Os braços cruzados sobre o corpo e os dedos tamborilando pelo que seria a milésima vez demonstravam o tamanho do nervosismo que Victória sentia naquele momento. Fitou o moreno que se punha a alguns passos dela e ainda explicava para as pessoas ali presentes tudo o que estava acontecendo, ou pelo menos tudo do que eles sabiam que estava acontecendo. A voz dele soava fraca em seu ouvido e era como se ela não estivesse ali, se sentia exatamente assim, como se aquilo tudo fosse parte de outra vida, uma vida que ela nunca tivera. Quando essa sensação iria embora? Ela gostaria muito de obter a resposta para essa pergunta. Passou os olhos pela sala, a grande mesa oval estava posta no centro e as pessoas se espalhavam sentadas ao seu redor, enquanto Harry se colocara na ponta e ela depois de ficar algum tempo sentada ao lado do moreno preferiu levantar e beber um pouco de água que Hermione havia providenciado em uma pequena mesa no canto da sala de reunião.
Victória tomou mecanicamente um gole de água e pôde perceber que a discussão na mesa parecia complicada, a mulher de coque minuciosamente preso parecia disposta a discutir as possibilidades do que estava acontecendo e Victória podia ver que Rony tentava explicar algum ponto perdido da conversa que a ruiva não estava escutando. Sentiu um certo incomodo e notou os olhos do estranho homem que havia entrado acompanhado da mulher severa de coque na cabeça. A ruiva caminhou novamente até a mesa e sentou-se ao lado do moreno.
-O que Voldemort, a falsa morte de Gina e esses estranhos ataques possuem em comum? - Fred levantou a questão.
-Se alguém aqui soubesse disso, não teria havido reunião. - Endria alfinetou.
-Acho que esse é realmente o ponto principal da questão. - Hermione interveio antes que uma briga começasse, ela mais do que ninguém era especialista em brigas de casais para logo saber que aquilo desencadearia uma discussão. - Tem algo entre esses fatos que nós ainda não conseguimos descobrir.
-Harry. - Chamou o senhor Weasley. - Você nos contou que acredita que o invasor do ministério, do dia que você achou a pasta sobre a Gina não queria realmente lhe matar...
-É como você pode ter certeza? - Interrompeu Jorge.
Harry deixou seus pensamentos vagarem por algum momento, mas a resposta para aquela pergunta parecia obvia, pelo menos para ele.
-A pessoa parecia me conhecer não do jeito que todo o mundo bruxo conhece, ela parecia realmente ser uma pessoa próxima. Como eu sei disso? - O moreno perguntou a si mesmo vendo os olhares questionadores dos amigos. - Sabendo. - Sacudiu os ombros levemente. - É uma coisa que eu não tenho como provar, mas apesar dos fatos não nos mostrarem isso, eu sigo minha intuição.
Harry fitou Hermione que parecia absorver cada palavra sua, e sabia pelo olhar concentrado e pela leve ruga de incompreensão que se formou na testa da amiga que ela não concordava com as conclusões a que ele chegará, porém não estava disposta a discutir aquilo, pelo menos não naquele momento, era como uma discussão de irmãos, mas tarde, apenas quando estivessem a sós.
-Sobre o critos, acho que ficou claro que o chefe da Gina esta envolvido nisso. - Falou Rony.
-Sim, acho que essa é uma coisa certa. Pretick sempre foi uma pessoa ambiciosa, arrisco dizer que Barto Crouch era uma criança inocente na frente do velho Robert Pretick. - Tonks manifestou-se.
-Ambicioso, mas muito astuto, não sei se ele deixaria se pegar assim tão fácil. - Lupin falou de maneira calma, parecendo que havia falado apenas para si mesmo, mas por alguns instantes na sala as pessoas pareceram absorver as palavras dele.
-O critos prova que estavam querendo dar cabo da Gina, isso é o mais importante. - Fred falou, fazendo suas orelhas ficarem vermelhas.
Victória observava atenta a discussão sobre os fatos que haviam acontecido, olhava para as pessoas presentes e sentia que todos pareciam dispostos a ajudá-la, queriam de alguma maneira fazer algo, isso fazia com que ela sentisse algo estranho em seu peito.
-Tudo isso é muito complicado, tenho que assumir que ver Gina aqui me deixou feliz, mas ao mesmo tempo muito preocupada. - Minerva assumiu uma postura séria e completou. - Algo está acontecendo e apoio totalmente a decisão de reativar a Ordem da Fenix.
-Isso com certeza é o melhor a se fazer. - Moody se pronunciou.
Harry deixou que se formasse em sua boca um discreto sorriso, assim como ele esperava, seus amigos estavam ao seu lado, como sempre estiveram, a sensação de que aquilo não mudara o atingiu e de certa forma abrandou seu coração que andava preocupado e sem rumo. Sentiu uma mão delicada se postar sobre a dele e fitou a ruiva ao seu lado. Agora ele tinha um rumo, a Ordem seria reaberta, eles lutariam, as esperanças estavam renovadas e ele faria o possível e o impossível para que sua família continuasse unida.
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-Não atiro a varinha no gato-to, porque isso-so, não se faz-faz-faz...
-Mel! - Bernadete Gross gritou ao ver a garota no alto.
-O gatinho-nho, é meu amigo-go... - A garotinha de cabelos flamejantes se embalava no balanço do pequeno parquinho cada vez mais rápido, seus pequenos pezinhos quase não tocavam o chão e cantava a plenos pulmões.
-Mel! - A professora correu esbaforida até a garota.
Ao ouvir o chamado da professora a ruivinha entortou a boca para o lado e revirou os olhos esmeralda.
-Mamãe já chegou? - Perguntou enquanto parava o balanço.
-Não, você sabe que sua mãe morreu. - A professora respondeu tentando controlar a respiração e assumindo uma postura séria. – Seu pai e nem sua babá chegaram.
-Já disse que minha mãe não esta mais no céu e a Judith não é mais minha babá. - Mel cruzou os braços.
-Você tem é que parar de inventar essas besteiras. - A professora respondeu apontando o dedo para a garota. - Seu pai está demorando, eu não tenho o dia todo.
-Ele vai chegar daqui a pouco. - Mel fitou os pés.
-Sei, era só o que me faltava, ficar esperando um pai desnaturado lembrar que tem uma filha. - Bernardete virou as costas e tomou o rumo de sua cadeira, antes disso virou-se. - Não ouse se balançar novamente.
Mel bufou irritada, mas logo depois fez beiço e as lágrimas já escorriam de seu rosto quando um homem alto de cabelos negros espetados se aproximou do portão da escola.
-PAI!!! - A garotinha gritou enquanto corria para o portão.
Bernardete cruzou o caminho até a entrada da escola e fitou séria o homem a sua frente.
-Senhor Potter espero que sua demora tenha uma ótima justificativa. - Falou a mulher enquanto abria o portão dando passagem para a garotinha.
-Eu estava em uma reunião. - Harry respondeu enquanto pegava a filha no colo.
-Uma reunião não justifica deixar sua filha sozinha. - A professora argumentou.
-Sim, claro, mas era algo urgente, me desculpe. - Harry pediu sinceramente.
-Ela disse que você me abandonou. - Mel falou contendo as lágrimas.
-Ela o que? - Harry perguntou sério.
-Eu apenas estava mandando que ela parasse de se embalar, estava para cair. - A professora se justificou.
-Ah não, ela disse que você era desnaturado. - Mel entregou novamente.
Por um momento Harry pensou em rir da cara que a professora fazia ao ser delatada, porém aquilo em hipótese alguma era uma situação para rir.
-Escute Senhora porque só vou dizer uma vez, não abandonei minha filha, não sou desnaturado e de maneira nenhuma ela ficaria aqui um tempo a mais se isso não fosse extremamente necessário. Não se preocupe isso não voltará a acontecer, assim como espero nunca mais ter que ouvir que a senhora tenha dito qualquer dessas coisas a minha filha novamente. Estamos entendidos? - Harry fixou os olhos possessos na mulher de cabelos grisalhos a sua frente.
