FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. Cabeça Cheia


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

N.A: Antes de qualquer outra coisa queria pedir desculpas pela demora. É que estava terminando de escrever meu livro e fui escrevendo essa fic aos poucos, acredito que vou poder atualizar um pouco mais rápido, porém, meus cap costumam ser grandes, por isso demorem mais para ficarem prontos.


Mas fiquei muito triste qd vim aqui no menu da fic e percebi que literalmente não tinha ninguém lendo. 0 leitores. Fiquei triste e frustada e so estou postando esse cap pq ela ja está pronto. Espero que alguém, veja, se não colocarei essa fic e hiatus.



É isso.


 


***********************************************************************************


No cap anterior..



- Qual? – Sua voz saiu tremida.

- Você vai ter que contar para ele, até uma semana antes do fim do ano. Se não, eu conto e Draco ainda terá 7 dias para morrer e te matar. – Blás parecia realmente feliz com aquilo.

- QUE? – Ela gritara mais uma vez só para se arrepender depois. Madame Pince voltara bufando.

- Saia já da minha biblioteca! – Hermione a olhou incrédula.

- Como?

- Saia daqui! Rápido! – Ela estava em choque. Estava sendo mesmo expulsa da biblioteca?

- Eu vou indo Granger, boa sorte. – Blas saiu calmo, deixando Hermione duplamente perplexa em uma cadeira. O dia dela estava ficando cada vez pior.


 


**********************************************************


Depois de pedir desculpas em forma de sussurro à bibliotecária, Hermione saiu pelos corredores de Hogwarts completamente zonza. Ela não conseguia acreditar que aquelas coisas todas estavam acontecendo com ela. Primeiro descobrir que Malfoy era um comensal e ainda cuidar dele por isso. Absurdo! Mas nada se comparava ao fato de ela ter o beijado no verão e nem ao menos perceber. Isso já era inadmissível. De repente começou a sentir nojo de si mesma e as lágrimas escorriam por seu rosto como se pudessem lavá-la de algo imundo. Nem se importou com algumas pessoas que passavam por ela e a encaravam, afinal era Hermione Granger, a mais centrada, controlada e correta aluna de toda a escola.

- Hermione? Hermione! – Havia chegado ao retrato da Mulher Gorda e nem notara. Alguém estava saindo pelo buraco e deu de cara com ela.

- Hum?! – Ela sabia de quem era a voz por isso nem a encarou. Perdeu seus olhos em algum ponto qualquer da parede de pedra. Gina a afastou para fora do caminho de passagem dos alunos que estavam chegando das aulas da tarde.

- O que houve com você? – A ruiva estava mesmo preocupada, nunca vira a amiga daquele jeito, ela parecia transtornada.

- Nem posso acreditar. Parece um pesadelo sem fim. – Respondera entre um soluço e caíra nos braços de Gina, queria ser consolada.

- Você está me assustando de verdade. – Hermione respirou fundo e pareceu se controlar um pouco. Soltou a ruiva e tentou limpar o rosto vermelho de choro.

- Desculpe, meu dia não esta sendo fácil e ainda vai ficar pior.


- Como assim? – Gina já estava ficando aflita.

- Ainda tenho ronda com o Malfoy hoje a noite. E isso com certeza não será nada agradável. Acho que vou tomar um longo banho. – Ela já ia dando as costas para a outra grifinoria quando sentiu seu braço sendo puxado.

- Não vai me contar o que está te deixando assim? Tem haver com aquela noite não tem?

- De certa forma sim. Mas o que eu descobri hoje torna tudo pior. – Hermione recomeçou a sentir aquele aperto no peito.

- O que houve? O que descobriu?

- Que no verão eu be..

- Oi meninas! – Rony apareceu ao lado delas molhado de suor assim como Harry que como já estava se tornando normal ficara completamente travado ao ver Gina.

- Ah, oi Ron. – Hermione baixou os olhos. De repente percebeu que seria tolice contar aquilo para Gina. “Ainda bem que os garotos apareceram”, ela pensou.

- Ronald como sempre atrapalha!

- Que? Só cumprimentei ué.

- Hermione está tudo bem? – Harry podia ser muitas coisas, mas definitivamente era mais sensível que Rony.

- Acho que estou ficando gripada, só isso. Bem, pelo visto o treino foi bom. Fico feliz! E eu vou tomar banho. Tchau. – Ela saiu dali o mais depressa que podia, antes que mais perguntas fossem feitas.




Já Draco esperava ansiosamente para que a hora da ronda chegasse. Tinha planos montados em sua cabeça de como lembrar à aquela sangue ruim o seu verdadeiro lugar e depois colocaria juízo na cabeça de seu amigo. Mas antes cuidaria da Granger.

A noite caiu estrelada e mais fria. Gina e os meninos sentiram falta de Hermione que não aparecera nem para jantar. A ruiva queria matar seu irmão por ele ter interrompido a conversa dela com a castanha. Enfim saberia o que anda a atormentando tanto.

As nove em ponto ela já estava na sala dos monitores a espera de Draco. Dividiria algumas áreas de ronda com ele e pronto. Não teria que ficar com ele por duas longas horas. Sentada a mesa sentiu um perfume muito gostoso invadir a sala. Cheiro de coisa cara, de carvalho envelhecido com hortelã e algo doce que não soube identificar. Virou o rosto. Ele estava parado a porta, as mãos nos bolsos da capa sonserina e um rosto de puro desdém.

- Lerda hein Granger?! Faz tempo que estou aqui. – Hermione sentiu o rosto queimar e não soube se fora de raiva ou de vergonha por agora saber que tinha se atracado com ele há um pouco mais de um mês.

- Não tenho olhos na nuca. Vai ficar parado ai? – Ela conseguiu responder ao respirar fundo e sentir ainda mais aquele cheiro. Com certeza Malfoy tinha acabado de tomar banho.

