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4. Primavera


Fic: Quatro Estações


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Estação: Primavera
Autor: Mila
Shipper: L. Lovegood| C. Chang



Flores de Papel



 



- Uma flor de papel?



- O que achou? – Perguntou ansiosa.



A outra olhou novamente para a dobradura.



- Diferente. – Respondeu com a sobrancelha arqueada. – Significa algo em especial?



- As de verdade são bem mais bonitas. Mas elas morrem tão rápido... – Justificou-se.”



 



 



- O que você pensa que está fazendo aí, Loony?



A garota dos longos e malcuidados cabelos loiros nem se deu ao trabalho de desviar o olhar de seus rabanetes cultivados magicamente. Estava tentando transformá-las em brincos. Ela e seu pai finalmente conseguiram usar o adubo certo, e eles adquiriram, além da cor laranja berrante, propriedades especiais que aumentava a audição de quem os usasse perto das orelhas. 



- Hey! Isso aqui não é uma estufa! – O menino que havia falado com ela antes acenou com a varinha e fez os rabanetes flutuarem até a janela aberta. – As estufas ficam pra lá!



Luna subiu os anormalmente grandes olhos cinzentos para acompanhar o que se passaria a seguir.  E, quando seus preciosos quase-brincos foram despejados janela abaixo, ela apenas pegou novos na mochila.



Concentrada em executar corretamente o feitiço de transfiguração, não deu atenção às risadinhas que preenchiam o Salão Comunal.



- EI! – O garoto parecia obstinado a incomodar. – Eu disse que aqui não é estufa! – E novamente os rabanetes foram jogados do topo da Torre Oeste de Hogwarts.



Começando a se irritar e não querendo transparecer isso, a menina pegou suas coisas e tentou ir até seu dormitório, mas barraram seu caminho.



- Espera! Dormitório também não é estufa!



- Com licença. – Disse simplesmente.



- Não antes de ver se você tem mais dessas merdas na sua mochila.



- Eu lamento mesmo que você tenha terminado o seu namoro hoje, mas eu não tenho culpa disso. – Luna, que havia – assim como todos da Corvinal – ouvido a discussão do garoto com a ex namorada, manifestou seu estranho hábito de ser sincera independente da situação.



- O que é que você disse? – Ele estreitou os olhos pra ela.



- Com licença. – Repetiu.



- Depois disso. – Ele grunhiu.



- Que lamento, mas não sou culpada do fim desastroso do seu namoro.



Quando o menino fez menção de empurrar a garota, alguém se pronunciou.



- Chega, né, Tony. Por que você não vai falar com a Marieta? Ela acabou de descer e não estava nada bem. Quem sabe vocês ainda têm volta... só pare de se mostrar.



Tony então pareceu esquecer-se que estava perturbando Luna e saiu correndo para fora do Salão Comunal.



- Obrigada. – A loira virou-se para a menina que tinha livrado-a de um aborrecimento.



- Não é nada. Ele pode ser bem idiota às vezes, mas é uma boa pessoa.



- É claro. – Luna respondeu com uma sinceridade que espantou a outra.



- Como disse? – Ela perguntou incrédula.



- É claro que é uma boa pessoa. Descontar frustrações nos outros é só uma forma fácil de aliviar os sofrimentos internos, mesmo que não seja a correta. – Explicou.



- Ah. – Disse apenas. Agora a tal garota parecia desconfiada. – Eu... vou ali terminar o dever de Feitiços.



- Qual seu nome mesmo? Não me lembro. – Luna perguntou enquanto a outra se afastava.



- Eu não disse. – Então sorriu, acenando levemente.



Dando de ombros, a loira subiu para seu dormitório e pode, por fim, transfigurar seus rabanetes. Depositou, satisfeita, os novos brincos no criado mudo. Usá-los-ia na manhã seguinte. Com isso em mente, adormeceu.



 



Não entendia realmente porque as pessoas estavam rindo dela mais que o normal naquele dia. Alguns chegavam a apontar e curvarem-se de tanto dar risada. Tudo bem que seu tênis estava bem sujo e ela deveria mesmo lavá-lo qualquer dia desses... mas havia tantas outras atividades interessantes que poderia fazer... quer dizer, há muito tempo ela não alimentava os peixe-vampiro do lago, nem pesquisava sobre as novas criaturas fantásticas – que todos, ceticamente, afirmavam que não existiam.



