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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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6. Um giro de 80 graus


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Apesar das desconfianças e teorias que surgiram do ultimo encontro entre sonserinos e grifinorios, a semana seguiu quase normal. Quase, porque Draco sumia mais do que o normal, pois sempre que tinha um tempo ia para a sala precisa. Depois de muito pensar, chegou a conclusão que só uma sala como aquela poderia estar o par do Armário Sumidouro que ele descobrira naquela loja na Travessa do Tranco. Ainda tentou se lembrar de como tinha achado aquele caminho pelo Salgueiro Lutador mas desconfiava que Snape tinha dado um jeito em sua memória, já que ele mesmo já tinha deixado claro que não queria que ele usasse aquela saída.



Harry Potter também teve uma semana quase normal, tirando o fato de seu livro de poções ser uma boa arma para conseguir ótimas notas e vigiar Malfoy pelo Mapa do Maroto, o que era estranho, já que ele desaparecia por horas seguidas. Hermione conseguiu se desligar um pouco dos problemas quando o número de atividades escolares passou aumentar. Rony estava completamente absorvido pelos treinos para goleiro da Grifinoria. Gina se dividia em tentar descobrir os novos mistérios da amiga castanha, seu namorico com Dino, sua paixão platônica por Harry e seus estudos.



Na quarta a noite, Draco estava exausto de tanto pensar em como consertar aquele Armário. Se jogou no chão com um suspiro naquela sala. Fechou os olhos com força. Teria que se concentrar na outra parte de sua missão. Matar o velho não seria a coisa mais fácil do mundo. Se nem mesmo aquele cobra conseguiu, por que ele conseguiria? Deu um sorriso sem humor e resolveu que naquele dia não chegaria a lugar algum. Saiu da sala com cuidado e olhando em volta. Com sorte encontraria Pansy disponível e poderia se distrair.



Andava rápido firmando seu pensamento que tudo que precisava era descansar. Quando estava chegando numa esquina para virar em direção as Masmorras, percebeu um cabelo castanho e volumoso se sacudindo a sua frente. O que Granger estaria fazendo ali? Desde a última vez que a viu de perto, a quase uma semana, evitara olhá-la. As aulas que tinham juntos pareciam se arrastar e tinha sempre ficar se auto vigiando para não deixar que seus olhos caíssem sobre ela.



Agora ela estava ali a poucos passos de distância parecendo indecisa se continuava seu caminhou não, e aquela indecisão o estava deixando aflito. Não queria ter que esbarrar com ela, não mesmo. Já teria que fazer isso na noite seguinte que era o dia de sua ronda.



Hermione estava distraída. Não entendia bem porque suas pernas a levaram para aquele lado do castelo. Estava tão entediada com o charme ridículo que Lilá estava fazendo para Rony que tudo que ela conseguiu pensar foi em caminhar um pouco para se distrair. E agora estava ali, a caminho das Masmorras. Das Masmorras! Isso era inaceitável. O que ela poderia encontrar ali? Respirou fundo e resolveu voltar para sua casa, aquilo não estava fazendo nenhum sentido.



Draco teve vontade de ter uma capa da invisibilidade naquele momento. Granger tinha dado uma volta em si mesma e estancara no lugar assim que o viu. Como ele, parecia não saber como agir. Era algo inédito, porque até então, a reação deles seria obvia. Um discutir com outro.



- O que faz por aqui Granger? – Ele teve que perguntar, até mesmo porque isso o estava intrigando demais.



- Eu? Passeando. – Ela não tinha outra coisa a dizer se não a verdade. Se sentiu incomodada por isso.



- Passear pelas Masmorras? – Draco ergueu uma de suas finas sobrancelhas. Aquilo era muito estranho.



- O castelo até onde eu sei é de todos os alunos, sem exclusão de qualquer área. – Hermione tomou um tom agressivo. Odiava ser questionada demais.



- Ah sei. E uma grifinoria em terreno sonserino é uma ótima opção. – Ela começou a se mexer nervosamente e se colocou em movimento. No fundo ele tinha razão e ela devia sair dali. Mas não deixaria isso claro pra ele.



- Justamente por ser uma grifinória eu não sou covarde. – Hermione ficou mais próxima dele para se arrepender logo em seguida. A sensação estranha e gostosa que sentira da última vez que estivera assim tão perto dele, no dia em que a porta dos monitores abriu os jogando no chão, estava cada vez maior.



- Não. Você é tola. – Ela estava quase ombro a ombro com ele, mas por ser uns bons centímetros mais baixa teve que levantar o queixo para encará-lo. Isso foi demais para Draco. Olhar a boca de Hermione tão próxima lhe disparava uma lembrança que ele nem desconfiava que possuía.



Para Hermione tudo era quase familiar. Ela já tinha o beijado e sabia muito bem disso. E pior, ela sabia o quão bom era. Aquilo era péssimo, levando-se em conta seu estado de carência por conta de Rony. Se sentia tão só, indesejada e até rejeitada que aquela atração quase palpável entre ela e o sonserino infeliz era um consolo. Mas ela era Hermione Granger e não perderia o controle.



- Os tolos no fim, podem ser mais espertos. – Foi só um sussurro e ela moveu o corpo para sair de lá. Mas Draco pegou em seu braço a fazendo parar novamente.



- Por quê? Eu não entendo! Por que você fez aquilo? Por quê? – O loiro falava baixo, até mesmo porque estava tão perto de Hermione que não precisava falar mais alto. E ela entendeu muito bem a pergunta dele. Também não entendia sua atitude naquela noite, que ela passou a chamar, de trágica.



- Eu não sei. Por mais que eu não queria pensar mais nisso, me pergunto a mesma coisa todo dia. Por que eu fiz aquilo? Acho que nem tudo tem uma explicação lógica. E acredite, dói muito ter que concluir isso. – Hermione estava se sentindo idiota. Por tudo que estava sentindo e falando. Por que, em nome de Merlim, ela estava conversando daquele jeito com Malfoy? A mão dele em seu braço, mesmo por sobre a blusa não era de grande ajuda também.



- Draco?! – Uma voz distante os acordou do torpor. Hermione piscou algumas vezes antes de virar o pescoço um pouco para trás para ver quem tinha chegado ali. O loiro a soltou quase que imediatamente e se afastou alguns passos para frente. – O que ela faz aqui?



- Ela está mais louca do que nunca. Pensou que hoje era o dia da nossa ronda e veio atrás de mim tirar satisfação. – Mentiu rápido e convincentemente. Nem ele nem Hermione, mais uma vez, entenderam alguma coisa.