-Sim, eu... - Bernardete gaguejou enquanto via o moreno ajeitar a filha no colo, tomar a mochila dela nos ombros e virar as costas.
-Ah, eu ia esquecendo. A senhora é a professora dela? - Perguntou Harry ainda com os olhos perigosamente fixos na mulher.
-Sim... eu... eu sou sim. - A professora respondeu tentando mostrar firmeza, mas não obtendo sucesso.
-Era, não é mais, amanhã mesmo vou pedir que troquem Mel de sala. - Finalmente Harry virou-se e saiu caminhando com Mel no colo.
Mel virou a cabeça e sorriu travessa para a professora, orgulhosa do pai e com um sorriso que dizia claramente: “Viu? Esse é meu pai.”. Logo depois a garotinha deitou a cabeça no ombro de Harry.
-Se você não tivesse feito nada eu ia sair daqui, estava prestes a fazer isso. - Victória falou saindo detrás de uma árvore.
-Você sabe que não podia, era capaz da professora ter um enfarte. - Harry disse enquanto via Gina passar as mãos no rosto vermelho da filha.
-Que tivesse, seria bem feito. - Victória sacudiu os ombros enquanto pegava a filha no colo. - Você está pesada mocinha.
-Que belo exemplo você tá dando. - Harry riu ao ver o olhar que Gina lhe lançou.
-O papai me defendeu. Quero só ver amanhã, vou pra sala da professora Sophia, todo mundo quer estudar com ela. A professora Benadete é má. - Mel sorriu feliz.
-Porque você não fez nada antes? - Victória questionou enquanto andavam os três pela rua.
-A Mel nunca reclamou muito, eu sempre pensei que era apenas coisa de criança que reclama por estar estudando. - Harry justificou-se.
-Ah mais eu gosto de estudar, eu faço todos os deveres direitinho, já sei a família do FA, LA, RA, PA... - Mel enumerava nos dedos.
Harry sorriu para Victória que não pôde deixar de retribuir o sorriso, as coisas fluíam tão bem entre eles, eram realmente uma família, pequena, mais ainda assim uma família.
Depois de algum tempo em que Mel explicava todas as famílias do alfabeto e Harry apenas observava a linda visão que as duas formavam, o moreno diminuiu o passo e logo Victória o acompanhou.
-Algum problema? - Perguntou a ruiva.
-Estamos chegando no beco diagonal, você não pode aparecer assim.
-O que eu posso fazer? - Questionou a ruiva.
-Isso. - Harry tirou a capa da invisibilidade do bolso das vestes e jogou sobre a ruiva.
Victória analisou o corpo que havia desaparecido e deslumbrou-se com a facilidade das coisas no mundo bruxo.
-Todos têm uma dessa?
-Não, herdei a capa da invisibilidade do meu pai, são muito raras. - Harry respondeu enquanto Mel pegava em sua mão.
-Porque a mamãe não pode aparecer? – Perguntou a ruivinha.
-Porque... - Harry tentava achar alguma maneira de justificar aquilo, sem mentir e sem assustar a filha.
-Já sei, porque os homens maus ainda estão atrás dela. - A garotinha respondeu sua pergunta enquanto chutava pedrinhas no chão.
-Sim, é isso. - Harry respondeu se perguntando como a filha entendia as coisas tão rápido. - Vamos, temos que comprar sua varinha.
Victória não pôde deixar de pensar como aquilo soava estranho, ela nem mesmo saberia o que fazer com uma varinha, porém Harry insistia que ela devia comprar uma varinha nova, sendo que ela nem mesmo se lembrava de já ter tido uma varinha na vida. Que bobagem, ela não lembrava de nada mesmo, como iria se lembrar de uma varinha? Riu da sua própria tragédia, mas de tudo não estava nada ruim, concluiu assim que visualizou o sorriso maroto que o moreno direcionou a Mel quando passaram por uma loja com diversas vassouras e logo depois piscou para o lugar onde possivelmente ela estava.
Victória seguiu ao lado de Harry e da filha que olhava vez ou outra tentando localizar onde a mãe estava. Pararam em frente a uma loja de aparência antiga, mas bem cuidada. Seguiu Harry e Mel que entraram na loja, a ruiva caminhou tentando fazer o mínimo de barulho possível, apesar do chão da loja ranger conforme seus passos. Observou durante algum tempo a loja que possuía diversas prateleiras, altas e repletas do que ela poderia julgar pedaços de madeira, porém ela já sabia que se tratava de varinhas.
-Senhor Potter. - Um homem pequeno e de olhar febril apareceu no meio das prateleiras.
-Olá senhor Olivaras, vim escolher uma varinha. - Harry encostou-se no balcão.
-Ora, ora, não está muito nova para isso mocinha? - O senhor aproximou-se e fitou Mel.
-Não é para ela, é para uma amiga, tenho as especificações da varinha.
-Isso não é apropriado, cada bruxo deve testar sua varinha. - O velho bruxo pareceu ofendido.
-Sim, mas eu gostaria de fazer uma surpresa, tenho exatamente o que ela precisa, o caso é que a antiga varinha dela quebrou. - Harry argumentou.
Depois de analisá-lo por alguns instantes o velho Olivaras cruzou os braços e falou visivelmente contrariado.
-Fale.
-Cedro, 26 cm, pêlo de unicórnio e flexível. - Harry resumiu os detalhes da varinha que Gina usava.
Por um instante o senhor Olivara franziu o cenho, tentando claramente se lembrar de algo, mas pareceu não obter êxito.
-Lembro de cada varinha que já vendi na minha vida Potter, devo estar ficando velho o suficiente para agora não estar conseguindo lembrar o nome da pessoa, mas já vendi uma varinha desse tipo. - O velho resmungou enquanto olhava a procura de uma varinha parecida com as características que lhes foram dadas.
-Papai porque o senhor está... - Mel começou a perguntar, porém calou-se ao receber um olhar penetrante do pai.
-Esta aqui! - O velho bruxo voltou-se para Harry. - Já lhe disse uma vez meu rapaz, e vou dizer novamente, é a varinha que escolhe o bruxo e não existem duas varinhas iguais, podem ser parecidas, mas não iguais. Veja se esta serve para a sua amiga.
Harry pegou a varinha nas mãos, pagou o dinheiro ao bruxo e caminhou rumo à porta, mas ainda olhou para trás tempo suficiente para ver o olhar confuso do senhor Olivaras, ele não gostaria de ter feito o que fez, mas era quase certeza que ele lembraria de que vendera uma varinha parecida para Gina, e toda precaução era pouco para impedir que essa informação vazasse.
-Porque o senhor estava apontando a varinha por baixo do balcão? - Mel perguntou assim que saíram da loja.
-Boa pergunta. - Falou Victória ainda coberta pela capa.
-Tive que lançar um feitiço de confusão nele, se não ele lembraria que a varinha que descrevi era sua. - Harry respondeu.
-Sei, isso era realmente necessário? - A ruiva questionou.
-Todo cuidado é pouco. - O moreno respondeu enquanto cruzava a pequena rua.
-Tá parecendo aquele homem esquisito da Ordem. “Vigilância Constate”. - Falou a ruiva rindo e sendo acompanhada pelo moreno.
Harry sabia que poderiam estar rindo de uma coisa séria demais, porém a vida andava complicada o suficiente para que eles vivessem se queixando de algo, era preferível rir por qualquer coisa, estando ao lado dela, tudo fazia sentido.
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Achar um lugar para ficar sozinha, apenas consigo mesma era algo terrivelmente difícil. Os pássaros pareciam incomodar, o leve e delicado canto deles parecia terrivelmente ensurdecedor. O vento que batia gélido contra seu corpo, fazendo seus cabelos rodopiarem no ar, fazia um barulho desagradável e produziam uma irritação estantânea. As pequenas formigas que corriam atarefadas carregando suas folhas eram extremamente irritantes e até mesmo o lago calmo e sereno lhe passava aflição.
Arremessou contra o lago uma pedrinha que caiu longe, abalando levemente a superfície compacta, repetiu a ação, aquilo parecia estar tirando sua angústia. Repetiu o gesto por mais algumas vezes sentindo-se um pouco melhor. “Você vai voltar”, sua mente gritou e os problemas pareceram retornar.
