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7. Entalhado


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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7


Entalhado


 


     A última coisa que me lembro era Luna discutindo com Ron por derramar vinho em seu tapete branquíssimo e de eu cair em algo fofo e não querer mais levantar.


Óbvio que não estava sozinha sentia o hálito quente de Harry em meu pescoço. Hálito esse com cheiro de posto de gasolina.


         Foi quando eu finalmente me dei conta que coelhos azuis não existem e eu precisava acordar daquele sonho maldito.


         Movi a minha grande cabeça para o lado e senti todas as dores imagináveis. Nem precisava abrir os olhos, dava para ver pela translucidez das minhas pupilas que a claridade pequena que entrava entre as cortinas abertas me deixou com receio de encarar o mundo lá fora, afinal, eu devia estar um trapo pronto para ir para o lixo.


         Apoiei a cabeça no ombro torto do moreno e ele se mexeu desconfortavelmente. Inflei os pulmões e abri os olhos.


         A bagunça era visível a três quadras dali. O apartamento de Luna não estava o mesmo. Reconheci a cabeleira ruiva comprida jogada tortamente em um dos pufes gigantes e mais pra frente, um casal dormindo abraçado.


         Será que ninguém foi para casa? Será que ninguém tem juízo?


Tentei me erguer, mas a dor era bem maior. Ouvi um tintilar de talheres vindo da cozinha e já imaginei que alguma alma boa estivesse fazendo um belo café da manhã, ou almoço, para nós.


         Reconheci Luna deitada em sua mesa de jantar, Ron estava ao seu lado, só que jogado no chão abraçado a uma garrafa vazia – sua melhor companheira. Os três meninos estavam em lugares diferentes da sala e o casal Neville e Tina estavam perto de Sarah e Tony.


         Se todos estavam deitados ou jogados naquele cômodo, quem estava na cozinha?


         O barulho ficou mais intenso, parecendo quebrar as coisas. Ouvi gemidos e uma voz peculiar. Atrai a varinha de dentro da minha bolsa em algum lugar da casa e me levantei rapidamente, ficando ao lado do batente da porta da cozinha.


         Pulei a cabeça de Harry e também algumas sujeiras como frutas mordidas e copos. O invasor tinha derrubado uma gaveta de talheres fazendo pelo menos três pessoas dali levarem um susto.


         - Dobby! – Soltei entrando na cozinha para surpreendê-lo em cima da bancada da pia. – O que você está fazendo aqui?! – O peguei pela sua túnica e o coloquei no chão.


         Ele escondeu-se atrás de seus bracinhos finos e choramingou. Luna, Harry e Gina apareceram atrás de mim.


         - Harry Potter! – Correu para abraçá-lo. – Dobby veio visitar!


         Harry olhou esquisito para mim e largou-se do elfo delicadamente. Luna e Gina começaram a arrumar a bagunça que o pequeno tinha feito.


         - Como você nos achou, Dobby?


         Ele subiu em cima da pequena mesa e tirou um colar rastreador de dentro de sua roupinha. Harry o pegou e viu seu nome escrito dentro da grande pedra verde.


         - Aonde você conseguiu isso? – Perguntei e ele correu para trás dos pés da mesa.


         - Deixa que eu cuido dele. – Soltou rapidamente indo ao encontro do elfo, aterrorizado pela minha impaciência.


         - Vamos acordar os outros. – Sugeriu Gina passando a mão nos cabelos armados.


         Posso dizer que foi uma luta acordar Ron, Simas e Dino. Os outros até que não relutaram muito, pois Gina já jogara o equivalente a três copos de água em seus rostos.


         - Tente mandar todos para casa. – Disse Harry surgindo ao meu lado e voltando rapidamente para a cozinha.


         - É melhor vocês irem! – Pensei em uma rápida desculpa. - Daqui a pouco nós vamos começar a nossa aula de Yoga com os elfos... – Fiz uma referência indiana e logo Dino, Simas, Neville, Tina, Sarah e Tony foram se despedindo e agradecendo pela incrível festa.


         Luna, Rony e Gina foram até a cozinha enquanto eu trancava todas as portas e colocava um feitiço de proteção em todos os cômodos da casa. Impedimos que Luna começasse a arrumação da casa e que Ron fosse dormir mais um pouco.


         Gina sacou de sua bolsinha poções estimulantes com uma dose extra de açúcar. Pareceu que a ruiva previu que iríamos utilizá-las. Entregou um frasquinho para cada um de nós e bebemos em conjunto.