- Sangues ruins são idiotas mesmo Draco. – Pansy disse um tanto azeda. Draco não retrucou, nem completou o insulto da quase namorada, apenas a abraçou e encarou Hermione, ainda parada no mesmo lugar. – Vai ficar aqui até quando?



- Até eu achar que deva. Por quê? Vai me tirar daqui como? – Hermione sentiu seu sangue fervendo de nojo e raiva daquela cara de buldogue.



- Ande Pansy, vamos logo. Eu estava indo te encontrar. Temos muito o que fazer. Vem. – Draco apertou o braço da morena e a arrastou pra longe de Hermione. Não queria arrumar mais confusão.



No caminho até o salão comunal da Sonserina, Pansy ficou calada, perdida em seus pensamentos. A cena que estava se desenrolando antes dela chegar entre Draco e a sangue ruim não parecia uma briga, muito pelo contrário ela diria. Ele estava até a tocando de maneira amistosa. Foi ai que ela reparou que já a quase uma semana não via Draco perturbar o trio grifinório e nem mesmo falar da sangue ruim, como sangue ruim. Algo muito estranho estava acontecendo, mas ela ainda não sabia o que era.



Entraram no salão mais vazio pela hora. Draco a conduziu até um sofá e ficou a olhando. Ela parecia em outro mundo.



- Ei Pam! Acorde! – Draco estalou os dedos em frente aos olhos espertos da morena.



- Estou com dor de cabeça Draco. Vou me deitar. – Ela levantou de uma vez e andando rápido entrou em um corredor que levava para os dormitórios. Draco ficou com uma cara passada. Pansy não era mulher de dor de cabeça. Se sentiu frustrado, ainda estava precisando descansar, e agora estava pior, porque Granger também estava povoando seus pensamentos. Bufou e se levantou tão rápido quanto Pansy. Ia tomar um banho e uma boa dose da Poção do Sono sem Sonhos.



 



Na quinta feira, Draco ficou na Sala Precisa praticamente o dia todo. Além de mexer no Armário Sumidouro ele pensava numa maneira de fazer o Colar de Opalas chegar às mãos de Dumbledore. Ficou tão concentrado que perdeu a hora da ronda. Mas na verdade não deu muita importância a isso. Granger que se virasse sozinha.



E ela se virou. E ainda achou melhor que fosse assim. Não estava mesmo com ânimo e paciência de aturar Draco Malfoy por duas horas. Mas quando voltou para o salão da Grifinoria preferiria não ter voltado. Achou estranho ver Rony sentado perto da lareira aparentemente sozinho e já ia falar com ele quando viu a sombra de alguém vindo das mesas que ficavam perto da janela.



- Pronto Rony! Acho que agora nosso trabalho do professor Hagrid ficou perfeito. – Lilá se sentara próxima do ruivo lhe mostrando um pergaminho de tamanho médio. Hermione ainda o viu sorrindo para a loira idiota antes subir silenciosamente para o dormitório remoendo sua raiva e ciúme. E mais frustração, pois tinha se esquecido completamente daquele trabalho.



A semana passou e o frio chegou com tudo. Mas no sábado ninguém estava realmente ligando para isso, seria o primeiro passeio para Hogsmead do ano. Hermione tentou ficar mais feminina possível. Passou mais perfume e até um lápis mais fraco nos olhos. Mas só Gina fez um comentário quanto a isso.



Nas Masmorras Pansy varria o seu salão Comunal com olhos em busca de Draco, mas nem sinal dele, fato que estava ficando normal nos últimos dias e a estava deixando intrigada. Logo viu Blá sentado conversando com uma loira afetada e foi até ele.



- Preciso falar com você. – Ela sabia que estava atrapalhando, mas realmente não se importava muito com isso. A loira a olhou feio.



- Outra hora Pansy. Estamos indo para Hogsmead! – O moreno disse se levantando e puxando a loira pela mão.



- Mesmo? Que interessante porque estou indo também. – Ela seguiu o casal. Como Blás ousava dispensá-la daquela maneira?  A garota loira soltou as mãos do moreno.



- A gente se encontra nos Três Vassouras. De atenção a essa mal amada ai. – Por causa de seu cabelo curto escapou de um puxão forte que Pansy se preparou para dar em seus fios. Saiu rápido dali.



- Como tem coragem de sair com uma pessoa desse tipo? – Ela tinha nojo na voz.



- Poderia fazer a mesma pergunta a você, mas eu prefiro não me meter na sua vida, cara Pam! – A morena revirou os olhos e recomeçou a caminhada.



- Eu quero saber do Draco.



- Claro que quer, só pensa nisso. – Blás disse impaciente.



- Não, não penso. Acontece que ele está muito estranho e não consigo encontrá-lo para irmos logo para Hogsmead. Vamos perder as carruagens. – O moreno se espreguiçou bocejando longamente. Já estavam chegando perto do Salão Principal.



- Só se for você, porque eu já to indo. Na verdade acredito que Draco já foi. Quando acordei hoje ele me parecia pronto. Mas você sabe como é o humor dele quando acorda então nem arrisquei uma palavra com ele. Vai ver ele só quis escapar de você. – Recebeu um soco no braço.



- Não seja ridículo. Mas sim, acho que ele já foi, porque ele não está em lugar algum. _ Então Pansy seguiu com Blás para Hogsmead decida a entender o que estava acontecendo com seu loiro.



Blás tinha razão, Draco já havia saído para Hogsmead. Ele tinha resolvido usar a Maldição Imperius para colocar seus planos em prática e para isso ele teria que ser rápido e discreto. Se escondeu no banheiro feminino do Três Vassouras esperando alguém tolo suficiente.



O trio grifinório já estava saboreando suas cervejas amanteigadas algum tempo. Harry parecia completamente fora do ar depois que viu enfim o motivo dos sumiços de Gina, os beijos demorados que ela dava em Dino Thomas. Hermione ficara mais bonita com as bochechas rosadas por causa da bebida e Rony até quase disse isso, mas ela levantou bem no momento que ele ia começar a proferir as palavras.



Ela foi até ao balcão e pediu mais uma cerveja para ela. Se sentia um pouco mais leve e até sorriu para Madame Rosmerta. Mas seu sorriso se apagou quando viu Draco saindo do que parecia ser o banheiro feminino, o que ele estaria fazendo lá? O encarou e ele a encarou de volta.



- O que você estava fazendo lá? – Sua língua foi mais rápida do que seu senso de perigo. O loiro apenas apertou os olhos.



- Você não se cansa de saber tudo? Já não tem problemas suficientes quanto a isso? – Ela engoliu em seco. Sim, já tinha problemas demais.



- Você não foi a ronda essa semana. – Mudou de assunto rapidamente. Draco deu um breve sorriso.



- E obviamente você sentiu minha falta. – Ela revirou os olhos.



