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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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14. Um novo Weasley


Fic: SEPARADOS PELO DESTINO, UNIDOS PELO CORAÇÃO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“Sua boca na minha
Seus olhos fechados são
O meu maior momento dito em silêncio”


Harry sentia os lábios dela nos seus, por um breve momento abriu seus olhos sem interromper o beijo e fitou-lhe as feições. Gina estava com os olhos fechados e correspondia ao beijo de forma doce e calma, um beijo de bom-dia - e que bela maneira de se começar o dia - fechou os olhos novamente. Puxou um pouco de ar para os pulmões assim que conseguiu em meio ao beijo e nada poderia se comparar ao aroma floral e incrivelmente inebriante que exalava do corpo dela.


“Sua pele suave
Sua mão que passeia em mim
Igual o vento toca as gotas de orvalho”


Sentia as mãos delicadas dela passearem lentamente por seu peito, deixando um rastro de fogo e repercutindo em certa parte de seu corpo. Algo dentro dele parecia querer explodir, a felicidade existente em seu peito parecia não caber dentro dele.


“Mil motivos pra te amar...
Quanto tempo eu procurei...
O dia invade meu quarto nem percebi
Que as horas que passamos foram segundos”


Harry separou os lábios dos dela delicadamente, permaneceu um longo tempo com os olhos ainda fechado, seus braços fecharam-se em um abraço apertado, permitindo-se sentir a sensação quente que abrandava seu coração.

Victória havia acordado aquela manhã com o moreno a fitando e sem pensar duas vezes uniu os lábios aos dele. Era tão bom poder beijá-lo, fazer o que se queria sem sentir que aquilo era errado. Porque seria? Tudo bem que não se lembrava do que tinha acontecido anteriormente, mas o que estava acontecendo naquele momento já bastava. Sentiu quando Harry interrompeu o beijo, a abraçou e depois ficou um longo tempo apenas a fitando.

-Algum problema? - Perguntou ela de um jeito doce e envergonhado.


“Se às vezes eu me calar
Tentando me encontrar
Não ligue, oh não
É medo de perguntar
Se o amor que você me dá
É hoje o meu futuro ou pode me machucar”


Harry absorveu durante algum tempo, calado, a pergunta da ruiva, não queria ter aqueles pensamentos, mas os tinha. Sua mente gritava que estava imensamente feliz e ao mesmo tempo lhe perguntava quanto tempo aquilo duraria, quanto tempo ainda a teria totalmente sua.

- Harry. - Victória voltou a chamar a atenção do moreno que parecia perdido em algum lugar muito distante.

- Ah... oi... - Ele respondeu passando a mão pelos próprios cabelos, envergonhado.

- Algum problema? - Perguntou novamente.

- Não, não é nada... - O moreno analisou a feição contrariada dela e completou. - Apenas estava me lembrando de algumas coisas... - Falou maliciosamente vendo-a corar.

- Vamos levantar, a Mel pode descer e nos ver aqui. - A ruiva levantou-se do sofá em que estavam deitados.

Harry apenas sorriu enquanto a via pegar o vestido que estava no chão e subir rumo ao quarto.


------------------


Fazia algum tempo que ele andava pela rua deserta, mãos nos bolsos e o olhar perdido sobre o mar de névoa que encobria a antiga vila. Voltar aquele lugar trazia lembranças e abria feridas que ainda não haviam cicatrizado por completo, apesar do tempo que havia se passado. Respirou resignado e continuou seu caminho rumo à casa da muito nobre e antiga família Black.

- Algum problema?

Harry ouvia a voz ofegante da mulher ao seu lado, imaginando que ela devia estar cansada devido à caminhada.

- Desculpe por estarmos andando tanto, mas acho que assim será mais seguro, se aparatarmos alguém poderia... – Harry continuava com as mãos nos bolsos e evitava olhar para a ruiva.

- Já conversamos sobre isso. Perguntei se existe algum problema. – Victória foi direta na sua pergunta, o moreno desviava do assunto desde que haviam decidido averiguar a sede da tal Ordem da Fênix que ele, Hermione e Rony haviam lhe explicado.

- Não...

- Harry. – Puxou o braço do moreno fazendo-o parar e encará-la. – Porque está nervoso? – Dessa vez a pergunta saiu em tom mais preocupado e calmo e Victória pôde ver uma aura de tristeza passar pelos olhos do moreno.

- Era a casa do meu padrinho que lhe falei. – Confessou ele.

Victória passou ainda algum tempo olhando para as orbes verdes e lembrou-se imediatamente do relato dele sobre o padrinho, que havia morrido durante o período dele na escola e sob condições traumatizantes.

- Você nunca voltou lá? – Perguntou passando a mão pelo rosto dele.

- Poucas vezes, mas apenas em alguns cômodos... – Harry pareceu parar para respirar uma grande quantidade de ar. – ia mais na sala de reunião, quando a Ordem estava mais na ativa.

-Sei... – Victória percebeu a inquietação do moreno a sua frente, entrelaçou os dedos nos dele, sorriu passando confiança e assim recomeçaram a andar. Sabia apenas pelo olhar que ele preferia não falar mais no assunto.

Harry sentiu as mãos delicadas dela entrelaçarem na sua e sentiu-se incrivelmente forte, não forte fisicamente, ele se sentia bem por dentro, confiante e feliz. Logo Harry avistou as casas vizinhas as da sede da ordem. Ele que era o novo fiel do segredo entregou um pedaço de papel a Victória que leu intrigada.

- Pra que é isso?

- Apenas mentalize o que acabou de ler. – Respondeu o moreno pegando calmamente o papel das mãos da ruiva e ateando fogo com a ponta da varinha.

Concentrada no que estava escrito no papel, Victória deixou o queixo cair ao ver surgir o número 12 em meio as duas casas.

Harry caminhou decidido até a porta. Olhou para Gina e a viu sorrir, um sorriso forte e encorajador. Com um aceno de cabeça e um sorriso girou a maçaneta.

- Harry! – Hermione pulou eufórica nos braços do moreno.

Foi envolto em uma massa de cabelos castanhos e logo depois um ruivo apertou sua mão com um sorriso largo e um olhar presunçoso o suficiente para Harry saber que não era o motivo de tanta alegria. A angústia por estar naquela casa novamente foi substituída pela curiosidade.

- Nossa, não sabia que ficariam tão felizes em me ver, afinal, não faz muito tempo que nos falamos pela lareira e marcamos de nos encontrar aqui. – O moreno logo viu que tinha total certeza em duvidar ser o motivo da alegria, pois Hermione sorriu envergonhada e logo em seguida abraçou Gina eufórica.

- Perdi alguma coisa? – Victória perguntou confusa.

- Bem... sintam-se privilegiados, pois são os primeiros a saber que o Ronald Júnior está a caminho. – Falou Rony com um sorriso largo.

Por um momento todos ficaram sem fala, e Hermione pareceu feliz demais para brigar com o marido com relação ao nome da criança, se limitou apenas a fazer uma careta enquanto Victória correu para os braços da amiga e a abraçou novamente.

- Parabéns. – Disse a ruiva fitando Hermione e voltando a abraçá-la, era visível a alegria do casal.

- Parabéns cara. – Harry abraçou Rony, feliz pela alegria do amigo, fazia muito tempo que Rony e Hermione tentavam ter um filho.

- Soubemos agora. Eu já desconfiava, mas havia feito um exame no Saint Mungus e o resultado saiu agora a pouco e... Nossa! Cheguei a duvidar que conseguiríamos... – Uma lágrima involuntária de felicidade escorreu pelo rosto da mulher.

Harry caminhou em direção a amiga e a abraçou carinhosamente.

- Vocês merecem, sabem que são meus irmãos. – Harry desfez o abraço, segurou com as duas mãos o rosto da amiga, a encarou e para desanuviar o ambiente completou. – Isso soou meio incestuoso.

