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8. Brincado de gato e rato part.


Fic: Sr. e Sra. Malfoy


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"Brincado de gato e rato part. II"


 




HERMIONE

Ah, minha linda casinha...
Minha equipe esquadrinhava todos os cômodos, virando tudo de cabeça para baixo. Tive de morder a língua para não gritar: “Parem! Parem!”
Era a casa com a qual eu havia sonhado desde menina. Bairro bom, rua boa, quintal grande.
Dentro, tudo era espaçoso e bonito. Carpete grosso. Xícaras de porcelana enfileiradas numa prateleira. Geladeira sempre estocada com o que há de melhor. E um lindo quarto compartilhado com um marido lindo, o marido dos meus sonhos.
Tudo perfeito. Como as casas que aparecem nas revistas.
E agora uma equipe de agentes bem treinadas jogava tudo abaixo, desterrando os seus segredos mais íntimos.
Gina berrava ordens como um sargento do exército:
— Coisas esquecidas nos bolsos. Recibos. Caixas de fósforos. Vocês sabem o que fazer.
Sim, elas sabiam. E eu sabia também. Quantas vezes já não havia revirado pelo avesso a vida de alguém até que tudo se reduzisse a impressões digitais e pedacinhos de fibra?
Eu mesma havia treinado aquelas mulheres; sabia que eram boas, e também o que estavam fazendo ali. Investigavam a “cena do crime”, à procura de todo tipo de pistas. Logo estariam bisbilhotando os e-mails de Draco, examinando nossas contas, vasculhando nossas gavetas, nossas recordações, nosso lixo.
Como se dissecar as coisas fosse me ajudar a compreender melhor a situação.
Disse a mim mesma para voltar à realidade, para fazer o que precisava ser feito. Quanto antes melhor.
Passando pela sala de estar, vi Cho levantando uma estatueta de vidro e gelei.
— Deixa que eu cuido disto.
Ignorei o olhar condescendente no rosto dela e embolsei o enfeite. Sim, eu havia guardado um pequeno suvenir do passado. Que mal haveria nisso?
Mal nenhum, eu estava imune. Derramei uma caixa inteira de fotos no chão e sequer me senti tentada a olhar para elas.
Mas então caí de joelhos. Ao lado da pilha de fotos, encontrei um jornal amarelado, um jornal de língua espanhola com uma flor seca escapando das páginas.
Peguei-o com todo cuidado, lembrando...
Nossa primeira “manhã seguinte” juntos. O café con leche, o jornal com aquela florzinha selvagem e reles escondida na dobra, um singelo presente de amor.
Até mesmo um marciano teria sentido uma centelha de nostalgia.
— Encontrou alguma coisa? — perguntou Luna.
Levantei o rosto e vi que minha amiga me observava. Desfiz o nó na garganta e respondi:
— Estou apenas checando os bens pessoais do nosso alvo. - Joguei o jornal sobre a pilha de fotos e saí da sala.
Vagando de um cômodo a outro, fiscalizando o trabalho da minha equipe, tive a sensação de que via minha própria casa pela primeira vez. Lembrei-me de como estava a sala de visitas quando nos mudamos: totalmente vazia, e cheia de esperanças. Na primeira noite, Draco e eu dividimos uma pizza e uma garrafa de vinho, jantando à luz de velas sobre um caixote emborcado. E depois fizemos amor ali mesmo...
Senti um aperto no coração. Fazia anos que eu não pensava naquela noite.
Agora a casa estava completamente mobiliada e lindamente decorada com peças elegantes e caras.
Quando foi que tudo isso deixou de ser tão maravilhoso?
Sem nenhum motivo específico, subi as escadas e parei diante de uma fotografia emoldurada: eu e Draco em Coney Island, sorrindo.
Sorrindo e mentindo.
Senti que alguém me observava e olhei pela porta da suíte.
Meu enorme urso de pelúcia estava sentado à beira da cama, acenando com seu sorriso pateta. Sorri de volta, lembrando-me do dia em que ganhei este fremiu, numa feira de rua em Little Italy. Da expressão no olhar de Draco quando eu...
Então vi uma faca afundar no coração do urso. Uma de minhas colegas havia cortado a pelúcia e começava a vasculhar o estofo à procura de pistas. Outro nó na garganta.
Mas levantei o queixo e respirei fundo. Eu não ia chorar. Minha vida naquela casa tinha sido apenas um disfarce esperto, só isso.
E então ouvi a voz de Draco dentro do quarto.
Meu Deus! Ele estava ali? No meio daquela confusão toda?
Fui correndo ver o que era e me deparei com um cenário parecido com uma festinha de colegiais. Algumas das minhas colegas estavam aboletadas na cama, assistindo a uma fita de vídeo que eu havia gravado numa viagem de férias.
O Sr. e a Sra. Malfoy dançando na praia.
Dali saíra a voz de Draco. E minha voz também. E risadas. Muitas risadas.
- O que é isso? — perguntei.
- Aparentemente sua lua-de-mel — respondeu Alicia.
 - Sei muito bem o que é! — desferi. — Quero saber o que vocês estão fazendo com essa fita!
