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13. Conversas


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 13


-O que foi que ela disse que eu fiz?-perguntou Alvo, assustado.


Scorpius ainda segurava Alvo pela roupa. Encarava-o com uma grande raiva parecia prestes a fazer um avadra kedavra.


-Como ela poderia me dizer alguma coisa? Só escutamos a voz dela quando ela delira-disse Scorpius, aturdido. –Mas eu sei que a culpa é sua, ela só falava seu nome o tempo todo. Agora se você for homem, você irá me contar-disse ele com a voz baixa.


A professora McGonagall junto com Ted aproximaram-se de Alvo e Scorpius.


-O que acontece aqui? Os dois agora para a diretoria-ordenou a diretora McGonagall.


Scorpius soltou a roupa de Alvo. Os dois saíram do salão principal acompanhados de McGonagall. As pessoas acompanharam eles com o olhar depois que saíram começaram a fuxicar.


***


Rose abriu devagar a porta e perguntou:


-Posso entrar?


Alvo nada respondeu. Continuou como estava. Deitado na cama, encolhido; olhar perdido. Rose entrou e fechou a porta. Aproximou-se do primo, mas não disse nada. Ficou a alisar-lhe os dedos devagar.


-Eu fiz tudo errado-disse Alvo depois de quase meia hora com Rose ali. –Eu deixei meu medo de ir para a Sonserina tomar conta de mim e reverti meu trauma contra as pessoas de lá. Agora ela está na enfermaria... Tudo culpa minha!


Já que Alvo começara a falar, Rose teve que perguntar:


-Por que seria sua culpa a Brewster estar na enfermaria?


Alvo encarou a prima, depois sentou-se na cama com as pernas cruzadas.


-Eu fiquei sozinho no vestiário depois do jogo de quadribol, eu acabara de sair do banho quando ela entrou lá...


-Entrou lá? Mas como? Se pessoas de outros times não podem entrar em outros vestiários, só do próprio time-disse Rose, curiosa.


-Não sei quando vi, ela estava lá perguntando pelo Malfoy.


Rose prendeu qualquer emoção que pudesse transmitir.


-E?


-Meio que discutimos, ela bateu em mim novamente duas vezes... não me controlei mais...


-Você não bateu nela, bateu?-perguntou Rose, nervosa.


-Não! Claro que não-disse Alvo, enfático.


-Pensei que... afinal, ela está na enfermaria...


-Mas não por eu ter batido nela. O único que eu conheço que merece apanhar é o Malfoy, a pesar de que ele bateu em mim por motivo justo.


Rose estava confusa e Alvo percebeu.


-Olhe, eu me descontrolei... E... E eu a beijei. Beijei a Brewster-desabafou Alvo.


Rose abriu a boca foi ai que a ficha caiu.


-Ai, minha nossa! Foi ela que deixou você todo arranhado!


Alvo começou a achar as unhas do pé esquerdo dele interessante. Estava com vergonha e ainda estava com as marcas das unhas de Anne nas costas.


-E por que você a beijou? Você nem gosta dela, não é? Eu escuto uns fuxicos de que ela que tem uma quedinha por você... Você a beijou por causa dos tapas... Lembro do que você disse que quando se dar tapas em alguém é porque realmente quer beijos...


Rose esperou Alvo dizer algo. Ele engoliu seco e disse:


-Rose essa não foi a primeira vez que eu a beijei-assumiu Alvo.


Rose abriu a boca.


-Nosso primeiro beijo foi na noite do baile. Eu tinha bebido um pouco antes e aconteceu, depois... deixe para lá. Daí, eu inventei uma amnésia alcoólica para ela, mas eu me lembro de tudo que aconteceu naquele dia.


-Não entendo. Você sempre fez questão de dizer que não ficaria com uma garota da Sonserina. E você sempre implicou com a Brewster, pensei que fosse por ela ser a melhor amiga do Scorpius e já que você não gosta dele...


-Só há uma razão por eu não gostar do Malfoy...


-Qual?-perguntou Rose, curiosa.


-Ele sempre tem a companhia dela, mesmo ele namorando nossa prima...


-Ah, não, não, não. Você quer dizer que gosta da Brewster?


Alvo levantou o colchão e tirou de lá um envelope que deu a Rose. Ela abriu e viu as fotos que Anne tirara.


-Como você conseguiu isso?


-Estava no corujal quando chegou para ela então eu peguei-disse Alvo, pegando as fotos das mãos de Rose.


-Ela sabe?


-Sabe.


-E ela não desconfia do motivo de você guardar fotos dela?


-Não. Ela como todos pensam que eu não gosto dela.


-Mas você sabe esconder muito bem o que sente por ela. Eu nunca desconfiei que você pudesse gostar da Brewster.


-Estranho, Rose. Sua relação com o Malfoy se parece muito com a minha relação com ela-disse Alvo, olhando uma foto.


-Então por que a Brewster foi parar na enfermaria?


-Depois que nos beijamos, eu disse umas coisinhas para ela. Mas foi ciúmes. Lembrei do Malfoy...


-O que você disse a ela?


-Agora não, Rose. Prefiro não dizer aquilo novamente.


Rose aquiesceu.


-Ela saiu do vestiário correndo. Pelo pouco que eu sei que eu soube na diretoria. A tempestade caiu, o Malfoy e o Kemp a encontraram desacordada no chão em meio a chuva. Levaram-na a enfermaria e ela está lá desde então com febre alta, delirando... a culpa é minha dela estar lá.


Rose abraçou o primo e ela sentiu lágrimas caírem no seu ombro.


-Eu preciso vê-la, Rose-disse Alvo, soltando a prima.


Ele enxugou o rosto com as costas da mão.


-Como?


-Eu preciso que você fique de olho perto da enfermaria e quem se aproximar de lá, você despista.


-Sei. Quando você escutar um barulho na porta é alguém que chegou. Esse é o sinal. É melhor irmos logo, neste horário não há ninguém na enfermaria. Só Madame Pomfrey ou Victorie fazendo companhia a quem está lá, mas geralmente estão cochilando-explicou Rose.


Alvo ajeitou-se e os dois saíram do quarto, não sabendo eles que um par de olhos os acompanharam até a saída do salão comunal.


Alvo e Rose chegaram a enfermaria.


