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2. Capitulo 2


Fic: O LAGO 11 - Rony e Hermione - NC18


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 2


 


 


Vários minutos depois, cada um virado para o seu lado, na escuridão, nenhum dos dois encontrava posição e sossego para conciliar o sono. Arrependida de ter esnobado-o, Hermione virou na cama.


Esperou que Rony tentasse uma aproximação. Era natural nele, sempre procurar por sexo. Uma mão boba, uma encostada... Dormir ao lado dele nunca era algo inocente.


Suas esperanças foram totalmente frustradas. Justamente agora que estava arrependida de ter esnobado a deliciosa noite de amor que teriam, ele achava por bem levar em conta seus sentimentos!


Lutando contra a irritação, Hermione suspirou resignada, moveu-se na cama, e ascendeu à luz do abajur do seu lado da cama.


-Rony – chamou-o.


Ele apenas olhou para ela, esperando que brigasse com ele outra vez.


-O que é, Hermione?


Havia sim uma pontinha de desgosto em sua voz, por não ter a noite de sexo que esperava. Não era um tarado, mas esperava dias pela oportunidade de fazer amor com sua namorada!


-Precisamos conversar sobre nossa situação – ela começou a dizer mansamente – Precisamos muito falar sobre a distância entre nós e nossos planos de futuro. Faz quase um ano que vivemos longe um do outro. Quase um ano. É muito tempo.


-Eu sei  - ele disse precisando de muita resistência para não descontar nela sua frustração sexual.  – Podemos falar disso amanhã?


Hermione sorriu. Ele não esperava um sorriso. Ela baixou os olhos, misteriosa, então, olhou-o com malicia:


-Podemos deixar esse assunto de lado um pouco? Quer namorar antes de dormir?


Ele soltou um suspiro de alivio.


-Graças a Merlin... Pensei mesmo que você não queria – ele confessou.


Sua expressão de alívio era tão bonitinha, que Hermione riu, curvando-se e o beijando na bochecha.


-Bobo – ela sussurrou, esperando que ele tomasse a iniciativa.


-Linda – ele disse enquadrando sua face com uma das mãos, olhando fundo em seus olhos castanhos, antes de beijá-la.


Um beijo como este poderia roubar sua alma. Profundo, molhado, sensual.


Naquela posição, Hermione curvou o corpo para encostar-se ao dele. Havia edredom entre eles,  e ela se afastou.


-Sem roupas. Agora. – ordenou.


Feliz em obedecê-la, Rony chutou o edredom para longe, e livrou-se da camiseta tão rápido que ela mal teve tempo para sorrir. Então, estava muito ocupada em correr as mãos por seu peitoral, enquanto ele se desfazia da bermuda e cueca.


Era um homem tão bonito, ela pensou. Seu amado namorado, não era mais um menino, e seu corpo era deliciosamente bem tratado. Músculos desenvolvidos, braços grossos, ombros largos.  Deslizar seus dedos pelos gomos de seu abdômen era um prazer inenarrável.


Usando ambas as mãos, Hermione empurrou-o contra os travesseiros, deslizando as mãos por aquele abdômen, cada vez mais para baixo.


Ele suspendeu a respiração, usando a mão livre, para subir por suas canelas. Hermione ajoelhou-se ao seu lado, na cama, e ele subiu mais aquela mão atrevida, por baixo da camisola, por trás.


Hermione sorriu, devotando sua atenção ao belo corpo masculino diante de si. Exibido, Rony espichou-se no colchão, oferecendo a mais completa visão e alcance de seu corpo.


Ela não se fez de rogada. Muito menos procurou atalhos. Há dias estava obcecada com a idéia de estar com seu namorado, e num movimento inconsciente de desejo, lambeu os lábios, antes de curvar-se e acariciá-lo com a ponta da língua.


Foi recompensada com um longo e sofrido gemido masculino. Sua mão esquerda segurou-o na base, mantendo-o firme em sua direção. Era um membro tão bonito, claro, pele macia, cabeça vermelha, inchada. Pulsando em sua mão, era adorável e excitante.


