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6. É Festa!


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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6


É Festa!




         Ao decorrer dessa semana, mudamos de hotel, planejamos uma festa, trabalhamos feito condenados e ainda tivemos tempos para jantar com os amigos todas as noites.


Não demorou muito para Lupin nos encontrar e perguntar o que estava acontecendo. Inventamos qualquer coisa e já os convidamos para a festa de Harry na casa de Ron e Luna.


         A festa seria apenas para amigos íntimos. Insisti que Gina levasse sem namorado, mas disse que ele tinha outros compromissos inadiáveis sábado à noite.


         Por mais que eu ocupasse minha cabeça de trabalho, trabalho e trabalho, esse é o primeiro ano que eu não sei o que dar de presente para o Harry. Já tive opiniões de canetas hiper caras, ternos famosos, artefatos raros de magia e até me embrulhar em papel celofane e colocar um laço na traseira.


         Na sexta feira à noite, demos uma desculpa e saímos para todos os shoppings de Londres. Nada era a cara de Harry.


         - Você é ótima em dar presentes, Hermione. – Sentamos em um banco na frente de uma loja de bolsas.


         - Mas este ano, não estou com idéias...


         - Amanhã de manhã, iremos ao Beco Diagonal.


         - E o que quer comprar lá? Uma poção mortal contra fadas mordentes, ou algum livro que tenha olhos e fica olhando você tomando banho?


         - Não tenho culpa que Simas é um doente e gosta de pessoas o olhando tomar banho... – Levantamos e fomos até o carro.


         - E o que você comprou para ele?


         Afinal, Gina era ex-namorada de Harry, ela também conhecia muito bem seus gostos.


         - Percebi um mês atrás que a caixa de poções da verdade dele está se deteriorando, comprei uma nova. Nada muito “esplêndido”. – Mas pelo menos, ela notou algo que estava lhe faltando ou causando incomodo e irá mudar isso. E eu, nem consigo pensar numa coisa dessas!


         Deixei a ruiva na porta de seu prédio e ela se inclinou pela janela, para me agradecer pelo passeio e marcar as sete horas na frente do Olivaras.


         Entrei no quarto e Harry estava sentado no meio da sala que deveria ter móveis para se sentar, mas não tinha rodeado de pergaminhos, recortes de jornais e anotações. Tirei os sapatos e pulando algumas informações, sentei-me ao seu lado.


         - Estou tentando juntar as informações.


         “DRACO MALFOY CULPADO OU DOENTE?”


         Essa matéria saiu três meses depois de sua prisão. Alguns lunáticos começaram a espalhar que Malfoy poderia ser “desequilibrado emocionalmente” e por isso teria seqüestrado Harry e quase o matado.


         “SEIS COMENSAIS VISTOS PERTO DE HOGSMEADE”


         Depois dessa “falsa” matéria, Hogsmeade nunca mais foi a mesma.


         “HARRY POTTER NOS HOLOFOTES NOVAMENTE!”


         Harry foi acusado de fechar os olhos e fazer vista grossa a uma chacina de trouxas na cidade vizinha de Londres. Ele não tinha nenhuma obrigação de proteger, investigar ou se envolver, até então, ele era apenas um estudante e esses casos eram dados apenas auror formados.


         Mexi em alguns e achei aquilo que não queria achar: uma foto – ou uma prova - minha um dia depois do ataque a Hogwarts. Eu estava inconsciente cheia de tubos e com ataduras. Odiava ver aquela foto.


         Harry a pegou da minha mão e a analisou por três segundos, depois, jogou-a longe de nós.


         - Não somos obrigados a reviver isso... – Voltou a anotar.


         - E o que está procurando?


         - Estou ponderando a idéia de a fuga ser verdadeira. – Dei uma gargalhada.


         - Azkaban está mil vezes mais segura depois da fuga do quinto ano... Isso é impossível!


         - Se eles fugiram uma vez, eles podem fugir de novo.


         - Não seja pessimista... Amanhã é o seu aniversário, vamos descansar... – Peguei em seu braço e tentei levantá-lo sem sucesso. – Harry James Potter, não me faça tirá-lo daí, a força.


         Ele soltou uma risada e com um movimento da varinha, tudo sumiu. Me assustando, me pegou no colo e me jogou na cama. Deitou-se em cima de mim e já me envolveu em um beijo delicioso.




