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5. Toxic Valentine


Fic: Garota Infernal


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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5. Toxic Valentine


- Draco, - eu disse sem me mover. - você pode parar de encarar explicitamente?


- Você pode parar de ser gostosa explicitamente?


Sorri.


Ele estava deitado na cama, e os olhos percorriam sedentamente cada pedaço do meu corpo. Eu havia levado uma perna à cama e estava vestindo uma cinta liga – onde poderia alojar uma arma de sal -.


- Você ve algo que gosta?¹ - perguntei movendo a perna mais para o lado, provocativamente.


- Você nem imagina.


Draco levantou-se e rapidamente estava atrás de mim. Uma mão agarrou a curva da minha cintura e a outra enlaçou meu cabelo, inclinando meu rosto para ele. Draco curvou-se para me beijar, mas eu consegui desvia nosssos lábios.


- Não... - sussurrei.


- Por quê?


- Tem crianças e adolescentes em risco lá fora.


- Quem se importa com as criancinhas? - disse ele displicentemente me colocando contra a parede.


- Tipo, todo mundo?


- “Todo Mundo” não é meu nome.


Ele puxou meu cabelo inclinando meu rosto para trás. Eu gemi. Ele não perdeu tempo nos meus lábios, apenas no meu pescoço e colo. Sabendo que não tínhamos tempo – e qual era minha posição preferida – ele me apoiou na cômoda e envolveu minhas pernas em sua cintura. Minhas mãos voaram para as costas dele rapidamente já arranhando-o cada vez mais forte.


Isso é o que eu chamo de parceria de sucesso hein. -q


 


***


- Vocês estão atrasados. - acusou Hermione assim que eu e Draco nos aproximamos.


- O trem ainda não chegou. - eu disse.


- Preciso lembrar que estamos trabalhando de graça?


- Você não esperava receber para usar um feitiço Macumbas Revellius, não é?


- Esse feitiço vai salvar seu traseiro, Hermione. - eu disse empunhando minha varinha nada discretamente. - Vamos ou vamos?


Dando um olhar levemente aborrecido a Hermione e Draco, eu vesti o meu eu mais profissional. A primeira carruagem pousou e os alunos instantaneamente começaram a ser arrumados para a inspeção. Os alunos do primeiro ano, é claro, ainda vinham de barco, e não precisávamos inspecioná-los tão urgentemente. Eles não estavam aqui quando os crimes ocorreram, porém, havia uma chance de algum aluno mais velho usá-los justamente pela falta de desconfiança por sobre eles. Cuidaríamos disso depois.


O trabalho foi lento e rápido ao mesmo tempo. Os professores, mais uma vez, nos ajudaram e fizemos fileiras de dois onde uma dupla inspecionava cada aluno. Draco ficou encarregado de inspecionar o trabalho. E eu... fiz dupla com Hermione.


- Ao menos uma vez na vida fazemos dupla juntas. - eu disse dando umas cutucadas dolorosas com a varinha em uma garota particularmente chata.


- Nunca mandei você ser um bebê.


- Cale a boca, Hermione. Aff. - sorri. - Pode ir. - acrescentei pra loirinha chata. - Vocês duas. Mais para frente.


Duas garotas incrivelmente diferentes uma da outra aproximaram-se de mim e Hermione. A morena era extremamente sexy – e bonita num jeito indecente – e não parecia ter medo ou vergonha de nada. A outra era bonita também, mas de um jeito totalmente fofo, e parecia completamente nerd com o grande óculos sobre os olhos verdes e o cabelo volumoso sobre os ombros. Ela parecia ter vergonha de tudo e priorizar os NIEMS. E eram melhores amigas, ao que parece.


Hermione examinou a garota morena que, para total irritação de minha parceira, ficou me encarando o tempo todo. Anita Lesnick era completamente inofensiva, e eu terminei com ela em dois minutos. Já a amiga, não sei por parecer perigosa ou se por antipatia de sua revistadora, ganhou uns cutucões a mais.


- Você pode ir. - eu disse.


- Você é alguma funcionária nova? - a garota de Hermione dirigiu-se a mim.


- Não. Você é alguma aluna nova?


- Você pode ir. - disse Hermione claramente aborrecida.


 - Não, mas me sinto como se fosse. Renascer e essas coisas.


- Ah, você encontrou Jesus.


 - Não. Ele não faz muito o meu tipo.


- Eu disse que você poderia ir, Check. - insistiu Hermione com azedume.


 - Já estou no meu caminho, srta. Granger.


- Bom.


A garota caminhou para junto de sua amiga e antes de ir, deu-me mais um olhar e um sorriso.


- Extremamente gostosa. - ouvi Draco sussurrar no meu ouvido. - Podemos dividir.


A investigação com os alunos foi um fracasso total. Não encontramos nada, nada comprometedor. Teríamos que mudar os planos, e teríamos que fazê-lo logo, porque a partir de agora todo e qualquer estudante poderia estar em perigo. Infelizmente, para meu completo horror, Draco e eu compartilhávamos um mesmo pensamento que não tínhamos coragem em admitir nem para nós mesmos: precisávamos esperar mais uma morte.


- Uma volta. O que acha? - perguntou Hermione assim que eu terminei meu jantar numa mesa arranjada para nós no Salão Principal.


