gina comentar:

- Eu não posso culpar alguém por ceder ao “Efeito Potter”. Também fui vítima dele.

Os dois se fitaram de forma tão... “Harry-e-Gina”, que Ana achou melhor sair e deixar os dois a sós. Entrou em casa, com um sorriso nos lábios.

- Gina... – Harry tinha tomado a sua decisão: - Eu tenho que te contar umas coisas...

- Ah, até que enfim, não senhor Potter? – ela fingiu estar ofendida. – Eu pensei que não iria escutar o conselho da Ana...

- Ginevra Molly Weasley! – Harry estava surpreso, mas sorriu. Foi sua vez de se fingir de bravo: - Você andou usando as orelhas extensíveis dos gêmeos para ouvir a conversa dos outros?

Gina deu uma risada, que foi logo interrompida por Harry, que a puxou para si, dando-lhe um longo beijo.


***

O dia voou para Ana. Tia Agatha fora convencida de que não poderia impedi-la, e até mesmo estava financiando a “operação”.

De manhã, tinha ido comprar os equipamentos com o senhor Weasley e ajudado o pessoal a instalar tudo em um velho furgão que a Ordem tinha conseguido. Explicou o funcionamento deles exaustivamente a um senhor Weasley evidentemente eufórico.

A tarde foi dedicada à compra de um vestido de festa (trouxa, é claro) e a uma passada básica a um salão de beleza (também trouxa, pois aquele negócio de poção para penteados não lhe inspirava confiança).

Chegou em casa virtualmente atrasada, cheia de sacolas, atravessando a sala como um furacão. Registrou minimamente a presença de um enorme monte de pelos castanhos sobre uma das almofadas do sofá:

- Olá Bichento! – cumprimentou subindo as escadas correndo.

Foi direto para o quarto se aprontar. Tinha trinta minutos para o banho, maquiagem e se vestir. Exatamente ao final desse tempo estava pronta, diante do espelho, observando o vestido clássico preto, com detalhes bordados em dourado nos decotes e na barra. O tecido leve era justo no corpete e descia solto da cintura para baixo. Os cabelos estavam presos elegantemente para cima, deixando alguns cachos negros caírem. Por último, sandálias de salto alto.

- Oh, querida! – exclamou Tia Agatha, que tinha entrado no quarto naquele momento. – Você está tão bonita! E pelas cores do vestido até mesmo parece que adivinhou o que eu vim lhe trazer...

Agatha trazia nas mãos uma pequena caixa de madeira nobre e antiga, com um texugo entalhado na tampa. A velha senhora a abriu, revelando o conteúdo: um bracelete dourado e finamente trabalhado, com uma pedra negra ao centro, que Ana imaginou ser ônix.

- Vovó Hepzibah deu-me isto pouco antes dela morrer. Nós não éramos nada parecidas, mas, inexplicavelmente sentíamos empatia uma pela outra.

- Obrigada, tia... – Ana estava emocionada. – Vai ser uma honra usa-lo esta noite.

- Só esta noite não. É seu. – Tia Agatha disse, enquanto o colocava no pulso de Ana.

As duas desceram as escadas, provocando um “ooooooooooooh!” de todos que já estavam aguardando na sala. Mas Ana não se dava conta dos demais. Seus olhos só procuravam a aprovação de uma pessoa. E, quando finalmente a encontrou, seu coração disparou parecendo ter enlouquecido dentro do seu peito. Foi despertada por uma voz do lado oposto da sala:

- Você está linda, querida! – o senhor Weasley elogiou, como um pai orgulhoso.

- Obrigada. – Ana sorriu timidamente, a custo desviando o olhar para agradecer o senhor Weasley.

Carlinhos, já recuperado do seu momento “olhar abobalhado”, resmungava algo parecido com “é assim que ela planeja passar despercebida?”, provocando uma troca de olhares divertidos dos gêmeos, que estavam perto dele.

Chegaram minutos depois aos arredores da Embaixada Brasileira, graças a uma chave de portal. Kingsley já aguardava ao lado de uma limusine.

- A garota e o chofer estão escondidos aqui perto. – ele explicou a Ana. - Quando acordarem, já vão estar nos próprios quartos, com falsas recordações. O chofer, a de ter levado a filha do embaixador até a casa do Primeiro Ministro, esperando-a por horas. E a moça, de ter passado horas entediantes – e normais - no jantar.

Ela assentiu com a cabeça e ajeitou o equipamento de áudio atrás da orelha. A micro-câmera (bota micro nisso!) já estava posicionada, presa a uma das alças de seu vestido e meio encoberta. Testou os equipamentos mais uma vez.

