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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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2. Hell Yeah


Fic: Garota Infernal


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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2. Hell Yeah


“Oh”, fez ele de um jeito meio dolorido quando eu cravei minhas unhas em suas costas, mas eu sequer me dei ao trabalho de pedir desculpas. Provavelmente ele até gostou, já que o fez aumentar o ritmo, e com isso meus gemidos e suspiros. Eu olhei as nossas imagens refletidas no espelho do outro lado do quarto e admirei a minha própria beleza. Eu era a única mulher que conseguia estar com os cabelos arrumados no meio de uma transa. Bom, isso tudo à parte, eu admirei também a beleza dele. Seus braços e mãos grandes e fortes sustentavam quase que todo o meu peso encostada na parede e mantinham minhas coxas ao redor de si, quase que sem nenhum apoio adicional. Yeah, ele sabia o que fazia. Senti o prazer tomar conta de mim e deixei a sensação do mundo girando deliciosamente tomar conta de mim.

- Uau. - eu sorri quando nos deitamos, exaustos, na cama.

- Quer um cigarro? - ofereceu ele.

- Eu só fumo mentolado.

- Oh, temos uma lady aqui.

- Mais do que você imagina. - me debrucei por cima dele e comecei a beijá-lo inocentemente. Seus lábios não eram muito maravilhosos, mas compensava porque ele sabia o que fazia com o resto do corpo perfeitamente bem. Minha língua pediu uma passagem não muito empolgada, mas divertida, e, como em meus piores pesadelos, o telefone tocou.

- Você precisa atender? - ele perguntou, meio decepcionado com o vento que bateu nele quando eu me retirei de seus braços e caminhei até o outro lado do quarto, onde nossas roupas e pertences estavam jogados.

– Provavelmente.

Sentindo meu humor cair por terra enquanto abri a maldita bolsa e peguei o celular, não consegui acreditar quando vi o número dele. Será que o projeto de vida dele era interromper meus maiores momentos de prazer?

- Se você mandou mais trabalho atrás de mim, juro que vou te matar. - foi minha saudação.

- Bom dia pra você também, amor. Sim, eu estou bem, muito obrigado. E você?

- As vezes eu acho que você realmente é apaixonado por mim --'

- Talvez eu seja, benzinho. Escute, Megan convocou uma reunião.

- Eu estou convidada?

- Sim. E aparentemente sua presença é indispensável.

- Minha presença sempre é indispensável e eu não vou a reunião. Estou em um caso.

- Mas Gina... - começou ele.

- Eu não sou da Associação, não tenho obrigações.

- Você certamente tem obrigações. 

Suspirei. Embora eu não fizesse parte do ridículo reino da Whiles, eu ainda tinha obrigações com a Megan. Ela me deu oportunidades, ela me ensinou muita coisa, me apresentou a contatos muito importantes e a lugares comerciais que qualquer caçador precisava. Ela me estendeu a mão em um momento em que eu andava completamente sem rumo ou perspectiva por aí. Então, sim, eu tinha certas obrigações.

- Londres? - perguntei desgostosa.

- Seu dia de sorte. Ela está em Liverpool.

- Hm, não estou tão longe.

- Yeah. E o melhor de tudo é que é uma cidade histórica para pervertidos de rock antigo como você.

- Cale a boca, Malfoy. O máximo que você entende de música é que a Beyonce é gostosa pra caramba.

- Mas ela é.

- Eu sei.

- As vezes você me assusta. u.u

- Essa é a intenção! (6)

- Então... você vem?

- Fazer o que se vocês não vivem sem mim? - disse entediada – Além disso, - provoquei – Alguém está me devendo algo que eu realmente faço questão de cobrar.

Sua risada maliciosa do outro lado da linha mostrou que ele se lembrava perfeitamente bem do trato que havíamos feito algumas semanas atrás e estava ansioso esperando o momento em que eu tocaria no assunto.

- Weasley, Weasley... você gosta de brincar com fogo. Cuidado que vai acabar se queimando!

Eu nunca fui muito fã dos Beatles, mas confesso que a Liverpool até que fora interessante da última vez que eu estive lá, mesmo sem todo seu reconhecimento por uma das bandas mais históricas no mundo da música. Eu sei que deveria ouvi-los como que em um tributo, mas eu nunca fui muito fã de vocais normaiszinhos. Aqui eu caio novamente no divo Scott, que tem a voz mais idiota, rasgada e perfeita ever ♥

Ao som daquela coisa maravilhosa, eu fumei um dos meus cigarros mentolados pela estrada. Havia poucas coisas no mundo que eu gostasse mais do que pegar a estrada com música, cigarro e vento. Meu Chevy preto era minha paixão e nós éramos uma dupla linda que chamava a atenção dos melhores em qualquer lugar que fossemos. E a estrada estava perfeita e ensolarada. Eu me espreguicei gostosamente e tirei os óculos escuros da bolsa porque o sol estava me cegando um pouco.

