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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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3. Escuridão


Fic: CONECTADOS - O horror está on-line - Atualizada!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Stephen King escreveu:


“O tempo leva tudo. O que você quer e o que não. O tempo leva tudo. O tempo arrasa tudo. E, no final, só resta a escuridão. Às vezes, encontramos outros nessa escuridão. E outras vezes, os perdemos de novo.”


 


De repente, ele acordava durante a noite e escrevia rimas, combinações e palavras mais assustadoras do que sequer gostaria. E como se movido por terceiros, colocava o ponto final e retornava ao repouso noturno. Quando acordava, nada fazia sentido, muito menos a origem daquelas diabruras, que o amigo “rockstar” tratava, inconvenientemente, por tesouro e musicava como pérolas do paganismo. De repente, ela evitava freqüentar os mesmos ares e aposentos do namorado, de repente o que era protesto e corriqueiro, tornou-se o cotidiano dele e desfaze-se do dela.


 


Há dias Ronald regressava tarde ao alojamento. Varava a noite trabalhando em conjunto com o novato para se certificar e informar com o que especificamente Dino Thomas e Draco Malfoy estavam brincando. E a cada relevante progresso, menor conotação de real aquela situação adquiria.


 


Pelo trajeto antagônico do irmão, Cedrico proseava a tantos e cantos com o guitarrista e idealizador da banda Anti-Cristo. O gêmeo químico considerava minimamente comédia camuflada em ares de rebeldia a possível inclinação demoníaca de Dino. Nada demais, julgava ele, pois, as voltas com os treinos e a preleção para a equipe de futebol, tinha mais com o que se entreter.


 


Enquanto o treino decisivo rolava aos trancos e barrancos provocados por jogadores e jogados ao chão, Luna intimamente torcia e matava o tempo pendente para o termino da preleção no laboratório de seu curso, por coincidência inconveniente do destino, Neville era o encarregado das monitorias naquele mesmo recinto e horário.


 


O jovem genioso e genial sente-se plenamente desconfortável ao avistá-la por perto. Desde que o relacionamento entre ela e o seu irmão estava declarado como oficial, ele recusava  desfrutar dos mesmos terrenos do que os supostos apaixonados. No entanto, era inevitável e ilegal não atende-la ali, já que praticamente esta era sua tarefa. Entre uma explicação e outra sobre qualquer coisa química e computadorizada, ela dispara alguma direta sobre o irmão, deixando-o a beira de um colapso.


 


Em contra a mão ao pé do descompasso amor não correspondido, existirão sempre os amores interrompidos, inacabados. As tempestades que afastam dois caís são passageiras e aos que aderem em clima desproporcional ao nosso tropical, tendem a serem tidos como clandestinos e deixados a deriva em qualquer porto. O mesmo ocorria a Draco vista o seu derradeiro afastamento de Hermione a possível e provável aproximação dela e seu odiado ex e atual adversário.


 


Consumido pelo ódio, tragado completamente pela escuridão, o poeta das trevas pouco notava o abismo que mais e mais se aproximava do seu trilho e como esse trajeto de autoperdição não estava mera e somente associado ao seu psicológico, o pesadelo de seu intrínseco interior estava dia-a-dia exteriorizando–se. Com frases engasgadas, cujas jamais seriam pronunciadas, ao menos pessoalmente, para a ainda namorada... Ele tinge de negro mais uma página do seu já surrado caderno:


 


“...Sou mesmo um trocado


E todo o sangue dele pertence ao diabo


Mas, não irei mata-lo agora

Pois, espero na janela teu beijo que sinto lá fora


Meus olhos sangram quando não tenho teu beijo


E as chamas incandescentes do inferno a ele eu desejo...”


 


Ao terminar a sexta frase da tempestuosa poesia, ele a amassa e joga em qualquer canto do abandonado e imundo quarto. Há dias ele não reparara no acumulo de luxo, sujeira e tantas outras badernas que transformaram seu cômodo, em um perfeito, se tal comparação é válida, pardieiro. Após revirar metade de seus pertences encontra o celular e disca o número de Hermione.


