Não havia luz do sol no quarto, nem barulho do vento na janela... O quarto de Astoria era mesmo sua fortaleza como ela costumava dizer. Completamente protegido do que ela quisesse.
O relógio já marcava onze horas da manhã e o lugar ainda estava quase completamente mergulhado na penumbra, exceto pela fraca e sexy luz baixa do seu abajur.
Draco abriu os olhos pela segunda vez naquele dia, e contemplou a mesma imagem, que aos seus olhos, era digna de ser imortalizada.
Astoria dormia tão calmamente quanto um recém nascido.
Ele a acariciou levemente e depois beijou seu ombro.
Ela remexeu-se e abriu um sorriso antes de abrir os olhos.
- Bom dia…
- Oi Dray… - ela parou uns minutos e olhou para si mesma - Eu estou vestida? Ele sorriu acanhado.
- Precisei por uma roupa em você ontem quando algumas pessoas vieram saber se estava bem.
Astoria arqueou a sobrancelha.
- Algumas pessoas? Quem?
- É… Tom.
Ele pigarreou e disse com a expressão fechada. Astoria riu.
- Disse para ele o quanto eu estava bem?
- É eu acho que ele entendeu.
Ela sentou na cama bagunçou os cabelos dele e sorriu.
- Ele insistiu pra falar contigo.
- E por que você não me chamou?
- Por que... Por que... Não... Por que você estava cansada e ele pode muito bem ligar depois. O que quer que tenha pra dizer, não deve ser tão importante, quero dizer... Ninguém ta morrendo ou... Eu devia ter chamado?
Ela gargalhou.
- Você tá com ciúme?
Ele arregalou os olhos.
- Quem eu? Não... Claro que não. Claro que não, que bobagem Tori.
- Nossa, você está com ciúmes do Tom.
- Não... Definitivamente não.
- Tá bom, senta lá Cláudia.
- Que? O que é isso.
- Como assim, você não sabe?
- Não.
- Você não teve infância? Não assistia programas infantis?
- Claro que assistia, mas o que a Claudia tem haver com isso e... Quem é Claudia?
- Esquece Dray, me dá um beijo?
Ele esqueceu o que ia dizer, ficou alguns segundos com a boca aberta e os olhos vidrados até ser puxado pela gola da camisa por ela.
O primeiro beijo foi curto, ela se afastou e o olhou interrogativamente.
- Você me vestiu?
- Ele riu.
- É, infelizemente.
- Que tal resolvermos isso?
Eles fizeram amor de novo, desta vez mais lentamente, sem pressa, sem desespero, saboreando-se mutuamente por algumas horas.
Somente as três da tarde Draco finalmente conseguiu sair da cama e se vestir.
- Dray... Eu sempre quis saber sobre esta tatuagem, mas sempre me esqueço de perguntar.
- Ah... É uma marca, tipo uma aliança.
- Uma tatuagem?
Ele sorriu.
- É.
- Bem… Intimidadora.
- Fiz na faculdade, é a marca de uma fraternidade.
- Fraternidade? Tá parecendo mais a marca de uma seita.
- Faz parte de uma lenda antiga… - Lenda?
- É uma longa história… Como qualquer mito.
Ela consultou o relógio, com meio sorriso no rosto.
- Não estou com pressa…
- Esta marca pertence a uma antiga lenda vampiresca, é conhecida como Dark Mark. Era gravada no pulso de vampiros Asetianos, seguidores de Aset Ka. Segundo a lenda é um símbolo mágico que confere grandes poderes a quem o usa. A nossa fraternidade chamava-se Filhos de Aset e ai usávamos a marca negra como símbolo.
- Precisava ser tão medonha?
- Não fui eu quem escolheu Tori.
- E por que usa?
- Ah, por que é tradição de família fazer parte dos Filhos de Aset, foi por fazer. Acho a história desta lenda muito legal. Que foi?
Ela estava sorrindo.
- Você fica muito sexy quando está explicando mitologias.
Ele riu sem graça.
- Não faz isso Astoria. Você me deixa vermelho.
Ela tocou-o no rosto.
- Posso pedir uma coisa?
- Tudo.
- Me pega na saída do The Burns hoje? Tô sem carro e sem carona e vou sair tarde de lá, tenho medo de vir sozinha.
- Claro que pego, não vou deixar minha namorada andando sozinha por ai...
- A gente ta namorando?
Ele parou de repente e a encarou com a expressão perdida.
- É... Tá... Não ta?
Ela gargalhou.
- Meu Deus, a coisa mais linda é você envergonhado.
- Você se diverte né?
- Muito. Vem cá meu namorado.
Ela o puxou para cima de si, pela gola da camisa.
- Tori... Eu tenho que ir, tenho que encontrar meu pai as...
Ela não o deixou terminar, primeiro o beijou longamente.
Depois pediu aos sussurros.
- Não vai…
- Não faz assim, carinho…
- Me deixa atrasar você?
- Mas você já fez isso.
- Fica comigo...
- Tori... por favor linda...
- Tá bem... Tá tudo bem, parei. - Ela lhe deu um selinho – Vai me buscar?
- Vou.
- Vai me ligar?
- Claro.
- Mandar Sms?
- O dia todo.
Cada palavra era pontuada com um pequeno beijo.
- Eu gosto de receber suas sms.
- Eu gosto de mandá-las.
- Vai passar a noite comigo de novo?
- Com certeza.
- Eu já to com saudade...
Ele estava quase levantando da cama, mas cometeu o erro de olhá-la. De contemplar seu sorriso, as covinhas que apareciam nos cantos da sua boca, o cabelo espalhado no travesseiro.
Então ele se rendeu com um suspiro e arriou na cama novamente.
- Foda-se, posso me atrasar um pouco.
...
Musica: Behind Blue Eyes - Limp Biskit
- Finalmente você chegou! Estava se escondendo de mim Colin Creevey?
Gina se aproximou e abraçou o amigo de anos. Colin estava mais magro, parecia abatido, muito pálido e absurdamente mais alto que da ultima vez que se viram.
- Estou sim ruiva, lembra quanto eu perdi pra você no poker da ultima vez? Não tenho a grana.
Gina sorriu.
- Seu idiota.
- Senti sua falta.
- também senti a sua Coll.
- Mentira Gina… Você nem liga mais pra mim.
Eles sentaram e foram servidos.
- Não seja bobo Colin Creevey, você é meu melhor amigo.
Ele sorriu, mas a sombra da tristeza era obvia. Ela preferiu imaginar que aquelas olheiras fundas e aquele brilho depressivo nos olhos eram apenas resultados de uma viagem longa e cansativa.
- Como está sendo na LCC?
- Absurdamente cansativo, por causa da faculdade, mas é gratificante fazer o que a gente gosta.
Colin riu fraco.
- Imagino.
- Quando você vai se juntar a nós Coll? Só falta você. Estamos trabalhando juntos como sempre sonhamos, Nev, Mike e eu, só falta você.
- Eu... Estou me preparando para este caso, ele é grande não é mesmo?
Gina riu empolgada, mal conseguiu perceber a angustia nos olhos dele.
- Sim, muito grande, pode ser a ascensão de nossas carreiras.
- Você tem razão sabe? – ele disse animando um pouco a voz e pegou a bolsa que estava ao lado do sofá. Tirou uma pasta de dentro – Eu sou seu amigo.
- Ah é?
- É, eu sou um amigão. E por isso eu te trouxe um presente.
-O que é?
- Advinha?
- Ah vamos lá Coll, sou péssima em adivinhações e sou ansiosa, não me faça esperar, o que é?
Ele estendeu a pasta.
- Caso Potter. Dossiê investigativo completo.
Gina arregalou os olhos.
- Completo, tipo... Completo?
- Direto do cofre do papai.
- Coll...
- Ah, qual é Gina. Fodam-se os testes do meu pai, do Longbottom e do Corner, vocês são bons. Pais devem acreditar nos filhos e não ficar pondo-os à prova como eles estão fazendo. Quanto mais preparados estiverem, melhor atuarão.
- Puta que pariu Colin Creevey, eu te amo!
Colin riu e desta vez, pareceu ser de verdade.
- É, eu também te amo. Toma. Seja feliz.
Gina segurou a pasta e a abriu ansiosa como uma criança que recebe o que pediu de natal. Ela desfrutou os segundos iniciais daquilo deliciada, mas só durou até que virasse a primeira página.
Até ela ver a foto no inicio do dossiê.
O coração de Gina quase parou.
O nome era tão comum, tão absurdamente comum que ela nunca ligou uma pessoa a outra. Como assim Harry James Potter, o magnata hoteleiro jogava PS2 na casa do seu irmão?
Como assim seu irmão era o melhor amigo de um dos homens mais poderosos da Inglaterra?
Não costumava se menosprezar, nunca o fizera, mas a realidade era uma só. Eram Weasleys. Membros de uma família pobre e numerosa. Seus pais, muito humildes, conseguiram formar todos os filhos, exceto os gêmeos Fred e George, com muito esforço e união.
Apesar das dificuldades, os Weasleys eram pessoas alegres e prestativas e cativavam muitos amigos. Mas isto não mudava seu status social.
Rony ainda era apenas um arquiteto em inicio de carreira e ela ainda era uma aspirante a advogada criminal.
Nada disso fazia sentido quando o caminho cruzava o de Harry Potter. Principalmente como o dela havia cruzado.
- Gina... Gina você tá bem?
Ela finalmente lembrou de onde estava e com quem estava, torceu para não ter dito nada ou pelo menos nada constrangedor.
- Oi?
- Gina você tá sentindo alguma coisa? Você ficou pálida de repente... Quer tomar algo?
- Não! – ela disse rápido. Mais rápido do que gostaria. – Não eu... Preciso ir Coll.
- Mas... Gin...
- Eu lembrei que... tenho... um compromisso importante, eu... preciso mesmo... Você me liga?
- Gina... não... Você vai embora assim? Não tá me parecendo muito bem, quer que eu chame alguém? Quer que eu chame o Mike?
- NÃO! - Rápido demais, enfático demais, decidido demais, tarde demais. Mesmo assim ela tentou se conter e suavizou a expressão. – Não é necessário Coll, eu estou bem, de verdade, tomei um susto por que lembrei que esqueci o trabalho da faculdade, tenho só algumas horas agora para copiar trinta paginas do código penal.
- Ah...
- Além disso, Michael está ocupado.
- tem certeza?
- Tenho, tenho sim amor. Vem aqui. - Gina o abraçou e deu-lhe um beijo no rosto. – Não suma Colin, isto é uma ordem.
Ele sorriu e ela piscou antes de sair.
Gina caminhou apressadamente enquanto discava furiosamente o numero que Harry havia lhe dado, mas ia direto para a secretária eletrônica.
Isso só fez a raiva aumentar ainda mais.
- Desgraçado, filho de uma puta. Filho de uma cadela. Nojento! Isso não ai ficar assim Potter! Uma porra que vai!