Quando entrei na cidade, percebi que já estava atrasada para a reunião, mas como eu sempre gostava de causar um bom impacto, parei num fast food e arranjei algumas batatas fritas. Na verdade, eu poderia comer um boi, já que eu saí sem nem tomar café da manhã mesmo depois daquele exercício todo.

As vezes salvar a vida de criancinhas quando seus pais são quarentões bonitos e viúvos compensa mais do que você possa imaginar (6)

Dando mais um passo para um enfarte antes dos trinta, eu voltei para o carro e chequei o endereço em que a assembléia ocorreria. Era na periferia, para variar, e isso me estressou um pouco. Não basta ter que ir até a cidade, ainda tenho que me arrastar até a parte mais afastada do lugar? Fine.

- Como disse que é o seu nome mesmo, senhorita?

- Lindsay Lohan.

A recepcionista olhou incrédula para mim mais uma vez. Eu dei o meu melhor sorrisinho inocente. Ela digitou algumas informações no computador e continuou sua pesquisa por meu nome da lista de convidados. Eu batuquei o balcão com a ponta dos dedos levemente enquanto olhava o local ao meu redor. Era um hotel bastante luxuoso, provavelmente o melhor da cidade, e ele ficava afastado do centro para garantir a privacidade e a tranquilidade dos hóspedes. Claro que a comissão que eles ganhavam dos taxistas também eram bem vindas.

- Sinto muito, senhorita Lohan. - disse a mulher – Não há nenhuma Lindsay para a sala de conferências hoje.

- É claro que tem! Cheque de novo. - eu disse de uma forma cínica, mas a vadia não moveu um dedo.

- Sinto muito.

- Ora, sua...

- Lohan!!!

Nunca aquela voz tinha sido mais agradável do que agora e tanto eu quanto a recepcionista nos viramos para ver. Eu pude ver ela segurar a respiração, não só pelo fato de ele comprovar que eu realmente existia em alguma maldita lista daquele lugar, mas também porque Draco estava mais gostoso do que nunca: Seu cabelo que outrora fora gay e caído no rosto, agora estava bem curto e macho. Ele vinha de braços abertos, bancando pose como sempre e seu sorriso era de tirar o fôlego, assim como seus pálidos olhos azuis. Draco veio até mim e me abraçou.

- Você demorou, meu amor! - ele disse – E você, - virou-se para a recepcionista – Trate de se empenhar mais com os clientes, mocinha. Aposto que você nem checou isso manualmente.

A pobre moça fez que sim com a cabeça e então Draco finalmente olhou realmente para mim, deu um sorriso malicioso e segurou meus ombros me conduzindo até o elevador.

- É lá em cima? As salas de conferência geralmente —

- Que sala de conferência? Megan vai nos receber no quarto.

- Todos nós?

- Todos quem, Weasley? Somos só eu e você.

- Onde estão os outros? Por que não vão vir?

- Gina, isso não é uma conferência. É uma reunião pessoal.

- Por que a Megan quer uma reunião com nós dois?

- Talvez pra se oferecer pra madrinha do nosso filho. - e dizendo isso, ele me prensou na parede e deu um sorriso maroto, que eu retribuí alegremente passando meus braços por seu pescoço. Ele se inclinou para a minha boca, mas o elevador parou e a porta abriu.

- Catcham – pigarreou um jovenzinho uniformizado – Com licença, senhores.

O pobre garçom entrou no elevador e eu e Draco desembarcamos e eu percebi que estávamos no último andar. Cobertura, champanhe e glamour. Típico. Draco avançou e tocou a campainha, não demorou quase nada e uma moça devidamente uniformizada nos recebeu com uma leve reverência.

O quarto era extravagante como tudo em Megan e o garçom que havia passado por nós no elevador havia deixado uma mesa de café da manhã mais do que perfeita para a vossa majestade. Completa, bem organizada e colorida. A empregada que nos recepcionara agora estava montando algum tipo de vestuário na sala e escolhia peças de roupa de uma arara abarrotada de peças finas e caras. Eu me virei emburrada para Draco e ele deu de ombros. Então uma porta dupla se abriu e ela disse:

- Olá, Draco. Gina Weasley... a filha pródiga. 