- Pesquisa — disse Anna, defendendo-se. — Informações adicionais. Sobre o alvo. — As outras garotas concordaram com a cabeça.
Ah, não! Eu acabara de descobrir que meu casamento tinha sido uma farsa e que meu marido era um perfeito desconhecido; não estava em condições de assistir ao vídeo da minha lua-de-mel!
— Nunca te vi assim, tão feliz — suspirou Alicia.
Não estava disposta a ver aquele vídeo em que eu aparecia feliz nos braços de Draco. Não queria me lembrar do calor daqueles braços. Um dia cheguei a achar que meu passado se resumia a uma pálida sucessão de lembranças. Mas agora sabia que era bem pior.
Tinha sido uma enorme mentira.
Mesmo nossa lua-de-mel...
Chamas de ódio consumiram o que ainda sobrava do meu coração.
E no entanto falei com a frieza de um iceberg:
— Muito bem, meninas. Vocês não têm mais nada pra fazer aqui. - Relutantes, elas se escafederam do quarto. Peguei o controle remoto com a intenção de parar o vídeo e desligar a TV.
Mas não pude me conter. Como alguém que passa por um acidente na estrada e não consegue desviar o olhar. Sabia que não devia fazer aquilo, mas acabei sucumbindo à curiosidade mórbida e olhei.
Minha nossa... Draco e eu... numa ilha paradisíaca. Rindo, beijando, fazendo palhaçadas. Como se a vida fosse tão bonita e ensolarada quanto o céu acima das nossas cabeças.
Quase não reconheci a mim mesma. Seria possível tanta felicidade assim?
“Não”, respondi mentalmente. “Tudo não passou de um sonho. Um sonho lindo e delicioso, mas... infestado de mentiras!”
Apertei o botão do controle remoto e meu passado sumiu como teria sumido um filme da Disney. Sei lá, Cinderela, ou qualquer um desses filmes de garotinhas iludidas.
Fui até a TV, retirei a fita e arquivei-a em seu devido lugar.
Na lata de lixo.
Depois disso, decidi deixar o resto da tarefa nas mãos da minha equipe. Eu já havia olhado nos olhos do dragão e não tinha mais nada para fazer na casa.
“Casa que já não era minha”, não pude deixar de pensar.
Mas, do lado de fora, eu ainda tinha uma última coisa a inspecionar.
O anexo que servia de quartinho de ferramentas.
Meus domínios sempre tinham se limitado à cozinha — caramba, eu havia aprendido a cozinhar por pura necessidade. Na infância, não tive alternativa: era cozinhar por conta própria ou morrer de fome. E então me dediquei à culinária com a mesma mania de perfeição com que me dedicava a tudo o mais na vida. E por fim me transformei numa verdadeira gourmet.
Mas o quartinho de ferramentas era território exclusivo de Draco. Jamais quis saber o que ele fazia ou guardava ali. Mas agora, pensando bem, não havia dia em que ele não passasse por lá.
Então entrei ali com voracidade, certa de que havia encontrado uma mina de ouro. Levantei o interruptor, e uma lâmpada pendurada ao teto iluminou o lugar.
Que bagunça!
Abri todas as caixas de ferramentas, vasculhei as gavetas. Não podia sequer imaginar para que servia grande parte daquela tralha. E então... percebi uma coisa.
Enquanto caminhava, ouvia meus passos ecoarem ligeiramente sob os pés.
Sorri. Piso falso!
Pisei mais forte. Mais ecos.
Eu havia encontrado o centro da mina!
Peguei uma lanterna e entrei em ação.
Imagino que Draco jamais suspeitasse que um dia alguém pudesse desconfiar dele. Não ali, naqueles subúrbios endinheirados e convencionais.
A entrada da caverna estava escondida, é claro, mas não tive dificuldade para encontrá-la. Empurrei uma espécie de bancada e lá estava: um alçapão trancado. Ora, cadeados com segredo eram uma das minhas especialidades e não levei mais que alguns minutos para abri-lo. Por fim, joguei-me no buraco.
Iluminei as paredes com a lanterna.
Santo Deus! Eu estava diante de um verdadeiro arsenal!
O lugar regurgitava de armas, de todos os tipos e tamanhos! Um supermercado de material bélico!
E nas prateleiras, pilhas e mais pilhas de cédulas, de todos os valores. E muitas notas estrangeiras também. Mais dinheiro do que a agência local do nosso banco jamais tinha visto em seus cofres.
No meu rosto, o primeiro sorriso espontâneo do dia. Limpar o quartinho de ferramentas nunca havia sido minha idéia de felicidade. Mas naquele dia em particular nada me deixaria mais feliz.
As meninas apareceram pouco depois e ficaram tão chocadas quanto eu.
— Vamos levar tudo isso — eu disse. — Tudinho!
Como o Grinch que roubou o Natal, rapidamente empacotamos os brinquedinhos de Draco e levamos tudo para cima. Já na rua, fiquei satisfeita ao ver minha equipe encher uma van inteira com fronhas e lençóis estufados de armas.
Duas garotinhas da vizinhança passaram por mim, curiosas.
 - O que é isso aí? — uma delas perguntou.
 - Festa no jardim, meninas — respondi com um sorriso.