-O que ele fez para você?
A loira virou-se para encarar o recém-chegado. “Que ótimo, mas um ruivo” pensou ela.
-Ele quem? - Questionou sem entender.
-O lago. O que ele te fez? - Carlinhos sorriu.
-Ah, estava calmo demais. - A loira sorriu de volta.
-Não sabia se ficava com pena do lago ou das pedras. - Carlinhos completou vendo o rosto da mulher tomar um leve tom de rosa.
-Estava apenas me distraindo. - Endria respondeu encarando os pés estava agindo como uma criança.
-Não tem problema, às vezes isso é bom. - Carlinho sentou-se na grama ao lado da loira e completou. - Onde estão todos? Rodei a casa inteira, estava para ir embora, mas vi você aqui.
-Ah, o Sr. e a Sra. Weasley foram visitar algum amigo que estava doente e Fred está na loja de logros. - Endria respondeu voltando a jogar pedras no lago, mas dessa vez com menos força.
-Você não estava ajudando da loja? - Questionou o ruivo.
-É, eu estava, mas tive que vir aqui para arrumar minhas coisas, estou voltando para a Austrália.
-Sei, mas vai ficar de vez por lá? - Carlinhos perguntou enquanto acompanhava os gestos da mulher.
-É, lá é minha casa, tenho que voltar. - Endria se limitou a responder.
-E a Gina? Soube que ela também vai para acertar as coisas. - Carlinhos falou já levantando-se.
-Sim, ela vai conversar com o senhor Limarck. - Endria respondeu seguindo os gestos do ruivo.
-Bem, foi um prazer conhecê-la, espero que possa voltar. - Disse ele estendendo a mão.
-Ah sim, foi um prazer também. - Endria apertou a mão do ruivo e logo em seguida ele aparatou.
A loira olhou para a casa, soltou um longo suspiro e caminhou de volta, teria que terminar de arrumar sua mala. Fazia alguns dias que o Sr. Limarck havia ligado e solicitado que ela comparecesse juntamente com Victória, as coisas haviam sido deixadas de um jeito muito brusco e ambas precisavam acertar tudo.
Ela estava feliz, finalmente iria embora. É claro que as coisas que lhe esperavam na Austrália não eram muito animadoras, mas pelo menos se livraria de tudo, daquele ruivo idiota, metido a engraçadinho. A imagem de Fred Weasley surgiu imediatamente em sua mente, e para sua infelicidade juntamente com ela a cena de um beijo. Um beijo calmo, carinhoso e cheio de... cheio de que? Desejo, cheio de desejo, era apenas isso, ela sentia desejo por ele, e ele por ela. Não havia nada demais em sentir desejo por ele, afinal, ele definitivamente não era de se jogar fora.
Endria abriu a porta da casa e já estava no primeiro degrau da escada quando ouviu uma voz que mesmo ela tentando evitar lhe causou um arrepio.
-Oi pra você também loirinha.
A loira virou-se e se deparou com a figura de um jovem ruivo, sem camisa, trajando apenas uma calça jeans, que por sinal estava muito baixa para o seu gosto e esparramado no sofá tirando com um dos pés o último sapato.
-Oi. - Respondeu ela sem aceitar a provocação.
-Nossa que maneira legal de se despedir, você saiu da loja e nem falou comigo. - Fred queixou-se enquanto se levantava.
-Tenho que terminar de arrumar as minhas coisas. - Endria respondeu com firmeza e continuou subindo a escada.
-É impressão minha ou você anda fugindo de mim? - Fred perguntou sabendo que aquilo faria com que ela parasse. E também era verdade, pois ambos estavam evitando um ao outro desde o último beijo que trocaram, nem ele mesmo sabia explicar porque, afinal, foi apenas um beijo.
-Não estou fugindo de você Fred, apenas estou com pressa. - Endria encarou o ruivo por uns instantes com um fingido sorriso e voltou a subir.
-Sei, então você não se importaria de se despedir de mim como se deve não? - O ruivo estendeu a mão chegando no alto da escada juntamente com a loira.
Endria revirou os olhos e apertou a mão do ruivo, mas logo se arrependeu ao perceber as intenções dele, puxou a mão, mas era tarde demais. Seus corpos se colaram em um segundo e Fred segurou-a firme pela cintura.
-Isso está ficando sem graça. Dá pra me soltar? - A loira falou tentando se controlar e não demonstrar o arrepio que o contato do peito nu dele causou em seu corpo.
-Acho que isso não vai dar. - Respondeu ele puxando-a com força pela nuca e juntando os lábios.
Logo a loira recebeu a boca feroz do ruivo na sua, ele sugava com força seus lábios e ela socava o peito dele que a pressionou com mais força ainda contra seu corpo, fazendo-a tremer ao sentir cada músculo quente do corpo dele. Endria decidiu que não custava nada seder a um simples desejo. Ele a queria, e ela o queria, simples assim, nada mais que isso, apenas sexo.
Fred pressionou mais firme a nuca da loira e pediu passagem com a ponta da língua. Logo sentiu Endria retribuir e um enroscar de corpos se formou. Aquele beijo fazia seu corpo arder, era o próprio fogo, era necessidade, desejo e gritava entre eles como um furacão.
Endria sentiu que o ar que havia entre eles começava a vibrar, era como se tudo parecesse ferver e de repente estava quente demais. Sentiu suas costas se chocarem contra a porta de um dos quartos, era incrível, mas ela nem mesmo havia percebido que eles estavam andando. Fred havia lhe conduzido entre tropeços e beijos ardentes até aquela porta.
Fred tirou com relutância uma das mãos do corpo quente da loira, mas apenas por um tempo suficiente para abrir a porta do quarto, e empurrar-se para dentro levando-a consigo.
Endria deixou-se conduzir e logo que entrou no quarto sentiu novamente o contato do peito dele contra o seu. Havia uma fome, um desejo, uma necessidade implacável entre os dois, como se estivessem esperando muito tempo por aquilo, como um moribundo que caminha a dias sem comer, como alguém perdido no deserto e de repente encontra água para saciar sua sede.
Fred a pressionou contra a primeira coisa que encontro no quarto. A pequena escrivaninha do antigo quarto de Gina rangeu ao contato brusco dos dois corpos. O ruivo segurou firme nos quadris da loira e pressionou contra o seu, gemendo baixinho.
As mãos dele em sua cintura queimavam como brasa, mas a loira sentiu algo mais queimar quando o contato dos quadris se intensificou. Desceu as mãos pelo peito largo, arranhou um pouco com as unhas e sentiu a barriga dele retesar, pôde ouvir ainda um gemido sair dos lábios do ruivo antes de deslizar a mão para dentro da calça dele.
Fred sentiu a mão que antes tentava lhe evitar, entrar sorrateira para dentro de sua calça, fazendo seu sangue subir e sua excitação aumentar. Apertou com força e possessividade a cintura dela e subiu de encontro ao laço que havia na blusa dela, desamarrou apressado e encontrou o que tanto buscava.
Endria não sabia o que era, mas algo ali estava diferente, as sensações eram outras, os toques tinham outros sabores, seu peito parecia aquecido por inteiro, sem dúvida alguma havia algo de errado. Seus pensamentos se perderam ao sentir o ruivo desamarrar sua blusa e fitar-lhe os seios, um curto momento de pura expectativa e logo sentiu uma das mãos dele tocar-lhe, com os olhos brilhando e com um toque cauteloso como de alguém que esta adorando algo, primeiro devagar, mas logo o desejo inflamado e a pressa de ter um ao outro voltou e a loira sentiu os lábios vorazes de Fred de encontro ao seu seio, fazendo círculos perigosamente estimulantes e causando diversas ondas de prazer pelo corpo de Endria. A loira tinha plena certeza de que estava gemendo a cada toque daquelas mãos, mas isso não importava, o que importava naquele exato momento eram as mãos dele que insistiam em percorrer o caminho até a sua saia e arrebentar o zíper com grande facilidade.