         A cada gole, a bebida pérola deixou meu sangue mais acelerado nos livrando de dores de cabeça e dando uma coloração humana a nossa pele.


         Dobby estava sentado na bancada da pia apreciando a visão de nos ver humanos novamente.


         - Conte o que você me contou, Dobby. – Ordenou Harry deixando o frasquinho dentro da pia como nós.


         - Dobby fugiu da casa dos Malfoy quando mais ninguém pisou lá. – Encolheu as orelhas e franziu o cenho. – Dobby se sentiu muito sozinho.


         - E aonde você encontrou esse colar?


         - Dobby estava limpando o quarto dos Malfoy pais e Dobby encontrou perto das meias...


         Como eu odeio colares!


         - E Dobby usou para achar Harry Potter! – Ergueu os bracinhos.


         Harry o pegou de Dobby com um olhar preocupado e pensativo. Eu já fiquei preocupada com a aparição do elfo, imagina esse colar na mão de Harry...


         - Vamos destruí-lo.


         Pousei minhas mãos em cima das suas.


         - Pense que podemos usar esse colar para algo que nos ajude. – Joguei um olhar profundo sobre o moreno que o fez guardar em um dos bolsos da calça. 


         - Como ele conseguiu aparatar aqui dentro? – Perguntou a voz rouca de Ron. – Jogamos um feitiço para ninguém sair ou entrar aparatando.


         - Dumbledore também aparatou. – Completou Gina. – E ele saiu da cozinha.


         - Acho que minha cozinha tem uma energia negativa.


         Luna conseguia achar eufemismos para todas as situações.


         - Dobby tem que voltar! – Foi ao chão e abraçou as pernas de Harry. Deu uma olhada em todos nós e aparatou, soltando uma fumaça estranha.


         O clima ficou em silêncio. Todos estavam realmente cansados e ficaram ainda mais quando descobriram que nem passara do meio dia. Harry não queria ir dormir ou voltar para o hotel, queria ir para o Ministério guardar aquele artefato e então, estudar o caso de possível fuga do Malfoy até seu cérebro ficar pastoso e cair pelo nariz.


         Eu tentei convencê-lo de que aquilo não era o certo e que amanhã eles poderiam resolver isso com mais calma e sem um alto cheiro de bebida. Joguei a desculpa de ajudar a arrumar o apartamento de Luna afinal, nós também somos causadores daquela bagunça.


Harry me deixou falando sozinha enquanto sacava a varinha, murmurava um feitiço e tudo começou a voltar ao normal: os copos flutuaram para a cozinha passando rente nossas cabeças, a sujeira foi para dentro de sacos pretos de lixo e qualquer outra coisa que não pertencia ao local, sumiu. Os moveis que tínhamos tirados já estavam no devido lugar e o feitiço de isolamento acústico tinha desaparecido.  


A loira iluminou-se e correu para o banheiro para tomar um banho.


         Como um estalo, lembrei aquela pequena bolinha que tinha encontrado no pêlo de Milk. Mandei o moreno a desembrulhar os presentes junto com os outros na sala e fui certificar que o cachorro estava bem.


         Antes de começar a festa, demos uma poção da paz para que Milk não causasse destruição entre os convidados e exatamente quando eu cheguei ao seu lado, ele abriu os olhos cansados e latiu feliz para mim.


         Peguei a bolinha em seu esconderijo e enfiei dentro do decote, voltando à sala como se nada tivesse acontecido.


         Ficamos mais uma hora no apartamento do casal e depois aparatamos para o hotel, deixando todos os presentes e artefatos das trevas de lado. Queria um banho e talvez dormir mais algumas horas.


         Harry foi ao banheiro e deitei desconfortavelmente naquela cama. Toda a maciez dos lençóis finos e caros deixaram a desejar quando o que eu mais queria era a minha cama de verdade.


         A dor de cabeça, nas costas e talvez nos pés passou um sensação de incomodo exagerado. Queria arrancar toda a roupa, sair correndo, gritando, para que todos ouvissem que eu estava desconfortável. Olhei para um grande relógio que tinha em cima de uma cômoda em madeira importada e focalizei o meio dia. Passei a mão pelo rosto inteiro e suspirei.


         Ouvi o chuveiro se abrir com a porta entreaberta e fiquei com vontade de tomar um banho com o moreno, mas e a preguiça?