DRACO

Olhei rapidamente para o relógio.
Ainda havia tempo para um último gole.
Tirei do bolso o cantil de prata, desenrosquei a tampinha e levei o gargalo à boca.
Mas parei quando vi a dedicatória. Foi como se eu a estivesse lendo pela primeira vez.
“Às balas que não nos encontraram. Hermione.”
Porra. Uma mensagem oculta do passado.
Seria aquilo uma advertência? Seria possível que ela já soubesse, naquela época — mesmo quando se contorcia e gemia ao meu toque, mesmo quando sussurrava doces promessas no meu ouvido —, que as balas que me perseguiriam no futuro viriam dela?
Diabos. Subitamente perdi o gosto pelas bebidas grã-finas, especialmente por aquelas que derramavam de um cantil de prata. Voltei a tampinha ao gargalo.
Pensei em jogar aquela porcaria na lata de lixo.
Mas decidi ficar com ela. Como lembrete da minha própria estupidez.
Guardei o suvenir no bolso e tomei a direção do boteco mais próximo.
Senti uma súbita vontade de tomar cerveja. Qualquer coisa muito gelada. Algo barato, mas honesto.

HERMIONE

Na sala de reuniões da Triple-Click, as máquinas zumbiam como um Jaguar bem-regulado à espera do sinal verde. Assim como eu.
- Muito bem, o perfil do alvo é a nossa maior prioridade, meninas. Dedicação integral. Utilizem todos os meios necessários: grampos telefônicos, cartões de crédito. Varredura magnética de todas as freqüências civis.
- Com o quê, Hermione? — perguntou Angelina.
Tirei da gaveta um minúsculo microcassete. Todas olharam com curiosidade. Mas quando apertei o play, viram que não se tratava da engenhoca high-tech que aparentava ser.
“Olá, você discou para Draco e Hermione Malfoy. Não estamos em casa neste momento, por favor deixe seu recado logo após o sinal... Biiip!”
As meninas arregalaram os olhos, mas preferi ignorá-las.
- E vasculhem todos os bancos de dados à procura de...
- À procura do quê? — interrompeu Luna, com sarcasmo. — De Draco Malfoy?
 Abri a boca para dizer alguma coisa, mas as palavras sumiram. Embora me custe admitir, senti o rubor se espalhar lentamente nas minhas bochechas.
Luna estava coberta de razão. Draco Malfoy... Onde é que eu estava com a cabeça? De repente me dei conta de que ignorava totalmente o nome verdadeiro do meu próprio marido.
Que humilhação! Sem falar em todo o resto.
As garotas olharam para mim com uma expressão de pena.
E isso me deixou fula da vida!
— Encontrem o homem — rugi.
Tudo bem. Reconheço que não agi com minha fleuma tradicional. Mas, dadas as circunstâncias, achei que tinha o direito.
— Hmm, Hermione — disse Gina timidamente. — Acho que já o encontrei.
Meu coração saltou como o de um leopardo que acaba de localizar sua presa. A equipe inteira se virou para Gina. Ela ficou pálida.
— E então? — perguntei. — Onde está ele?
Gina engoliu a seco.
— Está aqui. — Ela pressionou algumas teclas de seu computador, ampliando sobre a tela uma das muitas imagens do nosso sistema de segurança.
Câmeras de vigilância apontavam para o elevador quando as portas se abriram.
Vazio!
Achei que ele pudesse estar escondido. Fechei o zoom, à procura de uma sombra, uma unha, qualquer coisa invadindo o campo de visão da câmera.
Nada. Epa... Algo cintilou no chão do elevador.
Fechei o zoom ainda mais.
Um minúsculo disco dourado rebatia as luzes do elevador. Uma aliança. E dentro daquela promessa de amor eterno, outra promessa:
Uma bala solitária.
O recado de Draco estava dado.
— Invasão do sensor térmico no perímetro — informou Cho de repente.
 A tela do computador exibia uma reprodução tridimensional dos dutos do sistema de calefação — bem como a termoimagem de um homem se arrastando através deles.
Meus olhos fizeram a pergunta.
Luna apontou para o alto.
Juntas, todas nós olhamos para o teto, à espera de algum ruído.
Riiiiiing!
Pulei de susto quando meu celular tocou. Atendi sem desgrudar os olhos do teto. Não precisava olhar para o identificador de chamadas para saber quem era.
- Já disse um milhão de vezes que não gosto de ser importunada no escritório — fui logo dizendo.
- Primeiro e último aviso, Hermione — disse Draco, sem nenhum preâmbulo. — Você precisa desaparecer. Agora.
- E por que eu faria isso?