- Ok, eu estou meio que precisando de uma animação mesmo. Estamos falhando miseravelmente nas investigações.


Nós caminhamos em silenciosos e solitários passos até a gostosa casa de Hermione no vilarejo. A última vez que eu estivera aqui, havia sangue, vidro e sinais de luta por todos os lados, mas é claro que a cdf da Mione já teria limpado, organizado, e consertado tudo agora.


Eu me sentei no sofá, ainda pensativa, e me desliguei das palavras de Hermione enquanto ela servia vinho branco para nós. Infelizmente ela notou.


- Eu gostaria de não te entediar tanto.


- Desculpe. - disse rapidamente aceitando minha taça. - Eu só estou... mal.


- Talvez não haja nada de... sobrenatural... talvez sejam apenas crimes.


- Certo.


- Qual o problema?


- Você não acredita no meu trabalho.


- Eu até acredito... - sentou-se ao lado da ruiva. - Mas não, eu não entendo.


- O que é bastante hipócrita vindo da cabeça-do-trio-maravilha-que-salvou-o-mundo.


- Aquilo foi diferente. Era uma guerra.


- Só porque não temos um psicopata fazendo esculturas de Nascidos Trouxas mortos na entrada do Ministério não significa que as pessoas estejam seguras, Hermione.


- Você está sacrificando sua vida por isso.


- Não, minha vida é isso.


- Gina, você não tem nem 30 anos. Merlim. Você tem tanta coisa pra ver, pra fazer, pra viver. E você anda por aí bebendo, e perseguindo criaturas...


- Eu salvo vidas.


- Você poderia ser médica, então.


- Por que você não consegue entender que não existe só um jeito de fazer alguma coisa, Hermione?


- Você não pode descontrar suas frustrações amorosas na sua própria vida.


- Eu sou feliz.


- E sozinha.


- Quem não é?


- Não lembro de você pensando assim aos 16 anos.


- Aos 16 anos eu era boba.


- Você não era boba por acreditar no amor.


- Não, não era. Mas eu acredito no amor até hoje, eu não acredito é nas pessoas.


- Gina, eles erraram, mas eles podem consertar o erro.


- Eles não podem trazer ela de volta.


- Você pode ir atrás dela, ou, sei lá, seguir em frente e arrumar ou -


- Ela está morta, Hermione.


- Quê?


- Quando eu fugi de Hogwarts, assim que eu pude, eu fui procurá-la. Descobri que ela e a família tinham se mudado pro interior da Escócia. Eu fui atrás dela.


- Mas... o que aconteceu?


- Ela não aguentou. - eu disse levantando-me desconfortavelmente. Lilá Brown era um assunto que eu não comentava com ninguém. Exceto, agora, com Hermione. - Os pais a odiavam... por minha causa... tinha toda a coisa da Guerra... as coisas estavam difíceis... ela não aguentou.


- Ela se...?


- É.


Eu fui até a janela contemplar o céu. Eu odiava aquele assunto. Muitos anos tinham passado e tudo ainda me machucava com uma intensidade assustadora. Admito, porém, que eu não era mais apaixonada por Lilá há muito tempo. No entando eu a amava de um modo diferente, como pessoa, como ser humano... não sei. Ela poderia muito bem – e provavelmente seria o que aconteceria se não fosse a interferência dos meus lindos pais – ter sido apenas minha namorada, minha paixão, uma garota na minha vida, e ponto final. Acontece que a tragédia e a dor dão proporções muito maiores a coisas que poderiam ser simples.


Nos conhecemos. Namoramos. Nossos pais descobriram. Nos separaram. Tudo conforme manda o figurino. Poderíamos ter resistido a isso, continuado juntas contra as pessoas, desgastado o namoro, esquecido e virado boas e velhas conhecidas. Mas, como eu disse, a tragédia mudou tudo.


Respirei fundo quando vi pela visão periférica Hermione aproximando-se de mim. Ela me encarou por um longo tempo enquanto eu ainda olhava para o céu. Não a olhei de volta em nenhum momento.


- Eles não têm culpa... eles não podiam imaginar que isso ia acontecer.


- Você pode, por favor, parar de defendê-los?


- Eu sinto muito.


- Não parece.


- Quando você vai entender que eu estou do seu lado?


- Não parece também.


- Você quer um abraço?


Ri.


- É... eu poderia usar um abraço agora.


Não levou muito tempo até Hermione me envolver nos braços dela. O cheiro dela era bom. Não era doce ou picante, mas era agradável, imponente, gostoso... como o cheiro de uma namorada. Não que eu tenha tido alguma namorada além de Lilá, mas... não sei.


Eu afastei meu rosto um pouco de Hermione sem nos separar, apenas o suficiente para que eu pudesse olhar pra ela. Foi estranho. Eu não pensei, eu não senti vontade, eu não lutei, eu só... a beijei. E eu só me dei conta quando senti o gosto doce do vinho que eu não tinha nem tocado. Não durou muito, nos separamos logo. Eu não podia, não queria estragar minha amizade com ela. E ela com certeza iria surtar.


- Desculpe. - disse me afastando rapidamente.


- Isso é bem... rude.


- Me desculpe, Hermione! - exclamei afastando-me. Puta que o pariu, fiz merda. - Eu não... tive a intenção... me desculpe.


- Você não beija uma garota e depois pede desculpas e diz que não teve a intenção. É rude.