- Não quero me misturar a você. Essa proximidade é o máximo que suporto. – Ela não pôde evitar o sorriso que brotou em seu rosto. Afinal, ele tinha chegado muito mais perto dela do que poderia sonhar, ou melhor, ver em algum pesadelo. Ela se levantou e começou a andar lentamente até a porta, percebeu que Malfoy retesou o corpo.

- Você é mesmo um idiota. – Hermione disse baixo, já próxima a ele. Virou o corpo para poder passar sem ter que encostar em Draco e ao fazer isso o encarou profundamente antes de ganhar os corredores. O olhar dela causou certo desconforto no sonserino que resolveu atacar.





- E você é uma vadiazinha Granger. – Ela parou onde estava. A ofensa era nova e até pior do que as outras. Virou apenas o pescoço pra ele.

- É mesmo o que você acha? Tenho pena de você. – Respondeu com uma calma que não sentia de fato. O viu vir em sua direção andando rápido e chegou ate sentir medo.

- Tem pena de mim. E por que teria pena de mim Granger? Não sou sujo, não sou pobre, não tem um amigo com data para morrer. Não tenho nada a temer na verdade. – Draco estava parado a frente dela com seu famoso ar de superior, porém, ela o olhava de igual para igual.

- Eu não sou infeliz. Nem sozinha. E se tenho um amigo com data para morrer foi porque eu escolhi e não o que me foi imposto, ou pelo menos, ninguém me fez lavagem cerebral para eu me tornar amiga dele. – O loiro estreitou os olhos e mesmo sem perceber havia se aproximado alguns passos de Hermione.

- Do que você está falando?

- Se você não entende o que eu digo não posso fazer nada. Já desconfiava da sua burrice e ignorância, mas confesso, você está me surpreendendo. – Ela sorriu como se tivesse dado uma resposta certa à alguma questão. Ele se aproximou mais.

- Você vai engolir o que disse.

- Se afaste Malfoy, ou esqueceu da “proximidade máxima que você pode suportar”? – Hermione então se esquivou dele e voltou a andar. Ela não demonstrara, mas estava sentindo uma pontada de medo, afinal, Draco Malfoy era um Comensal da Morte, sabe-se lá o que ele poderia fazer. O loiro a seguiu.


- Ei Granger, não é porque você está se misturando com sonserinos que pode agir com um. Não minha cara, você ainda é a grifinoria sangue ruim rata de biblioteca! – Ele quase gritara já que Hermione andava rápido e estava um tanto longe. Mas graças a suas pernas compridas a alcançou facilmente.

- E agora você está falando do que? – Ela realmente não entendia nada do que ele estava dizendo. Parou de andar já que Draco estava bem na sua frente a olhando com olhos estreitos.

- Oh não sabe? Além de tudo é mentirosa! Acho que nunca vou acabar a minha lista de “elogios” à você. – Ele levantou a sobrancelha e ela revirou os olhos.

- Malfoy hoje eu realmente estou sem tempo, sem paciência e ânimo para suas besteiras. Eu tenho na verdade um trabalho a cumprir e responsabilidade suficiente para saber que já estou mais que atrasada para ele. Então, sai da minha frente! – Hermione estava começando a se irritar verdadeiramente e Draco também.

- O que você achou Granger? Hum? – Enquanto ele recomeçou a falar deu inicio a uma caminhada lenta de encontro a ela com a intenção de intimidá-la, já que estava fazendo uma expressão de nojo e deboche e ele era bem mais alto que ela. Hermione dava os mesmos passos para trás, assustada com ele e com ela mesma.


 



- Por que você só não me deixa em paz? – Ela falou baixo. Ele continuava se aproximando e ela se afastando.

- Paz? Então nem passou pela sua cabeça que tudo que ele faz com você é para nós nos divertimos depois e ainda poder te infernizar bastante? – Draco imaginou o que Blás poderia fazer com ele depois daquela noite, mas ver aquela confusão no rosto da Granger valia qualquer coisa.

- Acho que você está sofrendo alterações cerebrais. Não faço a mínima idéia do que esteja falando. – O corredor era cumprindo, Malfoy ainda teria tempo de enche-la.

- Então deixa eu te ajudar a entender. Ele te pega, te convence a fazer algo que até então você não queria fazer. Você faz e gosta, claro. Depois ele lhe faz prometer não contar a ninguém e promete fazer o mesmo. Mas ele é sonserino, sonserinos só fazem aquilo que lhes darão algo. Então ele promete, mas não cumpri. Ele me conta tudo e nós dois rimos da sua cara. Não é perfeito? – Draco lhe deu um sorriso sarcástico enquanto Hermione enfim bateu com as costas na porta da sala do monitores. Ela ainda não entendia nada do que ele estava dizendo, apesar de fazer uma idéia, que porém, não fazia o menor sentido.

- Olha, sabe-se lá o que se passa nessa sua cabeça, mas realmente não me importa. Seja o que for que você quer não vai dar certo. Então apenas me deixe. – Draco não gostou da resposta. Ele achou que tinha sido claro o suficiente. Esperava que depois de seu discurso ela estaria arrasada e chorando. Mas Granger estava apenas calma e com medo. Medo? Ele se aproximou ainda mais dela e a viu tremer.

- Não vai dar certo? Então por que está .... apavorada? – Ela queria responder porque ele estava perto demais dela. Porque o cheiro viciante dele estava ocupando todo o espaço de seus pulmões. Desejava dizer que aqueles lábios meio grossos eram perigosamente deliciosos e estavam próximos demais para seu alto controle.





- Não estou apavorada, só... apressada. – Ela soprou essas palavras. Se sentia mole o suficiente para cair no chão. Só não entendia o porquê de estar assim. Ah, sabia, a lembrança daquele beijo maravilhoso que ela agora tinha conhecimento ser dele. Já Draco, quando sentiu o hálito quente dela batendo em seu rosto não ficou muito diferente. Ele conhecia aquele cheiro e poderia jurar que conhecia o sabor. Mas isso era impossível, jamais chegou tão perto daquela sangue ruim.

