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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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12. Ciúmes


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 12


Os garotos se recuperaram e saíram da enfermaria. Parecia que tudo voltara ao que era antes, mas não, algumas coisas mudaram...


-Eu não posso fazer-disse Rose, olhando para Ted.


Eles estavam na aula de Defesa contra as Artes das Trevas. Ted era o professor que terminara seguindo os passos do pai, Lupin. Ted olhou para Rose, sem entender o porquê de Rose não querer praticar o exercício. Ele sabia que ela sabia. Os professores conheciam seus alunos.


-É claro que você pode, Rose. Não há nenhum feitiço que você não tenha conseguido fazer antes-disse Alvo, preocupado com o nervosismo da prima.


-Não, eu não posso-gritou Rose, em seguida seu olhar cruzou com o de Scorpius.


Rose saiu correndo apressada da sala. Todos ficaram de boca aberta ao ver que pela primeira vez Rose Weasley não conseguia fazer algum feitiço. Scorpius ficou a olhar a porta, pensativo.


-Posso ir atrás dela, professor?-perguntou Alvo.


Ted preocupado com Rose e sabendo que Alvo era o melhor amigo permitiu que ele fosse atrás da amiga, fazendo um gesto positivo com a cabeça. Alvo saiu correndo da sala sobre o olhar ciumento de Anne que quase quebra a varinha tamanha a força que a segurava.


“Claro que ele iria correndo atrás da priminha dele”, pensou Anne.


Ted virou-se para seus alunos ainda pensando em porquê Rose mentira em não saber fazer o Patrono. Ele sabia que ela conseguia fazer. Rose era a melhor aluna do sétimo ano. Não tinha nada que ela não conseguisse fazer. Talvez, ela não se concentrara o suficiente em ter um pensamento feliz. E ela parecia estar bastante nervosa pelo jeito que ela saiu da sala.


-Pelo jeito a Weasley não é tão sabe tudo assim-disse Marc.


-Ela sabe fazer o Patrono-disse Scorpius ainda pensando no modo como Rose o olhara antes de sair da sala.


-E por que ela não o fez?-perguntou Marc.


-Porque ela gosta de ter a atenção toda nela. E como quase todos estavam conseguindo fazer o Patrono, ela quis fazer diferente. Disse que não sabia fazer e ainda fez a cena de sair correndo-disse Anne, acida.


Scopius encarou a amiga e não sabendo bem o motivo riu dos ciúmes da amiga.


-Por que está rindo?-perguntou Marc sem entender.


-Anne, você e eu estamos no mesmo barco. Então...


-Srta. Brewster, Sr. Malfoy, Sr. Kemp quando vocês acabarem sua conversa avise-me para eu continuar a aula-repreendeu Ted.


Scorpius e Anne trocaram um olhar. E os três começaram a prestar atenção na aula.


***


Alvo encontrou Rose em uma sala de aula vazia. Ela chorava. Alvo aproximou-se da prima e abraçou-a carinhosamente.


-É só um feitiço, Rose. Acho que você não estava tão concentrada no seu pensamento feliz-disse Alvo, tentando confortar a prima.


-Não foi isso, Alvo-disse Rose se separando do primo.


Ela foi para a janela e ficou olhando para o lago enquanto limpava o rosto.


-Então o que foi?


Rose olhou para o primo e viu ali seu melhor amigo.


-Eu realmente preciso desabafar com alguém. Eu estou guardando isso só para mim e não está me fazendo nada bem...


Me sinto só,
Mas quem é que nunca se sentiu assim
Procurando um caminho pra seguir,
Uma direção - respostas
Um minuto para o fim do mundo,
Toda sua vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio pra viver


-Rose, você está me preocupando...


-É por isso que eu não fiz o meu Patrono na frente dos outros-disse Rose, tirando a varinha da capa do bolso do seu uniforme.


Ela apontou a varinha que saiu uma luz forte e formou um animal. Alvo ficou sem voz.


-Foi por isso que eu não podia fazer o Patrono...


-O que significa isso?-cortou Alvo.


-Que eu sou apaixonada pelo Scorpius Malfoy-assumiu Rose.


Alvo ainda não podia acreditar que estava vendo um Patrono em forma de escorpião entre Rose e ele. E que o Patrono era de Rose.


-Ultimamente eu estava muito confusa em relação ao Scorpius. Mandei carta para minha mãe pedindo uma opinião, mas a resposta me deixou ainda mais confusa. Eu vim a pensar que o que sentia por ele era além de raiva, implicância principalmente depois que ele começou a sair com a Molly. Doi, doi bastante em ver ele com a nossa prima. E quando eu estava treinando no meu quarto o Patrono e eu vi, foi aí que eu tive certeza dos meus sentimentos-completou Rose.


-E o David?


-Ainda estou com o David porque ele é minha tabua de salvação. Se não fosse por ele, eu já teria ido atrás do Scorpius. Mas eu sei que papai não concordaria, ele não suporta o Draco Malfoy-explicou Rose.


-E você não acha errado enganar o David?


-Eu uso o David da mesma forma como ele me usa...


Alvo fez uma expressão de: “não estou entendendo nada”.


-O David não é apaixonado por mim, Alvo. Nosso namoro há muito mais carinho e companheirismo do que paixão.


-Se David não é apaixonado por você por que estaria com você esse tempo todo?


-Como eu disse pelo mesmo motivo, embora para ele seria bem mais prático em chegar na garota que ele realmente é apaixonado.


-E quem é ela?


-Não posso dizer Alvo, isso é coisa do David.


-Entendo. Então você sabe quem é e mesmo assim fica prendendo o David, não entendo isso.


-Não prendo o David. Ele estar comigo porque quer quando ele tiver coragem suficiente em chegar na garota, aí ele me dispensa. Mas duvido que isso aconteça agora, ela está namorando.


Alvo percebeu que Rose falara namorando como se fosse uma palavra totalmente suja.


-Rose, eu penso que você deveria fazer de tudo para seu namoro com o David dar certo...


-Somos apaixonados por pessoas diferentes, Alvo-cortou Rose.


-Mas pelo que eu entendi vocês não podem ficar com essas pessoas então faça seu namoro com o David dar certo.


-Você está certo-disse Rose, pensativa.


Alvo deu um suspiro de alivio. Rose abraçou o primo para agradecer e também como apoio. Neste momento, os alunos passavam por ali, pois a aula acabara.


-Essa Weasley deve ter doce. É o namorado, é o primo-comentou Marc, olhando para a sala.


 Scorpius e Anne olharam para onde o amigo olhava. Alvo e Rose se separaram como se percebessem que estavam sendo observados, mas quando eles olharam para a porta eles só viram David entrar.


-Fiquei preocupado com você. Pedi para Ted para vir, mas ele disse que Alvo já tinha vindo e que bastava-explicou David.


-Vou deixar vocês. Tenho que ir ao meu quarto pegar meu livro que esqueci lá para a próxima aula-disse Alvo.


Alvo deu um beijo na testa de Rose. Deu um leve tapa no ombro de David e saiu da sala.


-O que aconteceu?-perguntou David, abraçando a namorada pelos ombros.


Eles começaram a sair da sala, e Rose disse:


-Foi uma crise de TPM. Fiquei nervosa e não consegui me concentrar no pensamento feliz-mentiu Rose.


-Quer beber água?


-Seria bom-disse Rose com um sorriso.


Eles seguiram em frente.


***


Alvo passava na frente de uma sala de aula onde ele notou que havia alunos da Sonserina e Corvinal do sétimo ano. Ele ia seguir em frente quando algo chamou sua atenção. Johel, o capitão da Corvinal estava sentado em uma carteira e Anne estava debruçada sobre a mesa. Os dois riam. Anne deslizou o dedo pelo queixo de Johel. Ele segurou o pulso dela, puxando a cabeça dela mais para ele. Ela sorriu e quando estava bem perto do rosto de Johel, virou a cabeça olhando em direção da porta. Os olhos dela cruzaram-se com o de Alvo. O sorriso dela morreu nos lábios. Alvo virou o rosto e seguiu em frente.