- Eu... ahn?


- Deus. - disse Hermione revirando os olhos.


- Você não quer me empalar?


- Quê?


- Deixa pra lá. Eu... ok, isso é constrangedor e eu não sei o que dizer.


- Você não parecia exatamente não saber o que dizer para a Check.


- Quem?


- Por favor. - disse Hermione voltando para perto de mim, para sua taça de vinho.


- Eu sou gay, não pedófila, sabe. - disse sentando-me ao lado dela no sofá.


- Hm.


- Eu não quero que fique estranho... como está agora. Você é minha melhor amiga. Eu te conheço desde criancinha. Você namorou meu irmão. Eu namorei seu melhor amigo. Não pode... ficar estranho.


- Só fica estranho se você estiver falando.


- O silêncio também não faz nada confortável.


- Bem... não foi bem silêncio que eu quis dizer, mas ok... - vinho.


- Você...


Ginevra. Molly. Weasley. Hermione está reclamando de você não ter continuado o beijo.


Finalmente tomei vergonha na cara e a beijei. De novo. E ela correspondeu... como ela tinha correspondido antes. Quanta estupidez, Hermione não queria que eu me desculpasse. Hermione queria me beijar também. Quanta estupidez.


- Espera... - ela murmurou pousando a taça de bebida na mesinha de centro... e me beijando novamente.


- Por que você está se desfazendo da bebida?


- Just in case.


Hermione Granger me beijou novamente e dessa vez foi diferente. Não era doce, não era romântico, era ardente. A língua dela encontrou a minha e, para minha surpresa, era possessiva e mandona. Como tudo nela era.


Em pouco tempo eu estava ofegante, exposta e dominada. Em pouco tempo eu estava semi-nua, embaixo dela e completamente louca. Hermione mandava e desmandava em cada uma de nossas ações, eu só tinha o direito de sentir. Eu estava excitada, e desnorteada, e quente, mas, acima de tudo, eu estava chocada. O motivo ainda era uma dúvida: estar pegando Mione. Mione ser alguém com desejo sexual. Ou Mione me fazendo de mulherzinha.


Mundo estranho esse.


 - Quem diria... - eu disse assim que ela desocupou minha boca. - … que Hermione Granger tem desejo sexual.


Hermione repentinamente parou tudo. Mãos, boca. Tudo. Me olhou por um longo momento.


- Vire-se².


- Quê?


E, então, eu não sei como, eu estava de costas para Hermione, quase de quatro, enquanto a mão dela entrava por trás da minha calcinha realizando rápidos movimentos circulares sobre o meu sexo.


- Mione... - gemi.


- Você g -


E aí o telefone tocou. PUTA QUE O PARIU, o telefone tocou. É óbvio que eu nem fiz menção de ir atender – mas, para minha total e completa humilhação, Hermione fez. Então, em um segundo, ficou bastante óbvio que ela acordara, e estava arrependida.


Como se apenas agora ela tivesse se dado conta do que estava fazendo, me soltou rapidamente e encolheu-se em seu lugar no sofá. Eu a encarei profundamente e, arrumando broxantemente minha calcinha, peguei o celular.


- O que você quer? - não consegui evitar ser mal educada.


- Nós temos. John Harrison está morto.


Porra.


- Ok. Estou indo.


- O que houve? - perguntou Hermione como se há poucos instantes atrás não estivesse me comendo no sofá.


- Outro aluno morreu.


- Não pode ser... Gina!


- Eu odeio dizer isso, mas... agora temos o que precisamos pra resolver o caso. Uma linda e fresca vítima. - disse carrancuda.


Que lindo dia. Fracassamos na investigação. Falei sobre algo que odiava. Quase transei com uma amiga de infância. E agora estávamos completamente estranhas porque provavelmente ela tinha se arrependido.


Pegando minhas roupas, humilhada, não disse nada enquanto me vestia. Hermione se arrumou também rapidamente e ficou me encarando do sofá. Aquilo me irritou.


- O quê? - ela perguntou.


- Nada.


- Eu posso ver o bico daqui, neném.


- Você viu muitas coisas minhas hoje.


- Eu gostei de todas.


- Você não está surtando? "Oh Deus, o que eu fiz? Isso é tão, tão errado."


- Não. Por quê? Você está?


- Eu não. Ei, espera... você... não?


- Não.


E então o modo como ela me prendeu embaixo dela... o modo como ela tirou a maior parte das minhas roupas... o modo como ela me ordenou coisas... o modo como ela me tocou, beijou mordeu... então eu percebi... Hermione Granger, afinal, já tinha ficado com uma mulher antes.


- Você já fez isso antes. Você já esteve com uma mulher!


- Bem...


- Por que você não me disse?


- Você não perguntou!


- É, mas...


- Eu fiquei com vergonha, ok?


- Você não me pareceu embaraçada um tempo atrás...


- Tudo bem, Gina. Não vai acontecer de novo.


- Não?


- O corpo está esfriando.


- Quê?


- A morte. Em Hogwarts.


Peguei todas as minhas coisas e fui direto à porta de entrada. Ódio. Profundo. Da Granger.


- Você quer uma carona? - disse rispidamente.


- Eu meio que posso chegar de lareira.


- Na verdade, você não pode. Bloqueamos.


- Ótimo.