- Apressada? – Ele tinha perdido a linha de raciocínio. Perceber os seios dela subirem e descerem rapidamente por causa da respiração descontrolada o fizeram ficar tonto. Talvez Blás tivesse razão. Ela tinha melhorado com os anos. Ele subiu novamente o olhar, passando pelo pescoço alvo dela até chegar aos lábios entreabertos em busca de ar. Que vontade de tomá-los para si. Foi ai que percebeu o quão perto estava dela, a ponto de que, em um movimento repentino de Hermione, as pontas de seus narizes se chocaram. O que estava acontecendo?

- Temos ronda Malfoy, ronda. – Disse ainda mais baixo do que antes. Ele ouviu mesmo assim, mas era como se que aquelas palavras não fizessem sentido lógico algum. Tudo que queria era tocá-la e não sabia como seus braços ainda estavam parados em volta de seu próprio corpo.

- Não me importo. – Ela arregalou os olhos. Ele pareceu fazer o mesmo. Afinal do que ele estava falando? Hermione viu que Malfoy estava começando a movimentar uma das mãos que parou direto na sua cintura. O arrepio que subiu pela espinha foi incontrolável e teve quase certeza que ele percebera sua reação. E ele realmente percebeu. Foi por isso que levou a sua outra mão a nuca dela sentindo o arrepio da pele dela na palma de sua mão e se arrepiando junto. Aquilo tudo estava errado, mas por que não conseguia parar? Pressionou todo seu peso no corpo dela e ouviu um barulho estranho.





Hermione estava encostada na porta da sala dos monitores. Quando Draco a pressionou com o próprio corpo a porta não suportou o peso dos dois e cedeu. Não estando trancada, mesmo sendo pesada, ela se arrastou para dentro. E levou com ela Hermione e Draco, que se espatifaram no chão e com isso acordando do transe em que estavam.

- SAI DE CIMA DE MIM MALFOY! – Ela agora teve forças para gritar, até mesmo porque suas costas estavam doendo muito. Tanto pelo impacto quanto pelo peso dele.

- MAS QUE MERDA! – Ele também gritou saindo apressado de cima dela. Hermione se sentou fazendo uma careta.

- Merda é a dor que estou sentindo. – Draco andava de um lado para o outro perto da porta que se abrira por causa deles. E ainda bem que ela abrira. O que ele ia fazer afinal?

- Você me enfeitiçou sangue ruim? – Hermione franziu o cenho e se levantou. Por que ela sempre tinha que ficar ali, naquela sala, com Malfoy?

- Que?

- Você só pode ter me enfeitiçado! Claro, deve ter sido assim com Blás também! – A castanha estava se sentido muito estranha e com vontade de chorar. Primeiro porque ainda não tinha entendido nada do que Malfoy tinha falado durante todo o tempo, e depois por quase ter o beijado, de novo!

- Zabbine? O que ele tem haver com tudo isso? Ah vai para o inferno! Cansei! Depois dou um jeito de me explicar com a professora McGonagall. - Ela então deu um empurrão em Draco e saiu dali quase correndo. O loiro ainda estava com muita raiva dela e de si e bastante confuso com o que tinha quase acontecido ali. No fundo ele sabia que Granger não havia feito nada a ele, o que lhe causava mais ira. Saiu de lá também, mas quando virou o primeiro corredor para a Sonserina encontrou a última pessoa que gostaria de ver naquele momento.

- Essa noite nãao vai ter fim. – Murmurou mais pra si do que para o outro que contudo ouviu.

- Seu estado de humor não me interessa. Precisamos conversar. – A voz dele era baixa e cortante, mas Draco não se importava.

- Como se eu tivesse escolha. – Snape se aproximou mais dele o que o assustou um pouco.

- Arrisquei muito aquele dia te dando cobertura pra ir e pra voltar, você deveria agradecer. – Draco riu sem humor.

- Como se eu tivesse feito tudo aquilo por vontade própria. E depois, eu voltei sozinho.

- Ah claro, descobriu sozinho que a Casa dos Gritos dava acesso á Eescola através do Salgueiro Lutador. – O loiro ergueu uma sobrancelha.

- Então talvez meus problemas estejam metades resolvidos. – Snape o puxou pela gola.

- Não estão. Poucos sabem dessa passagem e assim deve permanecer até a hora que eu ache que deva mudar. – Draco sentia medo do professor, mas jamais iria admitir.

- Está mentindo para o Lord? Isso é perigoso hum? – Snape olhava profundamente nos olhos dele. Negros em cinzas. O negro ganhava.



- Não se meta nas minhas coisas garoto. Sei o que faço. E arrisquei essa passagem porque a minha vida dependia disso. Afinal, se você morreru eu vou junto. – Draco revirou os olhos mesmo ainda sendo segurado pela gola da camisa.

- Eu não fiz nenhum acordo com você! – O aperto em volta de seu pescoço aumentou.

- Não se faça de idiota e não teste minha paciência!

- Me matar você não vai. – Snape estreitou seus olhos.

- Está passando dos limites Draco. E é tão idiota que nem desconfia do perigo que está correndo.

- É claro que sei e..

- Não sabe. É melhor começar a fazer um plano e coloca-locolocá-lo em prática. Nem todos tem a paciência que eu tenho. E mais uma coisa. – Snape o soltou, mas não se afastou. Olhando mais fundo em seus olhos disparou algo que faria a cabeça de Draco dar voltas durante muitos dias. – Não se deixe envolver por ela. Muito inteligente, desafiadora. Diria surpreendente em muitos aspectos. Mas não se deixe envolver, esse poderá ser seu maior tropeço.

Sem dizer mais nada o homem levantou seu queixo e saiu dali andando como sempre, esvoaçando suas vestes negras. Draco ficou encostado na parede de pedra ainda por algum tempo tentando entender todas aquelas palavras do professor, sem contudo encontrar alguma resposta.