Os quatro amigos soltaram gargalhadas e passaram algum tempo rindo alto.

- Acho que teremos um jantar de comemoração na Toca, mamãe vai ficar eufórica com mais um neto. – Rony falou satisfeito.

- É, mas acho que está faltando netas para ela, só tem a Mel. – Victória acrescentou.

- Sim, mas sinto informar que netas são apenas conosco. – Disse Harry abraçando a ruiva e sorrindo.

- Muito engraçado, Potter. Pode ir tirando as mãos da minha irmãzinha. – Rony respondeu apontando a varinha, falsamente irritado, para o amigo.

- Desse jeito você me lembra os tempos de escola. – Harry agarrou ainda mais Victória que sorriu encabulada.

- Vocês brigavam por isso mesmo? – A ruiva perguntou intrigada.

- Ah sim, deixe-me acrescentar que seu irmão nos perseguia pela escola, não nos dava um minuto de sossego. – Fez uma cara pensativa enquanto coçava o queixo e concluiu zombeteiro. - Não sei se isso se devia ao fato de ele não conseguir nada com uma certa garota de cabelos castanhos... Ai! – Harry exclamou ao ganhar um tapa nas costas do amigo e todos riram. – Meu amigo, convenhamos, você era devagar.

- Eu era devagar? Quem foi que esperou até Gina namorar o Dino pra poder se decidir? – Rony concluiu vitorioso ao ver a cara envergonhada do amigo, mas Harry logo se recuperou e sorriu de canto.

- E quem foi que acabou levando umas boas bicadas de pássaros para poder se tocar de algo? – Harry devolveu com um sorriso de volta nos lábios.

Victória e Hermione apenas olhavam os dois rindo a cada novo comentário.

- Ei, por que o Rony levou bicadas de pássaros? – Victória perguntou e dessa vez fora Hermione que ficara vermelha.

- Um ataque de ciúme de nossa querida amiga, Gi. – Harry riu ao ver os dois envergonhados. – Esses dois eram tão teimosos que não assumiam que se gostavam. Até ficarem juntos muitas brigas e confusões rolaram, ainda teve aquela vez que o Rony...

- Já chega Harry, tudo bem, dessa vez você ganhou. – O ruivo encerrou o assunto antes que o amigo contasse as várias história em que ele e Hermione se meteram antes de ficarem juntos. Odiava admitir, mas Harry tinha razão, fora um grande tempo perdido com a teimosia dos dois, que se gostaram desde o primeiro momento que se viram.

Os amigos ainda riram durante algum tempo, mas logo retornaram ao assunto que os levara até ali.

- Quando você pretende convocar a Ordem Harry? – Perguntou Hermione.

- Bem, primeiro quero dar uma olhada pela casa e fazer alguns pequenos reparos na sala de reuniões, deve estar um caos por lá, nunca mais nos reunimos. – Harry começou a andar em direção a sala e constatou o que dizia.

Os quatro entraram no local, que estava com um grande cheiro de mofo, além de poeira e teias de aranhas espalhadas.

- Devíamos ter continuado com a Ordem não é? Afinal, Voldemort não foi morto... ainda. – Falou Rony com uma chuva de lembranças irrompendo em sua mente.

- Sim, eu também achei isso, mas muitos acreditaram que depois da batalha no Ministério em que vários comensais morreram e foram presos Voldemort estava acabado e não existia mais como ele voltar. – Harry falou enquanto andava pela sala retirando algumas fadas mordentes que se enroscavam furiosamente no pano da cortina.

- Babacas. – Rony xingou enquanto fazia o mesmo que o amigo.

- Ele estava apenas esperando o momento certo para agir, como sempre fez, ele é um sonserino, nunca agiu por impulso, é calculista. – Hermione refletiu enquanto ajudava os dois.

Harry lembrou-se claramente da última reunião da Ordem, o presidente era Moody e assim como os Weasley fora totalmente contra a trégua que muitos quiseram dar na falha justificativa de que Voldemort estava acabado. Porém os que acreditavam que Voldemort estava acabado eram em maior número, então decidiram que ficariam sempre em vigilância, porém a Ordem da Fênix estava temporariamente desativada. Um tremenda burrada na opinião de Harry e apesar do tempo ter se passado e Voldemort aparentemente estar arruinado, nada comprovava isso, ao contrário, os fatos recentes provavam que algo estava para acontecer e não era nenhuma brincadeira. Durante todos os anos seguintes a desativação da Ordem, Harry, Rony, Hermione, McGonagall, Moody, Lupin, Tonks e os Weasley sempre estiveram atentos a qualquer fato estranho no mundo bruxo, e dessa vez a coisa estava realmente preocupante. Sendo Voldemort ou não, algo estava acontecendo.

Victória ouvia a conversa dos três amigos e tentava captar o máximo de informações, claro que não entendia algumas coisas, mas no geral pôde perceber que as pessoas haviam subestimado Voldemort. Passou a andar pela sala ampla, enquanto ouvia o agitar de varinha dos três do outro lado, decidiu sair da sala e começou a andar pelo corredor, um quadro antigo de um senhora que estava aparentemente dormindo lhe chamou atenção, olhou durante algum tempo e depois seguiu pelo corredor.

Subiu as escadas sentindo que algo a levava para o andar de cima da casa, o lugar estava escuro e apenas alguns raios de luz entravam no ambiente pelas frestas das janelas. A cada passada que ela dava sentia uma camada grossa de poeira subir sobre seus pés e se espalhar, embaçando ainda mais sua visão. Caminhou a esmo pelo corredor e viu uma porta entreaberta. Num impulso incontrolável empurrou a velha porta que rangeu alto devido ao grande tempo sem uso e seguiu para dentro do cômodo igualmente com um forte odor de mofo e diversas teias de aranha espalhadas pelo local dando um ar sombrio, exatamente como o restante da casa. O lugar permanecia escuro, mas com uma leve pontada na cabeça e rápido como um trovão Victória viu uma grande luz entrar no ambiente e iluminá-lo quase no mesmo instante em que, para seu espanto, quatro adolescentes surgiam na sala disparando uma espécie de fumaça contra algumas cortinas, algo muito parecido com borrifadores contra insetos trouxas. Assim que sua vista se acostumou com a claridade ela notou que saiam de trás das cortinas vários bichinhos esquisitos que ela não sabia o que eram, os pequenos bichos voavam em todas as direções e pareciam terrivelmente irritados. Victória se abaixou ao ver um deles passar por ela voando e percebeu que parecia uma pequena fada dos contos trouxas, porém ao analisar melhor a fada tinha dentes afiados e tentava morder tudo que alcançava.

- Droga! Tô me sentindo um elfo doméstico.

Victória girou na direção do ruivo que falara raivoso tentando conter as fadas revoltas.

- Agora você deve saber como o monstro se sente.

A ruiva virou-se rápido para a garota que havia falado aparentemente repreendendo o ruivo.

- Ai Mione aquele elfo é um saco.

Olhou em direção a pequena ruiva que pulava de um lado para o outro borrifando contra as fadas que tentavam atacá-la. Virou-se para a esquerda e viu um moreno calado que borrifava, exasperado, as pequenas pragas. Depois de um longo tempo viu quando a garota ruiva fitou o moreno e pareceu se compadecer. Victória sabia que aquela garota ela era própria e pôde sentir a enorme vontade da garota de correr até o moreno que estava cabisbaixo e ajudá-lo. Porém sentia que havia uma necessidade ainda maior de se controlar, então a ruiva jovem permaneceu parada no seu lugar, arfando cansada pela briga com as fadas, mas sem deixar de fitar vez ou outra o moreno.

- Não se preocupe cara, essa audiência do ministério não vai dar em nada, Dumbledore vai estar lá.

Victória viu o moreno sorrir torto para o ruivo que havia tentando dar-lhe apoio.