-Acho melhor eu ver se você pode entrar. Se alguém me ver, eu digo que fui falar com a Vicky.


-Ok.


Um minuto depois Rose saiu.


-Pode entrar. Madame Pomfrey está cochilando na mesa dela. E ela está adormecida...


-Obrigado-disse Alvo e depois entrou na enfermaria.


Alvo viu Madame Pomfrey cochilando em uma cadeira ao lado da mesa. Ele foi até a cama que Anne estava adormecida. Ela tinha um pano molhado na testa, um no pescoço e outro na barriga. Ele notou que ela estava pálida, os lábios rosados estavam brancos como papel. Ele tocou levemente a mão dela. Ela tirou a mão.


If I begged and if I cried/ Se eu implorasse e se eu chorasse
Would it change the sky tonight/ Isso mudaria essa noite nublada?
Would it give me some light?/ Isso me traria alguma luz?
Should I wait for you to call?/ Devo esperar você ligar?
Is there any hope at all/ Há alguma esperança de isso acontecer?
Are you drifting by/ Você está me deixando de lado?


-Por favor-pediu Alvo.


Alvo tocou levemente os cabelos dela, ela virou a cabeça.


-Você está me castigando, não é?


Anne continuava a dormir.


-Eu sei que a culpa é minha.


O pano que estava na testa de Anne escorregou. Alvo pegou, virou novamente a cabeça dela para frente e colocou gentilmente o pano de novo na testa dela.


-Perdão-disse Alvo, segurando a mão dela com força.


Anne tentava a todo custo se soltar da mão de Alvo. Ela começou a soltar grunhidos durante o sono.


-Não, Alvo. Não!-disse Anne, delirando.


Ela começou a suar frio e a tremer.


-Anne, pare-pediu Alvo, segurando os braços dela.


Ele pensou em chamar Madame Pomfrey, mas uma idéia surgiu de repente e ele pôs em prática. Ele tirou o pano da testa e da barriga dela. Ele preferiu não ficar observando a barriga lisinha dela, ela estava doente. Ele deitou-se ao lado dela e abraçou-a com força. Ele ficou com os lábios na testa dela...


When I think about it/ Quando eu penso sobre isso
I know that I was never there/ Eu percebo que nunca estive aí
Or even cared/ Ou sequer me importei
The more I think about it/ Quanto mais eu penso sobre isso
The less that I was able to share with you/ Menos eu fui capaz de compartilhar com você
I try to reach you, I can almost feel you/ Eu tento te alcançar, eu quase posso te sentir
You're nearly here/ Você está quase aqui
And then you disappear/ E então... você desaparece
You disappear, you disappear/ Você desaparece, você desaparece


Rose esperava Alvo do lado de fora quando do nada Scorpius surgiu na frente dela. Ela levou a mão ao coração.


-Assustada, Weasley? Quando se leva susto assim é porque está aprontando alguma coisa...


-Não estou aprontando nada. É você que está fora da cama depois da hora-apontou Rose.


-Recebi uma autorização especial da diretora de vir visitar minha amiga. Diferente de você e do seu amigo Potter...


Rose abriu a boca. Como Scorpius sabia que Alvo estava na enfermaria?


-Eu vi vocês saindo do salão comunal para cá.


Scorpius tentou entrar, mas Rose se pôs na frente.


-Ele só veio ver como ela estava e para se desculpar-explicou Rose.


-Tarde demais, não? Nem o castigo que a diretora deu para nós compensará o que ele fez a ela.


-Qual foi o castigo?


-Teremos que ajudar o professor Hagrid uma vez por semana durante um mês com aqueles animais dele-disse Scorpius. –Mesmo que seu amigo ficasse todo queimado, machucado não pagaria o que ele fez com a Anne.


-Não fale assim!


-Você defendendo sempre o Potter-disse Scorpius, encarando Rose.


Ele segurou os braços dela para afastá-la dele.


-Eu faço qualquer coisa para você deixar ele falar com ela.


Scorpius deu um sorriso.


-Qualquer coisa?


Rose se arrependeu na hora no momento que viu aquele sorriso no rosto de Scorpius, mas não tinha como voltar atrás. Era Alvo seu melhor amigo que precisava dela.


-Qualquer coisa-confirmou Rose. –Pode falar.


-Não, não, Weasley. Agora não. Eu vou pedir quando for o momento certo. E não fique com essa cara, você nem sabe o que irei pedir-disse Scorpius, vendo a cara de Rose de arrependimento.


-Agora, eu vou esperar vocês irem embora no outro corredor. Ainda não quero ver a cara do Potter.


Rose olhou para o peitoral de Scorpius, mas a camisa dele estava totalmente fechada.


-Está fazendo frio, Weasley. Hummm. Até depois.


Ele virou-se e afastou-se. Rose sentiu falta das provocações de antes e como ele sempre tentava tocá-la por qualquer motivo. Mas as provocações eram poucas e os toques eram raros, afinal ele tinha namorada. A prima dela. Minutos depois, Alvo saiu.


-E aí?


-Acho que ela está um pouco melhor. Tive a impressão de que quando me afastei dela, ela estava recuperando um pouco a cor-disse Alvo.


-Que bom-disse Rose com um sorriso.


Alvo também sorriu. E eles seguiram para o salão comunal. Ao ver os dois se afastar, Scorpius entrou na enfermaria. Madame Pomfrey dava uma colherada de remédio para Anne.


-Como ela está?


-Melhor. A febre está cedendo.


Madame Pomfrey cobriu Anne, só deixando o pano no pescoço dela.


-Fique com ela um pouco e depois volte para seu salão comunal já está tarde-disse Madame Pomfrey se afastando.


-Anne, você está bem? Anne?  


-Scorpius?-perguntou Anne, abrindo devagar os olhos.


-Oh, querida. Se você inventar de tomar banho de chuva sem mim da próxima vez, eu não irei mais fazer companhia nas compras para você-disse Scorpius, abraçando a amiga.


-Não seja mal-disse Anne, e tossiu.


Ela ajeitou-se na cama.


-Quanto tempo estou aqui?


-Há algumas horas. O importante é que você está melhor. Marc ficará muito feliz em saber já que ele estava se lamentando pelos cantos que não tinha ninguém para beijar, embora não gostei dele ficar falando isso. Ele sabe que você é minha, mas ele gosta de me provocar-brincou Scorpius.