Na manhã seguinte, com olheiras debaixo dos olhos, o sonserino se sentou a sua mesa para o desjejum. Não dormira muito pensando em tudo. Sua cabeça estava cheia. Só quando Blás se sentou em sua frente que desligou um pouco dos problemas.

- Você nunca é o primeiro a se levantar.

- É que nem dormi direito. – Blás se debruçou na mesa como se fosse contar um segredo para o amigo.

- E como foi a ronda ontem? - Então Draco se lembrou o porque de estar nervoso com o amigo.

- E o que te interessa isso afinal? Não está seguro de si? – O moreno franziu um pouco o cenho não entendendo muito do que ele estava falando.

- Como assim?

- Não se faça de idiota. Eu já estou sabendo de tudo.

- Sabendo de tudo o que? – Blás temia que Hermione tivesse contado a Draco sobre a noite em que eles descobriram que ele era um comensal.

- Mas vocês combinaram mesmo hum? Direitinho. Mas eu sou mais esperto. O que me surpreende mais e me enoja é que ela é uma sangue ruim, amiguinha do Potter e do Weasel. Isso só piora tudo Blás. – Agora o moreno estava convencido de que a grifinoria tinha dado com a língua nos dentes.

- Olha, foi um acidente e..

- Acidente? Não há como ser acidente. E não há explicação também. – Blás ia abrir a boca pra dizer mais alguma coisa quando Pansy apareceu.

- Bom dia garotos. – Ela se sentou ao lado do moreno que ficou com a boca aberta.

- Oi Pam.

- Draquinho você precisa dormir mais, seu rosto está horrível. – Ele revirou os olhos e Blas se levantou de supetão.

- Onde vai? – Ela perguntou estudando o semblante dele.

- Resolver um problema.





- Vai acabar com essa palhaçada Blás? – Draco não sabia por que, mas seu coração ficou mais leve ao pensar que o amigo ia terminar o que fosse aquilo que tivesse com Granger.

- Acabar? Não há mais nada para acabar. Mas esclarecer eu vou. – Não era a resposta que ele queria ouvir. Blás saiu do Salão Principal para parar logo em seguida, o trio mais a Weasley estavam chegando as portas.

- Granger! – Ele quase gritou. Não estava se importando com a cara vermelha do Weasley e muito menos com a carranca de Potter.

- Você de novo Zabinne? – Ela disse com tédio. Estava cansada de lhe dar com sonserinos por tanto tempo.

- Como assim de novo Hermione? – Ela ia responder mas não teve oportunidade.

- Sem discussões de relacionamento agora Cenoura. Ela vem comigo.

- Você só pode estar louco! – Desta vez foi Harry que tomou a palavra já se colocando a frente da castanha como se assim fosse a proteger de algo perigoso, coisa que pareceu irritá-la tanto que o empurrou.

- Estou cansada desses shows matinais de vocês! Quando é que vou ter paz!? O que você quer de mim sonserino infeliz? – Ela cruzou os braços enfezada já que novamente estavam chamando atenção.

- Você abriu a boca ontem Granger! Por quê? Você me prometeu! – Rony abria e fechava a boca diversas vezes, parecia um peixe. Harry a encarava perguntando com os olhos o que tudo aquilo significava e Gina sorria discretamente. Ela ficou vermelha.

- Ah ok. Você decidiu explodir com a minha vida. Ótimo! Mas eu vou tomar café antes de morrer. A gente se fala depois. – E saiu apressada entrando no salão com os amigos atrás dela. Zabinne ainda ficou parado no lugar não acreditando que ela o tinha deixado falando sozinho.



- O que é tudo isso Hermione? – Rony parecia que ia explodir.

- Na verdade nada! É que Zabinne me zuou ontem e eu perdi a paciência. Daí disse que ia falar como diretor e ele me fez prometer que eu não faria isso. E eu não ia fazer, na verdade não fiz. Não sei o porquê do chilique. – Ela falou rápido. Não sabia de onde tinha tirado aquela história horrível, mas era melhor do que nada.

- Isso não faz muito sentido. – Harry disse enquanto se sentava.

- Nada ultimamente faz sentido. – Ela suspirou enquanto enchia um copo de suco.

- Vocês também não precisam fuzila-la assim. E eu acredito nela. – Gina sorriu cúmplice para Hermione entendo tudo de uma maneira distorcida.

- Obrigada Gina. – A cara de Hermione resolveu o problema. Os meninos em alguns momentos realmente sentiam medo dela.

Seguiram para a primeira aula do dia que para o azar dela era com sonserinos. Era Trato de Criaturas Mágicas e então foram para os jardins. Hagrid falava muito sobre algum bicho que parecia uma árvore, mas que na verdade era bem agressivo durante as luas minguantes. Ela já tinha lido sobre isso em algum lugar e foi só por isso que deixou sua mente vagar para longe daquele momento. Estava dispersa, como raramente ficava durante a fala de um professor. Mas ela tinha muito o que pensar. Ela tinha Zabinne na sua cabeça. Ela tinha Malfoy. Tinha Ronald. Argh, quando foi que a “sabe tudo” pensava tanto em homens? Quase riu consigo mesma.

- Hermione? – Harry falara meio receoso com ela.

- Sim? – Não queria ter soado tão seca.



- É que a aula já acabou. – Ela olhou em volta. As pessoas estavam se dispersando, apesar de ainda muitos alunos ainda estarem por ali.

- Oh, a aula voou.

- Diga isso por você. Foi realmente enojante reparar Zabinne te encarar a aula toda. Isso quando não era o Malfoy! – Rony parecia que ia explodir. Ela estava confusa.

- Do que você está falando?

- Nos desculpe Hermione, mas, isso ta estranho mesmo. Acho que todo mundo reparou eles te olhando. Até a Parkinsson deu um soco no braço do Malfoy em determinado momento. – Onde ela estava que não viu nada disso acontecendo?

