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4. Falling Awake


Fic: Garota Infernal


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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4. falling awake


Sangue, carnificina e morte não são as coisas mais acostumáveis do mundo, e a maioria das pessoas têm um problema com pelo menos uma delas, quando não com todas. Mas para um caçador esse tipo de coisa é natural e, na maioria das vezes, as únicas pistas que temos encontramos na cena do crime ou nos cadáveres.

Todos nós somos acostumados a ver todo o tipo de coisa "feia" e a não reagir de forma errônea à elas, e, acredito, esse foi o único motivo pelo qual eu não gritei.

Manchas de tinta ensopavam o piso lustroso e embebiam os papéis que estavam todos espalhados pelo chão. A mesa de vidro desfizera-se em centenas de pedacinhos, assim como os porta-retratos da estante que estava caída no meio da sala.

O que me fez gritar, no entanto, foi ver a silhueta dela banhada de sangue. Hermione estava caída perto do hall aparentemente inconsciente. Eu corri até ela e a virei para mim, o que quase me fez desmaiar. Havia uma marca de mordida em seu pescoço. Se o espírito estivesse controlando um verdadeiro lobisomem, agora Hermione estaria amaldiçoada para sempre!

- Temos que sair daqui. - eu disse baixinho. - Agora.   

- Não... - ela consguiu susurrar. Não estava inconsciente, afinal. - Ana.

- Merda.

Por quase um minuto eu esqueci do motivo pelo qual eu estava aqui. Não era Hermione que estavam seguindo, era sua pequena aluna chapéuzinho vermelho.

Pousei Hermione no chão novamente e, para meu completo horror, descobri mais um ferimento em seu corpo. A camisa de seda tinha cinco furos circulares, de onde boa parte do sangue que a cobria vinha. Afastei o tecido para ter noção do ferimento e eu pude ver cinco buracos profundos em sua pele e carne. Como se dedos tivessem penetrado seu ombro.

- Aguente aí. - ordenei.

Eu queria muito aparatar com ela no St. Mungus, mas eu não podia simplesmente deixar uma criança lutando sozinha contra um lobo maluco possuído por um espírito raivoso, então eu torci para que Hermione não morresse, enquanto eu corri pelo hall o mais silenciosamente que pude. Felizmente, encontrei a garota logo e ela não parecia tão ferida quanto Hermione, apesar de um belo corte sangrar em seu rosto.

- Você está bem? - perguntei.

- Sim.

- Onde está -


Não precisei terminar a frase. Ana arregalou os olhos e gritou ao mesmo tempo em que eu fui atirada para longe. Eu fiquei tonta uns segundos e abri os olhos há tempo de ver a coisa que me atacara vir para cima de mim novamente. O problema é que não era uma coisa.

- Você é humano. - sussurrei.

- Surpresa!

Eu não sei se fiquei mais aliviada por saber que Hermione não se transformaria em um lobisomem ou com raiva por saber que o homem era totalmente inocente e, portanto, não poderia feri-lo gravemente.

O grande lobo mau curvou-se para mim e começou a me  asfixiar, dando-me, porém, abertura para acertá-lo no maior trunfo feminino, e assim o fiz. Assim que ele me soltou, eu saí debaixo dele e corri para o outro lado.

- ESTUPEFAÇA!  

O feitiço não teve qualquer efeito a mais do que afagar suas orelhas teria. Recuperado da dor do chute, o homem avançou para mim novamente e eu gelei. Claramente magia não tinha nenhum efeito enquanto ele estivesse possuído e eu não tinha nenhum tipo de plano B. Não preciso mencionar, é claro, que não tinha nenhuma arma contra espíritos comigo.

Felizmente ele ainda era humano, e um embate físico era minha única – e baixa – chance. Maior e mais forte, ele poderia me deixar inconsciente com a penas uma batida de cabeça, mas eu não tinha nenhuma outra opção.  

Alguns ridículos golpes de luta amadora como socos, chutes e empurrões seguiram a minha decisão, e eu estava ficando realmente, realmente cansada. Magia não funcionava, aparentemente Draco não estava tendo sucesso com a garota, e eu não tinha como fugir levando Ana e Hermione.

O lobo me empurrou novamente contra o armário e se aproximou de mim. Seus dentes estavam à mostra e ele rosnava como se fosse realmente um lobisomem. Lutando para afundar seus caninos na minha pele, ele me pressionava cada vez mais contra o guarda-roupa, me deixando sem ar. A única coisa que separava sua boca humana de mim eram os meus braços que faziam força sobre-humana.

