Demorou, mas finalmente o capitulo 51 chegou! =) Espero que voces gostem. Ja passamos da metade do livro e as coisas vão começar a esquentar daqui por diante. Acreditem em mim. hehehe. ;)
Vamos as respostas dos reviews. ^^
Aninha Snape - O que vai acontecer com a personagem eu não posso contar, senão perde a graça. =) hehehe, mas as coisas vão começar a ficar boa agora, espera só para ver. *--*. Esse livro não é dos Classicos Históricos não, mas posso conferir depois. Com relação a falta de tempo para comentar, não se sinta culpada, eu mesma não estou consiguindo dar conta de tudo que eu tenho que fazer. Isso é um tanto quanto desesperador. --' Obrigada por continuar acompanhando a fic. Beijos
Janaina Adriande de Morais - Que bom saber que voce gosta tanto assim dessa adaptação, eu fico realmente muito feliz em saber! Com relação ao Draco... eu suspiro todas as vezes que eu penso nele... quem manda ele ser incrivelmente lindo?! aoskoaskoas. Prometo não ficar mais tanto tempo sem postar. ^^ Beijos
Tamara J. Potter - Ahh que bom que voce está lendo outra fic que eu estou postando! Isso realmente me deixa muitooo feliz. Voce não tem ideia. Eu adoraria ser sequestrada pelo bonitão do Malfoy, tudo bem que seria melhor se fosse em outras circunstancias, mas essa ta valendo tb. hahahaha. Espero que goste do capitulo 51. E as coisas vão começar a pegar fogo daqui para a frente. Ja passamos da metade da fic. ^^ Beijos
Obrigada a todos aqueles de deixam reviews, e aos leitores fantasmas, por favor, se anunciem! =) hehehe.
Beijos
Angel_S
--**--
O boato quanto à modificação do seu status devia ter-se espalhado depressa pela pequena população, e Malfoy o confirmara visualmente cavalgando com ela pelo centro do pequeno agrupamento de casas.
Quando Malfoy parou o cavalo diante do curral cercado, Hermione imediatamente jogou a perna por cima da sela para desmontar. Estava ansiosa para se libertar do contacto perturbador dele, que a cegara temporariamente para o verdadeiro objetivo que tinha o passeio.
Mas o braço dele permaneceu firme à volta da sua cintura, baixando-a até o chão, embora soubesse que ela não desejava a sua ajuda. Ela começou a caminhar rigidamente para o curral, onde os cavalos estavam se agrupando para receber a montaria de Malfoy.
- Buenos dias, señor Malfoy. Alô, señora.
O cumprimento, num inglês com forte sotaque, deteve Hermione.
Um mexicano saía com passos vivos de sob o resguardo de um barracão. Suas feições suaves tinham uma expressão de respeito deferente, sem ser servil. Ela já o vira vigiando a casa.
- O que desejam? - perguntou com forte sotaque.
- Quero que sele um cavalo para a señora - respondeu Malfoy.
O mexicano olhou para os cinco cavalos que se agrupavam junto à cerca.
- Qual deles!
Perguntava a preferência de Hermione, mas foi Malfoy que respondeu.
- O baio com a estrela.
O olhar de Hermione percorreu os animais, encontrando o baio com a estrela branca na testa, de focinho romano e ar plácido. Não viu nada no animal que lhe despertasse o interesse.
- O baio! Não, não, señor. - O homem parecia partilhar da opinião de Hermione sobre a escolha de Malfoy. O roano. - Traduziu imediatamente, por causa de Hermione. - A égua ruana é melhor.
Uma égua castanha com manchas brancas estendeu o pescoço por cima da cerca do curral. Havia uma insinuação de puro-sangue no corpo elegante e de pernas longas da égua, embora lhe faltasse a graça que Hermione tinha visto nos equivalentes americanos da raça. Tinha os olhos grandes e luminosamente castanhos, curiosos, mas meigos.
- Não, a ruana, não - disse Malfoy, recusando a sugestão.
Franzindo o cenho, o homem lançou-lhe um olhar confuso, obviamente acreditando que havia escolhido o melhor animal do grupo, e sem compreender por que Malfoy preferia o baio à égua ruana.
- Acho que ele quer dizer - explicou-lhe Hermione - que quer que eu monte um animal que seja menos capaz de fugir comigo, ou vice-versa.
- Fugir! Ah, não señor, a égua é muito mansa. - Meu filho Pablo vive montado nela - insistiu.