- Eu realmente não sei o que dizer sobre isso. – Ela estava completamente perdida com o comportamento daqueles dois.

- Não sabe mesmo? – Rony parecia possesso.

- O que quer dizer?

- Eu? Eu acho que você...

- Ah oi Rony, tudo bem? – Lilá surgira do nada interrompendo qual fosse a besteira que o ruivo diria. Agora quem estava possessa era Hermione.

- Oi?! – Ele não sabia o que dizer.

- É que eu queria saber se você quer fazer o relatório que o professor Hagrid passou comigo?




- Relatório? Tem relatório para fazer? – Rony ficou mais interessado na conversa.
- É para a próxima aula. Eu tomei nota de tudo que ele disse. – Lila sorria para ele como só tivesse o enxergando.

- Ótimo. Eu faço com você. – Pelo fato de estar de costas Rony não percebeu a cara de revolta que Hermione fizera. Já Harry estava com medo da provável briga que viria a seguir.

- Tudo bem. No salão comunal a gente marca os horários. Tchau. – Lila se afastou com um sorriso enorme no rosto. Rony se virou aliviado.

- Ufa, eu nem sabia que tinha algo para fazer.

- Por que você vai fazer o trabalho com ela e não comigo? – Hermione parecia trincar os dentes.

- Obvio. Ela deve ter sido a única que prestou a atenção na aula. Preciso de nota! Que foi Hermione, você parecia desligada hoje, deve ser por causa do Zabinne hum? – A garota apertou os olhos. Harry deu um passo para trás, mas não se afastou muito, caso precisasse socorrer o amigo ruivo.

- Você.é.um.completo.inutil.idiota! – Cada palavra que ela soltava, Hermione se aproximava de Rony com o dedo apontado para seu peito.

- Eu sempre sou o idiota! Qual é o seu problema afinal? – Ele realmente estava cansado de ser xingado por ela. Hermione respirou fundo.

- Meu problema é você. Apenas você!

Virou as costas batendo seus cabelos espessos nas costas. Desviou de Harry e quase correu para dentro do castelo. Estava se sentindo entalada. Quando foi que a sua vida ficara tão amarga e cheia de conflitos? Nem se lembrava de qual era a próxima aula, e se tratando dela isso era um péssimo sinal. Forçando a mente para recordar não percebeu que estava sendo seguida, só se deu conta disso quando foi puxada para uma sala vazia.

- Mas que droga! Inferno! Que dia infeliz! Que pessoas inúteis!

- Calma Granger!

- A Zabinne! Eu vou te matar! – E ela realmente foi para cima dele com ganas de soca-lo. Queria, precisava extravasar toda sua raiva e desgosto.

- Surtou? – Ele desviava dela que de repente parou como se percebesse o que estava fazendo.




- Por que vocês todos não podem simplesmente me deixar em paz? Acho que perdi uma aula da Minerva! – Ela choramingou se lembrando da matéria que deveria estar assistindo naquele momento. Sua vida estava uma bagunça. Se jogou em uma carteira e abaixou a cabeça.

- Eu só quero saber uma coisa. Por que você falou a verdade para ele? Você prometeu!

- Eu não disse nada a ninguém. Nem sei de quem está falando. – Ela levantou a cabeça o encarando.

- Claro que é do Draco. Ele me disse que já sabia de tudo. E que era pior, porque você era uma san..

- Nem termine ok? Olha, se seu amigo loiro é um louco transtornado não posso fazer nada. Se ele sabe, não fui eu quem contou. Eu realmente não tenho nenhum interesse de conversar qualquer coisa com ele.

- Ninguém mais sabe daquela noite. Quer dizer, mas não, ele não contaria isso para o Draco. – Blás colocou as mãos na cintura e abaixou a cabeça pensando naquela possibilidade. Já Hermione se levantou assim que absorveu o que ele havia dito.

- Como assim ele não diria? Quem não diria? Quem mais sabe dessa historia? – Ela já estava tremendo.

- Hum Granger, er.. Depois que você se foi... Eu precisava de ajuda. Não sabia o que fazer e só tinha uma pessoa que poderia me ajudar.

- Quem Zabinne? – A voz dela saíra tremida. Dobby que não tinha sido com certeza, bem que gostaria, nele ela sabia que poderia confiar.

- Professor Snape. – Ela congelou sem conseguir articular uma palavra. Snape sabia que ela havia ajudado Draco Malfoy? Snape sabia que Draco Malfoy era um Comensal da Morte?! Mas ela não teve tempo de articular os pensamentos, porque a porta se abriu num estrondo.

- Snape? Snape sabe de vocês?! – Era Draco que já tomara o habito de seguir e ouvir as conversas de Blás.



- Draco?!

- Malfoy?! – Hermione e Blás estancaram e berraram juntos. O loiro os encarava com nojo e até surpresa.

- Como Snape pode saber de uma coisa dessas e não fazer nada?

- Estava me fazendo essa mesma pergunta.

- Como é Granger?! – Draco a olhava intrigado e até se esquecera de chamá-la de sangue ruim.

- Draco que merda é essa de ficar escutando a conversa dos outros? – Blás deu um passo a frente o olhando mais de perto. Hermione ainda estava completamente impactada.

- Estou preocupado com sua sanidade Blás. Você de caso com essa aí. Sou seu amigo, tinha que chamar sua razão! – Ele parecia convicto do que estava falando.

- Então é isso que você acha? Que estou de caso com seu amigo? – Hermione deu o mesmo passo para frente ao lado de Blás.

- Isso é óbvio não é?



- Não..

- Granger, er.. agora que ele já sabe. – Para Blás era muito melhor Draco pensar que ele estava de caso com Hermione do que saber a verdade.

- Que? Você ta louco? – Hermione não concordava com o moreno.

- Pensa bem, é melhor ele ter certeza e acabar com esse constrangimento.