Fred sentia seu corpo vibrar a cada toque dela, as mãos macias em seu corpo o deixando sem sentidos, ou algo mais que isso, ele não sabia explicar, mas nada estava igual as outras vezes em que estivera com uma mulher, tudo era perigosamente embriagante, entorpecedor e ele não pensava em nada mais do que nela. Queria senti-la por inteiro, gravava cada gemido que Endria lhe dava.
Os movimentos se intensificavam e ainda segurando um dos seios da loira ele destinou a boca ao pescoço alvo, seguiu o caminho para cima e capturou com vontade os lábios já vermelhos. Caminhou desordenado pelo quarto, entrelaçado nela que passava a mão por seu corpo fazendo uma corrente elétrica lhe atingir e uma vontade latente de tê-la urgentemente.
Endria surpreendia-se, como poderia sentir tantas coisas ao mesmo tempo, até mesmo a respiração de ambos parecia despertar algo dentro dela. Sentia que Fred a conduzia para algum ponto do quarto, mas isso pouco importava, novamente o que importava eram as roupas caindo no chão, livrar-se da saia era o mais importante naquele momento e foi o que o ruivo fez, como que lendo seus pensamentos fez a saia sumir em um instante e a calcinha preta de renda aparecer.
Depois de uma busca desesperada pelo quarto Fred localizou a cama com sua vista nublada, apoiou uma das mãos na cama e deitou-se segurando a loira pelas costas para que não batesse com força no colchão. Logo que conseguiu fez o que a muito gostaria de ter feito, sua mão caminhou rápida e decidida para dentro da calcinha, arrancando mais alguns gemidos enlouquecedores de ambos.
Endria havia perdido totalmente a noção de onde estava, seu mundo limitava-se naquele momento a sentir as carícias daquele ruivo que lhe cobria inteira com seu corpo bem emoldurado e forte. Deslizava as mãos com força pelas costas sardentas dele e cravava as unhas com vigor a cada nova sensação. Droga! Ela queria que ele fizesse, queria que ele fizesse logo! Será que ele não via? Endria levou as mãos até a calça aberta do ruivo e abaixou-a juntamente com a cueca até a altura das pernas, enquanto sentia a respiração dele se acelerar ainda mais.
Fred sentia que estava prestes a explodir apenas por sentir o corpo dela exposto ao seu, não saberia se agüentaria até o fim, resistindo e tentando controlar-se, buscou uma posição melhor. Acomodou-se entre as pernas da loira que o recebeu sem reclamar, mas continuou a beijar-lhe os seios e a estimulá-la.
“Ah ela não agüentava mais, precisava senti-lo”. As mãos dele ainda percorriam seu corpo e o ardor na espinha intensificara a ponto de ficar insuportável. Podia senti-lo no meio de suas pernas, apenas tocando levemente em sua pele, mas não demonstrando sinais de algo mais.
-Fred... - Endria tentou gritar, mas o som pareceu muito mais como um gemido. - Vem... - A loira chamou.
Endria sentiu as mãos dele saírem de seus seios e erguer seus braços, logo depois deslizaram, fazendo o contorno do seu corpo e fixaram-se na sua cintura. Endria fechou os olhos e sentiu cada pedaço dele a preenchendo, e ao invés de conseguir lhe saciar aquilo fez com que tudo aumentasse e ardesse ainda mais. Ela queria gritar, gritar para que ele fosse mais rápido, para que ele a possuísse de forma insana como se o mundo pudesse acabar naquele exato momento, mas nada saia de sua garganta além de gemidos e sussurros desconexos.
Fred jogou a cabeça para frente assim que sentiu o membro envolto pela loira, pulsando descontrolado e pedindo por mais. Saiu e voltou novamente, a vontade crescia a cada nova investida, tudo parecia rodar, nada tinha foco, apenas ela, ela deitada a sua frente lhe mostrando o desejo estampado no rosto e algo mais que ele não conseguia saber, algo que o deixava estranhamente fascinado. Colou o peito ao dela e a abraçou, a abraçou apertado, com uma necessidade que ele não sabia possuir.
Endria sentia seu corpo vibrar e a chama que ele havia acendido queimar cada vez mais. Sentiu os braços dele fecharem-se em volta de seu corpo e algo aqueceu seu peito, havia algo estranho em tudo aquilo, sem pensar retribuiu o abraço, apertou-o contra seu peito e logo sentiu uma corrente elétrica se espalhar desde o ponto em que estavam unidos para todo o seu corpo, crescendo a cada momento de intensidade, espasmos faziam seu corpo se sacudir e uma gama de sensações que ela não conseguiria descrever inundavam todo o seu ser. Fechou os olhos e o apertou ainda mais contra seu corpo.
Com o corpo suado e os braços entrelaçados no corpo dela Fred não conseguiu mais se controlar. Seu corpo tremeu e vibrou, fazendo-o fechar os olhos com força, gravando aquele momento em sua mente. Depois de algum tempo e sem pensar em seu gesto o ruivo levou as mãos até o rosto da loira e emoldurou-o entre suas mãos, fitando com um brilho excessivo no olhar e beijando-a.
Endria sentiu os lábios dele, quentes e carinhosos, macios e precisos, como da última vez, um beijo diferente, ardente mais ao mesmo tempo de puro carinho. Os lábios se misturavam, entendiam-se sozinhos, brincavam entre si sem pressa nenhuma e aquele momento, mesmo que nenhum dos dois soubesse, mesmo que nenhum dos dois quisesse e sem pedir permissão alguma, ficaria cruelmente gravado para sempre, em suas mentes e em um outro lugar que ambos pensaram ser impossível.
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O dia estava ensolarado, ela caminhava pela grama e colhia algumas flores que avistava pelo caminho. A beleza e o cheiro da primavera a deixavam fascinada, as árvores ao seu redor balançavam as folhas conforme o vento e as flores espalhadas pelo chão eram cada vez mais bonitas à medida que ela caminhava. Abaixou-se para pegar mais uma flor, mas logo a flor que havia visto não era mais flor e o que se via na sua mão era uma marca, uma espécie de circulo com uma rosa no meio, sacudiu as mãos depressa, mas nada mudou. Olhou ao redor e viu saindo por de trás de cada árvore várias pessoas encapuzadas, todas vestidas de branco, o circulo estava se fechando sobre ela, havia algo que aquelas pessoas queriam, ela precisava correr, precisava fugir...
-Gina!
Victória arregalou os olhos e a primeira coisa que viu foi um par de olhos esmeralda a fitando preocupados.
-Você está bem? - Harry perguntou tirando os cabelos ruivos que estavam no rosto dela.
-Sim... - Ainda meio atordoada com o pesadelo Victória ergueu o tronco e sentou-se na cama. - Foi apenas um pesadelo.
-Aguamente. - Disse Harry apontando a varinha para um copo vazio e entregando-o cheio de água para a ruiva.
Victória apenas sorriu e pegou o copo, tomando o conteúdo de uma só vez.
-Pesadelo? - Harry perguntou.
-É, só um pesadelo. - A ruiva respondeu colocando o copo na cabeceira.
-Posso saber como foi? - Harry acompanhou com o olhar a ruiva se levantar e parar diante da janela.
-Eu não lembro muito bem. Era um dia de primavera e eu colhia flores, mas de repente surgiram umas pessoas encapuzadas e foi quando acordei, nada demais. - Victória cruzou os braços diante do corpo e deu um sorriso não muito convincente.
-Não me pareceu algo tão simples assim. - Harry falou enquanto se levantava da cama e caminhava em direção a ruiva.
-Mas foi. - A ruiva sacudiu os ombros.
Victória permanecia de costas e Harry chegou próximo, deslizou as mãos desde os ombros até chegar à cintura dela e a abraçar.
A ruiva sentiu o calor do abraço do moreno, sempre algo tão bom, o abraço dele lhe dava força. Fechou as mãos no braço dele retribuindo o gesto e continuou a olhar o novo dia que havia nascido. Resolveu então falar o que tanto a atormentava nesses últimos dias.
-Meu vôo vai sair hoje, às duas horas.
Harry passou algum tempo calado sentindo peso daquelas palavras.
-Porque não me falou antes? - Ele perguntou com uma ponta de indignação.