Eu e ela entramos no carro sem falar nada. Eu ainda estava puta demais pra isso. É claro que a rejeição tinha seu papel, seu grande papel, mas grande parte do meu enorme mau humor era porque eu estivera excitada. Absurda, completa e loucamente excitada, e não tinha chegado a gozar. Odeio transas não terminadas. Especialmente quando não sou eu que paro.


- Aqui estamos nós. - eu disse.


- Gina. - ela tocou minha mão antes que eu pudesse sair, e, eu odiei notar, uma descarga de adrenalina correu pelas minhas veias. - Nós vamos precisar conversar apropriadamente sobre isso.


- Você me agarrou. Fizemos o que não devíamos. Você se arrependeu. Não precisamos conversar.


- Eu não te agarrei! Não é considerado estupro quando a "agarrada" pede mais, sabe. E quem disse que eu me arrependi?


- Você parou.


- Bem, sim, mas não significa que eu não queria ir até o fim. Você só não acha que... é rápido demais?


- Por quê? Você tem interesse em passos, fases, encontros e essas coisas?


- Não foi o que eu disse e -


- Você pode, por favor, decidir o que quer?


- Nós acabamos de nos beijar.


- Não levamos muito tempo pra começar a tirar a roupa, não é?


- E foi exatamente por isso que paramos.


- Ok, Hermione. Eu tenho um caso pra resolver. - disse saindo do carro.


- E um sentimento pra ignorar.


- O que você disse?


- Que eu não vou dormir a noite toda. Minerva precisará de mim, os pais vão surtar. - ela me seguiu. - É bom vocês realmente terem o que precisam pra resolver o problema, porque os alunos vão pra casa, e Hogwarts vai fechar.


- Nós vamos resolver. Confie em mim. - eu disse olhando pra ela mais uma vez antes de vestir meu eu profissional e trágico. - E, Hermione, "vire-se"? Bem, isso sim é rude. - comentei com um largo sorriso.





- SÉRIO? A Sangue-Ruim, cara?


 


 - É, é, bizarro. - disse com impaciência.


 


 - Vamos lá, me conte algo interessante. Quem tomou a iniciativa? Quem ficou por baixo? Fala, fala.


 


 - Eu não quero realmente falar sobre isso.


 


- A Granger é tão mal de cama assim?


 


- Eu estou humilhada, ok? Só quero esquecer o que aconteceu.


 


- Quer saber? É isso o que você ganha por trocar um homem como eu por uma mulher. Uma mulher professora de Transfiguração, por Merlim.


 


- Já disse que não quero mais falar disso.


 


- Por que você está se importanto tanto? Quer dizer, uma broxada dessa é bem ruim e tal, mas... a não ser que... seja mais do que por causa do sexo... você está tendo sentimentos por ela!


 


- Eu? O quê? É claro que eu não estou tendo sentimentos por ela. Para de falar merda.


 


- É, você está. Hey, posso assistir?


 


 - Oh, por favor. Você oficialmente me dá nojo.


 


- Faz parte do meu show, docinho.


 


- Argh, Draco. Esquece isso e escuta o que eu encontrei.


 


Draco de repente assumiu um ar profissional que eu achei fofo, e se aproximou de mim para poder enxergar a tela do computador.


 


Súcubos são demônios do sexo conhecidas por sua beleza sedutora, e claramente demoníaca. Há várias versões da lenda, mas a mais popular é que esse tipo de demônio entre nos sonhos de homens fazendo-os apaixonarem-se por elas e terem relações sexuais, a fim de roubar-lhes energia vital, corrompendo, portanto, sua alma e encaminhando-os para o inferno.”


 


- Interessante. - disse Draco assim que terminei de ler. - Mas não se encaixa exatamente...


 


- Essa versão. - sorri. - “A espécie súcubo tem várias subdivisões. Súcubos podem ter nascido demônios, ou sido humanos antes. Humanos podem tornar-se súcubos vendendo sua alma para demônios negociadores, ou contra sua vontade, através de algum ritual das trevas que eventualmente dê errado. No último caso cria-se um tipo ainda mais violento de demônio, pois a parte demoníaca da súcubo alimenta-se da energia vital da vítima para, depois, a humana alimentar-se de seu corpo físico.”


 


- Ow. - disse Draco. - Então basicamente estamos lidando com uma demônia estupradora canibal?


 


- Por aí.


 


- Mas se é um demônio, por que não tinha enxofre?


 


- Eu acho que é porque o enxofre aparece somente de demônios que já estiveram no inferno. O corpo humano de uma súcubo criada nunca esteve no inferno.


 


- Ótimo. Perfeito. Maravilhoso. Como vamos, dentre centenas de mulheres, saber quem é?


 


- Eu não sei, pode ser qualquer uma.


 


- Qualquer uma mesmo. Quero dizer, olhe ao redor, estamos em uma escola para educação de adolescentes. Todos aqueles imbecis têm energia sexual borbulhando.


 


- Acho que podemos descartar os alunos do 4° ano pra baixo, não?


 


- Tá brincando, né? No 4° ano eu já era assinante vip da PlayBruxo.


 


- Jesus.


 


- Orgulhe-se. - ele sorriu. - E então, como matamos a pervertida?


 


- Não tenho idéia, mas não acha que, sei lá, devemos focar em encontrá-la?