Ela tomou o primeiro taxi e rumou para casa. O plano era bem simples, pegaria sua arma e o encontraria nem que fosse no inferno, o confrontaria com a verdade, cobraria uma explicação por quase um mês de sexo e mentiras e depois acertaria uma bala bem no meio da sua testa.
Raiva, não chegava nem perto de definir o que Gina estava sentindo.
Ela estava tão cega pela raiva que não percebeu o homem deitado em seu sofá completamente bagunçado. Apenas entrou e bateu a porta com muita força.
- Uau! Quem te mordeu Jessica?
Um monstro rugiu dentro dela ao ouvir a voz de Harry. Era um sentimento tão forte que a assustava, não era só raiva, era uma mistura de decepção, frustração, raiva dele, de si mesma e incredulidade.
- Você...
Ela não terminou a frase por que sua garganta secou de raiva, mas Harry não pareceu perceber.
- Eu? Não mesmo, tem uns três dias que eu não te mordo. Anda com tanta saudade assim que tá até sonhando comigo?
Gina estreitou os olhos e trincou os dentes da boca. Seu rosto ficou vermelho, as narinas abriram, só Harry não parecia perceber o perigo.
- Cadê o Ron?
- Precisou ir no apartamento do síndico, uma reunião de emergência ou algo assim, mas...
- Quem... é... você?
Ele franziu a testa, parecendo pela primeira vez confuso ao ser interrompido.
- Como assim? Ficou doida?
- Quero saber quem é você Harry Potter, e quero saber agora.
- Você acabou de dizer meu nome, andou bebendo Ginny?
- Talvez sim! – ela jogou a pasta no colo dele – Abra esta merda e me diga que eu estou vendo demais quando vejo a sua cara ligada a este maldito nome!
Harry abriu a pasta e sua face ficou tensa.
- Hum... isso.
- E então? Você vai me dizer quem é Harry James?
- Não preciso. Você sabe quem é, você está olhando pra ele.
Ela sentiu o coração bater mais forte.
- Seu...filho...da...puta... Por acaso esqueceu de comentar sobre este detalhe sórdido comigo?
- Não acho que nada daqui lhe diz respeito.
- NÃO ME DIZ RESPEITO? NÃO DIZ? ENTÃO DEIXE EU CLAREAR SUA MEMÓRIA SEU DESGRAÇADO ESNOBE, EU ESTOU NO SEU CASO, EU ESTOU NA EQUIPE RESPONSAVEL POR TENTAR MANDAR VOCÊ PRA JAULA. AINDA ACHA QUE NÃO ME DIZ RESPEITO?
- Se você se acalmar pode ser que...
- FODA-SE! EU NÃO VOU ME ACALMAR. EU NÃO ACREDITO NISSO!
- Gina...
- Você fez de propósito não é Harry? Se aproximou de mim para boicotar a investigação?
A expressão dele mudou muito de repente, ficou sombria.
- Você acha? É isso que acha? Quantas vezes eu perguntei ou mencionei a porcaria do seu caso?
- Talvez estivesse esperando a melhor oportunidade pra isso. Quando eu tivesse apaixonada por você...
Ele gargalhou interrompendo-a.
- É mesmo? Você, apaixonada por mim? Deixa eu te contar um segredo sua ruiva petulante, eu não preciso disso, você quer saber por que? Eu tenho a melhor defesa do mundo reunida no meu escritório num estalar de dedos. Eu não preciso extrair informações de você para me defender, posso comprar os melhores detetives que você imaginar, posso comprar seu chefe, posso comprar o tribunal inteiro. Sua agencia vem tentando me pegar há anos e eu sempre reduzo cada caso deles a pó. Cada mísero caso. Não tenho medo de tribunal, nem de jaula, se um dia eu ficar em uma, vai ser muito cinco estrelas, pode apostar. Então pode comemorar, me aproximei de você por que gosto do seu traseiro.
- Seu... porco... nojento...
Ela tentou acertá-lo, mas Harry mostrou um reflexo assustador, segurando facilmente seu punho, evitando um tapa e posteriormente um soco.
- É isso? Tudo o que consegue? Vamos lá Gina, tenho certeza que tem mais força ai dentro de você.
- Vá…
- Me foder… Eu sei, este parece ser o seu lema.
- Ridículo.
- Você não está usando toda a sua força Gina, não é? Por que? Está com medo?
- Medo de você? Não me faça rir.
- Sim, você tem medo… Medo do que sente. Eu vi tanta raiva nos seus olhos quando chegou aqui, mas ainda assim tem algo aqui dentro que não te permite me atacar. Não é me machucar que você quer.
- Não…
- Posso provar…
Então ele a beijou. Mas não foi um beijo de assalto como todas as outras vezes que ele quis testá-la. Não foi uma imposição. Desta vez ele foi sutil, tão sutil que sequer parecia Harry Potter.
Ele se aproximou devagar, muito devagar, como se quisesse lhe mostrar que ela tinha escolha, que desta vez ele não forçaria nada, mas que mesmo assim ela não fugiria, iria direto para seus braços.
Ele sorriu com a falta de resistência de Gina. Conseguiu se aproximar sem problemas, unir os lábios dos dois e provocá-la com a boca.
- Eu sei exatamente o que você deseja…
Ela queria evitar, queria muito, mas alguma coisa acontecia dentro do seu corpo e não havia como evitar. Ele tinha vontade própria e era uma vontade muito determinada. Seu cérebro era muito especifico com as ordens.
Ela deveria chutá-lo no meio das pernas, entrar em seu quarto, pegar sua 22 e acertá-lo bem no meio da testa. Mas o que fez foi exatamente o contrário. Derreteu nos braços dele como se houvesse sido feita para isso.
O beijo durou... Muito... Tempo suficiente para desligar seu cérebro e conectar outras partes do corpo. Tempo suficiente para que Gina se rendesse e ambos ficassem excitados, mas também tempo o suficiente para Rony voltar para casa.
O barulho da chave na porta foi como um estalo na cabeça dos dois. E eles se separaram e sentaram um ao lado do outro no sofá.
Rony parou na porta com um prato de doces na mão, observando-os, intrigado e confuso.
- Vocês dois... estão bem?
- Estamos.
- Estamos.
Eles responderam ao mesmo tempo.
- Vocês brigaram?
- Não.
- Não.
- Tem certeza?ninguém tá sangrando? Faltando um pedaço? Um dente? Nada?
Eles concordaram com as cabeças.
- Otimo. Querem?
Ele ofereceu, sentando-se entre os dois.
- Não.
- Não.
- O que está acontecendo com vocês dois? Combinaram de falarem igual? Não tem graça.
- Ninguém combinou nada meu chapa, a questão é que ninguém é louco nem esfomeado como você, para aceitar os bolinhos da morte da sua vizinha.
Harry disse tentando desviar a atenção do amigo da face tensa de Gina.
- Não fale assim da Sra. Figg, ela é uma excelente cozinheira e gosta de me dar bolinhos.
- Eu posso saber que bagunça é essa nesta sala Ronald?
Gina disse de repente, puxando um fio de baixo da perna do irmão.
- É que... Harry e eu...
- EI! Peraí! – Harry o interrompeu – Vai dar mesmo satisfação. Este é seu apartamento. Gina estreitou os olhos e Rony fez uma cara assustada.
- Harry...
- Eu vivo aqui também! Não vou viver num chiqueiro por que vocês acham que é prerrogativa de todo macho ser nojento.
- Calma Gina, nós... – Rony tentou, mas eles não pareciam estar ouvindo.
- Você tá me chamando de nojento Jessica Rabbit?
- A carapuça serviu porco espinho?
- Harry eu não gosto que você chame minha irmã de Jéssica Rabbit...
- Sua irmã é muito hilária, sabia Rony?
- Hilária é a pu...
- VAMO PARAR COM ESSA PORRA AQUI? NÃO TO CURTINDO O DEJA VU! DA ULTIMA VEZ TERMINOU COM MINHA IRMÃ SEMINUA E VOCÊ COM AS BOLAS ACHATADAS. JÁ CHEGA! VOCÊS NÃO CONSEGUEM PASSAR 10 MINUTOS SEM SE MATAR. CADÊ A CONSIDERAÇÃO?
Gina e Harry estagnaram no mesmo momento olhando um para o outro e então para Rony. A ruiva baixou a cabeça enquanto Harry se aproximou do amigo.
- Foi mal cara.
- Tudo bem, deixa isso pra lá. Olha só, vou me arrumar, vou sair mais tarde, não quero...
- Como assim sair? - Harry perguntou tão indignado que Gina o olhou espantada – Como assim você vai sair? E a sua festa?
- QUE FESTA?!
- QUE FESTA?!
Os dois ruivos perguntaram ao mesmo tempo.
Harry rolou os olhos.
- Hoje é seu aniversário Rony, vai ter festa, como todo ano, já mandei até os convites.
- VOCÊ O QUE? Não... Não Harry, mas hoje é... sábado, não podemos... não posso...
- É seu aniversário Rony? – Gina perguntou assustada.
- Grande irmã. – Harry disse baixo.
- Eu ouvi isso! – ela retrucou.
- NÃO COMECEM! - Rony gritou – Harry desmarca, eu não posso... eu tenho...
- Mas Rony, eu já mandei os convites, todos os seus amigos da empresa vão estar aqui...
- Todos? Como assim todos?
- Todos ora essa, eu mandei convite para todos. Menos o McLanche, por que não rola, mas toda sua equipe vai vir.
- E como você tem certeza que todo mundo vem?
- por que todos confirmaram.
- Você tem certeza?
- Claro que tenho, você bebeu?
- Não, eu só... quero ter certeza por que eu marquei um... Uma reunião e não quero ser chamado de traiçoeiro por que deixei alguém de fora.
- Não se preocupa com isso, eu sei muito bem organizar uma festa. Vem todo mundo, sua equipe inteira, confirmei com o mestre de obras e a equipe dele, todos os arquitetos, alguns dos seus superiores e as delicias do setor de design. E cara! Que aparição é aquela decoradora nova da shacklebolt?
Pareceu ensaiado quando Gina e Rony fizeram a mesma expressão assassina para Harry.
- Quem?
Eles perguntaram juntos, mas Harry ignorou Gina de propósito.
- A chefe de design de interiores, Granger... Que Mulher. Ela parece com aquela sereia do seu desenho... Ela vem, convidei pessoalmente, claro, eu não ia perder a oportunidade...
Quanto mais Harry tagarelava, mais os ruivos iam ficando possessos, ele estava adorando as feições assassinas de Gina, mas ainda não tinha reparado em Rony.
- Ela aceitou o convite?
- Mas é claro que aceitou. Olá Rony, você está falando comigo amigão.
- Isso é tão... primitivo. – Gina resmungou.
- Bem vinda a selva gatinha. – Harry retrucou.
Rony parecia ocupado demais decidindo como se livraria da festa antes do fim e fugiria com Hermione. Pelo menos ela estaria lá.