-Estava sem coragem. - Victória respondeu sinceramente.
Victória sentiu os braços do moreno a apertar mais de encontro ao corpo dele e fechou os olhos sentindo apenas o som da respiração dele em seu pescoço.
-O máximo que pode acontecer é eu ter que ir até a Austrália te buscar. - Harry falou tentando confirmar algo para si mesmo.
Victória virou-se de frente para ele, fitou-o por um tempo indefinido, passou as mãos pelo rosto dele e falou em tom decidido.
-Você não vai precisar ir até lá me buscar.
Ela achou que o sorriso que viu se formar nos lábios dele foi o maior presente que poderia ter recebido, mas logo depois mudou de idéia ao perceber a aproximação dele, ao sentir o roçar dos lábios levemente, ao abrir os lábios e permitir o aprofundar do beijo. As mãos dele subiam por sua costa levando consigo a camisola de seda e fazendo algo queimar dentro dela.
Um barulho forte de algo se batendo contra o vidro da janela fez com que ambos se separassem rapidamente e Harry já havia sacado a varinha pronto para atacar, mas logo abaixou a varinha ao ver o motivo do barulho. Caminhou até a janela e a coruja entrou rapidamente pelo quarto. O moreno bufou irritado, era a segunda vez que eram interrompidos por uma coruja.
Victória apenas olhou enquanto o moreno tirava o papel que coruja trazia e logo ela saia voando pela janela.
-Algum problema?
-Tenho que ir agora para o Ministério. - Harry andou apressado até o banheiro. - Novos ataques, todos os aurores foram comunicados, esse parece ser dos grandes.
Victória sentou-se na cama com o olhar preocupado, Harry iria novamente para uma batalha.
Depois de algum tempo o moreno saiu do banheiro e vestiu a roupa apressado, caminhou até a ruiva que permanecia sentada na cama. Ajoelhou-se para olhá-la melhor e segurou a mão dela.
-Não se preocupe, eu volto.
-Não se arrisque, tenha cuidado. - Recomendou ela.
-Eu terei. - Harry beijou as mãos da ruiva e logo depois os lábios com carinho.
O moreno levantou-se e caminhou até a porta.
-Harry. - Victória chamou e ele voltou-se para ela. - Não se preocupe, eu volto. - A ruiva repetiu as palavras dele.
Harry sorriu abertamente, mantiveram o contato visual durante algum tempo, mas logo o moreno sumiu correndo pelo corredor da casa.
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-Temos que levantar. - Hermione se remexeu na cama, porém não obteve sucesso.
-Agora não. - Respondeu Rony que havia passado a noite toda com a mão na barriga da esposa, como se a barriga fosse sair voando a qualquer instante.
-Rony... - Hermione resmungou novamente.
-Você notou que ela esta maior? - O ruivo falou sem ouvir os protestos dela.
-Não Rony, ela não cresceu nada. - Hermione falou fazendo o ruivo encarar-lhe.
-Claro que cresceu, e vai crescer mais, e mais, e mais... - Enquanto falava o ruivo sapecava pequenos beijos no rosto da mulher que ria. - Sabia que você pode ter gêmeos?
-Ai Merlim, não consigo dar conta nem de um Weasley, imagine de três. - Hermione riu da cara marota que Rony fez. - Agora definitivamente nós vamos embora Ronald Weasley, já estou atrasada para o trabalho. Vou ter que ficar até mais tarde porque já são 08:00 horas da manhã e ainda estou em casa.
-Não tenho culpa se estou de folga hoje e você tem plantão. - Rony resmungou se enroscando mais ainda nela.
Antes mesmo que Hermione pudesse responder qualquer coisa e muito menos levantar da cama, cacos de vidro e pedaços de madeira entraram voando pela janela, trazendo consigo um enorme barulho de explosão. Mione não pôde pensar em nada, apenas sentiu o corpo pesado de Rony a cobrir. Talvez um grito de horror escapou de sua garganta, mas isso nem ela mesma poderia afirmar.
Os poucos segundos que passou esperando que tudo acabasse pareceram horas, e logo que o barulho começou a diminuir Mione empurrou Rony para o lado e levantou-se assustada da cama.
-O que aconteceu? - Caminhou apressada até a janela.
-Não! - Rony a puxou de volta.
-Que? - Questionou Hermione.
-Isso tudo veio lá de fora, agora você quer por a cabeça para fora e virar alvo? - Rony deixou a mulher do lado e caminhou com a varinha erguida para janela.
-Diz pra eu não ir e vai. - Hermione resmungou. - Você está só de cueca esqueceu?
Rony não respondeu, apenas continuou seu caminho, pouco importava se estava apenas de cueca. Olhou através de um canto da janela, tendo uma visão ampla da rua e da casa ao lado, ampla e rápida o suficiente para ver três vultos sumirem, mas tornando um pouco difícil que alguém lhe visse.
-Quer primeiro a má ou a boa notícia? - O ruivo falou visivelmente tenso.
-Como assim? Fala logo Ronald. - Hermione falou tentando tirar a poeira de seu corpo.
-A ruim é que tentaram nos matar. - Rony continuava olhando para o lado de fora.
-Nos matar? Como assim? - Hermione falou sentindo algo tremer em seu corpo.
-Isso ainda não sei.
-E a boa? - Hermione perguntou.
-Nem tão boa assim, mas eles erraram o alvo. - O ruivo concluiu ao ver boa parte da casa dos vizinhos destruída.
-Rony olhe! - Hermione apontou para o céu onde se via um ponto marrom se aproximando.
-Essa não. - O ruivo resmungou assim que a coruja chegou perto dele.
Rony pegou o papel e assim que leu olhou preocupado para Hermione.
-Você não pode ficar aqui sozinha.
-Eu vou trabalhar. - Afirmou ela.
-Tá, mas quando sair me espere na casa dos meus pais. - Rony falou recebendo um sinal de positivo de Hermione, coisa que raramente acontecia.
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A poeira e a grande quantidade de feitiços proferidos ao seu redor não facilitavam em nada seu trabalho. Haviam gritos e pessoas correndo por toda parte, dessa vez haviam conseguido chegar a tempo de pegarem as pessoas responsáveis pelos ataques, mas pegar não era bem a palavra, as pessoas encapuzadas resistiam bravamente e a julgar pelos feitiços , elas conheciam bastante de bruxaria. Eram tantos feitiços usados que ele jurava não ter ouvido se quer falar de alguns deles, coisa estranha para alguém que avançou ao máximo em cursos no Ministério.
Harry sentia o suor correr por seu rosto coberto de cinzas ao conseguir livrar-se de um dos encapuzados, pena que antes de ser amarrado ele aparatou, com certeza havia previsto sua derrota. Resignado o moreno passou a palma da mão na testa e afastou o cabelo que havia grudado no local. Virou-se e caminhou rumo à batalha, havia se afastado um pouco do centro enquanto duelava, mas antes que continuasse seu caminho um barulho chamou sua atenção. Deu meia volta e olhou ao redor, era um barulho de choro, mas de onde viria? Caminhou seguindo o som do barulho, olhou para o local de onde provavelmente vinha, havia um grande pedaço de madeira encobrindo quem quer que estivesse ali. Puxou com força a grande tora e a derrubou no chão encontrando um pequeno menino, franzino e de olhos amedrontados.
-Olá. - Harry se aproximou e viu o menino de cabelos castanhos se encolher contra a parede, parecendo querer se fundir a ela. - Está tudo bem. - O moreno estendeu a mão e ficou um longo tempo aguardando alguma atitude da criança.
-Eu... quelo... a minha... mãe! - O garoto gritou e saiu correndo antes que Harry pudesse alcançá-lo.
-Espere, é perigoso. - Harry correu, o garoto estava indo para o meio da batalha.
O moreno corria em direção ao menino que se embrenhava cada vez mais pelos destroços, em meio a fumaça que nublava sua vista, viu uma figura segurar o garoto e sentiu seu sangue gelar.
-Solte-o agora! - O moreno apontou a varinha firmemente para a pessoa que parecia não se importar em deixar o corpo à mostra, estava prestes a disparar o feitiço quando a pessoa falou.