 


- Provavelmente.


 


- Eu vou ver se descubro mais alguma coisa em Hogwarts... com as alunas e tudo o mais... você pode pesquisar sobre como identificar um demônio do sexo? Outra coisa... temos que alertar os aurores. E a escola.


 


- A escola? A Granger, você quer dizer.


 


- É.


 


- Tudo bem, eu sou cavalheiro, vou deixar você ter – oops! Ok, esquece.


 


- Não. Tem. Graça. T-T 


 


Eu peguei as minhas coisas e me preparei para sair do hotel, mas antes que eu pudesse dar muitos passos, Draco segurou meu braço e me beijou. Não foi indecente, foi bem doce na verdade. Bem... tão doce quanto um Malfoy poderia ser. A questão é que meu coração deu um giro ao sentir os lábios dele, tão diferentes dos de Hermione, e ao lembrar que tínhamos meio que combinado tentar um relacionamento sério.


 


Acho que ele percebeu a direção que meus pensamentos e sentimentos estavam tomando, porque assim que o beijo terminou, ele fez uma piadinha idiota.


 


- Posso te pedir uma coisa? - perguntou ele.


 


- Sim.


 


- Tente manter o sutiã fechado. Pelo menos até encerrarmos o caso.


 


- Cara, sério, você tem problema.


 


Andar por Hogwarts não era nem de longe tão divertido quanto eu me lembrava. Na época de escola, Claire e eu costumávamos dar voltas e voltas pelos lugares mais tranquilos de Hogwarts, e tudo parecia extremamente divertido. Talvez fosse a companhia... talvez fosse a idade... talvez eu apenas tivesse cansada de estar em Hogsmeade, há muito tempo essa cidade não era mais pra mim.


 


Para meu mau humor, a cena do crime estava tão limpa quanto antes e eu só perdi o meu tempo. Uma longa bufada impaciente demonstrou para mim mesma os meus sentimentos. Voltando para fora dos limites da escola, eu ouvi passos apressados atrás de mim. A súcubo, merda. Deixei o mais discreta e naturalmente possível minha varinha vir à minha mão e dei uma completa e total volta tentando surpreender o demônio. Minha varinha estava no pescoço dela e a vi prender a respiração por um minuto, mostrando-se assustada. Bem, o meu problema é que não era a súcubo. Era Hermione.


 


- Olha quem está vulnerável agora. - não resisti.


 


- O que você contou pra ele? - ela exigiu.


 


- Quê?


 


- Draco Malfoy. Na minha porta. Defendendo sua honra.


 


- Draco foi até sua porta porque descobrimos novas informações.


 


- É? Engraçado, porque na maio parte do tempo ele apenas tirou satisfações, reclamando sua honra. O que você disse pra ele?


 


- O que, especificamente, ele disse pra você?


 


- Você não tinha o direito de contar minha vida sexual por aí!


 


- Não é como se ele soubesse detalhes.


 


- Não era pra ele saber nada!


 


- Olha, eu não pedi para o Draco ir falar nada com você. Se ele foi, eu não tenho nada com isso.


 


- Porque você certamente não está louca de vontade de me xingar.


 


- Eu não disse isso.


 


- Ok, vá em frente.


 


- Isso é rídiculo.


 


- Vamos conversar.


 


- Você me humilhou.


 


- Você pediu desculpas depois de me beijar.


 


- Você pediu desculpas depois de... você me humilhou.


 


- Eu não te humilhei, Gina. Um aluno morreu.


 


- Você não sabia disso.


 


- Você queria ter ido até o fim?


 


- Eu não quero falar disso.


 


- Quanta maturidade.


 


- Aconteceu, ok? Você deixou bem claro que foi um erro, ok. Não precisamos ficar falando disso over and over.


 


Hermione suspirou.


 


- Você acha que foi um erro?


 


- Você acha.


 


Hermione suspirou novamente.


 


- Eu não acho que foi um erro.


 


- Não?


 


- Não. Você queria ter ido até o fim?


 


- Sabe, Mione - comecei. - você pode até já ter ficado com uma mulher antes, mas você claramente não entende nada de sexo lésbico. Quando uma garota faz o que você manda, deixa você continuar, e geme, normalmente ela não tem intenção de parar. Aprenda isso.


 


Hermione suspirou mais uma vez.


 


- Nunca tínhamos nos beijado antes.


 


 - Teria feito diferença?


 


- Não é essa a questão.


 


- Qual é então?


 


- A questão, Gina, é que não é apenas sobre terminar uma... hm...


 


- Transa! - exclamei mais do que irritada.


 


- É... uma... transa... É mais complicado que isso.


 


- O que é então? Você está enrolando.


 


- Você quer me odiar? Ok, odeie. Essa discussão não vai levar à nada. Até porque você, claramente, não merecia mesmo que eu fosse até o fim.


 


- Vá se foder!


 


Ela não disse nada, nem me olhou. Apenas saiu. O caso é que, depois de apenas uns três passos, Hermione parou. Ela ficou parada de costas para mim por um longo momento até se virar e agarrar minha cintura com força. Ela me beijou e, hey, era um beijo tão quente quanto os que tivemos na casa dela. Não foi muito longo, no entanto, mas foi o bastante pra deixar bem claro que a intenção  era me enlouquecer.