Atrevida, ela espalhou saliva na mão direita antes de apanhá-lo e manipular em um ritmo fácil que sabia ser capaz de enlouquecê-lo. Rony pinotou os quadris em sua direção, tão entregue que a fez erguer os olhos, algo de perigoso nas pupilas castanhas.


Tão perigoso quanto à sensação que o amorteceu. Ela lambeu com total dedicação, correndo a língua por toda extensão, atenção redobrada a glande. Adorava fazer isso. Exercer seu poder feminino sobre o pobre homem entregue as suas mãos. Para enlouquecê-lo, ela sugou a ponta, atendo-se apenas a ela por vários segundos. Sucção forte, que arrancou-lhe gemidos mais altos.


-Hum, Rony... – ela soltou-o, lembrando-se de algo – Silenciou o quarto?


-Não – ele moveu-se, assustado.


Hermione soltou seu membro e ficou olhando para ele com um olhar inconfundível.


-Desculpe – ele disse em tom de reclamação, levantando da cama, um pouco acelerado, procurando por sua varinha.


Hermione permitiu-se correr os olhos por todo aquele corpo esculpido por muitos treinos. Podia jurar que seus ombros haviam alargado alguns bons centímetros naquelas semanas de distância.  Amava cada pedacinho dele. Orgulhosa, observou-o silenciar o quarto, um pouco corado, primeiro pelo ato em si, e depois pela possibilidade de virem a ser ouvidos por Molly Wesley.


Terminado seu trabalho, Rony virou-se para voltar à cama. Encontrou sua namorada admirando-o, ficou de pé, deixando-se olhar.  Ela sorriu, baixando o rosto, corada.


Seus cabelos castanhos, antigamente muito cacheados e indomados, estavam domados em um suave ondulado, provando o quanto ela se cuidava para ele. Não que Hermione não fosse naturalmente vaidosa, mas era uma mulher prática. Então, estes pequenos cuidados de beleza eram também prova de sua atenção e carinho.


-Seus ombros estão mais largos? – questionou apaixonada.


-Você gosta? – ele perguntou andando para a cama, como um predador em direção a sua caça.


-Gosto de cada pedacinho seu – declarou. - quando me abraça, me sinto outra pessoa. Pessoalmente, não tenho queixas do seu treinador – ela respondeu maliciosa – Ele sabe o lugar certo para malhar.


-Tenho medo de me tornar um gigante – ele brincou – Estou quase do tamanho do Carlinhos.


Ela riu suavemente, excitada, enquanto ele entrava na cama outra vez. De joelhos, de pé, ele ajeitou-se e se acariciou, atraindo seu olhar. Era um convite para continuar de onde havia parado.


Hermione se curvou e abocanhou-o. Delicadamente no começo. Sempre gentil. Carinhosa. Rony gemia. Acariciava seus cabelos com mãos que não desejam ser ansiosas ou pesadas, mas sempre acabava por puxá-la um pouco demais em sua direção.


Com a boca ocupada, ela sugou forte desta vez, levando-o fundo. Um movimento longo, e vagaroso, retirando muito devagar. Ele fechou os olhos, a cabeça tombada para trás.  Audaciosa repetiu o movimento varias vezes;


Autocontrole, esse homem desfrutava de muito autocontrole, e ela detestava pensar que estava perdendo o controle sobre ele, por isso, deslizou os dedos para baixo, entre suas nadegas como fizera uma vez no passado ainda em Hogwarts.


-Hei – ele reclamou, apesar do modo como sua pele se arrepiou e seu penis saltou em sua mão, inchando um pouco mais – Minha mãe está no quarto ao lado.


-E o que tem? – ela provocou.


-Não vou levar uma dedada com a minha mãe dormindo no quarto ao lado – ele reclamou, visivelmente chateado.


