Harry e Gina também nem sonhavam com os tempos difíceis que estavam prestes a começar naquela noite. Eles estavam era preocupados com o casamento que seria dali a uma semana e em esconder dos outros Weasley os constantes vômitos e náuseas que a jovem vinha tendo nas últimas duas semanas.
Sintomas estes oriundos da comemoração particular de Harry com a namorada no dia em que anunciaram o noivado há cerca de dois meses e meio.
O casal observava o céu estrelado no jardim da Toca, até que Gina se cansa de ouvir pela milionésima vez o discurso de Harry sobre a gravidez dela não ser problema, visto que o casamento seria na semana seguinte, e diz:
- Eu sei que nós vamos nos casar em poucos dias, Harry! Mas se meu pai descobrir que você transou com a garotinha dele nosso casamento será cancelado pela morte do noivo.
Harry a beija e diz:
-Fica calma, amor. Se isso faz você se sentir melhor, a gente só conta aos outros depois do casamento.
-Ah, tá, Harry! Você diz isso pensando que minha mãe nasceu ontem. Eu sinto que ela já percebeu, ela tem me lançado cada olhar de incriminação.
-Mas ela não vai contar pra ninguém, minha ruivinha.
Eles se beijam novamente e não percebem a aproximação de um jovem ruivo de olhar mortal que conseguira se desvencilhar da namorada que o segurava durante o diálogo dos noivos, a fim de que não houvesse assassinato do seu futuro cunhado.
Quando Harry percebe a movimentação estranha do local, ele vira o rosto e dá de cara com um Rony bufando de raiva e o jurando de morte:
-Seu traíra, e ainda tem coragem de se dizer meu amigo. Quando disse para você cuidar bem da minha irmã era para você defendê-la de todos os perigos, não para ficar de sem-vergonhice...- E parte para cima de Harry com a intenção de socá-lo.
-RONIQUINHOOOO! Pára com isso!!!!!!!- veio se esguelando Lilá Brown, a atual namorada do Rony.
-Ron, por favor, NÃO BATA NO HARRY, SENÃO NUNCA MAIS VOU TE PERDOAR!- Chorava Gina.
Nisso, o Sr. e a Sra. Weasley saem para o quintal e se deparam com duas jovens em pânico e com Rony quebrando o nariz de Harry.
O Sr. Weasley entra no meio dos dois e os separa.
-Mas o que pensam que estão fazendo? São praticamente da mesma família e ficam aqui com essa baixaria? Olhem o estado de Gina, se é por causa daquilo que estão tentando esconder nós já sabemos, viu senhor Rony encrenqueiro?-esbraveja a senhora Weasley.
Rony se levanta pisando duro e segue para seu quarto, no que é seguido por Lilá que gritava "espera Roniquinhoooo!".
-Mas vocês sabiam?-pergunta uma Gina chorosa.- E não estão nem bravos nem decepcionados comigo?
-Claro que não, querida! Nós podemos ser um tanto conservadores, mas temos bom-senso. Você é a melhor filha do mundo e o Harry é como um filho para nós.-diz o senhor Weasley abraçando a filha.-Agora acalme-se pelo bem dessa vidinha que você está carregando. E Harry, é melhor irmos para dentro dar um jeito no seu nariz.
-A não ser que você queira homenagear o Snape.-graceja Gina.
Todos vão para dentro e no meio do ocorrido não percebem uma energia macabra que crescia no céu na forma de uma serpente que eclodia de um ovo, o novo símbolo da marca-negra dos novos comensais da morte. Nem imaginavam que naquele instante, não muito distante dali havia uma marcação em massa de novos adeptos de Strongillus.