Ela estava em um robe dourado semi-transparente e curto, veio até mim e se prostou com um sorriso falso nos lábios. Suas mãos bronzeadas seguraram o meu rosto delicadamente e seus olhos brilharam.

- Eu sabia que você iria voltar. - ela disse em um tom sonhador. - O bom filho à casa torna.

- Ora, mais que comovente. - revirei os olhos, entediada. - Podemos ir direto o assunto?

- É disso que eu gosto em você, Gina. Você é direta, prática, não perde tempo. - Whiles caminhou displicentemente até a mesa de café da manhã e se sentou na cadeira principal extremamente à vontade, nos encarou com um sorriso afetado, e tirou uma suculenta e lustrosa maçã da fruteira. - Sentem-se. 

Draco não levou nem dois segundos hesitando o convite, apenas se sentou e começou a comer um croissant de chocolate. Eu cruzei meus braços e me juntei a eles com muita má vontade, mas não peguei nada para comer.

- Eu adoro as frutas que esse mocinho traz – disse ela, limpando uma gotinha da suculenta maçã que escorrera de seu lábio. - Ele faz milagres em qualquer época do ano.

- Ok. Chega de palhaçada. - eu exigi. Minha paciência não era muito grande, principalmente quando se tratava de Megan Whiles e ela adorava brincar e enrolar, prolongando os momentos que me irritavam cada vez mais. - Você não nos chamou aqui para um divertido e amistoso café da manhã.

Ela me olhou completamente ofendida e pousou a maçã rapidamente no seu prato, não iria ser mais agradável.

- Eu tenho trabalho pra vocês.

- Trabalho? Nós temos trabalho pelo país inteiro, Megan!

- Sim, mas eu preciso de vocês dois nesse caso específico.

- Eu não acredito que andei quilômetros até aqui para você dizer que quer controlar onde nós trabalhamos.

- Eu não quero controlar nada, Weasley. - ela pareceu endurecer e perder um pouco da paciência com a minha rebeldia – Esse caso é sério. Ele foi requisitado pelo ministério.

- O ministério... da magia? - perguntou Draco chocado assim como eu.

O ministério fazia questão de ignorar todo e qualquer caçador. Nós éramos tratados como meros pirados com mania de caça-fantasma. Eles ignoravam totalmente esse tipo de atividade e reconheciam como bizarrice e hobbie, não acreditavam no que não viam. Eles ignoravam seus fantasmas – muito diferentes de espíritos vingadores -, seus vampiros de sótão, seus lobisomens e a eles próprios, bruxos, pois se esqueciam que os Trouxas não sabiam de nada disso, porém fazia parte do nosso universo corriqueiramente. Ou seja, hipocrisia em alto nível.

- Eles me procuraram e pediram pra eu enviar meus melhores agentes. Os aurores e toda a investigação padrão está sendo realizada, mas a pressão está grande sobre eles e ninguém tem nenhuma pista ainda. O problema maior é que nada estava assustando assim um grupo tão grande desde a Guerra. Eles estão fazendo de tudo para abafar, mas setembro está aí e a coisa vai ficar feia.

- E o que aconteceu?

- Mortes, como sempre. Mortes canibais em Hogsmeade.

- Puta merda! - exclamou Draco. - Entendi porque eles resolveram prestar atenção em nós agora. A estrelinha de cristal deles está ameaçada. O carro-chefe.

- Draco tem razão. - eu disse, completamente séria. - Se eles conseguem proteger o resto do mundo bruxo, que protejam a escola.

- Meu Deus, Gina! - exclamou Megan, perplexa. - Nós estamos falando de dezenas de crianças e adolescentes inocentes! E eles estão bem no centro da arena de alguma criatura carnívora.

- Uuuu, que meda! - eu fiz, cruzando os braços impacientemente. - Eu salvo criancinhas quase todos os dias, Megan. Trouxas indefesos. Se o Ministério ao menos desse um pingo de notoriedade ao que fazemos...

- Gina, - começou Draco –, não é hora de sociopolítica. É a vida de crianças que está em jogo, a vida de crianças de pessoas que nós conhecemos.

- Quem é você e o que fez com Draco Malfoy? - eu falei com um sorrisinho sarcástico. - O Draco que eu me lembro fazia criancinhas do primeiro ano lamberem o chão que ele pisava.

- Isso foi há muito tempo atrás. - ele se defendeu.

- Ok, crianças, já chega de baile da saudade. Vamos manter o profissionalismo aqui. Draco quer o caso, não?

- Totalmente.

- O que me diz, Gina?