Hermione nunca entenderia esses pudores masculinos, mas respeitou. Para desfazer sua carranca engalfinhou-o nos lábios e fez jus ao termo ‘chupar’.


Fez de tudo para agradá-lo. Acabar com sua férrea resistência.


Chegou a conclusão que  poderia facilmente dobrá-lo as suas vontades. E sua vontade naquele exato instante era de tê-lo onde mais lhe doía.  Convicta, largou-o e surpreendeu-o, ao puxar a calcinha por baixo da camisola, retirando pelas pernas, sem levantar da cama. Então, virou-se de costas, e se posicionou, encostando seu traseiro em seu penis.


Seu Rony adorava aquele roça-roça. Um homem de puro instinto. Era amoroso e romântico, mas às vezes, apenas queria pegá-la e fazer suas vontades, como um macho alfa na selva. E geralmente nestes momentos, ela se submetia, fraca e excitada, apenas para em outro momento, serem tomados pelo fogo da paixão e inverterem  o jogo.


Contrariando suas expectativas, ele ficou muito tempo fazendo isso. Empalando seu membro entre suas nadegas, segurando-as firmemente em volta, sem nunca avançar em direção a penetrá-la. Pelo contrário, parecia disposto a evitar qualquer contato que o levasse a isso.


Hermione não reclamou, geralmente ele tinha algo em mente ao torturá-la desse modo, mas depois de tantos dias de solidão, não estava muito interessada em preliminares. Queria ação. Muita ação!


Chegou a choramingar, como quem pede, mas ele apenas gemeu, e acelerou os movimentos. Que safado!


Hermione deixou o torço tombar no colchão mantendo os joelhos sustentando suas ancas no lugar certo. Essa posição agradou-o ainda mais e ele bombou gemendo e a puxando para si com brutalidade.


Sorte deles o quarto ter sido silenciado, porque a  cama antiga não agüentava tanto movimento sem ranger. E quem rangia também, era ela. Rangia os dentes, rebolando, querendo e pedindo mais contato, mais carinho, mais excitação.


O lado bom de conhecer seu amante, é saber que quanto mais tempo ele demorasse para lhe retribuir o prazer, mais dedicado ele se tornaria para compensá-la.


A beira do  clímax, Rony parou os movimentos e se afastou. Ela gemeu, esperando. Ele a surpreendeu roçando a língua onde a antes estivera o membro.


Hermione apenas gemeu. Não tinha a menor vontade de lutar contra isso. Minutos enlouquecedores, aquela língua macia, quente, e úmida, deslizando, demoradamente, ora orçando de leve, ora com força, separando os lábios, sugando, mordendo....ela não queria que acabasse nunca. Nunca mesmo!


Amava o modo como Rony podia lhe dar prazer! Homem algum seria capaz de despertar o tesão e a emoção que  era desperta em seu corpo e coração a cada toque, a cada beijo,a cada movimento.


Não havia vergonha, ou tabus. Ela simplesmente o amava.


-De frente, Rony - ela murmurou, mordendo o lábio para não gritar de paixão – Oh...de frente...


Atendendo ao seu pedido, Rony a girou na cama, deixando-a deitar de costas nos edredons macios. Ela suspirou em agradecimento, mas não teve tempo para apreciar o conforto. Ele agarrou suas pernas e as subiu para os ombros, curvando-se para frente, deixando-a incrivelmente aberta.


Ela fixou os olhos nele, em sua face, em seu rosto e Rony fez o mesmo. Ela sentiu suas mãos lá embaixo, ajeitando-se contra sua intimidade, mas não olhou. Assim como ele, olhos nos olhos.


Era sempre tão bonito assistir o azul claro escurecer, e tornar-se nublado de paizão. Sempre tão apaixonante ver sua expressão de prazer, ao invadi-la lentamente. Uma expressão que mesclava alivio, desejo e reconhecimento.


Uma expressão muito parecida com a dela, de puro êxtase sendo preenchida por todo seu comprimento. Era quente, grosso, e a deixava em brasas. Difícil saber qual dos dois estava mais excitado.