- Porque — ele disse — eu posso apertar o botão a qualquer hora, em qualquer lugar.
Não resisti.
— Querido, você não acharia o botão nem com uma lupa e um mapa.
Um momento de silêncio.
- Draco?
— Você está cinco segundos atrasada.
Ouvimos uma pancada metálica no alto e seguimos o ruído através do teto, parede abaixo, até uma saída de ar...
Meu Deus, ele não estava brincando! Uma granada minúscula rolou para fora e continuou deslizando pelo chão. Mais parecia um brinde do McDonald's ou uma granadinha da Barbie. Mas eu sabia que aquilo não era brinquedo nenhum.
A poucos milissegundos da morte, não havia tempo para que meu cérebro ordenasse às minhas pernas para- dar o fora dali!
— Bum! Você está morta — berrou Draco. As últimas palavras que eu ouviria.
Um pequeno estalo, e um clarão intenso iluminou a sala. Fugimos para todos os lados, cedendo a um impulso derradeiro e inútil.
E então...
Vi que não estava morta.
A granada cuspia uma fumaça vermelha e chiava. Era inofensiva.
Pelo menos assim esperávamos.
Mesmo que fosse, eu estava certa de que Draco não mandaria outro aviso. Nossa história logo chegaria a um fim, fosse de que jeito fosse.
Do meu jeito, de preferência.
— Plano de evacuação C! — berrei para minha equipe. — Rápido!
Joguei-me sobre o primeiro teclado que vi e digitei um comando: o disco rígido foi completamente esvaziado.
As meninas recolheram todas as pastas de arquivo, as de papel, e jogaram-nas numa urna de incineração. Sem titubear, Luna lançou na mesma urna um dispositivo incendiário e — wuuufl — adeus arquivos.
Nossos múltiplos planos de evacuação iam longe no alfabeto, mas quase todos especificavam que nada que pudesse nos incriminar — nenhum pedacinho de papel, nenhuma vírgula, nenhuma pegada — fosse deixado para trás.
Enquanto eu terminava de limpar os computadores, as meninas desviaram seus esforços para as paredes do escritório: com alguns movimentos hábeis, abriram tapumes secretos e retiraram lançadores portáteis de seus compartimentos igualmente secretos.
Também escondida ali, uma fileira de botões era reservada para uma fuga de última hora. Pressionados estes botões, as janelas se estilhaçariam numa série de explosões centrípetas que cobririam o escritório inteiro de pedacinhos de vidro, parecidos com gelo moído.
Em seguida, as meninas passaram os fios de kevlar dos lançadores por âncoras presas ao teto. Assestaram os dispositivos na direção das janelas e dispararam garras de metal, também atadas aos fios de kevlar, rumo aos prédios vizinhos.
Ouvi com prazer o barulhinho produzido pelos ganchos quando se engastaram nos telhados. Tão logo os fios se retesaram, os lançadores alçaram ao teto, criando rotas de fuga firmes e seguras.
 Luna buscou um kit de polias e alças e atou as engenhocas às cordas; por fim, uma a uma, as meninas saltaram das janelas e voaram pelo breu da noite — cinqüenta andares acima da Mãe Terra.
Foi uma linda manobra, bem planejada e bem executada, mais rápida do que toda essa longa descrição poderia sugerir. Eu admirava profundamente a competência e a sensatez da minha equipe. Mulheres de fibra, sem dúvida alguma.
— Venha, Hermione! — gritou Luna enquanto eu apagava o último disco rígido. Fiz um gesto rápido com a cabeça, indicando que não iria me demorar. Luna desapareceu pela janela.
Fiquei sozinha.
Dei uma última olhada no escritório tomado de fumaça. Aquele lugar tinha sido para mim uma espécie de porto seguro, uma ilusão de permanência em minha vida. Tinha sido um enorme prazer trabalhar ali.
Mas era hora de partir.
Dei à velha sala um emocionado adeus, peguei o meu lançador e disparei.
Eu havia acabado de atar a polia quando pensei ter ouvido alguma coisa.
Virei o rosto e vi Draco pulando do teto.
Ele se virou na minha direção, arma em punho, e buscou o meu olhar através da fumaça.
Poderia atirar a qualquer instante.
“Está vendo?”, lembrei a mim mesma. Naquele ramo, um mísero segundo de sentimentalismo muitas vezes significava morte certa.
Devolvi o olhar de Draco com um esgar de desafio.
Ele hesitou.
O suficiente para que eu desse o fora. Com a adrenalina a mil, saltei pela janela.