Ele só precisava do timming certo para fugir com ela sem ninguém perceber. - Você ta ouvindo Ron?
Ele saiu do transe no susto.
- Oi? Que?
- Vamos indo, precisamos pegar tudo o que foi encomendado ou não vai dar tempo.
- Como assim? Onde a gente vai?
- Birmingham.
- Você tá doido?
Harry arqueou a sobrancelha e Gina olhou surpresa para Rony.
- Eu? Você parece estar doido? Qual o problema, parece que nunca foi em Birmingham.
- Mas... Pra que?
- Pra que o que Rony? Isso tá ficando chato.
- Pra que vamos tão longe?
- Rony, pára de fazer drama cara, a gente vai buscar umas coisas pra as festa, até parece que vamos do outro lado do mundo, é logo ali.
- Fica a mais de duas horas daqui de carro, Potter!
- Correção, fica a mais de duas horas daqui no SEU carro Weasley e com a SUA direção, por que você não anda amigão, você rasteja, fala sério.
- Mesmo assim...
- Vamos na minha pick up Rony, não no seu calhambeque, chegaremos lá na metade do tempo.
- Rony não vai a lugar algum. – Gina disse irritada.
- Oi? Seu nome não era Gina quase agora? Virou Molly? Virou a mamãe do Rony?
- Aqui pra você Harry Potter, eu não sou a mãe dele, mas ligo pra ela se precisar impedir que ele entre num carro com você para uma viagem suicida.
- Sou piloto, foguetinho, dirijo muito bem.
- Foguetinho é a sua mãe, e eu realmente não estou interessada em saber como você dirije, vá lá e se mate, será um favor pra todos nós, mas deixe meu irmão fora dessa.
- Você gosta da minha mãe não é?
- Idiota.
- Ainda bem que eu não tenho uma irmã. – ele disse provocando mais.
- Ainda bem mesmo, ou você seria capaz de cometer incesto.
- Você é adorável.
- MAS SERÁ POSSÍVEL ISSO? CALEM A BOCA! Olha Harry você tem certeza que vem todo mundo do escritório?
- tenho.
- Então vamos logo pra esta porcaria, eu não quero atrasar. – Gina abriu um pouco a boca, mas Rony foi mais rápido – E não diga nada Gina. Eu realmente prefiro ir pra um Rally do que ficar aqui olhando esse bate rebate de vocês dois. Isso pode enlouquecer uma pessoa sabia?
- Eu nem disse nada...
- Mas ia! Agora vamos, vamos logo. Vamos de uma vez – ele saiu puxando Harry que ainda provocava Gina com caretas e resmungando – Eu tenho certeza que joguei um tijolo na cruz de cristo, por que ninguém merece você Harry... ninguém merece você...
O percurso não foi muito agradável com Rony de mal humor, olhando o relógio de 2 em 2 minutos e reclamando de cada detalhe.
“Ta muito quente” ou “Tá muito frio”. “Musica alta demais”, “Musica baixa demais”. “O banco tá muito em pé”, “O banco tá muito reclinado”... Entre muitas outras coisas.
Mas Harry parecia com um bom humor inabalável.
Eles chegaram em Birmingham em tempo recorde, assim como Harry havia previsto, andaram por uma infinidade de lojas, compraram tanta coisa que a caçamba da pick up estava lotada.
- Pra que tudo isso?
- Para a festa Rony...
- Mas eu pensei que era apenas uma reuniãozinha.
- Isso é só o básico.
- Tem muita coisa ai Harry.
- Não enche ruivo, deixa de ser chato. Vem, vamos comer.
- Não Harry! Não vamos comer!
- Por que não caralho? Eu to com fome. Por acaso você vive de brisa?
- Não precisamos comer... Nós comemos na festa.
- Ah vai se ferrar Rony, to indo comer, se quiser fica ai.
- Dá uma olhada ali.
Ele demorou com os olhos dispersos passeando pelo local até notar umas garotas encarando-os e sorrindo.
- Ei Harry… Eu acho que aquelas garotas ali atras estão te olhando. Harry olhou de esguelha.
- É né? Eu também acho - ele disse com ironia e acenou para as garotas, depois piscou - Oi… Tudo bem?
- Harry… Harry…
- Que é.
- Pára com isso cara!
- Por que? Elas estão nos olhando cara, vamos nos divertir.
- Pára com isso cara!
- Por que? Elas estão nos olhando cara, vamos nos divertir.
Rony olhou para o relógio, nervoso.
- Não cara, hoje não.
- Rony... Sério, eu to começando a ficar com medo, acho que você está... mudando de time sabe?
- Vai se foder Harry, ainda gosto, e gosto muito de mulher. Fora isso, se eu fosse... mudar de time, não daria em cima de você.
- Por que não? Eu sou lindo e rico.
- Mas é um filho da puta que ninguém merece e vamos mudar de assunto que tá ficando muito estranho. Você é narcisista demais, dá até medo.
Harry virou de novo e olhou para a mesa de trás no mesmo instante em que a garota loira colocava uma colher na boca insinuantemente e lhe piscava um dos olhos.
Musica - I wanna rock and roll all night - Kiss
- Caralho, eu adoro torta. To afim de comer uma. Vamos naquela mesa Rony. Tem quatro cara. Duas pra cada.
Rony passou a mão no rosto para esconder as reações. A tentação de transar com duas garotas e a irritação de querer tanto uma mulher ainda mais que duas mulheres na cama.
- A festa Harry.
- Foda-se a festa, vamos fazer a nossa festa... Party... party...party...♪ I Wanna Rock and Roll all night, and party everyday♪ I Wanna rock and roll all day and fuck all night♪
- A musica não é assim.
- Mas a minha é.
- Definitivamente não Harry.
- Porra Ronald... são quatro...
- Não.
- Tem uma ruiva...
- Não mesmo.
- Loira...
- Não.
- Duas morenas...
- Não cacete!
- Mas que cara chato!
- Já chega, vamos embora ou eu vou sozinho.
- Tá bom viadinho, vou só pagar a conta.
Harry levantou e foi em direção à mesa das garotas.
- Harry, é só chamar o garçom e...
- Fica na sua ai. Vou pagar e já venho.
Rony observou Harry ir até a mesa e conversar alguns minutos com as mulheres que de repente começaram a falar mais rápido e mais alto, como se uma quisesse se mostrar mais que a outra. Ele balançou a cabeça rindo ironicamente.
Aquele era bem o tipo de mulher que Harry atraía, provavelmente elas tinham visto alguma das marcas que ele vestia. Momentos depois ele voltou e jogou um punhado de notas sobre a mesa.
- Se era só pra jogar o dinheiro aqui, pra que isso tudo?
- Você pode não querer a sobremesa amiguinho, mas eu quero. E ela vem a delivery.
- Como assim?
- Amanhã vou mandar buscar as moças pra gente trep... dar uma volta na cidade. Você não quis então eu resolvi fazer um esforço.
- Como eu disse, você não presta.
- Dane-se, Maconha e coca cola não prestam e todo mundo consome, vamos embora antes que eu volte e pegue minha torta mais cedo.
- Vamos logo então.
Eles saíram com Harry resmungando algo sobre Rony ser estrega prazeres. O ruivo nem deu muita atenção já que toda sua preocupação estava em chegar em casa antes das sete.
Eles entraram no carro e seguiram em direção a estrada.
Como de costume Harry colocou as musicas de sempre, no volume abusivo de sempre. Mas estranhou a falta de reação de Rony que nem parecia estar ouvindo.
- Cara o que tá havendo?
- Hein?
- Tomou ou cheirou alguma coisa?
- Como é?
- Você Rony, ta ai todo alienado, nem reclamou que eu repeti Jeremy.
- Ah eu... eu tava... pensando...
- É, eu notei. Que é que tá havendo cara?
- Nada.
- Ah nem vem Rony, você só fica assim quando tá nervoso, ou ansioso.
- Ou cansado.
- Não, quando você tá cansado, você fica um porre ou dorme.
- Harry...
- Cara, eu sou teu amigo, se você está com problemas pode me contar.
- Eu não to com nenhum problema Harry, eu só quero chegar em casa.
- Isso me magoa sabia? Eu sou seu amigo e você não confia em mim.
- Não dramatiza Shakespeare, faça o favor, dirija. Dirija como o Harry que eu conheço e não como um velhote de 80 anos.
- Pra sua irmã me matar?
- Gina não precisa saber.
Harry gargalhou. Gargalhou tanto que tremeu na direção.
- Então vai ser um segredinho Roniquinho? A irmãzinha mandona não pode saber?
- Vai se ferrar.
- Medroso.
- Não enche Harry!
- Medrosinho.
- Vai tomar no...
Rony começou a gritar, mas foi interrompido por um estouro alto. Harry freou de repente.
Eles perguntaram em uníssono. Em seguida Harry tentou dar partida no carro uma, duas, três vezes, mas não conseguiu.
- Cara... Não diz... Não diz que...
- Quebrou.
- Não Harry!
- Morreu o motor Rony, não tá vendo.
- Mas que porra! Mas que porra Harry!
- O que você quer que eu faça?
- Faz essa merda andar!
Rony estava quase gritando.
- Eu estou tentando. – Harry abriu o frigobar e pegou uma cerveja. – pelo menos eu tenho cerveja né?
- Cacete, cacete isso pode ficar pior?
Rony perguntou, mas se arrependeu no mesmo instante.
Quando Harry abriu a lata a pressão foi tão forte que explodiu em cima dos dois, molhando-os todos.
- Isso é castigo sabe Harry... Por eu ser teu amigo. Eu to pagando pela escolha errada.
- Não fode Rony – Harry disse tirando a camisa – tem umas roupas ai atrás, troca ai.
Rony saiu do carro, batendo a porta com força. A estrada estava vazia, e eles trocaram de roupa ali mesmo. Quando terminou de se vestir, Rony se olhou de cima abaixo.
- Isso é sério?
Harry riu.
- Acho que são do motorista... ou do filho dele.
- Isso não está acontecendo não é? Me diz que não está. Me diz que não estamos aqui, vestidos como dois idiotas, com um carro idiota quebrado no meio da estrada.
- Não seja dramático. Logo a gente consegue uma carona Rony.
- Logo? Logo? Logo não é o bastante Harry, eu preciso de uma carona agora.
- Não seja histérico Weasley, isso é coisa de mulher.
- HOJE É SÁBADO!
Harry riu.
- E você tá assim somente por que é o dia de tomar banho?
- Vai se foder Potter!
- O que porra é tão importante nos sábados pra você ficar desse jeito?
- Eu... Eu... Gosto... Do sábado, não posso gostar do sábado?
- Ahh chupa aqui Rony Weasley. Gosto do sábado. Você é o maior workaholic que eu conheço e agora me vem com gosto do sábado?
- Eu... mudei.
- Tá e eu gosto de whisky de quinta.