Olhei ao meu redor tentando encontrar alguma idéia e vi a menininha novamente. A mulher do cara que virou picadinho com batata tinha razão, era totalmente bizarro vê-la no meio de uma coisa tão horrível. O meu problema é que ela era a coisa horrível.

Então, por um momento, por apenas um momento eu pensei que talvez desse certo... talvez... talvez... bem, valia à pena tentar.

Não consegui apontar minha varinha muito bem, aliás, mal conseguia segurá-la. Mas a maior dificuldade foi pensar em uma memória boa o suficiente, então vasculhei minha mente. Quando a encontrei, nem precisei pensar para saber que aquela era, de longe, a melhor lembrança para usar naquele momento.

Eu não sabia se iria funcionar, nem quanto tempo me daria caso funcionasse, mas alguma coisa eu tinha que fazer.

Deixei a imagem tomar conta da minha mente: Longos cachos dourados davam o ar mais infantil do universo. Seus olhos possuíam um brilho intenso e o sorriso maroto era interrompido apenas pela unha que ela estava roendo, enquanto escrevia com a mão esquerda. Somente aquela lembrança poderia ser capaz de me fazer me apaixonar novamente.

Sabendo que o momento era minha única chance, disse o mais alto que pude:

- Expecto Patronum!

O cavalo prateado irrompeu milagrosamente e sua luz preencheu todo o ambiente. Ele cavalgou diretamente para o espírito e começou a circulá-la repetidamente. Qual efeito patronos têm sobre espíritos eu não tenho idéia, mas eu sei que o lobo me largou e isso me deu tempo o suficiente para reagir.

Corri para o outro lado do cômodo, onde havia alguns objetos de enfeite. E eu não pensei duas vezes antes de pegar um boneco de vidro e correr para o homem. Ergui-o no ar com a maior força que tive e me preparei para atacar.

- Não! O que você está fazendo? O que eu estou fazendo aqui? Por favor, pare!  

Ele estava livre. Eu não sei o que o patrono estava fazendo, mas ele definitivamente estava impedindo o controle da garota sobre o homem. O problema é que eu não sabia quanto tempo ia funcionar e eu precisava sair dali.

- Sinto muito, amigo.

Assim que ele tombou no chão, eu gritei para Ana correr e pegar meu celular e varinha. Verifiquei como Hermione estava e ela tinha desmaiado. Tomei-a em meus braços e disse para  Ana me seguir. Carreguei Hermione para fora da casa e assim que estávamos nos limites do feitiço de impedimento de aparatação e desaparatação, pedi a Ana que se segurasse em mim firmemente.

- Oh Deus, por favor não me deixe deixar nenhuma parte de nós três para trás.

E então desaparatei.

Naturalmente toda a recepção do hospital parou para me encarar quando eu apareci do nada com uma mulher ferida nos braços, uma garota machucada e eu... bem, eu não olhei no espelho, mas não devia parecer muito bem.

- Ela está inconsciente? - perguntou-me uma medibruxa. - Emergência aqui, pessoal!

Em poucos segundos, Hermione havia sido levada para longe e recebia os devidos cuidados de emergência. Ana fora levada para fora, para a ala pediátrica, provavelmente, e alguém continuava me dizendo que eu precisava me sentar.

- O quê? - peguntei como se fosse uma retardada mental.

- Preciso cuidar dos seus ferimentos, srta. Weasley.

- Do que você está falando? Veja, eu só tenho uns arranhões e -

Ele ergueu um espelho pra mim e eu definitivamente não tinha só uns arranhões. Além de suja, suada e descabelada, eu tinha um corte profundo no lábio. E, bem... centenas de feios arranhões pelo pescoço, colo e braços. Centenas.

- As vezes vítimas de trauma não sentem a dor, por causa da adrenalina. - ele disse. - Agora, por favor, você pode me deixar cuidar de você?

Suspirei.

Após ter me limpado, o medibruxo usou feitiços para fechar meus ferimentos e aplicou uma poção para cicatrização. Ele me deu informações sobre Ana, que estava perfeitamente bem na pediatria, mas não disse nada sobre Hermione.

- Você sabe alguma coisa sobre a outra mulher, a que chegou comigo?

- Ela ainda está sendo cuidada. - ele respondeu. - Apenas descanse e mais tarde poderá vê-la. Além disso, virão falar com você sobre o registro. Vocês não deram nome nem nada.

- Claro.

Ele me deixou com um sorriso simpático e eu esperei que ele tivesse desaparecido para me levantar. Saí pelo corredor e pude encontrar o quarto de Hermione com facilidade. Ela parecia horrível e eu me senti culpada por não ter conseguido impedir que ela se machucasse.