Anne riu um pouco, depois tossiu e colocou a mão na cabeça.


-Estou com dor de cabeça.


Madame Pomfrey aproximou-se.


-Já deu a hora, Sr. Malfoy.


-Ok. Boa noite.


Ele segurou a mão de Anne e deu um beijo. E depois saiu da sala. Anne olhou para a saída da enfermaria, pensativa. Ela tivera um sonho com Alvo que ele cuidava dela a pesar de que no começo ela não queria nenhum contato com ele, mas acabara cedendo... Madame Pomfrey olhou-a com um olhar diferente, mas não disse nada. Tinha que tirar Alvo Potter dos seus pensamentos, dos seus sonhos e se fosse possível até da sua vida.


“Basta de Potter”, pensou Anne.


Ela aconchegou-se na cama e sentiu o perfume dele.


-Foi só um sonho. Ele não estava aqui-disse Anne para si.


Anne viu Madame Pomfrey dar um sorriso diferente. Ela achou aquilo estranho, fechou os olhos e logo foi vencida pelo cansaço.


***


-Cansei de tentar, tentar e tentar e o Ted nada-disse Victorie, irritada.


Francis olhou para a amiga, compreensiva.


-Eu preciso saber o que o Ted esconde-disse Victorie, sentando.


-Talvez ele só queira esperar o momento certo...


-Francis, entenda uma coisa: Ted é homem. Para homem todos os momentos são certos mesmo sendo errado.


Francis ficou levemente vermelha.


-Eu já pensei que ele fosse... –Victorie olhou para os lados. –Gay.


Francis deu uma gargalhada.


-Ted, gay? Não queria nem rir.


Francis ficou séria ao ver ao ver a cara da amiga.


-Você rir de mim porque se você seduzir o Tiago, ele não pensará duas vezes-disse Victorie sem papas na língua.


-Não é bem assim-disse Francis, envergonhada.


Foi a vez de Victorie rir.


-A vez que você ficou com o Tiago a sós em um quarto... Mais as vezes que ele tentou algo e você...


Francis pensou na manhã que acordou no quarto de Lily. Não contaria o episódio a amiga era capaz de ela ter uma sincope.


-Você pensou que o Ted fosse... só porque ainda...


-É difícil, eu tenho vontades. Mas eu consigo excitá-lo, sabe?-disse Victorie, entusiasmada.


Francis olhou para o lado, envergonhada.


-Pare com isso, Francis. Quero só ver quando você tiver sua primeira manhã, tarde ou noite de amor com o Tiago se vai ficar assim...


-Não penso nisso.


-Então comece a pensar!


-E nem sei se vai ser com o Tiago.


-Beijou uma vez e já quer experimentar outros, espertinha-disse Victorie, e depois riu.


-Só acho que vai rolar entre você e o Ted no momento certo. Já que ele fica... excitado-Francis estava quase roxa de vergonha. –Não demorará muito.


-Está evoluindo nas palavras, amiga-disse Victorie, rindo. –Espero que não se não...


-Se não?


-É capaz de eu estuprar meu próprio noivo.


-Menos drama, Victorie. Menos drama-pediu Francis.


-Mudando de assunto. Tem algo estranho acontecendo em Howarts...


-Por que diz isso?-perguntou Francis, olhando levemente preocupada para a amiga.


-Eu te contei que quatro garotos se machucaram no quadribol entre eles meu primo Alvo.


-Lembro.


-Eu pedi para transferir minha folga para outro dia para ajudar a Madame Pomfrey com os garotos, mas ela não deixou. Achei estranho o comportamento dela como se ela não me quisesse ali.


-Madame Pomfrey sempre quis ajuda na enfermaria.


-Eu sei. Não digo que ela não me quer sempre. Ela só não me queria naquele momento e quando a garota Brewster chegou lá também.


-Brewster?


-Uma garota do sétimo ano da Sonserina. Ela caiu durante a tempestade chegou na enfermaria com febre alta, calafrios...


-Tadinha.


-Pois é. Eu cuidei dela durante a noite e parte do outro dia, mas quando Madame Pomfrey chegou e eu contei tudo o que aconteceu ela me deu folga... do nada.


-Talvez ela achou que você trabalhou demais.


-Tem algo estranho. Ah, tem. E tem algo que aconteceu que eu não me lembro de jeito nenhum. Não consigo lembrar de jeito nenhum...-disse Victorie, pensativa.


-Qual é a última coisa que você lembra antes de vir para cá?


-Preparei uma poção que deixei dar o tempo certo na enfermaria, fui para meu quarto para tomar banho e me arrumar depois voltei para a enfermaria tomei minha poção e vim para cá-explicou Victorie.


-E para que foi a poção?


-Foi um fortificante. Estava cansada. Mas não importa. Só estou em Hogwarts enquanto não arranjo um trabalho em um grande hospital que é o meu sonho-disse Victorie com um sorriso. –Eu vou tomar um banho-disse Victorie se levantando.


Victorie foi para o banho e Francis ficou pensando...


FLASHBACK


Tiago arrastou-se para o banheiro ao acordar pela manhã. Fez sua higiene pessoal e ia para a cozinha quando viu a porta do quarto da irmã entreaberta.


-Eu vou acordá-la como ela tem a mania de fazer quando está em casa. Estranho era para ela estar em Hogwarts.


Tiago entrou devagar no quarto e fechou a porta para que os pais não escutassem os gritos da irmã. Ela estava totalmente coberta, deitada de lado de costas para a porta. Tiago sentou na cama.


-Bom dia, dorminhoca-disse Tiago, fazendo cócegas.


Francis se desvencilhou do lençol aos risos.


-Para, por favor, para-pediu Francis aos risos.


Tiago olhou para a amiga, surpreso.


-Francis? Pensei que fosse a Lily.


-Deixei você a noite aqui e sua mãe pediu para eu dormir aqui-explicou Francis, sentando.


Ela passou as mãos nos cabelos, puxando-os para trás. Tiago estava atento a cada movimento da amiga, principalmente ao decote da camisola preta que ela usava. Achava que era da sua mãe, pois Lily não teria nada tão sedutor assim.