- Não me enche. Não vou ficar vestindo isso aqui, prefiro ficar molhado, não chego vestindo isso nem a pau.
- Todo nervosinho, cheio de vaidade... cara, sua irmã tá te influenciando a virar mulherzinha? Tá na TPM não é?
- Isso aqui te responde?
Ele mostrou o dedo médio enquanto começava a trocar de roupa de novo.
- Fora isso você fica nu na minha frente o tempo todo... Cara eu não curto não.
- Você está particularmente chato hoje Harry.
- E você particularmente retardado. Empatamos.
Rony terminou de se vestir e pegou a cerveja que Harry ofereceu.
- O que fazemos agora?
- Já acionei o sinal de emergência, sabe como é né? Ser rico é muito bom, o pessoal da seguradora já deve saber onde estamos e vão vir nos buscar. Fica frio.
- Quanto tempo?
- Logo.
- E logo é quant...
- PORRA Rony! Relaxa, bebe cara. A gente chega a tempo pra festa.
- Tem certeza?
- Você não confia em mim? Não responda.
Ele disse antes que Rony abrisse a boca.
Rony encostou-se no carro, junto com Harry.
- Como você consegue cara?
- Como consigo o que?
- Ser assim... viver assim, eu quero dizer, você marcou encontro com quatro mulheres diferentes, pro mesmo dia, tô certo?
- Não. Tá errado.
Rony arqueou a sobrancelha.
- Tá se importando com os sentimentos das meninas Harry.
Ele riu.
- Não Zé colméia. Você tá errado por que eu não marquei para o mesmo dia e sim pra mesma hora. Sacou?
- Sacana.
- Esperto.
- Não cara, sacana mesmo.
- Eu faço o que todo homem gosta, só que eu sou descarado e não tenho vergonha. Gosto de sexo Rony e se to afim eu tenho, não me importo se tenho que caçar ou pagar, eu faço o que tiver que fazer. É até mais fácil quando eu pago e quando eu digo pagar, não to falando só de ligar pra uma agencia de acompanhantes, eu falo de presentes caros, por que quando uma garota dorme contigo visando a tua carteira, é prostituta. Sério cara, só que é uma prostituta enjaulada, maquiada, sabe?
- Cara, você é muito seco.
- Seco não. Realista. Eu não tenho ilusões Rony, não acredito em amor. Sei que muitas mulheres dormem comigo por sexo, mas também sei que a carteira ajuda e sabe, é até bom quando eu pago, por que não crio vínculos e nem arranjo problema.
- Amar pra você é arranjar problema?
- E pra você não é? Pensa bem Rony, quando você se apaixona, você fica idiota, sério, fica burro, você deixa de ser pratico, esquece coisas importantes e se doa tanto, e às vezes pra alguém tão filho da puta.
- Mas as vezes você acha alguém legal e...
- E a magoa - Harry interrompeu – É sempre assim Rony, um dos dois sempre fode com tudo, um dos dois sempre machuca o outro. Então por que não evitamos isso e não ficamos com o básico e o melhor da relação.
- Por que as vezes é inevitável Harry.
- Só com quem é descuidado Rony. Meu amigo, existe uma linha divisória, um limite entre a luxuria e o amor.
- E o que acontece se eu ultrapassar esse limite? O que acontece se eu me apaixonar?
- Bom… Ai você se fode.
Segundos depois Harry começou a rir descontroladamente.
- Como eu ainda cometo a insanidade de te pedir conselho?
- Relaxa cara, você leva as coisas a sério demais. Tem que aprender a rir Rony, rir da vida.
- Você que não leva nada a sério Harry. O que você sabe da vida?
Harry o encarou por alguns segundos. O semblante dele se tornou sombrio.
- As pessoas se fodem todos os dias Rony, elas só tem que aprender a levantar. Vou resumir em duas palavras, tudo o que eu sei sobre a vida, amigo. Ela continua.
- A vida é uma merda.
- Não concordo Rony. A sua vida é uma merda, a minha é perfeita.
- Claro seu desgraçado!
- O seu problema Weasley, é que você não vê a beleza das coisas.
- Qual beleza você quer que eu veja em estar com um carro quebrado no meio do nada? E em pleno sábado?
- Você tem a natureza meu amigo… Cervejas, sombra e um jaguar XJ vindo te buscar.
Rony arqueou a sobrancelha e tomou um gole da cerveja.
- Sem contar que você está na minha companhia. Quer o que de melhor?
- Não faça perguntas difíceis.
Harry ia questioná-lo, estava pronto para isso quando o som do ronco de um motor conhecido os tirou do clima da conversa.
- Meu jaguar. Olha só minha belezinha, não é lindo? Agora me diz, pra que um filho quando você tem um jaguar.
- Sua filosofia de vida é realmente encantadora, agora vamos que eu preciso chegar em casa e logo.
Um homem estacionou o carro prateado ao lado deles, uma verdadeira obra de artes automobilística. Depois que Harry assinou a entrega do veiculo, o homem o cumprimentou e seguiu para o carro que vinha atrás.
Harry aproximou-se da porta, mas sentiu a mão grande de Rony em seu ombro.
- Eu dirijo.
- Como assim? O carro é meu.
- Estou com pressa e você está dirigindo como uma mulherzinha, se seu carro quebrar de novo, vou garantir que seja em Londres, assim eu pego um taxi.
- Não agoura meu carro, seu filho da puta.
- Não chama minha mãe de puta, e eu não estou agourando seu filho prateado, eu simplesmente quero me garantir, portanto, eu dirijo.
- Tudo bem, tudo bem, mas cuidado com meu carro, eu vendo seu rim se acontecer algo com ele.
Rony não discutiu, não queria saber, nem perder tempo, só queria acelerar e sair logo dali. Foi o que ele fez.
Quando o carro chegou a 100 em alguns segundos Rony sentiu o peito queimar.
- Ei Schumacher, não acha melhor ir mais...
Mas Harry não terminou de falar.
A musica do Nirvana soou muito alto cobrindo sua voz. Ele olhou com os olhos estreitos e arqueou uma sobrancelha quando viu o sorriso no rosto do ruivo.
- Isso tudo é por que o carro corre? Eu sei que sua latinha de sardinha anda que nem minha avó, mas não precisa ficar com cara de garoto que achou o bilhete dourado do Willy Wonka.
Harry gritou tentando sobressair-se à musica.
- Não fode, curte o som.
♪Load up on guns and bring your friends It's fun to lose and to pretend She's over bored and self assured Oh, no, I know a dirty word Hello, hello, hello, how low Hello, hello, hello, how low Hello, hello, hello, how low Hello, hello, hello...♪.
“With the lights out it’s less dangerousHere we are now entertain us I feel stupid and contagious♪”…
- EI! EI! - Harry desligou o som do rádio e fez Rony parar - Que porra é essa maluco?
- O que?
- Tá ficandou louco?Essa subita felicidade é ridicula até pra você.
- Qual é Harry? Hoje é sábado e eu vou conseguir chegar a tempo…
- A Tempo pra que?
- Hein?
- A Tempo pra que Rony?
- Nada…
- Não me fode! Pára essa porra desse carro, você vai me contar agora o que diabos tem todo sábado que te deixa retardado desse jeito.
- Não é ...
- Pára o carro Rony.
A contra gosto Rony parou o carro.
- O que?
- O que tá acontecendo com você cara? Pode me falando a verdade, eu não nasci ontem. Qual é cara, eu te conto tudo, somos amigos.
- Harry...
- Porra, você não confia em mim?
- Confio cara.
- Então fala.
- Tá legal. Tá legal, mas se... você fizer uma piadinha, uma piadinha sequer, eu passo com esse clone de Edward em cima de você.
- Clone de Edward?
- É
- O vampiro? Cê ta falando do meu carro?
- É ué, tá vendo mais alguma coisa brilhar aqui?
- Saiba que o brilho deste carro vale 20 mil dólares.
- É parece que a pele do vampiro também e eu ainda to pouco me fodendo, vai ouvir ou não?
Rony falou tão rápido que deve ter conseguido fazer o maior resumo da historia, menos de 15 minutos ele já tinha contado tudo, desde Veneza até o ultimo encontro dos dois, incluindo o acordo dos sábados.
Ao fim da conversa, Harry estava muito quieto.
- Por isso eu preciso ir logo, você entendeu? – Harry sequer se moveu, apenas continuou olhando para ele como se o mundo estivesse acabando – Tá ouvindo Harry, vamos embora.
Ron caminhou um pouco até o carro, mas parou centímetros depois, por que Harry não se movera.
- Então... – Harry começou a falar – a designer, a gostosi... digo a decoradora do projeto Malfoy é a... Jane? A Sua Jane?
- É.
- Porra...
- O que?
- Eu ia comer ela. - Rony olhou-o com uma expressão tão ameaçadora que Harry ergueu as mãos em rendição. - Eu disse ia e não vou.
- Vamos embora Harry, meus instintos homicidas estão ficando aguçados e acredite, muita gente me parabenizaria por te matar.
- Não seja idiota, eu não vou comer a sua Jane... Eu só estava ponderando.
- Então pare de pensar, já está fedendo. Vamos logo.
- Ron... – Harry chamou ignorando-o e ele virou.
- O que?
- Você não ia me contar né?
- Acho que não... não sei... eu ia, mas não agora.
- Hum.. ok...
- Podemos ir? – Rony virou-se de novo e abriu a porta pra entrar no carro.
- Então você ia me deixar comer a garota mesmo?
- Entra na porra do carro ou eu te deixo aqui – Harry riu e abriu a boca pra falar, mas Rony o cortou - e entra calado.
A viagem não durou muito, Rony estava dirigindo rápido demais, levaram bem menos tempo que quando Harry estava dirigindo. Logo eles estavam no estacionamento do apartamento de Rony.
- Cara. Ainda bem que eu tenho seguro desse carro.
- Cala a boca, as pessoas já devem estar aqui. São se... Puta que pariu.
Rony parou de supetão na escada.
- O que foi maluco?
- Porra, Porra Harry.
- O que é cara?
- As pessoas já devem estar aqui.
- É, mas a gente não tá uma hora atrasados, ninguém vai notar.
- Mas ela vai estar ai, ela já está ai.
- Jane?
- Hermione... Jane... Sim... Sim. Ela é pontual demais, raramente se atrasa.
- E isso é ruim?
- Claro que é!
- Você não queria que ela viesse?
- Claro que queria!
- Então, por que caralho ta reclamando dela estar aqui?
- Por que eu não quero que ela me veja assim.
- Qual o problema cara? Você cumprimenta a garota, entra e vai tomar um banho.
- Não! Não quero que ela veja... eu preciso de outra roupa, tem que ter um jeito de...
- Rony...
Mas ele não deu atenção.
- ... Entrar em casa sem ela me ver e...
- Rony...
- ...Pegar outra roupa e...
- Rony...
- O que é!
- Atrás de você.
Ele virou assustado e deu de cara com ninguém menos que ela...
- Oi Ron...