-Cara, você precisa de óculos novos. - Rony riu ao ver a careta que o amigo fazia.
-Rony? - Era mais um afirmação do que uma pergunta.
-Não, um diabrete vermelho. - Rony falou alto para ser ouvido e se aproximou do amigo.
-Idiota. - Harry xingou e bateu no ombro dele. - Chegou faz pouco tempo? - O moreno se abaixou ao ouvir um feitiço, ergueu a varinha e rebateu com um feitiço não verbal, vendo Rony fazer o mesmo.
-Tempo suficiente para ver as casas começarem a pegar fogo. - O ruivo gritou enquanto se desviava de um outro feitiço de seu adversário e ainda segurava o garoto.
Harry via o garoto espernear enquanto Rony e ele tentavam se livrar dos oponentes que haviam aparecido.
-Então você não viu quando os faróis da cidade explodiram, foi uma coisa terrível. - Harry se esforçava para ficar perto do amigo, enquanto duelava com um estranho e com um último feitiço derrubava o encapuzado no chão, desacordado.
-Não vi quando explodiram, mas eles continuam expelindo fumaça vermelha. - Rony afirmou enquanto recebia um feitiço paralisante no braço esquerdo. - Droga! - Xingou e logo depois derrubou seu oponente.
Harry aproximou-se do amigo e verificou o braço dele que estava completamente imóvel.
-É, acho que você vai ter que ir pro Saint Mungus, não vai dar pra você duelar só com uma mão.
-Nem pensar. - Rony se manteve firme.
-Rony... - Harry ia começar a falar, mas de repente algo nos olhos do garoto o fez parar.
-O que foi? - O ruivo perguntou fitando o amigo e o garoto.
-Eu... não sei... você mora por aqui? - Harry abaixou-se e encarou o garoto.
O menino estava mudo, não falava uma palavra, sua pele havia ganhado um tom pálido e parecia não querer fitar Harry.
-Fale alguma coisa! - O moreno elevou a voz e o garoto deu um alto soluço e caiu em prantos.
-Harry, o que está acontecendo? - Rony voltou-se para o amigo.
Harry levantou-se e passou as mãos no cabelo, ouviu ao longe um grito e sentiu que precisava urgentemente voltar para a batalha, mas havia outra coisa em jogo, algo lhe dizia que aquele garoto... aquele garoto era algo mais... nem ele mesmo sabia explicar, mas havia alguma coisa nele, os olhos dele... os olhos dele... Harry tinha quase certeza... quase não, ele tinha absoluta certeza que eram os mesmos olhos da pessoa que havia perseguido no Ministério. Respirou fundo por alguns instantes e voltou a olhar para o local aonde o menino estaria.
-Onde ele está? - Harry olhou para os lados.
-O que... - Rony olhou ao redor e não havia nada. - Mas o que diabos está acontecendo?
Harry nem ao menos ouviu o que o amigo falava, de repente os gritos e a batalha pareciam algo distante. Toda a sua atenção estava voltada para o pequeno objeto deixado pelo misterioso garoto.
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-Mamãe.
-Ah... oi meu amor. - Victória respondeu enquanto dobrava as roupas e colocava na mala.
-A senhora vai aonde? - Mel perguntou enquanto tentava com algum esforço se sentar na cama que era mais alta que ela.
-Vou resolver algumas coisas. - Victória respondeu ajudando-a a sentar na cama e fitando os olhos tristes da filha.
-A senhora vai demolar? - Mel perguntou enquanto cruzava as mãos e balançava as perninhas.
-Não vou demorar. - A ruiva passou as mãos pelos longos cabelos da filha que lembravam muito os dela mesma.
-Mas a senhora demolou da outra vez. - Mel retrucou baixinho.
-Mas da outra vez foi diferente, você sabe. - Victória respondeu.
-É... mas demolou. - A garotinha encarou a mãe que tentou sorrir.
-Mas isso não vai mais acontecer meu bem, vou voltar logo. Olhe. - Victória segurou no rosto da filha com as duas mãos. - Você já é uma mocinha e sei que vai cuidar bem de seu pai pra mim, não vai?
Mel apenas balançou a cabeça positivamente, orgulhosa por estar ganhando uma responsabilidade. Agarrou a mãe pelo pescoço e a abraçou, um abraço forte e caloroso, como fora entre elas desde o primeiro momento que se viram.
-Mas eu não quelo... não quelo que a senhora vá embora. - A ruivinha falou enquanto soluçava.
-Meu amor, mamãe vai apenas resolver uns problemas e já volta. - Victória falou segurando as lágrimas que vieram em seus olhos. - Não precisa chorar, mamãe vai trazer uma boneca linda da Austrália para você.
Mel fungou durante algum tempo e retirou o rosto que estava enterrado no pescoço da mãe.
-Pode ser as 3P's? - Mel perguntou com os olhinhos brilhando.
-3P's? - Victória franziu o cenho.
-É, são as bruxinhas super-poderosas, Paty, Pri e Pam. Elas são muito legais, elas lutam contra os homens maus e... - Mel fazia gestos rápidos com as mãos simulando um luta.
-É um desenho animado? - Victória perguntou ainda confusa.
-É, e é muito, muito, muito legal! Todas as minhas amigas tem! - A garotinha de cabelos vermelhos prendeu a respiração em expectativa.
-Contanto que você me prometa que vai ter cuidado e ser uma boa menina, eu compro as 3P's para você. - Victória riu ao sentir a filha jogar-se em seus braços sorrindo.
-Espera só até minhas colegas verem. - Mel falou animada.
Victória alisou novamente os cabelos vermelhos da filha e sentiu seu coração aliviar um pouco mais ao saber que ela ficaria bem, pelo menos a tristeza havia saído dos olhos cor de mel.
Logo a ruiva recomeçou a arrumar sua mala, olhou no relógio, eram doze horas e o moreno ainda não havia chegado.
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Por mais que se tentasse, por mais que se fosse voltar logo, por mais que fizesse o possível para que aquilo não doesse tanto, despedida era sempre algo doloroso. Sempre olhos marejados, quando não inundados de lágrimas. Era isso que Victória via na sua frente, Molly Weasley se desfazia em lágrimas no aeroporto. A família Weasley fez questão de levá-la até lá e Victória podia ver que grande parte deles olhava curioso para o local.
-Você tem mesmo que ir? - Molly repetia pela vigéssima vez.
-Sim, mas não se preocupe, vou apenas resolver tudo. - Victória repetia pelo que seria a milésima vez e abraçou a mulher novamente.
Assim que ambas soltaram-se do abraço Mel pulou em seu colo.
-Mamãe vai voltar logo vovó. - A garotinha afirmou um pouco mais animada.
Todos os que estavam presentes sorriram, Victória já havia se despedido de todos. As pessoas sempre desejavam que ela voltasse logo e corresse tudo bem, estava começando a se acostumar com aquele clima familiar, podia até dizer que já havia gravado a maioria dos nomes das pessoas ali presentes: Carlos, Fred, Jorge, Gustavo, Laica, Gui e a moça de cabelos loiros que infelizmente ela não lembrava o nome... mas nenhum deles, apesar de serem sua família, tinha um par de olhos verdes vibrantes e cabelos espetados. Harry não havia aparecido, ela iria embora e eles nem sequer haviam se despedido, mas o que mais a preocupava era o que estaria acontecendo ao moreno, ele poderia estar correndo perigo.
-Boa sorte Gi e volte logo. - Hermione abraçou a ruiva assim que Molly permitiu.
-Ah... sim... - Victória respondeu aérea.
-Não se preocupe muito, sei que é impossível não se preocupar, mas eles sabem se cuidar, o que nos resta mesmo é esperar. - Mione falou sabendo muito bem a angústia pela qual a amiga passava.
Victória sorriu agradecida, Hermione mais do que ninguém sabia o que se passava com ela, afinal, ambas compartilhavam do mesmo sentimento. Harry e Rony estavam em uma batalha e ninguém saberia dizer se os dois sairiam vivos.
-Atenção passageiros do vôo 1448, com destino a Aústralia, última chamada para embarcar.