- Eu não vou fazer isso, não. – Ela começou a balançar a cabeça freneticamente perdendo por uns instantes a capacidade de raciocínio, era muito mentira para a cabeça dela.

- Que foi Sangue ruim? Ta com vergonha da escola saber que você não passa de uma qualquer? Que atrás dessa sua máscara de boazinha, inteligente e intocável se esconde a verdadeira Granger? Uma sangue podre desfrutável que nem se importa com a sua própria casa e acaba saindo com um sonserino? Você é apenas uma sangue ruim ocupando o lugar que é seu, não se preocupe. – Hermione chorava bastante e a cada palavra do loiro sentia como se uma adaga afundasse em seu peito. Por fim fez a única coisa que poderia fazer. Acertou um sonoro tapa na cara dele que o fez virar para o lado e a maçã direita do rosto dele ficar avermelhada.

- Não vai ter terceira vez Granger. – Ele foi para cima dela que deu passos para trás. Blás interferiu o segurando pelos braços.

- Chega Draco, ela não merece isso, aliás, nada disso! – O loiro se desvencilhou com agressividade dos braços do amigo e o encarou enfurecido.

- Você está apaixonado por ela? Eu achei que era só diversão, mas você gosta dela! Blás! O que ela fez com você? – O moreno abaixou os olhos e respirou fundo.

- Ela não fez nada comigo Draco. Você está completamente fora de si.

- Eu? Olhe para vocês! Que casalzinho! – Ele realmente sentia um nojo descontrolado deles dois juntos.





- Você... nunca teve o direito de dizer essas coisas para mim, e agora Malfoy, você tem menos ainda. – Hermione naquele curto espaço de tempo pareceu tomar uma decisão. Ainda tremula e com lagrimas a escorrer ela voltou a se aproximar.

- Por favor, não. Hermione. – Blás a olhou suplicando. Ele temia que o amigo reagisse da pior forma possível aquela verdade. Ela o olhou de volta um pouco assustada por ter sido chamada pelo primeiro nome, mas não ia volta atrás de sua decisão.

- A promessa que fiz não inclui ele, você mesmo me fez questão de mostrar.

- Eu já sei toda a verdade, idiota! – Draco estava confuso, mas não ia demonstrar. Ela riu de lado.

- Sabe? Sabe que você não passa de um coitado? Um perdido? Um fantoche? Um eterno fantoche. Primeiro seu pai fez tudo que queria de você. O bonequinho de porcelana dos Malfoys. O menininho que não pensa sozinho. O menininho que não deve ter amigos porque ele não deve ter coração. O menininho só tem capachos. Ele foi programado para não amar, porque assim ele serve melhor. Você sabe a verdade Draco Malfoy? SABE QUE NÃO PASSA DE UM FANTOCHE, AGORA DE VOLDEMORT?! UM MALDITO COMENSAL DA MORTE! MALDITO! – Hermione a medida que falava se aproximava dele a ponto de estar a um palmo de distância. Quando começou a gritar, Blás a puxou pelos braços para longe de Draco, temeroso. O loiro tinha lágrimas nos olhos e o tremor do seu corpo era visível.

- Você não tem o direito de me acusar de qualquer coisa sua san...

- Cala a merda da sua boca. Eu sei de tudo. Eu vi a sua marca horrenda. Eu tenho sim o direito. – Blás ainda a segurava e ela agradeceu isso internamente, pois sentia que poderia cair a qualquer momento. Já Draco vacilava um pouco. Não sabia o que pensar e nem como agir. Deu alguns passos para frente voltando a ficar próximo dela, e de seu amigo também.

- Que história é essa? – Ele olhava para Blás, atrás de Hermione. Ela abaixou a cabeça quase se afogando em seu choro.





- Foi ela que te encontrou aquele dia, não fui eu. – Draco esbugalhou seus olhos, agora mais azuis do que de costume. Uma lágrima solitária escorreu por seu rosto branco.

- Você está brincando! Não está Blás? – Sua voz chegara ser infantil. Hermione voltou a encará-lo, pela proximidade de ambos pode reparar no desespero de seu rosto e o azul dos seus olhos, ela nunca tinha visto eles daquela cor.

- Eu jamais brincaria com uma coisa dessas Draco. – Blás estava bastante serio. Draco deu as costas a eles e passou as mãos pelos cabelos de maneira nervosa.

- Você brinca com tudo. Por que não com isso? – O desespero começou a tomar conta de seu peito já tão pesado.

- Está tudo bem Draco. A Her.. a Granger não pode contar nada a ninguém. Ela tem um voto perpetuo comigo. Se ela contar para mais alguém sobre isso, morrerá. – Draco voltou a encará-los.

-Não entendo. – Ele disse baixo mais pra si mesmo e abaixou a cabeça. Ele realmente não entendia.

- Ela te...

- Eu te achei na porta do castelo. Era o dia da minha ronda, quer dizer, nossa. Você estava quase desacordado e sangrando. Ia te levar para enfermaria, mas você me pediu que não e eu, nem sei por que, acatei seu pedido. Te levei para o lugar mais próximo e seguro, a sala dos monitores. Então eu.. eu cuidei de você. – Ela se sentiu envergonhada e abaixou os olhos no mesmo instante que ele levantou o olhar para ela.

- Você o que?

- Achei que você ia morrer. Estava com muita febre e sangrando, eu não podia simplesmente sair e te deixar lá. Fiz tudo que podia com magia e do modo trouxa, já que não tinha poções a mão. Quando se estabilizou eu resolvi pedir ajuda, porque tinha um ferimento na sua cabeça que meus feitiços não resolviam. Foi ai que chamei Zabinne, afinal, ele é seu amigo. – Ela não levantou mais o olhar. Ainda era segurada por Blás, apesar de estar mais calma.

- Por que você me ajudaria? – Essa era sua maior inquietação.

- Talvez porque eu seja muito idiota. E eu me faço essa pergunta todos os dias também.