Sentou-se perto de uma grande árvore. Por ser o final do inverno a neve já havia derretido e algumas folhinhas verdes surgiam timidamente nas copas das árvores. Pegou o livro de Poções para se preparar para a redação enorme que teria que escrever: A variedade de Poções para a variedade de gripes existentes. Curiosamente, a que curava a gripe comum era a mais complicada de se fazer. “Mas nem tanto... Há sempre uma tendência à enrolar as coisas simples tentando solucioná-las.” Concluiu em uma lógica um tanto quanto empática.



O intervalo antes da aula seguinte – livre para ela – trouxe para os jardins um intenso movimento.  Estudantes surgindo de todo canto resmungando sobre a quantidade de deveres, comentando os últimos jogos de quadribol da temporada nacional, fazendo piadinhas sobre professores e colegas. Luna geralmente não se incomodava com o barulho, de fato, achava que ele a ajudava a pensar. Como se as pessoas tivessem, cada uma, uma energia, e, quando elas interagiam com o meio, elas passavam essa energia para o que estivesse ao redor.



- Veja só o que a Loony está usando hoje. – Uma garota da corvinal apontou escancaradamente para ela, não se preocupando em manter a voz baixa.



Uma onda de zombaria passou pelo grupinho de meninas.



- Ei, não riam dela. – Uma de cabelos longos e pretos falou em tom repreendedor.



Luna subiu a cabeça para registrar aquela voz que ela já conhecia. Sim, era a mesma garota do dia anterior. Teria que agradecê-la qualquer hora dessas.



Levantou-se e foi para a biblioteca, terminaria a tarefa lá.



No fim do dia parece que todos finalmente arranjaram algo melhor pra fazer do que apontar pra ela. “A comida realmente afeta o humor do homem.” Ela pensou, olhando o farto jantar. Foi uma das últimas a terminar, como sempre. Nunca entendeu a pressa das pessoas para comer... aliás, a pressa em geral. Pressa para tomar banho, pressa para terminar o dever, pressa para chegar aos lugares...



Caminhou vagarosamente pelos corredores quase vazios. Deveria voltar para o dormitório, estaria em problemas se fosse pega andando depois do toque de recolher. Não se importava realmente, contudo. Gostava de cumprir as regras, mas precisava muito de um ar. Subiu até o sexto andar e encontrou uma grande janela aberta. Pôs-se a observar a imensidão dos terrenos de Hogwarts, presa em seu próprio mundo. Perdeu a noção dos minutos, das horas. Apenas quando vislumbrou um pequeno vulto, seguido de uma risada definitivamente maléfica, que percebeu o quanto passara da conta.



- ALUNO FORA DA CAMA NO CORREDOR DO SEXTO ANDAAAAAAAR! ALUNO FORA DA CAMAAA!



Só teve tempo de lançar um olhar distraidamente surpreso para o poltergeist antes de sair correndo desembestada em direção ao salão comunal.



Entrou ofegante e mancando levemente, tinha batido a canela com força em uma armadura camuflada.



A princípio pensou que estivesse vazio, mas então reparou em uma figura solitária olhando-a espantada.



- Você está bem? – A tal figura perguntou, aproximando-se um passo.



- Cho Chang! – Lembrou-se, contente.



- Anh?



- Do time de quadribol. – Estava realmente feliz de ter se lembrado o nome da menina, sabia que a tinha visto em algum lugar...



- Ah... É. Você tá legal? – Repetiu.



- Tô. Foi só o Pirraça. – Então abanou a mão como quem espanta uma assombração.



- O que estava fazendo fora da cama essa hora? – Cho perguntou, inclinando a cabeça para o lado.



- O mesmo que você, suponho. – Respondeu. – Quer dizer, se você esteve procurando uma folga das outras pessoas.



- Bom... – Ela arqueou a sobrancelha. – Eu estive terminando o trabalho do Snape... ele me mataria se eu não entregasse.



Silêncio. A morena inconscientemente chegara um pouco mais perto da outra.



- Você gosta dos meus olhos. – Luna afirmou.



- Desculpe? – Cho afastou-se como se tivesse levado um susto.



- Você parece que os analisa. – Tentou explicar, mas a verdade é que ela não sabia muito bem de onde tinha tirado essa conclusão.



- Eles me lembram o de outra pessoa. – A garota respondeu evasiva. – Alguém que eu não vejo há cerca de um ano.



- E você gostaria de ver novamente? – Inquiriu.



- Eu... talvez... não sei... – Cho estava visivelmente em dúvida.



- Amanhã começa a primavera. – Luna disse de supetão. – Sabe o que isso significa?