- Isso é fantástico! – o senhor Weasley exclamou, como que falando para si mesmo. – De onde os trouxas tiram idéias para inventar essas coisas?

Já acostumado com o entusiasmo de Arthur, Kingsley continuou, não dando importância à interrupção:

- Tem gente nossa disfarçada em toda a quadra, Ana. Qualquer coisa nos avise.

- Sem problemas. – ela respondeu.

Entrou na limusine. Ergueu uma sobrancelha, surpresa, ao ver um dos gêmeos na direção. Se Ana não estava enganada, era Jorge.

- Eu vou ser seu chofer hoje, madame! – ele exclamou animado.


***

Os quatro estavam em um canto da sala.

- Harry, nos mandaram ficar aqui! – Hermione disse.

- Mione, Ana está sozinha em uma casa cheia de comensais, tendo como única proteção um monte de equipamentos trouxas controlados pelo senhor Weasley, Lupin e Carlinhos, que nunca sequer ligaram uma televisão. – Harry respondeu. - Você acha que ISSO vai dar certo?

- Bem... – era evidente que Hermione não achava, mas mesmo assim argumentou: - Em que vamos poder ajudar?

- Vamos ser o elemento surpresa. – Rony disse. – Nenhum comensal iria imaginar que a Ordem iria nos deixar ir junto.

- A Ordem NÃO DEIXOU, Rony! – Hermione contestou, dirigindo-se ao amigo pela primeira vez em dias.

Harry tinha notado isso, e comentou:

- Algum problema com vocês dois?

- Não, nenhum. – disseram juntos.

- Se nós vamos mesmo, temos que decidir agora. – Gina acrescentou, olhando a mãe e Agatha, que conversavam nervosamente uma com a outra, tentando fingir que não estava acontecendo nada. – Antes que elas se lembrem que estamos aqui.

- Mione? – Harry perguntou.

- Tudo bem. Vocês vão de qualquer jeito mesmo, não é? – concordou com um muxoxo.

Os quatro seguraram a chave de portal, sumindo da antiga casa dos Smith.


***

Ana entrou na casa do Ministro esbanjando uma segurança que não sentia. Mas era uma boa atriz. Realmente, quando entregou o convite ao segurança, ela aparentava ser senhora de si mesma, completamente à vontade no local. O que era uma grande mentira, porque parecia que seu estômago estava dando voltas, tamanha era a náusea que sentia.

Para completar, os amigos do furgão não paravam de comentar dentro de seus ouvidos: “Oh, então é assim a casa de um trouxa importante!”, “Quantas coisas interessantes”.

Ana foi encaminhada ao belo salão pela assistente particular do ministro, que prontamente a apresentou ao embaixador do Chile e a esposa, e a um cônsul da argentina, acompanhado de seu secretário. Devia estar entre as funções dela ambientalizar os convidados, aproximando os que tinham mais afinidades.

- “Vamos ter que lançar um feitiço nesses quatro para pensarem que foram apresentados à verdadeira filha do embaixador.” – Lupin comentou.

- Com certeza. – Ana concordou em voz alta sem perceber.

- Pérdon? – perguntou a esposa do embaixador chileno, que estava ao seu lado.

- Com certeza é uma bela festa. – Ana apresentou-se a consertar.

Após algum tempo, estava começando a se incomodar com os olhares insistentes do secretário do cônsul argentino, principalmente porque a voz de Carlinhos lhe soava cada vez mais irritada nos ouvidos: “Saia daí. Você não ia “circular” na festa? Sua missão não é flertar com os convidados”.

Se pudesse, iria lhe dar uma boa resposta sobre a ignorância dele a respeito de protocolo trouxa. Ou melhor, sobre a boa-educação em geral.
Ana pôs-se a observar aos arredores, esperando deparar-se com um olhar frio e maligno, como imaginava ser o de um comensal. Qual deles teria sido o escolhido de Voldemort? Ou será que seriam “quais”?

Iriam atacar abertamente, revelando-se?

Não. Isso seria o estilo de comensais como os Malfoys, que adoravam se exibir. Mas não a DELE. Ele iria preferir algo mais sutil e maquiavélico. Algo que ele poderia chamar de “genial” dentro de seus conceitos mórbidos.

Visualizou o Primeiro Ministro, entretido em ciceronear o novo embaixador da Indonésia, seu convidado de honra, bem como a mulher dele, que parecia entediada. Ana percebeu que não havia a mínima empatia entre o casal. Na realidade, parecia que se odiavam. “Será que há casamentos arranjados na Indonésia?” Ana pôs-se a pensar. “Um casamento mantido por conveniência, quem sabe?”