- Ela vai ficar bem? - perguntei para o único medibruxo presente.  

- Você não deveria estar aqui, srta.

- Ela vai ficar bem? - insisti.

- O ferimento do ombro foi bastante profundo e ela perdeu muito sangue. Ainda estamos tentando identificar se alguma substância foi transmitida a ela através da mordida, mas não parece ser de nenhuma criatura maldita, portanto a recuperação deve ser completa.

- Obrigada.

- Gina? - Hermione chamou baixinho.

O médico me olhou por um instante e pareceu decidir que não haveria maiores problemas por eu ficar. Eu me aproximei de Hermione e sentei-me em sua cama. Ela me olhou, agradecida.

- Obrigada.

- Você não fica tão ruim com esparadrapo e gase, sabe.

Ela sorriu.

- O que aconteceu com o lobo?

- Eu não sei realmente. Ele saiu do transe, mas... eu não sei.

- Onde está Ana? Estamos seguras?

- Ana está na pediatria. E você está segura agora.

- Vocês resolveram  o caso?

- Draco está cuidando disso, e vou ligar pra ele assim que sair daqui. Nós vamos parar isso. Ninguém mais vai te machucar, Mione. - eu prometi firmemente. - Eu não vou deixar.

- Gina -

E meu celular tocou.

- É o Draco. Só um instante.

-  Não há UMA criança em coma nessa cidade.

- Draco -

- Mas eu descobri que um morador tem uma filha de dezesseis anos em coma, mas fora da cidade. Eu estou indo pra lá agora mesmo.

- Fora onde?

- St. Mungus.

- É onde eu estou agora.

- O que você está fazendo em – Espere, você está ferida? O que aconteceu com a chapéuzinho?

- Sim, mas não foi nada. Você tem o nome?

- Callie Garrison.

- Senhorita? - chamou outro medibruxo entrando no local. - A senhorita precisa sair e -

- Ok. - eu disse, tentando ser simpática. - Mas doutor, o senhor poderia me dar uma informação?  Ahn, por um acaso Callie Garrison ainda está internada aqui?

- Ahn, sim. - disse ele desconfiado. - O que você quer com ela?

- Amiga da família.

- Sério? - perguntou ele. - Meu pai nunca mencionou você.

Putz. Que sorte a sua, Ginevra!

- Ow, isso parte meu coração.

- Bem, ele ainda trabalha aqui. É só procurá-lo e tenho certeza que ele vai te reconhecer.

- Claro, obrigada. Eu... hm, vou voltar pro meu quarto, então. Fica bem, Hermione.  

- Onde você está? - perguntava Draco desesperadamente no celular.  

- Observando seu belo traseiro, na realidade.

- What the..?

Draco virou-se e me encarou. Eu dei um tchauzinho e ele balançou a cabeça antes de vir até mim.

- O que houve com você? - perguntou enquanto caminhávamos para o elevador.

- Briguei com o lobo.

- A menina está bem, certo?

- Até agora.

- Eu deveria ter ido no seu lugar!  

- Não banque o corajoso, Malfoy. Ambos sabemos que você está feliz de não ter estragado sua pele albina de bumbum de bebê.

- Verdade.

"...O mais belo de todos era um príncipe que estava fazendo aniversário, ele não deveria ter mais de 16 anos, e a pequena sereia se apaixonou por ele. A sereiazinha ficou horas admirando... "

Dr. Garrison, eu supus, estava sentado em uma poltrona ao lado do leito e lia um grosso livro em voz alta para a belíssima garota que dormia na cama.

Callie era uma das meninas mais lindas que eu já tinha visto, e ela era igualzinha a Branca de Neve. A boca dela era bem desenhada e vermelha, a pele alva como a neve, o cabelo liso e preto chegava à cintura e ela parecia completamente em paz, embora eu soubesse que não era verdade.

- Quem são vocês? - o dr. nos vira e interrompeu meus pensamentos.

- Nós precisamos falar com você, dr. Sobre Callie.

Ele nos encarou por um minuto e veio até nós do lado de fora, fechando a porta atrás de si.

- Nós gostaríamos, primeiramente, de dizer que realmente sentimos muito. - minhas palavras não podiam ser mais sinceras.

- Ahn, obrigado.

- Há quanto tempo ela... está assim? - perguntou Draco.

- Não queremos nos meter. - acrescentei rapidamente. - Deve ser difícil... vê-la assim.

- Bem, não é fácil. Ela está aqui desde os oito anos.
- Foi quando ela foi envenenada?