Gina trocara o lençol da cama de Lily, deixara um lençol, um travesseiro limpos na cama. E deixara uma camisola preta que deixaria Francis mais confortável. A camisola chegava até os joelhos, era de alças e tinha um decote acentuado que deixava o vale dos seios a mostra.


Francis não percebeu o olhar de Tiago.


-Foi muito amável da parte dela.


-Ahm? O que disse?


-Disse que foi muito amável por parte da sua mãe, ela me convidar para dormir aqui. Você está aqui?


-Oh! Sim, com certeza estou-disse Tiago com um sorriso.


Francis levantou uma sobrancelha, mas não disse nada.


-Espero que você esteja melhor depois do que fez ontem...


-Que eu fiz ontem?-perguntou Tiago sem entender.


-Sim. Você bebeu além da conta, por isso que te trouxe para sua casa. E falou algumas coisas...


-Não lembro-disse Tiago, passando a mão na cabeça.


-Ah, é. Esqueci que você esquece as coisas quando está bêbado. Como na sua comemoração de maioridade-lembrou Francis.


-Eu prometi nunca mais beber daquele jeito. E tinha conseguido até ontem a noite quando vi você dançando com o idiota...


-Ah, por favor, não comece. Eu tenho o direito de dançar com quem eu quiser, Tiago-disse Francis, começando a se irritar.


-Não depois do que ele fez-disse Tiago, taxativo.


-Se você não quer falar com ele o problema é todo seu. Mas eu sou eu e você é você-disse Francis, apontando o dedo para Tiago.


-Certo. Eu que não vou irritar a defensora dos babacas, idiotas-disse Tiago, levantando da cama. Depois foi em direção a porta.


Francis bufou, irritada. Francis ficou de joelhos na cama.


-Você só está irritado porque não faço mais suas vontades!


Tiago virou-se e aproximou-se de Francis.


-Nunca impôs minhas vontades para você, Maxwell-disse Tiago com a voz contida.


Francis sabia que Tiago estava extremamente irritado para ele chamá-la com o nome de família e ainda tentando controlar a voz. Ih! Francis riu.


-Por que o riso?


-Interessante é a primeira vez que você fica tão irritado comigo. Eu gosto de saber que mexo com você...-disse Francis, sorridente.


Quando ela percebeu o olhar de Tiago diferente sobre ela foi que percebeu que acabara de dizer.


-Quis dizer só quando eu irrito você-disse Francis, vermelha.


Mas Tiago ainda tinha o olhar passeando pelo corpo de Francis. Em cada detalhe que podia. Ela pegou o lençol e colocou ao redor do corpo.


-Por favor, saia do quarto-pediu Francis.


-Mas é o quarto da minha irmã.


-Ok. Eu vou então... preciso ir ao banheiro.


-Com o lençol?-perguntou Tiago, sentando na cama.


Francis saiu da cama enrolada no lençol. Foi até a cadeira da penteadeira onde estava o robe. Ela tirou o lençol. Ficou desconcertada. Ela virou-se ao escutar um click, a pequena câmera portátil (trouxa) estava na mão de Tiago.


-Sabe, a Lily leva a câmera do mundo bruxo com ela para Hogwarts. Mas ela deixa aqui a câmera dos trouxas. E o bom que a foto sai na hora-disse Tiago, sacudindo a foto. –Vou guardar como: a foto da minha melhor amiga de camisola super sexy preta.


-Não tem graça, Potter-disse Francis a ponto de explodir.


-Poxa, que medo. Ela me chamou de Potter-brincou Tiago.


Tiago colocou a câmera de volta na gaveta do criado mudo, silencioso.


-Quero a foto agora!


-Para ter essa foto tem que pagar caro. Eu sou muito bom fotografo-se auto elogiou Tiago.


Tiago ficou a ver a foto. Francis foi com tudo para cima da mão do amigo que esticara o braço para ver a foto melhor, mas Tiago foi rápido e tirou o braço. Francis caiu em cima da cama.


-Pernas bonitas você tem. Continue assim que eu quero outra foto-provocou Tiago.


Francis foi para cima de Tiago para tentar pegar a foto e ao mesmo tempo batendo nele. Em um rápido movimento, Tiago deitou Francis na cama. Prendeu os dois braços dela em cima da cabeça dela e se pôs de quatro em cima dela.


-Poxa, Francis. Se você tivesse continuado seu treinamento de aurores você saberia se defender...


-Solte-me-exigiu Francis.


-Poxa logo agora que as coisas começaram a ficar boas?! Agora é minha vez de ser mal, não?


Tiago deu um sorriso. Ela conhecia aquele sorriso era o mesmo que ele dava quando estava de olho em alguém. Francis virou a cabeça para não ver aquele sorriso irresistível. Ele prendeu os dois braços dela com uma mão e com a outra ele ficou a deslizar o dedo pelo rosto, pescoço e pelo decote da camisola. Francis parou de respirar.


-Pare com isso, por favor-pediu Francis.


Ela começou a sacudir-se, Tiago que não esperava aquele ataque repentino soltou os pulsos dela. Foi aí que Francis reverteu o jogo, ela ficou por cima de Tiago na mesma posição que ele estava.


-Pronto. Parou?-perguntou Francis, encarando o amigo do alto.


Tiago tentava levantar a cabeça e tinha uma cara de cachorro pidão.


-Estou perdendo a visão do paraíso-reclamou Tiago.


Francis fez uma expressão de que não entendera o que o amigo dissera. Quando ela olhou para seu corpo, ela percebeu o que Tiago queria ver. Ela ficou tão vermelha, mas tão vermelha que Tiago disse:


-Isso é normal. Homens gostam...


-Você é meu melhor amigo, Tiago. Não quero você tendo em relação a mim alguns pensamentos...


-Você pediu isso a mim tarde demais.


Francis viu a expressão séria de Tiago. E começou a sentir ele roçando a perna dele na dela. Ela começou a amolecer.


-Pare com isso-disse Francis, abrindo mais as pernas para ele não tocá-la.


-Certo-disse Tiago com jeito inocente.


-Ok, vou sair de cima de você e vou para o banheiro-disse Francis, devagar.


Tiago deu um sorriso em concordância. Quando ele sentiu Francis afrouxar os pulsos dele, ele levantou uma perna roçando na dela. Ela que não esperava aquele movimento caiu em cima de Tiago.