- Ah claro, não tinha nenhum idiota me perturbando, sinto falta dessas coisas. -  O loiro se aproximou um pouco mais.



- Você realmente é do tipo que gosta de brincar com fogo, não é mesmo Granger? – Ele sussurrou pra ela, que prestou bastante atenção no movimento dos lábios dele.



- Sim. – Foi tudo que ela disse e isso o surpreendeu. Não soube mais o que dizer. Hermione levantou os olhos e encarou os dele. Ficou feliz em ver confusão nas íris agora azuis.



- Olá Granger! – Uma voz risonha veio por trás dela. Deu a volta para encontrar Blás e Pansy parados. Ele sorria, já a menina apenas parecia bastante concentrada.



- Zabinne. – Ela cumprimentou com um movimento de cabeça e percebeu o olhar furioso que Rony lançava para eles. Harry apenas encarava sua taça de cerveja. Pegou a sua que já fazia tempo que estava no balcão e saiu sem nem olhar para trás voltando para sua mesa.



Draco se retirou do bar sem nem mesmo se dirigir para Pansy ou Blás, estava nervoso demais para ficar por ali, precisava de um ar gelado no rosto. A morena foi atrás e Blás seguiu para a mesa onde a loira o aguardava sorridente.



- Você de novo com sonserinos Hermione. – Rony disse dando um leve soco na mesa fazendo Harry voltar para a realidade.



- Não seja tão dramático Ronald, eu só esbarrei com eles. – Ela deu um gole grande em sua bebida, sempre se sentia estranha depois de falar qualquer coisa com Malfoy.



- Eu sempre sou errado da história não é? – Rony estava vermelho.



- Não, apenas o mais exagerado. Olha, acho melhor nós não demorarmos muito, além de estar muito frio e ameaçar uma nevasca eu e você, Harry, temos que terminar nosso trabalho de Trato de Criaturas Mágicas. – Ela disse um pouco amarga.



- Desse eu já to livre. - Rony disse com um sorriso.



- Bom para você.  – E Hermione tomou o resto de sua cerveja num gole só.



 



Draco caminhava apressado, como se quisesse fugir do mundo, e era isso mesmo que ele queria fazer. Mas Pansy o alcançou.



- Espera Draco! Mas que droga! – Ela gritou e ele parou. Ela chegou perto dele e o encarou.



- Qual é a urgência? – Ele não queria soar seco mas não deu para evitar.



- Talvez o fato da minha preocupação com você. Draco, você está muito estranho e calado. O que está acontecendo?



- Nada demais Pansy. Já lhe disse mais de uma vez para não se preocupar comigo. Só quero ficar mais sozinho nesses dias. Você sabe, meu pai está preso e tudo mais. – Ela o olhou desconfiada, no fundo sabia que não era nada daquilo.



- Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? – Disse passando a mão no rosto pálido e gelado dele.



- Eu sei. – Ele suspirou e a puxou para um selinho que seria aprofundado se não fosse um berro seguido de alguns gritos vindos de passos atrás deles. Pansy correu para lá o puxando pela mão.



Quando chegaram viram uma garota, que Pansy sabia pertencer da Grifinoria, parecendo ser possuída por alguma coisa. Ela estava suspensa no ar e gritava como se sentisse dor. Como já era de esperar o trio mais famoso da escola estava lá olhando tudo aquilo. Logo atrás dele vinha o meio gigante aflito.



- Se afastem todos. Não toquem em nada. – Ele completou quando viu um pacote com algo brilhando no chão branco de neve. Logo a menina caiu com tudo desacordada. – Harry, com cuidado, pegue esse colar. Não encoste em nenhum pedaço dele, entendeu? O embrulhe novamente! Não encoste! – Ele meio que berrava enquanto erguia sem muitas dificuldades a garota em seus braços.



Enquanto Harry fazia o que ele mandou, Hermione deixou que seus olhos caíssem mais uma vez em Draco Malfoy. Ele parecia tremer e não era de frio. Ela viu um brilho em suas têmporas que só podia ser de suor. Os olhos estavam levemente mais abertos e a cor deles já não era mais azul como ela tinha visto minutos antes dentro dos Três Vassouras. Eles estavam escurecendo como o céu quando anuncia uma tempestade. Achou a capacidade dos olhos de Malfoy mudar de cor facilmente fascinante, mas afastou tal pensamento. Na verdade ela estava começando a ficar com medo e preocupada com o que todos aqueles sinais que ela estava lendo nele significavam. Foi tirada de seu devaneio quando Harry a chamou para seguirem para o Castelo. Ainda viu quando a Parkinsson o levou pela mão pelo mesmo caminho.



No castelo Harry ainda culpou Draco Malfoy pelo fato de um colar como aquele chegar nas mãos de Katie Bell, fato que foi firmemente rebatido por Snape que pediu provas quanto a acusação. O professor ainda olhou de maneira significante para Hermione que apenas manteve sua boca bem fechada.



A noticia sobre o acidente com Katie correu mais rápido que um foguete ao céu. No jantar Dumbledore fez um breve pronunciamento e pediu que todos ficassem calmos que aquilo tudo era um fato isolado. Ainda avisou que Katie estava sendo muito bem atendida no St. Mungus.



Draco se refugiou nos braços de Pansy para tentar aplacar um pouco sua culpa, enquanto Hermione tentava não pensar em tudo que estava acontecendo e em todas as suas suspeitas. Mas quando quinta feira chegou novamente ela soube que não conseguiria deixar para lá aquele assunto.



Já fazia meia hora que eles estavam andando lado a lado fazendo a ronda. Draco apareceu um pouco atrasado mas apareceu. Tinha o rosto branco marcado por oleiras, fato que só comprovava as suspeitas de Hermione. Quando estavam perto do corredor que dava para a biblioteca ela perdeu o controle de si mesma.



- Foi você, não foi? – Draco, que continuou andando mesmo depois que ela parou, estancou no lugar.



- Que? – Ele disse sem se virar e ela se aproximou dele completamente nervosa.



- Você fez aquilo com a Katie! Como pode Malfoy? Por quê? É isso que você tem que fazer, destruir seus colegas? – Ela perguntou com lágrimas nos olhos. Ele ficou tão tenso que se podia ver a mandíbula dele soltando na pele do rosto.



- Não fale do que você não sabe! – Ele sibilou.



- Não sei? É claro que eu sei! Sei até demais! E eu vi como você ficou! Eu vi você saindo do banheiro feminino, o que por si só já é suspeito. A amiga da Katie disse que ela saiu do banheiro com aquele pacote na mão! Então é isso. Você é um assassino adolescente! Um monstro!