Uma sobrancelha arqueou-se, pensativa, enquanto Malfoy olhava para Hermione. Tendo tomado uma decisão, ele a comunicou em espanhol. O sorriso satisfeito que se abriu na boca do homem contou a Hermione que montaria a ruana, antes mesmo de ele tirar a égua do curral.
- Não está com medo de que eu vá tentar fugir! - zombou Hermione suavemente, mantendo a voz bem baixa, para que somente Malfoy escutasse as suas palavras.
Ele a fitou com olhos preguiçosos, semi-cerrados.
- Vai pensar no assunto. - A voz dele era rouca, mas dura, como veludo sobre aço. - Mas não vai tentar.
Tinha razão. Hermione não tentaria fugir quando ele estivesse junto com ela. Malfoy era cruel demais.
Não se deteria ante nada para se assegurar de que ela não lhe escaparia. Era irritante o jeito como Malfoy sempre parecia saber o que ela pensava.
Chateada, Hermione se afastou e foi para junto de Neville, que selava a égua. Ficou parada próximo à cabeça do animal, acariciando o focinho de veludo, ciente de que Malfoy a seguira, mas ignorou-o. Ele se encostou negligentemente a um poste da cerca ao lado dela, enganchando o calcanhar no varão inferior.
Ela sentiu um arrepio na nuca ante o olhar fixo dele às suas costas.
A égua encostou o focinho no seu ombro, aparentemente afetuosa. Hermione deu-lhe palmadinhas no pescoço.
- Ela tem nome?
- Si. - Ele apertou bem a cilha, firmando com perícia a correia. - Chama-se Arriba.
- Arriba? - repetiu Hermione, e a égua empinou as orelhas.
- Si. A mãe dela era muito velha. Por muito, muito tempo, a égua não teve bebês. Então teve esta, e dissemos: Arriba! Arriba! E foi esse o nome que lhe demos - explicou, com um sorriso amplo e amistoso.
Quando a égua estava selada e com freio e rédeas, o mexicano segurou-lhe a cabeça para Hermione poder montar. Foi Malfoy quem se adiantou para dar-lhe o impulso e ajustar os estribos num comprimento confortável.
Hermione pegou-se examinando as feições dele, tão agressivamente másculas e tão perigosamente bonitas.
Desviou depressa o olhar, depois que ele acabou de ajustar os estribos. Por que o achava tão atraente! A égua meneou a cabeça, demonstrando ansiedade para partir, mas esperou docilmente pela ordem de Hermione. Só depois que Malfoy também estava montado foi que Hermione encostou os calcanhares nos flancos da égua ruana.
Cavalgando lado a lado, rodearam o grupo de casas pela parte de fora, em vez de passarem pelo meio delas, como quando da sua vinda ao curral. O nivelamento do prado os chamava, a sua estreiteza marcada pela encosta do desfiladeiro. os dois cavalos trotavam por entre a grama alta.
- Aonde vamos passear? - perguntou Hermione, virando a cabeça para encontrar o olhar de Malfoy.
Ao invés de estar olhando para ela, notou que ele lhe observava os seios subindo e descendo, alternadamente relaxando e forçando o tecido creme da blusa.
Imediatamente, Hermione freou a égua, as faces rubras. Malfoy também deteve o seu animal, o olhar, se desviando para o rosto dela.
- Não fique envergonhada - falou suavemente - É uma visão muito agradável.
- Você me convidou para andar a cavalo - lembrou-lhe Hermione, com desdém gelado -, não para suportar olhares obscenos da sua parte.
Os olhos dele refletiram um brilho malicioso, mas ele simplesmente balançou a cabeça e recomeçou a andar.
- Iremos até a outra extremidade do desfiladeiro - disse ele, respondendo finalmente à primeira pergunta.
Ao toque das rédeas, a égua imediatamente começou a acompanhar o meio galope do baio de Malfoy.
- Não podemos ir além do desfiladeiro?
Ela olhou para a garganta através da qual havia entrado na fortaleza do desfiladeiro, havia muitos dias.
Malfoy negou com um gesto de cabeça.
- Quem sabe, outro dia.
Hermione teve que se contentar com a meia promessa. Mas a cavalgada foi um gesto tantálico de liberdade. Pressentiu a velocidade da égua nas suas largas passadas, e quem sabe a capacidade de distanciar-se do baio dele.
Depois de galoparem pelo prado até a outra extremidade do desfiladeiro, Malfoy entrou no meio das árvores. Foram serpenteando pelo bosque, desviando-se de galhos e arbustos, num trote rápido.