DRACO

Eu poderia ter atirado ali mesmo, mas cometi a burrice de olhar diretamente naqueles olhos de aço.
Não era o olhar tépido, enfastiado e oblíquo da mulher que eu pensava conhecer, mas um olhar de desafio, também duro como o aço. Aqueles olhos eram capazes de deter qualquer adversário com uma única mirada.
E por um instante senti uma arrebatadora excitação — não o tipo de entusiasmo juvenil que um catálogo de roupa íntima é capaz de despertar. Era como se... sei lá, como se minha mente, e não apenas o meu corpo, estivesse subitamente subjugada por ela. Como eu poderia destruir o que suscitava em mim aquele desejo de posse tão incontrolável?
Quando hesitei um segundo para decidir se acabaria com ela ali mesmo, aqueles olhos de aço cintilaram de maneira quase debochada.
Em seguida, com a naturalidade de alguém que entra num elevador, Hermione se jogou pela janela.
O coração batendo a mil, corri até o parapeito e vi que ela deslizava por uma espécie de corda.
Acho que naquele momento o tal desejo de posse bateu mais forte ainda — eu jamais deixaria aquele tesouro escapar!
Pulei atrás dela.
Isso mesmo. Pulei.
Embora não contasse com o benefício de um fio de kevlar. Nem de um pára-quedas.
Eu despencava em queda livre de uma altura equivalente a cinqüenta andares, tentando bolar um plano enquanto voava.
Hermione me viu e ficou devidamente chocada — quisera eu um pouco impressionada também.
Seria ótimo se ela não se importasse em receber uma visitinha naquele horário tão inconveniente.
Furando a escuridão, continuei caindo até me chocar diretamente com o corpo de Hermione. Agarrei os pulsos dela e depois seguimos juntos, pendurados na mesma alça.
O peso adicional diminuiu a velocidade da descida; o fio começou a perder tensão até se afrouxar completamente.
Então ficamos ali, pendurados no meio do fio de kevlar, braços e pernas entrelaçados num mesmo desejo de sobrevivência, cinqüenta andares acima das ruas, onde a borbulhante vida noturna da cidade prosseguia alheia ao nosso pequeno probleminha. Estávamos numa espécie de limbo, vertiginosamente suspensos no ar.
Acho que foi aquela altura toda que me deixou um pouco zonzo. No entanto, devo confessar que Hermione era o colete salva-vidas mais delicioso que eu jamais havia vestido em toda a minha vida.
Naturalmente, meu ego ficou um pouco avariado quando pude constatar que nosso inusitado abraço não havia produzido nela o mesmo efeito que havia produzido em mim.
— Você poderia ter atirado lá em cima — ela disse. — Mas não atirou. Um gesto delicado. E suicida.
Então ela ainda planejava acabar comigo! Não se divertia tanto quanto eu com aquele romântico rapel! Fiz menção de pegar a arma no bolso, mas Hermione apertou minha mão com a força de um alicate.
Puxa, onde será que ela vinha malhando? Meus dedos pareciam estar sendo esmagados por um maldito gorila.
— Fui descoberto lá em cima apenas porque eu quis — falei com sarcasmo. — Você é previsível, Hermione. Sei exatamente o que se passa dentro de você.
Virando o punho, Hermione conseguiu enfiar a mão no meu bolso, um gesto que eu teria apreciado muito fossem outras as circunstâncias. Era da minha arma que ela estava atrás.
— Não era essa a impressão que eu tinha quando estávamos na cama — ela disse. — Será que você mudou tanto assim?
Vaca! Agarrei-a pelo braço e fiz com que girasse no ar, de modo que agora eu a prendia pelas costas, meus lábios na altura das orelhas dela.
— Quem mudou foi você. Fazia muito que não demonstrava tanto interesse por mim.
Hermione tentou se desvencilhar, mas quanto mais nos debatíamos, mais nos apertávamos naquele abraço quente, molhado e perigoso.
— E fazia anos que a gente não ficava tão juntinho assim — emendei, sussurrando.