 


Algo impregna o ar ao redor do rapaz. Algo nebuloso o suficiente para trazer trevas ao dia e ilusões ao são. Como se atingido por uma enxurrada de informações desconexas, Draco quase perde os sentidos. Do nada, sente vontade de abrir a janela, já empoeirada e quase emperrada pelo desuso, e permitir a entrada de alguns raios solares. O que de nada adianta, apesar do cômodo ter algo semelhante a luz solar, o calor não aquece e sussurros indecifráveis tomam os ouvidos do rapaz, ferindo-o e causando tamanho tormento que no instante em que Hermione dá sinais de atender sua ligação, ele desliga. O terror estava instalado. E a loucura era o cargo-chefe do principio do fim.


 


O monitor do computador, outrora desligado, acende e gráficos sem nenhuma conexão com os arquivos do poeta tomam a tela, enevoando o restante do quarto. Às cegas e às surdas, ele tropeça, porém, consegue alcançar a tomada desligando tudo. E é então, que ele se dá conta...O sistema não era mais co-dependente de coisa alguma, quase alienado...O futuro jornalista atira um banco na máquina e sai apressadamente daquele recinto.


 


Contudo, mal ele tranca a porta...A luz do estabilizador se religa, algo sobre-humano impregnava aqueles ares, algo sobrenatural infestava por completo aqueles ares. Algo que estaria ainda ali, quando o antigo dono do lugar retornasse, mais dia ou menos dia. Não havia maneira de brecar aquilo. Não havia, em verdade, maneira de dominar ou denominar aquilo.


 


Ele não voltou ao cômodo naquela tarde ou naquela noite. Entretanto, mais calmo e sensato pela luz matinal, adentrou ao recinto e tomou para si como certeza, previa, de estar louco ou sob o efeito retardado de algum entorpecente. Todavia, afastou-se do computador e das folhas por algumas semanas.


 


Semanas em que Cedrico firmou-se como dono da camisa 6 e de uma das laterais do time universitário. Aos poucos, cansou-se do namoro convencional com a colega de curso e caiu de cabeça na rotina, controversa e obscura, da banda Anti-Cristo.


 


Com poemas fervilhando em sua memória, Draco entregou-se as novas inspirações. Escrevendo composições e divagações tão pavorosas que intimidaram até mesmo o amigo e comparsa. Sem menção do abismo em aproximação, o engenheiro químico passou a ensaiar com o apocalíptico grupo musical liderado pelo designer gráfico, suprindo as intermináveis faltas do baterista original, Blaise Zabini.


 


Tomado pelo novo “passatempo”, o poeta praticamente ignora a, quase, ex-namorada. Coincidente e inconscientemente, ela travava inúmeros encontros casuais com o velho amigo e amor. Parvati, por sua vez, assiste a um contido ensaio do questionável conjunto, aplaudindo de pé o amado e o novo amigo.


 


Em lacuna desparelha, Neville se afunda nas pesquisas e infiltrações dos respectivos HD’s contaminados e deparar-se com dados sem sentido algum. O poderio daquela aberração estava perturbando-o absurdamente.


 


Na manhã derradeira, Draco é desperto por um aviso bizarro e descabido de seu antivírus: algo invadiu seu sistema operacional. Para infelicidade de todos e desespero geral do universo, aquela conspiração não partira do genial calouro. O perseguidor ganhara forma e poder. Após a décima sétima tentativa frustrada de formatação, o computador do acadêmico de jornalismo desliga e religa incessantemente. Quando a loucura cessa, Malfoy controla aquele suposto vírus e jura vingança ao pretensioso hacker.


 


Entrando rotineiramente no orkut, estranha o convite de Blaise para ser aceito como novo amigo. Ao tentar deixar um recado ao sumido sem sucesso, suspeita da situação. Prova de seu próprio remédio, ao escutar pelos alto-falantes da rádio universitária a nota de falecimento do amigo baterista. Causa da morte: ingestão de um invejável arsenal de alucinógenos combinado a litros de vodca. Enfim: overdose há pelo menos seis dias.