- É Harry, eles não vão conseguir te expulsar de Hogwarts.

Dirigiu o olhar para uma Hermione mais jovem que havia tomado o lugar do ruivo no consolo do amigo e logo seu olhar recaiu sobre a ruiva, que apesar de não deixar passar nada do que acontecia ainda continuava borrifando algumas fadinhas persistentes. Victória sentiu seu corpo retesar e segurou-se com força na parede, enquanto os quatro jovens desapareciam como em um tornado e a deixavam tonta, parada e completamente ofegante no quarto escuro.

- Gi, fala comigo!

Depois de um longo tempo tomou consciência de uma voz conhecida ao seu ouvido, mas parecia algo tão distante e irreal que ela preferiu se deixar levar pela escuridão que lhe assaltava pouco a pouco.


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- É apenas para espantar os gnomos e não para matá-los. - Disse Fred rindo alto ao ver a loira lhe lançar um olhar fulminante.

- Não enche. - Falou Endria enquanto abaixava a varinha libertando o pequeno duende de jardim que saiu correndo desabalado.

- Qual o motivo de tanta raiva querida? - Novamente um olhar perigoso em sua direção e o ruivo sorriu vitorioso. Como era bom provocá-la.

- Eu não estou com raiva. - Respondeu entredentes e colocando as mãos na cintura indignada perguntou. - Quer me deixar terminar de desgonomizar esse jardim como sua mãe pediu?

- Claro, eu estou apenas ajudando. - Disse o ruivo enquanto direcionava a varinha para um gnomo e fazia o chão embaixo do pequeno explodir. Fred completou o gesto soprando a ponta da varinha como uma arma.

- Depois sou eu que quero matar os pobrezinhos. - Endria desdenhou.

- A diferença é que eu tenho classe. - Ele sorriu explodindo outro gnomo.

- Classe? - Gargalhou e caminhou para longe do ruivo.

- Onde vai? - Fred arriscava novamente a sua vida perguntando.

Endria virou-se candidamente para o ruivo e sorriu doce antes de dizer com uma fingida cara de anjo.

- Vá para o inferno! - A loira caminhou para longe, mas ainda pôde ouvir a risada estrondosa do ruivo atrás de si.

Assim que entrou na casa sentiu o cheiro maravilhoso da comida da senhora Weasley que empunhava a varinha vigorosamente para o fogão e para a faca na pia que cortava batatas rapidamente.

- Olá querida. Está cansada? - Perguntou Molly bondosamente.

- Um pouco. - A loira ainda estava vermelha de raiva. Como aquele cabeça de beterraba pensava que poderia conquistar uma mulher com aquele jeito irritante e infantil de agir?

- O almoço estará pronto em um minuto. - Fitou as feições irritadas da mulher que havia sentada em frente à mesa e falou. - Desculpe por você estar trabalhando tanto, ainda mais no final de semana, mas...

- Não, não é nada demais, estou apenas ajudando. Obrigada a senhora, por me deixar ficar aqui. - Endria falou sinceramente e sorriu. - Vou tomar um banho.

A loira subiu com pressa as escadas da velha casa da família Weasley. Caminhou devagar e compenetrada pelo longo corredor. O que ela estava fazendo naquela casa afinal? Havia ajudado Victória, agora tinha que ir embora. A vibração em seu bolso esquerdo provocou um frio em sua barriga e logo em seguida um gosto amargo em sua boca. Em um gesto rápido entrou na primeira porta que viu no corredor, puxou o celular do bolso e procurando a voz mais fria que conseguia arranjar atendeu.

- Oi. - Falou a loira.

- Olá.

Ao ouvir a voz do outro lado da linha seu sangue congelou por alguns segundos, mas logo assumiu novamente a postura fria.

- Não sei de nada. - Afirmou tentando passar convicção e a gargalhada do outro lado estrondou em seu ouvido.

- Mas eu ainda nem perguntei nada. - A voz soou sarcástica.

- Erh... então fale logo o que quer. - Com o efeito que queria sua voz saíra dura e impassível, apesar de ter tremido um pouco no início.

- Loren querida, não banque a espertinha comigo. - A pessoa parecia estar levemente irritada.

- Já disse para não me chamar assim. - Endria encostou-se sobre a parede fria do quarto em que entrara e sentiu um suor gelado escorrer por seu rosto.

- Sei que seu nome não lhe agrada muito, mas a mim ainda parece ser o melhor. - A voz parecia se divertir com o efeito de suas palavras.

Endria passou algum tempo sentindo as sensações alteradas em seu corpo, tentou controlar a respiração e voltou a falar.

- Me ligou apenas para isso? Preciso desligar. - Pediu com todas as forças que a pessoa a deixasse em paz, porém sabia que não seria assim tão fácil.

- Ainda não falei o que pretendia. - A voz soou firme e decididamente furiosa. - Não estava nos planos você estar na casa desses idiotas, já discutimos sobre sua atitude impensada e posso conseguir um perdão para você, porém deve aproveitar a oportunidade de estar junto deles.

- Eu não sei do que está falando, me deixe em paz. - Dessa vez a loira não conseguiu esconder o pânico na voz.

- Claro que sabe, agora vamos parar de rodeios e me fale o que quero saber. - A pessoa com certeza não aceitava réplicas.

- Eu... alguém está vindo tenho que desligar. - Ela nem mesmo havia percebido que tinha escorregado pela parede e estava sentada no chão.

- Loren eu não estou brincando. - A voz parecia irremediavelmente irritada, um barulho de algo se quebrando deu-lhe a certeza de que a pessoa havia jogado algo contra a parede.

Sem esperar por mais nada Endria fechou o telefone com força, olhou para o aparelho em suas mãos, provavelmente havia quebrado, e ela rezava para que isso realmente tivesse acontecido, porém sabia que isso não bastaria para que a deixassem em paz. Ficou algum tempo ali sentada naquele quarto escuro com a cabeça entre as pernas, tentando controlar as emoções, quando a desculpa que havia usado para desligar o telefone realmente aconteceu, passos começaram a ecoar pelo corredor, mas antes sequer que ela conseguisse arrumar forças para se levantar a porta do comodo onde estava se abriu dando passagem a um ruivo alto, forte e com um sorriso faceiro no rosto que logo deu lugar a uma cara surpresa.

- O que faz aqui loirinha? Veio me fazer uma visita surpresa? - Perguntou Fred fazendo o quarto ficar claro com um aceno de varinha.

- Erh... - Endria não sabia o que falar, nem mesmo sabia que aquele era o quarto do ruivo. A verdade é que ele a havia pego de surpresa.

- O que você tem? Está pálida. - Pela primeira vez em um bom tempo podia-se ver o rosto Fred Weasley sério.

- Eu... nada. - Rapidamente a loira se levantou de onde estava e caminhou veloz até a porta, mas antes que passasse sentiu uma mão forte agarrar seu braço.

- Você está bem mesmo? - Fred fitou os olhos da loira e passou a mão livre pelo rosto que já voltava a ganhar alguma cor.

- Estou... eu estou bem. - Concluiu com pouca convicção, não conseguia reunir força suficiente naquele momento para fingir estar bem. Ele havia chegado em um momento em que ela estava frágil, se não ela já teria dado um empurrão e saído rápido do quarto, porém só conseguia olhar aparvalhada para ele.

Fred puxou-a para dentro do quarto, fechou a porta e conduziu-a até a cama onde ela sentou-se de cabeça baixa. Olhou-a atentamente enquanto o único som no ambiente era da respiração de ambos.

- O que houve? Eu já estou aqui não precisa ficar triste. - O ruivo tentou animá-la.

Endria soltou um leve sorriso, se sentia tão infantil ao lado dele, era como voltar a ser criança. Segurou com firmeza e determinação uma onda que vinha até a sua garganta e engoliu com força a vontade de chorar. Ela não era frágil, não iria bancar a pobre menina indefesa, não na frente dele.