 


- Só pra você saber o que perdeu. - foi o que ela disse em profundo tom de ódio antes de me deixar.


 


- Eu sabia que nunca deveria ter me metido com estrogênio.


 


Frustrada e com raiva mais uma vez eu me dirigi ao Três Vassouras. Madame Rosmerta nem se preocupou em encher meu copo três vezes seguidas. É a vantagem de ser gostosa. Não pensar em tudo que aconteceu com Hermione era incrivelmente difícil, e eu estava falhando. Não demorou muito para Draco chegar e me aguentar descontando tudo nele.


 


- O que você disse pra ela?


 


- Ela quem?


 


- Não seja cínico.


 


- Verdades, ruiva, verdades.


 


- Que verdades?


 


- Eu tenho novidades, encontrei algo para identificar o demônio.


 


- Ótimo. O quê? - eu perguntei repentinamente animada. - Ah, não, você está tentando desviar o assunto. Fale-me sobre o caso e depois falaremos disso de novo.


 


- Que seja. - disse ele terminando a minha dose de bebida sem permissão. - Súcubos são demônios do sexo, portanto, são sucetíveis a tudo que tenha a ver com a líbido. Coloque um pouquinho deste tempero tropical – ele ergueu o frasquinho – na comida e tcharam, você terá uma súcubo brilhante.


 


- Hey... brilhante em que sentido? Brilhante Edward Cullen?


 


- Não. - respondeu Draco ponderando sobre isso. - Algo mais... sexual.


 


- Tá, e como a gente faz a súcubo comer isso?


 


- Eu acho que alguém vai ter que falar com a Granger.


 


- O quê? Você acha que a Hermione é o demônio?


 


- Na verdade, era pra ela fazer os Elfos misturarem o tempero na comida, mas até que não seria uma teoria improvável.


 


- Tá falando merda, Malfoy.


 


- Gina, eu detesto te dizer isso, mas é perfeitamente possível que seja a Granger. Quer dizer, vamos lá... quando foi do feitio da Sangue-Ruim agarrar uma garota e tirar as roupas dela?


 


Eu considerei isso por um segundo.


 


- Não. Ela não é a súcubo.


 


- Por quê?


 


- Simplesmente não é, Draco.


 


- Só porque você gostou e saiu viva de uma pegação com ela, não significa que ela seja pura, santa e inocente.


 


- Só porque você está com ciúmes, não significa que ela seja um demônio.


 


Draco suspirou, derrotado.


 


- Eu sei, eu sei. Súcubos não param, súcubos matam.


 


- E é por isso que temos que ir. Já temos mortes o suficiente nesse caso.


 


- Você quer falar com a Granger?


 


- Não. Eu vou... ficar. Eu te espero.


 


Draco tinha amadurecido e encontrado prazer em outras coisas além de perseguir calouros, pobres e blá, blá, blá, mas ele ainda tinha um ego enorme e uma intolerância perceptível. Ele não gostava de Hermione. Porque ela era Uma-Irritante-Sabe-Tudo, porque ela era melhor amiga de Harry Potter, porque ela era Sangue-Ruim e, claro, porque ela tinha dado um tapa na cara dele aos treze anos de idade. Bem, tirando o fato de eu ter prometido um possível futuro com ele envolvendo chalés na montanha e três crianças e depois ter dormido com ela, esses primeiros motivos já eram o suficiente para justificar sua antipatia.


 


Por isso, as horas passaram e ele não voltou. Quer dizer, não estava triste ou algo do tipo – não tínhamos nada sério – mas estava com ciúmes. Ciúme é uma merda, especialmente para alguém tão orgulhoso quanto Draco Malfoy.


 


Como Madame Rosmerta não permitia que fumássemos no estabelecimento, eu comprei uma garrafa inteira de firewhisky e sentei-me do lado de fora do bar para aprecisar os meus preciosos mentolados. Eu podia ouvir o som abafado que vinha de dentro do bar, mas o vento fresco que vinha da floresta era mais reconfortante naquele momento.


 


Um tempo havia passado desde que eu sentara ali quando uma garota que eu já tinha visto em algum lugar parou ao meu lado. Ela estava usando uma blusa cor-de-rosa com uns coraçõeszinhos que combinavam com os grandes brincos também de coração. A calça jeans era colada e marcava cada parte daquelas pernas maravilhosas. Era comicamente infantil e sexy ao mesmo tempo. Era como uma brincadeira, mas irresistível ainda era a melhor palavra para defini-la. Bem... "gostosa pra caralho" também serviria.


 


- Posso ter um?


 


- Você ao menos tem idade suficiente pra isso?


 


- Ouch. - ela sentou-se ao meu lado. - Com 17 anos eu posso fazer tudo que eu quiser, investigadora Weasley. Tudo.


 


- Como por exemplo dar em cima de uma mulher dez anos mais velha na frente da professora da sua escola?


 


Ela sorriu.


 


- Você se lembra de mim.


 


- Você não é exatamente o tipo mais fácil de esquecer.


 


- Espero que isso seja um elogio.


 


- Pega. - estendi um cigarro mentolado. - Desde quando você fuma?


 


- Desde hoje.


 


- Eu tô um pouco bêbada, sabe, conversar comigo pode não fazer muito sentido.


 


- Isso não é problema, eu também posso ficar. - ela pegou a bebida e deu um longo gole me encarando.