***




         Às sete horas em ponto, estava na frente do Olivaras e já avistava Gina vindo em minha direção. O Beco Diagonal estava vazio, apenas algumas lojas abertas e eu fiquei me perguntando o porquê de vir aqui.


         - Vamos à loja dos meus irmãos.


         - Vou aproveitar e convidá-los.


         Entramos na Genialidades Weasley. O único lugar com mais de dez pessoas. Os gêmeos não tinham feito muitas mudanças, afinal, o público sempre fora grande e sempre gostavam da tradição. O mais incomum era a ausência de crianças. Depois do suposto ataque ao Boticário, algumas mães colocaram seus filhos de baixo de suas asas.


         Só vimos um dos gêmeos – não me peça para dizer qual – no topo daquela casa torta, olhando tudo com um sorriso preocupado no rosto. Ao nos ver, aparatou do nosso lado.


         - Pare com isso, Fred. – Gina me aliviou de constrangimentos. – Irá matar alguém do coração.


         - Olá, meninas. O que lhes trás aqui?


         - Onde está seu irmão?


         - Ele testou nele mesmo uma bala de conjuntivite e deu certo. – Riu sem graça.


         - Como ele está? – Perguntou a ruiva com uma face de nojo.


         - Com conjuntivite, oras. – Rolou os olhos.


         - Harry dará uma festa de aniversário hoje, no apartamento da Luna e do Ron. Ele gostaria que vocês fossem.


         Ele abriu um largo sorriso.


         - E eu queria que o Jorge também fosse.


         - Ele estará bem até de noite.


         - E, por favor, não dê mais fagulhas de urticária. Meu cachorro quase morreu da última vez. – Gina riu.


         - Pode deixar. Iremos dar uma coisa mais criativa esse ano.


         Compramos algumas coisinhas babacas, nos despedimos e fomos para fora. Respirei alto vendo que aquele alegre lugar tinha até bolas de feno.


         - Meu chefe comentou sobre uma festa sobre o centenário da caça aos vampiros daqui duas semanas. – Ergui minha sobrancelha e aparatamos até um dos becos perto do hotel onde eu estava hospedada. - Várias pessoas importantes estarão presentes... Ele quer que nossa equipe fique incumbida dos Ministérios dos Países Baixos.


         - Odeio essas festas sociais... – Entramos no prédio e rapidamente, subimos para o quarto.


         Peguei o vestido que usaria esta noite, sandálias e mais algumas coisas essenciais. Tinha um recado de Harry escrito em prateado plainando sobre a entrada: “Fui ver um jogo com Rony na Irlanda, volto a tempo da festa.”


         Era só o que me faltava.


         Aparatamos até o prédio de Luna. Na janela de seu apartamento, vi três balões amarelo, laranja e vermelho vivo flutuando para o lado de fora. Passamos pelo porteiro, subimos pelo enorme elevador antigo e antes mesmo de abrimos a grande porta, ela estava nos esperando com um sorriso no rosto.


         Entramos e começamos a arrumação. Luna enfeitiçara o teto para aparecer uma tenda que mudada de cor constantes vezes e também sumiu com os grandes sofás que deram lugar a pufes gigantes na cor marrom; Gina deixou todas as bebidas que tinha trazido em uma minúscula caixa mágica gelando enquanto deixou os petiscos “se preparando” em um canto da cozinha.


         Mudei as cores de todas as luzes deixando o ambiente mais escuro, porém bem agradável. Não podíamos nos esquecer daquele feitiço abafador de som para não gerar uma discussão com o síndico do prédio.


         Ao me abaixar para pegar uma maçã falsa que tinha rolado de um grande pote de vidro senti uma leve dor no final das costelas, quando me ergui, a dor foi ainda maior, fazendo minha mão ir de encontro ao local.


         Eu nunca mais tinha sentido nenhuma dor nesse local depois do sétimo ano. Aquele estrago que fizeram comigo deixou cicatrizes internas que já fui avisada que poderiam voltar a doer a qualquer momento.


         - Está tudo bem? – Perguntou Gina tirando a taça da minha mão e me ajudando a sentar.


         - Estou ótima, não tomei café da manhã. – Menti respirando fundo e prevendo que o telefone ia tocar.