-Foi mal-disse Tiago, fingindo inocência.


Francis até que tentou sair de cima de Tiago, mas ele só fez trocar de posição com ela. E em vez de ficar de quatro, ele ficou superficialmente sobre ela.


-Sabia que eu gosto desse jogo da gata e do rato? A gata pensa que é esperta, mas vem o rato e dar a volta por cima.


Tiago deu um sorriso que Francis achava irresistível e que a fazia derreter.


-E sempre que o rato consegue dar a volta por cima, ele quer um prêmio da gata-disse Tiago, tocando com o dedo a alça da camisola de Francis. Ele abaixou devagar.


Francis ficou tensa. Ele deslizou a mão pelo ombro e a beijou ali.


-Gosto do seu cheiro-sussurrou Tiago a orelha dela, e depois a beijou ali. –Já lhe disse isso?


Ele tirou os cabelos dela do pescoço e depositou vários beijos ali. Ele apertou o corpo dela na parte debaixo dos seios se controlando para não subir mais as mãos. Ele ia beijar-lhe, mas ela virou o rosto.


-Não-disse Francis quase sem voz.


Ele deslizou os lábios dele pelo rosto dela. Francis cravou as unhas no lençol. Tiago soltou as mãos dela do lençol e entrelaçou os dedos com os dela. Ele começou a beijar-lhe em várias partes do rosto, no pescoço, no ombro. Ele percebia onde ela mais gostava do modo como ela cravava as unhas dela na mão dele. Ele passou do ombro mais para baixo. Ele sentiu ela parar de respirar ao mesmo tempo que ela cravava a unha mais fundo na mão dele. Quando ele deslizou a língua, ela apertou com tanta força que ele pensou que ela quebraria a mão dele. Ele ia deslizando os beijos até o decote foi aí que Francis soltou as mãos de Tiago e empurrou-o pelos ombros.


-Sai de cima de mim, Potter. Eu não sou essas garotas que você usa e depois deixa jogada no canto como um brinquedinho.


Tiago saiu de cima de Francis, relutante.


-Claro que você não é. Eu gosto de você, Francis. Gosto mesmo-assumiu Tiago.


Francis levantou-se da cama, pegou o robe e vestiu. Amarrou a faixa com mais força que o necessário.


-Só não me venha com o mesmo papo de que veio quando estava bêbado que estava apaixonado por mim-disse Francis, séria.


Tiago ficou com o olhar perdido. Assumira o que sentia pela amiga quando estivera bêbado? E não tinha a mesma coragem de dizer quando estava sóbrio com medo de levar um fora.


-E você acreditou?-perguntou Tiago, esperançoso.


-Claro que não! Você não é de se apaixonar, Tiago. E duvido que um dia que isso aconteça. E se acontecer, espero que ela faça você sofrer o mesmo que as garotas que você deixou de lado-disse Francis com raiva.


-Agradeço em saber que você quer que eu sofra...


-Você terá que aprender de qualquer jeito a não brincar com os sentimentos alheios.


“Você já me machucou demais. E isso acabou”, pensou Francis.


-Não prometi nada a ninguém-reclamou Tiago.


-Então não peça que ela prometa algo a você... Você é um ótimo amigo, Tiago. Mas eu não indicaria você a ninguém como namorado.


-Então você não namoraria comigo?


-Não-disse Francis com um só na garganta. –Eu não iria querer sofrer desse mal-mentiu ela.


Francis viu o olhar de Tiago se transformar. Um misto de sentimentos que ela não pode definir.


Tiago aproximou-se de Francis e segurou o braço dela com força e a encarou.


-Pode ser que você nunca namore comigo, Maxwell. Mas mais cedo ou mais tarde você abrirá as pernas para mim e pedirá por mais.


Tiago soltou o braço dela e saiu do quarto batendo a porta com força.


Francis ainda não acreditava que Tiago falara com ela daquela maneira. Ela olhou-se no espelho. Os cabelos assanhados. Ela baixou um pouco o robe na região dos ombros e ela tinha uma marca vermelha ficando roxa no ombro esquerdo. Grossas lágrimas começaram a cair sem que pudesse controlar...


Tiago trancou-se no quarto e olhou para sua mão que sangrava pelas marcas de unhas que Francis deixara. Ele ainda podia sentir a voz de Francis como uma faca afiada na sua mente. Ela o machucara com aquelas palavras...


E a foto ficou no chão...


FIM DO FLASHBACK.  


Anne, Marc e Scorpius tomavam café da manhã. Anne já estava bem.


-Sabe quanto tempo eu não fico com alguém?-perguntou Marc.


-Um dia?-perguntou Anne, rindo.


-Não! Uma semana! Uma semana na seca-lamentou Marc.


Scorpius e Anne trocaram olhares e prenderam o riso.


-Por isso que arranjei uma namorada. Para não ficar me lamentando pelos cantos. Arranje uma namorada-disse Scorpius.


-Vou não, quero não, posso não, minha mãe não deixa não-disse Marc.


Scorpius olhou com curiosidade para o amigo.


-Isso até parece uma música-disse Anne.


-Uma grande porcaria de música, mas parece-concordou Scorpius. –Mas que eu saiba sua mãe quer ver você “preso” a alguém. Ela sempre disse que você é muito solto...


Marc que não gostava nada do rumo que tomava a conversa, disse:


-Vejo vocês na aula. Vou dar uma caminhada por aí-disse Marc, levantando.


Marc saiu do salão principal.


Alvo olhava fixamente para a mesa da sonserina, exatamente para Anne. Rose percebeu.


-Você não está sendo muito reservado ao olhá-la-disse Rose, encostando-se ao primo.


-Não ligo-disse Alvo sem desviar o olhar.


-Mas antes você nem olhava para ela-disse Rose que aproveitava para olhar Scorpius.


And when I lie all by myself/ E quando eu caio em mim
I see your face, I hear your voice/ Eu vejo o seu rosto, eu ouço a sua voz
And my heart stays faithful/ E meu coração fica cheio de fé
And time has come and time has passed/ Tempo chegou e tempo passou
If it's good it's got to last/ Se é uma coisa boa, então tem que durar
It felt so right/ Parece tão certo


-Porque antes eu sentia o olhar dela sobre mim, mas agora nada. Ela nem olha para cá-lamentou Alvo.