- Her... Hermione?
- Oi. Estamos todos... Esperando por... você.
- Oi Já... Digo, Hermione.
Harry adiantou-se antes que Rony pudesse falar qualquer coisa e tomou a mão dela, beijando-a galantemente.
- Oi. – ela disse sem graça.
- Você está linda. Sabia que esta cor combina com você?
- A... a cor? Verde?
- É, ele ressalta o brilho moreno dos seus olhos que, decididamente são lindos. Rony estreitou os olhos.
- Eu...Uau... Obrigada... ninguém nunca me disse isso.
- Deve saber que a maioria das pessoas são cegas, dementes ou idiotas, por isso não crescem na vida, mas como pode perceber, não é meu caso.
Ela riu sem jeito.
- Obrigada, em todo caso. Eu... Rony, você vai demorar?
- Não eu... – ele começou a falar mas Harry o interrompeu.
- O Rony vai se trocar... Não é Rony? Ele está preocupado com a roupa que está vestindo. – Ele colocou a mão na boca, como quem vai confidenciar algo e falou num tom baixo, porém audível – Ela anda com uns ataques de frescura ultimamente.
Ela riu pelo nariz e Rony fechou os punhos.
- Eu espero.
- Sem duvida, ele não vai lhe fazer esperar muito, certo Rony? Eu vou lhe fazer companhia enquanto.
- NÃO!
Os dois olharam para ele, Hermione surpresa, Harry quase rindo.
- Perdão?
- Eu disse não.
Ele foi enfático.
- Quer que a moça espere sozinha Rony?Que falta de educação.
- Isso não será um problema. - Uma outra voz surgiu por trás deles. Era Gina – EU faço companhia a ela. Estará em melhores mãos.
Harry a encarou tentando com todas as forças não abrir um grande sorriso.
- ISSO! – ele foi mais desesperado do que pretendia – Isso, Gina... Gina, minha irmã... Hermione, minha... colega... de... Ca... digo... trabalho... Gina vai hum... Cuidar... fazer companhia e você vem comigo, agora.
- Por que?
- Por que vem Harry James Potter!
Gina sentiu um calafrio ao ouvir o nome dele completo.
- Eu disse que ele andava tendo uns ataques de frescura não disse?
- Eu não sou muito chegado a ...
- Agora Potter.
Harry levantou as mãos em rendição.
- Tudo bem luluzinha, vamos lá.
Eles saíram, Harry mais parecia estar sendo arrastado, mas ainda assim olhou para trás e piscou o olho com um sorriso sacana.
Gina apertou as unhas nas palmas da mão para não lhe mostra o dedo médio de novo.
- Ah... eu... – Hermione começou, mas a ruiva a interrompeu.
- Oi – ela estendeu a segurou a mão da morena – Prazer, sou Gina, provavelmente sua cunhada.
- Oi?
- Não sou?
- Ah... eu...
- Ah vamos lá, não adianta negar. Apesar do idiota do Potter ter estado babando em cima de você nos últimos dez minutos, eu vi com você olhava para o meu irmão. E ele pra você.
- Eu... eu... – ela olhou para baixo impossibilitada de encarar a outra mulher.
- Não se preocupe, sei como é complicado namorar alguém que trabalha conosco, já passei por isso.
- Nós não... ah.. nós...
Ela ia dizer, “não namoramos”, mas o que viria depois? "Só transamos"? Então preferiu ficar calada.
- Só cuidado com o Potter.
- Ele é sempre assim? Digo... Excêntrico?
- Não... nem sempre, na maior parte do tempo, ele é canalha, mas é só não olhar muito tempo aqueles olhos azuis e nem encará-lo quando ele sorri, e com certeza 50% de chance de você não cair na dele.
Gina falou mais como se falasse consigo mesma, sem nem notar o que disse.
- Experiência própria?
- É... Infelizmente eu...
Ela parou de repente dando-se conta do que tinha acabado de fazer.
- Tudo bem... - Hermione disse entendo a surpresa dela – nosso segredo.
Gina riu.
- Rony não sabe...
- Imagino que não saiba. Irmã única?
-Sim, de mulher.
- imagino mesmo que ele não saiba.
- Ele faz o tipo irmão linha dura sabe?
- Entendo.
- Você... ah... se conhecem a muito tempo?
- Hum.. – ela ponderou o que ia dizer – Um pouco, sim, mas nos revemos tem alguns meses.
- Então vamos lá pra cima e conversamos um pouco mais sobre estes retardados que nos viram a cabeça.
- Otima idéia.
...
- Qual é a tua?
Rony perguntou assim que fechou a porta do quarto e empurrou Harry na parede.
- O que?
- O que... O... CARALHO! – ele foi aumentando a voz gradativamente. – O QUE O CARALHO! QUE FOI AQUILO?
- Calma Ron...
- Calma a cabeça do...
- CALMA RONY! Foi brincadeira cara.
- Brincadeira? Brincadeira o cacete Cara! Você tava... Porra Harry, Porra... Você vai mesmo dar em cima dela?
- É claro que não, seu babaca. Foi só uma brincadeira. Eu gosto de ver a cara de idiota que você faz quando eu dou em cima da garota. Alem do mais ela não faz o meu tipo.
- Tá, agora você tem um tipo? Achei que seu tipo era... se tivesse seios e vagina.
- Não seja grosseiro.
- Você ainda não viu o que é de fato... grosseiro.
- Tá cara. Olha, eu sei que você está nervoso ok? Senta ai e relaxa. Não vou dar em cima da sua Jane ou sei La qual é o nome dela. Não vou fazer isso, foi só uma piada.
- Do tipo sem graça.
- Do tipo Harry Potter.
- Como eu disse, do tipo idiotas e sem graça. Pode parar, já estou nervoso o bastante.
- Tudo bem, já vi o que queria.
- Como assim?
- Como assim o que?
- Você viu o que queria?
- Vi que a Jane não é como as outras, ela é... digamos... seu calcanhar de Aquiles, você está de quatro por ela e eu não vou ultrapassar a barreira do saudável. Neste caso especifico, mulher de amigo meu, é homem.
- Acho isso...muito bom... e eu não estou de quatro por ninguém.
- Não vou discutir, suas posições sexuais favoritas meu caro, troque-se feito homem e pare de se tocar, está estranho isso, vamos embora que eu tenho uma festa pra curtir, e só pra te deixar mais tranqüilo, eu já estou de olho em outra garota... Sua Jane realmente não faz o meu tipo.Tem cara de carola, sabe destas que andam de auréola na cabeça? E eu realmente prefiro aquelas... com chifrinhos e cabelos vermelhos cor de fogo.
- Como assim?
- Como assim o que cara. Chega de perfume mano, vai drogar todo mundo com isso ai, quer que pensem que isso é uma boca?
- Vai se fuder. Responde minha pergunta.
- Faça uma pergunta coerente.
- Como assim chifres e cabelos vermelhos?
Harry olhou entediado.
- Serio isso? Eu quis dizer que prefiro que a mulher tenha fogo Rony, seja uma diabinha entende? E o que? A Hermione não tem cabelos vermelhos.
- Mas minha irmã tem.
Harry parou uns segundos, estagnado pela observação, mas ele era Harry Potter, não seria pego.
- E daí? Ela é a única? E ta bom que a sua irmã... ia chamar minha atenção.
- E por que não? Gina é linda.
- De fato. E gostosa. – Rony estreitou os olhos – estou apenas concordando com você, mas o fato é, ela é chata.
- Não é bem assim Harry...
- Tem razão, não é exatamente isso. Ela não é só chata, ela é controladora, violenta, chata, irritante, mal educada, uma bomba relógio ambulante. Gosto de mulheres fáceis. Fáceis de comer e fáceis de descartar.
- Bom, pelo menos você ser canalha a este ponto serve para que eu possa ficar tranqüilo com minha irmã perto de você. Acabei, vamos?
- Você nem imagina o quanto. Vamos logo.
Quando eles finalmente voltaram para a sala do apartamento, ela parecia infinitamente menor, era incrível como um punhado de pessoas dispersas em um lugar pequeno podem dar uma idéia de Woodstock.
Rony precisou olhar em volta algumas vezes para conseguir identificar a figura morena que procurava, no canto da sala, conversando distraidamente com sua irmã.
No exato momento em que ele a olhou, ela sorriu. Não um sorriso qualquer, mas um sorriso de um tipo que ele raramente via. Era algo plácido, sereno, bonito como uma pintura. O tipo de sorriso que enchia o peito dele de algo que ele não sabia explicar.
Mas ele não se aproximou.
Logo foi envolvido por uma quantidade enorme de abraços, apertos de mãos e saudações. Ele teve a impressão que de que lhe desejaram tantos anos de vida que ele viveria para sempre.
Mas Hermione não se aproximou. Ficou muito quieta, sem se afastar muito de Gina e das moças da empresa que ela já conhecia.
Harry não perdeu muito tempo e logo estava sentado entre um grupo de garotas que só não conseguia berrar mais alto que a musica, parecia uma competição de Arapongas, só que invertida. Onde as fêmeas que disputavam o macho no grito.
Ele parecia estar adorando.
Quem não parecia nada à vontade com a cena era Gina, mas isso, Rony não percebeu, ela estava mais ocupado, observando cada movimento que Hermione fazia, ou o relógio para ver quanto tempo mais teria que suportar as pessoas ali, ou mesmo quantos metros de distancia os homens se encontravam dela.
Gina era boa em disfarçar, mas quem olhasse bem nos seus olhos veria que ela passava a maior parte do tempo observando com o maxilar preso o que Harry fazia.
Embora conseguisse manter uma conversa coerente com Hermione durante todo o tempo que esteve ao seu lado, sua atenção estava completamente presa nele. Nele e na droga que ele a fazia sentir.
Parecia de propósito e conhecendo Harry o pouco que já conhecia, ela poderia apostar sua carreira que era. Era bem a cara dele fazer joguinhos infantis.
O tempo pareceu passar lentamente, e as pessoas não paravam de falar coisas sem sentido, a bebida e a comida pareciam infinitas e ele quase amaldiçoou o dinheiro e o exagero de Harry. Só não o fez, por que finalmente a multidão pareceu voltar a atenção para uma coisa em comum.
De repente estavam todo reunidos na sala, assistindo atentamente uma partida de Pro Evolution Soccer entre Harry e um executivo da SB.
Ele procurou Hermione e ela estava no mesmo lugar. Desta vez sozinha.
Gina estava enrolada no meio de quatro advogados amigos dos seus pais e não parecia que sairia tão cedo dali.
Uma idéia brotou em sua mente.
Uma idéia errada, perigosa e absolutamente excitante.
Ele foi até ela.
- Oi...
A voz sussurrada ao pé do seu ouvido afez estremecer. Só então ela se deu conta do homem que estava atrás dela, com a boca encostada em seu ouvido.
- Ron...
Ela sussurrou o mais alto que pôde e ainda assim foi quase um sopro.