Alvo estava com tanta raiva e ciúmes. Ele lembrou do lance que ficara sabendo entre Johel e Anne no sexto ano. Parecia que estava perto de repetir.


Anne desviou o olhar da porta e afastou-se de Johel. Sentou na carteira da frente. Em um impulso, ela saiu da sala sem se importar com Johel a chamando. Anne seguiu em frente e não viu Alvo, ela dobrou para um corredor deserto. Seguiu em frente.


-Veio atrás de mim, Brewster?


Anne virou-se e viu Alvo com uma perna dobrada, braços cruzados e encostado na parede.


-Como você apareceu aí?


Alvo deu um risinho.


-Por que veio atrás de mim?-disse Alvo, desencostando da parede e aproximando-se de Anne.


-Não vim atrás de você, Potter. Precisava ir ao banheiro-mentiu Anne.


-Se eu fosse você iria rápido. Sua aula já deve estar começando.


Anne seguiu em frente para ir ao banheiro, mas no meio do caminho Alvo se pôs na frente dela. Ela deu um passo para trás.


-Você gosta de se iludir, não é?


-Não entendi.


-Você com o Johel da Corvinal, usá-lo para me esquecer. Isso é tão...


Anne riu.


-Você é tão humilde-disse Anne, irônica. –O mundo não gira em torno de você, Potter.


-O mundo não, mas você gira.


Anne lembrou-se da noite que ficara na enfermaria com Alvo. Que ele chamara seu nome.


-Da próxima vez que você estiver tendo espasmos na enfermaria, por favor, chame outra pessoa...


-Espasmos? Que espasmos?-perguntou Alvo, preocupado e sem entender.


“Ai, Anne. Agora você falou demais”, pensou Anne.


-Nada não, Potter. Você teve alguns problemas quando esteve na enfermaria, mas nada demais. Agora, eu tenho que ir.


-Mesmo que fosse verdade o que você disse por que eu chamaria logo você?


-Pergunte isso a você mesmo. Eu também fiz essa pergunta a mim...


Alvo tentou lembrar as noites na enfermaria, mas não conseguia lembrar nada, quer dizer, quase nada. Ele lembrou um sonho bem intenso que tivera na enfermaria e que Anne fazia parte dele. Toque, pele... Ele segurou o braço de Anne com força e a encostou em uma parede.


-Qualquer coisa que eu tenha dito naquela noite, esqueça. Eu estava totalmente fora de mim, entendeu?


Anne podia ver os enormes olhos verdes a encarando. Ele parecia estar escondendo algo dela.


-Você está me machucando, Potter-disse Anne com a voz calma, mas firme.


-Você entendeu o que eu disse?


-Eu não sei o que você está escondendo, além das minhas fotos, mas eu entendi.


Alvo soltou o braço de Anne.


-Não estou escondendo nada. E piorou suas fotos-mentiu Alvo.


-Você é tão contraditório. Primeiro, não acredita no que eu falo. Depois fica nervoso para eu esquecer qualquer coisa que você tenha dito na enfermaria... Estranho sua prima não contar nada a você já que ela estava na enfermaria.


-A Rose?


-Claro, sua melhor amiga. A garota que vive com você mesmo tendo namorado.


Alvo riu.


-Se eu gostasse de você, eu até ficaria feliz em vê-la com ciúmes, mas...


-Não estou com ciúmes de você com a Weasley. Tenho mais coisa a fazer como ir a aula, por exemplo. Com licença.


Anne virou-se, mas escutou Alvo falar:


-Até, sonserina. Espero você no jogo da Grifinória X Sonserina.


-Estarei lá-disse Anne sem olhar para trás.


***


David e Rose seguiam por um corredor para beberem água. Até que viram alguns alunos do sexto ano da Grifinória e Lufa-Lufa entre eles havia um aluno com a farda verde da Sonserina. Chegando perto, eles viram Scorpius de mãos dadas com Molly só uns cinco passos afastados do restante do grupo. Scorpius soltou as mãos de Molly e colocou as mãos em cima dos ombros dela, espalmadas na parede. Ela sorriu com algo que Scorpius lhe dizia. David e Rose enquanto passava por eles ficaram a encarar. Scorpius que estava de costas, vendo o olhar de Molly em outra direção, virou o rosto para olhar. Os olhos dele caíram bem nos de Rose. Os casais ficaram se encarando até David e Rose seguirem em frente. Scorpius e Molly ficaram a acompanhar um pouco mais eles com o olhar. Scorpius voltou seu olhar para Molly.


-Então vai para a festa do Ministério?


-Oh, sim! Claro!-disse Molly, olhando novamente para Scorpius.


-Será a primeira festa que iremos oficialmente como namorados...


-É, sim. Scorpius, eu tenho que entrar o professor já chegou-disse Molly, olhando os alunos entrarem na sala de aula.


-Certo. Depois nos falamos.


Ele deu um rápido beijo nela. Ela entrou na sala e ele seguiu pelo corredor.


FLASHBACK


Molly e Scorpius na beira do lago. Molly estava sentada entre as pernas de Scorpius encostada ao peito dele. Fazia uns dois dias que Scorpius saira da enfermaria.


-Eu disse que precisava conversar com você.


-Fiquei curiosa desde a enfermaria.


-Quer namorar comigo?-perguntou Scorpius a queima roupa.


-O que?-perguntou Molly, encarando Scorpius.


-Molly, eu sei que você não é apaixonada por mim.


Molly olhou para o lago.


-Eu tenho uma suspeita de que você é apaixonada pelo namorado da sua prima. Estou certo?


Molly apertou os lábios e nada respondeu.


“Está tão na cara de que eu sou apaixonada pelo David?”, se perguntou Molly.


-Se você sabe que eu sou apaixonada por outro por que iria querer namorar comigo?-perguntou Molly sem entender.


-Talvez seja porque a pessoa que eu quero esteja com a pessoa que você quer-respondeu Scorpius.


O tempo corre contra mim, sempre foi assim e sempre vai ser
Vivendo apenas pra vencer a falta que me faz você
De olhos fechados eu tento esconder a dor agora.
Por favor entenda, eu preciso ir embora porque!!!!


-Minha nossa! Você gosta da Rose? Bem que eu sabia que toda a implicância entre vocês dois...


-Meio que cansei de escutar essa história de: ódio anda lado a lado com o amor.


-Mas é a pura verdade: e seu lance com relação a Rose confirma isso-disse Molly, sorridente.


-Contente porque tem um aliado?


-Não. Eu prefiro que o David e a Rose continuem juntos-disse Molly, olhando para o lago.


-Você prefere ver o garoto por quem você é apaixonada com sua prima?


-Eles tem praticamente dois anos de namoro e não sou eu que vai acabar o relacionamento deles-explicou Molly.


-Mas nem você e nem eu irá acabar o relacionamento deles.


-Então?


-Eu realmente gosto de você, Molly. Pode ser que não estejamos apaixonados, mas poderíamos curtir mais um ao outro. Fazer companhia um ao outro, sair juntos. Coisas que namorados fazem...


-Scorpius, nunca soube de algum namoro seu. De repente, você quer namorar logo comigo!


-Você é diferente...


-Seja sincero comigo, Scorpius. Você não quer namorar comigo para fazer ciúmes para a Rose, é?-perguntou Molly, olhando bem nos olhos de Scorpius.


-Não, eu quero namorar você porque de todas as garotas que eu fiquei você foi a que mais me identifiquei-respondeu Scorpius, sincero.


Scorpius lembrou do beijo com Rose, mas aquilo não contava com uma ficada. E ele queria muito mais com Rose. Ele tocou no peito onde estavam os dois pingentes juntos. Ele tinha que esquecer Rose Weasley e talvez Molly conseguisse esse feito. Rose tinha namorado, os pais deles não aceitariam o namoro dos dois e ainda tinha o inseparável do Potter que o incomodava mais que o namorado dela. Ao menos, se ele estivesse certo (e provavelmente estava), o Corwin sentia algo pela Molly. E o Potter que só vivia na cola de Rose, só a deixando em paz quando estava com o namorado. Afff! Não gostava do Potter. E Anne toda caidinha por ele...