         Luna o atendeu e entrou no quarto para conversar mais a sós.


         - O que está doendo?


         - Nada, Ginny. – Soltei-me dos seus cuidados e passei para o outro lado da sala, abrindo a grande sacada e deixando o ar fresco invadir as narinas. Senti seus passos vindo atrás de mim.


         - Você quer ir ao médico? – Olhei mortalmente para ela. – Que seja! Não está mais aqui quem falou. – Entrou novamente.


         Apoiei os braços naquela grade ferro rústico e olhei para a grande Londres em um tempo feio e um pouco quente.


Aquele final de mês estava sendo muito conturbado. O que me deixa mais frustrada é ter que usar a casa de amigos para fazer uma festa para o namorado já que sua casa está condenada.


O grande cachorro que tinha sua “casinha” improvisada na sacada, pois Luna é sonâmbula e tem medo de pisar no rabo do coitado, veio ao lado, babando em meus sapatos. Acariciei suas orelhas e me abaixei para fazer carinho em seu pelo macio.


Acariciando sua barriga, uma coisa grudada em seu pelo me chamou atenção. Tentei puxar e ele se contorceu e latiu alto.


- Fique quieto! – Ordenei pegando em sua coleira e puxando com força o pequeno objeto. O cachorro latiu e tentou se soltar.


O deixei livre e fiquei de pé novamente. Reconheci uma pequena bolinha de metal do tamanho de um dedão, trabalhada com arabescos minúsculos e um forte cheiro de enxofre.


Tentava me lembrar aonde já tinha visto objeto semelhante.


- Hermione! – Chamou Ginny.


- Já vou! – Não queria estragar a festa de ninguém. Deixei atrás da casinha de Milk e passei para dentro do apartamento.


 


***




         - Oh, que bom que vocês vieram! – Abri a porta para Tonks e Lupin entrarem.


         Luna tinha me obrigado a ser a anfitriã perfeita. Ela apenas cedeu a casa e eu receberia todos os convidados e cuidaria para que todos estivessem satisfeitos e bem bêbados.


         Coisa que estava começando a ficar.


         Dei um abraço apertado em cada um deles.


         - E onde está o aniversariante?


         - Deve estar chegando! – Menti.


         Harry e Ron tinham ido ao jogo de quadribol e eles me ligaram a três minutos avisando que estavam no hotel tomando banho. Eles são duas noivas para se arrumar, irão demorar horrores.


         A casa estava começando a ficar cheia. A festa já contava com Hagrid que tive que transfigurar uma grande poltrona para ele não ficar em pé e destruir todos os lustres de Luna, também estava toda a família Weasley com exceção de Gui e Fleur que estavam em viagem a França – Jorge usava um tapa-olho dizendo que ninguém era obrigado a ver o estado de seu olho. Neville, Simas e Dino ficavam na sacada, tendo conversas extremamente produtivas e altas, conseqüências das bebidas.


         Tinha umas três pessoas do departamento e mais alguns auror amigos de Harry. Não convidei Falkes nem qualquer outra pessoa influente no Ministério. Nem e nem Harry queria “trabalhar” naquela noite.


         O clima de família deixou todos em êxtase.


          A música animada de alguma banda bruxa da Escócia fazia Gina dar seus passinhos esquisitos na minha direção. A ruiva também não estava tão sóbria assim.


         Vestia um micro vestido cinza e bagunçou os cabelos levemente cacheados de uma forma sexy. Luna, por outro lado, estava com um de cor laranja fluorescente que ela dizia que brilhava na presença de animais ocultos.


         Deixei o copo em cima de um aparador perto da porta e me encarei no grande espelho do hall. Ajeitei a franja sobre os olhos e coloquei alguns fiozinhos do coque atrás da orelha. Abanei o meu rosto quente pela bebida e ajeitei o pequeno vestido vinho que usara.


         Eu sabia que aquela bebida ia subir bem mais rápido do que qualquer outra, afinal, apenas almocei no começo da tarde e fiquei distraída com a arrumação da casa.


          - Os petiscos estão terminando e o cara das pizzas ainda não chegou! – Ela parecia estar mais nervosa do que eu.


         - Nem o aniversariante chegou, Gina. – Rolei os olhos deixando meu copo encher sozinho.