- Você só é humana Granger. Só isso. – Blás se manifestou atrás dela, apertando de leve seus braços. Draco parecia em estado de choque. Hermione parecia aliviada por ter colocado toda aquela história para fora.

- Só quero que você me deixe em paz, por favor. Apenas seja cavalheiro e retribua o favor. Me esqueça. – Ela suspirou e se soltou das mãos de Blás. Pegou sua bolsa jogada no chão e saiu da sala.

- Draco eu...

- Só meu deixe sozinho. Eu preciso ficar sozinho. – Com um aceno de cabeça, Blás também saiu.

Draco se deixou cair no chão completamente atordoado. Pensar que a sangue ruim sabia seu maior segredo era algo além de lógico. E pior que isso, ela havia cuidado dele como se ele fosse alguém importante e que merecesse isso dela. Talvez tenha feito isso por pena dele, mas mesmo assim. Ela poderia ter ido buscar algum professor para cuidar dele que acabaria descobrindo a verdade como ela mesma descobriu. Mas não, ela optou por se manter neutra e até fiel. Aquilo doía como um soco no estomago. Tantos anos de humilhação e desprezo eram retribuídos com solidariedade. Ela tinha razão, ele tinha sido programado para não amar e por isso sentimentos como aquele não faziam sentido para ele. Draco se sentia mal por ter sido ela sua salvadora. Se sentia mal por concordar com ela. Ele não passava de um fantoche que passava de mão em mão e agora ele estava na posse do pior de todos, e sim, ele estava perdido.



Draco se sentia mal por ter sido ela sua salvadora. Se sentia mal por concordar com ela. Ele não passava de um fantoche que passava de mão em mão e agora ele estava na posse do pior de todos, e sim, ele estava perdido.

A noite caia fresa, quase fria em volta do Castelo. Harry e Rony já haviam desistido de encontrar Hermione com as pernas e por fim resolveram dar uma espiada no Mapa do Maroto, afinal, era justificável, já que ela assistira só uma aula o dia todo. O pontinho dela piscava no dormitório feminino da Grifinória. Ficaram aliviados para logo voltarem a se preocupar. Estaria ela doente? Depois de muito esperar Gina apareceu e eles a fizeram ir ate a amiga ver o que estava acontecendo.

- É serio Ginny. Foi uma dor de cabeça muito forte e tudo que eu podia fazer era ficar aqui, fechada no escuro. – Já haviam cinco minutos que Hermione tentava convencer a amiga que estava tudo bem.




- Isso realmente é estranho. Você pode estar morrendo que mesmo assim não perde uma aula. Os meninos me falaram que você só assistiu uma hoje, eles realmente estão muito preocupados. – Gina a encarava como que se tentasse descobrir o que realmente estava acontecendo.

- Eu sinto muito, de verdade.

- Tome um banho. Eu conheço um feitiço que desincha um pouco os olhos. Você precisa se alimentar.

- Mas eu..

- Eu não estou perguntando se você quer Hermione. Ande logo, estou com fome e o jantar começa em exatos 10 minutos. – Gina cruzou as pernas, e começou a balançar uma em sinal de impaciência. Restou a castanha respirar fundo e fazer o que ela havia pedido tão “delicadamente.” Ela não tinha muita opção.

Draco ainda estava sentado no chão daquela sala. Passara o dia inteiro lá, perdido em seus pensamentos densos e contraditórios. Queria tanto poder não ser o que ele havia se tornado. Queria nunca ter precisado da ajuda daquela Granger, mesmo que fosse sem querer. Quando deu por si, percebeu as sombras gigantes que o crepúsculo produzia nas moveis da sala. A noite já estava chegando e ele nem tinha sentido o dia. Se levantou desanimado e foi rumando para as Masmorras.

- Oi. – Ele disse com a voz rouca por falta de uso por tanto tempo. O salão comunal não estava vazio, porém não muito cheio. As pessoas que ali estavam falavam baixo o que o deixou mais confortável. Pansy estava sentada mais próxima da janela, parecendo ler um livro.

- Draco. Senta aqui. – Respondeu impassível olhando bem o rosto do loiro. Ele fez o que ela pediu, sendo que em seguida deitou sua cabeça nas pernas dela, em um pedido mudo de carinho.

- Me sinto tão cansado. – Ele sussurrou com os olhos fechados sentindo os dedos finos de Pansy acariciar seus fios loiros.






- Estou vendo. Você está me deixando preocupada, nunca te vi assim. Não quero que pense que estou pressionando, mas, onde esteve o dia todo? Blás também deu uma sumida, mas assistiu algumas aulas da tarde. Ele não quis dizer nada sobre você. – A voz dela tinha um toque de irritação, Draco deu um leve sorriso ao constatar isso.

- Não se preocupe tanto comigo Pam. Foi só um dia difícil. Onde Blás está?

- Acho que no dormitório. Ele disse algo como tomar banho antes do jantar. – Draco deu um resmungo qualquer de concordância e passou os próximos cinco minutos calado. Pansy achou que ele havia dormido e já ia, delicadamente, sair dali, o deixando confortável em uma almofada, mas ao mínimo movimento dela ele abriu os olhos e sentou.

- Obrigado Pansy. – Ela juntou as sobrancelhas em sinal de desentendimento.

- Por quê?

- Pela paz que me dá. Estou bem mais calmo agora. – Ela lhe sorriu tenra e se aproximou mais dele.

- Estarei sempre aqui. – Draco a puxou para um beijo calmo e gentil. Foi rápido mas repleto de significados. Logo Blás passou por eles de cabeça baixa e saiu da Sonserina.

- Eu preciso falar algumas coisas com o Blás, nos vemos a mesa. – Ele se levantou sem esperar resposta dela, que sorrindo foi para seu dormitório.

O moreno de olhos verdes andava rápido. Sabia que Draco viria atrás dele mas não sabia bem o porque de não querer falar com ele. Tentou ser rápido sem precisar correr, e quase quando estava na entrada do Salão Principal, o loiro o alcançou.