Ela colocou para fora todas as palavras entaladas dentro dela desde o fim de semana. A reação de Draco quanto a isso não poderia ser mais violenta. Ele a pegou pelo pescoço e com muita força a bateu numa parede. Hermione se assustou e deixou que a água de seus olhos escorressem até chegar a mão forte de Malfoy em seu pescoço.



- Eu sou um monstro Granger? Então é isso que você acha? – Ele falava baixo, com uma fúria contida. Sua face um tanto avermelhada, só não mais que a de Hermione.



- Me solte Malfoy! – Ela respondeu abafada já que sentia sua garganta se fechando cada vez mais sob os dedos finos do loiro.



- E por quê? Afinal, eu sou um assassino, não é? – Ele olhou no fundo dos olhos dela e reconheceu medo. Muito medo. Foi ai que percebeu que realmente estava agindo como um monstro assassino. Afrouxou o aperto em volta do pescoço dela mas não a soltou completamente. Hermione respirou fundo recebendo oxigênio nos pulmões. Chorava sem parar.



- O que quer que eu pense? – Ela disse bem baixo. Percebera quando os olhos dele ficaram mais claros e o aperto diminuiu. Mas se assustou quando os dedos que antes a sufocavam começaram a fazer um movimento parecido com carinho.



- Não quero que pense. Não há nada a ser pensado. – A voz dele era calma e ele não a olhava, parecia prestar atenção na pele do pescoço dela que com certeza devia estar vermelha.



E realmente ele estava. Nunca imaginou que a pele da Granger poderia ser tão macia e sensível. Lentamente ele foi levantando o olhar. Passando pelo queixo logo chegou nos lábios rosados e molhados por causa das lágrimas. Respirou fundo nesse momento e com isso inalou o perfume que desprendia da nuca dela. Continuou subindo o olhar até parar nos olhos castanhos. A parte que outrora era branca estava vermelha destacando ainda mais o marrom das íris. Os cílios encharcados. Com os dedos da outra mão ele limpou os vestígios das lágrimas ali. Hermione fechou os olhos. Estava completamente mole. Por ter sido quase estrangulada. Pelo carinho em seu pescoço. Pelo hálito tão próximo em seu rosto. Abriu vagarosamente os olhos quando percebeu que ele parara de passar os dedos em seus olhos. O surpreendeu a olhando muito perto. O azul do olhar de Malfoy era o mais lindo que ela já tinha visto.



Draco levantou a mão do pescoço dela causando um arrepio forte em Hermione que ele foi capaz de sentir na palma de sua mão. Sorriu fraco ao perceber isso. Começou a encarar novamente os lábios dela e aproximou seu corpo o máximo que podia do dela. Agora, com a ponta do dedo indicador ele fazia um desenho imaginário em volta da boca de Hermione, que simplesmente estava imóvel recebendo todo aquele carinho e as descargas elétricas que ele causava.



Os olhos de nenhum dos dois se fecharam quando por fim Draco encostou seus lábios nos dela. Eles se encararam mais alguns segundos antes de se entregarem para aquele emoção forte, nova, inesperada e completamente complexa.



Quando a língua dele pediu passagem Hermione entreabriu os lábios e passou os braços em volta do pescoço dele, que se sentindo mais a vontade a abraçou pela cintura. No momento que experimentou o sabor da boca dela, Draco sentiu algo como se fosse veneno queimando deliciosamente. Pensou que aquele sabor não era completamente novo, que ele já tinha sentindo antes, o que não fazia o menor sentindo.



Já Hermione não pensava em nada, ao menos, nada que não fosse como era boa a sensação de mãos grandes apertando sua fina cintura. Sendo que uma delas subia vagarosamente pela sua coluna indo parar apenas na nuca, exatamente onde nasciam seus cabelos. O leve puxão que ele deu ali a fez soltar um gemido abafado pela boca ávida de Draco.



Sentir o gemido dela o fez querer mais. A apertou o máximo que conseguia a tirando completamente da parede e colando seu corpo no dela. Nunca um beijo fora tão intenso em sua opinião. A mão de Hermione que o descabelava freneticamente a medida que o beijo ficava mais urgente, embaralhava também seus pensamentos, o fazendo agir somente pelos instintos. A outra mão dela o apertava no rosto e já descia por seu pescoço. Seu pulmão queimava por ar, mas ele não queria parar aquilo, não queria, mas foi ela que descolou sua boca da dele e buscou por ar ainda de olhos fechados e juntando sua cabeça a dele.



Não tinha coragem de abrir os olhos e ver quem era o dono daqueles braços fortes que a mantinha presa a um corpo quente. Era lógico que ela sabia de quem se tratava mas constatar aquilo seria a coisa mais difícil de sua vida.



Os seios dela batiam de encontro ao seu peito por causa de suas respirações descontroladas. Ainda não sabia bem como aquele momento começara, mas estava odiando a idéia ter acabado. Ainda não conseguira mover um músculo se quer, apenas abrira os olhos vagarosamente. Sua mão ainda estava na nuca dela sentindo a incrível maciez de seus cabelos encaracolados. Nunca imaginou que eles pudessem ser tão sedosos. Aliás, ele nunca imaginou que a beijaria um dia, daquela forma e ter gostado tanto. Afinal aquela garota sem fôlego em seus braços era a Granger. Granger! E aquele corpo quente perfeitamente encaixado no seu pertencia a uma.... sangue ruim. Apertou os olhos querendo não se lembrar do resto que acompanhava aquele fato, mas foi impossível deter a realidade.



Ela foi capaz de sentir a mão saindo de seus cabelos vagarosamente. O aperto em sua cintura foi se afrouxando e o calor diminui. Percebeu quando ele a soltou completamente, mas continuou de olhos fechados. Que grifinoria fajuta ela era. Onde estava a sua coragem?



- Isso foi... – Ela ouviu a voz dele baixa mas acenou freneticamente a cabeça negando que ele continuasse. Não queria ofensas, nem arrependimentos, não naquele momento que ainda lhe parecia mágico. Em pensamento riu disso.



Draco na verdade não sabia bem o que dizer. A olhava a centímetros de distância ainda entregue ao momento insano que tiveram. As bochechas dela estavam rosadas e ela ainda ofegava um pouco. Os olhos fechados, quase que selados. Os lábios vermelhos e molhados por causa das mordias e chupões que ele mesmo dera eram um convite para mais um dose daquele veneno, mas ele se conteve e saiu dali o mais rápido que pode.