-Eu aceito-disse Molly.


-Ahm? O que disse?-perguntou Scorpius, olhando para Molly.


-Eu disse que aceito namorar com você-disse Molly, tocando gentilmente o queixo do agora namorado.


Scorpius sorriu e beijou Molly oficializando o inicio de namoro.


***


-Eu sempre pensei que você no fundo tinha uma queda pela Rose Weasley-disse Marc, confuso.


-Talvez você tenha trocado no pensamento a Weasley-disse Scorpius, dando um leve soco no ombro do amigo.


-É, pode ser-disse Marc, embora não estivesse convencido. –Eu vou subir preciso terminar a redação de poções.


Marc subiu deixando Anne e Scorpius a sós.


-Scorpius, você sabe o que está fazendo, não é?


-Claro que sei.


-Como você pode usar a Molly Weasley para fazer ciúmes a Rose Weasley?


-Não estou usando a Molly.


-Não?-perguntou Anne, incrédula.


-Não. No começo esse foi meu plano, mas quando fui conhecendo a Molly comecei realmente a gostar da companhia dela.


-Pensei que minha companhia lhe fizesse bem.


-Ah, não. Anne, eu pensei que você melhor que ninguém me entenderia. Você sabe que tem coisas que eu faço com a Molly que não poderia fazer com você. Eu não poderia beijar você, por exemplo. E estou um pouco carente desse tipo de afeto...


-Scorpius, você nunca quis namorar. Você poderia continuar a ficar com qualquer garota que você quisesse. As meninas se arrastam para ficar com você...


-Cansei de ficar. Quero alguém com quem eu possa contar a qualquer momento, possa beijar a qualquer minuto...


-Entendo. Espero que você não me deixe de lado.


-Jamais. Você é minha melhor amiga. Minha irmãzinha querida-disse Scorpius, abraçando Anne. –Seria tão mais prático se nós nos apaixonássemos, não é?


-Não ia gostar não. Com quem eu iria brigar, abraçar, dasabafar já que eu não tenho um irmão?


-Você está certa.


Anne deu um beijo na ponta do nariz de Scorpius. E ambos sorriram.


***


-Você namorando o Scorpius? Então a ficada de vocês se tornou algo serio, não?


Molly que acabara de contar a Dominique sobre o pedido de namoro de Scorpius, confirmou com a cabeça.


-Quem mais sabe?


-Você é a primeira pessoa que eu conto.


-Você gosta dele?


-Eu curto estar com ele-disse Molly, olhando para o lado.


-Mas não é apaixonada. Eu sinto que você está escondendo algo...


-Dominique.


-Mas eu não vou perguntar o que é. Eu sei que você me contará no tempo certo. E espero que seu namoro dure-disse Dominique, e em seguida sorriu.


-Obrigada. E você alguém em vista?


-Não sei porque ainda me pergunta isso se já sabe a resposta-disse Dominique, levemente irritada.


Molly já estava acostumada a irritação de Dominique toda vez que ela fazia essa pergunta.


-Dominique, você tem 16 anos...


-Sei quantos anos, eu tenho não precisa me lembrar.


-Você precisa sair com alguém. Se divertir...


-Eu tenho você. Eu tenho meus primos, primas, meus irmãos...


-Você sabe do que eu falo, Dominique. Você tem que esquecer...


-Não peça para eu esquecer-gritou Dominique.


-Você só tinha 5 anos quando o conheceu.


-Mas ele irá voltar!-disse Dominique, enfática.


-Você só o viu uma vez na vida. Como irá reconhecê-lo?


-Quando eu sentir meu coração bater, minha mão suar como na primeira vez.


-Seja mais racional, Dominique. Você só o viu uma vez há mais de 10 anos.


-Ainda vou reencontrá-lo!-disse Dominique, esperançosa.


-Acho que você só está perdendo a oportunidade de conhecer pessoas legais como o Taylor, por exemplo.


-Não me fale dele. Ele é irritante! O Thor, sim, é um homem de verdade-disse Dominique, sonhadora.


-Eu vou tomar banho. Preciso relaxar um pouco-disse Molly, querendo acabar com aquela conversa.


Molly pegou umas peças de roupas e foi para o banheiro. Dominique seguiu até a mesinha do lado da cama dela, abriu a gaveta e tirou uma caixa. Ela abriu a caixa e tirou uma pedra verde que brilhava. A pedra que ele lhe dera quando a conhecera. Ela ultimamente brilhava com mais intensidade.


-Você está perto de mim, não é?-perguntou Dominique, colocando a pedra junto ao coração.


FIM DO FLASHBACK


***


Alvo esperava Rose para conversar na sala comunal. Rose entrou na sala e aproximou-se de Alvo ao vê-lo ali sentado.


-Pensando?-perguntou Rose, sentando ao lado do primo.


-Queria falar com você.


-Pois bem. Estou aqui pode falar-disse Rose com um sorriso.


-Aconteceu algo comigo enquanto eu estava na enfermaria?


Rose ficou pensativa e disse:


-O que eu me lembro enquanto você estava na enfermaria é quando eu ia visitava vocês lá.


-Tem certeza que não teve nada demais, Rose?


-Sim, tenho certeza. Não me lembro nada demais.


-Se tivesse acontecido algo você me contaria, não é?


-Sim, claro.


Rose engoliu seco. Olhou ao redor e diminuiu a voz:


-Quer dizer, aconteceu uma coisa enquanto você estava na enfermaria.


-O que?-perguntou Alvo, preocupado.


-Eu entrei no seu quarto e fiquei lá chorando. Culpando-me pelo que aconteceu e pensando no... você sabe. Desabafei um pouco como se tivesse alguém lá comigo. Eu precisava. Desculpe-disse Rose, envergonhada.


-Que é isso, Rose. Você pode ir ao meu quarto quando quiser, mas quando for lá quando eu estiver, por favor, bata na porta. Pode ser que eu esteja sem roupa-disse Alvo para descontrair.


-Muito engraçadinho, você-disse Rose, dando um tapa no primo.


-Às vezes, meu lado engraçadinho se ressalta.


-Sei...


Os dois riram. Alvo esticou um braço no encosto do sofá e Rose alinhou-se no primo.


-Lembra do nosso segundo ano?-perguntou Rose, de repente.


Alvo sorriu.


-Aquilo foi coisa de crianças.


-Nossa amizade é tão forte que nada poderia ser diferente entre nós, não é?


-Não, nada seria diferente entre nós. Somos melhores amigos, sempre.


-Alvo, você namorou a Mary da Corvinal por quase um ano. Depois dela ninguém mexeu com você? Sei que você ficou rapidamente com poucas garotas depois do fim do namoro. Mas nenhuma garota faz parte dos seus pensamentos?


A imagem de Anne surgiu nítida na mente de Alvo.


-Tem uma pessoa, Rose-assumiu Alvo.


-Quem? Quem é ela?-perguntou Rose animada, levantando a cabeça para olhar o primo. –Já falou com ela?


-Não falei com ela.


-Sua timidez, às vezes, atrapalha você. Alvo são poucas as garotas que resistem aos seus lindos olhos verdes e seu porte atlético.


-Mas não é tão fácil assim, Rose. Há outras coisas no meio.


-Ela tem namorado?


Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar,
Perco o chão sob os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo,
Eu sei que isso é o fim do mundo


Alvo abriu a boca para responder quando a porta foi aberta e Anne entrou com Scorpius. Ele abraçava Anne pela cintura e eles morriam de rir de algo na maior cumplicidade. Alvo e Rose pararam a conversa. Rose estava encolhida no sofá encostada com a cabeça no peito de Alvo e com uma mão pousada sobre o peitoral dele. E Alvo com uma mão alisando a cabeça dela. Scorpius e Anne pararam de rir ao ver Alvo e Rose ali no sofá tão próximos. Mas eles se mantiveram da mesma maneira. Scorpius e Anne iam em direção ao quarto quando ele disse:


-Coitado do Corwin, corno.