Hermione sentia-se capaz de qualquer coisa quando esse homem a tomava desse modo quase bruto. Eram namorados, amantes, amigos, e tantos outros adjetivos, e nada poderia nomear a contento naqueles momentos de paixão e fogo.


Recebendo seus empurrões com idolatria, ela arranhou seus antebraços, arrancando-lhe um gemido grosso, empolgado. O som molhado, inundou o ambiente e ela fechou os olhos, apenas deixando-se empurrar na cama, a cada penetração. Em determinado momento, ela sentiu que bateria contra o dossel da cama, e ergueu uma das mãos para barrar o atrito, pois Rony a jogava como bem queria.


Fazia alguns dias que não eram íntimos, e ela sentiu o impacto disso, sendo castigada por suas investidas nada gentis. Em um momento de maior força ela riu e o empurrou, quebrado  a união.


-Quero com carinho, seu grosso – ela reclamou, falsamente irritada – Com carinho. – usando uma das pernas para empurrá-lo ela engatinhou para fora da cama.


Pernas tremulas, ela riu de sua expressão desamparada. De joelhos na cama, ereto, corado, um pouco assustado pela sua recusa e ausência.


-Está tudo bem, Ron?


Sua pergunta soou provocativa.


-Mais que bem – ele insinuou, observando seu corpo jovem e bonito, nu, andando pelo quarto.


Hermione agarrou sua varinha nas mãos e rodopiou pelo quarto, deixando-o curioso do que faria. Sexy como o inferno, ela o tentava a levantar e forçá-la a ser dele. Apesar dos impulsos, se controlou e esperou.


Ela parecia misteriosa, os longos cabelos ondulados, bagunçados, para todos os lados, correndo em suas costas e peito, sobre a pele clara. Colo rosado, ela estava corada pela excitação, seios empinados, reagindo ao seu olhar, duros pelo desejo.


Rony adorava a curva das suas costas, suaves ondas desembocando em um traseiro delicioso. Atento a seu corpo, distraiu-se do que ela fazia.


Hermione apontou sua varinha para o pôster de quadribol onde o esportista perseguia um pomo de ouro em uma arena de quadribol.


O céu muito azul, com nuvens passando rapidamente, ao fundo árvores e uma floresta. Os postes passando rapidamente também, os demais jogadores se movendo, e o apanhador desviando, em manobras impressionante, sempre tentando alcançar o pomo de ouro.


Algumas palavras de um feitiço que ela treinara muito antes de pôr em prática e o quarto tornou-se o cenário do pôster. Rony quase pulou na cama, assustado, pela impressão de que cairia, pois a cama parecia flutuar em meio a um jogo de quadribol, a metros do chão.


A sensação de andar nas nuvens era diferente e ela olhou para ele em pura expectativa.


Era para ele, apenas para ele. Um agrado. Pessoalmente, não era tão fã de quadribol. Seu fanatismo pelo time da Grifinória, se devia a sua devoção à sua casa e não propriamente ao esporte.


Ainda surpreso, ele levantou e andou até ela. Ao redor, uma manobra incrível de quadribol o fez rir. Rir e enlaçar sua cintura, trazendo-a contra ele.


-Eu te amo, Hermione – disse contra seus cabelos, beijando-a e tirando-a do chão.


Hermione esperava por isso. O esporte era algo que o deixava sempre mais selvagem. Era algo que conhecia e entendia e por si só o deixava em alerta, e em território que apenas ele dominava. Ela, uma negação em quadribol.


Suas costas se chocaram contra a parede, que neste momento não era parede, mas sim, um infinito de céu e nuvens e Rony ergueu uma de suas pernas em seu quadril, possuindo-a com o impacto das emoções que o perpassavam neste momento.


Uma fera não deve ser cutucada a menos que você tenha certeza de arcar com a represaria, e Hermione queria exatamente isso.