Ouviu os passos dele se distanciando e se sentiu segura para abrir os olhos. Ainda sentia o perfume dele e descobriu que ela estava com cheiro dele impregnado na roupa e até mesmo na pele. Intimamente ela confessou que estivera esperando aquele beijo impossível desde o primeiro, quando nem mesmo sabia quem era aquele mascarado. Sorriu sem graça, estava ficando louca, o que na verdade demorou muito para acontecer. Se sentindo esquisita em todos os sentidos possíveis foi para sua casa andando muito devagar, como se quisesse absorver tudo que pudesse daquele momento.



Draco entrou afobado em seu salão comunal. Sentia o perfume dela em todo lugar e demorou para perceber que estava impregnado de Granger. Passou as mãos pelo cabelo nervoso. Estava ficando completamente insano. Viu Pansy sentada. Precisava tirar Granger da cabeça, do corpo, da boca. Aquele beijo...



- Pansy! – Ela se assustou, estava realmente concentrada em sua lição. O olhou ainda sentada.



- Que foi Draco? – O achou um tanto estranho e agitado. Ele não respondeu, apenas esticou a mão direita e a levantou do sofá. Instantaneamente a agarrou e começou a beijá-la. Apertou os cabelos lisos da nuca e a cintura dela. Ela o beijava de volta meio confusa, sentindo um cheiro diferente. Ele continuava buscando algo, mas ela o largou com um empurrão.



- Nunca mais faça isso! – Ela tinha lágrimas nos olhos e limpou a boca com as costas da mão. Correu para fora da sonserina. Algumas pessoas o olhava como se ele fosse um louco. Sim, ele era um louco e ninguém tinha nada haver com isso. Também se retirou do salão comunal, mas foi para seu dormitório. O beijo de Pansy era bom, muito bom, mas Granger... Ele queria gritar, mas apenas afundou o rosto no travesseiro.



 



- Hermione? – Estava tão distraída que se quer tinha notado que já tinha entrado na Grifinoria. Fez tudo no automático. Sorriu para o amigo sentado e foi ate ele.



- Oi Harry.



- Está tudo bem? – Ela não olhava para ele, admirava o fogo a sua frente. Suspirou.



- Sim, está. – Respondeu pausadamente.



- Mesmo? – Ela o encarou de vez.



- Por que não estaria?



- Você está estranha, parece aérea e está bem vermelha. – Ela esbugalhou um pouco os olhos e involuntariamente passou as mãos pelo rosto. – Malfoy fez alguma coisa com você?



- Não! Claro que não! – Disse rápido e nervosamente, estava se sentindo uma idiota.



- Tem certeza? – Harry franziu o cenho enquanto a via se levantar.



- Nem tudo na minha vida tem haver com aquele lá Harry! – Disse mais nervosa ainda. Harry também se levantou assustado.



- Sei que não Hermione. Se acalme. Mas não é hoje que você tinha a ronda com ele? Só fiquei preocupado com o seu jeito e..



- Desculpe Harry, eu não quis ser grossa. Eu estou bem, Malfoy está bem, estamos bem. Er quer dizer, não tem nada acontecendo, não, não aconteceu nada, simplesmente nada significativo. Está tudo como sempre esteve. Malfoy é o mesmo e eu sou a mesma. Entende? Tudo normal e como deve estar. Nada demais, nada. Simplesmente nada. – Ela se calou depois de falar tudo em um fôlego só. A cada coisa que ela dizia Harry fazia uma cara de quem estava entendendo menos ainda. Agora ele estava mesmo preocupado com a amiga.



- Hermione?



- Harry! Estou nervosa, só isso, ok? Acho que estou de TPM. Vou subir. Boa noite! – Deu um beijo na bochecha dele e subiu quase correndo para o dormitório. TPM tinha ao menos uma serventia, como desculpa para descontroles. O que foi aquilo tudo que ela dissera a Harry? Ah sim, seus pensamentos em voz alta. Porque sim, não estava acontecendo NADA com ela, com Malfoy, com os dois, com ninguém. NADA. Ela queria gritar, mas apenas afundou o rosto no travesseiro.



 



No dia seguinte a expectativa, mesmo que indesejada, era pela aula de Hagrid. Hermione mal comeu. Não que ela esperasse alguma coisa, na verdade estava se sentindo uma idiota, mas ela sabia que iria ver Malfoy e isso já era, estranho o suficiente.



Desceu com os meninos calada, fato que já não estava mais incomodando Harry e Rony, que na verdade estavam falando sobre o dia seguinte, quando teriam os testes para novos jogadores para a Grifinória.



Ela passou o tempo todo tentando ver sem ser vista, mas não teve êxito. Malfoy faltara mais uma vez a aula e ela ficou se perguntando se era pelo o que tinha acontecido a noite para em seguida se repreender, afinal, ela não valia tanto sacrifício à Malfoy, não no ponto de vista dele. Tão calada como antes, seguiu para a aula de Transfiguração sem ânimo algum.



O que ela não sabia era que a tentativa dela de não ser vista foi em vão. Pansy estava prestando muito atenção nela. Passara a noite toda tentando entender por que Draco a beijara depois de estar com alguém. Porque ela sabia que ele estivera com outra. Pelo cheiro. Afinal, eles tinham um acordo mudo de poderem ficar com outros, mas de forma discreta. Draco passara dos limites a beijando daquela maneira desesperada depois de beijar qualquer uma por ai. Mas Pansy era esperta e desconfiou que se fosse qualquer uma ele não agiria daquela forma. Chorou muito quando chegou a conclusão que essa qualquer só poderia ser Granger, afinal, ele estava com ela naquele momento. Não era o dia da ronda deles? Mas não quis acreditar nisso. Mas cedeu quando sentiu o perfume dela quando a grifinoria passou por ela sem nem mesmo notá-la, e ainda mais quando a viu procurar com os olhos o loiro ausente. Não conseguia entender como Draco chegara aquele ponto, mas estava disposta a descobrir, ao menos esse mistério ia desvendar.



Não dando importância para a aula de Herbologia voltou para as Masmorras decidida. Encontrou Blás sentando sozinho.



- Onde está o Draco?



- Foi resolver umas coisas. – Ele respondeu sem olhar para ela, que parou em pé em frente a ele.



- Com quem? – Blás olhou para o rosto dela com o cenho franzido.



- Acho que com ninguém. Tem problemas que só ele mesmo pode resolver. Está tudo bem? – Pansy suspirou e se sentou ao lado do moreno.



- Não. Draco me traiu. – Blás segurou um riso, não queria tripudiar da aparente tristeza de Pansy.



- Mas Pam, er, o relacionamento de vocês...



- Eu sei Blás, não estou falando disso.



- Então?



- Ele está apaixonado. Sei que está. E o pior é por quem ele está! – Uma lágrima escorreu pelo rosto fino de Pansy. O moreno a olhou intrigado.



- Do que está falando Pansy?