 


- Com calma... - eu disse. - Você ao menos está acostumada a beber?


 


- Você está acostumada a ser tão sexy?


 


- Oh, - eu ri. - você realmente está dando em cima de uma mulher dez anos mais velha que você.


 


E então ela me beijou, e eu preciso deixar uma coisa registrada aqui: quem foi que espalhou nessa cidade que eu sou 'só chegar e pegar'? Que coisa.


 


- Eu posso ser presa por isso. - foi a primeira coisa que disse.


 


- Na verdade não. Eu sou maior, lembra?


 


- Bom.


 


E nós nos beijamos novamente. Alguma coisa no fundo do meu cérebro me dizia que eu não devia, por tantos milhares de motivos que eu até ficava com preguiça de pensar. Eu sabia que não devia, e, no entanto, meu corpo não dava o menor sinal de querer se afastar. Merlim, ela era tão perfeita e beijava com uma sensualidade que arrepiava cada pêlo do meu corpo. E, além disso, eu estava bêbada, completamente bêbada.


 


Não sei como e nem quanto tempo depois decidimos fazer isso, mas eu sei que num momento eu estava beijando Jennifer Check, a mais gostosa e rebelde aluna de Hogwarts, em frente ao Três Vassouras e no outro estávamos passando pela porta do meu quarto na pensão.


 


Fechamos a porta com os pés, enquanto compartilhávamos o último gole de bebida da minha garrafa. Ela não era nem um pouco tímida e parecia querer aqueles momentos tanto quanto eu. Ainda havia um aviso gritando no fundo da minha mente, mas eu parecia não conseguir pensar direito e não era tão difícil deixar meu corpo e meus desejos me levarem. Ela estava me inebriando... totalmente... completamente... eu simplesmente precisava daquela garota perfeita.


 


Jogando Jennifer na cama, rapidamente nossas blusas foram para o chão. O sutiã rosa pink dela tinha um frecho frontal em forma de coração que em poucos segundos eu consegui me livrar. Deus abençõe a criatividade nas lingeries. É claro que os seios dela eram completamente perfeitos e por uma fração de segundo eu fiquei na dúvida se deveria tocá-los ou apenas contemplá-los para sempre. Bem, o suspiro que ela soltou no instante seguinte me convenceu que eu tinha feito a escolha certa ao encaixar minha boca em seu seio esquerdo.


 


Na realidade, eu não tinha realmente percebido o quanto eu estava excitada até aquele momento. Ok, estávamos indo mais do que depressa, mas eu não tinha notado que devia-se a uma urgência quase que totalmente injustificada de tê-la logo. Então, é claro, sem timidez nenhuma minha mão encontrou a calcinha dela e removeu-a mais rápido do que eu julgava possível. Jennifer, no entanto, não só não reclamara como também parecia estar exatamente na mesma “vibe” que eu. 


 


- Você meio que não perde tempo, né? - ela perguntou sorrindo maliciosamente.


 


- Oh - eu fiz preocupada recuando um pouco - Estou indo rápido demais? Você quer que eu pare?


 


- Quero que você pare. - ela disse. - De falar.


 


Sorrimos.


 


Eu tinha razão, definitivamente estávamos na mesma "vibe". Definitivamente ela me queria tanto quanto eu a queria.


 


Me curvei para Jennifer novamente e enquanto me beijava, ela travou uma perna ao meu redor, mostrando-me eu não só podia como devia continuar o que tinha a intenção de fazer ao retirar sua calcinha. Eu sorri ainda no meio do beijo e então... quase morri de susto.


 


A porta do quarto fora brutamente escancarada para um Draco, dramaticamente segurando uma enorme besta, entrar desabalado com a maior pose de Exterminador Do Futuro que você possa imaginar. Bem, Dean Winchester também serve.


 


- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? - berrei.


 


- É ela! A súcubo!


 


Normalmente nessa parte, eu deveria olhar para Jennifer embaixo de mim em choque, perceber que Draco tinha razão, e me afastar bruscamente. Enquanto que ela deveria assumir suas feições demoníacas, zombar por ter sido descoberta e nos atacar. Mas nenhuma dessas coisas aconteceu. Eu olhei para Jennifer como deveria, assustada e chocada, mas tudo que eu vi nela foi confusão e surpresa.


 


- O que tá acontecendo aqui? - ela perguntou.


 


- Me diz você, súcubo. - disse Draco puxando-a pelo braço bruscamente para fora da cama.


 


- Não machuca ela! - ordenei.


 


- O quê? Eu nem sei o que é isso! - exclamou a garota tentando proteger sua nudez com os braços, extremamente perdida.


 


Eu corri até ela e enrolei um lençol em seu corpo.


 


- Posso saber de onde você tirou que é ela a súcubo? - perguntei vestindo algo também, embora não estivesse tão exposta quando Jennifer.


 


- Olha pra ela! Por favor, Gina, qual a última vez que você viu uma garota de 17 anos gostosa naturalmente desse jeito? Ela esbanja não só beleza como sensualidade, é praticamente irresistível. Ela tem demonstrado um corportamento bizarro e rebelde, segundo professores da escola. Ela escapou do jantar, bem quando sentiu o cheiro das ervas afrodisíacas, e claramente ela não teve problema algum em seduzir você em pouco tempo. Ou seja, todas as características do monstro que procuramos.