Em um pulo, Alvo levantou-se e foi para cima de Scorpius.


-Repita o que disse-disse Alvo, segurando a gola da camisa de Scorpius.


-Não faça isso, Alvo-disse Rose se aproximando.


-Largue ele, Potter-ordenou Anne.


Alvo encarou Anne com olhos prestes a soltar fogo. E voltou seu olhar para Scorpius.


-Qual direito que você tem de falar da Rose se você fica com sua amiguinha de cima para baixo. E a Molly onde fica nessa história?


-A Molly é minha namorada, Potter. E a Anne é minha melhor amiga. Eu sei separar bem as coisas diferente de você e a Weasley aí.


Rose tocou gentilmente os ombros do primo e ele soltou Scorpius que ajeitou a camisa.


-Você fala de mim e a Rose, mas vai para o quarto com sua amiga-disse Alvo, morrendo de ciúmes.


Ninguém esperava pelo que veio a seguir. Anne levantou a mão e deu um tapa no rosto de Alvo. Ele levou a mão ao rosto e cambaleou um pouco. Scorpius e Rose ficaram boquiabertos. Anne pegou a mão de Scorpius e saiu puxando-o para o quarto.


-Você ainda me paga, Brewster-gritou Alvo.


Anne não respondeu, entrou no quarto junto com Scorpius e fechou a porta. Rose tirou a mão de Alvo do rosto e viu que ficara vermelho.


-Nossa! Ela sabe como dar um tapa.


-Esse tapa vai ter troco-disse Alvo com a voz contida.


-Ela é mulher, Alvo.


-Não seria capaz de bater em uma mulher, mesmo sendo a Brewster. Farei uma coisa bem melhor...


-O que você vai fazer, Alvo?-perguntou Rose, preocupada.


Mas Alvo não escutava mais nada. Ele só pensava em Anne e no tapa.


-Brewster, Brewster. Sabe quando dizem que uma mulher bate em um homem, ela quer mesmo um beijo?


-Alvo, você está bem?-perguntou Rose sem entender o que primo falava.


Alvo seguiu para o quarto, olhou para a porta fechada de Scorpius. Depois entrou no seu quarto. Rose ficou no meio do corredor, pensativa.


***


Dias depois...


Depois de dias de treinamento chegara o dia do jogo Grifinória X Sonserina. Parte do time da Grifinória tomava café só faltava Hugo e David para completar o time.


-E aí, irmãzinha, para quem você vai torcer? Para o time dos seus primos ou do seu namorado?-perguntou Lucy para provocar a irmã.


Molly simplesmente continuou a comer sua torrada sem se importar com a provocação da irmã. Rose olhou para Molly de esguelha, mas Molly parecia não se importar com o que acontecia ao redor. Hugo entrou no salão principal acompanhado de David. Hugo sentou rapidamente entre Lily e Rose. David sentou ao lado da namorada, bem de frente a Molly.


-Bom dia-cumprimentaram Hugo e David.


-Bom dia-disseram os outros.


 Hugo engoliu quase em um gole todo o suco de abobora que estava no copo e praticamente comeu um pão em segundos. Ele levantou e segurou a mão de Lily.


-Vamos-disse Hugo a puxando.


-Hugo, você mal sentou e já vai embora? Não quero que você passe mal. Logo hoje no jogo contra a Sonserina-advertiu Alvo.


-Eu ficarei bem-disse Hugo, pegando uma pêra no cesto.


-Para onde você vai com tanta pressa com minha irmã?


-Preciso dela-disse Hugo, direto. –Nos vemos no vestiário.


Molly levantou-se e disse:


-Vejo vocês no campo de quadribol.


-Vai ver o namorado?-perguntou Lucy.


-Vou. Ele precisa de um beijo de boa sorte-disse Molly, provocativa.


Ela foi para fora do salão sobre os olhares de Rose e David.


***


Lily saiu do salão principal quase arrastada por Hugo.


-No que foi que você se meteu agora?


-Acho melhor irmos logo para o vestiário. Acho que o pessoal demorará um pouco para chegar lá-disse Hugo, puxando Lily.


Eles entraram no vestiário. E Hugo fechou a porta, depois respirou aliviado. Lily cruzou os braços esperando Hugo falar.


-Lily, eu preciso que você aplique aquela mesma poção daquela noite em mim...


FLASHBACK


Hugo e Lily estavam muito próximos.


-Ai-gritou Hugo, dando um passo para trás.


-Cala a boca, Hugo. Senão, o Sr. Filch nos encontrará aqui-reclamou Lily.


-Dói. Arde!


-O que foi?


Hugo estendeu o braço e Lily viu um enorme arranhão que sangrava no braço esquerdo de Hugo.


-Precisamos sair daqui para você cuidar disso-disse Lily, nervosa.


-Mas primeiro, temos que ter certeza que o Sr. Filch não está no corredor e temos que deixar essa gata horrorosa aqui.


A tarefa de Lily era pegar a gata do zelador Filch e escondê-la.


-Você segura a gata e eu vejo se o corredor está livre-disse Lily, estendendo a gata.


-Não! Eu vejo o corredor. Se eu pegar essa gata é capaz dela me estraçalhar-disse Hugo que olhava para a gata com a cara feia. -Ela se deu bem com você.


-Talvez ela tenha notado que a idéia foi sua de escondê-la do dono.


A gata como se entendesse o que Lily dissera olhou bem feio para Hugo. Com aquilo, Hugo abriu a porta e olhou para os lados.


-Sem Sr. Filch-disse Hugo, olhando para Lily.


Hugo abriu a porta devagar e saiu. Lily o seguiu.


-É para você deixar a gata aí dentro-disse Hugo vendo Lily ainda segurando a gata.


-Acho melhor soltá-la aqui fora, pois o Sr. Filch encontrará a gata e ficará mais sossegado. Ficará tão feliz em ver a gata que demorará a procurar quem a pegou.


-Acho que você está certa.


Lily abaixou-se e colocou a gata no chão que saiu correndo atrás do dono. Hugo e Lily também saíram correndo, parando para respirar no salão comunal da Grifinória. Lily foi até um armário e tirou de lá uma caixa de emergência. Ela vasculhou um pouco e encontrou um pote marrom. Ela abriu, pegou um pouco de um tipo geléia verde e passou no arranhão de Hugo.


-Ai, isso arde-reclamou Hugo.


Lily deu um leve assopro. Aos poucos, Hugo sentiu a dor desaparecer e o arranhão sumir. Ele esticou o braço com força.


-O que é isso?-perguntou Hugo, vendo Lily fechar o pote.


-Isso serve para todo tipo de corte, arranhão e coisas do tipo-explicou Lily. –Agora vamos dormir que nossa aventura acabou por hoje. Boa noite.


-Obrigado.


Lily sorriu, guardou a caixa de emergência de volta no armário e foi para o dormitório. Hugo sentou-se no sofá e ficou a massagear onde Lily aplicara o remédio.


FIM DO FLASHBACK.


-O que você fez?-perguntou Lily, se aproximando.


-Hoje de manhã quando fui pegar meu uniforme de quadribol. Eu puxei a roupa, mas esqueci que tinha colocado a lança de ferro em cima.


Lily fechou os olhos imaginando a cena.


-Ela cortou você onde?


-Parte peito e na barriga.


-Por que você não aplicou a poção em você no salão comunal da Grifinória antes do café?


-Quando me lembrei da dor, desisti na hora.


Lily revirou os olhos.


-Às vezes, nem parece que você é da Grifinória.


-Na hora da dor, eu sou apenas Hugo Weasley.