Entre as árvores, o ar estava opressivamente úmido, depois da chuva recente. Logo Hermione sentiu a blusa úmida colar-se ao seu corpo, quando os galhos lançavam borrifos minúsculos sobre ela.
Olhando por entre as árvores, Hermione entreviu a parede dos fundos de uma casa de adobe. Era a que partilhava com Malfoy. O passeio fora quase um círculo completo. Adiante, havia um brilho prateado entre as folhas. Minutos mais tarde, entraram na clareira junto ao lago formado pelo riacho e fizeram os cavalos andar lentamente ao seu redor.
Hermione afastou a cabeleira espessa do pescoço, deixando que a leve brisa lhe refrescasse a pele.
- O lago parece convidativo - murmurou inconscientemente. - Gostaria de tomar banho depois do passeio? - indagou Malfoy, serenamente.
- Como? - Ela olhou abobada para ele, antes de se dar conta de que tinha falado em voz alta. - Sim, gostaria - respondeu rapidamente.
O leve meneio de cabeça parecia indicar que lhe estava dando permissão. Hermione se abespinhou ante a atitude autocrática, mas ele não notou, conduzindo o cavalo para diante. Pouco tempo depois estavam saindo do bosque, com o curral bem à frente. Novamente o homem saiu de sob o abrigo do barracão, quando eles se aproximaram.
- Fez um bom passeio? - perguntou, segurando a cabeça da égua enquanto Hermione desmontava.
- Um ótimo passeio - assegurou-lhe Hermione, passando a mão pelo pescoço comprido do animal. - Arriba foi uma moça bem-educada.
- Comportou-se bem. Não? - sorriu ele. - Não tentou fugir?
- Não. Foi perfeita - disse, retribuindo o sorriso.
- Gosta dela, não?
- Gosto, sim - riu Hermione.
- Então é sua. - A mão espalmada indicou a égua. - Dou-a para você.
- Não está falando sério! - protestou Hermione. Olhou para Malfoy, que estava meio afastado, observando com um ar divertido e remoto. - Não a está dando para mim de verdade, está?
- Si, si - insistiu ele. - Arriba é sua. Dou-a para você.
Confusa, Hermione olhou de novo para Malfoy, sem saber o que fazer. Um brilho divertido refulgia nos olhos dele. Fez um gesto quase imperceptível de cabeça. Hermione entendeu que devia aceitar o cavalo.
Com um sorriso confuso, Hermione aceitou, balançando a cabeça.
- Gracias. Nem sei como lhe agradecer. É uma égua tão bonita!
- Se lhe agrada, é o bastante - retrucou ele.
Hermione ainda hesitava, perguntando-se se havia mais alguma coisa a ser esperada da sua parte. A égua cutucou o peito do mexicano com a cabeça, insinuando que lhe retirassem o freio e as rédeas. A égua ruana agora era de Hermione. Será que devia vir cuidar dela?
Uma mão se fechou no seu cotovelo.
- Temos que ir - disse Malfoy, dando indiretamente a resposta à pergunta que a afligia.
- Ele está falando sério quando diz que a égua é minha? - perguntou, quando o homem já não podia ouvi-los.
- Si, está. - Os vincos dos lados da sua boca ficaram mais fundos, como que ocultando o divertimento, - Mas ficará surpreso se você interpretar as suas palavras literalmente.
- Não estou entendendo. - Hermione sacudiu a cabeça, mais confusa do que antes.
- É um gesto de cortesia - explicou Malfoy, com um brilho indulgente nos olhos escuros -, para demonstrar a sua generosidade. Você teria ofendido a dignidade dele se não tivesse aceito, mas ele também esperava que fosse generosa deixando o presente com ele, ou então dando-lhe um de igual valor.
- Entendo - murmurou Hermione.
- É um costume do meu país, um toque de cavalheirismo Dizemos "minha casa é sua casa", e falamos com sinceridade, mas não esperamos que você a tome e vá vendê-la.
- Imagino que não.
Ela deu uma breve risada, olhando para ele bem a tempo de ver um leve sorriso tocar a dureza da sua boca. O pulso se acelerou ao ver o modo como o sorriso mudava as feições ásperas. Hermione se deu conta do quanto ficara descontraída com ele, e se enrijeceu imediatamente, tirando o braço da mão que a segurava levemente. Como é que podia achá-lo tão encantador?