 


O enterro do jovem viciado é realizado quilômetros de distancia da faculdade, afetando apenas a vida e a sanidade de Draco. Depois de colocar o melhor amigo contra a parede, descarta a brincadeira por autoria dele. Era evidente, o segredinho macabro havia vazado e agora estavam se vingando. Como estalo irracional, a imagem do cochicho intimo entre Hermione e Ronald, durante a festa do mesmo, aponta o principal suspeito. Friamente irrequieto, o poeta gargalha. Acabara com a vida do rival antes, porque não repetir a dose agora?


 


_ E então capitão! A estréia na Liga Universitária é mesmo na semana que vem? – Gina aproxima-se com a finalização do treino.


_ Exatamente! – esclarece o jogador.


_ Focado apenas nos esportes até a estréia?


_ Não que eu esteja esperando uma convocação para a seleção, mas nada de exageros por enquanto.


_ Como o “Baile das Bruxas” soaria para você? – convida.


_ Nada de exagero. – Harry entra no joguinho.


_ E se acrescentarmos a minha companhia?


_ Absoluta certeza de excesso! – debocha o capitão.


_ Seu idiota! – a estudante esmurra seu braço.


_ O que? – finge inocência – Estamos combinados!?!


_ Será que é uma boa idéia? Você sabe que é a ban-...


_ A banda do Dino que vai tocar? Sei, e daí? – ele se intriga – Não será nenhuma traição, afinal, ele já nos viu juntos na festa do Ron. – justifica-se.


_ Eu não quero ser empecilho para amizade de vocês...E, além do mais, na festa não tava...Não estava...Rolando ainda...Hum...Es-...Esse...Isso! – ela se atrapalha.


_ Isso? – gargalhadas quase emergem por parte do jovem – O clima entre a gente? – Harry chega perigosamente perto demais.


_ Não tem nenhum clima aqui, ta? Tem só essa...Essa...Essa coisa!


_ Reconheça, Gina. Nós já ultrapassamos a etapa de apenas bons amigos há algum tempo. – finaliza o dialogo dando como certo o combinado sobre o baile e recolhendo os utensílios do treino.


 


Sem mais volver seu olhar em direção ao esportista, a jovem pode escutar as sonoras risadas oriundas dele. O convite acabara de forma involuntária acertado, algo iniciaria dali. Finalmente, sua vida retornara aos trilhos seguros e normais. Todavia, alguma inquietação cultivada pela indiferença por parte de Dino a perturbava.


 


Após 15 dias, sem sequer cruzar com Draco durante as aulas, Hermione decide considerar-se solteira e modificar seu status em seu perfil no Orkut, retirando a denominação “namorando”. Conectado devido a um trabalho da faculdade, Ron observa nas últimas atualizações a mudança na página pessoal da antiga melhor amiga. Buscando por seu celular ele limitasse a digitar: “Finalmente, você se livrou daquele jornalista, Hermione”.


 


Há poucos metros, a jovem sorri pelo contato imediato do ex-namorado e se alegra. Os encontros com Ron estavam se tornando cada vez mais corriqueiros e menos superficiais. As faíscas da antiga relação estavam sendo reavivadas. “Ele simplesmente não me procurou mais. Então, resolvi deixa-lo de lado de uma vez por todas.” A resposta interessa prontamente o universitário que relutante resolve não atropelar o sentido natural dos fatos. “Bem-vinda ao mundo dos solteiros. Nos cruzamos pela universidade ou no Baile das Bruxas, certo? É compromisso sagrado para todas pessoas descomprometidas deste campus.” Hermione permite-se cair na gargalhada e responder simploriamente que estaria disponível para conversar com ele fosse no campus ou no baile.


 


Em outros tempos, Hermione preferia que Ron lhe dirigisse as palavras “Bem-vinda ao meu mundo”. O fim conturbado do relacionamento de ambos nunca foi completamente esclarecido e a dúvida sobre o real motivo ainda lhe rendia inúmeras dúvidas e incertezas. Apesar do relacionamento com Draco Malfoy, Hermione jamais conseguiu se libertar dos sentimentos que nutriu pelo amigo de infância. No fim das contas, Ronald a havia expulsado de seu mundo e lhe deixado como mera espectadora após anos de cumplicidade .