- O gato comeu a sua língua? - O ruivo tornou a puxar assunto pegando no queixo dela e levantando a cabeça da loira até os olhos se encontrarem.

- Isso não é hora para brincadeiras Fred. Você não vê? - Endria sentia que estava totalmente sem forças para brigar, levantar dali ou qualquer outra forma de reação. Sua voz saiu lenta e sem emoção.

Fred encarou ainda por alguns instantes os olhos lindos da loira a sua frente e chegou mais perto, teve a ligeira impressão de que alguém deveria ter lançado um “arresto momentum” no lugar, pois tudo parecia estar passando como em câmera lenta. Avançava lentamente para a loira, os olhos sempre se fitando e uma ansiedade havia tomado conta do seu corpo, de repente sem nem mesmo ainda ter tocado nela sua respiração estava ofegante.

Endria olhava firme nos olhos do ruivo, cada vez ele estava mais perto, alguma coisa parecia se revirar em seu estômago e sentia que sua respiração falhava a cada nova aproximação do ruivo. Então foi assim, lentamente, que ela sentiu os lábios de Fred Weasley chegarem aos seus, tão ternos e doces que ela chegava a duvidar se eram os mesmos que a haviam beijado dias antes. Não era o mesmo beijo, não era um beijo ardente e cheio de desejo, por outro lado também não era um beijo simples, era algo que a preenchia. Os lábios quentes e macios dele faziam carinho nos seus, devagar, muito devagar.

A partir do momento que sentiu os lábios dela nos seus, Fred sentiu uma onda quente e tranqüilizadora passar por seu corpo. Algo que deixava seus batimentos acelerados e que mexia incomumente com cada mínimo pedaço seu. O cheiro de canela que exalava do corpo dela o deixava em transe e ele parecia atento a cada nova emoção que aquele simples beijo poderia provocar. Segurou o rosto delicado dela com as duas mãos, parte dos seus dedos embrenharam-se no cabelo e com o polegar passou a fazer um carinho lento na face da loira.

Os lábios mal se encostavam, um toque calmo e gentil da parte de ambos, mas que provocava um grande repercussão interior. Logo Endria sentiu os lábios dele saírem um pouco de perto dos seus e buscarem o canto direito de sua boca, os lábios entreabertos dele fecharam-se sobre o pequeno sinal que tinha no local sem a menor pressa, se detendo um bom tempo no lugar, fazendo-a sentir seu os batimentos falharem.

Fred passou algum tempo detido no pequeno sinal, mas logo voltou-se arrastando seus lábios pelo rosto dela tão lento quanto antes beijaram-se novamente. Em nada o beijo havia se modificado, as mesmas sensações ainda estavam ali, tão incompreendidas quanto antes.

Sentia os lábios dele voltando para os seus, e mas nenhum pensamento vagava pela sua cabeça, se limitava a sentir o toque macio dele, não existia pensamento ou qualquer angústia que pudesse libertá-la daquelas sensações. Então assim que sentiu a grande necessidade de respirar e pôde perceber que Fred estava sentindo o mesmo, ambos se separaram lentamente. As mãos dele continuavam segurando seu rosto e as dela sem ela saber como, haviam se prendido na blusa do ruivo e agora apertavam com força o tecido entre as mãos. Ainda estavam os dois de olhos fechados, as testas coladas e arfantes. Sentindo cada um as sensações que ainda explodiam interiormente.

Depois de um longo tempo com a testa colada a da loira, Fred distanciou-se e abriu os olhos, quase no mesmo instante que a viu fazer o mesmo e soltar calmamente sua blusa. Encararam-se por um tempo indefinido, sem qualquer palavra para dizer, não havia o que ser dito.

Assim que se sentiu capaz de se segurar nas próprias pernas, Endria levantou-se ainda mantendo o contato visual com o ruivo, que fez o mesmo. Caminhou de costas a passos lentos e parou ao deparar-se com a porta. Levou a mão até a maçaneta ainda olhando-o, abriu a porta, passou por ela e ainda contemplou, sem saber porque, o ruivo que possuía uma expressão indecifrável.


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Abriu os olhos rapidamente e levantou-se como se tivesse levado um choque, sua respiração irregular e o suor que descia de sua testa mostravam o conflito interno que ocorria.

-Gi!

Viu quando um moreno de olhos verdes caminhou apressado até ela e sentou-se preocupado na beira da cama.

- Você está bem?

- Eu... onde estamos? – A ruiva olhava ao redor, o quarto lhe era vagamente familiar, viu Hermione preparando uma poção e Rony recostado em uma cadeira próxima.

- É um dos quartos da casa, Hermione achou melhor lhe trazer para cá e preparar um poção. O que aconteceu? – Passou as mãos delicadamente pela face vermelha e suada da ruiva.

- Eu... eu estava andando... andando pela casa, então apareceu rapidamente no quarto onde eu estava... quatro adolescentes... – Victória olhou ao redor e as imagens voltavam com força em sua mente.

- Quatro adolescentes? – Rony perguntou confuso.

- Éramos... éramos nós, fazendo alguma coisa que eu não entendi, parecíamos estar limpando a casa, ou coisa do tipo. Eu limpava distante de vocês, Harry estava triste por algo que...

Harry ouvia a voz de Gina vagamente, parecia ter voltado no tempo, lembrava-se perfeitamente da lembrança que ela estava contando. Estava em seu quinto ano em Hogwarts e os quatro travavam uma luta cruel contra a casa que estava infestada de pragas e resistia bravamente. Naquele dia ele estava triste realmente, teria de enfrentar a audiência no Ministério da Magia por ter feito o feitiço do patrono para defender ele e seu primo Duda dos dementadores.

- Então você se lembrou de um dia em que estávamos limpando a casa? - A pergunta soou mais como uma afirmação da parte de Rony.

- Acho que sim, por que ela estava naquele estado? - Victória perguntou erguendo-se mais na cama e recebendo apoio do moreno.

- A casa não era habitada há muitos anos, por isso estava cheia de bichos e poeira como agora. - Hermione esclareceu levando a poção fumegante para a amiga.

- Isso é um bom sinal, você está se lembrando das coisas. - Harry sorriu para a ruiva, mas logo desfez o sorriso ao ver o conhecido olhar preocupado de Hermione. - Isso não é bom? - Perguntou intrigado para a amiga.

- Ah... o fato de lembrar das coisas é bom... - Hermione entregou o copo de poção para Victória que segurou-o mecanicamente sem desviar a atenção da amiga.

- Diga logo Mione, o que te preocupa? - Rony havia se levantado da cadeira e encarava firmemente a mulher.

Hermione sorriu de viés, o típico sorriso que ela dava quando estava prestes a contar algo não muito agradável.

- O que me preocupa é o fato da Gina sentir essas tonturas e dores ao lembrar das coisas. - Falou exasperada.

- Mas isso não seria normal? - Rony tentou argumentar.

- Claro que não é normal. - Hermione afirmou enfática. - Existem duas possibilidades, ou ela lembraria de tudo de uma vez só, ou ela lembraria gradativamente, mas sem tonturas e dores, apenas lembraria.

- O que você acha que pode estar acontecendo Mione? - Harry encarava a amiga seriamente, enquanto segurava a mão de Gina.

- Sinceramente? Eu não sei. - Hermione virou-se novamente para o caldeirão tentando recolher as coisas e desviar-se daquela conversa. Não poderia afirmar nada, não tinha o direito de por dúvidas ainda maiores na cabeça dos amigos, preferia ter certeza antes de falar qualquer coisa.

Harry caminhou decidido até a amiga, o simples fato de virar-se para o caldeirão sem lhes dar nenhuma explicação, somado a expressão de seu rosto a denunciou. Hermione estava escondendo algo.