Ia desviar a atenção do grupo quando algo chamou sua atenção. O celular do assessor do ministro tocou, assustando os indonésios. Eles olhavam curiosos para o aparelho, como se nunca tivessem visto um.

Como se nunca tivessem visto um!

A desconfiança se instalou na mente de Ana. Praticamente não respirava enquanto não perdia nenhum detalhe do que se passava no grupo. A certa altura, o embaixador se dirigiu ao ministro, parecendo pedir algo. O ministro assentiu, falando alguma coisa ao assessor, que se retirou deixando os três a sós.

Ana gelou. O embaixador deixou algo escorregar por baixo da manga de sua roupa típica. Uma varinha! Iriam azarar o ministro!

Ela tinha que fazer algo. Estava pálida quando começou a se virar, respondendo ao questionamento da embaixatriz chilena com um murmúrio sobre ter esquecido de se apresentar ao convidado de honra. Dirigiu-se a eles ignorando o lembrete da mulher que eles iriam ser formalmente apresentados a ele no jantar. Tinha que agir rápido.

- “O que foi?” – era a voz de Carlinhos, que tinha percebido que algo errado estava acontecendo.

Mas sua presença já tinha sido percebida pelo casal indonésio.

O embaixador empalideceu enquanto fitava o pulso de Ana. A atenção dele estava voltada para um objeto em particular. Só então ela se lembrou do bracelete.

- “Ana, o que está acontecendo?” – era a voz de Lupin.

- Aqueles não são o embaixador e a embaixatriz da Indonésia. – disse discretamente.

- “Nosso pessoal vai para aí, Ana.” – o senhor Weasley avisou.

“Tudo bem, sem pânico”, pensou enquanto o casal se afastava do ministro. Havia mesmo um plano dos comensais, mas a ajuda já está vindo. “É só eu ficar...”. Interrompeu-se, ao ver que o “embaixador” estava vindo em sua direção. Com a varinha apontada para ela, discretamente escondida por baixo da manga.

Ana começou a se afastar o máximo que pode.

- “Ana, o que está acontecendo?” – era a voz de Carlinhos.

- Ele está vindo atrás de mim. Acho que me descobriu.

- “Fique o mais longe possível dele”. - era a voz de Lupin. – “Saia de seu campo de visão, assim ele não vai conseguir te azarar”.

- Certo.

Ana tinha entendido. Era como quando Quirell lançara aquele feitiço em Harry no primeiro ano, durante o jogo de quadribol.

Sumiu entre os convidados, dirigindo-se à escada. Parou ao perceber que a “embaixatriz” estava posicionada justamente ali. Deu meia volta, avisando aos amigos:

- Há um deles na saída principal. Vou pela porta dos fundos.

Aquilo foi o suficiente para Carlinhos. Largou os fones de ouvido e saiu correndo para fora do furgão, ignorando os chamados de Lupin e do pai.

Ana começou a descer as escadas dos fundos correndo. Podia senti-los no seu encalço. Quando estavam longe das vistas dos convidados, seus perseguidores começaram a lançar feitiços, mas Ana conseguiu se desviar deles. “Diabos, onde estão os agentes britânicos nessas horas? É a casa do ministro deles, puxa vida!” Vários espelhos e vasos ficaram espedaçados, como resultado das tentativas fracassadas dos comensais.

Alcançou a porta dos fundos bem a tempo de se desviar de outro feitiço. No jardim mal iluminado, escondeu-se atrás de uma estátua grega.

- Ora, vamos, mocinha... – era uma voz de mulher, debochada e cruel. – Nós só queríamos nos apresentar. Você deve ser amiguinha do pessoal da Ordem, gostaríamos de te conhecer...

- Saia de onde estiver escondida e nós não a machucaremos. – desta vez era uma voz masculina grave.

Eles deviam estar malucos se achavam que ela iria confiar na palavra de comensais!

- Fale por você. Eu não prometo nada... – disse a voz feminina, ainda mais debochada.

- Cale a boca, Bella!

Ana tampou a boca com as mãos, abafando um grito. “Bellatrix Lestrange!”

- Você deve ser uma trouxa, não é? – Bellatrix continuou, ignorando o comparsa. – Se fosse uma bruxa já teria se defendido... Tsi, tsi, tsi – fez um barulhinho de desaprovação. – A Ordem está definitivamente decaindo... Usar uma trouxa!

A mulher estava chegando perto. Ana tinha que fazer algo. Foi quando viu alguma coisa no gramado...