- Ela engoliu uma Poção de Limpeza. Nunca descobrimos como ela alcançou a poção. Minha esposa a encontrou e trouxe para cá.

- Por acaso sua esposa era madrasta da Callie?

- Sim, na verdade. Como você sabe disso?

- Palpite.

- Na verdade, ela foi a única mãe de Callie.

- Certo. - disse Draco. - Isso não vai ser fácil de ouvir. Podemos entrar?

- Não. O que não vai ser fácil de ouvir?

- O que aconteceu com Callie, - continuou Draco lentamente – não foi um acidente.

- Como é?

- Sentimos muito. - disse ele.

- Você não sabe o que aconteceu com a minha filha! Você não tem a mínima idéia!

- Sobre sua esposa, há coisas que você não sabe. Sua esposa envenenou Callie.

Por um momento, o homem nos encarou e eu realmente pensei que ele tivesse acreditado em Draco, mas quando ele falou de novo, ódio saíram em suas palavras.

- Por que você me diria algo tão horrível?

- Porque precisamos de ajuda.

- Fiquem longe de mim! E da minha filha!

Dr. Garrison tentou bater a porta para nós, mas Draco conseguiu segurá-la. Nós entramos no quarto e eu a fechei atrás de mim. Era horrível aparecer na vida de uma pessoa assim e dar esse tipo de notícia, fazer esse tipo de pedido, mas o que se podia fazer?

- Saiam daqui imediatamente ou eu vou chamar a segurança!

- Dr Garrison, por favor... - começou Draco.

- Não.  - eu disse firmemente. - Me desculpe, mas eu não tenho tempo para ser gentil. Se o senhor não me escutar, mais gente vai se machucar. Callie vai machucá-los.

- Que porra você está dizendo?

- Parece loucura, eu sei, - continuei. - mas Callie ainda está por aqui. Como um espírito. Nós sabemos, dr.

- Oh... - ele desviou o olhar. - Então vocês... então vocês também a viram...

Wow! Por essa eu não esperava.

- Eu senti minha filha por todos esses anos... a presença, o cheiro, tudo. Por isso nunca desisti dela. Eu até a vi uma vez, mas achei que tivesse sido um sonho. - ele suspirou. - Não foi um sonho, certo?

- Não. - respondi gentilmente. - Não foi um sonho, dr. Ela está como quando tinha oito anos, certo? Vestido branco, fita vermelha no cabelo? Olhos de um verde indiscritível? - ele não respondeu, só suspirou, e eu soube que estava certa. - Ela tem tentado falar com você, sofrido todo esse tempo por ninguém saber o que houve com ela. Ninguém consegue ouvi-la, entendê-la, dr. Garrison, e tudo o que ela quer é que o senhor a ouça.

- O que vocês estão dizendo é ridículo! Minha esposa amava Callie!

- Callie tem 16 anos, certo? Quantos anos tem o seu outro filho, o outro doutor?

Ele não respondeu.

- Isso é ridículo! A mãe do meu filho e eu não nos casamos porque eu já estava com a mãe de Callie quando descobri que ela estava grávida. Eu cuidei do meu filho, é claro, mas continuei minha vida com minha nova mulher. Alguns anos depois, Callie nasceu e minha esposa faleceu.

- Então você acabou voltando com a sua antiga mulher?

- Não. Callie tinha três anos quando eu e minha antiga esposa nos apaixonamos novamente. Mas ela não tinha nenhuma mágoa da minha filha! Ela amava Callie!

- Callie está desesperada, porque ninguém a ouve, dr. As pessoas que morreram em Hogsmeade essa semana... são gritos desesperados dela.

- Ouça sua filha, dr. Garrison. - disse Draco.

- Vocês não entendem... Callie é tudo o que eu tenho.

- E por isso precisa parar a agonia dela. - completou.

Eu me senti muito desconfortável por forçar um pai a fazer aquilo, mas não era o melhor apenas por todas as pessoas que Callie machucou e podia machucar, mas também para ela mesma. Ela precisava de libertação.

Dr. Garrison aproximou-se da bela adolescente lentamente e segurou a mão dela. Ele fechou os olhos e respirou fundo, antes de chamar o nome da filha em sussurros carinhosos.  

Em poucos segundos, uma linda e triste garota de oito anos estava parada em nossa frente. O médico olhou para a filha e eu pude ver a onda de emoção entre os dois transbordar para o ambiente.