- Flores? – A menina sorriu para a loira.



- Renovação. – Falou simplesmente antes de subir para o seu dormitório. Estava muito cansada.



 



Quando acordou, uma aura de energia e felicidade pareceu apoderar-se dela. Lembrou-se das próprias palavras no dia anterior. Renovação. Sim, definitivamente, era sobre isso que era a primavera. E ela não conseguia não se afetar pelo som dos passarinhos, e as flores brotando lentamente.



Caminhava aérea no intervalo da aula de História da Magia.



- Hey... Como você passa assim sem cumprimentar?



- Gin. – Pulou no pescoço da ruiva, em um abraço totalmente inesperado.



- Dia bom? – A amiga perguntou, oferecendo-a um sorriso.



Ela apenas sorriu de volta.



- Vamos, senão chegaremos atrasadas e Hagrid não vai ficar nada satisfeito. – Ginny puxou a menina pela mão, conduzindo-a até os jardins.



 Estavam estudando as fadas mordentes. Luna, ao contrário de todos os outros menos Hagrid, gostava delas. Qual era a graça de fadinhas normais e sem graça? Ter dentes afiados e veneno era, com certeza, muito mais divertido.



Ao final da aula, estava andando com a ruiva e falando banalidades quando olhou para o lago e viu Cho sozinha. Aquilo não era normal. Ela sempre estava com um monte de amiguinhas risonhas e arrogantes.



Acenou para Ginny e foi até a outra menina. Sentou-se ao lado dela, olhando-a com interesse. Seus olhos estavam vermelhos.



- Hoje não é dia de chorar. – Disse.



A morena deu uma risadinha tremida e suspirou.



- Garotos são tão idiotas. – Falou em tom de desabafo.



Luna apenas a mirou. Não tinha realmente pensado em garotos até o momento.



- Obrigada. Por me defender de novo ontem. – Mudou de assunto. Não tinha muito o que dizer sobre a idiotice masculina.



- Ah... – Cho esfregou os olhos. – Não foi nada. Tem gente muito sem noção por aí.



- Não me acha sem noção? – A loira arregalou os olhos.



- Não... você é especial. – Respondeu sincera.



- Especial do tipo louca? – Luna sorriu.



- Não. – Negou veemente, caindo na risada quando percebeu o tom de brincadeira da outra. – Você não se importa com o que os outros dizem sobre você. Age exatamente da forma que você é. Isso pra mim é especial.



- Tem razão. Sou especial. – Disse séria.



- Como não falei com você antes? – Cho disse, sorrindo. – Você me deixa bem... isso é tão estranho.



Luna deu de ombros.



- É um lance de energia. – Disse, fazendo um circulo imaginário com as mãos. – E, claro, o fato de eu te lembrar de outra pessoa. Faz você ter a impressão de que me conhece há muito tempo. – Concluiu de forma lógica.



A morena parou de sorrir.



- Sinto falta dela. – Olhou para o lago – Ela era de outro país, entende? Americana. Foi embora depois que seus pais a viram... –  Não concluiu a frase e seus olhos estavam cheios de lágrimas outra vez.



- Tá tudo bem. – Luna pegou na mão da outra. – Renovação, lembra? – Sorriu.



- Eu gosto da primavera... na verdade eu gosto é das flores. – Admitiu, enxugando os olhos. - Mas por enquanto não há nenhuma. Elas ainda estão nascendo.



- Nenhuma que você possa ver. – A loira disse em tom misterioso.



Cho então se virou para ela como se a estivesse vendo pela primeira vez. Segurou seu rosto, olhando profundamente em suas íris acinzentadas, buscando alguma resposta. E logo não olhava mais os olhos, fixava-se um pouco mais embaixo...



- Você pode me beijar se quiser. – Luna sussurrou.



Cho o fez. Encostou brevemente os lábios nos dela. E, como se tivesse recebido uma descarga forte de eletricidade, afastou-se com a mão na própria boca.



- Desculpa. – Disse, levantando-se depressa e indo em direção ao castelo.



Luna apenas ficou observando-a. Beijar era aquilo?



 



Nos dias que se seguiram, pensou que não veria mais Cho tanto assim. Achou que ela começaria a evitá-la, pelo jeito que ela correra quando estavam na beirada do lago. Mas se enganou. A verdade é que começou a desenvolver uma estranha amizade com a outra. Falavam-se com freqüência sobre assuntos improváveis. Nunca pensou que a outra garota fosse se interessar por Bufadores de Chifes Enrugados, ou sobre Espanta-Vibrações – sim, eles existiam. E nunca pensou também que se interessaria por assuntos simples e... normais. Como falar de bandas ou marcas de vassouras – não que conhecesse sobre qualquer uma dessas coisas. Mas o fato era que se davam bem. Sintonia.