- Vocês queriam me ver? – Ana saiu do esconderijo. – Lamento informar que há membros da Ordem ao redor de toda a quadra. Eles estarão aqui logo.

- Também lamento informar que TODOS eles foram devidamente estuporados por um amiguinho nosso. Que pena que não estávamos preparados, senão eles já estariam divertindo o Lorde das Trevas... – Bellatrix, já em sua forma real, sorriu malignamente.

- Nos entregue o bracelete, senhorita.

Ana olhou na direção que vinha a voz. O outro comensal também tinha retomado a sua verdadeira forma. Ela o reconheceu imediatamente:

- Severus Snape!

- Acredito que ainda não fomos apresentados. – ele levantou uma sobrancelha - Mas evidentemente me conhece...

Ana foi deixando-se cair de joelhos, a face pálida.

- Ah, vai desmaiar agora, vai, trouxinha? – Bellatrix zombou.

- Não... – Ana disse fracamente. E em seguida, quando achou o que procurava, repetiu com determinação: - NÃO MESMO!!! – torceu algo no chão.

Bellatrix e Snape gritaram de surpresa quando jatos de água saíam dos regadores instalados no gramado. Aproveitando a distração, Ana correu para um jardim de cercas vivas. Correu o mais rápido que podia, mas foi agarrada por braços fortes, sua boca coberta pela mão do captor, impedindo-lhe o grito.

- Calma! Sou eu! – Carlinhos sussurrou.

Ele pôde sentir o alívio percorrendo o corpo trêmulo de Ana. Ele a abraçou, enquanto tinha pensamentos assassinos em relação a Snape e à Bellatrix por terem feito isso com ela.

- Não ouse dizer “eu te avisei”... – Ana sussurrou.

- Não, não vou dizer... – Carlinhos quase riu. Pelo jeito, ela estava se recuperando.

Ouviram passos pesados se aproximando.

- Sua trouxa nojenta, eu vou te matar! – gritou Bellatrix.

- Bella... – Snape a avisou.

- Eu sei, eu sei! Eu te dou o maldito bracelete depois que a matar!

- ELE a quer viva. – Snape disse.

- Droga! – Bellatrix bufou de raiva.

Os passos pareceram ir em direções diferentes. “Eles se separaram”, Carlinhos pensou. Puxou Ana para o caminho da direita, parando alguns passos depois, atrás de uma das cercas.

- Você confia em mim? – perguntou.

Ela acenou afirmativamente, sem pensar duas vezes.

Carlinhos se surpreendeu que uma resposta tão singela pudesse causar tanta alegria nele.

- Espere aqui. Se acontecer alguma coisa comigo, corra o máximo que puder, ouviu?

Antes que Ana pudesse impedi-lo, Carlinhos se pôs frente a frente com o comensal que tinha tomado o caminho da direita, descobrindo que era Bellatrix.

- Olhe só! – exclamou sarcástica - Deixe-me ver... Ruivo e protetor de trouxas... Deve ser um Weasley! Avad...

- Estupora! – ele foi mais rápido.

Bellatrix caiu desfalecida no chão.

Do outro lado, Snape se deparou com um grupo bem conhecido dele:

- O Quarteto do Potter... – ironizou.

Os quatro empunharam as varinhas. A face de Harry demonstrou todo o ódio que sentia por ele.

- Snape! – Bellatrix chamou.

Os jovens lançaram vários feitiços, um seguido do outro, mas Snape rebateu todos, jogando-os cada vez mais longe.

- Lamento muito, mas vamos ter que nos divertir mais tard... – se interrompeu para rebater um feitiço de Harry, levando-o novamente ao chão.

Estava surpreso:

- Andou treinando feitiços não-verbais, Potter? Não é o suficiente. Sua mente continua tão aberta quanto um livro. – zombou, sumindo em seguida.

Alguns segundos depois, Ana e Carlinhos os encontraram:

- Snape fugiu com Bellatrix. – Carlinhos anunciou.

***

A escuridão do local refletia bem a personalidade de seus ocupantes. Especialmente um deles. Ele se erguera imponente da poltrona em que estivera sentado, encarando os demais com um brilho frio no olhar.

Apesar do tom calmo da voz, mesmo quem não o conhecia podia pressentir que aquela figura sinistra era capaz de explodir a qualquer momento, sem dar sinal algum.

- Então, falharam... – a expressão era incrivelmente leve para o perigo que as palavras continham.

- Mestre! – a mulher morena jogou-se a seus pés, completamente trêmula. – A culpa foi daquela mulher trouxa... Aaaah! – Bellatrix foi jogada contra a parede com um movimento de varinha.