Mordeu seu ombro quando seu corpo subiu junto com a forte penetração. Naquela posição era insuportavelmente sensível tê-lo dentro de si, e os movimentos seguintes foram rápidos, fortes, esmagadores.


Esmagada, literalmente contra  a parede, Hermione abriu os olhos para ver a sua volta, as imagens rápidas, vários jogadores, uma ilusão, mesmo assim real neste momento, passando por eles, enquanto era devassamente possuída.


Aos gritos, ela arranhou qualquer pedaço de pele que pode encontrar enquanto sentia seu  membro inchar e inflamar ainda mais aquela sensação de prazer.


Rony não pensava nela, estava perdido naquela fantasia de prazer e quando ele atirou os quadris pesadamente contra os dela, Hermione achou que morreria naquela tensão. Não havia espaço para baixar as mãos e tocar-se apressando o processo, então, submeteu-se a esperar que ele a levasse ao pico.


Aquela sensação que queimava e aumentava gradativamente era insuportável de agüentar e a cada pinote dos quadris masculinos ela se retesava, choramingando palavras de carinho, afeto, e excitação.


Os músculos certos, perfeitos, sob seus dedos, a pele bruta, a camada leve de suor sobre a pele... Agarrar e apertar não eram o bastante. Ela queria mais. E Rony também.


Em determinado momento ele apoiou uma das mãos na parede e a levou mais alto, arrancando-lhe um grito de prazer, a segundos do final. Tensa, seus dedos do pé recolhidos, cada nervo suspenso, esperando, numa angustia sem fim...


Hipersensível, foi levada ao moimento Maximo por um conjunto de fatores. A pele do peito musculoso roçando seus seios doloridos de paixão, as coxas grossas cobertas de pelos arrepiando sua pele macia, em movimentos contínuos entre suas pernas, os braços fortes onde ela se agarrava, apertava e puxava mais para si.


E sobretudo, o comprimento longo, e potente que a partia e preenchia de um modo perfeitamente único.


Um ultimo empurrão e ela mordeu os lábios, contendo o grito, mas não o prazer. O orgasmo veio com a força de uma facada, quebrando-a por dentro. Agarrada nele, Hermione deixou-se possuir com muita rapidez em força, cada movimento coroando aqueles segundos loucos de emoções indescritíveis.


A sensação pareceu durar horas, sobretudo quando Rony alcançou o mesmo lugar que ela, grunhindo contra ela seu amor e paixão. Movimentos desordenados de quadril, e ela teve aquele homenzarrão em seus braços, entregue e dependente dela como um menino indefeso.


Era indescritível o poder do sexo, sobretudo, entre um casal apaixonado, onde cada ato renovava o sentimento e confirmava cada pequena promessa de amor.


Ele foi se acalmando aos poucos. Ainda se movia, era incontrolável.  Hermione gemeu quando ele soltou-a o bastante para apoiar os dois pés no chão. Erguendo a face, Rony beijou-a delicadamente nos lábios, olhando em seus olhos.


O azul parecia brincar com o castanho. Desafiar.


-Eu te amo, grandão – ela disse afinal, vencida naquele duelo de olhares. – Gostou?


Sua voz soou fraca até mesmo para ela.


-Sim – ele sorriu, um sorriso arrastado, cafajeste – São meus ídolos vendo como eu posso te dar prazer – ele disse orgulhoso.


-Tecnicamente eles não vêem nada. São apenas imagens reproduzidas através de um... - seu recém iniciado discurso sobre como recriar e ampliar imagens com perfeita exatidão foi interrompido por um beijo.


Rony a amava, mas isso não queria dizer que gostaria de ouvir um monologo enfadonho sobre feitiços. Depois de Hogwarts e professora MacGonagal, ele não gostaria de passar por outra sessão tortura.


O beijo a fez esquecer das explicações e sorrir como uma tola quando o beijo acabou.