Eu me encostei mais folgadamente na cadeira, meus braços permanecerem cruzados e eu fitei o rosto de Megan. Ela parecia ansiosa. Eu suspirei, sem acreditar, e disse:

- Ok, vamos mostrar pro ministério o que nós podemos fazer de verdade.

- Essa é a minha ruiva! - comemorou Draco.

- Vocês terão todo o suporte. - Megan passou para o tom mais profissional que ela usara no dia de hoje e começou a explicar o serviço. - O Ministério vai bancar hospedagem, alimentação e tudo o que vocês precisarem para o serviço. Sem salário, como sempre.

- Nós fazemos por amor, docinho.

- Cale a boca, Draco.

- Bom, nós precisamos de vocês lá o mais rápido possível. Como vocês vão trabalhar com os Aurores, eles darão tudo o que temos sobre o caso até agora. Eu sinceramente acho que vocês darão conta, mas se precisarem, me avisem e eu mandarei mais alguém. Bom trabalho, vocês estão dispensados.

- Adeus. - eu me levantei no mesmo instante e saí o mais rápido que pude. Além de odiar Megan, eu não suportava como ela nos tratava como brinquedos. Quando ela queria, nos mantinha o tempo todo... quando não precisava mais, encerrava sem uma gota de cerimônia.

- Ótimo. - murmurei, mal-humorada dando partida no meu carro. Eu estava de tanto mau humor que nem mesmo liguei o rádio e isso realmente significa alguma coisa. Eu vi o metido Draco me seguindo de perto em seu carro metido e vermelho. Bah, sou mais meu Impalinha lindo *-* 

Ainda faltava algumas horas para o anoitecer e eu queria chegar em Hogsmeade ainda hoje, se fosse possível, então eu acelerei. Ou foi só uma desculpa esfarrapada pra fazer o Draco comer poeira ;D

E ele comeu. Muahahahahaha. A mais ou menos quarenta minutos do pôr do sol e umas três horas de viagem, eu senti uma pequena e leve batidinha no meu carro e só então percebi que Draco estava dirigindo bem ao meu lado e me encarava com um sorriso encantador. “Ei sweet”, foi o que ele disse antes de acelerar e me ultrapassar. Tolinho, quase uma criança. Eu sorri maliciosamente e acelerei também o alcançando facilmente, ele deu passagem e eu o ultrapassei. Olhei pelo retrovisor e pude vê-lo me encarando e sorrindo, tenho certeza que ele viu meu olhar malicioso também, porque continuou o joguinho. Em outra hora, com outro clima e com outra pessoa, eu teria ficado realmente irritada com essa palhaçada de corridinha boba e olhares petulantes, mas com Draco... eu sabia do que se tratava. Então eu acelerei mais uma vez e não o deixei ultrapassar, cheguei a um ponto isolado da estrada e vi que o sol estava prestes a se pôr alguns quilômetros a frente, mas ainda tínhamos uma meia hora. Encostei. Menos de dois minutos depois, ele passou por mim e encostou pouco a frente. Eu continuei no carro. Draco veio como quem não quer nada vagarosamente e parou na minha janela.

- Precisa de ajuda, donzela? - Ele disse com um sorriso que quase me fez derreter.

- Por quê? Você pode ajudar?

Ele virou o rosto sorrindo e olhou de um lado pro outro duas vezes, então sorriu e abriu a porta tomando meu lugar e eu imediatamente passei para o banco do carona. Draco nem disse nada, apenas me beijou. Se eu não conhecesse nossa intensidade, poderia até dizer que havia saudade nos nossos toques. Quando as pessoas dizem que os opostos se atraem, elas não querem dizer que duas pessoas que não têm nada a ver uma com a outra casarão e serão felizes para sempre – porque provavelmente não vai dar certo -, mas isso. O sexo é perfeito. É química, é física, explode.

Em pouco tempo, minha calça estava aberta e minha blusa eu nem sabia onde. Sua camiseta havia sido jogada fora e nossas bocas já estavam avermelhadas. Alguns anos atrás, eu nunca imaginaria estar semi-nua dentro de um carro com Draco Malfoy, mas esses momentos com ele, eu confesso, eram os melhores. Eu dei um certo espaço entre nós e o olhei maliciosamente, mordi o lábio enquanto me passava para o banco de trás. Ele veio logo depois e eu segurei firmemente seus braços claros e fortes. Draco abriu meu sutiã – vermelho, com fecho frontal – e mordiscou meus bebezinhos. Ele desceu mordiscando a minha barriga rapidamente e puxou minha calça jeans, jogando-a para longe. Ele voltou seus beijos para meu pescoço e desceu por colo, seios, barriga... e eu o parei.