         Passei a mão no colo e lembrei do artefato no meio do meu decote. Fiquei três minutos analisando aquela pedra peculiar quente com o contato com a minha pele. Os arabescos pareciam mais definidos e o seu peso pareceu aumentar.


         - O que é isso? – Perguntou entrando no quarto enxugando os cabelos com uma toalha bege e enrolado em uma toalha branca.


         - Encontrei no pêlo do Milk, ontem à tarde. – Ele sentou-se ao meu lado e eu sentei-me junto a ele. Pegou o objeto e o examinou longamente.


         - Será que- - Parou a ver que a pela estava começando a ficar mais pesada. – Será que grudou no pêlo dele no dia da invasão ao nosso apartamento?


         - Sem dúvidas, mas eu não consegui descobrir o que é.


         - Você não teve tempo de pesquisar, creio eu. – Ergueu uma sobrancelha para mim. – Você é a pessoa mais inteligente que eu conheço.


         - O que você quer, Potter? – Brinquei deitando em seu ombro. Pude notar o quanto Harry estava cheiroso. – Está ficando mais pesada. – A deixou em cima da cama e ela foi afundando um milímetro a cada segundos até que parou, ficando imóvel. – Pode ser um imobilizador, como encontramos naquele trasgo há alguns meses.


         - Mas Milk estava normal, não é?


         - Sim, mas com tanta coisa que estamos dando para ele ultimamente, pode até ter passado despercebido...  – Lamentei. – Por ficar pesado com o toque, um absorvente de energia.


         - Nunca vi um desses.


         - Eu vi uma vez, em uma aula extra em Hogwarts, tem quase o mesmo efeito de um imobilizador.


         - Vamos guardá-los no Ministério. Podem ser úteis em algum momento. – Consenti indo até o banheiro e tomando um demorado banho.


         Meia hora de depois estávamos prontos. Terminara de colocar um sapato e Harry já carregava consigo, no bolso de sua jaqueta, os dois objetos, impaciente por minha demora. Ao me levantar, senti uma sensação única, estranha e angustiante. Talvez nunca tivesse sentido algo assim.


         Harry levou uma das mãos ao bolso e seu olhar ficou frio e doloroso.


         - Harry? - Tentei chegar perto do seu corpo, mas algo o sugou contra a parede fazendo um enorme rombo.


         Meu estômago afundou e corri para alcançá-lo. Harry tinha sido sugado com todas as forças imagináveis através das paredes do Hotel. Por sorte, ou não, ele foi direto para fora, sem atravessar nenhuma parede.


         A mesma sensação veio mais forte, fazendo eu me abaixar de dor, colocando as duas mãos na altura do coração e urrar de dor. Senti três vultos aparatando ao meu lado e alguns gritos de terror.


         A minha expressão de vazio encontrou o rosto aterrorizado de Lupin e Moody. Lupin me pegou pelo braço e me pôs em pé. O outro vulto era Shacklebolt que paralisara três seguranças trouxas do hotel e isolou todo o quarto.


         Harry.


         Harry foi levado. E como eu não pude fazer nada para impedir?


         Aparatamos para dentro da sede da Ordem da Fênix. Eu era carregada pelos cotovelos por Lupin e Moody andava tortamente atrás de nós. Mantinha uma das mãos junto a dor e o olhar perdido. Fui jogada em uma poltrona enquanto os homens pegavam mapas, rastreadores e outros artefatos.


         Abri dois botões da blusa e vi uma queimadura circular, exatamente onde estava a pequena bola. Estava dolorido e em um aspecto não muito agradável.


         - Granger, - - Moody mancou até mim. – aonde vocês encontraram aquele rastreador?


         Me assustei ao descobrir que eles são mais rápidos do que nós.


         - Dobby entregou a Harry. – Como doía pensar que ele poderia estar sofrendo. – Pegou na casa dos Malfoy. – Encarei o nada, um pouco chorosa e apenas querendo que tudo aquilo fosse um estúpido sonho.


         Shacklebolt aparatou no meio de Lupin e Moody.


         - Azkaban. – Meus olhos ficaram enormes e uma dose de adrenalina foi jogada na minha corrente sanguínea. - Presensiaram uma movimentação estranha dos Dementadores na área oeste da prisão.


         - Comensais ficam na área oeste. – Comentou Lupin.


         Um flash de memórias invadiu meu cérebro e tudo começou a se encaixar.


         - Eles querem soltar Draco Malfoy. – A atenção dos três homens se voltou para mim. – Estávamos investigando uma possível fuga ou algum resgate em Azkaban semana passada.