- Minha paciência com você acabou, Bella. – Voldemort disse, como se estivesse falando sobre o tempo. – Mais tarde eu decido o que fazer com você. Enquanto isso...

Mais um movimento de varinha. Bellatrix começou a se contorcer e a gritar de dor. Uma mulher loura abafou o grito de horror da própria garganta, enquanto abraçava um garoto, igualmente assustado.

- Saiba que eu vou te poupar desta vez porque ainda estou muito feliz com a morte de Dumbledore, Severus. – Voldemort advertiu, sem aparentar se dar conta dos gritos de Bellatrix.

- Sim, Mestre. – Snape inclinou a cabeça, não demonstrando sentimento algum.

- Podemos cuidar do ministro trouxa mais tarde... – ele se sentou novamente, divagando como se estivesse falando sobre planos para um piquenique. – Mas eu preciso... Cale a boca, Bella! – finalmente se irritou, fazendo cessar a maldição.

Bellatrix ficou estirada no chão, sem forças para nada.

- Eu PRECISO daquele bracelete! – continuou. – Aquela tonta da Hepzibah Smith disse-me que o tinha vendido. E ele realmente parecia tão comum... – de repente, pareceu se lembrar de algo: - Quem é a garota?

- Não conseguimos saber, meu lorde. – Snape respondeu.

- Eu preciso dela também. Aquele bracelete guarda um segredo e, se emitiu magia hoje, pela primeira vez em mil anos... Quer dizer que ela é a chave.

***

- Como assim está emitindo magia? – Ana exclamou.

A casa dos Smiths estava repleta de membros da Ordem se recuperando dos estuporamentos. Realmente fora uma sorte os comensais não estarem preparados.

- Esse bracelete está irradiando uma magia tão forte e clara, que é praticamente palpável para nós. – Tonks explicou.

- Eu pus sua vida em risco! – Tia Agatha estava chorando. – Mas eu jamais imaginei... Esse bracelete é uma piada na família há séculos! Helga Hufflepuff disse aos filhos que o tinha enfeitiçado... Mas ele nunca fez nada! Acharam que tinha sido uma brincadeira de Helga... Ela tinha muito senso de humor! – Agatha estava inconsolável.

- Ora, tia, não é para tanto... – ela abraçou a tia. – Afinal, eu estou inteira... Graças ao sistema de irrigação do ministro! – sorriu.

- Ham, ham! – Carlinhos pigarreou.

- Está bem, está bem. – Ana admitiu a contragosto. – Graças a você também... – enrubesceu: - Obrigada. E a propósito, obrigada também, meninos. – agradeceu a Harry, Hermione, Gina e Rony.

- O que me faz lembrar que vocês estão de castigo por um mês! – exclamou a senhora Weasley.

- Molly... – o senhor Weasley interveio. – Eles ajudaram a salvar a Ana...

- Está bem. – amoleceu. - Uma semana de castigo, então!

Mãe é mãe. Ainda mais sendo a senhora Weasley...

- Posso examinar o bracelete, Ana? – Lupin pediu.

- Claro. – ela tentou inutilmente tira-lo. – Não sai! O fecho emperrou!

Todos se olharam na sala. Mais do que nunca a presença dela ali parecia ser algo metodicamente planejado.

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N/A: Descobri que não sou boa em cenas de ação. Pensando bem, não sou boa nas demais, também... (rsss). Desculpem pelo tamanho do capítulo, espero que não tenham sofrido muito para chegar até o final dele...

AcA, Ticia, Stancy: Obrigada pelos comentários. Vocês me deixaram muuuuuuuuuuuuito feliz! Brigadão! Adorei.
AcA, o negócio com o tempo é assim: segundo a cronologia da J.K., Harry nasceu em 31 de julho de 1980. Entrou para Hogwarts em 1991, portanto. Ana leu todos os livros até o número 6, ou seja, ela é de 2005. Mas Harry ainda tem 17 anos, ou seja, a história ainda está em 1997 (agosto, para ser mais exata). Por razões secretas que eu não posso revelar (mas as pistas já estão postas neste e nos capítulos anteriores), Dumbledore fez com que Ana voltasse no tempo com um livro enfeitiçado. Expliquei direito? Qualquer coisa me dá um toque, ta?

Obs 1: A tortura de Bella foi em homenagem ao Neville, personagem por quem tenho tanta simpatia (nada de apoio à violência, tá crianças? Tio Voldie é mau, não é um bom exemplo para ser seguido).

Obs 2: Vai ter romance e revelações no próximo capítulo.

Beijos para todos! Comentem, PELAS ALMAS DOS QUATRO FUNDADORES DE HOGWARTS!

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