- O que você está fazendo? - perguntei com a voz rouca. Ele me olhou confuso.

- Eu fiz uma promessa.

- Yeah, eu confirmei. Mas você tem a vida toda pra cumpri-la. Agora... - eu me ajeitei melhor no banco e o puxei para cima de mim – Eu quero você dentro de mim.

A melhor coisa sobre o Draco... hm, ok. A melhor coisa sobre a personalidade do Draco é que ele é divertido, me faz rir. Claro que quando o sarcasmo, as piadinhas infâmes e a arrogância eram usadas contra mim, eu não achava tanta graça, mas agora que somos adeptos à política da boa vizinhança, tudo corre bem. Não que no fundo eu não me sinta neeem um pouquinho culpada por deixá-lo falar tão mal e zoar o Harry, mas isso ninguém precisa saber.

O sol estava quase surgindo no horizonte novamente e eu me sentia um pouco sonolenta, mas me mantinha firme no volante. Eu havia convencido Draco que meu carro era mais discreto e ia chamar menos a atenção para nós dois, consequentemente para as investigações, e ele havia concordado em deixar o carro para algum empregado vir buscar, mas eu estipulara as condições: Ninguém dirigia meu bebê.

Meu coração acelerou quando eu fiz a curva na esquina e eu gelei quando minhas mãos travaram e minha mandíbula trincou. Eu pude ver o povoado de Hogsmeade se aproximando e isso despertou um lado em mim que eu lutava muito para esquecer. Me lembrei de tudo o que tinha me feito sair por aí e virar uma caçadora, me lembrei da dor adormecida, do ódio da minha mãe, da decepção do meu pai... me lembrei de casa. Meus olhos piscaram e eu pude perceber que eles estavam marejados, senti uma mordiscada carinhosa na minha orelha e uma voz baixa e - quase esbocei um sorriso ao pensar nisso - carinhosa em meu ouvido murmurou “Bem-vinda ao lar” quando lá no alto, entre as rochas, eu vislumbrei a sombra escura do castelo de Hogwarts contra o amanhecer.





- Desista. - eu disse a ele pela milésima vez. - Eu não quero um quarto com você.

- Mas Gina —

- Draco, eu disse não. 

Isso estava começando a me irritar. E eu não era a única. A garota da recepção estava ficando mais carrancuda a cada segundo a mais que Draco continuava insistindo. Eu já havia dito não milhares de vezes, mas ele queria um quarto só e com cama de casal. NEM PENSAR! Eu estava de braços cruzados e o encarava irritada. Ele se aproximou sedutoramente e sussurrou no meu ouvido:

- Você realmente não vai querer passar as suas noites coladinha nessa maravilha divina? - apontou para si mesmo. 

Eu abri a boca para responder, mas não tive tempo, pois meus ouvidos captaram uma voz feminina dizendo algo como “Whiles”. Eu me virei para o balcão à procura da dona da voz, deixando Draco e sua tentativa de sedução para trás. Era uma mulher alta e magra e ela estava conversando com a garota da recepção e perguntava por nós.

- Acho que somos nós quem você está procurando. - eu disse meio desconfiada. 

Ela virou-se para nós e sua expressão pareceu irritada e aliviada ao mesmo tempo. A mulher – cujos olhos e cabelos eram castanhos – começou a falar coisas meio sem sentido sobre como aquilo havia dado trabalho e o quanto ela esperava que nós não os estragássemos e coisas assim. Eu não entendi absolutamente nada.

A mulher estendeu para nós dois celulares e finalmente pareceu fazer um pouco de sentido. 

- Então por favor, tomem cuidado porque...

- Isso é um Samsung...?

- ...Se vocês perderem ou quebrarem, eu não vou arranjar outro! Eu quero dizer, por que dois bruxos...

-...eles realmente estão nos dando Samsungs? - eu olhei incrédula para Draco – Onde está a classe desse ministério?

-...precisam necesseraiamente de um celular para se comunicar? Vocês não precisam! Mas pensam que só porque nós estamos em Hogwarts, somos obrigados a atender tudo o que o ministério...

- Hey! - exclamei repentinamente. Meu cérebro finalmente piscando uma lampadinha. – Hermione?

Finalmente ela calou a boca.

- Hermione Granger? - perguntei, incrédula.

- Oh meu Deus! - disse Hermione. - Gina? Eu não te reconheci de cara!

- Essa é a Granger? - perguntou Draco com a voz repleta de tédio.