- Draco está muito estranho desde que voltamos para a escola. Eu logo desconfiei que tinha algo haver com, bem, Aquele que não deve ser nomeado, não é algo impossível de se perceber, pelo menos não pra quem conhece o Draco como eu. E depois eu vi a marca, ele acha que não, mas eu vi numa noite dessas. Eu fiquei na minha porque, se ele não me contou deve ter um porque e eu respeito as decisões dele, apesar de ficar preocupada. Só que de uns dias para cá ele está muito diferente, mesmo. Percebo ele olhando para o nada e até negando com a cabeça, como se não acreditasse no que estava pensando. E ontem, ontem foi pior. Ele me beijou tão intensamente, tão desesperadamente que chegou a doer. – Pansy parou seu desabafo para respirar e secar mais uma lágrima que caia. Blás estava atordoado por tudo que ouviu, principalmente a parte que ela sabia do segredo de Draco.



- Pam, qual o problema dele te beijar? – Perguntou uns minutos depois.



- O desespero e o perfume. Ele estava louco, como se quisesse se livrar de algo comigo. E estava com cheiro de outra. Outra! Como ele pode fazer isso comigo? Blás! Uma sangue ruim! – A morena começou a chorar intensamente. Estava se sentindo frustrada. Já o moreno não sabia o que pensar.



- Você está falando da... Granger? Hermione Granger? – Ela o olhou com uma fúria contida.



- Você sabia?



- Não! Quer dizer, não essa parte!



- Como assim, essa parte?



- Olha Pam, existem mais coisas nessa história do Draco, coisas que envolvem a Granger. Mas não cabe a mim te contar isso. Acho que tem que ser ele. Fale tudo para ele do mesmo jeito que você falou para mim. Ele realmente gosta muito de você e tenho certeza que vai explicar tudo. – Ela se jogou no peito do moreno com o corpo tremulo pelo choro. Sem opção ele a abraçou.



- Não sei, não sei.



 



Draco apareceu uns vinte minutos depois com ar cansado. Optara por matar aquelas primeiras aulas por dois minutos. Primeiro não queria ver Hermione Granger tão cedo e sabia que um beijo no inimigo não era o suficiente para fazê-la perder uma aula. E segundo, ele precisava agilizar seus planos. Mas como teria aula de Poções resolveu voltar para o terceiro horário. Só não esperava ver Pansy sendo consolada por Blás no sofá do salão comunal.



- O que aconteceu? – Ele realmente se preocupou. Estava se sentido culpado por a ter beijado da maneira como fizera na noite anterior. Ela levantou o rosto para encará-lo. O rosto já estava seco.



- Ela quer conversar com você. E depois, EU quero falar com você! – Blás se levantou com cuidado e saiu do salão. Draco estava confuso.



- Sente- se Draco. Há muito que ser dito. – Pansy se sentia mais calma. Desabafar a ajudou muito e chorar também. O loiro fez o que ela pediu e permaneceu calado esperando que ela dissesse alguma coisa.



E ela disse. Da mesma forma que dissera para Blás, sem nem mesmo parar para tomar ar. Draco estava estático no sofá. Não sabia o que pensar e menos ainda dizer. Pansy já parara de falar algum tempo e o encarava profundamente.



- Eu.. por que não me disse que sabia.. da..mar.. você sabe o que?! – Ele fez um sinal para seu antebraço esquerdo.



- Já disse. Respeitei seu silêncio. Mais cedo ou tarde eu sabia que a gente ia falar sobre isso. – A calma dela o assustava.



- Eu fui obrigado Pam. Ele ameaçou matar a minha família toda e depois a mim se eu não fizesse o que ele queria. – A morena sorriu discretamente.



- Mas era obvio que ele te chantageou. Te conheço suficiente para saber que você jamais se tornaria isso sem um motivo realmente importante. Não estou te julgando. Não por isso. O meu problema é ela. – Draco mudou de lugar se sentando mais próximo de Pansy.



- Mas não existe nada! Você falou que estou apaixonado por ela. Isso é loucura, não estou! Olha, ela me salvou um dia desses. Aquele dia que eu sumi e só apareci no dia seguinte, lembra? Estava com aquele.. Lord. Quando eu voltei para o castelo estava muito ferido e a Granger me encontrou. Ela cuidou de mim. Quando eu descobri isso fiquei confuso, mas é só isso. – As lágrimas tinham voltado aos olhos de Pansy, mas ela conseguia controlá-las.



- Como assim ela te salvou Draco? Não contou a ninguém?



- Ela acabou pedindo ajuda ao Blás. Esperto fez um voto perpetuo com ela a proibindo de dizer qualquer coisa com qualquer pessoa que fosse. Por isso ainda ninguém sabe da minha condição.



- E você a beijou por quê? Gratidão? – Ela soltou o ar pelo nariz como se debochasse. Draco mais uma vez ficou estático.



- Eu.. não..



- Não Draco, mentir não, por favor. Eu sei que você a beijou ontem. E depois ainda veio atrás de mim. É isso que está doendo!



- Pansy, eu disse que estou confuso, eu...



- Presta atenção. Você pode realmente ter ficado chocado com o fato de tudo que ela fez por você, eu estou. Isso pode fazer você até ser menos grosso com ela, como uma maneira de respeito, o que eu admiro em você, pois sei como é cavalheiro e grato com quem lhe ajuda. Mas aí sair beijando a boca daquela lá, não. Nada disso justifica Draco, a não ser os sentimentos. Você jamais beijaria uma sangue ruim se não estivesse realmente, fortemente interessado. E mesmo assim, você ainda faria qualquer coisa antes de dar um beijo intenso nela. Só perdemos o controle quando os sentimentos e a paixão nos comandam. E você já está neste estágio Draco. – Ela já havia parado de chorar e olhava com uma tristeza e até mesmo compreensão.



- Você já está falando asneiras Pansy! – Ele alterou um pouco a voz. – E quem disse que a beijei intensamente? Você por acaso viu? – Ela suspirou.



- Você me beijou Draco. E acho que foi do mesmo jeito que fez com ela. Na certa estava tentando se livrar de qualquer sensação que ela despertara em você, então fez comigo o que fez com ela, ou quis, eu sai fora assim que percebi. Talvez você não tenha notado, mas sim, está apaixonado. Talvez movido pela gratidão, ou sei lá mas o que. A verdade é essa Draco. – O loiro se levantou de uma vez passando as mãos pelo cabelo nervosamente.



- O que você diz não faz o menor sentindo. Não é porque me sinto grato que vou me apaixonar. Se fosse assim teria me apaixonado por muita gente! Coisa mais incoerente! – Pansy continuou sentada aparentando calma.