         - Meu irmão nunca se importou com horário e está levando Harry para seu caminho.


         - Do seu irmão, cuido eu. – Entreguei uma garrafa em suas mãos. – Leve para os meninos lá fora, eles estão começando a ficar sóbrios novamente.


         Levei uma das mãos ao peito e agarrei o vento, tendo um pequeno lapso de memória. O som ficou mais baixo, as pessoas se moviam lentamente e o eco da campainha tocando, invadiu minha mente.


         Não acredito...


         - Minha surpresa chegou! – Disse Luna feliz da vida abrindo a porta de se apartamento.


         Meu peito ardeu em chamas e um largo sorriso iluminou o lugar.


         Lá estava Sarah. Minha amiga dos tempos de Hogwarts. Ela estava cursando Gastronomia Bruxa em Paris, nos correspondíamos apenas por cartas e alguns emails, mas faz tempo que não tenho noticias da garota.


         Eu fiquei extremamente feliz quando a vi, estava com o mesmo sorriso, os cabelos antes compridos e enrolados agora estava acima do ombro com uma linda tiara de laço segurando sua franja.


         Atropelei Luna e a abracei fortemente. Aquele pacto que tínhamos feito nos últimos dias de aula que cada uma de nós ia sentir o que a outra estava sentindo se assim permitir, realmente funciona.


         Depositei minha força naquele corpinho e disse coisas como “quanto tempo”, “estou feliz em te ver” e “você não mudou nada”. Ao nos separarmos, meu coração deu o segundo pulo da noite: lá estava Antonio.


         O homem estava o mesmo de três anos atrás. Tinha ficado um palmo mais do que eu e seus músculos ficaram ainda mais aparentes. Passou a mão na nuca e sorriu sem graça.


         Enquanto Sarah cumprimentava Luna, eu me aproximei daquele rapaz um pouco pasma, um pouco sem graça. Depois de três anos, eles ainda estão juntos.


         O abracei mais vagarosamente do que a menina, afinal, não queria provocar ciúmes em uma amiga. Aquele corpo quente que eu sentia saudades.


         Tony era o único ex-namorado que eu conseguia manter uma relação sadia e segura. Talvez nunca tenha passado pela cabeça de Harry que ele ainda é apaixonado por mim – ou não – e que eu também tenho uma queda por aqueles olhos.


         - Como você está? – Perguntou quando nos afastamos.


         - Bem, e você? – Concordou.


         - Oh, Antonio! – Luna passou na minha frente e quebrou aquele clima estranho. – Que bom que vieram!


         O casal entrou e foi cumprimentado por todos. Os meninos que estavam na sacada pularam em cima de Tony o fazendo cair no chão.


         A festa estava apenas começando.


         A casa estava começando a ficar pequena quando finalmente Harry e Rony entraram por aquela porta. Não sabia se ficava feliz ou nervosa com a demora dos rapazes.


         - Eu falei que vinha. – Sussurrou no meu ouvido quando fui abraçá-lo.


         - Mas não tão tarde. – Sorrimos falsamente e todos vieram cumprimentar o moreno.


         Ao observar a cena de longe com Gina ao meu lado, pude ver o quanto Harry era querido. Ele podia ter todos os defeitos, mas era uma pessoa amada por todos. E espero que isso não seja apenas por ser o “escolhido”.


         Molly até se emocionou quando abraçou Harry. Fiquei imaginando que cada dia que passa, Molly teme que cada um de nós acorde morto.


         Enquanto ele conversava com seus amigos, fiquei isolada na varanda, com um copo de hidromel na mão direita e a esquerda segurando meu corpo contra aquela barra de ferro.


         Ouvi a porta correr e se fechar.


         - Por que está sozinha? – Apoiou-se ao meu lado.


         - Está quente lá dentro. – Sorri amigavelmente.


         - Então, Hermione, tem salvado o mundo ultimamente? – Rolei os olhos.


         - Por favor, Antonio...


         Ficamos em um silêncio constrangedor.


         - Também entrei pra essa coisa de Gastronomia. – Ficou de costas para a paisagem e me encarou engraçado. – Esse ramo gera muita grana. Sarah quer abrir um restaurante aqui em Londres.


         Encarei lentamente.