- Há quanto tempo! Eu também nem te reconheci!

- Por que ninguém me contou que você vinha? Que —

- Porque ninguém sabe. - fiquei séria e carrancuda.

- Ninguém sabe que você está aqui?

- Não.

- Hm... - ela, de repente, encarou o relógio na parede e pareceu ficar ansiosa. - Ok, eu preciso ir. Já estou atrasada, perdi um tempão procurando vocês.

- Tchau.

- Te vejo por aí.

Eu fiquei encarando o lugar onde Hermione me dera às costas meio em transe. Ela era a ligação mais forte e mais real com meu passado que eu via há anos, e isso mexeu comigo. Nem mesmo reagi quando Draco se aproximou e passou a mão pela minha cintura. Ele disse em uma voz baixa:

- E então? Duas camas ou uma?

***

- Vocês estão deixando algo passar. - sentenciei.

- Não estamos, não! - protestou ela.

Margaret Winslet – Maggie, como ela insistira – era a mulher mais irritante que eu já conheci. Gostosa, admito, mas seus seios fartos, seu rosto angelical e seus cabelos loiros não compensavam de maneira nenhuma sua personalidade insuportável. Ela era irritantemente doce e parecia fazer o tipo “Salvem as baleias”. Eu não tenho nada contra as baleias, é claro, mas odeio os politicamente corretos. Além de chata, Maggie também era incompetente. A primeira coisa que você faz quando pega um caso é achar conexões entre as vítimas e Maggie não conseguia apresentar nenhuma. 

- O que estamos perdendo? - perguntei pela milésima vez, analisando os pequenos cartazes que ela fizera. Ao menos, era organizada.

- Eu já disse, Weasley. A única conexão entre eles é o sexo. Todos homens. Nada além disso.

- Tem que haver algo mais!

- Não há. - ela estava perdendo a paciência – Eu já chequei.

- Se esse fosse o padrão, todos os homens estariam mortos há essa altura.

Ela me encarou incrédula. 

- Eu só sei uma coisa, definitivamente não é um espírito vingador.

- Não, não é. - concordou Draco – Lugares diferentes, nenhum objeto em comum.

- Nós não sabemos o que fazer. - disse ela com o tom sério pela primeira vez. - Nós estamos ficando desesperados, não teríamos chamado vocês se não estivéssemos. A escola reabre semana que vem. Vocês têm que achar o que é. Há crianças inocentes em jogo.

Eu a encarei, entediada.

- Não se preocupe, docinho. Nós estamos aqui. - disse Draco se inclinando para ela. Revirei os olhos.

-Ah, vejam! - ela sorriu – A Professora Granger!

- A quem? - me virei para acompanhar seu olhar.

Por um momento, eu me perdi. Hermione entrara na sala do hotel que nos fora concedida e vinha em nossa direção. Ela estava linda. Absolutamente linda. Ela estava usando um vestido vinho na altura dos joelhos que a deixava absolutamente elegante. Sapatos clássicos pretos acompanhavam a bolsa discreta. O cabelo, tal como mais cedo, estava caindo pelos ombros em cachinhos marrons perfeitamente arrumados. Impecável. 

- Professora? - indagou Draco antes de mim.

- De Transfiguração. - disse Hermione juntando-se a nós.

- Oh Deus. Mão de obra barata de sangue-ruim. - resmungou Draco.

Hermione lançou-lhe um olhar mortal.

- De qualquer forma, o que você veio fazer aqui?

- Marcar a inspeção, é claro. - disse ela com polidez.

- Pode ser hoje? - perguntei.

- Perfeitamente. - concordou ela.

- Não pode não. - disse Draco. - Como vocês esperam que nós façamos inspeção no castelo todo antes do anoitecer?

- Por que tem que ser antes do anoitecer? - perguntou Hermione.

- Deixe-me lembrá-la, Granger, que vocês não só têm desprezado os caçadores há séculos, como também eu não estou sendo pago aqui. Logo, eu não vou perder a minha noite na sua escola.

- Não se trata da minha escola, mas da vida de crianças inocentes.

- Crianças que só vão chegar semana que vem.

- Aurores ficaram semanas tentando resolver o problema e falharam. Por que vocês conseguiriam em menos de uma semana?

- Não vamos trabalhar à noite. - interrompi antes que os velhos instintos de implicância tornassem a discussão em uma rixa irritante. - Mas amanhã bem cedo estaremos lá.

Hermione lançou-me um olhar carrancudo, mas assentiu com a cabeça.

- Ok. - disse ela e um silêncio constrangedor nos seguiu.