- Parece que... Fomos... boicotados hoje.
- Parece... que sim. Você... Não me disse que era seu aniversário.
- Se puder acreditar nisso, eu sequer lembrava, na verdade só lembrava de que era sábado.
Ela se arrepiou e ele viu. Sorriu fraco em sua orelha, o que piorou a situação de sua nuca.
- Gostaria de ter... lhe comprado um presente.
- Tenho sugestões.
Ela fechou os olhos com força e inspirou forte tentando controlar as palpitações em seu baixo ventre. O corpo, já acostumado a saciar o desejo naquele dia, estava reclamando a falta da droga que o viciou.
- Sugestões que... não poderão ser dadas hoje não é? Afinal olhe a hora. Preciso... preciso voltar para casa.
Ela não viu a expressão frustrada dele, mas sabia que devia ter sido bem visível.
- Mas Hermione...
- Não posso... passar a noite Rony, não vim... preparada, você sabe, eu te expliquei que...
- Eu sei, mas... tivemos contratempos e... Eu não vou agüentar esperar uma semana inteira.
- Eu sei... Eu também não... Eu... Enfim... você entendeu, mas eu não encontro alternativa.
Rony esfregou o rosto algumas vezes, incomodado com a falta de opções, frustrado com o desfecho do seu dia favorito e inconformado em esperar mais sete dias para tocá-la. Então de repente ele teve uma idéia.
Baixou de novo o corpo e falou com a voz propositalmente grave no ouvido dela. - Você está com saudade?
Ela quase saltou.
- Ai Rony... Cara... não faz isso.
Ele riu.
- Responde Jane... Está excitada?
- Rony pára!
- Eu só quero saber se seu corpo sente saudade... como o meu...
- Sente! Droga! Você sabe... – ela parou ao notar que estava falando alto demais – Você sabe que eu sinto... saudade.
- O suficiente para desejar transar comigo loucamente agora mesmo?
- Rony pelo amor de Deus...
- O suficiente?
Ele falou ainda mais perto do seu ouvido e para completar lamber a ponta da sua orelha.
-O suficiente para transar loucamente com você em cima daquele tapete. Satisfeito?
Ela quase tapou a boca depois que falou, mas não o fez. Por que já tinha falado, era tarde demais.
O que mais a deixava perplexa é que não tinha idéia de como aquelas coisas simplesmente saíam de sua boca como se ela estivesse informando as horas.
Era tudo culpa do Rony.
Para completar ele lhe lançou o olhar mais cafajeste que possuía e a segurou na mão.
- Então vem comigo.
Musica - Come With Me - Phil Collins
Hermione levantou, mais pela pressão da força dele em seu braço que por ter absorvido a idéia maluca que ele parecia ter tido. Poucos metros depois ela tentou puxar o braço pra si, mas ele o tinha bem preso entre suas mãos.
- Rony...
- Que?
- Pra onde... Rony espera um minuto... Ei!
Ele parou e a olhou, mas manteve seu braço preso entre as mãos.
- Que?
- Onde estamos indo?
- Paraíso?
Ela arqueou a sobrancelha e quase riu diante da menção dele ao iate onde tiveram a primeira vez.
- Muito engraçado, de verdade, mas tenho certeza que aquele iate não cabe aqui dentro da sua casa, muito menos neste corredor portanto... Onde vamos?
- Espere a gente chegar lá.
- Por que?
- Por que se souber agora, você não vai querer ir comigo.
- Rony! Ele continuou a andar e estava quase obrigando-a a ir junto. O aperto no braço não a estava machucando, mas também não estava lhe dando escolha. Era quase que uma imposição que ela lhe seguisse.
Ele não queria ser rude, nem queria parecer um troglodita, mas não iria deixá-la ir pra casa. Não sem estar com ela pelo menos uma vez.
Ansiara o encontro por dias, parecendo mesmo um adolescente cheio de espinhas, e não ia conseguir passar mais uma semana longe dela.
- Rony, olha pra mim! - Hermione chamou de novo e então ele parou.
Por um momento ela pensou que ele tinha voltado a si, que tinha parado para que pudessem conversar como duas pessoas normais. Não podia estar mais enganada.
Ele abriu a porta que estava à frente deles antes de se virar e encará-la, e quando o fez, ela podia jurar que tinha visto fogo em seus olhos.
Ela mal notou onde estava quando foi puxada para dentro, só viu que de repente estava nos braços dele, dentro do banheiro do apartamento, mas não houve muito tempo para processar esta nova informação, pois os lábios dele capturaram os seus assim que a porta foi fechada.
Como exatamente ele a tinha puxado pra dentro, trancado a porta e encostado-a na parede, beijando-a famintamente, não tinha como explicar, só sabia que agora a boca dele estava fazendo aquela mágica sobre a sua.
A mágica que a fazia sentir derreter e pulsar por dentro e pensar todo o tipo de obscenidades.
Uma das mãos dele mantinha seu rosto cativo ao beijo, emaranhada entre seus cabelos.
A língua dançava dentro da boca dela, fazendo o pequeno milagre que só ele conseguia.
Os corpos já estavam colados, no real sentido da palavra. Uma das pernas de Rony estava entre as dela, fazendo com que o contado entre seus sexos fosse ainda maior, como se só a sua excitação já não fosse suficiente para isso.
- Rony...
Ela disse entre o beijo, e sua voz saiu mais parecida com um grunhido animal. Rouca e entrecortada.
A resposta foi uma leve mordida em seu lábio inferior. Ela estremeceu. Lá fora o grito abafado de “Gol” fez seu estomago afundar de medo, pois trouxe de volta a lembrança de que havia uma festa lá fora.
Mas ela não queria pensar, não queria saber. A sensação que a boca dele na sua provocava era maior que qualquer outra coisa.
Para completar ele cobriu totalmente a boca dela, impossibilitando-a de falar, de pensar, de resistir e em seguida mordeu seu lábio inferior, tão devagar, mas tão devagar que ela tremeu como se tivesse com nua no meio de uma nesvaca.
Ele desceu a mão que circundava sua cintura para uma das pernas, abaixou-se um pouco até tocar a barra do vestido que ela usava, segurou o tecido cravando um pouco os dedos em sua perna,como se fosse arranhá-la, e fez o caminho contrário, subindo a peça de roupa com ele.
A coxa que estava entre as pernas dela, foi forçada para cima, aumentando a fricção, fazendo-a gemer baixo e remexer-se como se roçar seu corpo no dele, pudesse lhe trazer algum alivio.
Mas ele não parou ali. A boca, desceu pelo queixo, e seguiu a linha da mandíbula, mordiscando de leve, cada ponto onde passava.
- Ai Ron...
- O que foi?
Ele perguntou com a voz baixa.
- Você...
Ele apertou a perna nua que agora estava em sua cintura e a sentiu ondular devagar. Seu sexo pulsou, desta vez mais forte que as outras vezes, ele ainda estava vestido e estava prestes a gozar.
Então ele a puxou, fazendo-a sair de perto da porta, quebrando a conexão entre os corpos, afastando-se um pouco de propósito, tentando aliviar a tensão que tomava conta do seu corpo.
Estava excitado demais. Demais para sua própria compreensão e aquilo não costumava acontecer.
Ninguém acreditaria se ele dissesse, mas nunca havia transado num banheiro, muito menos no banheiro de sua casa.
Era excitante, mas fazia com que ele se sentisse mal, como se a estivesse usando como um brinquedo sexual, onde ele arrastava para satisfazer seu tesão em qualquer lugar e a qualquer momento. E não era isso que ele pensava dela.
Os sentimentos eram bem conflitantes, pois ele não conseguia parar de provocá-la, com toques, com beijos, com palavras, mas ainda assim o lugar, a maneira como ele a havia levado até lá, sem lhe dar escolhas lhe deixava irritado consigo mesmo.
Quando ele afastou o corpo andando alguns poucos metros para trás, não esperava a reação que ela teve. Esperava que ela se retraísse, tentasse sair do banheiro, ou na melhor das hipóteses, aguardasse que ele retomasse a iniciativa, mas o que aconteceu foi justamente o contrario.
Segundos depois que ele se afastou, ela colou-se de novo a ele, andando em sua direção, passando os braços em seu pescoço, buscando sua boca para um beijo rápido e faminto e em seguida descendo os beijos pelo seu pescoço, imitando seus movimentos anteriores, deixando pequenas mordidas em sua mandíbula na passagem.
- Porra Hermione...
Ele gemeu. E isso pareceu empolgá-la. Por que depois do seu gemido ela aumentou a pressão do beijo em seu pescoço, suas mãos subiram tateando os botões da camisa que ele havia colocado pouco mais de uma hora antes. Abriu-os com rapidez descendo a boca pelo seu peito.
- Gosta disso?
Perguntou com a voz rouca e propositalmente sexy. Ela não fazia idéia de como sabia que sua voz causaria aquela reação nele, mas sabia e por isso o fez.
- Caralho... gosto.
Ela mordeu seu peito e desceu a mão, agarrando seu pênis ereto por cima da calça. Ele pulsou forte em sua mão e ela sorriu.
- Hermione... – ele gemeu apertando seus cabelos com as duas mãos, trazendo-a de volta para si e beijando sua boca, antes que gozasse na roupa.
- O que foi?
Ela perguntou e sua voz soou num misto de inocência e malícia.
- Vou gozar vestido.
Ele foi curto e grosso, até por que no momento não estava conseguindo raciocinar o suficiente para usar de eufemismos.
- É este o problema?
- Acho que isso é um problema.
- Vai deixar de ser.
Ela tirou a camisa dele e jogou num canto perto da porta, em seguida abriu o cinto e os botões da calça, deixando-a correr em suas pernas. Olhou para baixo, diretamente para seu pênis e sorriu, verdadeiramente contente com as reações que causava nele.
- O que?
Ela não respondeu. Apenas continuou sorrindo e mordeu os lábios depois de lambê-los, como se estivesse olhando uma guloseima.
Ele segurou o rosto dela e a fez encará-lo.
- Pare com isso pelo amor de Deus.
- Por que?
- O que estamos fazendo…
- Eu sei que é loucura.
- As pessoas…
- Eu sei que estão lá fora.
- Todas elas.
- É.
- Ainda assim… Aqui mesmo?
- Agora.
O membro dele pulsou mais uma vez, desta vez doeu, mas não foi apenas a dor fina e gostosa da excitação, doeu de verdade, se ele falasse, imploraria por alívio.
Rony segurou-a firme nos braços e a deitou no chão, já insano ao ponto de nem perceber o que estava fazendo.
Mas ela pareceu gostar, e muito.
- Sei… não é o melhor… lugar… mas…
Ele começou a falar, mas foi interrompido.
- Shhh, não fala nada, não fala nada… tira minha roupa, tira.
Ele perdeu o controle e só conseguiu obedecer como se fosse apenas uma maquina, pronta pra realizar os comandos dado, e neste caso, ela comandava muito bem as palavras-chave.