Opa. Hermione ficou tão furiosa com minha observação que finalmente encontrou forças para se desprender e virar, colocando-se face a face comigo.
O que não foi de todo mal. Um “papai-e-mamãe” de vez em quando tem lá o seu valor.
— Pode tirar o cavalinho da chuva — ela rosnou, contorcendo-se. Ofegava ligeiramente. Cansaço, ou seria algo mais?
Se dependesse de mim, ficaríamos pendurados ali por mais um tempo, mas corríamos o risco de chamar a atenção da polícia se não resolvêssemos logo aquela situação.
Apertei meu corpo contra o de Hermione e prendi o braço dela junto ao tronco, impedindo-a de levantar a arma e atirar.
— Quem vai tirar o cavalinho da chuva é você — devolvi. — Vai sair da cidade.
Ela grudou os olhos nos meus, nariz contra nariz, peito contra peito e... tudo o mais contra tudo o mais. Depois seus olhos faiscaram. O que lhe caiu muito bem, devo admitir.
— Está achando que vou me fazer de morta? — ela disse.
— Por que não? — respondi. — Foi o que fiz durante cinco anos de casamento.
— Seis anos!
Dei de ombros, e Hermione aproveitou a ocasião para executar uma impressionante manobra: arqueando as costas, liberou o braço e levantou a arma contra mim.
— Não vou a lugar nenhum — falou secamente.
Então respondi com outra manobrinha não menos impressionante: balançando o corpo e chutando para o alto, consegui arrancar com os pés a arma da mão dela. Um pouco de sorte e muita competência — com perdão da imodéstia — permitiram que eu pegasse a pistola no ar, antes que ela despencasse das alturas.
— Nem eu — falei. Com a arma na mão, eu estava em posição de vantagem. Aliás, a posição era ótima, como já foi dito anteriormente.
Pobre Hermione. Num derradeiro gesto de resistência, retirou não sei de onde uma faca. Uma faca bem chinfrim, diga-se de passagem. Balancei a cabeça em sinal de desdém.
— Já devia saber disto, Hermione: não se traz uma faca para um duelo de fogo.
— O duelo acabou, Draco — ela disse entre dentes. Depois rodou a faca no ar, mas não em direção à minha garganta, como era de se esperar.
Em vez disso, decepou o fio de kevlar acima de nossas cabeças, o fio que nos mantinha vivos lá em cima — em oposição a “mortinhos da silva lá embaixo”.
Caralho! Qual seria a intenção dela? Matar a nós dois?
Um milissegundo antes que a parte decepada do fio voltasse ao prédio do escritório de Hermione, soltei a arma e agarrei-me nela. Sabia que não teria outra chance de salvação.
Num arremedo de Indiana Jones, estendi as pernas para a frente enquanto despencava a mil por hora na direção de uma grande janela.
Craaaaaash! Estilhaços voaram por toda parte quando atravessei a vidraça, rolei no chão e fiquei de pé numa perfeita seqüência de movimentos. “Tacada de mestre”, pensei, tomado daquela euforia de quem sente em cada célula do corpo: “Ainda não foi desta vez!”
Limpei os cacos da roupa, voltei para o buraco que se abrira na janela e varri com os olhos o prédio da frente. Nenhum sinal de Hermione.
Respirei fundo e tomei coragem para olhar para baixo.
Nenhuma aglomeração de transeuntes; nenhuma mancha esquisita no asfalto.
Inacreditável. Nós dois havíamos conseguido sair vivos daquela enrascada.
Minha mulher estava à solta, em algum lugar, planejando sua próxima investida.
Que seja.
Eu jamais havia enfrentado um oponente tão valoroso. Ainda sentia o sangue ferver com a excitação da caçada. Estava pronto para a batalha seguinte. “Pode vir, meu amor, estou esperando.”
Ajeitei minhas roupas e virei-me para ir embora quando percebi, pela primeira vez, a presença de uma faxineira recostada na parede. Estava trêmula e agarrava ferrenhamente o cabo da vassoura.
Na verdade, fiquei envergonhado.
— Sinto muito pela bagunça — balbuciei. E sentia mesmo. Mas não tinha tempo para continuar ali e ajudá-la na limpeza. Tinha uma esposa para matar.