- Quem quer tomar um drinkezinho? Um happy hour? xD - disse Maggie depois de um longo momento.

Revirei os olhos.

- Boa noite, Auror Winslet. Boa noite, Caçadores.

- Boa noite, Professora Granger. - disse Winslet.

- Noite, Hermione. - eu falei.

- Tenha doces pesadelos, Sangue-Ruim. - sibilou Draco antes de virar o resto de sua vodca.


***


- Essa geléia costumava ser melhor. Nem comida direito se faz mais como antigamente.


- Pare de ser insuportável, Malfoy. Se isso for possível. - eu disse sem desgrudar os olhos do meu jornal. - E ande logo com esse café. Temos toneladas de trabalho.

- Eu tenho que ter ao menos o direito de escolher o meu horário, já que trabalho de graça.

Ignorei as reclamações infantis do meu companheiro loiro e lindo até ele terminar de comer. Depois de sairmos do hotel, aparatamos em frente aos portões da escola, onde uma Hermione sóbria nos encarou com vísivel irritação.

- Não sei de que mundo vocês vieram. - ela começou abrindo o portão para passarmos. - Mas em Hogsmeade 'de manhã cedo' significa várias horas antes do meio dia. Várias.

- Onde ocorreu o primeiro ataque? - Draco a ignorou.

- Não se sabe. - respondeu ela. - O menino conseguiu se arrastar até o Salão Principal.

- Bom dia. - nesse instante a sorridente Auror Winslet juntou-se à nós para meu completo horror. 

Ao chegarmos à entrada principal, a fileira de professores nos encarou com ar eficiente. Eu não queria envolver leigos na história, porém o castelo era gigantesco, para não dizer infinito, e precisávamos de toda ajuda que pudéssemos encontrar. Draco não sorriu ou fez qualquer cumprimento além de um rápido 'bom dia a todos' e Hermione explicou, provavelmente sem necessidade, o que iria acontecer. Antes de ela poder terminar de falar, Draco mal-educadamente interrompeu-a.

- Primeiro de tudo, - começou ele enquanto Hermione o fuzilava com o olhar. - Eu quero todos vocês - aponto para cada homem na fileira. - fora daqui em cinco minutos. Exceto você. - acrescentou apontando para o Prof. Binns.

Os professores - especialmente Slughorn, a apenas um ano de sua segunda aposentadoria. - pareceram mais do que satisfeitos em abandonar a missão. Ficando somente as mulheres e o fantasma, Draco recomeçou a falação.

- Não é porque nenhuma mulher morreu até agora que as senhoras estão seguras, logo, não façam gracinhas. Não estou com humor pra salvar velhinhas indefesas hoje. Vocês não conhecem o feitiço de detecção de sobrenatural, conhecem? - ninguém se moveu. - É claro que não. Tudo o que vocês têm que fazer é erguer a varinha e murmurar 'Macumbas Revellius' (N/A: Sim, o feitiço foi propositalmente tosco. Na real, eu fiquei com preguiça de criar algo sério.) Se houver algo de errado, a varinha vai soltar um fio vermelho. Alguma dúvida?

Mais silêncio.

- Vamos. 

Draco dividiu todas as professoras em trios, e deixou-me com Hermione enquanto ele ia com Maggie. Eu tinha a séria impressão de que ele ia aturar o humor dela por um encontro quente depois do expediente. Sorri com o pensamento, mas não acatei sua ordem. Ao invés, resmunguei.


- Você é retardado?

- Er...

- A única evidência que temos até agora é que essa coisa ataca homens. Se esse realmente é o pradão, você está em risco, idiota!

- Qual sua sugestão?

- Eu vou com você.

- A Granger precisa mais de você do que eu.

- Hermione não tem um pênis.

- Isso pode ser facilmente arranjado. - ele sibilou no que era pra ser uma piada, mas ninguém riu. Eu mesma fechei ainda mais a cara. - Não se preocupe, Ok?

- Ótimo. - murmurei dando as costas. - Espero que você morra lá dentro. Dolorosamente.

- Sabe, ela tem muito medo de ficar viúva. - ouvi ele dizer e revirei os olhos. Hermione me seguiu.

- Aquele imbecil vai acabar se matando.

- Desde quando você se preocupa tanto com a saúde do Malfoy?

- Desde que começamos a caçar juntos, além de outras coisinhas.

- Ah. - fez ela.

- Ele mudou, Hermione.

- Sei.