Ele arrancou as roupas dela, no real sentido da palavra arrancar. Sem qualquer cuidado e sem a menor delicadeza.
Por causa disso, deixou varias marcas na pele branca de Hermione. Marcas que ele só veria depois, muito depois...
- Preciso de você... – ele disse chutando a própria calça pelas pernas, afastando-a de si – Preciso logo.
Ele sugou seu seio nu e ela arqueou gemendo.
- Na água... – disse como pôde.
- Hein? – Ele respondeu alheio ao que ela estava dizendo.
- Água... chuveiro...Eu quero... Aquele banho...
Ele parou por alguns segundos, a olhou e sorriu.
Levantou-se num salto e a trouxe junto consigo num único puxão. Ele sabia que estava sendo rude e sabia que passaria dias se sentindo culpado e se desculpando, mas a pressa era inevitável.
Ele a trouxe para seus braços e ela ajudou enganchando-se em sua cintura com as pernas. Nesta posição ele a arrastou até o chuveiro e o abriu desajeitadamente, deixando a água escorrer pelos seus corpos.
Ela o beijou. E o beijo se seguiu por longos minutos, mais parecia que eles tinham esquecido de respirar.
- Preciso de você, não dá mais pra esperar Hermione...
- E por que você ainda está esperando?
Ela tinha enlouquecido? Provavelmente Harry havia posto alguma coisa na bebida.
Tentou fazer um lembrete mental de agradecê-lo mais tarde.
Ele não disse nada, só grunhiu e a ergueu um pouco, levantando uma de suas pernas, apoiou-a na parede e a penetrou.
Estava tão duro que sequer precisou da ajuda da mão para penetrá-la.
- Ai... Ai... Ai Rony...
Ela gemeu lentamente enquanto ele entrava.
Ele sabia que não era de dor, era de prazer, ela apenas estava se ajustando a ele.
Quando ele sentiu que entrou até o limite, parou um pouco. Ouviu a gemer baixo com os dentes cravados em seu ombro, até senti-la relaxar os músculos, depois disso, afastou-se e penetrou-a devagar mais uma vez.
Era sempre assim.
Eles demoravam muito pra se ver e ele parecia ainda grande demais para ela. - Eu... adoro... entrar em você...
Ele a penetrou com mais força.
- Ai... caralho... – ela falou baixo, baixo até demais, mas ele ouviu quando ela xingou e então penetrou mais forte e mais outra vez.
Ela apertou as pernas ao redor da cintura, fazendo-o ir mais fundo. Sentiu o ventre apertar e o clitóris doer... mas ela queria mais... Mais forte e mais rápido. Mas sabia que ele iria com cuidado, e este cuidado a estava aborrecendo.
Resolveu ousar um pouco mais... Já estava “na chuva” já havia se molhado... Aproveitaria a gripe.
- Você… faz… gostoso demais.
Ele a penetrou mais forte. Com tanta força que ela precisou mordê-lo pra não gemer mais alto.
- Mais forte Rony...
Ele sentiu o pênis pulsar e arder. Ia gozar.
- Porra Hermione! Cacete.
- Mais... forte...
Ele a obedeceu, iniciou uma seqüência de movimentos fortes e ritmados. Ela agarrou em seus cabelos e sorriu de lado fechando os olhos, como uma pessoa que saboreia uma iguaria.
- Vem Ron... Vem...
- Hermione... eu preciso...
Estava muito perto, muito perto...
- Ai... Rony... eu vou...vou agora...eu... Ahh..ahhhahhh!!!
Ela perdeu a coerência das palavras e fechou mais os olhos enquanto gemia alto, mais alto do que deveria com uma casa tão cheia.
Ele sentiu sua vagina pulsar muito forte em torno do seu membro e a região ficou mais quente.
- Cacete... você geme... gostoso... demais...
Ele ainda a bombeou algumas vezes, sentindo seu gozo cada vez mais perto, até que algo estalou em sua mente, algo que o deixou quase apavorado.
Estavam sem proteção e ele não podia fazer isso com ela... De novo.
A lembrança da expressão que ela fez da ultima vez que isto tinha acontecido o fez parar. Mesmo com a beira do gozo, mesmo sabendo que aquilo podia lhe render dias de dor numa região mais que sensível. Ele parou.
- CARALHO!
Ele praguejou alto quando afastou o corpo insatisfeito do dela.
Hermione o encarou por alguns segundos sem entender.
- O que foi?
- Não... – ele disse arfando alto, impossibilitado de respirar normalmente - Não...
Posso...
- Como assim?
Ela disse entre o “curiosa” e o ”indignada”.
- Não posso...
- Por que não?
Ele andou um pouco e apoiou-se na parede lateral, tentando respirar.
O pênis visivelmente excitado e pulsante.
- Sem... proteção.
Ela abriu a boca para protelar, mas fechou em seguida. Seu peito ribombou e ela entendeu que ele tinha razão.
- Ah...
Ele encostou a cabeça na parede fria e inspirou forte mais uma vez.
- Um minuto e eu... já... me... acalmo.
Ela olhou sua face retorcida, o membro duro... quase choramingando satisfação. Sentiu algo no peito que ia além do tesão habitual.
- Mas...
- Tudo bem Hermione... eu... já vou...
- Não tá nada bem Rony...
Ela se aproximou dele num surto de coragem que nem ela mesma percebeu quando se apossou do seu corpo.
Ele estava cuidando dela não estava? Estava abrindo mão do próprio prazer para que ela não passasse por uma situação desconfortável.
Poderia ter sido irresponsável, saciado seu desejo e deixado-a se virar, muito homens faziam isso, mas Rony não era como eles. E ela era muito grata por isso.
Então por que não ceder um pouco?
Por que não cuidar um pouco dele também?
Ela o fez virar e encostar na parede, levou a boca ao seu ouvido, lambeu o pescoço e em seguida falou:
- É... a primeira vez... Paciência...
- Oi? – ele disse inicialmente sem entender, mas logo compreendeu onde ela queria chegar, bastou que ela descesse um pouco mais o beijo e continuasse o caminho.
- O que esta... Hermione?
- Fecha os olhos...
- Hermione… Não precisa…
- Eu… quero…
- Mas…
- Não fala nada… Não me tras de volta a realidade… Me deixa…
- Hermione me ouve.
- CALA A BOCA RONY!
Ela deslizou por seu corpo até a parte mais baixa e mais íntima.
- Hermione… escute… Ai CARALHO!
Ele sentiu a boca, só a pele dos lábios encostando em sua glande, envolvendo a fina e sensível camada de pele do seu sexo, em seguida a língua quente e molhada, tocou-a também.
- Ai meu Deus...
Os dedos delicados envolveram a extensão e apertaram um pouco, friccionando para cima e para baixo enquanto a boca fazia o mesmo movimento, fechando-se quando chegava ao topo.
Para uma primeira vez, ela estava sendo fantástica.
No inicio ela parecia receosa, foi muito devagar, como se tivesse descobrindo, provando uma nova textura, um novo sabor, vendo se lhe agradava, e pareceu agradar, por que ela foi gradativamente aumentando a força e a velocidade nos movimentos das mãos e da boca e friccionando a língua com mais vontade em sua glande.
Mas era tão gostoso quanto perigoso, ele já estava à beira do gozo antes, agora a situação era ainda pior. Estava tentando ser herói, controlando-se ao máximo, mas ela estava fazendo aquilo de um jeito que ele não conseguia descrever só com a palavra ”perfeito”.
Ela conseguia manter o ritmo exato entre as lambidas e os movimentos com a mão...
Ele já tinha retardado o gozo inúmeras vezes mordendo a própria boca, e pelo gosto que estava sentindo, tinha se machucado. “Só mais um pouco...” – Ele disse a si mesmo – ”Mais um pouco e eu a mando parar”.
Mas ela segurou seu pênis com a outra mão parou os movimentos de repente, colocou-o na boca o mais fundo que pôde e puxou sugando-o.
Foi demais para ele. Demais mesmo.
Involuntariamente ele agarrou seu cabelo com um pouco de força e forçou a boca dela novamente. Não tinha como controlar, seu tesão estava em uma escala alta demais, já tinha se controlado o Maximo que conseguia e Hermione continuara provocando-o, ele chegou em seu limite.
Ele fez de novo o mesmo movimento, bombeando em sua boca como se fosse dentro dela, não conseguia parar.
Ele tentou. Tentou avisar, tentou dizer que não conseguiria, mas ela não lhe deu chances, apertou a mão em volta do pênis e gemeu.
Gemeu e o destruiu.
Ele não conseguiu segurar mais e gozou.
Foi forte como ele não lembrava de ter sido antes. Seu corpo todo pulsou junto com o sexo na hora do orgasmo, e ele teve certeza minutos mais tarde que devia ter segurado muito forte no cabelo dela.
Mas ele não conseguiu mais, simplesmente deixou o prazer tomá-lo por completo até quando seu corpo relaxou ao ponto de parecer tomado por câimbras.
Quando conseguiu abrir os olhos, encontrou-a na pia, enxugando o rosto.
Engoliu seco ao perceber o que tinha acabado de fazer.
- Hermione...
Ela virou e o encarou, ele não soube exatamente o que aquela expressão significava.
Ela começou a caminhar em sua direção e ele tentou se mover, mas seu corpo ainda formigava.
- Hermione... eu...
Mas ele parou de falar, por que no segundo seguinte ela estava com a boca colada a sua.
- Não diz nada... – ela interrompeu o beijo e o olhou - Me ouve antes que meu momento mágico passe e eu não consiga mais falar. Foi esquisito... E eu não vou explicar o que eu senti... Só... Adorei causar... isso em você, foi... foi gostoso.
Ele arregalou os olhos e não conseguiu não sorrir.
- Quem é você? E o que fez com Hermione Granger? Ela sorriu de lado e ajeitou o cabelo. Deu um selinho em seus lábios e piscou.
- Sou Jane e vou esperar você lá fora. Sugiro que se arrume.
Então saiu sem dizer mais nada.
Os gritos provenientes da sala continuavam quando eles saíram, ninguém realmente percebeu quando eles deixaram o banheiro. Rony ainda estava ajeitando a blusa dentro da calça, mas estavam todos tão empolgados com a vitoria esmagadora de Harry que ninguém notou.
Depois disso a festa seguiu sem maiores mudanças, o vídeo game foi a atração principal da noite e Hermione foi embora logo depois de lhe cantaram parabéns.
Mas ele estava satisfeito, muito satisfeito, há anos não tinha um aniversário tão... delicioso.
Aos poucos as pessoas foram se despedindo e deixando o apartamento e por volta das 23:30 já não havia mais ninguém além de Gina e Harry.
Rony se despediu dos dois, sentindo-se cansado, mas não era um cansaço ruim, era na verdade um relaxamento mais intenso da musculatura o que lhe causou um sono muito forte.