-Dê tempo a ela. Ainda está se recuperando pelo que aconteceu-disse Rose, astuta.


-Eu vou tentar me aproximar dela na festa do Ministério-disse Alvo, olhando para a prima.


-Mas a festa é amanhã!


-Então será amanhã.


Rose colocou uma mão no ombro do primo e encostou a cabeça. Alvo deslizou a mão pelos cabelos da prima. Neste momento, Anne que se levantava da mesa com Scorpius viu a cena.


“Acabou, Anne. Acabou”, pensou Anne.


***


Marc andava pelos corredores de Hogwarts. Pensando na vida. Não estava a fim de ir para a aula. Quando de repente alguém surgiu correndo e bateu de frente com ele. Ele segurou a pessoa para não cair no chão. A pessoa se recuperou e olhou para ele.


-Weasley-disse Marc.


Lucy se apoiou nos ombros de Marc.


-Obrigada, Kemp. Estou atrasada para a aula-disse Lucy, afastando-se de Marc.


Lucy virou-se e ia sair dali quando sentiu uma mão segurando seu braço.


-Sabe, Weasley-disse Marc, puxando Lucy de volta.


-O que?


-Estou carente-disse Marc, deslizando o dedo pelo braço dela.


Lucy acompanhou o caminho do dedo de Marc.


-Ok, Kemp. O que você quer?


-Como eu disse, estou carente.


-E?-disse Lucy, erguendo a sobrancelha.


-Você é a primeira garota que cruzou meu caminho...


Lucy que percebeu onde Marc queria chegar, disse:


-Melhor procurar outra garota, Kemp. Estou atrasada para a aula-disse Lucy, soltando o braço.


-É sua chance, Weasley. Talvez você nunca tenha mais outra-disse Marc, deslizando o dedo pelo queixo de Lucy.


-Deixo passar. Eu preciso realmente ir.


Lucy começou a andar quando começou a andar percebeu que Marc a acompanhava. O que será que tinha dado nele? Ela andou mais rápido, ele também. Ela começou a correr, ele também. Ela parou e foi até ele.


-Garoto, o que é que você quer?-perguntou Lucy sem entender o comportamento de Marc.


Marc ficou olhando Lucy com as mãos na cintura. Ele deu um sorriso.


-Só vim te dizer uma coisa.


-Que coisa? Por que não disse antes?


-Só agora que lembrei.


-O que é?-perguntou Lucy que ficara curiosa.


-Que hoje é seu dia de sorte, Weasley-disse Marc se aproximando.


Quando a ficha caiu foi tarde demais...


Lucy sentiu os lábios de Marc possessivos sobre os seus. Ela ainda tentou afastá-lo, mas ele colocou uma mão por trás da cabeça dela para que ela não pudesse se afastar do beijo. Poxa, ela sonhara tanto com aquele beijo, mas não queria que ele estivesse acontecendo. Não daquela forma. Sendo ela mais uma na lista enorme de Marc Kemp. Ela tentou afastar-se dele, mas ele a segurou pela cintura e puxou seu corpo para o dele.


-Não adianta, Weasley. Você só ficará livre quando eu permitir.


Marc tinha um braço ao redor da cintura dela e com a outra mão ele começou a colocar os cabelos dela para trás.


-Eu não sou igual as garotas que você fica por aí...


-Claro que não! Você é a primeira garota com menos de 17 anos que eu fico este ano então sinta-se privilegiada.


-Obrigada pela honra-disse Lucy, irônica.


-Por nada-disse Marc com um sorriso.


-Agora já deu. Eu quero ir para aula-disse Lucy, tentando tirar o braço de Marc ao redor de sua cintura.


-Você é estranha, Weasley. Preferir ir para a aula do que ficar aqui comigo.


-Eu tenho prioridades, Kemp. E você não é a prioridade no momento, ok?


-Poxa, eu fui esnobado-disse Marc, fingindo-se de ofendido.


-Kemp, não é porque você não beija a uma semana, não é para você se sentir abandonado. Talvez, as garotas tenham achado outros garotos mais interessantes que você-disse Lucy, apontando o dedo para Marc.


-Como você sabe que é uma semana? Anda me espionando, Weasley?


Lucy riu.


-Vamos dizer que sou uma boa observadora. Agora eu já vou.


Marc estreitou o olhar, mas nada disse.


-A gente se ver por aí, Weasley-disse Marc, soltando Lucy.


-Até mais.


Marc afastou-se no sentido oposto. Lucy andou um pouco e parou com as pernas bambas, os batimentos cardíacos acelerados. Marc Kemp teria que lutar muito para ficar com ela.


When I think about it/ Quando eu penso sobre isso
I know that I was never there/ Eu percebo que nunca estive aí
Or even cared/ Ou sequer me importei
The more I think about it/ Quanto mais eu penso sobre isso
The less that I was able to share with you/ Menos eu fui capaz de compartilhar com você
I try to reach you, I can almost feel you/ Eu tento te alcançar, eu quase posso te sentir
You're nearly here/ Você está quase aqui
And then you disappear/ E então... você desaparece
You disappear, you disappear/ Você desaparece, você desaparece


Marc parou em um corredor vazio. Ele pensou que Lucy se desmacharia em seus braços, mas a garota era difícil. E era a primeira vez que ele dava de cara com um desafio. Com as outras garotas era só uma pequena troca de palavras e elas já estavam no seu pescoço. Lucy Weasley era diferente de qualquer garota que ficara antes. Como aquele garoto conseguira aquele beijão dela no dia em que chegaram em Hogwarts? E por que ela o descartara? Será que Lucy Weasley desistira dele? Mas ele conseguiria conquistá-la nem que depois ele nem quisesse mais olhá-la. Ele só precisava mostrar a ela como era um verdadeiro beijo de um homem de verdade.


***


-Você pegou pesado.


-Eu sei, cara.


-Como é que você diz a Francis que ela abrirá as pernas para você?-perguntou Ted, olhando para Tiago sentado na sua frente.


-Eu estava com raiva...


-Você poderia ter dito: ainda ficaremos juntos, Francis. Vamos namorar, noivar, casar e ter um casal de filhos, no mínimo-disse Ted, romântico. -Mas não, você sempre tem que estragar as coisas com a Francis.


