Os tempos difíceis começavam, era como da ultima vez que Voldemort assumiu o poder. As pessoas desapareciam, os comensais aumentavam a cada dia. Dumbledore cheio de segredos com Harry Potter e Severo Snape. Naquele ano, meu marido tinha aparecido com um dos braços muito machucado, eu perguntei porque, ele não me contou. Eu estava conformada sobre ele ter segredos para mim, apesar de não deixar de me preocupar com o bem estar do meu marido, não gostava que ele estivesse se machucando.
Eu havia percebido algumas coisas, Alvo parecia estar dando a Potter instruções para liquidar Voldemort, portanto eu acreditava, que o menino era realmente a esperança do mundo bruxo, e me preocupei ainda mais com ele do que de costume, observando-o bem, e me certificando que ele sairia aquele ano da escola, com conhecimento o suficiente para sobreviver. Eu sabia que muitos dos alunos iam insistir em lutar, e decidi que tinha que me esforçar ainda mais para que eles se sentissem confiantes e pudessem ajudar Potter a vencer.
A menina Granger não era nem uma preocupação, ela era a prova viva de que o ideal pelo qual Voldemort lutava era uma completa besteira, nascida trouxa, ela era uma das bruxas mais talentosas para qual eu tive o prazer de dar aulas. O menino Weasley e Neville, neto de minha amiga augusta também pareciam bem melhor do que eram quando entraram na escola, embora eu achasse os dois pouco confiantes. Logo Rony Weasley resolveu o problema, ganhando jogos no time de quadribol da grifinória, namorando a srta. Lilá e despertando o obvio ciúmes de Hermione Granger.
Neville, eu achava que tinha sido muito pressionado a ser tão talentoso como os pais, e então logo após os primeiros dias de aula eu havia escrito para Augusta. Dizendo que só porque ela detestava feitiços, não quer dizer que seja fácil. E que era para ela apoiar o neto dela. Escrevi também que ele era um menino corajoso, da confiança de Harry Potter e que seria fundamental para a luta contra Voldemort.
O ano foi se passando arrastado, dessa forma, e a cada encontro Alvo eu me sentia mais feliz em tê-lo ao meu lado , naquele dia ele havia me convidado para ir ao seus aposentos após o jantar e eu me dirigi ao local, feliz, como eu sempre era quando tinha a chance de estar com ele.
Quando entrei em seu escritório eu fiz menção de falar alguma coisa, mas ele me calou com um beijo profundo.
- Não diz mais nada, por favor.
Eu acatei, os olhos dele brilhavam tanto, que eu não pude contradizê-lo. Ele foi logo me puxando pela mão, adentramos o quarto dele, os lençóis muito brancos, o quarto em meia luz, o céu mostrando a nós varias estrelas, que perdiam feio para os olhos dele.
Ele me puxou em mais um beijo apaixonado, acariciando as minhas costas, fazendo eu ter as mesmas sensações incríveis que eu tive dês da primeira vez e sempre tinha com ele. A minha roupa foi tirada cuidadosamente, enquanto ele se dedicava em beijar cada parte do meu corpo, me empurrou com suavidade na cama, passando a língua pelos meus seios, pela minha barriga, pela minha intimidade. Quando ele tocou o ponto, demorando-se ali, eu gemi alto, o nome dele.
Ele logo arrancou suas roupas, com mais pressa do que tinha arrancado as minhas, olhando para o meu corpo nu e totalmente entregue, com os olhos cheios de desejo. Encaixando-se entre as minhas pernas ele me beijou. Entrelacei o corpo dele com as pernas, pedindo por ele. E então, ele se enterrou dentro de mim, me fazendo pender a cabeça para trás e soltar um suspiro alto. Passou a se mexer, num ritmo delicioso, enquanto beijava minha orelha, meu pescoço, meus ombros. Sussurrando o meu nome, perdendo o controle, até nós dois chegarmos, juntos, ao ápice do prazer, mergulhando no mais profundo gozo.
Ele me deu um beijo apaixonado e rolou para o lado, me puxando para que eu deitasse no peito dele, e então juntos e nus, nós adormecemos.
O dia seguinte amanheceu dourado, eu acordei nos braços do meu marido, eu não me cansava da sensação de estar com ele, não sabia imaginar a minha vida sem ele ao meu lado. Ele acordou, olhou para mim e abriu um sorriso calmo, dizendo:
- Você é linda.
- Não exagere, eu fui muito bonita, hoje não mais – eu respondi, sorrindo de volta.
- Bom, não foi o que todos estavam comentando no dia do nosso casamento. – ele disse, como sempre, fazendo questão de ter razão. Males de ser casada com um homem onisciente.
Eu o abracei, depositando um beijo doce em seus lábios.
- Eu te amo. – sussurei.
- Eu também, te amo muito, nunca duvide disso. Não importa o que aconteça, onde eu esteja, eu sempre, sempre vou amar você. – ele disse, e eu pude ver a intensidade na forma como ele dizia – Não importa o que aconteça, onde quer que eu esteja, eu vou sempre amar você. Você vai ser sempre a razão da minha vida ter valido a pena.
Eu o beijei novamente, dessa vez com mais intensidade, ele demorou-se no beijo, segurando possessivamente meu corpo contra o dele, e depois, abraçou-me com força, beijando meu ombro, respirando fundo em meu cabelo, sentindo meu cheiro. Quando me soltou, começamos a nos arrumar para os nossos afazeres diários, e antes de eu ir para as aulas do dia que me esperavam, ele disse:
- Hoje eu vou sair em uma pequena viagem com o Harry, é possível que só me veja amanhã.
- Tudo bem. – eu sorri para ele em concordância, e me virei para sair da sala.