A ruiva ouviu a voz alta ser projetada na fonia do aeroporto, olhou para trás na esperança de ainda ver o moreno chegar correndo e coberto de cinzas como da primeira vez que o viu, porém isso não aconteceu. Sentiu algumas pessoas ainda lhe abraçarem, mas sua atenção não estava ali.
Endria achava muito interessante as revistas da banca do aeroporto, já havia se despedido da maioria das pessoas ali presente, tudo estava normal, não havia porque se sentir mal por nada. Largou a revista que olhava, sem ao menos ter lido a capa, assim que ouviu a voz na fonia. Caminhou até Victória que estava sendo abraçada novamente pela mãe e seus olhos se encontraram com o de um certo ruivo.
-Boa viajem. - Disse Fred erguendo a mão.
-Claro, obrigada. - Endria respondeu da maneira mais polida possível e mesmo sabendo o que ele faria apertou a mão dele.
Assim como a loira previa Fred a puxou e abraçou, um abraço de amigo, apenas isso. Endria não sabia por que algo aqueceu seu peito, e ao sentir as mãos dele pressionarem sua costa de forma carinhosa, sem nenhum indício malicioso, relaxou o rosto no ombro do ruivo. Não sabia por que, era como uma coisa normal, a coisa mais normal do mundo era abraçá-lo e relaxar nos braços dele, pelo menos naquele momento aquilo fazia sentido.
Como o cheiro que exalava do corpo dela era bom, ele não saberia dizer o que havia de diferente, mas era o melhor cheiro do mundo na sua opinião.
-Vamos!
Endria ouviu a voz de Victória e soltou-se do abraço. Olhou desconcertada para o ruivo e colocou uma irritante mecha de cabelo para trás da orelha.
-Tchau. - Disse virando as costas.
-Tchau e não morra de saudades. - Fred falou sorrindo ao ver o rosto dela tomar um tom avermelhado de pura irritação. Como ele adorava vê-la irritada.
Endria não respondeu apenas olhou-o novamente e virou-se indignada, como ele era irritante.
-Então, vai virar mesmo minha cunhada? - Victória perguntou percebendo a irritação da amiga.
-Não enche. - Endria respondeu enquanto puxava a mala.
-Me conta logo. - Victória pediu fazendo o mesmo que a amiga, sorrindo com a cara emburrada dela e tentando desviar os pensamentos tristes que lhe vinham.
-Tirei apenas uma casquinha dele. - Endria falou com cara de descaso.
-Nossa, você está se aproveitando do meu pobre irmão indefeso? - Victória ironizou ganhando um tapa no ombro.
-Pobre e indefeso são coisas que ele não é. - A loira sorriu de viés. - Digamos que nós dois soubemos aproveitar o momento, apenas isso.
Por um instante os olhos de Victória lembraram muito o de um elfo doméstico, arregalados como dois pratos.
-É, isso mesmo que a senhora pensou. - Endria viu o olhar da amiga ganhar um tom maroto. - Mas nem tanto Dona Victória, foi apenas sexo, só isso.
-Nossa, como você é cruel. Sexo? Só sexo? - Victória completou exagerando no tom de espanto, enquanto entregava o bilhete para a comissária de bordo do avião.
-Você me conhece Vick, eu sou assim, as coisas são simples, foi apenas sexo, como sempre foi para mim. - Endria resumiu imitando o gesto da amiga.
-Não, você não era assim, tirando conclusões do que você me contou, mocinha inocente do interior. - Victória falou ao lembrar-se das longas conversas que chegaram a ter sobre o assunto.
-É verdade, eu podia não ser assim quando vivia em um mundo completamente diferente, mas esse mundo exige pessoas com outras atitudes. Eu aprendi a ser assim e não sou mais um garota ingênua do interior. - Endria desabafou.
-Você não devia querer levar a vida desse jeito tão duro e... - Victória colocou as mãos no ombro da amiga enquanto procuravam por suas poltronas.
-É melhor não brigarmos de novo por causa disso, sei que você já tem problemas suficientes. - Endria sorriu e tentou mudar de assunto. - E o Harry?
Victória entendia perfeitamente e aceitou a decisão da amiga em querer mudar de assunto, pena que a nova conversa era algo que a deixava triste.
-Foi para uma batalha. - Respondeu enquanto se sentava.
-Hum... por isso ele não veio, e por isso essa cara deprimida... - Endria sentou-se na poltrona ao lado da amiga.
-Ei, eu não estou com a cara deprimida. - Victória respondeu passando a mão no rosto.
-Ah está sim. - Endria sorriu ao ver a careta da amiga.
-Tá, eu sei que estou com a cara deprimida. Mas você quer o que? Não consegui me despedir dele e... e eu queria tanto falar com ele...
-Tá com aquela cara de adolescente novamente. - Endria brincou, sabia que era o melhor jeito para tirar a amiga da tristeza.
-É, o mesmo que acontece quando você fala, mesmo que irritada, do meu maninho. - Victória alfinetou.
-Não inventa, e não muda de assunto.
-Tá, eu pelo menos assumo, fico com cara deprimida, de adolescente e eu... eu ... eu gosto dele. - Victória falou, achando que não existia nenhum outro termo para o que ela sentia, ou existia, e ela não queria acreditar.
-Sei. - Endria respondeu se acomodando melhor na poltrona.
-Senhoras e senhores, queiram afivelar os cintos de segurança para a decolagem do avião. Não é permitido fumar abordo e...
Victória afivelou os cintos e preparou-se para a decolagem, foram as únicas instruções que ela ouviu da comissária, o restante ficou fazendo apenas um leve barulho em seu ouvido. Olhou a pista que passava veloz pela janela ao seu lado, então a sua mente pareceu tomar conta da real situação, ela estava partindo. Mesmo sabendo que voltaria logo, ela sentia seu coração ser comprimido, cada vez mais à medida que o avião ganhava força.
Mel, o seu pequeno tesourinho estava ficando e junto com ele Harry, o moreno que havia aos poucos tomado conta de boa parte de sua vida, para não dizer toda ela. Havia chegado com cuidado, em um momento que ela estava assustada e sem rumo, com uma enorme vontade de sumir, de se esconder, mas ele não permitiu, ele a mostrou o lado bom das coisas, a mostrou como a vida poderia ser diferente e de repente ela já não estava mais só, ele fazia parte de sua vida e tudo não fazia o menor sentido se não estivesse perto dele. O avião ganhou velocidade e subiu, um leve frio na barriga a atingiu, mas ela sabia que nada tinha haver com a decolagem, ela sabia que se devia a algo que ela própria havia concluído naquele exato momento. Harry era importante demais em sua vida; Harry havia se tornado essencial, tão essencial a ponto de sentir o perfume dele apenas por pensar nele; Harry havia lhe dado uma alegria que ela pensaria não existir na vida, um novo horizonte, novas perspectivas; Harry fazia seu coração pular descontrolado; Harry a fazia sentir coisas que nenhum outro conseguira; Harry a fazia tremer apenas com o som de sua voz; Harry a fazia rir até das coisas mais bobas; Harry que com o olhar cheio de amor deu a sua vida um novo ritmo, um novo som, a tornou florida e cheia de graça... Enfim, naquele exato momento Victória descobriu que o amava, tão forte, tão profundo e concreto que pareceu não haver nada mais obvio, nada mais natural do que aquela afirmação: Ela o amava.
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N/B: Ai Merlin, a crise de abstinência que eu estava dessa fic tava quase se agravando. Perdi até as contas de quanto tempo ela estava abandonada! Hahahaha Ah tá, chega de drama vai, minha mana linda tinha tirado umas férias...por isso nós ficamos assim, abandonados, sozinhos, jogados de lado! Olha o drama de novo! Rsrsrs Bom, o importante é que ela voltou com tudo, o cap tá maravilhoso, vcs vão ver que são várias emoções, com cenas fofas, tristes, e quentes, muito quentes! A Mel tá mais fofa do que nunca! Ela caprichou viu gente! Não briguem com ela não, ela nos compensou pelo tempo que nos deixou aqui, sozinhos e tristes!