Lily suspirou e foi para o armário onde ficava guardado a caixa de emergência do vestiário. Ela pegou a caixa, abriu e pegou o pote marrom. Ela virou-se e viu Hugo com a camisa levantada até em cima do peito. Já vira antes Hugo sem camisa, mas sempre havia outras pessoas com eles e eles não se tocavam. Mas aquela situação era diferente, eles estavam sozinhos e ela tinha que tocar nele mesmo que fosse para aplicar um remédio. Ela aproximou-se e viu um enorme arranhão vermelho que começava do peito esquerdo e terminava em cima do umbigo. Ela preferiu pensar que aquele era o primo e melhor amigo dela, mas não estava ajudando em nada, ela ainda tinha as mãos trêmulas. Depois ela preferiu pensar que era um garoto qualquer, as mãos pararam de tremer um pouco. Ela tocou devagar a barriga dele, aplicando o remédio debaixo para cima. Hugo deu um suspiro rouco a pesar da dor era prazeroso sentir a mão de Lily deslizando por sua pele.


-O que foi?-perguntou Lily, preocupada.


Lily ia tirar a mão do peito quando este segurou a mão dela.


-Olhe para mim, Lilys-pediu Hugo.


-Isso não é certo-disse Lily quase sem voz.


-Não quero nada de você. Só peço que olhe para mim...


Lily levantou a cabeça e olhou para Hugo. Quando os olhos dela se encontraram com os olhos dele...


Hugo empurrou Lily de encontro a parede. Praticamente grudando seu corpo no dela.


-Você espera esse momento tanto quanto eu...


Lily ainda tentou afastar Hugo dela, mas ela não tinha forças. Pelo contrário, o corpo dela clamava por Hugo. Ela fechou os olhos para se concentrar no que fazer, beijar Hugo seria a perdição da amizade deles. Mas logo que fechou os olhos, Hugo pensou aquilo como um incentivo. Ele a beijou como se aquele momento dependesse a vida dele. Ele deslizou as mãos para a cintura dela, apertando e a puxando se ainda fosse possível para ele. Ele pediu para ela abrir a boca com a língua, mas com isso ela tentou se afastar. Hugo não deixou. Ele a afastou da parede e se afastou da boca. Deu um giro com ela e a prendeu entre o armário de roupa e seu corpo.


-Não seja tão difícil, Lilys-pediu Hugo.


-Você sabe o que pode acontecer depois disso?


-Dá para não pensar nisso agora?-disse Hugo, irritado.


-Não tem como. São anos de amizades se esvaindo.


-Uns beijos não irão acabar com nossa amizade. Isso é maior do que qualquer coisa entre nós.


-Você está enganado. Há uma coisa maior entre nós do que nossa amizade.


-O que?


Ela segurou a gola da camisa dele e puxou sua cabeça para ele, beijando-o. Ela abriu a boca, deixando-o explorar com a língua dele. Um gosto tão irresistível. Ainda a beijando, ele a levou para o banco de madeira que eles sentavam enquanto esperavam começar os jogos. Ele não podia desgrudar os lábios dos dela, ele tinha que aproveitar o quanto podia aquele momento. Ele a deitou gentilmente no banco e começou a beijar-lhe o pescoço. Lily enfiou os dedos nos cabelos dele, puxando-o mais para ela.


-Morda, Hugo. Você sabe como eu gosto. Só você sabe-pediu Lily quase sem voz.


Hugo deu leves mordidas no pescoço dela, sugando-as em seguida. Lily deu um longo suspiro. Ele voltou a beijar-lhe a boca enquanto subia a blusa que ela vestia. Ela deslizou a mão por baixo da camisa dele. Ele arfou. Ele subia mais a blusa dela...


-O que é isso aqui?


Eles escutaram uma voz. Lily e Hugo saíram do transe, desviando o olhar um do outro. Lily percebeu que ainda tinha a mão pousada sobre o peito de Hugo. Ele soltou a mão dela e ela tirou a mão do peito dele. Ele baixou a camisa rapidamente. Lily estava completamente confusa. Parecera tão real. Era como se ela ainda sentisse os lábios, os toques de Hugo na pele dela. Ela tocou no pescoço, mas parecia que não havia nada na sua pele.


-Vou repetir a pergunta novamente: o que foi que aconteceu aqui?


Lily olhou para o irmão que entrara no vestiário.


-Não aconteceu nada, Alvo. Eu me cortei com minha lança quando tirei minha roupa do armário, e Lily colocou remédio só isso-explicou Hugo.


Alvo olhou para a irmã que neste momento se virou e foi guardar o remédio. Havia algo muito estranho ali. A intensidade dos olhares de Hugo e Lily de um para outro. Ele ia falar mais alguma coisa, mas o restante do time entrou então Alvo preferiu não comentar nada. Todos se arrumaram para o jogo. Alvo como capitão de quadribol do time da Sonserina passou os últimos detalhes do jogo. Os jogadores começaram a sair do vestiário, o primeiro foi Alvo. Lily e Hugo eram os últimos.


-Lily-disse Hugo, segurando o braço dela.


-Agora não-disse Lily, puxando o braço com força. –Depois.


Os jogadores do time da Grifinória e Sonserina se encontraram no corredor para a entrada do campo já que os dois times entravam juntos. O olhar de Anne cruzou com o de Alvo. Ele mexeu os lábios, dizendo algo que ela entendeu como: você ainda me deve, Brewster. Ela desviou o olhar e logo os dois times entraram em campo. Antes de começar o jogo Alvo e Scorpius apertaram rapidamente as mãos. Qualquer contato maior parecia que poderiam contrair alguma doença contagiosa. E começou o jogo...


***


Volto o relógio para trás tentando adiar o fim,
tentando esconder o medo de te perder quando me sinto assim
De olhos fechados eu tento enganar meu coração
Fugir pra outro lugar em uma outra direção porque


Alvo sentia a água cair na sua cabeça e escorrer pelo seu corpo. Ainda não acreditava que perdera o jogo contra a Sonserina. Poderia ter perdido contra a Lufa lufa ou Corvinal menos perder contra a Sonserina. Agora os dois times estavam tecnicamente empatados. A Sonserina perdera para a Lufa lufa. E a Grifinória ganhara da Corvinal. Nos dois jogos que já acontecera. Agora era pensar no próximo jogo contra a Lufa lufa. O time deles estava bom. O que mais o irritava não era tanto a Sonserina ter ganho. Nem Scorpius ter pego o pomo de ouro. O que mais o irritava era a ajuda que a amiga de Scorpius dera para ele. Ele, Alvo, que ia pegar o pomo e aquela garota estragara tudo. Ele fechou a torneira do chuveiro, irritado. Vestiu a cueca e a calça sem se enxugar. Saiu do boxe, pegou a toalha e começou a enxugar os cabelos. Quando ele olhou para o lado, ele viu quem acabara de chegar...


-O que eu fiz para merecer isso?-perguntou ele, colocando a toalha nos ombros.


-O Scorpius está aqui?-perguntou Anne, intimidada.


Por que a voz do vestiário não avisara que alguém de outro time entrara?


“Eu não acredito que essa garota mexa até com as forças ocultas”, pensou Alvo.


Era a primeira vez que Anne via Alvo Potter sem camisa. Ele era tão lindo!


-Não, ele não está aqui. Você ainda não percebeu que estamos sozinhos aqui?-perguntou ele, irritado. –E que pessoas de outros times não entram aqui sem permissão? O que você fez para entrar aqui?


Ela era a última pessoa que queria ver naquele momento.


-Ham.. ham... não eu não vi não... - ela gaguejou enquanto tentava formular uma frase. - Se tivesse visto não estaria te perguntando. - ela disse assumindo novamente a pose sonserina.


Anne perdeu a voz. Nem se lembrava mais do que Alvo perguntara.


-Por que o nervosismo? Nunca viu um garoto sem camisa? Duvido muito do jeito que você saí nas capas das revistas com aqueles garotos...


-Ha ha ha... já vi muito mais do que um garoto sem camisa, isso eu te garanto. - Ela mentiu se aproximando dele.


-Claro o que eu poderia esperar das garotas feito você...-disse ele com desprezo.


Ela fechou a cara e se aproximou mais dele levantando a mão para dar um belo tapa nele. Só se ouviu o eco do tapa e o rosto dele vermelho. Ela se afastou um pouco, mas continuou de mão levantada.