 


Luna esperava Cedrico há mais de 40 minutos. Desde que a banda havia sido convidada para animar o Baile das Bruxas, os ensaios haviam se intensificado e o rapaz passava a esquecer constantemente encontros ou se atrasava consideravelmente e aquela noite não seria exceção. Em contato com a realidade dos novos companheiros musicais, Cedrico encontrou acesso a diversos elementos que nunca obtive contato em sua pequenina cidade natural. A proteção dos pais, a genialidade e a grandiosa tão precoce do irmão gêmeo, concederam a Cedrico o eterno segundo lugar no coração dos pais e na importância familiar. Mesmo tendo muito mais amigos, colecionado relacionamentos amorosos e medalhas de campeonatos esportivos, seus feitos nunca foram significativos o bastante para chamar verdadeiramente a atenção dos pais.


 


Distante desta realidade, permitiu-se envolver com drogas e companhias que normalmente rejeitaria sem hesitar. Agora, a oportunidade de trilhar seu caminho sozinho e afastado da sombra do irmão lhe causou significativa mudança de personalidade. Visivelmente alterado e transparecendo a falta de lucidez, Cedrico chega para o compromisso marcado com Luna para se prepararem a uma difícil prova da faculdade. A garota percebendo o estado do namorado se mostra decepcionada e irritada pelo recente descaso ao relacionamento.


 


_ O que vocês fizeram naquele ensaio? Por favor, Cedrico o que está acontecendo? – implora pela atenção do transtornado rapaz.


_ Não enche! Como se você nunca tivesse bebido demais.


_ Você acha que eu sou idiota? Você nunca teria ficado deste jeito apenas por causa de álcool! Você ta fedendo, Cedrico!


_ Então vai embora e para de ficar me regulando! Você é minha namorada e não a minha mãe! – se levanta furioso.


_ Continua assim e, realmente, eu vou não ter motivos para ficar te regulando e muito menos sendo a sua namorada.


 


Luna recolhe seus pertences e se dirige para a saída da biblioteca. Cedrico passa mais algum tempo sozinho tentando processar o que havia ocorrido. Com certa dificuldade, o músico acha seu quarto e se joga na cama ignorando totalmente os chamados de Neville. Apavorado com as últimas descobertas, Neville estava há dias tentando conversar com o irmão e lhe convencer a abandonar os novos amigos. Com a investigação nos computadores do laboratório de Design Gráfico avançando a cada dia, a ligação entre Draco e Dino era evidente e assustadora.


 


Eletrizado com a possibilidade de tocar para um grande publico, Dino pouco se importou com a ausência repentina de Draco nos últimos ensaios da banda antes da apresentação no baile das Bruxas. Envolvido com a namorada, eufórica, pela mudança no repertorio, os ajustes musicais e a última discussão com o companheiro de ilegalidades, preferiu se afastar do complicado autor das músicas de sua banda. Dino começava a analisar se não valeria a pena mudar o estilo e nome de sua banda. Bancar o rebelde poderia servir mais as razões de Draco.


 


Assustadoramente insano. Malfoy não dormia há mais de uma semana e pouco se alimentara nas últimas 48 horas. A sensação de estar permanentemente vigiado e a impossibilidade de se retirar de seu aposento estavam rompendo o restante da sanidade do rapaz de 22 anos. A tentativa de descobrir quem estaria danificando seu computador estava improdutiva até o momento e a atmosfera carregada de seu quarto não lhe permitia outra atividade a não ser escrever mais e mais folhas repletas de versos surreais e apocalípticos. A única percepção de mundo exterior ocorreu há pouco mais de dez horas, quando notou a mudança no relacionamento de Hermione em sua página no Orkut. O ódio passara a ser o tema de seus escritos.