Não se beijaram novamente. Nem comentaram sobre isso. E sempre ficava um clima pesado quando se aproximavam demais, ou ficavam muito tempo em silêncio. Para Luna estava claro que, como as flores que brotavam cheias de cor e vida, algo mais estava surgindo. Mas ela tinha medo de dizer isso. E esse era o grande sinal de que algo estava mesmo acontecendo. Ela geralmente não tinha receio de se expressar, ou falar o que pensava sobre o que quer que fosse. E gostava desse lado um tanto quanto inoportuno.



 



- Elas estão completamente aí. – Cho falou e apontou para os jardins.



Estavam sentadas no lugar costumeiro perto do lago.



- As que você não pode ver estão perdendo as pétalas. – Respondeu com um ar triste.



- Mas o verão não está tão perto assim.



- São tipos específicos de flores. – Explicou. – Eu vou mostrar a você. Feche os olhos. – Sorriu.



A outra obedeceu.



- Estou curiosa. – Disse, de olhos fechados.



Luna pegou um pergaminho e, com a varinha, o fez tomar a forma de uma flor.



- Pode abrir. É só uma representação... não consegui fazer uma cópia perfeita.



Com um grande sorriso, estendeu o presente para Cho, que olhou com estranheza.



- Uma flor de papel?



- O que achou? – Perguntou ansiosa.



A outra olhou novamente para a dobradura.



- Diferente. – Respondeu com a sobrancelha arqueada. – Significa algo em especial?



- As de verdade são bem mais bonitas. Mas elas morrem tão rápido... – Justificou-se. – Você pode me beijar de novo se quiser. – Acrescentou, vendo o olhar da outra.



E o beijo dessa vez não foi rápido e nem superficial. A língua da morena passou levemente pelos lábios da loira que, aos poucos, deu passagem para que encontrasse com a sua. Luna colocou com força a mão na nuca da garota, querendo mostrar, com isso, a sensação que a envolvia. Não era algo que poderia sonhar e, muito menos, algo que poderia esperar. Sua respiração alterando-se para acompanhar os batimentos cardíacos acelerados sem qualquer razão, a vontade de querer ir mais a fundo, de sentir melhor o toque e o sabor da menina ao seu lado, o irracional pela primeira vez controlando totalmente o racional.



Separaram-se.



- Não peça desculpas. – Luna adiantou-se.



- Eu não ia pedir. – Cho respondeu, sorrindo.



 



Andava nas nuvens ultimamente. Gostaria de dizer que era literalmente, mas ainda não tinha descoberto o feitiço que a permitiria fazer isso. Os dias novamente se arrastavam e eles pareciam cheios de motivos para sorrir. Ou melhor, cheios de sorrisos sem motivo. Relutava em dizer que uma pessoa era responsável por isso. Não acreditava tanto que era Cho simplesmente. Na verdade era a relação, a conexão, a Cho com Luna. E essa conexão era extremamente difícil de definir. Como se os beijos que trocassem fossem apenas conseqüências naturais de uma ligação forte, e não mais do que isso.



O que importava, contudo, era que estava bem.



Alguns poréns sempre apareciam, mas ela preferia ignorar. Como a forma em que os olhos da outra brilhavam quando ela falava sobre um garoto da Lufa-Lufa, ou como ela mudava quando estava perto das amigas. Tornava-se mais distante dela, parecia querer esconder o que para Luna era tão bonito. Era vermelho vivo. Como Cho não via que era vermelho vivo?



- Aí está você. Queria mesmo falar contigo. – A loira interceptou a outra, que estava junto com as amigas, no corredor do segundo andar. Sentiu os olhares de desprezo que eram dirigidos a ela, mas ignorou.



- Luna, o que você...



- Estive lendo um livro de mitologia trouxa e encontrei um mito interessante. Você gostaria de ver?



- Agora eu não posso... – A garota parecia incomodada.



- É bem bonito. – Insistiu.



- Ei, Cho! Você não vem? – Uma das meninas chamou.



- Estou indo! – Virou-se para responder. – Olha, Luna, nos vemos depois, tá bem? – E foi em direção às amigas.