-Eu estava com raiva e com ciúmes. Não gosto de lembrar dela com outro.


-Pois acostume-se, pois se você continuar se comportando assim só fará ela se afastar de você. E colocá-la nos braços de outro.


-Obrigado, amigo-disse Tiago, sarcástico.


-Falo o que pode acontecer. Diz a verdade: você ficou mais irritado por ela não ter se rendido a você, não foi?


-Na verdade não. Foi mais pelo que ela me disse mesmo. Mas eu queria ter ficado com ela-disse Tiago com cara de bobo.


-Vou te dizer uma coisa, Tiago. A pesar de que você melhor que ninguém conhece melhor a Francis. Talvez, os pais dela, mas neste momento eles não contam. Você sabe que ela não se entregará a você sem vocês estiverem namorando sério, não é? Francis é diferente, ela é romântica. Sonha em casar, ter filhos podendo conciliar com sua profissão. Ela não irá para a cama com você sem compromisso. Primeiro: você é o melhor amigo dela. Segundo: Francis não é de sexo casual. Terceiro e mais importante: ela ama você-explicou Ted.


I missed all the signs/ Eu perdi todos os sinais
One at a time/ Corri contra o tempo
You were ready/ Você estava pronto
What did I know/ O que eu sei?
Starting our lives/ Começando nossas vidas
Now my love I'm ready to show/ Agora estou pronta para te mostrar todo meu amor


Tiago riu.


-O apaixonado aqui sou eu e não ela.


Ted suspirou e revirou os olhos com a cegueira do primo, mas nada disse.


-Se ela me amasse era aí que ela iria ir para a cama comigo, não? Um exemplo é a Victorie, ama você e quer levá-lo para a cama, mas...


-Minha história com a Vicky é diferente. E o assunto agora é você e Francis. E explicando: ela não irá para a cama com você por amor porque para mulher sexo é algo extremamente importante e tem que ser feito com alguém que ela saiba que ficará do lado dela.


-Nem todas pensam assim...


-Estamos falando de garotas e mulheres decentes.


-Mesmo assim. Estou magoado e machucado pelo que ela me disse.


-Como você não tivesse dito nada a ela...


-Ela começou. Eu não quis ficar por baixo e disse aquilo sem pensar.


-A Francis e você são parecidos na hora da tensão. Jogam fagulhas que terminam queimando. Ela deve ter aprendido isso com você e só descobrimos esse lado dela agora porque só agora ela começou a colocar o que sente para fora.


-Gostava dela mais antes, sabia?


-Tem certeza? A verdadeira Francis continua dentro dela. Ela sempre será amiga, protetora, meiga. Ela continua assim com todos, comigo, com a Victorie... Ela só mudou com você.


-Como só comigo?-perguntou Tiago, espantado.


-Ela só mudou com você, Tiago. Embora ela ficou uma pessoa mais decidida, isso todos perceberam. Mas preste atenção a Francis e depois tire suas próprias conclusões.


Tiago olhou para o amigo e confirmou com a cabeça.


-E como você disse a ela coisas que não queria ter dito, talvez ela tenha feito o mesmo-disse Ted, tocando o ombro do amigo e logo depois, saiu.


***


Fred e David decidiram dar uma volta perto do lago para fazerem a digestão depois do almoço. Pouco tempo depois, Scorpius apareceu de mãos dadas com Molly. Eles nem perceberam que estavam sendo observados. Scorpius parou, enlaçou a cintura dela e a beijou. Molly colocou os braços nos ombros dele e intensificou o beijo. David que observava tudo a poucos metros dali, esmagou uma folha que segurava. Fred percebeu a expressão homicida do amigo.


-Está bem, cara. Sorte que sou eu e não a Rose que está com você. Imagine sua namorada presenciando uma cena dessas.


-Ela faria o mesmo que eu ou pior-disse David sem pensar.


Ele sempre soube que Rose nunca foi apaixonada por ele. Eles se davam bem, eram companheiros, mas amavam pessoas a quais não podiam ficar, por isso, estavam juntos. Ele lembrou rapidamente de uma conversa que tivera com a namorada.


-O que?-perguntou Fred sem entender.


-Esqueça o que eu disse. Acho que você está escutando e vendo coisas demais-tentou brincar David.


-Estou não. Eu conheço você, afinal você é meu melhor amigo. Você já não gostava do Malfoy antes eu até entendia porque ele gostava de implicar com a Rose. E nenhum cara gosta de ver outro rodeando sua garota. E agora? Toda vez que você ver o Malfoy só falta matá-lo, principalmente quando ele está com a Molly como agora.


-Você está vendo demais.


-Não entendo, não entendo mesmo. Nunca entendi porque você pediu Rose em namoro já que estava na cara que você se dava melhor com a Molly. Agora fica aí vendo ela com o Malfoy quando teve sua chance. Perdeu. Antes ao menos vocês eram amigos agora nem isso...


Desde que Molly começara a ficar com Scorpius, David e ela se afastaram e depois que ela começara a namorar, eles mal se falavam. Ele sentia tanta falta de Molly que às vezes, sentia dor física. Ele já pensara em fazer bobagens, além de que o passar dos dias sonhava com Molly com mais intensidade.


-Melhor amigo chamando David. Melhor amigo chamando David-brincou Fred.


David encarou o amigo com os olhos faiscantes o que assustou Fred.


-Como é que você fala disso para mim já que você faz o mesmo que eu?!


Fred abriu a boca, mas Davis não deixou o amigo falar.


-Está namorando com uma garota que sua irmã, nem sua mãe gostam dela. Não só elas. Você merece alguém bem melhor que a Maggie. Você só estar com a Maggie por implicância e para esquecer quem gosta de verdade. E deixa a Kathleen solta por ai só porque tem medo dela ir embora novamente. Cara, cai na real! A Kathleen tem 16 anos, perto dos 17 quando ela poderá fazer tudo que ela quiser. E tenho certeza que ela escolheria ficar do seu lado, quer dizer, se ela não começar a ficar com o Rafael Jackson. E do jeito que o cara é insistente, ele conseguirá ficar com ela. Então pare de se meter na minha vida se você não resolve a sua!-disse David, apontando o dedo em riste para Fred.


David bufou e andou a passos largos de volta para o castelo. Molly não pode deixar de perceber o jeito que David passara, ele estava a ponto de explodir. Ela olhou para o primo que sentara na grama e abraçou as pernas, pensativo.