- Ela não é qualquer pessoa Draco e você entende o que quero dizer. Não é como se fosse eu que tivesse te encontrado e te ajudado. O pensamento lógico seria ela te entregar na mesma hora. Mas ela fez o contrário. Paixão começa com admiração. E eu posso imaginar que a primeira coisa que você sentiu quando soube dessa história foi admiração pela coragem e bondade dela. O resto das coisas foram conseqüências.



- Pansy! Olha... – Ela se levantou fazendo sinal com a mão para que ele parasse.



- Não Draco, chega. Me dói muito tudo isso. Chega mesmo! Ficaria preocupada com você caso não negasse esse sentimento. Menos mal. Mas eu sei que cedo ou tarde você vai enxergar. Enquanto isso, eu quero ficar longe, pelo menos agora. Você sabe o quanto gosto de você, faça um esforço para me entender, como estou fazendo com você.



Ela saiu direto para o corredor que levava para os dormitórios. Draco ficou parado no mesmo lugar por uns segundos. Mas depois uma raiva súbita começou a subir desde os dedos dos pés até a cabeça. Seu rosto chegou a ficar vermelho e ele pegou um prato de doces que estava ao alcance de suas mãos e o jogou longe.



- MALDITA GRANGER! ESTRAGOU MAIS AINDA MINHA VIDA! A ÚNICA PESSOA QUE GOSTAVA MESMO DE MIM! EU TE ODEIO GRANGER! ODEIO MAIS DO QUE SEMPRE! SUA SUA SAN... – Ele se jogou no sofá e apertou os olhos. Dizer sangue ruim não dói, não é? – Sua sangue ruim! – Ele disse baixo, quase como um sussurro. Pansy não podia estar certa, simplesmente não podia.



 



Sábado, apesar do tempo frio, estava sendo um dia agitado. Os testes para os novos jogadores para o Quadribol seriam realizados durante todo o dia. A Grifinória teve o campo liberado depois do almoço. Ventava muito e o céu ameaçava uma forte chuva, nada que diminuísse o ânimo e ansiedade de todos os envolvidos. Hermione estava na arquibancada, tremendo de frio, mas nervosa por Rony. Queria muito que ele conseguisse sua vaga de goleiro. Mas outra coisa a estava deixando nervosa, a presença de Lilá uns lugares abaixo do seu. A garota gritava histericamente a cada cinco minutos palavras de incentivo à Rony.



- Oi Hermione! – Ela sorriu para a loira de olhos sonhadores que se sentou ao lado dela. Luna vestia uma roupa em cima da outra, era perceptível pelo volume, mas as cores chamavam mais atenção. A última camada de roupa dela era um casaco grande cor beterraba. Como ele estava aberto, dava para ver um suéter de lã amarelo ovo. Ela ainda vinha com cachecol tricolor em verde, rosa e azul. A calça era lilás escuro e a bota laranja. Estava com seus brincos de rabanete e umas folhas verdes em cima das orelhas.



- Oi Luna! – Era impossível não ficar olhando muito a figura da loira, chegava doer às vistas naquele cenário cinza de chuva.



- Vim transmitir energias boas aos candidatos. Principalmente à Ronald, ele merece. – A menina olhou um ponto no campo abaixo, pelos cabelos era o ruivo.



- Isso é ótimo Luna, tenho certeza que ele estará agradecido.



- Eu não fui a única né? – Ela apontou para Lilá abaixo, que naquele momento tentava chamar a atenção de Rony com acenos frenéticos.



- Pois é. – Hermione respondeu abaixando os olhos.



- Sabe Hermione as vezes acho que nem tudo é definido. Gosto de reparar nas pessoas e o que eu poso dizer? Você já não é mais a mesma. – Luna olhava o céu escuro acima de sua cabeça. A castanha a encarou mesmo assim.



- Como não sou mais a mesma?



- Aconteceu algo com você, algo profundo. Sei que é profundo porque seus ombros estão mais baixos, supostamente por causa do peso do fato que lhe ocorreu. Além disso, você sorri menos, fala menos, e está sempre ansiosa com algo. Você morde o lábio inferior quando está ansiosa Hermione, por isso constatei isso. Só que há uma coisa que ficou mais intensa. O brilho do seu olhar. O que, nos meu cálculos, pode ser bom, mas é confuso. Aconteceu algo ruim, profundo e pesado, mas que ao mesmo tempo está te fazendo bem. – Luna abaixou a cabeça e olhou nos fundos dos olhos assustados de Hermione. A loira nunca teve um olhar tão focado antes.



- Eu, bem. Acho que só estou cansada. – Sorriu amarelo. Até certo ponto, Luna tinha razão no que disse e por isso estava assustada. Mas quanto a ela estar bem, isso já era uma viagem sem tamanho.



- Sem dúvida que está Hermione. Eu estaria se tivesse que segurar tantas coisas dentro de mim. Ah, olhe, é a vez de Ronald.



Hermione agradeceu que a atenção de Luna fosse tomada por outra coisa. Por um momento teve medo de acabar se convencendo de que desabafar seria bom. As duas assistiram a seleção e ficaram muito felizes quando Rony conseguiu a vaga. Luna e Harry, mesmo de longe, perceberam uma ajudinha vinda de Hermione, mas ninguém comentou.



O trio, mais Gina, seguiram contentes para a Grifinória e ficaram um tempo por lá, saboreando a entrada de Rony ao time. Depois de um tempo, enjoada da presença irritante de Lilá, Hermione alegou ter trabalhos a fazer e rumou para a biblioteca. O único lugar que ela sentia paz.



Ler era o melhor remédio do mundo, disso ela tinha certeza. Já estava na metade de um grosso romance e nem percebera que uma forte chuva caía, atrapalhando com certeza o time da Sonserina de fazer sua seleção. Não que ela se importasse com isso, mas lembrou que Malfoy provavelmente estaria lá, já que ele era capitão. Piscou algumas vezes, por que estava pensando nisso? Se ajeitou melhor na cadeira e forçou sua atenção nas páginas a sua frente.



- Granger! – Deu um pulinho e segurou o grito.



- Ah não! Você de novo não!



- Sei que sentiu a minha falta esses dias. – Ela rolou os olhos.



- O que você quer aqui? Não desejo ser expulsa da biblioteca por sua causa de novo! – Blás sorriu sincero. Ele chegou a ficar com pena dela aquele dia.



- É só você se comportar e não dar chilique. Eu só quero conversar. – Ela arqueou uma sobrancelha.



- Conversar o que?



- Eu preciso entender uma coisa. Como o Draco anda, como posso dizer, ocupado e estressado, eu resolvi quebrar seu galho. Imagino o quanto esteja aflita e desejando desabafar. – Hermione o olhava interrogativa.