Luna ainda pôde ouvir “O que você tem falado com a Loony?” antes que elas se afastassem. Não conseguiu refrear a lágrima que desceu por seu rosto. Pôs-se a andar sem rumo, querendo esquecer-se do momento. Voltou para o salão comunal tarde, quando já estava exausta.



- Ei você!... Te procurei por todo canto.



- Ah...oi.



- Por que não lê o mito agora? – Cho pediu. Estava apenas ela e mais um pequeno grupinho de meninos da Corvinal no lugar.



A garota, com ares de indiferença, puxou o livro.



- Chama-se O Mito de Perséfone.



“Diz a lenda que existia uma bela donzela que era filha da imponente deusa da colheita, Deméter. A jovem ajudava sua mãe a manter o fogo sagrado. As duas viviam em grande paz  e felicidade, de modo que eram grandes amigas.



Contudo, Hades, o deus dos infernos, ao avistar a doce Perséfone, caiu de amores pela jovem. E veio a superfície com sua negra carruagem e raptou Perséfone, levando-a para morar consigo no submundo.



Deméter entrou em grande desespero e Zeus então, compadecido da pobre mãe, pediu a seu irmão que devolvesse a menina à deusa.



Hades, depois de algumas contrariedades, fez o seguinte acordo: Perséfone ficaria com a Mãe até chegar o Inverno e, logo depois ela regressaria para o submundo. Por isso durante a primavera tudo é florido e alegre, mas, no inverno, quando a bela jovem volta ao submundo, tudo fica triste e negro e frio.”



- Uau. – Cho disse.



- Reforça a força interior. Quer dizer,Perséfone teve que ir até o submundo para encontrar seu grande amor, o que pode simbolizar que foi necessário, para ela, tornar-se introspectiva e, assim, encontrar dentro dela algo que a torna melhor.



- Esse mito é pra você, Luna. – A outra respondeu.



- Você acha?



- Sim. Você seria uma Perséfone perfeita. Com todo o lance da busca interior.  – Cho sorriu. – Mas eu duvido que você se deixaria raptar.



Luna sorriu também.



- Escute, me desculpe por hoje... – A morena começou.



- Amanhã começa o verão. – A loira se adiantou. – Você sabe o que isso significa?



- Sol? – Cho arriscou, sorrindo. – Isso me lembra uma coisa que eu tenho que te contar. – Ela disse antes que a outra pudesse responder.



 Silêncio.



- Cedrico me pediu em namoro. – A garota estava exultante. – Acredita nisso?



- Você aceitou? – Um aperto no peito de Luna a fez ofegar levemente.



- Aceitei! – Cho olhou-a como se fosse óbvio.



- Ah.



- Você não está feliz por mim? – Perguntou cautelosa.



- Eu... estou cansada. – Disse honestamente. – Preciso me deitar.



Fechou o livro com um baque e guardou-o na mochila.



- Espere...



Não deu atenção, subiu para seu dormitório e deixou a garota para trás.



Não entedia porque aquilo doeu. Sabia muito bem que a morena estava interessada no garoto, ela mesma lhe contara isso. Entretanto, ver aquilo realmente se concretizando... “Você não está feliz por mim?”... Sim, estava feliz por Cho, mas triste por ela, Luna. Tinha idealizado, sonhado, fugido mais uma vez da realidade.



Debruçou-se no parapeito da janela próxima à sua cama, e enfeitiçou um novo pergaminho para que ele tomasse a forma conhecida. O vermelho vivo das flores que a outra não poderia ver transformava-se irreversivelmente no branco pálido do papel.



Uma rajada de vento vinda do oeste levou-a de sua mão. Luna observou o trajeto da dobradura que, misteriosamente, caiu no lago. Lentamente, a flor foi se dissolvendo, até perder-se na imensidão azulada.



Flores de papel não morriam. Mas eram frágeis... tão frágeis.

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Comentários: 2

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 16/10/2011

poxa vida Mila *-* que coisa mais linda mew

Perséfone e primavera e tudo mais, fucking amo mitologia grega (isso me lembra percy jackson, comprei todos livros por 60 dinheiros graças as propagandas da floreios HUAHAUHAUHA)

me apaixonei pela sua Luna s2 o jeito criancinha sonhadora dela *-* "você gosta dos meus olhos" "você pode me beijar se quiser" QUERO UMA DESSAS PRA MIM :(((((((((

Nota: 1

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:: Página [1] ::

Enviado por Prado Soares em 06/05/2011

Luna e Chang? hum... interessante, no mínimo. esperando anciosa

Nota: 5

Páginas:[1]
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