 


 


“O sangue mortal, molha teus cabelos cacheados


Olhos supremos vulneráveis postos sobre a morte brutal


Teus passos insanos sobre a luz do eterno, estão sendo guiados


Milhões de gotas de sangue sobre o fogo infernal


 


Ilustre macabra fogueira


O anjo negro molda tua sepultura


Meu ódio te acariciou, mesmo quando você não queria


Sou surdo, e das profundezas, escuto emanar tua voz escura


 


Tola, ingênua, virgem impura


A cegueira eterna te crucificou


Das convulsões maléficas você era minha cura


Do veneno vital a morte de teu coração brotou”


 


A conotação de tempo não existe mais Draco. As horas se confundiam com as passagens dos dias e as ligações de Hermione são ignoradas. Virtualmente, a jovem tenta conversar com o rapaz que se limita a falar palavras desconexas. Dino quase derruba a porta do quarto sem que qualquer barulho ou movimentação lhe indique a presença do comparsa. Irritado pelo sumiço, Dino reaparece no dia do Baile disposto a arrombar o recinto. Estranhamente, Draco lhe recepciona com olheiras profundas e um forte cheiro que quase sufoca o visitante.


 


_ Mas, que merda você andou fazendo nesta semana? Resolveu imitar o Zabini e cheirar até o seu coração explodir? Fala sério, Malfoy, nunca a Hermione me incomodou tanto para checar se você ainda estava respirando. – reclama.


_ Ela não se mostrou muito preocupada quando tirou o “namorando” do Orkut sem sequer falar comigo. – responde automaticamente.


_ Você não sai deste quarto há quase duas semanas! Como esse lugar ta fedendo... Não me surpreende você ter perdido a namorada!


_ Você queria só me passar algumas noções de higiene ou tem mais algum sermão para me dar? – resmunga o recluso.


_ Bom, eu vim saber se você vai continuar enterrado ou vai aparecer no Baile da Bruxas. É hoje, caso tenha se esquecido.


_ É, eu estava pensando em aparecer. Preciso conversar com a Hermione, saber se ainda tenho uma namorada. Você não descobriu mais nada sobre aquele perfil do Zabini? Algum retardado tem invadido o meu computador. Não agüento mais formatar!


_ Nem lembrava mais disso. Achei que você já tivesse resolvido. Não seria mais fácil comprar outra máquina?


_ E deixar que alguém descubra o que temos feito? Você ta louco? Nós acabaríamos expulsos da universidade e até presos!


_ Esquece isso, deve ser algum vírus que corrompeu o sistema do computador. Joga fora que não teria como descobrir nada.


_ E como você explicaria o perfil póstumo do Zabini me adicionando?


_ Você não entrava no Orkut há dias, Malfoy. E você sabe que aquele site não é muito confiável. Olha, eu tenho mais o que fazer do que te trazer para a realidade. Você ta paranóico e muito chapado!  - Draco revira os olhos – Cara, toma um banho, organiza esse lixo, come alguma coisa que não te gere alucinações e vem na festa pra se acertar com a Hermione. Eu to indo, daqui a pouco já vamos instalar o som no palco. Até mais!


 


Draco fecha a porta e se deita na cama. A tontura lhe faz correr para o banheiro. Realmente, estava se passando na quantidade de alucinógenos consumidos nos últimos dias e senão se cuidasse poderia pegar o mesmo atalho que Zabini para o outro mundo. Ele segue para o banho sem perceber que mesmo sem estar conectado na tomada seu computador permanecia ligado e reiniciando constantemente. A água fria lhe traz novamente a lucidez e seus olhos estranham enormemente a luz do sol adentrando no quarto depois de dias. Aéreo nem se aproxima do computador. Veste qualquer muda de roupa, apanha o celular, a carteira e se retira de casa finalmente.   


 


Harry estranhou a sensação de nervosismo ao bater na porta do quarto de Gina. Há muito tempo, ele não sabia o que era sentir algo além de uma atração por qualquer garota, contudo, Gina estava lhe tirando do sério e roubando seu fôlego em momentos simplesmente tolos. Não era nada normal sentir-se ansioso apenas em dirigir a palavra, incrivelmente, ao avista-la naquela noite Harry assumiu de bom grado: estava irremediavelmente fascinado pela ruiva mais intrigante da faculdade.