         - Vocês pretendem ficar por aqui? – Ele concordou e eu sorri largamente.


         - Estamos até procurando apartamento. Sarah te contou? – Neguei. – Pensei que ela tinha avisado na última carta.


         - Fale logo. – Disse impaciente.


         - No começo do ano, Deena sofreu um acidente de carro. – Arregalei os olhos e levei às duas mãos a boca. – Ela tava viajando pela Califórnia e um bando de bêbados em um jipe bateu em seu carro. – Ficou sério e pálido. – Ela acabou falecendo.


         O chão embaixo dos meus pés pareceu estar maleável e líquido. Imagens da loira invadiram minha cabeça sem nenhum pudor. Seja as mais felizes até as mais pavorosas. Deena era minha amiga, era uma pessoa amigável, querida, uma pessoa que eu queria a amizade para sempre.


         Tampei o rosto para esconder as lágrimas e a dor de uma perda.


         Tony pegou em meus ombros e eu apoiei o topo da minha cabeça em seu peito.


         - Você contou? – Escutei Sarah após a porta se abrir e fechar. – Venha cá. – Me puxou e me abraçou. – Eu nem sabia como contar isso a você.


         - Quem mais sabe? – A olhei com a maquiagem borrada.


         - Apenas nós, afinal, não temos mais contado com ninguém além de vocês em Londres. – Respondeu Antonio.


         - Vocês contaram para o Ron? – Negaram. – E nem contem agora.


         - Eu nem queria contar para você, mas meu era você descobrir com mais pessoas a sua volta. – Limpei o rosto e Sarah, apontando a varinha para a ponta do meu nariz, recuperou toda a maquiagem original. – Ela está bem melhor do que nós.


         Entramos novamente e deixamos o clima de festa predominar sobre a tristeza. Fiquei me perguntando: eu senti a felicidade de Sarah perto de mim, mas não senti a tragédia de Deena.


         - O que houve? – Perguntou Harry quando eu colei meu corpo ao seu.


         - Nada. – Sorri falsamente alisando seus cabelos rebeldes.


         - Vamos cantar parabéns, Harry! – Gina surgiu de um canto obscuro e o puxou pelo braço, o arrancando de mim.


         E novamente, o bichinho do ciúme entrou em mim e não quis mais sair.


         Uma pequena mesinha foi transfigurada no centro da sala e lá tinha um bolo flutuante comum coberto com chocolate e confeitos coloridos. Diria eu, um bolo infantil para uma criança que está fazendo 21 anos.


         Todos ficaram em volta e eu fui ao seu lado. Aquela famosa musiquinha foi cantada em um coro de diferentes vozes. A família Weasley e outros bruxos clássicos se atrapalharam um pouco, pois a versão bruxa tem algumas partes diferentes, mas nada constrangedor. Harry apagou as velas e passou a mão na minha cintura, satisfeito consigo mesmo.


         Aquela certeza que cada um que estava naquele lugar poderá ver o vigésimo segundo aniversário de Harry estava se esvaindo.


         E se Malfoy realmente for solto? E se ele quiser se vingar de todos e acabar com cada um? Essas pessoas são a minha família.


         Ele teria que passar por cima de mim e depois por Harry e depois por cima de cada varinha poderosa que tinha naquela sala.


         - Por sorte, não perdi o bolo. – Todos ficaram em silêncio ao reconhecer aquela velha voz de Dumbledore surgindo pela porta da cozinha com um mero sorriso no rosto e seus sininhos preso em sua longa barba.


         Harry se soltou de mim atravessando todos e dando um forte abraço naquele velho. Cruzei os braços e suspirei lentamente. Gina já reconheceu meu olhar de desaprovação.


         - Juro que não fui eu. – Soltou em sua defesa.


         - Então, quem foi? – Sussurrei em desespero e raiva.


         - Eu o convidei. – Luna disse em um olhar perdido. – Ele faz parte da vida de Harry.


         Enquanto todos comiam o bolo, estava sentada no braço da poltrona que Tonks se acomodara. Ela falava sem parar e eu ficava vidrada naquela conversa reservada de Harry estava tendo com Dumbledore a uns metros dali.