         - E informar o Ministério não entrou nas suas preferências, Granger?


         - O Ministério ia fazer a maior balburdia com uma coisa que poucos deveriam saber.


         - E como vocês sabiam disso? – Perguntou Shacklebolt.


         - Não há tempo para explicações! – Elevei o tom de voz. - Harry está em perigo!


         - Nenhuma novidade até aí, Granger. Vamos com calma.


         - Calma é a última coisa que eu preciso... – Suspirei aborrecida. – Quero ir a Azkaban.


         Olhares de terror e reprovação inundaram a sala. Eu sabia que era uma loucura e que eu não poderia fazer nada, além disso, para tentar salvá-lo, mas eu queria arriscar.


         - Eu quero ir a Azkaban! – Repeti para não haver dúvidas.


         - Você está querendo jogar feitiço no pé... – Negou Moody se sentando. – Não vamos deixar.


         - Vocês não têm o que deixar, eu vou e ponto final!


         - E como você vai? – Perguntou Lupin cruzando os braços contra o peito.


         - Eu dou um jeito. – Parecia uma criança mimada.


         Moody foi o primeiro que eu vi ceder naquela discussão. Como sua mente e bloqueada com os mais diferentes feitiços, tive que apelar para aquele discurso de que não existe pessoa melhor que eu para resgatar Harry.


         - Se você assim quer, - Levantou-se e eu abri um pequeno sorriso vitorioso. – Mas você não irá sozinha, Granger.




***




         Aparatamos para dentro do Ministério. Merlin, como aquele lugar estava uma zona.


         Várias pessoas estavam correndo de um lado para o outro e as lareiras nunca estiveram trabalhando tanto como naquele dia.


         Harry Potter – o escolhido - foi seqüestrado sabe-se lá por quem e sabe-se lá por que.


Fomos até o departamento em que trabalho e entramos na sala de Falkes que não estava nem um pouco feliz com o ocorrido.


- Não me surpreenda que você esteja metida nisso, Granger.


- Faço essa observação todos os dias... – Cantarolou Moody bufando.


         Falkes suspirou tristemente e abriu sua gaveta. Tirou um pedaço de pergaminho e anotou algumas palavras com uma pena grande que estava flutuando ao seu lado.


         - Ele já está a caminho, Falkes? – Perguntou Lupin.


         - Sou totalmente contra isso, Granger! Que fique bem claro que fui forçado pelas circunstâncias! – Dobrou o papel totalmente aborrecido.


         - Quem irá comigo? – Perguntei encarando o olho de Moody dar uma volta completa em sua órbita.




         Não demorou nem três segundos para a porta se abrir. Meu estômago deu a segunda grande afundada do dia e a minha vontade de matar alguém cresceu.


         - Estão brincando, certo? – Apontei com desprezo para William Polk que entrava com um sorriso vitorioso em seu belo rosto.


         Ele pegou minha mão erguida e beijou as costas olhando sedutoramente para mim.


         - Deixe disso. – Tirei a mão à força e encarei o nosso velho chefe, também não muito feliz com a situação.


         - Vocês estão incumbidos de trazer Harry Potter com vida para esse Ministério. – Moody chegou perto do rapaz. – Com vida, entendido, Polk? – Will engoliu seco e consentiu.


         O papel amassado foi entregue a mim e logo seguimos Lupin pelo Ministério.


         - Sempre sonhei em fazer uma missão ao seu lado, minha doce Granger.


         - Pode ter ficado só no sonho, não é? – Ele gargalhou.


         - Você está tão arisca hoje... – Pegou uma mexa do meu cabelo e eu bati em sua mão. – Fica ainda mais bela.


Lupin limpou a garganta e pegamos o elevador lotado, como sempre. Descemos no Departamento de Controle de Criaturas Mágicas.


         - De quem foi essa idéia idiota? – Perguntei um pouco alto para todos ouvirem.


         O que estávamos fazendo ali, não sabia. Andamos mais um minuto até entrar na saleta do chefe do departamento.


         Ele era magro de mais e tinha um cavanhaque fazia uma curva muito estranha. Suas roupas eram escuras e seus olhos eram azuis intensos. Não passava dos cinqüenta anos. Ele sorriu ao ver Lupin entrar na sala.


         - Oh! Remo! – O abraçou. – Faz muito tempo que eu não lhe vejo! Nunca mais precisou das minhas poções. – Lupin passou a mão na nuca e nos olhou um pouco sem graça.