Galante, Rony separou-se dela e a tomou nos braços. Hermione riu e abraçou-o pelos ombros. Andando sobre aparentemente nada, Rony a pousou sobre a cama, único móvel naquela imensidão de céu e quadribol. Juntou-se a ela na cama, observando as imagens com um sorriso de criança feliz pairando na face.


Hermione quase perguntou-lhe se estava mais feliz em fazer amor com a namorada depois de dias, ou em ver as imagens de quadribol.. Mas era melhor não tentar competir com sua carreira, ou ela poderia realmente ouvir o que não queria!


Sorrindo a esse pensamento, segurou sua face, obrigando-o a olhar unicamente para ela e o beijou.


Sentira tanta saudade dele. Tanta! Nos últimos meses não passavam mais de uma semana sem se verem, mesmo assim era muito pouco.  Ela queria tanto estar com ele todos os dias! Intensificando o beijo, ela acariciou seus cabelos, seu pescoço, querendo mais dele que apenas uma semana de namoro e momentos juntos.


O beijo acabou, mas ela ainda queria mais dele. Aninhou-se ao seu peito, enquanto Rony sorria, recostado nos travesseiros, assistindo aos jogadores que passavam por eles, num balé de vassouras e goles.


Ela desfrutou deste prazer, por vários minutos, então, cansada do jogo repetitivo, ela olhou para ele:


-Está com fome?


-Um pouco – ele disse envergonhado.


-Seu técnico sabe o que é melhor para você. Não me importo de cuidar da sua alimentação, desde que ele mantenha mais alguns músculos destes para eu desfrutar – ela foi maliciosa, beijando o músculo do braço esquerdo, que ele tinha atrás da cabeça. Era um músculo proeminente, duro como rocha. E ela adorava isso.


-Será que sua mãe tem frutas para uma vitamina?


-Sim, ela tem tudo que preciso na cozinha. Tive que entregar uma lista de exigências do técnico, se não, ele não me liberava essa semana. – disse envergonhado outra vez.


-Eu o entendo. Se pudesse, também não o liberaria nunca – paquerou, sendo recompensada pelo seu sorriso. – Vamos para a cozinha?


Rony olhou dela para as imagens que passavam rapidamente e ela revirou os olhos:


-Rony – reclamou – É sempre a mesma imagem, o mesmo momento do mesmo jogo.  – disse sem compreender.


-Alguns momentos são eternos, Hermione – ele acariciou sua face e ela perdeu  o fôlego, concordando. Boba, apaixonada e boba pela insinuação dos dois juntos serem uma dessas lembranças eternas.


-Eu já volto.


Encantada com ele, sentindo seus olhos sobre ela, vestiu a camisola sobre o corpo nu e um robe de algodão cor de rosa, e calçou chinelos. Saiu do quarto, deixando-o lá dentro com as imagens que tanto gostava.


Ela também não resistiria e estaria encantada se fosse uma palestra de Adolf Mendez,  criador das penseiras ou Antero VasCutz, o descobridor das poções de ilusão. Gosto é gosto, e cada um com o seu.


Pensativa, ela ponderou que um esportista e uma CDF faziam um curioso par. Na cozinha, ela não esperava encontrar Molly Wesley. Sem saber se fugia, sem ser vista, ou enfrentava a sogra, ela demorou um segundo para se decidir e foi o tempo necessário para ser notada.


-Hermione – ela disse num tom surpreso por vê-la andar pela casa aquela hora da noite.


Molly não era boba. Se não estava adormecida ainda, era porque estivera dividindo intimidades com seu filhinho. Provavelmente, pensou Hermione, estaria escrito em sua testa: Transei com seu filho, sra.Wesley.


-Hã... Rony está com um pouco de fome – ela disse atrapalhada.


-Esse menino está sempre comendo desde que aprendeu a morder - Molly tentou fazer graça, movendo-se pela cozinha.


Sem jeito, Hermione não sabia como dizer.


-Desculpe... Eu vou fazer uma das vitaminas recomendas na dieta dele.