         - E você não está prestando atenção no que eu estou dizendo. – Virei minha grande cabeça para ela e pedi desculpas. – Eu também não ficaria feliz se meu namorado ficasse conversando com um velho estranho ao invés de mim.


         - A presença dele me incomoda. – Tomei um gole da minha bebida.


         - A mim também, mas já me acostumei. – Suspirou deixando o terceiro prato de bolo flutuando ao seu lado. – Estou ficando uma baleia.


         - Nunca vi você comer assim.


         - Faz alguns dias que eu- -


         - Hermione! – Gina me chamou e eu fui arrancada da conversa de Tonks. – Não o deixe fazer isso! – Me levou até Ron que mexia freneticamente em seu celular.


         - Fazer o que?


         - Ela não quer que eu entregue meu presente para Harry.


         - E o que seria? – Perguntei intrigada.


         - Ele vai chegar mais tarde, quando os “coroas” forem dormir. – Ao invadir sua mente, lhe dei um tapa em seu ombro.


         - Nem por cima de mim, Ronald Weasley!


         - Já paguei, Hermione, eles não aceitam devolução. – Fechei os punhos e fui arrastada dali por Molly e Arthur.


         - Querida, estamos indo. Fleur vai deixar o Patrick conosco essa noite. – Patrick era o primeiro neto dos Weasley. – A festa estava ótima, apareça n’A Toca! Adoramos a presença de vocês.


         Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o casal de velhos aparatou. Porque as pessoas não me deixam ter uma conversa digna?


         E os coroas, como Ron definiu, se despediram e aparataram. Lá estávamos: Harry, Ronald e suas idéias mirabolantes, Ginny, Luna, os bêbados Simas, Dino e Neville com sua namorada, mais Sarah e Tony que estavam começando a ver as coisas invertidas e eu, que arranjei um jeito de ficar de bem com a vida e com a bebida.


         Harry me agarrou pela cintura e grudou sua boca na minha.


         - Chega de fazer social. – Sussurrou entre os beijos.


         - Quero te ver bêbado, Harry Potter... – Atrai uma garrafa de FireWhisky e puxando seus cabelos para trás, o fiz beber o equivalente a dez doses de uma vez só.


         - E quem será o primeiro bêbado a cair? – Ron soltou e logo após, caiu, dando risada de si próprio.


         Ginny aumentou o som pegando as bebidas mais pesadas e mais aguardas da noite. Posso garantir que nos quinze minutos que se passaram desde que todos conheceram o real néctar da vida, nenhum estava mais tão sóbrio como antes.


         O trio que ficou bêbado desde o começo da festa já até dando vexame. Essa é a melhor parte da festa.


         A campainha tocou em deixando levemente angustiada e me obrigando parar de agarrar Harry contra a parede.


         - A gente estava esperando mais alguém? – Perguntou Harry tentando se recompor. Ron abriu a porta feliz da vida, e eu, ferrada da vida, queria matá-lo.


         Lá estavam três dançarinas atravessando aquela porta com biquínis que eu nem teria coragem de usar. Tenho que confessar que todas eram muito bonitas e tinha corpos esculturais, mas eram vadias, na festa do meu namorado.


         Segundo Ron, elas tinham nomes de frutas. E o que tenho a ver com isso? Se elas gostam de ser chamada de comida, a culpa não era minha, elas fazem o que elas bem entendem da vida e do corpo delas.


         - O que é isso? – Ron colocou um braço em cima do ombro do amigo e deu uma risada bêbada.


         - Meu presente! – Harry ficou animado e ansioso para fazer sabe-se lá o que com elas, mas ao ver meu olhar de desaprovação, ficou sério e disse que isso era errado.


         - Não liga para a Hermione, não! Você lembra como ela era chata no colégio?! – Olhei mortamente para o ruivo.


         - Faça o que você quiser, Harry. – Rolei os olhos e fui para o outro canto.


         Ele correu atrás de mim dizendo que não precisava daquilo e que mandaria elas embora.


         - Pode ficar com elas, mas me prometa que você vai ficar tão bêbado, mas tão bêbado que não lembrará nem seu nome. – Fui ameaçadora no tom de voz e ele riu me beijando.


         - Vou apenas me divertir, querida. – Ri levemente e ele correu junto com os outros garotos.