- Por que a pressa? – Blás se voltou para ele que estava um pouco ofegante.

- Eu costumo andar rápido. – Ele se sentia muito sem graça, algo sem motivo aparente. Acompanhou Draco até uma janela próxima, do outro lado do corredor, ainda vazio.

- Estou preocupado Blás.

- Sobre o assunto dessa manhã? – O loiro olhava o jardim la fora, seu semblante era de cansaço, mas sua voz estava tranqüila.

- Claro que sim.





- Granger não pode fazer nada Draco. Ela nem devia ter te contado, mas fui burro, não te inclui no acordo mágico que fiz com ela. – O loiro se voltou para ele.

- Me explique melhor essa história.

- A primeira parte é aquela que ela mesma já disse. Depois um elfo domestico me acordou dizendo que estavam precisando de mim na sala dos monitores. Achei tudo muito estranho. Fui conferir e la estava ela, aterrorizada eu diria. Quando te vi também fiquei preocupado, e então ela me contou tudo e mostrou a sua marca. Daí, antes que ela saísse, meio que a obriguei a fazer o voto perpetuo comigo. Eu estava desesperado por descobrir, er, seu segredo. Depois a única pessoa que eu consegui pensar foi no professor Snape. Quando o chamei parecia que ele já sabia que você estava com problemas e ele mesmo parecia doente. Mas depois que lhe deu as poções a fisionomia dele melhorou e muito.

- É. Ele tem um voto perpetuo com a minha mãe. Se eu morrer ele morre. – Draco disse seco o que assustou ainda mais Blás.

- Nossa. – Foi tudo que ele conseguiu dizer.

- Mas você estava dizendo a Granger que Snape sabia de tudo.

- Sim. Eu não contei nada, mas ele disse que tinha lido a minha mente, quer dizer, ele viu que ela havia o ajudado.

- Por que ele não me contou nada, ou você?

- O professor disse que seria pior se você soubesse, e eu também acho. Você já estava tão descontrolado, que sei lá, saber que foi ajudado por ela, logo ela, que efeito isso ia ter em você?

Draco não respondeu. Seu olhar estava perdido na parede de pedra a sua frente. Se sentia vazio e talvez pela primeira vez ele percebera o tamanho do peso que carregava nos ombros por ter sido obrigado a fazer o que ele teria que fazer. E o tempo estava correndo. Ela precisava agir rápido. Mas, e a confusão na cabeça dele? O deixaria “trabalhar” rápido e certo?

- Draco? – Blás estalou os dedos na frente dos olhos, agora grafites dele que os piscou como acordando de um transe.

- Hum?!

- Acho que já podemos ir para o Salão Principal.






Os dois foram se encaminhando então para a porta. Draco parecia desligado com que acontecia em sua volta, porém acordou de súbito. Um grupo de quatro pessoas também se aproximava da porta aparentemente muito feliz. Potter vinha sorrindo e conversando com Weasley ao seu lado esquerdo. Enquanto a Weasley falava menos risonha com Granger. Foi ai que ele parou de caminhar. Encarou a castanha descaradamente a procura de alguma satisfação por ela ter jogado na cara dele tudo que fizera. Mas não encontrou nada disso. Ao contrário, o rosto dela estava muito pálido e os olhos um tanto inchados e vermelhos. O brilho sagaz, que só agora ele percebera que existia, não estava presente. Mas foi só quando ela o olhou de volta que seus sentidos se desligaram de vez. O vazio que tinha dentro de si, pareceu se externar, e tudo que ele ouvia era silencio, mas tudo que ele via era ela, e isso era reconfortante, ao mesmo tempo que assustador. No fundo ele sabia que podia confiar nela e muito, mas era algo completamente antagônico e sofrido.

- O que perdeu aqui Malfoy?! – Ronald Weasley dera um passo a frente se colando entre o loiro e castanha. Só ai ele percebera que estavam na porta de entrada do Salão, todos parados, obstruindo a passagem. Ele a olhou de relance, pelo ombro do ruivo, e viu um olhar diferente. Um olhar de súplica. Ela só pedira paz a ele, apenas isso. Como ele poderia dar algo que não tinha?

- Talvez quem tenha perdido foi você! – Ele respondeu baixo sem nenhum entusiasmo. A viu fechar os olhos como se estivesse decepcionada. Será que ela ainda tinha esperanças que ele seria diferente?

- O que disse? – O ruivo já estava mais vermelho do que nunca. Como ele era um dramalhão, ele pensou.

- Esquece pobretão. – Foi tudo que ele disse quando a olhou novamente e viu seus olhos cheios de lágrimas. Aquele olhar era angustiante demais e tudo que ele pode fazer foi virar as costas e voltar paras as masmorras.



Blás sorriu tímido e entrou no salão calado. Hermione soltou um suspiro e engoliu o choro. Gina franzia o cenho tentando entender o que tinha se passado e Harry confuso empurrou Rony, que ainda estava parado, com o punho fechado, para dentro do Salão. Uma coisa todos, exceto talvez Rony, perceberam, algo havia mudado ali.











Na trocida por leitores e comentários... =/

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Angel_Slytherin em 06/07/2012

Brenda,

Ahh hque isso, não precisa pedir desculpas não, eu só quis avisar mesmo!! =)

Eu te avisei, pq eu gosto que os leitores me avisem quando eu cometo esse tipo de erro! Espero que voce não tenha ficado brava comigo!!

Sua fic está maravilhosa!

Beijos
Angel_S

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Brenda Chaia em 09/04/2012

Angel, acho que o nome do Blás vai continuar errado pq eu escrevi a fic toda assim e ninguém me alertou pra isso antes.. me desculpe...

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Jess Mesquita em 27/09/2011

tô amando a fic...

muito bem escrita acompanhando loucamente...

Só peço para que não desista dela...

POR FAVOR! :D

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.