-Mione, quer falar o que sabe por favor! - O moreno havia ficado de frente para a mulher que permanecia de cabeça baixa.

-Já disse Harry eu não sei de nada... - Sentiu os braços dele em seu rosto fazendo com que ela o encarasse relutante. - ... ainda, vou pesquisar tudo bem?

Harry conhecia Hermione o suficiente para saber que tanto ela estava escondendo alguma coisa, quanto poderia apostar sua vassoura de que ela não contaria nada até ter absoluta certeza.

-É melhor voltarmos para casa. - Disse ele derrotado e pôde perceber o semblante aliviado da amiga. - Você está melhor? - Virou-se para Gina.

-Sim, podemos ir. - Afirmou ela enquanto sentia as mãos dele passarem por sua cintura ajudando-a a levantar.



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-Tia é verdade que vou ter uma prima?

Hermione sorriu ao ouvir a pergunta da pequena Mel.

-Não sei ainda, mas um novo primo está a caminho. - Sorriu para a pequena que soltou um muxoxo. - Algum problema?

-Eu já tenho muitos primos, está faltando uma menina para brincar comigo. - Mel apontou para si mesma e fez beiço.

Hermione riu junto com Victória que havia acabado de chegar próximo as duas com um copo de suco de abóbora.

-Quem sabe sua mãe não lhe dá uma irmãzinha? - Sugeriu Mione levando um cutucão de Victória.

-Mãe você pode me dar uma irmãzinha? - Mel olhou esperançosa para Victória.

-Bem... - Victória não sabia o que responder.

-Vovó me disse que as fadas que entregam os bebês anotam os pedidos e trazem, a senhora bem que podia fazer um pedido mãe. - Mel sorriu ternamente.

Victória engasgou com o suco ao ouvir o comentário da filha enquanto Hermione ria.

-Mel, acho que o Gustavo está lhe chamando ali. - Victória apontou para os garotos que brincavam no meio da sala da Toca.

Mel ergueu uma sobrancelha contrariada, mas foi em direção ao garoto dando alguns pulinhos na caminhada.

-Fada que entrega os bebês? - Victória perguntou a Hermione que riu.

-Conheça a cegonha do mundo bruxo. - Respondeu Mione e as duas caíram na gargalhada.

-O que é tão engraçado? - Perguntou Harry chegando perto da ruiva e abraçando-a por trás, mesmo ao perceber o corpo dela retesar, provavelmente estava com vergonha.

-Mel quer uma irmã. - Hermione informou, enquanto Harry erguia uma sobrancelha.

-Estamos providenciando isso. - Respondeu o moreno.

-Harry! - Victória deu um tapa no ombro do moreno que riu. - Bobo!

-Falando em bobo, olhem! - Hermione lançou um olhar em direção ao canto esquerdo da sala.

Os três olharam e logo viram um ruivo rindo e se gabando. Rony estava gritando aos quatro ventos que seria pai, falava a todo instante no assunto que havia reunido toda a família Weasley naquele final de semana para um jantar de comemoração como haviam previsto antes.

O jantar foi particularmente divertido, todos estavam empolgados com a chegada do mais novo membro da família Weasley e Molly era de longe a mais animada, enchia Hermione de mimos, fato que fazia as outras noras bufarem, principalmente Fleur. “Ela nom fazia isso parra mim” não se cansava de dizer a francesa que ganhava beijos e afagos de Gui.

Victória estava sentada em algum canto apenas observando a grande família. Harry ria de alguma coisa junto com os gêmeos e Rony que agora estava com as orelhas vermelhas, viu os olhos verdes a fitarem e sorriu.

- Com esses olhares vocês vão acabar se despindo, mas ninguém poderia culpá-los isso é magia involuntária. - Endria falou atrás da amiga fazendo-a se sobressaltar.

-Ai que susto. - Victória sorriu com a mão no coração.

-Pelo visto já se acertaram. - A loira concluiu sentando-se ao lado da amiga.

-É tão evidente? - A ruiva encarou a loira franzindo a testa.

-Digamos que apenas um trasgo montanhês não perceberia. - As duas riram enquanto viam Hermione se aproximar e sentar-se junto a elas.

-A mamãe da noite chegou. - Victória brincou.

-É, vamos comemorar. - Mione conjurou três taças cheias de hidromel e riu enquanto olhava Fred e Jorge fazendo uma dancinha irritante envolta de Rony que ficava da cor dos cabelos. - Existe ser mais bobo que os homens?

-Existe coisa mais irritante que homem que não cresce? - Endria emendou, vendo no mesmo instante a cena do beijo que tanto a atormentava e que ela tentava a todo custo apagar de sua mente, não entendia como um simples beijo poderia ficar tão cruelmente cravado em suas lembranças.

Hermione e Victória trocaram olhares significativos.

-Não sei de quem você está falando? - A ruiva fingiu-se de desentendida.

-Hora de quem, do Fred. - Endria cruzou os braços e continuou olhando para o ruivo.

-E o Jorge? - Perguntou Hermione bebericando o hidromel.

-O que tem ele? - Perguntou Endria.

-Ele está fazendo a mesma coisa que o Fred, e vejam, o Harry pareceu entrar na brincadeira. - Hermione falou vendo o rosto da loira adquirir uma tonalidade avermelhada.

-Erh... - Antes que Endria tentasse dizer mais alguma coisa, viu uma massa pequena de cabelos ruivos correr em direção a Victória.

-O que foi meu amor? - Victória perguntou assustada abraçando a filha e a colocando em seu colo.

Mel apenas chorava e não dizia nada. A ruiva passou o olhar pela sala e viu os primos rindo de algo, provavelmente haviam dito alguma coisa para a pequena.

-Mãe... - Mel soluçou.

-Fale querida. - Victória olhava preocupada para a menina assim como Hermione e Endria.

-É que eu tenho... dois problemas que a senhora... não vai conseguir resolver. - Mel falou entre soluços e secando as lágrimas.

Victória franziu o cenho e voltou a falar.

-Fale o que foi?

-Mas... a senhora não vai conseguir resolver... mãe. - Mel contorcia as mãos e balançava as perninhas inquieta.

-Que tal tentar? - Victória passou a mãos pelos cabelos da filha amarrando-os em um rabo de cavalo.

-O primeiro mãe... é que... é que esse meu dente... - Mel apontou para o dente da frente. - Ele tá mole... e aí... quando for arrancar vai doer... - A garotinha soluçou alto.

Victória reprimiu um risada e viu que Hermione e Endria faziam o mesmo e continuou.

-Não vai doer quase nada meu amor, você vai ver. Eu vou com você.

Mel sorriu um pouco mais confiante.

-E o segundo problema sério meu amor?

-O segundo... é que... - Mel fungou alto e continuou. - é que a gente tava falando da Tia Mione que ia ganhar um bebê, então... então o Leandro disse... ele disse... que quando eu crescer... eu vou ter filhos... e vai doer! - Mel concluiu olhando para a mãe.

Victória com certeza teve que juntar todas as forças que existiam dentro de si para não cair na gargalhada. Tá, a situação era embaraçosa, mas era engraçada ao mesmo tempo. Olhou por alguns instantes para a filha, depois fitou Hermione e Endria que sacudiram os ombros abrindo mão do problema e voltou a olhar para Mel.

-Escute o que vou lhe falar. - Victória baixou o tom como se fosse segredo. - Meninos são bobos, eles não sabem o que dizem, você é mais esperta que eles, com o tempo vai aprender como as coisas funcionam.

Mel ergueu a sobrancelha.

-Mas... se eu vou ter filhos o que acontece com a fada que entrega os bebês?

Novamente as três mulheres se entreolharam e Victória falou.

-Ela existe, basta você acreditar, aí quando você crescer você vai saber que ela realmente existiu, sempre existiu aqui dentro. - Victória colocou a mão no peito da filha. - Lembre-se os meninos se acham espertos, mas são bobos, seja mais esperta e não caía na brincadeira deles.