 - Nunca mais ouse falar assim de mim.


-Você acha que me batendo me fará  mudar a opinião que eu tenho sobre você?-ele deu um riso irônico-Não irá mudar. Eu conheço as garotas do seu tipo...


Ela estava vermelha de raiva, como aquele garotinho ousava falar assim dela, ela bufou antes de levantar novamente a mão. Encarou-o que alisava o rosto na parte que estava vermelha, dessa vez daria do outro lado para ver se ficava igual. Começou a tomar impulso com a mão.


-Não sei como minha prima Molly não ver o que está tão na cara. Você é mais do que amiga do Malfoy... Vocês devem manter uma relação do tipo: quando estamos solteiros, não ficamos sozinhos. Temos um ao outro. Qualquer coisa, você pode parar na cama dele ou vice-versa-disse Alvo se roendo de ciúmes.


Ela simplesmente pegou mais impulso e bateu nele com toda a força que conseguiu reunir. Sua mão ficou ardida com aquele tapa, mas percebeu que valeu a pena assim que viu que ele cambaleou um pouco para trás. Ela ameaçou pegar sua varinha dentro das vestes, mas lembrou que tinha esquecido no vestiário.


-Nunca mais fale assim de mim santinho Potter, pensa que eu não sei que você tem inveja do Scorpius, que ele sim é homem de verdade, que não fica se escondendo atrás da fama do pai. Provavelmente é você que deve fazer isso com suas "amiguinhas." - Ela disse com desprezo.


-Eu? Inveja do seu amigo? Não me faça rir. E eu não fico me exibindo por ser filho de quem sou, de Harry Potter. Tenho muito orgulho do meu pai, isso sim. E não me venha falar de fama. Você que gosta de se exibir... você naquelas fotos sensuais, nas revistas...


-Inveja sim, pois ele não tem que ficar fingindo ser o bonzinho da historia, ser sempre o heroi, ele faz o que quer ao contrario de você, e as revistas então, eu sei que você adoraria estar no lugar de todos eles. - ela apontou para o peito dele. - Adoraria ser aqueles homens que estavam do meu lado naquelas fotos...


-Eu posso ser o herói e também posso ser o vilão quando quero. E sobre eu querer ser os garotos que saem nas fotos com você. Sonhe com isso, garota. Todos já notaram que você não tira seus olhos de mim. Você me come com os olhos-disse ele, andando em direção a ela. Enquanto ela andava para trás-Mas como todos devem saber, principalmente as garotas. Eu não fico com garotas da Sonserina. Vocês me dão asco.


-Sei, bom argumento, porque eu também não fico com garotos grifinórios, vocês me fazem vomitar. Agora, amor, para de imaginar que eu te olho, você provavelmente anda me desejando muito. - Ela disse fazendo biquinho. - Mas cuidado que nem todos os sonhos do Santo Potter se realizam, ok? - Ela mandou um beijo para ele e já seguia para fora do vestiário.


-Isso é típico dos sonserinos... serem mentirosos. Você pensa que ninguém sabe que você saiu com Jones da Grifinória no quinto ano? Garota, eu não olho para você. Eu tenho coisas melhores para ver. Eu só digo o que está na cara, você morre de vontade que eu fique com você. Todos sabem disso. Se eu fosse você, eu me mancaria e pararia de pedir isso com seu olhar. As pessoas já começam a comentar nos corredores: ‘coitada da Anne, caidinha pelo Alvo Potter que sequer olha para ela’. E você seria a última que eu olharia mesmo. E ainda insiste em dizer que eu a beijei na festa do Ministério. Garota, caia na real. Não ficarei com você nem que você implore, quer dizer, talvez fique. Adoraria você implorando por um beijo meu.


Ele se virou. Ele percebeu o quanto aquelas palavras a afetara. Estava tão na cara para todos que estava caidinha por ele? Que vergonha! Mas ela não poderia demonstrar o quanto aquilo a afetava.


-Ah! Esqueci de dizer para você que eu não fico com grifinórios imundos como você, Jones tem muito mais categoria que você isso eu garanto. E quanto eu morrer de vontade de ficar com você só se for morrer no sentido literal porque para ficar com você só se for depois de morta, e ver se se manca que eu não sou uma Pottermaniaca que quer fazer parte do seu clubinho, entendeu?-disse Anne para não ficar por baixo.


-Ahahahah-disse ele, irônico. E a olhou.


Ele em um movimento rápido, andou até onde ela estava e a encostou na parede, esticando os braços do lado da cabeça dela.


-Por que você nega tanto que morre de vontade de ficar comigo? Se você não fosse da Sonserina, eu até pensaria no seu caso. Mentira, eu não ficaria com você nem que fosse da Grifinória. Você é exibida demais para meu gosto. Embora não posso negar, você até que é bonita-disse ele a olhando de alto a baixo, desejoso.


Ela vestia uma blusa de alças decotada, rosa. E um short de tecido, azul. Ele a viu corar com a intensidade com que ele olhara para ela.


-Se eu não soubesse que você é uma garota... você sabe... eu até pensaria que você é pura.


-Seu... seu... - ela não conseguia encontrar palavras para ofendê-lo. - Se você odeia tanto os sonserinos porque nesse momento eu posso ver nos seus olhos que está doido para me agarrar aqui e agora? - Ela deu um sorriso cinico. - Esses seus principios não lhe servem de nada se você nem ao menos consegue resistir a eles de verdade...


-Não estou com vontade de agarrar você!-disse ele, indignado-Por que acha que eu faria isso? Eu não faria isso!-disse ele com os olhos faiscantes.


Ela sabia provocá-lo como nenhuma garota jamais conseguiu.


-Serio? Então por que me agarrou na festa do ministério? Por que me agarrou na sua cama? Por que chamou por mim enquanto estava na enfermaria? - Ela perguntou e revirou os olhos. - Por que está quase me engolindo com os olhos agora? Mas pensando bem você deveria me deixar sair, afinal eu sou muito ouro para  sua vassourinha de terceira categoria.


Ele bufou de tanta raiva.


-Você está com problemas de memória, garota-disse ele, desviando o olhar dela-Acho melhor você ir agora-disse ele, se virando.


-E eu vou indo, sabe está ficando tarde... - Ela disse e antes de ir parou na frente dele e alisou com um dedo as costas dele. - Mas coloca uma camisa, ok? Porque com toda certeza você vai ficar resfriado, afinal é só isso que você pega... resfriado... - Ela riu debochadamente e seguiu em direção a porta...


Ele não conseguiu mais resistir antes que ela chegasse na porta do vestiário. Ele pegou a toalha, passou rapidamente pela cintura dela e a puxou para trás. Ele levou-a até debaixo do chuveiro onde tomara banho. E a prensou na parede.


-Repita o que você disse-exigiu ele.


-Ei, o que você está fazendo seu maluco? - Ela disse enquanto ele puxava ela. – Você está maluco? - Ela continuava gritando.


- Como é que é? -ele perguntou apos ouvir a pergunta dela.


 - Que você está maluco?


-Não foi isso que você disse. Repita se não eu te dou um banho-disse ele, tocando na torneira.


-Garoto, eu sei que você está doidinho para ficar me agarrando, não precisa ficar inventando desculpas, agora.. - ela disse fazendo força para se afastar dele. – Deixe-me passar que eu tenho mais o que fazer... - ela continuou dizendo tentando o empurrar pelos ombros.


-Repita e a deixarei ir-disse ele se fingindo de inocente.


-Que você só pega resfriado? - Ela perguntou ingenuamente. - E você só pega resfriado. - Ela riu muito enquanto falava. E começou a se apoiar para tentar se afastar dele.


Ele abriu a torneira. E a molhou toda.


-Seu...-ela gritou.


-Eu disse que você ia pagar, Brewster. E vai pagar com juros.


E ele a beijou.