- Zabinne, as vezes eu acho que você tem sérios problemas mentais.



- Ow Granger assim você me machuca. Sou bem normal se quer saber. Tanto que estou lhe doando meus ouvidos amigos.



- Não estou precisada de doação. – Ele se aproximou dela e passou a sussurrar.



- Então contou para alguém do amasso que vocês deram na última ronda?! – Hermione esbugalhou os olhos e colocou a mão na boca, como uma defesa contra qualquer tipo de exclamação desesperada.



- Zabinne? Mas? Ele.. idiota!



- Quem é idiota? Eu ou o Draco? – Blás estava adorando ficar tão perto dela. Pode perceber algumas sardas em cima do nariz fino de Hermione. As bochechas rosadas por causa da vergonha davam um charme a mais. Fora o perfume doce e suave dela. Se permitiu admira-la.



- Vocês dois obviamente. Olha só, se você tem necessidade de fazer fofoca, como uma garotinha, que vá fazer com seu amiguinho loiro aguado. – Ele lhe deu um sorriso breve.



- Granger, não é fofoca. É que sou amigo de vocês dois, e sou o único que posso ajudar.



- Hã? Amigo de nós dois? Ajudar? Oi? Eu não sou sua amiga, e menos ainda preciso de ajuda.



- Ah isso é verdade, vocês realmente se resolvem sozinhos. Tem duas horas por semana só para vocês, fora encontros furtivos por ai.



- Zabinne! – Ela perdeu o controle e acabou gritando. Olhou arrependida para os lados, mas não viu sinal da bibliotecária.



- Viu Granger, eu sei que você precisa colocar isso para fora e eu preciso ouvir.



- Ninguém precisa de nada Zabinne. Bom fim de tarde para você! – Ela se levantou, juntando os livros que estavam em cima da mesa. Tinha medo de perder a paciência com aquele sonserino idiota e fosse novamente expulsa da biblioteca.



- Tudo bem então. Assim vou ser obrigado a supor. E eu já tenho até uma teoria. Imagino que você, em um ato de coragem girfinorio, resolveu contar ao Draco sobre a aventura de verão que vocês compartilharam. Ele, orgulhoso e esperto do jeito que é, quis tirar a prova e acabou te beijando para comprovar se o que você estava dizendo era verdade. Então só me resta zua-lo ainda mais por isso. – Zabinne sabia que nada daquilo era verdade, mas precisava saber o que estava acontecendo. Pareceu dar certo. Hermione, um pouco pálida, voltou a se sentar na cadeira ao seu lado.



- Eu odeio você! – Estreitou os olhos para ele.



- E eu te adoro. E não acredito que você me odeie.



- Então você é mais burro do que eu imaginava! – Blás colocou a mão no ombro dela e apertou levemente.



- Vamos Granger, coloque para fora o que te aflige. - Hermione olhou para frente. Respirou fundo antes de começar.



- Estávamos brigando para variar. Mas o Malfoy perdeu o controle e acabou me jogando na parede e começou a me enforcar. Eu fiquei desesperada porque ele parecia realmente decidido a acabar comigo. Mas de repente ele parou e a gente começou a se encarar. E quando eu vi, bem.. er... – Ela ficou vermelha novamente e abaixou a cabeça.



- Vocês estavam se beijando. – Blás afirmou e Hermione ficou quieta como se concordasse. Odiava admitir e jamais faria isso em voz alta, mas estava mesmo se sentido mais leve depois de contar aquilo pra ele. De uma maneira estranha, gostava de Zabinne, ele era divertido e sincero. E também confiava nele. – Puxa, então... nossa.



- Que?



- Já ouviu falar que o amor e ódio andam juntos? São coisas tão intensas que elas acabam se confundido ou mesmo fundido. – Hermione ficou mais vermelha, mas era de raiva.



- Não seja retardado Zabinne. Eu não confundo sentimentos. Sei muito bem o que sinto por aquele lá.



- Ah é? E o que é? – Blás estava ficando com um amargo na boca que ele não sabia definir por que. Ficou sério como raras vezes ficava.



- Ódio, apenas ódio. Talvez medo, se levarmos em conta o que ele é, mas, sabemos que ele é covarde também, então.



- Tem certeza do que está falando Granger? – O moreno a olhava forte. Ela se assustou, pois pelo pouco que conhecia Zabinne nunca o vira assim.



- Claro que tenho. Foi algo de momento e desespero, nada demais.



- Você mente muito mal. Talvez esteja mentindo pra si mesma. Mas, como é esperta e inteligente não vai demorar a perceber a própria mentira. Não posso negar que isso me preocupa. – Hermione não estava gostando das coisas que ele estava dizendo, nem do jeito serio que ele estava.



- Olha Zabinne, pare com essas besteiras. Não crie mais problemas do que já tenho. Melhor, do que já temos. Seu amigo também não está no melhor momento dele. – Blás apenas se levantou e arrumou a cadeira no lugar. Depois se abaixou e disse no ouvido dela.



- Essas besteiras são verdades. E assim sendo Hermione, infelizmente os problemas só estão começando. Realmente lamento que seja assim, mas é.



Blás saiu da biblioteca sem nem olhar para trás. Hermione não teve reação alguma, ao menos aparente. Ficou parada, sentada, olhando o nada. As palavras de Zabinne ecoando em sua mente. Por uma fração de segundo se permitiu pensar na possibilidade dele estar certo, e o que ela viu, realmente eram problemas, cada vez maiores. Fechou os olhos e baixou a cabeça até ela encostar a testa na mesa. A vida dela estava dando um giro sem que ela percebesse ou pudesse controlar. E ela, com todas as forças não queria nada daquilo. Resolveu depois que nada daquilo fazia sentindo. Que Zabinne era louco e ela também, por dar credibilidade às babaquices dele. Se levantou, meio zonza, pegou seus livros e voltou para sua casa. Zabinne não estava certo, simplesmente não podia.


 


 


 


N.A: Queria agardecer a todos que comentaram e que leram até aqui. Fico mt feliz qd alguém da a opnião, por isso, por favor, se possivel continuem comentando! =)


 


O Cap 7 está começando a ser escrito, por isso pode demorar umas duas semanas pra ele ser postado, é que eu escrevo um pouco devagar, pesso paciência... Sou detalhista e gosto de cap maiores tb... 




Ta bom assim? O que vc's acham? Preferem cap menores? Esperando respostas... ;)



bjoks..

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Comentários: 1

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Enviado por Roberta Santos em 26/12/2011

Nossa,sua fic ta ótima,parabéns!!!

Ps:Leitora nova rs"

 

Beijinhos ;* 

Nota: 5

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