***


David cruzou o corredor como um foguete para chegar no Salão Comunal da Grifinória. Ele estava tão perdido em pensamentos que nem percebeu Rose passar na sua frente.


-David-chamou Rose.


Ele olhou para trás e viu a namorada a poucos passos de distância. Rose aproximou-se.


-O que aconteceu, David? Eu passei e você nem percebeu.


-Acabei de discutir com o Fred-disse David, passando as mãos pelos cabelos.


-Por que?


-Ah! Ele veio dar lição de moral em mim e é a pessoa menos apropriada para isso. Quando ele resolver o que sente que ele venha falar comigo-disse David, irritado.


-O que vocês falaram?


-O mesmo assunto que nós dois conversamos no outro dia-assumiu David.


FLASHBACK


-Eu sei que nenhum garoto gosta de ter uma DR-disse Rose, rindo.


-Qualquer coisa: não fui eu que fiz-disse David, brincando.


-Na realidade eu quero conversar sobre nosso namoro e sobre duas pessoas que estão no meio.


-Não entendi.


-David, nós sabemos que começamos a namorar de repente. Ninguém esperava isso-começou Rose.


-Eu gosto de surpreender-disse David piscando o olho.


Rose riu.


-E realmente me surpreendeu já que eu não esperava seu pedido, mas não é sobre isso que quero falar. Começamos a namorar, mas não estávamos apaixonados, não é?


-Não, mas resolvemos tentar para ver se daria certo. E acho que deu já estamos juntos a quase dois anos.


-Com certeza demos certo-concordou Rose. –Mas não aconteceu o que esperávamos...


David olhou a namorada sem entender o que ela queria dizer.


-Não nos apaixonamos um pelo outro-completou Rose.


When I think about it/ Quando eu penso sobre isso
I know that I was never there/ Eu percebo que nunca estive aí
Or even cared/ Ou sequer me importei
The more I think about it/ Quanto mais eu penso sobre isso
The less that I was able to share with you/ Menos eu fui capaz de compartilhar com você
I try to reach you, I can almost feel you/ Eu tento te alcançar, eu quase posso te sentir
You're nearly here/ Você está quase aqui
And then you disappear/ E então... você desaparece
You disappear, you disappear/ Você desaparece, você desaparece


David engoliu seco.


-Rose...


-Eu gosto da sua companhia, David. Sinto-me muito bem com você. E gosto do garoto que você é, e se continuar assim sei que se tornará um homem de caráter-disse Rose com um sorriso.


-Você está me elogiando demais. Você quer terminar o namoro?-perguntou David, temeroso.


-David, eu sei o que você sente pela minha prima Molly. Você é apaixonado por ela-Rose viu o namorado olhar para o chão. –Não sei desde quando, talvez desde sempre. Mas isso agora ficou mais em evidência desde que ela começou a ficar com o Scorpius.


-Rose, des...


-Eu não quero que você se desculpe, David. Eu não posso culpá-lo por você ser apaixonado por minha prima. Como eu não posso me culpar de ser apaixonada pelo...-Rose tomou fôlego e completou:-Scorpius.


David encarou a namorada.


-Você o que?-perguntou David, pensando que escutara mal.


-Eu tentei, mas não consegui lutar contra o que eu sentia. Quando percebi eu estava apaixonada. Eu realmente queria ter me apaixonado por você-disse Rose, desesperada.


-Logo pelo Malfoy? Eu não vou dizer o quanto você está enrascada, o seu pai...


-Ele não saberá-cortou Rose.


-Mas...


-Eu quero dizer que eu quero fazer nosso namoro continuar a dar certo, David. Mas eu também preciso saber se você quer continuar...


-Somos uma boa dupla, Rose. Se estamos juntos a quase dois anos pode durar mais-concordou David com um sorriso.


Rose sorriu com a resposta do namorado.


-Que tal selarmos nossa reafirmação de namoro?-perguntou Rose.


David ficou com um sorriso e expressão de curiosidade no rosto. Rose aproximou-se do namorado, David compreendeu e beijou a namorada carinhosamente. Rose grudou o corpo ao do namorado. David olhou para a namorada.


-Acho que temos que levar nosso namoro a outro nível-explicou Rose.


David confirmou com a cabeça e grudou os lábios nos da namorada...


FIM DO FLASHBACK


-Já já vocês ficarão bem. Vocês não passam muito tempo brigados-consolou Rose.


-Você tem razão-disse David. –Tenho que ir ao salão comunal para pegar um livro e pergaminhos.


-Eu vou com você.


Rose abraçou o namorado pela cintura e juntos dobraram o corredor.


 


Música: Disappear/Beyoncé


N/A: Eu sei que o capítulo não foi lá empolgante, mas precisava resolver umas coisinhas que estavam pendentes. E não teve muito romance, mas compensarei no próximo capítulo. Que será a festa do ministério. Gosto de escrever festas, pois podem acontecer várias coisas em um mesmo lugar e ao mesmo tempo. E como o Ministério é grande...
Eu gostaria de saber a opinião de vocês sobre NC. Eu poderia incluir ou não na fic? O que vocês acham?
Obrigada por acompanharem.
Marrie Wesley: Obrigada por curtir a fic. Você pode escrever e mandar por e-mail. Não prometo postar exatamente como você escrever, pois pode ser que não combine com o futuro da fic. Mas darei um jeito de incluir o que puder na fic. Como eu fiz com o que minha prima, Jacgil, escreveu. Obrigada.
Jacgil: Sobre o Patrono de Scorpius, eu tenho duas idéias, mas vou optar pela primeira que eu tive. Mas não sei quando ele vai usar um Patrono na frente de Rose... Eu não concordo com traição, mas vai acontecer uma coisa nos próximos capítulos que vai mexer com Scorpius, Rose, David, Molly... não vou revelar mais. Não acho o Alvo preconceituoso, ele só tinha medo de ir para a Sonserina, ele está mais para medroso... Graças a Deus, estou viva para postar este capítulo.
Olivia Mirisola: Que bom que você está amando. Ah! O Alvo e a Anne, ultimamente estou bem inspirada para escrever sobre este casal. Obrigada por comentar.


 Bjs.


 


 

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