Como previsto, a inspeção demorou o dia todo e quando terminamos, eu não estava bem certa de que tudo havia sido devidamente checado, porém já havia anoitecido e todos estavam exaustos. Nos encontramos no mesmo ponto de partida e, para meu completo ódio, os outros haviam sido tão bem sucedidos quanto eu e Hermione.

Liberamos todos e os assistimos ir até que sobramos apenas eu, Hermione, Draco e Winslet. Draco balançou a cabeça significativamente e eu suspirei com nosso completo fracasso em detectar que tipo de ameaça estava trucidando alunos menores de idade. 

- O que acontece agora? - perguntou Hermione.

- Agora esperamos. - respondeu Draco simplesmente.

- Agora o quê? As aulas recomeçam em uma semana!

- Exatamente. - eu disse sem cerimônia. - O castelo está limpo... isso só pode significar duas coisas: ou falhamos de alguma forma na inspeção, ou o que estamos procurando está com algum aluno.

- Por isso esperamos... - concluiu ela.

- Yeah.

Um silêncio incômodo preencheu o lugar enquanto nós quatro descíamos o caminho até os portões da escola. Não demorou mais que dois segundos até que Maggie começar a tagarelar sobre algo feliz e contente. Eu nem me dei o trabalho de prestar atenção. Quando chegamos, ela se despediu alegremente e desaparatou. Draco andou dois passos e me olhou profundamente, mas percebendo que eu queria falar com Hermione, ele suspirou impacientemente e continuou andando lentamente.

- Então...

- Não, eu não irei vê-los.

- Eu não ia falar disso... - um pequeno sorriso surgiu nos lábios dela. - Embora eu ache que você realmente deveria ir falar com eles. Eu só ia te convidar pra um jantar ou algo do tipo. O que você acha?

- Ah, isso. - sorri. - Claro. Quando? Amanhã?

- Pode ser amanhã. Eu tenho uma casa gostosa no povoado... te mando uma Coruja com os detalhes mais tarde, pode ser?

- Perfeito.

Eu dei um aceno de cabeça e acelerei para encontrar Draco lá na frente. Assim que me aproximei, ele fez uma piadinha de mau gosto sobre Hermione e começamos a discutir o que tínhamos visto pela vistoria no castelo.

- Eu diria que é um espírito que age através de algum objeto que algum aluno trouxe pra a escola, mas não bate. Espíritos não são canibais e não havia objetos em coincidência nos crimes. Nem conexões.

- Ou pode ser alguma criatura estranha que alguém acha divertido criar ilegalmente. - apontei.

- Pode ser.

Suspirei.

- Gina? - perguntou Draco repentinamente. - Você não acha que estamos ficando velhos?

- Cale a boca, Malfoy. Você é quem vai fazer trinta anos. Eu ainda sou uma criança.

Ele sorriu.

- Não... eu estou falando em outro sentido... não sei... Maturidade, sabe?

- Acho... acho que sim.

Continuamos andando por um tempo até que ele voltou a falar.

- Você acha que eu e você poderíamos ter algo mais?

- Algo mais tipo o quê? Sexo com frequência regular? - perguntei assim que atingimos o saguão do hotel.

- Nã – Quer dizer, isso também.

- Cachorro. - murmurei rindo quando começamos a subir as escadas.

- Eu estava falando mais no sentido de relação estável, confiança, monogomia, essas coisas... filhos, dois cachorros e um chalé nas montanhas, quem sabe também.

Nós paramos em frente ao meu quarto e eu abri a porta antes de encarar Draco nos olhos. A pergunta me pegou de surpresa, na realidade, mas nós dois tínhamos tanta intimidade que eu nem me abalei de verdade.

- A segunda parte, - sorri - ganha um "talvez algum dia".

- E a primeira? - ele perguntou com um sorriso discreto.

- Um "talvez" simples.

Murmurei suavemente antes de puxá-lo pela mão para um beijo calmo, como nunca antes tínhamos experimentado um com o outro. Eu acariciei a nuca dele com uma mão enquanto a outra fechava a porta atrás de nós suavemente. Doce ou não, calmo ou não, tínhamos muito o que fazer com nossas bocas essa noite.







¹ Chevy é o carro do Dean em Supernatural, seriado do qual eu estou retirando muitos elementos para a fic.

² O falecido Bon Scott foi o vocalista do AC/DC.

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Comentários: 2

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 05/11/2011

então a Ginny abandonou everybody and everyone para ser uma caçadora? HUAHAUHAUH rocker hein.

Nota: 1

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Enviado por Mallow Krum em 17/10/2011

Impala? KKKK ela é o Dean com cabelos ruivos e uma xana KK

ps.: O Draco é tudo KKK

Nota: 5

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