Paty, amiga, amei o cap, só não demora para postar o próximo pq ai não sei se vai adiantar pedir para o povo não te azarar! Amo-te! Beijos
N/A: Olá pessoal aqui é uma amiga da Paty, ela pediu pra eu postar pq tava com medo de ser azarada hauhauhaauh... tá, eu sei que ninguém vai acreditar nisso, sou eu mesma, carne, osso e gostusura kkkkkk... gente sei que não adianta pedir desculpa porque ninguém mais vai me perdoar, mas, sempre tem um mais, tenham pena de mim (cara de cachorro abandonado, molhado e desesperado) eu escrevi 29 páginas de capítulo, foram quase dois né? rssssssss... Amo todos vcs já falei isso e um beijo enorme no coração:
Lili N – Obrigada pelos comentários querida e vc não é repetitiva rsrsrsrs... vc quer a irmãzinha da Mel? Hauahauahu... to pensando sobre isso rsssss... veremos. Beijos.
Miaka-ELA – Que bom que gostou da Gi e do Harry e tadinha da Endria (olhar malvado) veremos se ela é má ou não, eu não sei de nada rsssss...beijos.
Lola Potter – Obrigada pelo comentário, beijos.
Lívia Cavalheiro – Que bom que vc gosta da Mel, espero que tenha gostado da musica dela hahahahah... Beijos e obrigada pelo comentário.
Gina W. Potter – Não vão enjoar? Gostou dessa Nc? (olhar malicioso) acho que foi uma experiência nova para mim, escrever uma cena de amor em que os personagens não queriam que fosse uma cena de amor rssss... Ah, em relação ao Sirius nem se meta ele é MEU!!! (olhar maníaco) tudo bem, o ciúme esta passando, afinal a lua-de-mel com ele foi tudo hauahuahauhau... Que bom que vc lembrou da parte que a Endria falou que nem tudo é o que parece, as vezes acho que niguém nota as pistas que costumo dar nos capítulo rsss... beijos e obrigada.
Remaria – Obrigada pelo comentário mana, beijos e vou aparecer na comunidade, me aguarde.
Amanda Delacourt Black – Ai mana que elogio lindo (envergonhada), fico tão feliz de saber que eles parecem reais, que bom que consegui fazer isso, espero sempre corresponder as suas espectativas. A Endria má? Não sei de nada (cara de desentendida).
Doug Potter – Obrigada pelo elogio, beijos.
Georgea – Sei que vc não enjoa de Nc hauhauahauhauah... mana obrigada pelo carinho, beijos enormes para vc.
MarciaM – Poxa nem gostou do meu capítulo buaaaaaaaaaaaaaaa... mas vc acertou em falar que o próximo ia pegar fogo hihihihihi... espero pelo menos. Perguntas, perguntas e mais perguntas e eu respondo: (olhar sombrio) MISTERIO!!! Não fique com essa cara de brava, depois eu conto hauhauahauha... ah, e vc lembrou da música, acho que só nós hauahua... ei, vc quer alguém no elevador??? hahahahahah... não se preocupe acho que temos um casal propicio a isso hihihihih...
Tonks Butterfly – Gostou da Mione grávida né? Vamos ver quem será a próxima hahahah... beijos e obrigada pelo
Srta.Black – Que bom que vc gostou e ainda pode saber realmente o que a Gina está passando rssss... Beijos e obrigada pelo comentário.
Sueniaaraujo – Pense em uma pessoa que me cobra capítulos? Ahuahauhauhauahauh... obrigada pelas conversas no msn e pelo estimulo, eu sempre preciso de uma pressão para escrever, pq meu tempo é muito corrido. Beijos e obrigada mana.
Mérope Slytherin Houghton - Você é uma graça hauahuahauhauh... ainda ficou tímida no msn comigo rsssssss... não se preocupe eu não mordo e amo seus comentários hilários kkkkkk... obrigada pelo seu incentivo e não se preocupe vamos ver no que isso dará (olhar misterioso) Beijos enormes!!!
Michelle Granger – obrigada pelos elogios fico muuuuuuuito feliz e que bom que vc gosta mesmo do modo como escrevo espero que esteja sempre por aqui.
Sally Owens – OI MANAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! (abraça) ai que saudade de vc!!! Espero que sua mudança tenho ocorrido bem, vc sabe que sempre que escrevo essa fic penso em vc rssssssssss... Ah que bom que vc gostou do beijo, foi idéia sua mesmo rsssss.... obrigada. BEIJOS ENORMES AMIGA!!!
Kakau – Obrigada pelo comentário e que bom que gostou do roniquinho hauahauah... beijos.
Priscila Bananinha – Obrigada por comentar beijos.
Livinha – Obrigada pelo comentário, mas nem vai ser tanto tempo assom de viajem rssssss... beijos.
Lis_Strange – GEMOLAAAAAAAAAA!!! (abraça) beijos para vc amore!!!
Maria Lucinda Carvalho de Oliveira – Obrigada pelo comentário, pelos elogios e pelo desejo de boa viajem rsssssss... só vc mesmo, morrer de inanição? Hauhauahauh...beijos enormes!!!
An Carolina Guimarães – Obrigada pelos comentários pedindo atualização rssss... isso me dá um desespero imenso hauhauahauh... ai eu escrevo logo rsssss... beijos enormes e obrigada novamente.
Kika Martins – Fico feliz que tenha comentado e obrigada.
Mary Silva – Poxa mana desculpa pelo demora, um beijo enorme e espero que o cap tenha compensado.
Sonia Sag – hahauahuahauahua... mana vc é hilária, onde se arranja um ruivo daqueles? Kkkkkkkkkkkk... só vc mesmo, obrigada por sempre comentar aqui TE DOLO!!! Beijos enormes.
Gabi W. - Eis a mulher que o msn não me deixa falar hauahuahau... prima que coisa chata nossa net, aff... pq vc não aparece para mim? Bem, deixa isso pra lá, um grande beijo e obrigada pelo comentário.
Nicole Evans- PRIMAAAAAAAAAAAAA!!! Vc sumiu, não me ama mais aff... (faz beiço) Gosta do filme “e se fosse verdade” ai eu tb adoro e acho que tem haver rssss...obrigada pelo elogios e continue sempre por aqui. Ah, desculpe por não ter passado na sua fic, mas vc deve ter percebido como eu ando, não to lendo nada, sem tempo totalmente. Beijos.
Bernardo – Obrigada pelo comentário, beijos enormes.
Priscila Louredo – MANA LINDAAAAAAAAAAAAAAA!!! Viu sua surpresa??? As 3P's YESSSS!!! Sopos as bruxinhas super poderosas e a Mel vai brincar muito conosco hauhauahau... beijos amore nos falamos no msn.
Eleonora – Obrigada pelos comentários, beijos enormes e espero que tenha gostado desse capítulo tb.
Pamela Marul – MANAAAAAAAAAAAAAAA LINDAAAAAAA!!! Viu as 3P'S tb né??? VIVA!!! hauhauahau... um obrigada bem grande por me ajudar sempre, desculpe por não ter te ajudado com o Africano, fiquei com remorso hihihihi...obrigada por tudo mana. TE AMO!!!
Kika – Olá, é vamos ver se o desejo da Mel se realiza (olhar pensativo), fico feliz que tenha gostado do capítulo, um beijo imenso.
Srta. Lu – Ai que prazer, fico imensamente feliz por vc ter gostado da minha humilde fic rsssssss... Conseguiu imaginar a Mel hauahuahu... vou colocar a foto dela na minha comunidade, assim vcs poderão ver. Obrigada pelos elogios fico muito feliz e continue sempre por aqui.
Luca Lovegood – Obrigada pelo comentário.
Claudio Souza – Fico feliz que continue gostando da fic e me perdoe por não ter passado na sua fic, mas vc deve ter percebido como meu tempo esta limitado, mil perdões e beijos!!!
Victor Farias – Poxa eu não sou malvada, sou boazinha (cara de anjo), beijos para vc e obrigada pelo comentário.
N/A: Bem pessoal é isso, espero que todos tenham gostado e me perdoado especialmente rssssss... BEIJO NA BUNDA DE TODOS e entrem na comunidade:
https://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25567175
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