Mel sorriu ao ouvir que era mais esperta que os meninos, levantou saltitante do colo da mãe e saiu correndo pela sala de encontro aos garotos.

-Isso foi péssimo. - Disse Endria rindo.

-É, eu sei, mas não surgiu nada mais interessante na minha cabeça e eu não cheguei a mentir. - Victória riu nervosa.

-Isso vai ser complicado. - Hermione olhou para as crianças na sala imaginando seu próprio filho fazendo aquelas perguntas.

---------------

Harry abriu os olhos lentamente e a luz do dia penetrou com força sobre sua visão, colocou as mãos na frente para impedir a claridade e ao olhar na cama sentiu falta da sua ruiva. Levantou-se de súbito, olhou pelo quarto, ela não estava lá. Puxou as cobertas e saiu do local sem nem mesmo se importar de estar vestindo apenas a parte de baixo do pijama.

Logo que desceu as escadas sentiu o cheiro delicioso que vinha da cozinha, se encheu de alegria, sabia onde ela estava. Logo ouviu a voz dela soar alta e caminhou até o local.

-Eu sei o que preciso fazer. - Victória respondeu irritada ao telefone. - Eu já disse que vou, tenho que organizar minhas coisas. - Bufou. - Não, não vou abandonar a empresa Limarck.

A ruiva desligou o telefone e correu em direção ao bacon que queimava na frigideira, soltou um gritinho de dor ao queimar o dedo e jogou a panela na pia abanando a mão.

-Deixe-me ver isso. - Falou Harry recebendo um olhar surpreso da ruiva.

O moreno caminhou até ela, pegou em sua mão e com um aceno de varinha a vermelhidão sumiu do dedo da ruiva.

-Melhorou?

-Sim. - Victória balançou a cabeça e fitou os olhos verdes que não escondiam a tristeza. - Você ouviu não foi?

Ele apenas confirmou com um aceno de cabeça e sorriu de canto.

-Você vai voltar?

-Eu tenho que ir, tenho que resolver as coisas por lá, eu vim aqui apenas fazer um curso e já estou a quase dois meses fora da empresa. - Victória argumentava nervosa.

-Seu lugar é aqui. - Falou ele calmamente.

-Harry, querendo ou não eu tenho uma vida fora daqui... - Ela percebeu o quanto aquilo havia o atingido e se arrependeu de suas palavras. - ... não foi isso que eu quis dizer, não da maneira que você entendeu. Eu... eu tenho que ir para resolver as coisas que ficaram pendentes antes de vir para cá. Entende? - Ela passou a mão pelo rosto dele.

-Sei, na sua lista de coisas pendentes está incluso o Clarck? - Harry não conseguiu evitar a pergunta.

-Harry, eu estou falando sério, o Clarck representou algo para mim e não nego, mas você, você é meu presente e... meu futuro. - Ela sorriu para ele que retribuiu o sorriso. -Eu tenho que ir resolver os problemas que deixei e apesar de querer que você vá comigo, eu sei que existem coisas importantes que você tem que resolver aqui. - Respirou fundo e continuou. - Você pode ir me visitar.

-Vai passar tanto tempo assim por lá? - Ele perguntou fitando-a intensamente.

-Realmente não sei quanto tempo terei de passar lá, e bem... para vir pra cá eu teria que largar meu emprego... - Nunca em toda a sua vida ela havia se sentido tão confusa.

-Sei... como faremos então? - Harry sentiu uma leve pontada.

-Não sei. Não quero deixar todos que conheci aqui, principalmente você e a Mel, mas... - Victória não terminou de falar, foi interrompida por uma bela menininha de trançinhas ruivas mal feitas de cada lado do pescoço.

-Olhem o que eu aprendi a fazer. - Falou Mel feliz com o feito e puxou as duas tranças.

-Estão... estão lindas meu amor. - Victória ainda encarou por algum instante o moreno que sorriu desgostoso. - Vamos tomar café?

Os três sentaram-se na mesa e começaram a tomar café, Harry porém não tirava da cabeça o que acabara de ouvir.


--------------


Hermione olhava-se de frente para o espelho, é claro que não se via nada de diferente nela e bufou indignada.

-Mi, você só está com um mês. - O ruivo havia chegado sem que ela percebesse.

-Eu sei. - Disse cheia de si enquanto ele chegava perto dela.

-Então porque fica se olhando como se sua barriga fosse crescer a qualquer instante? - Rony perguntou vendo o rosto dela tomar uma tonalidade vermelha.

-Eu não faço isso! - Afirmou fechando os punhos.

-Faz. - Ele afirmou enquanto a abraçava por trás.

-Não faço não. - Retrucou emburrada.

-Faz sim. - Ele disse apertando-a em seu braços e respirando o aroma bom que exalava dos cabelos dela.

-Tudo bem, você venceu. - Hermione sentiu suas pernas fraquejarem com o abraço dele.

-Nossa, hoje é um dia histórico, a senhora Hermione Weasley reconheceu pela primeira vez que Ronald Weasley está certo, isso é um grande marco. - Brincou ele.

-Não tem graça. - Disse ela rindo e contrariando as próprias palavras.

-Isso não tem mesmo, mas vou te mostrar uma coisa melhor então. - Rony sorriu malicioso enquanto arrastava a esposa lentamente para uma parede mais próxima.

-O que seria? - Perguntou ela deslizando as mãos pelo peito do ruivo.

-Isso você vai ter que descobrir. - Falou antes de capturar os lábios dela.

Seu corpo pareceu sucumbir quando sentiu o ruivo imprensar-lhe contra a parede. Os lábios ávidos dele buscando os seus, o ritmo acelerado da respiração de ambos se misturando. Era bom ficar assim com quem se amava, sentir que ele a desejava, sentir-se poderosa. Sentiu as mãos dele deslizarem ágeis por seu corpo, pressionando a cintura e forçando o maior contato entre os corpos. Não perdendo tempo Hermione deixou sua mão conduzi-la.


--------------


-Por quê? - Perguntou Harry em desespero.

-Eu preciso. - Respondeu Victória jogando as coisas com violência na mala que estava em cima da cama.

-Mas... - O moreno segurou o braço da ruiva impedindo que ela continuasse o que estava fazendo e que olhasse para ele.

-Nós já conversamos sobre isso Harry. - Victória virou-se transparecendo angústia.

-Não foi o suficiente. - Suplicou o moreno.

-Nós vamos nos falar... eu preciso apenas acertar algumas coisas lá... - Victória encarou os lindos olhos verdes a sua frente e pensou em como seria sua vida apenas ao lado dele.

-Diz para mim que fica... - Implorou segurando-lhe os dois braços.

-Eu... não posso... - A ruiva respondeu abaixando a cabeça para não ter que encarar as orbes verdes.

-Diz para mim que volta... - Tentou ele abraçando-a com força.

-Eu... - Victória não teve tempo de responder, levantou a cabeça rapidamente e mesmo sabendo que aquilo colocaria tudo a perder, que faria com que suas forças para ir embora reduzissem consideravelmente, num rompante desesperado uniu seus lábios aos dele.

Sentiu as mãos de Harry descerem possessivas por suas costas e cintura, tomando-a para si como se não houvesse outra coisa mais certa a se fazer. Não resistindo a vontade crescente de abraçá-lo ela deixou cair no chão a peça de roupa que ainda segurava e que iria por na mala, para abraçá-lo com força e ao mesmo tempo tentava se convencer de que poderia ir embora sem problema nenhum.

Harry sabia que aquele como muitos dos momentos que passara com ela era único, sua vida nunca seria sua se não estivesse ao lado dela e definitivamente tinha que convencê-la a ficar, mesmo que as razões para que ela fosse gritassem em seu ouvido.