         Qualquer louca ciumenta já teria matado aquelas vadias com um feitiço bem doloroso, porem, eu, Tina – namorada de Neville, Sarah e Luna estávamos até nos divertindo com aquela cena. Lógico que também estávamos nos embriagando para distorcer a realidade, mas eles são homens, antes com nosso consentimento e na nossa frente do que escondido em qualquer outro lugar.


         Enquanto Dino e Simas bebiam do umbigo de uma deitada em cima da mesa de jantar de Luna, Neville era obrigado a beber o que tinha de mais forte naquela festa e depois, levava um sensual chacoalho na cabeça por uma das damas.


         - Isso é patético. – Soltou Gina, a única que se mantém sóbria e queria ficar assim, para jogar na cara dos garotos as besteiras que todos estavam fazendo.


         - Você nem tem um namorado ali, Gina! – Disse Sarah tendo crises de ciúmes quando Tony pegou uma dose do decote da moça e a tomou apenas com a boca.


         - Mas nós somos as oficiais! Essa deve ser a quinta festa da noite! Eles estão tocando naquilo que outros homens já tocaram... – Ponderaram o que eu disse.


         A moça da bebida no decote conjurou um grande colar de flores no pescoço de Harry e o jogou contra uma das grandes poltronas. Aqueles moleques sedentos por peitos foram atrás do moreno e ficaram observando aquela dança sensual que a dançarina fazia.


         Virei às costas e bebi duas doses de vodka com algo doce me deixando ligeiramente tonta.


         Quando voltei, a dançarina tinha feito o mesmo de Neville com Harry, mas jogou metade de uma garrafa de tequila por garganta abaixo.


         Lord, ele vai entrar em coma alcoólico!


         A vez agora era de Tony e quando Harry levantou um pouco tonto da cadeira, dei um puxão forte em seu braço e o joguei contra a parede lhe beijando ardentemente.


         - Vamos parar com isso ok? A festa pode ser apenas entre mim e você... – Soltei beijando seu pescoço.


         - Ah, Hermione, imaginei você dançando com ela, bebendo uma tequila do decote e pegando um morango da sua boca... – Parei meus movimentos no mesmo momento.


         - Você está realmente muito bêbado.


         - Pode até ser, mas, - Me olhou vagamente. – seria muito sexy...


         - Na sua cabeça, só se for! – O deixei falando sozinho, mas antes de chegar perto das meninas, pegou em meu braço e me trouxe para seu corpo, só que de costas.


         - Eu sabia que você não ia aceitar. – Disse rente a minha orelha.


         - Não me provoca. – Soltei ameaçadora.


         - Duvido, Hermione, duvido que você faça isso por mim...


         Por ele? Depois de saber que eu fico totalmente insana quando o álcool cai na minha corrente sanguínea ele me desafia?


         - Você ficou louco?


         - Vamos lá, você irá dar para trás?


         Harry James Potter é um homem morto.


         Larguei de suas provocações. Roubei o copo de Gina e a dose de tequila de Luna. Nenhuma entendeu, melhorando, nem eu entendi.


         Peguei a moça pelo ombro e ela se ergueu um pouco assustada, pensando que eu ia dar um soco no meio do seu “perfeito” nariz.


         - Qual é seu nome?


         - Strawberry, sweet. – Sorriu maliciosamente. Conjurei um morango em sua boca deixando todos ali boquiabertos. Derrubei a bebida por todo seu corpo e encaixei em decote e ouvi os garotos urrarem atrás de mim.


         A música não podia ser mais animada e sensual do que aquela que estava tocando. A meia luz e toda aquela platéia surpresa com a minha atuação me deixaram ainda mais confiante daquilo. Eu estava completamente bêbada, isso era fato, mas ninguém me desafia e fica sem ver um desafio.


         Lambi desde o seu umbigo até seu decote sentindo aquela bebida quente e aquele gosto de hidratante de morango, um gosto um tanto quanto enjoativo. Encaixei minha boca no mini copo e virei a tequila queimando tudo que estava encontrando pela frente. Foi aí que subi mais alguns centímetros e tirei o morango de sua boca, com a minha boca. 


         Harry e os outros urravam atrás de mim e as meninas não acreditavam naquilo que estavam vendo.


         Ao me levantar por completo, me senti tonta e tive que ser escorada para não cair.


 

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