Estava tão intenso que ele sequer se importou com Harry, Gina e a possibilidade de eles levarem seu apartamento abaixo numa discussão de 10 minutos.
Apenas se despediu e trancou-se no quarto.
Quando Rony se foi, Gina tentou ignorar a presença do empresário. Ela precisava, mesmo que não estivesse de fato, fingir que ainda estava muito magoada e irritada com ele.
Ela precisava por que seu orgulho clamava por isso.
Ele não podia simplesmente mentir da maneira deslavada que vinha fazendo e depois agir como se nada tivesse acontecido.
Então ela ignorou-o e deitou-se no sofá.
Era um costume antigo, de criança, cochilar no sofá antes de ir para a cama, uma das poucas manias que a vida regrada de uma advogada não lhe tirou.
Ela deitou e pegou rapidamente no sono.
Por um momento ela saiu do transe do sono e olhou a sala em volta. O corpo tinha a sensação de ter dormido horas, mesmo que só tivessem de fato passado quarenta minutos desde que Rony se despedira. Uma dormência e um frio gostoso a impediram de levantar.
Ela supôs que Harry havia ido embora, estava tudo escuro e silencioso e ele certamente era atrevido, mas não o bastante para ter ido dormir em sua cama, era?
Não, ele não era. Até mesmo por que ele sabia que Rony o mataria se visse, e ele não era tão corajoso a ponto de enfrentar Rony, não um ruivo daquele tamanho.
Voltou a dormir, achando que o sofá era a melhor opção por aquela noite, não iria levantar naquele momento.
Um trovão mais forte anunciou a chuva lá fora e ela entendeu o motivo do frio.
Aconchegou-se mais ao sofá e deixo que o sono a embaçasse mais uma vez.
Sonhou que estava na enorme cama de Marfim da casa luxuosa onde transou com Harry pela primeira vez. A maciez daquela cama podia viciar. Aquele lençóis que mais pareciam plumas tocando a pele.
Nunca fora ambiciosa, mas teve que admitir que riqueza não fazia mal a ninguém e era muito, muito fácil acostumar-se com aquele estilo de vida.
E com um homem como aquele?
Por alguns segundos ela achou que por algo como aquilo qualquer mulher poderia esquecer o que ele era... o que foi, e até mesmo o que queria ser. O que mais ela podia querer além de uma cama como aquela, e o toque perfeitamente calculado, vagando entre o rude e o delicado subindo por suas pernas.
Era tão gostoso, aquele toque quente em suas coxas, o contato da pele áspera e ao mesmo tempo bem tratada, os lábios em sua barriga, o hálito quente...era tão real, tão real quanto se ele estivesse...
BEM ALI!
Ela corou num pulo.
E Harry estava ali.
- O que você tá fazendo aqui?
- Shhh.
ele inclinou-se e a beijou com vontade.
- Harry… Você está maluco? O Rony tá la dentro.
- Dormindo como um bebê. Relaxa ruiva.
Ele deitou-se cobrindo o corpo dela e a beijou de novo.
- Harry não… por favor… - ele mordiscou a orelha - Harry… Puta que pariu.
Não! Não Harry... Não, eu... não quero, você mentiu pra mim, você é um ladrão, corrupto, um mentiroso, um canalha...
Ele a beijou e a calou.
Importa quem eu realmente sou?
- Claro que importa, você é um…
- Neste momento não sou nada além do homem que vai te dar prazer. Relaxe e… Aproveite.
- Não! Não! Não vai, você vai sair de cima de mim, saia de cima de mim.
Ele forçou o corpo para baixo, impedindo-a de afastá-lo.
- Gina, esquece isso...
- Não Harry! - Rony… Vai matar você.
- Se você não matar primeiro não é?
- Harry... eu... não quero...
Ele já estava ficando desesperado, ela estava resistindo demais, mesmo com todos os seus apelos, mesmo beijando-a nos lugares estratégicos que havia aprendido com o tempo em que se encontravam, mesmo vendo a palavra desejo escrita em seus olhos, ela estava resistindo, ela estava rejeitando-o.
Ele não podia ser rejeitado, ele era Harry Potter.
E até poderia aceitar uma recusa com dignidade, mas não a dela e não aquela noite. Ele simplesmente não conseguia.
Ele não conseguia.
- Gina, não... Gina, eu... Me desculpe,ok? Eu não devia... olha pra mim...
- Não Harry.
- Olha pra mim Ginevra!
Ele segurou seu queixo e a forçou a encará-lo.
- Ai...
- Desculpe.
Ele afroxou o aperto quando percebeu que a tinha machucado, mas ele estava muito nervoso e não conseguia controlar direito os atos.
- Por favor, sai.
não havia muita força em sua voz, mas ela continuava rejeitando-o.
- Gina... eu te conto tudo, eu explico, eu prometo...
- Não!
- Olha pra mim, não tira os olhos de mim. Eu preciso de você, agora. Eu não vou sair por que eu não consigo sair, eu não posso, eu preciso... preciso de você agora.
- Eu...não...
- Gina, não...
Ele a beijou a força e ela sentiu a esta molhada de suor dele encostar na sua. Ele tirou a camisa rápido e puxou a blusa dela pela cabeça. Por um instante achou de novo ter conseguido, quando ela deslizou as mãos por suas costas, mas ela recobrou-se de novo do surto.
-Sai Harry, sai daqui... – ela sentiu sua resistência indo embora, sentiu sua força se esvair e uma lagrima correu pelo canto do olho. – Sai...
Ela o viu o choramingo e a olhou, seu peito doeu e o desespero apertou forte.não tinha como controlar o desejo, mas forçaria?
Ele encostou a testa na dela, baixando a cabeça as vezes para beijar seu rosto, a mão acariciava a coxa.
- Diga que quer...por favor Gina eu imploro, eu imploro – ele ondulou o corpo sobre o dela e raspou o pênis excitado sobre seu sexo. – Está vendo isso? Você vê? Tá doendo Gina, muito,tá doendo pra caralho e nunca foi assim.
- Pague uma puta e se satisfaça.
- Caralho Ginevra que porra você não entende? Eu posso pagar um harém de putas, eu posso encher essa porra de apartamento delas, e foder cada uma três vezes, não vai satisfazer. É você porra!
- Eu...
- Eu não to mais agüentando Gina, diga que me quer, preciso ouvir, por favor, por favor diga, ou eu vou estuprar você, por que eu não vou sair.
Ele pousou as mãos em seios, ela sentiu o ventre derreter, revirar, quase saltar.
- Ai...
Desta vez não foi de dor.
-Eu to pedindo Gina, sabe como essa porra é humilhante?
Aquilo a excitou. Ela podia ser até considerada sádica, mas Harry Potter se humilhando por uma transa era de fato um afrodisíaco.
Era complicado resistir a ele frio e calculista, então ele carente e desesperado, era demais para sua pouca resistência.
- Não vou dizer...
Ele fez uma careta de dor forte.
- Gina...
Os movimentos que ele fazia em seu colo foram cessando.
- Pede de novo.
- Ginevra...
- Só mais uma vez, Harry...Pede...
Ele sentiu o sexo pulsar, curvou-se sobre seu corpo e beijou demoradamente a região entre seus seios.
- Por favor, Ruivinha.
Ela sorriu com malícia.
- Eu não vou dizer - Ele a olhou entre o surpreso e o assustado - Se quiser... me estupre.
Ele sentiu o gozo chegar até a glande, doeu,doeu como nunca havia doído antes, ele fechou os olhos e mordeu a boca muito forte tentando fazer a dor retardar o gozo.
Quanta humilhação Harry Potter , O Dionísio inglês, agüentaria numa só noite?
- Devagar...
- Não quero...
- Gina...
- Ainda estou vestida.
Ele arrancou-lhe a roupa em segundos. Os puxões lhe deixaram marcas nos ombros, pernas e seios. Assim que a viu de busto despido ele tomou seus seios na boca.
- Ai porra! - ela gemeu alto.
Ele se ajoelhou no sofá, (que era pequeno, mas parecia perfeito no momento, mesmo que ele precisa se curvar todo) terminando de se despir e puxou a calcinha dela de uma vez, a única peça que sobrara.
De repente ele parou, como se contemplá-la fosse uma obrigação. Ela era linda, como nenhuma outra seria.
Ele deslizou a mão por sua tatuagem.
- Essa sua tatuagem... me enlouquece... Desde a primeira vez que vi.
A mão deslizou da tatuagem ate encontrar sua vagina molhada, ele a penetrou com dois dedos.
-Ai... Ai cacete... – Foi ainda mais alto então ele cobriu sua boca com uma mão.
dominada, de novo, precisava dominá-lo, seu orgulho queria uma revanche.
Então ela puxou sua mão de dentro de si e o empurrou, ajeitando-se rapidamente no sofá,empurrando-o para trás tomando as rédeas da situação.
Queria-o louco, se ele já estava, então o queria mais louco.
Arranhou o peito com as unhas descendo a mão até alcançar seu pênis e apertá-lo.
Ele não sabia mais o quanto suportaria.
- Gina... Gina... Pára! Pára! Pára!
Ela continuou masturbando-o, mesmo que ele pedisse o contrário e Harry quase cedeu ao corpo e gozou em suas mãos, mas ele conseguiu segurá-la e puxá-la para si, ela caiu sobre seu corpo.
- Por que?
Ela perguntou simplesmente.
Ele a encarou, tentando respirar normalmente.
- Vou gozar.
- A idéia é essa Tarzan.
- Não...
- Por que?
- Não estou batendo uma no banheiro, estou transando com uma mulher.
Ele segurou-a e de uma maneira que ela não entendeu, ele a virou colocando-a em posição de subjugo de novo.
- Vem...
- Devagar Gina...
Ela o puxou pelo pescoço e disse em seu ouvido.
- Devagar o cacete... Quer transar comigo, vai ser do meu jeito, vai ser a minha vontade, entra em mim agora, ou vai tomar um banho frio.
- Filha da puta!
- Agora!
Ele a penetrou, a contragosto por que estava por um fio de gozar e morrendo de medo de fazê-lo sozinho, mas uma vez dentro dela, uma vez envolvido pelo calor de sua intimidade, ele não conseguiu mais parar.
Não existia pudor, vergonha, filosofias e regras de vida que a fizessem querer parar. Seu corpo pedia, clamava, gritava… Sexo, sexo, sexo…
Ele a penetrou cada vez mais rápido, sentindo o corpo pulsar junto com o pênis e tudo explodir com orgasmo.
Foi como se tudo passasse numa fração de segundos.
O choque... os gemidos, as unhas dela rasgando suas costas, os gritos abafados pelo beijo desajeitado, as contrações das pernas dela em sua volta e seu ápice.
Tudo tão rápido que nem seu próprio corpo conseguia processar.
carambaaa! o cara que eu gosto tem o jeito do draco nesse capítulo! Y.Y ai que ódiooo! e o pior, é que nós somos amigos,e ele gosta de outra! :/ que bosta. adoreio capítulo! (:
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