- Filha... - disse ele, muito emocionado. - É verdade? Mamãe fez isso a você? Mamãe te machucou? - a pequena Callie balançou a cabeça afirmativamente. - Oh, Deus, oh Deus.

- Eu não queria morrer, papai.

- Eu sei, meu anjo. Eu sei... me desculpe. Me desculpe. Eu não tinha idéia, eu... Filhinha, me escute. Você tem que parar o que está fazendo, ok? Você está machucando pessoas e isso está errado. Eu sei de tudo agora, eu sei a verdade, querida. Mamãe já morreu, ela já recebeu o  castigo. Eu te amo, querida, e sempre vou te amar, mas deveria ter te libertado há muito tempo.

Eu me encolhi para mais perto da porta. Pai e filha encaravam-se e o rosto de ambos já estava encharcado de lágrimas.

- Dizem que o paraíso das crianças tem anjos com asas coloridas. Dizem que é o lugar mais bonito no mundo inteiro. Você está com medo?

Ela balançou a cabeça novamente, mas dessa vez negativamente.

- Você vai parar o que está fazendo? Callie, é hora de você se libertar, é hora de você deixar isso pra lá. E é hora de eu  deixar você ir.

Dr. Garrison virou-se para o leito onde o corpo de Callie estava, e acariciou os cabelos da menina. Ele continuou segurando a mão dela por longos minutos. Como, diabos, isso poderia ser uma coisa boa?

- Eu sinto muito, filha. Eu te amo.

Os lábios dele pregaram um último beijo na testa de Callie, ao mesmo tempo em que os aparelhos deram o aviso que ela, finalmente, estava seguindo seu caminho. Batimento cardíaco, saturação, pressão... tudo caiu numa lenta tortura, onde dr. Garrison chorou copiosamente enquanto assistíamos os números chegarem a zero.

E a imagem de Callie de oito anos desapareceu...

- Hora do óbito, - sussurrou ele com extrema dificuldade. -  18:35.

O homem beijou a testa da filha novamente, e o choro se intesificou.  

- Acabou, certo? Ela está em paz agora? - perguntou ele entre soluços.

- Sim. - respondeu Draco.

- Eu... - sussurrei. - temos que pegar Ana e levá-la para casa.

Draco assentiu com a cabeça.

Lancei um olhar triste a Callie e saí de seu quarto, à procura de Ana, que encontrava-se também na ala pediátrica. Era tão triste que a vida de uma garota jovem, saudável, amada, e linda como Callie chegasse ao fim por ciúme de uma mulher doentia. Era triste que a vida de uma garota como ela acabasse de qualquer maneira.  

- Eu quero ir pra casa. - disse Ana chorosa assim que me viu.

- Eu vou te levar pra casa e nós vamos falar com sua mãe, ok? Eu só vou falar com a Prof. Granger primeiro.  

- Obrigada. - disse a menina me abraçando.- Obrigada por me salvar.  

Eu não disse nada. Apenas afaguei o cabelo dela por alguns minutos.

- Eu volto em um minuto.

Ao contrário de Ana, Hermione não estava pronta para ter alta, e ainda encontrava-se com as roupas do hospital. Ela parecia melhor desde a última vez que a vira e agora, pelo menos, não corria mais risco de vida.

- Acabou.

- Bom. - respondeu antes de um silêncio incômodo instalar-se entre nós. -  Eles perceberam... que a mordida foi humana.  Provavelmente não vai ficar marca.

Não respondi. Caminhei até Hermione e olhei em seus olhos. Era realmente sincero o que eu queria dizer.

- Me desculpe. Por gritar com você mais cedo. Eu te conheço há anos... há coisas mais importantes do que, você sabe, decidir por si mesma.

Hermione ficou quieta por um longo momento apenas me olhando de volta.

- Eles se importam. Mas você seguiu em frente, Gina. Eles também.

- Eu sei...

Eu não poderia me sentir mais estranha do que me sentia naquele momento, e ver Ana muito bem me esperando em frente ao elevador com Draco não ajudou realmente com muita coisa.  

Nós entramos no elevador e, com um suspiro, levantei meus olhos para acompanhar a mudança de andar no marcador acima da porta.

- Quando termino um caso, - murmurou Draco – eu fico satisfeito. Feliz, até. Então por que agora eu só me sinto... mal?  

Meus olhos não se moveram do marcador, e eu não dei qualquer sinal de ter ouvido – ou mesmo de compreender os sentimentos expressos em sua frase -, exceto pela minha mão, que alcançou a de Draco entrelaçando nossos dedos suavemente.

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Comentários: 1

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 06/11/2011

fucking triste essa parte t.t

Nota: 1

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