 


- Eu posso dizer uma coisinha aqui? - disse Jennifer. - Desculpem, mas isso é ridículo. Eu sou... bonita. Sei que parece arrogante, mas eu sei que sou. Sou modelo desde que nasci. Comportamente bizarro e rebelde? Pelo amorr de Merlim, eu sou uma adolescente no século XXI! E eu só fugi na hora do jantar porque é a única hora que tá todo mundo concentrado em comer, não na segurança do castelo. E, sem ofensas, - ela olhou para mim nessa parte. - seduzir você não foi a coisa mais difícil do universo.


- O demônio acabou de te chamar de fácil? - perguntou Draco.


- Ela não é a súcubo, Draco.


- Vamos testar. - ele aproximou-se dela.


- Não vou deixar você machucar ela! - exclamei dando um passo a frente.


- Não vou machucar a gatinha colegial. Só fique quieta... e observe os olhos dela e os meus. E, ah, não me deixe morrer. Grato.


Draco aproximou-se de Jennifer e aplicou-lhe um rápido, rápido, rápido selinho.


- O que você está fazendo? - perguntei, confusa. - Se você queria participar, Malfoy, jeito errado de se convidar!


Ele a soltou.


- Hm, não era bem isso que eu estava esperando... eu não fiquei tipo, com os olhos virados?


- Não!


- E um tipo de energia bizarra não... er... saiu da minha boca para a dela enquanto os olhos dela ficavam vidrados também?


- Que loucura é essa? - resmungou Jennifer, claramente perdendo a paciência.


- Bem, - ele finalmente abaixou a besta. - a má notícia é que eu interrompi a colação de velcro...


- DRACO!


-...A boa é que ela é humana, então não precisamos matá-la. - completou ele com um grande sorriso.


 


- Eu vou te matar, Malfoy. O que a gente vai fazer agora?


 


- Sinceramente eu não sei. Talvez a Granger dê um jeito...


 


- O quê? Vocês não podem contar à Professora Granger! Eu vou ser expulsa!


 


- Desculpa, gatinha, mas isso é maior do que uma fuga de aluna rebelde.


 


- Draco está certo, Jenny. Temos que ver a Hermione.


 


Eu só tive a certeza de que Hermione estava demorando demais para atender quando Draco esmurrou a porta dela. Antes eu achei que fosse apenas a situação desagradável e embaraçosa de estar parada na entrada daquela casa com uma garota dez anos mais jovem que eu mal conhecia e que estivera nua no meu quarto sendo acusada de ser um demônio há poucos minutos atrás. Depois de uma pequena porção de murros, Draco provavelmente acordou o vilarejo inteiro ao arrombar a porta de Hermione com uma pequena explosão.


 


Assim que eu pisei naquela casa um dejá-vu fodido tomou conta de mim. Ao contrário do dia em que Hermione fora ataca pelo lobo, dessa vez a casa estava perfeitamente lima e em ordem, como a casa de Hermione Granger deveria ser. No entanto, a memória ainda latejou na minha mente, pois, como naquele dia, o corpo dela jazia num canto extremo da sala... banhada em sangue.


 


Eu me abaixei até ela, e segurando a bíle que tentou vir à minha garganta, descobri a bela lâmina de prata que ela usara para servir peixe na primeira vez que estive aqui cravada na altura de seu rim direito. Segurei a cabeça dela em meus braços e levei minha mão ao ferimento tentanto inutilmente estancar o sangramento.


 


- Hermione? Hermione?


 


- Me perdoa, Gi... me perdoa. - disse ela fracamente.


 


 - O que aconteceu? Quem fez isso com você?


 


- Eu fiz, Gi... tive que fazer...


 


- O que você está dizendo? Por que você fez isso? O que aconteceu?


 


- Me perdoa, Gi. Sou eu. A súcubo sou eu.


 



 




 


N/A: Hey :D Então manolas... consegui convencer que era a Jenny a súcubo? -q 


 


Preciso dizer que a xMilax me ajudou a decidir sobre algumas idéias e me deu algumas outras e panz. Agora tenho que dar créditos à manola, né. Não era pra Hermione ser a súcubo à princípio, depois tive a idéia, e a xMilax votou para que sim, mudasse, então se vocês querem culpar alguém pela morte dela, culpem a xMilax e -qqq


 


Tá, parei de falar merda.


 


Espero que tenham gostado, comentem, e etc. Aguardem o último capítulo e o epílogo :D


 


:*


 


 


¹ fala de Vampire Academy.


² fala de Lip Service.

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Comentários: 2

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 06/11/2011

mano, Ginny e Lilá? é sério isso, bells? eu só tinha visto esse ship uma vez, e eu tipo AMO ESSE SHIP FOREVER MAIS Q TUDO s2s2s2

AUHAUAHUAH ok exagerei, mas eu gosto do ship, e QUE LINDINHO IMAGINAR ELAS JUNTAS *--------* e todo aquele "figurino" AUEHAEUAEHUEAH típico né.

e essa Hermione? gooooooooddammit, que safada :9

"vire-se" foi bem rude [2] AUHAUHAUHAUAH to adorando a fic horrores cara

Nota: 1

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Enviado por Tati Krum em 13/03/2011

Melhor fic Femmeslash do mundo!

Nota: 5

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