 


***




N/A: Pois é né??? rsrsrs


eu sei que faz uma vida que eu não venho aki nem postar e muito menos dar alguma explicação para vocês... mas é esses últimos meses tem sido dificil para mim... Motivo: Em final de maio do ano passado eu e meu primo sofremos um acidente de carro e eu me ferrei mais do que ele, então eu fiquei cerca de quase 3 meses sem usar o PC... até ai tudo bem, mas quando foi chegando meados de setembro eu começei a sentir fortes dores de cabeça  e eu não sabia o que era então eu fiu no médico e fiz uns exames que não acusaram nada, então eu fui em outro médico e ele me explicou que quando eu sofri o acidente de carro, (e quando minha cabeça bateu) na época não acusava nada mas parecia que tinha um leve inchaço no local em que eu bati com a cabeça... então lá fui eu novamente fazer outra cirurgia para a diminuir o inchaço. conclusão mais um mês e pouco de cama sem ter ascesso a net ou ao PC. Mas depois que eu fiz essa última cirurgia eu tenho me sentido muito bem e pretendo terminar todas as minhas fanfics paradas a muito tempo.


Então Bruna Behrens eu não desisti da fic e NEM pretendo, mas como eu disse fiquei meio que impossibilitada de postar esses últimos meses, mas com calma e muita paciência estou conseguindo me recuperar.


E por fim agradeço a compeenção de todos e embreve irei postar os outros cap. que já estou trabalhando para adaptá-los para o universo HP.


Bjos e até a próxima.


Ass.: Lady Granger Malfoy.


02/04/2012 ás 15:12.

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Comentários: 2

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Enviado por the em 01/07/2012

noooooooossa tem essa ultima cena no filme? pq eu boiei mesmo. mas adorei meio quente não rsrss?
humm to adorando essa fic e tá nas minhas favoritas naum deixa de escrever não hein.. 

Nota: 1

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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 03/04/2012

Estou torcendo pela tua recuperação amada. Beijos e até mais.

Nota: 5

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