Victória sentia a língua dele passar por seus lábios, lenta e carinhosa, fazendo-a estremecer por completo. Ele poderia beijá-la de forma calma ou avassaladora, de qualquer uma das duas formas ela sentia seu corpo arder perto do dele e havia sempre uma enorme força que a fazia querer mais e abraçá-lo cada vez mais forte.

-Tem certeza que ainda quer ir? - Ele perguntou assim que se separaram ofegantes.

-Harry! Tenho que ir. - Ela deu um pequeno tapa no ombro dele.

-Tudo bem, eu sei, uma viajem curta? - Tentou novamente.

Victória sorriu.

-Vou tentar fazer o possível, mas não prometo nada.

-Fique até a reunião da Ordem pelo menos. - Harry passou as mãos pelos cabelos dela.

-Vou ficar, depois da reunião eu viajo. - Victória não queria mas falar naquele assunto, aquilo machucava. - Vem, vamos ver os filmes que aluguei.

Harry deitou-se na cama enquanto a ruiva caminhava para o aparelho de tv e colocava os filmes.

-Faz muito tempo que não assisto essas coisas.

-Então estava na hora. - Victória deitou-se entre as pernas do moreno que a abraçou, enquanto ela se aconchegava em seus braços.

-Qual o nome do filme? - Ele perguntou.

-”E se fosse verdade” - Respondeu ela. - O rapaz da locadora disse que era interessante, é de romance.

-Tudo visto ao seu lado será interessante, mas alguma coisa me diz que não veremos esse filme todo. - Harry sussurrava no ouvido da ruiva e desceu os lábios lentamente pelo pescoço dela.

-Ah, mas nós vamos ver sim. - Afirmou ela dando início ao filme e tentando a todo custo resistir aos beijos impetuosos que recebia em seu pescoço, aquilo definitivamente seria difícil.


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Harry caminhava nervoso pela sala que se enchia gradativamente de gente. As pessoas de sua confiança começavam a adentrar a sede da Ordem da Fênix, muitos olhavam curiosos pela casa que ele, Hermione, Gina e Rony haviam tentado melhorar a aparência, porém não haviam conseguido muito sucesso. A muito nobre e antiga casa dos Black continuava com o ar de abandonada e sombria.

-Gina?

Harry olhou para a pessoa que havia falado e viu o antigo professor de defesa contra as artes das trevas. Victória olhou sem fala para o homem a sua frente, ele estava acompanhado de uma moça estranha de cabelos rosa chiclete.

-Harry... - Lupin virou-se para o moreno com um ar de interrogação.

-É ela mesma. - Confirmou vendo o ar de espanto no rosto da auror e do professor.

-Mas... como? - Tonks perguntou aturdida.

-Eu vou explicar, não se preocupem. - Harry olhou para os rostos chocados de Lupin e Tonks e logo viu Moody e Minerva entrarem na sala.

Minerva McGonagall mantinha seu cabelo bem amarrado em um coque, os óculos e o olhar severo que impunham respeito apenas por sua presença. Mas nem mesmo Minerva poderia se preparar para o que veria naquela sala. Gina Weasley estava ali, ou ela estava ficando velha demais?

-Ginevra Weasley!? - Perguntou espantada.

Victória se sentia como um animal incrivelmente bizarro que fora exposto para análise, todos que entravam naquela sala estavam a olhando como se fosse um fantasma. Tudo bem, para eles ela era um fantasma.

-Olá professora. - Mesmo sabendo que ela era a diretora de Hogwarts, Harry ainda a chamava como antigamente, se sentia como se ainda fosse um aluno ao lado dela.

-O que significa isso, Potter? - McGonagall perguntou com as sobrancelhas erguidas.

-Eu vou explicar, por isso chamei vocês aqui.

Moody apenas olhava atentamente a cena, seu olho mágico girava descontroladamente em direção a Gina.

Harry olhou pela sala e conforme ele havia planejado, estavam ali apenas os de sua confiança. Os Weasley, com exceção de Percy, Minerva McGonagall, Alastor Moody, Lupin e Tonks. Harry respirou fundo puxando ar para os pulmões enquanto Gina se colocava ao seu lado assim como Rony e Hermione.

-Todos devem estar curiosos porque os chamei aqui hoje, principalmente nesse lugar de tantas lembranças. - Harry passou o olhar pela sala e continuou - Acho que parte da curiosidade foi satisfeita ao verem Gina aqui, mas outra maior ainda foi atiçada. - O moreno caminhou na frente da sala e assumiu uma postura séria e determinada. - Sei que tenho algumas explicações para dar, e as darei, mas a primeira coisa que tenho que falar é: A Ordem da Fênix deve ser reativada.





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N/B: OI!!!!!!! Gente hoje eu estou aqui de beta! Fui promovida!!! Passei de consultora pra assuntos pervertidos à beta. Ta eu sei que é um cargo passageiro enquanto a beta oficial (Oi, Pam!) está de férias. O que dizer??? (cara pensativa) Amei poder ajudar a Paty na minha fic preferida. MANA eu te amo!!!! Espero que todos gostem desse capítulo, que pode ser considerado um dos mais... calmos da fic (Não rolou nem amasso direito, pode? Acho que foi só porque era eu que tava betando... hahahaha) É isso. Aproveitem. Paty te amo!. Bjks da Pri

N/A: Olá pessoal gostaria de dizer assim como a Pri que realmente esse capítulo foi bem calminho em relação a Nc, mas acho que tava colocando demais, vcs deviam estar enjoando já hauahuahauah... Espero que tenham gostado desse capítulo que demorou pacas para sair e eu estou em um dia super atribulado aqui no trabalho. Vamos passa para os agradecimentos:

Miaka-ELA – Obrigada pelo comentário. Será que o Clarck é bruxo? (música de suspense) veremos! Rsssssssss...

Ana Karynne – Que bom que gostou do capítulo. Um grande beijo.

Lola Potter – Obrigada pelos elogios e continue sempre aqui.

Marcia M – Quem anda ensinando essas coisas para mim? Hauhauahauhau... só vc mesmo rssssssss... os seus vivas me fazem morrer de rir. Realmente a Gi merece muitos VIVAS!!! Eu sempre imaginei que o Harry pegava de jeito mesmo hauahuahau... viu só? Obrigada pelo elogio final, de que minha fic não é vulgar, eu adoro ouvir isso, é tudo o que eu quero, escrever sobre o amor, mas não ser vulgar. Valeu mana!!! Beijos enormes!

Pamela Black – MINHA BETA LINDA!!! (abraça apertado) não fique triste por não ter betado esse capítulo, pode ir desmanchando o beiço agora mesmo! (aponta o dedo mandona) rssssssss... sinto muito sua falta, vc é uma grande amiga e aproveite suas férias viu? Espero que vc goste do capítulo, um beijos enorme no coração eu e a Pri lembramos muito de você!!! BEIJOS NA BUNDA!!!

Naná Black – Obrigada pelos elogios, espero que vc goste ainda mais da Mel nesse capítulo rssssssssss... eu amo crianças. Beijos.

Priscila Louredo – AMORE!!!! BETA 2 hauhauahauhauah... e consultora é claro rsssssssss... eu sou muito chique hihihihihihi... obrigada por me ajudar sempre mana do meu coração. Um beijo enorme!

Mayana Sodré – hauahauahuaha... um homem que sabe dar uma boa pegada? É verdade, eles estão em falta rssssssss... Obrigada pelo comentário fico muito feliz. Beijos.

Lili N. - Não sabe mais respirar? Hauhauahau... vcs me matam de rir com esses comentários hauhauahua... vc sorria igual ao Harry? Hihihihi... Obrigada pelos elogios que sempre me deixam com um sorriso enorme, eu nem sei mais o que falar rsssssss... acho que obrigada traduz muito, Beijos enormes!!!