Sua frase caiu sobre Molly com certa dificuldade. Havia uma mulher cuidando do seu filhinho. Seu ultimo bebê a ser mimado.


Hermione ficou ali, sem jeito, esperando que ela decidisse se gritaria com ela, ou não.


-Bem, se não encontrar alguma coisa, me chame no quarto – Molly disse por fim, emocionada.


Hermione concordou com um aceno, aliviada.


-Hermione? – sua sogra chamou-a, quando estava abrindo um dos armários.


-Sim, Sra.Wesley? – ficou apreensiva outra vez.


-Estou feliz que seja você quem tenha ganho coração do meu filho. Acho que nunca disse isso antes, da forma adequada.


Tocada pela sinceridade, Hermione sorriu:


-Eu estou muito feliz de ser namorada do Rony. Ele é especial. Eu o amo muito.


Molly apenas acenou e se afastou. Não diria que reconhecia o amor ao vê-lo. Muito menos contaria de sua preocupação, de que com o tempo aquela menina intelectual e esperta se cansasse do seu filho cabeça de vento. Mas o tempo mudou tudo, e seu filho cabeça de vento tornou-se um homem centrado e com ambições, e aquela menina acida e ranzinza, tornara-se doce e suave. Aparentemente, a convivência os moldou um ao outro, e ela não tinha o direito de causar empecilhos ao amor.


Mesmo que doesse abrir mão dos cuidados com seu filhinho.


Sozinha na cozinha, Hermione respirou aliviada.


Sorriu, como se houvesse vencido uma batalha. Afinal, Molly Wesley não era nenhum cão de três cabeças. Rindo sozinha, ela sufocou o medo que sentira ao achar que ela diria não aprová-la para seu filho, e dedicou-se a preparar o lanche de Rony.


Quinze minutos depois, de volta ao quarto, ela encontrou-o empolgado com aquelas estúpidas imagens.


Contendo a vontade de rir, observou-o beber a vitamina e falar animadamente sobre o jogo histórico que rendera aquele pôster. Estava tão animado que esquecera de lhe agradecer por ter feito isso por ele. Mas tudo bem.


Em determinado momento, ela o abraçou roubando sua atenção e se ajeitou para dormir, depois de sussurrar em seu ouvido:


-Eu sempre vou querer só você.


Ele acreditou.


Haveriam conversas e brigas por ciúmes, mas ele acreditou. Hermione adormeceu em seus braços e pouco depois ele também pegou no sono.


Saciados e únicos, eles adormeceram o sono dos amantes e dos amores. No quarto, os jogadores seguiam sua partida histórica, reproduzindo imagens e sons que aconteceram no passado, e sobre a cama, eles dormiam abraçadinhos...


 


 


 


Autora: gostaram? Eu curti muito. Tenho umas idéias para a história em si. Previsão de postar O Lago 12 em Abril. Não posso definir dia ainda, porque tenho A Flecha para acabar a qualquer momento, e Amor a Italiana que é um projeto que preciso muito terminar também. Mas se tudo correr bem, e tiver mais tempo, eu posto O lago 12 em Abril!


Beijos


 

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Comentários: 3

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Enviado por Mariana Berlese Rodrigues em 27/02/2013

SIMPLISMENTE P-E-R-F-E-I-T-O ESSE CAP. A-M-E-I *.*

#MORRI 
A-M-E-I <3 <3 <3 
MUITOOOOOOOOOO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA *.*
CHOREI E RI MUITO AQUI :)

A SOGRINHA MOLLY É UM AMOR MSM :)

KERIA SER A MIONE NESSAS HORAS kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk'

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por REJI em 25/02/2012

muito linda e ao mesmo tempo muito sexy essa NC, parabéns. Não é fácil encontrar boas NCs como as suas. Continue nos "esquentando" marja.

Nota: 5

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Enviado por Mi Granger em 11/01/2012

Essa série está muito fofa, 

Amei esse caítulo **

Nota: 5

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