Ele prensou rapidamente os lábios dele aos dela que não esperava o beijo. Ele a segurou firmemente pelo pescoço enquanto roçava os lábios e aos poucos abria os lábios dela, em poucos segundos sua lingua já fazia uma dança sincronizada. Ela por instinto começou a alisar as costas dele e a marcar seus ombros. Ele gemeu em sua boca de dor ao sentir as unhas dela serem cravadas em seus ombros, mas continuou a beijando com mais ardor. Uma das mãos dele deslizou suavemente em direção a cintura dela a segurando com mais força ali e a prensou mais na parede tentando sentir mais o corpo dela colado no seu. Com a outra mão brincava com seus cabelos e vira volta e mexe ela seguia em direção ao rosto dele. Quando já estavam cansados de brincar no beijo, ela soltou um pouco a boca dele e seguiu novamente em direção a ela mordendo levemente o lábio inferior dele, ele gemeu de prazer enquanto ela soltava e voltava a beijá-lo. E a cada novo beijo ela arranhava agora não só os ombros dele, mas também as costas dele.


Ele tirou uma das mãos dela e fechou a torneira do chuveiro. A água estava meio que atrapalhando. Ele queria sentir mais ela do que a água caindo sobre eles, embora tenha sido bem refrescante e era a primeira vez que beijava alguém de um modo tão abrasivo. Aquela garota fazia emergir o lado do homem primitivo nele. Quanto mais ela o arranhava e cravava as unhas na sua pele, mais vontade tinha de beijá-la, de tocá-la. Ele percebeu que ela ia se afastar.


Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar,
Perco o chão sob os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo,
Eu sei que isso é o fim do mundo


-Você não vai embora.


Ela ia retrucar, mas ele não permitiu.


-Agora que iremos começar realmente...


Anne viu um brilho diferente nos olhos dele e aquilo a assustou.


-Não...


Mas ele prensou o corpo dela com mais vontade ao dele na parede. E a beijou novamente.


Ele novamente a beijou firme e forte e ela não conseguiu resistir e o agarrou com mais força ainda o puxando e arranhando, logo ele passou a trilhar novos beijos saindo de sua boca para ir para mandibula e da mandibula para seu pescoço enquanto ela se arrepiava e soltava pequenos gemidos e começava a puxar o cabelo dele... Enfim... ele passou a beijá-la selvagemente e passar suas mãos com mais força pelo corpo dela, desde as costa dela até a cintura. E cada vez a imprensando mais. Suas mãos começaram a brincar com a barra da blusa dela e aos poucos a subi-la, ele parou suas mãos na cintura e começou a passear suas mãos pela barriguinha lisa dela... para logo depois tentar subir mais a mão, ao perceber o que se passava ela reuniu toda a força que tinha e o empurrou. Ele pego desprevenido cambaleou para trás.


-Nunca mais, ouça bem o que eu vou dizer... - Ela gritou para ele enquanto apontava o dedo para ele... - Nunca mais encoste um dedo em mim, ouviu? Seu... seu...


-Seu... seu... lindo, maravilhoso, gato-disse ele, se levantando-Não me diga que você não gostou-disse ele, provocante.


-Sinceramente, você ainda tem muito que aprender.... - Ela disse seguindo para a porta... - Eu tenho mais o que fazer do que ensinar um garotinho a beijar...


Ele ficou de frente a ela, atrapalhando a passagem.


-Eu gostaria de saber porquê você gosta tanto de atazanar a minha vida. Chega aqui perguntando pelo suposto amigo, mas queria na realidade ficar a sós comigo para finalmente eu beijar você. E morre de vontade para que eu faça isso de novo-disse com um sorriso sedutor.


-Jura... Como você descobriu meu segredo??  - Ela perguntou cinica.. - Eu tento disfarçar com tanto esforço... - ela riu e parou logo em seguida. - Se toca que eu não te quero... E toma cuidado... para o resfriado não te pegar... - Ela riu.


-Eu te digo só uma coisa: não cruze meu caminho porque não reponderei por mim-disse ele, segurando o braço dela com força-Você me deu tapas no rosto, eu não revidei porque você é mulher. E mesmo garotas feito você, eu não bateria. Além de que você não serve para nada além de dar uns amassos escondidos porque eu não mostraria a ninguém que sairia com uma garota do tipo como você.


E ele a soltou bruscamente.


Os olhos dela lacrimejaram, mas ela não ia chorar na frente dele. Uma sonserina não poderia ser vista chorando por um garoto que nem se importava com ela.


Ela sem dizer nada saiu do vestiário e correu em direção ao castelo.


-E agora foge como uma menininha assustada.


Como desejava aquela garota.


Ele escutara um soluço antes dela sair. Ele sentou no banco e deu um soco. Agora tinha que conviver com mais aquele momento. Ele ainda não acreditava que dera uns amassos. E que amassos na melhor amiga de Scorpius. Uma garota da Sonserina! Ele nunca ficara tão fora de si com nenhuma garota antes. Nem com a ex-namorada. Ele passou a mão pela testa, pensativo e preocupado.


-Ai-disse ele, ao passar a mão pelas costas.


Precisava aplicar algo nas costas. Ele bufou. Tinha que falar com Rose. Ela faria perguntas. E o que diria? Que quase... oh não. Aquele não era mesmo o seu dia... Teve aquele episodio entre Hugo e Lily, perdera o jogo contra a Sonserina e ainda tinha aqueles beijos... Embora tivesse perdido o jogo no fundo estava mais do que feliz de ter sentido o gosto dela, a pele dela. Queria mais, queria muito mais. Mas só podia se contentar com sonhos, mas a realidade era muito mais prazerosa.


Anne seguia para o castelo quando uma tempestade caiu sobre ela. As gotas da chuva se misturaram com as lágrimas que caiam de seus olhos.


“Burra, Anne! Você é muito burra! Alvo Potter nunca olhará para você do jeito que você quer”, pensou Anne.


Ela lembrou os momentos junto com ele. Momentos que por mais tentasse esquecer eram inesquecíveis. Ela corria para o castelo até que tropeçou e caiu em uma poça de água. E ficou lá, pois não tinha forças para se levantar...


***


Rose aplicava um remédio nas costas de Alvo enquanto tentava prender o riso. Alvo quando pedira para ela aplicar o remédio estava vermelho como pimenta, embora ela não entendesse o porquê da timidez dele. Quando ele tirara a camisa, ela entendeu. Ele estava todo marcado com unhas de mulher.


-Nossa! O amasso foi grande-comentou Rose.


Alvo ficou calado. Rose aplicou o remédio e fechou o pote.


-Estranho.


-O que?


-Ficaram as marcas.


Alvo levantou-se e correu para o espelho. Marcas vermelhas ficaram na pele branca dele.


-Mas isso tira as marcas, não é?


-Sim, é isso que não entendo-disse Rose, confusa.


Alvo vestiu a camisa.


“Ótimo. Essas marcas ficarão na minha pele para eu não me esquecer o que aconteceu. Como se eu precisasse de marcas para eu me lembrar”, pensou Alvo.


-Quem é ela? Posso saber?


-Ainda não estou pronto...


-Ok, então. Vá dormir, você está muito cansado.


-O dia foi bem cansativo-disse Alvo, deitando na cama.


-Boa noite-disse Rose, e seguiu até a porta.


Alvo fechou os olhos quando Rose fechava a porta, mas ele não conseguia dormir. E quando adormeceu a noite foi povoada de pesadelos de Anne em um lugar perdida...


***


 -Onde está a Anne?-perguntou Scorpius.


-Não sei. Ela ficou no vestiário quando sai de lá-respondeu Marc.


-Eu sai de lá tão apressado que esqueci de chamá-la. Vamos procurá-la.


-Ela pode estar no quarto-disse Marc, olhando para as escadas. –Pena que não podemos subir até lá.


Scorpius revirou os olhos. E logo, Martha uma garota que dormia no mesmo quarto que Anne desceu as escadas.


-Oi. A Anne está lá em cima?


-Não, Scorpius. A última vez que vi a Anne ela estava saindo do campo de quadribol depois do jogo.


-Obrigado, Martha.