         - Você já deve ter ouvido sobre o que aconteceu com o Potter agora a pouco, não é Thalles? – Ele concordou cruzando os finos braços.


         - E no que posso ser útil?


         Moody tomou nossa frente.


         - Precisamos daquele favor. – Demorou um pouco para Bourbon Thalles assimilar as palavras que saíra da boca do velho e começar a agir.


         - Ora, faz muito tempo que não o usam. – Enfeitiçou as cortinas para se fecharem a porta para se manter fechada.


         - Casos especiais. – Sorriu do jeito Moody de ser.


         Thalles estendeu a mão para mim e pediu o papel. Com a varinha, apontou para um armário velho, quase caindo aos pedaços, com alguns pratos com rostos desenhados e algumas pratarias. O armário começou a se mexer, fazendo toda a sala se mexer com ele.


         Atrás de tanta poeira, vimos uma cortina vermelha de veludo cobrindo uma pequena protuberância na parede. O silêncio foi maior. Thalles puxou a cortinha e revelou um pedaço de casco de árvore velha grudado naquela parede com uma horrível decoração.


         Não parecia nada de extraordinário.


         Um grito rompeu a barreira do som, fazendo cada um daquele lugar tampar os ouvidos e abaixar alguns milímetros como impulso. O casco velho tinha se mexido, se transformou em um rosto com pó saindo de sua boca. Cada ruga, cada dobra e cada forma tornaram-se realidade.


         - Pelas Barbas de Merlin! – Gritou, me fazendo dar um pulo para trás. – Eu estava começando a ficar com cãibras.


         Era impressionante como aquele casco tomou todas as feições de um humano. Seus falsos olhos encararam todos na sala me deixando até um pouco desconfortável.


         - O que querem de mim?


         Thalles jogou o papel dentro da boca daquele ser e ele mastigou fazendo caras e bocas, parecendo entender todas as pequenas palavras, entendo toda a história que se passava na frente daquele armário.


         - Granger, - O casco me surpreendeu ao saber meu nome. – pegue essa estátua de cavalo.


         Referia-se a uma pequena estátua de bronze que se encontrava em cima da mesa do chefe. Thalles se contorceu em desaprovação, parecia ser sua estátua preferida.


         - Se aproximem.


         Will e eu chegamos a dois passos de distancias da madeira falante, eu segurando a estátua e Will já sacando sua varinha.


         - Esse será o seu portal. Basta pronunciar cavalo para voltarem.


         Que simples.


         - E como nós vamos para Azkaban? – Perguntou o rapaz.


         - Oras, meu caro, do que tem medo? – Deu uma alta gargalhada.


         - Eu não tenho medo de nada.


         Discretamente olhei confusa para o loiro. Já tinha rastreado seus piores medos antigamente e o que encontrei foram insetos nojentos e perder sua mãe. 


         - O que estão esperando? – Soltou Moody aborrecido.


         - Não esqueçam: Cavalo.


         Repeti algumas vezes para ter certeza que memorizasse antes de um fortíssimo vento nos puxar para dentro de sua boca. Algumas coisas da sala foram junto conosco.


         A viagem parecia uma com a Rede Flu, só que sem pousar tranquilamente. Caímos a dois metros de altura do chão.


         A estátua de cavalo caiu por debaixo de uma das minhas costelas. Imagem só a dor que eu senti. Senti uma mão me ajudar a levantar. Agradeci sem graça e fingindo não estar de bem com Will.


         Um vento gélido, uma sensação de tristeza e uma incrível vontade de morte invadiu nossos corações. Nunca tinha sentido pior sensação do que essa.


         Caímos em um corredor amplo, as paredes eram de grandes blocos de tijolos pretos desgastados com buracos para ratos perto do chão. Podíamos ver alguns arranhões de quatro dedos e restos de fuligem.


         Sabe-se lá o que acontecia naquele local.


         Ouvimos uma risada macabra seguida por um alto grito. Polk veio ao meu lado e ficou a minha frente. Instantaneamente, coloquei a mão que estava livre em seu ombro e ficamos tensos, esperando que qualquer coisa nos atacasse.


         - Para direita. – começando a andar empunhando nossas varinhas até um grande arco de pedra. O vento estava maior e o cheiro de maresia nos deixou tontos. O loiro foi a três passos de distância de mim até parar por completo.


         A visão daquele mar agitado e os Dementadores sobrevoando o céu não eram das melhores.


         Não podia acreditar que estávamos em Azkaban.


 

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