Evelis – Poxa vida (cara de triste) vc nunca entra no msn para falar comigo gemola, to ficando deprimida, vou arranjar outra gêmola pra mim!!! (cruza os braços irritada) pede pro Claúdio pra deixar vc entrar pra falar comigo, PLEASE!!! Eu mereço, sou uma menina tão boazinha rssssssss... Beijos de uma mana que está morrendo de saudades!!!

Sally Owens – AMIGA LINDA!!!! (abraça apertado) Que prazer é ler os comentários de uma autora como vc rsssssssss... obrigada pelos elogios, vc é 10! Em relação ao seu comentário a Gi realmente estava querendo apenas proteger a Mel, mas acho que dizer isso para ela acarretaria explicar várias outras coisas e ela ainda é muito pequena. Vc sabe tudo né mana? Então pode ser minha consultora sobre os Katharos hauhauahauhauh... realmente é um babado fortíssimo rsssssss... Beijos enormes mana!!!

Kakau – Obrigada pelos elogios, fico muito feliz, que bom que gostou do Harry e da Gina no final rsssssssss... beijos enorme!!!

Suzana Barroncas – Que coisa feia, só veio comentar agora! (bate o pé no chão indignada) Só por isso vc vai levar uma azaração hauahuahau... tudo bem eu não sou tão má assim, dessa vez passa, mas só se vc comentar sempre. Aceita fazer um juramento inquebrável??? hauhauahauhauah... Obrigada pelo comentário e não me leve a sério, sou meio louca (mamãe deixou eu cair quando era pequena) hihihihi... brincadeira, Beijos e obrigada. Ah, assim que tiver um tempo eu passo na sua fic!

Renata Freire – Obrigada por comentar, um beijo enorme!!!

Sueniaaraujo – Ai Merlim, me perdoe por só postar agora mesmo como vc havia dito hauhauahau... mil perdões e não me azare please, sou inocente, foi o meu orientador da monografia que me impediu a culpa é toda dele! Rsssssssss... beijos e obrigada pelo comentário.

Tonks Butterfly – Obrigada pelos comentários um grande beijo na bochecha rssssssss... eu sou ninja??? hauhauahauah... Desculpe por ter demorado tanto e imensamente OBRIGADA pelo lindo presente de natal rssssssss...

Kika – Nossa, acho que vou ter que partir o Harry em mil pedacinhos para dividir, alguém ai conhece um feitiço pra isso??? hauahuahauh... Obrigada pelos comentários um beijo.

Gina W. Potter – Minha nossa eu sou uma depravada??? (cara de santa ofendida) hihihihi... bem, digamos que eu não fiz nada, é que de vez enquanto baixa uma entidade aqui rsssssssssss... em relação a Pri, ela sempre foi uma depravada precisava apenas de um empurrão hauhauahauh...agora só pensa nisso a menina hihihihihi.. Meu Merlim eu criei um monstro hauhauahuahauh... esse negócio de computador pegando fogo é um caso sério rssssssss... Beijos e obrigada pelo comentário!!!

Nicole Evans – PRIMA SUMIDA!!! (cara de malvada) Não fala mais com os pobres né? Foi vc que ganhou o prêmio da megasena por um acaso? Hauahuahau... Viu como foi esse capítulo? Eles quatro juntos, lembrando de algumas coisas. Gostou? Exatamente como vc pediu. Beijos enormes!!!

Claudio Souza – Delicada, suave e sensual (autora com os olhos brilhando) Ai que lindo, exatamente o que sempre quis que minhas Nc's fossem, to emocionada agora com tamanho elogio rssssssssss... mil vezes obrigada. Realmente existe uma grande diferença em fazer amor e sexo, e fico imensamente feliz por conseguir de alguma maneira transmitir isso. Que bom que vc conhece sobre a seita, assim fica legal rssssss... espero que tenha conseguido passar as coisas da maneira certa, eu adoro essas coisas históricas e de mistério, estilo Dan Brown mesmo rssssssss... os livros dele são bem assim, envolvendo seitas reais e antigas. Em relação a sua pergunta... bem... digamos que pode ser... (autora tampa a boca) Eu não digo nada! Rssssssss... Beijos e obrigada pelo comentário tão maravilhoso AMEI!!!

Edson Barbosa Santos – Obrigada pelos elogios e pelos votos de um ano bom, fico muito feliz. Um grande beijo!!!

Maria Lucinda Carvalho de Oliveira – Obrigada pelo comentário e desculpe pela demora, beijos.

Gabi W. - Ai Merlim só tenho prima desnaturada, menina desaparecida rsssssssss... Um grande beijo mesmo assim para vc!!!

Clarice Silva Pales – Ainda reclama de mim, pobre autora, sou tão boazinha, eu devia ter parado na parte da briga, vcs iam ficar apenas com água na boca hauhauahuahauhau... Beijos e obrigada pelo comentário.

Barbara – MENINA SUMIDA!!! Apareça mana, beijos enormes!!!

Lívia Cavalheiro – Oi mana!!! Tudo bem? Que bom ver você por aqui rsssssssss... obrigada por comentar na minha fic, fico muito feliz, que bom que vc gostou do Harry, da Gina e da Mel, minha família Potter rsssssss... Beijos.

Jhonatas Tiago Potter – Oi!!! Obrigada por estar lendo essa minha fic tb!!! É um prazer ter vc aqui, um grande beijo.

Eleonora – Vc queria briga né? Hauhauahauh... o Harry tá mais maduro, mas vontade não faltou dele socar o cretino hihihihi...Acho que suas suspeitas sobre a Endria se confirmaram nesse capítulo né??? Beijos e obrigada pelo comentário.

Sônia Sag – (abraça apertado) MANA!!! Ai obrigada pelas palmas, adorei rsssssss... vc é uma graça, eu morro de rir com seus comentários, vou mandar a conta do cirurgião plástico para vc hauhauahauh... É parece realmente que a encrenca vai começar a partir de agora rssssssssss... Viu como eu li sua fic todinha??? Eu imprimi pra ler na academia hauhauahau... nem malhava direito louca pra ler enquanto esperava meu marido ir me buscar hihihihi...mas sua fic VALE MUITO A PENA! Beijos enormes!!!

Georgea – MANA!!!!!!!!!!!!! VIVA!!!! Resolveu dar as caras por aqui foi? Rsssssssss... Isso não é saudável? (olhar malicioso) sei... beijos e obrigada por comentar ainda estou em dívida com vc, mas vou passar nas suas fics, pode deixar.

Michelle Granger – Menina vc tinha esquecido o nome da fic e perdeu ela? Que coisa feia, merece apanhar hihihihihi... Ai que lindo vc estar procurando minha fic rsssssss... obrigada pelo carinho, fico imensamente feliz. Obrigada pelas palmas (rosto vermelho). Assim que puder passo nas suas fics que vc deixou o link no meu orkut. Beijos enormes!!!

carol potter – Obrigada pelo comentário e vamos esperar para ver quando a Gi lembra de tudo né? Aos poucos chegaremos lá.

Carolina Kozaka – Obrigada pelo elogio fico muito feliz. Beijos enormes!!!

Mari evans potter – Obrigada pelo comentário rsssssss...



N/A: Bem para concluir gostaria de mandar um SUPER BEIJO PARA A PRI que me ajudou nesse capítulo e para a PAM que está de férias do cargo de Beta rssssssssssss... Beijos amigas e obrigada sempre. AMO VCS!!! Ah, e para quem quiser saber qual é a música de início da fic quando o Harry e a Gina estão acordando, o nome da música é "Cristina", ela é linda, é do roupa nova. Beijos para todos os leitores que me alegram com os comentários, ai vai o link mais uma vez da comunidade para quem quiser saber mais sobre as fics, e discutir algo comigo e com a galerinha que lê:

https://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25567175

Beijos e obrigada novamente.

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