Martha se juntou a outras garotas que conversavam em um canto.


-Marc, eu estou ficando preocupado. A Anne não é de sumir assim. E cai uma tempestade repentina lá fora.


-Ok, vamos procurá-la-disse Marc, levantando.


Scorpius e Marc saíram a procurar Anne pelos corredores, e lugares que ela mais gostava de freqüentar. Nada de Anne. Marc e Scorpius estavam cada vez mais preocupados.


-Vamos ao vestiário pode ser que ela esteja lá-disse Scorpius.


Scorpius e Marc apontaram a varinha para a escuridão. Marc fez uma proteção e Scorpius fez a iluminação. Eles foram até o vestiário, mas não viram Anne.


-Vamos fazer outro caminho de volta-disse Marc.


Os dois voltaram. No meio do caminho, viram algo estranho no chão. Eles seguiram até lá. Era Anne que estava no chão. Ela estava totalmente molhada na poça d’água e desacordada. Scorpius pegou a amiga nos braços e junto com Marc correram para enfermaria. Scorpius colocou a amiga na cama enquanto Marc foi buscar a enfermeira. Scorpius tirou os cabelos da amiga do rosto dela, tocando sua testa. Ela queimava de febre. E tinha calafrios. Victorie entrou na enfermaria junto com Marc. Ela aproximou-se de Anne e fez um apanhado geral do estado de Anne.


-Onde vocês a encontraram?-perguntou Victorie, pegando pedaços de pano.


-Ela estava desacordada perto dos vestiários-disse Marc.


-O que aconteceu com ela?


-Não sabemos. A última vez que a vimos foi depois do jogo de quadribol no vestiário-respondeu Scorpius.


Victorie pegou um liquido azul e misturou em um pote com água. Ela ensopou um pedaço de pano e colocou um na testa de Anne. Molhou outro e colocou no pescoço.


-Isso é para a febre dela baixar-explicou Victorie.


Victorie apontou a varinha para Anne. A água da roupa de Anne foi sugada e a roupa ficou limpa. Ela cobriu Anne.


-Vocês podem ir, eu ficarei trocando os panos dela. E dando o remédio.


Ela pegou uma garrafa que tinha um liquido rosa, encheu uma colher e deu a Anne.


-Eu não posso deixá-la aqui-disse Scorpius, olhando a amiga.


-Eu preciso que vocês saiam da enfermaria para eu ver se há algum machucado no corpo dela. Façam-me um favor, vão à diretoria e peçam a diretora para avisar os pais da Srta. Brewster-pediu Victorie.


-Certo-disse Scorpius contra a vontade.


Marc e Scorpius saíram da enfermaria. Victorie ficou a cuidar de Anne. Os pais de Anne foram avisados e logo foram ver a filha. Passaram a noite com ela e ficaram de ir vê-la depois novamente.


Alvo acordou indisposto. Tomou banho e foi para o café da manhã bem desanimado. Ele foi para a primeira aula acompanhado de Rose e David que seria junto com os alunos da Sonserina. Scorpius e Marc estavam na sala cochichando no canto da sala. Nada de Anne. Rose e principalmente Alvo notaram a ausência da melhor amiga de Scorpius. A aula transcorreu com Alvo olhando o tempo todo para porta esperando Anne entrar na sala, mas nada. Quando acabou a primeira aula, Scorpius saiu correndo porque tinha tempo livre. Marc ficou para trás, pois tinha aula junto com os alunos da Lufa Lufa. Scorpius chegou à enfermaria e Anne continuava com um pano no pescoço e outro na testa, Victorie acabava de dar remédio a ela.


-Como ela está?


Ela olhou para Anne e disse:


-Ela passou a noite bem, mas a febre dela piorou hoje pela manhã.


-Por que ela ficou assim?-perguntou Scorpius, alisando os cabelos da amiga.


-Não sei. Provavelmente ela teve alguma emoção forte... Eu vou à diretoria rápido. Você poderia ficar com ela?


-Claro.


Victorie sorriu e saiu da enfermaria.   Scorpius segurou a mão da amiga carinhosamente.


-Por que você está assim?


Como se ela tivesse escutado a pergunta de Scorpius, ela começou a delirar e falar:


-Alvo? Alvo! Não tenho culpa. Alvo! Eu não queria! Por favor, não. Alvo!


Lágrimas começaram a sair dos olhos de Anne. Scorpius abraçou a amiga, nervoso.


-Foi o Potter que fez isso com você, Anne? Ele vai pagar.


-Alvo!


Anne ainda delirava quando Victorie entrou na enfermaria.


-Por que ela fala o nome de Alvo? Eles são amigos?-perguntou Victorie, curiosa.


-Pelo que eu saiba seu primo não gosta da minha amiga, se eu não estiver enganado-disse Scorpius, astuto.


Scorpius ainda ficou um tempo na enfermaria vendo Victorie trocar os panos e fazendo companhia a Anne. Antes de sair, ele murmurou para a amiga:


-O Marc disse que vem logo depois do almoço te ver. Eu venho depois das aulas. Eu tenho uma coisinha para fazer agora.


Ele deu um beijo na testa da amiga e saiu da enfermaria. Scorpius seguiu para o salão principal. Algumas pessoas já almoçavam, Marc acenou quando viu Scorpius, mas este seguiu para a mesa da Grifinória. Molly almoçava junto com alguns primos entre eles estava Rose com o namorado.


-Onde está seu primo?-perguntou Scorpius a Molly.


-Eita, que educação!-comentou David.


-Cala a boca, Corwin. Que não falei com você-disse Scorpius, cuspindo fogo pela boca.


Molly levantou-se e tocou gentilmente os ombros do namorado.


-Por que está tão nervoso?-perguntou Molly com tom gentil e ao mesmo tempo preocupado.


-Onde está seu primo?-perguntou Scorpius, controlando o tom de voz com a namorada.


-Qual deles?


-O Potter.


Rose parou de comer ao escutar a resposta de Scorpius. Ela levantou o olhar. Por que Scorpius queria falar com Alvo? Eles não se davam nada bem.


-O que você quer com o Alvo?-perguntou Rose.


David, Scorpius e Molly encararam Rose.


-Isso você só saberá quando eu me encontrar com ele.


Alvo entrou no salão principal. Rose prevendo que algo ia acontecer se levantou. Aquilo irritou muito mais Scorpius. Alvo aproximou-se, mas Scorpius chegou nele primeiro. Alvo não teve nem tempo de se defender, Scorpius acertou um soco na boca seguido de uma joelhada na boca de estomago de Alvo. Ele segurou Alvo pela farda e disse:


-Diga o que você fez com a Anne-gritou Scorpius.


Os primos, primas e a irmã levantaram ao ver Alvo apanhando. Rose e Molly já estavam bem perto para separá-los, mas quando Scorpius gritou aquilo para todos escutarem... o tempo parecia que parou. Todos ficaram boquiabertos. O salão principal ficou um completo silêncio. O que o grifinório Alvo Potter fizera a sonserina Anne Brewster? Alvo Potter não gostava de Anne Brewster. Todos olharam para a mesa da sonserina e viram que ela não estava lá. Alguns colegas da Sonserina ficaram a pensar se tinham visto Anne, mas nenhum vira Anne pela manhã. Onde estaria Anne?


-Diga-gritou Scorpius, fitando Alvo com olhos de puro ódio.


 


Música: CPM 22/Um minuto para o fim do mundo


N/A: Amo, amo, amo essa música. Passei um tempão procurando uma música para este capítulo... Quero ir de novo para o show do CPM 22 é muitooooooooo bom. É muito rock! Huhuhuuhu. Empolguei.
Acho que esse foi o capítulo que escrevi mais rápido até agora (3 dias e meio), mas não se animem. Bateu uma inspiração muito forte e a vontade de digitar, embora meus olhos estejam reclamando. Espero que curtam. Obrigada pelos comentários: Jacgil e Olivia Mirisola. Até a próxima.
Ps: O que vocês acharam do capítulo 11, e claro, do 12?

Bj.

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