 


Cedrico pouco se importou com a resposta positiva do irmão quando lhe mencionou a possibilidade de entrada gratuita no baile. Avesso a comemorações universitárias, Neville se entusiasmou com a aproximação do Baile das Bruxas e confirmou a presença para surpresa do gêmeo, que nada mais fez do que deixar o ingresso em cima da escrivaninha e partir ainda no meio da tarde para arrumar a aparelhagem sonora da banda, que comandaria o evento. Na verdade, não foi necessariamente a proposta do baterista que animou excessivamente o jovem gênio. A discussão e a indiferença serviram para Luna mirar de uma vez por todas o relacionamento com o colega de classe e com limitados conhecidos no campus apelou para o anti-social companheiro de estudos como companhia durante a festa.


 


Em outro patamar, Hermione recebe de bom grado a informação de Dino de que Draco estava lúcido e disposto a participar da festa para, enfim, resolverem o impasse amoroso. A moça não estava vibrando pela obrigação em dialogar com o provável antigo namorado. Geralmente, seus relacionamentos jamais terminam de forma amistosa. O conturbado e confuso fim de namoro com Ron era a prova viva e temida disto. Atualmente, os amigos de infância conseguiam sustentar os olhares sem tanto constrangimento, entretanto, ela nunca compreendeu ou se conformou com a perda de seu primeiro amor. Durante a semana, havia trocado mensagens de textos com Ronald e se questionava de onde surgiu tamanha intimidade. Era como se não tivessem se afastado, o que seria extremamente perigoso se tornasse a acontecer pessoalmente no momento em que pretendesse romper definitivamente com Malfoy. Hermione balança a cabeça, desanimada, ela não tinha muito juízo para escolher seus envolvimentos.


 


O baile começa de maneira eletrizante e assombrosa devido a performance musical da banda comandada por Dino Thomas. As primeiras canções são excessivamente obscuras trazendo todos para o clima verdadeiro do Dia das Bruxas. Apesar dos desentendimentos, Luna não deixou de reparar no desempenho de seu adorado baterista e comentar animadamente com o acompanhante. Neville descobre, enfim, seu eterno papel como coadjuvante para a jovem. Estranhamente, o fato de sempre ter recebido mais atenção dos pais e professores durante toda a vida não compensavam seu coração ser partido novamente.


 


_ Eu to surpresa com a qualidade da música! Apesar de o clima ser bem sinistro por causa do Baile das Bruxas, a banda do Dino está tão diferente, bem melhor, não é? – Parvati admira a evolução musical do namorado.


_ A saída do Zabini e a distância do Draco fizeram bem para a banda! – decreta pesarosa Hermione.


_ Você sabe que o Draco ficou muito impressionado com a morte do Blaise... Na verdade, o Dino também mudou bastante depois que soube daquele acidente. – refere-se a morte por overdose do antigo guitarrista da banda Blaise Zabini – Sabia que o Dino está pensando até em mudar o nome da banda? – alegra-se.


_ Que bom... Realmente, eu esperava que o Draco pudesse ser contagiado por essa mudança do Dino, mas, acho que ele é um caso perdido.


_ Mantenha viva a esperança, Hermione. – declara Draco chegando repentinamente próximo as jovens.


_ Então, você percebeu que ainda existe um mundo fora do seu quarto? – provocou.


_ É, só que eu não precisei ir muito longe para notar que você desistiu da gente sem ao menos me consultar. – rebate o rapaz, Parvati se afasta do casal.


_ Duas semanas de ausência são suficientes para decretar o fim de qualquer relacionamento, Draco. Sinceramente, se era essa a sua idéia para resolver a nossa situação... Me poupe, ta? Eu não quero perder a festa como perdi as ultimas semanas tentando falar com você.


_ E qual seria a sua idéia para que a gente se resolvesse? Fala sério, Hermione, nem passou pela sua cabeça reatar comigo... Eu sei que o passado tem voltado a fazer parte da sua vida. – frisou Malfoy.


_ Do que você ta falando? Ou de que diabos você está me acusando? Draco, eu não sei o que você tem ingerido ultimamente... Mas, te aconselharia a reduzir a dose. Parece que você já começou a ter alucinações. – desdenha.


_ Não, eu ainda estou muito lúcido para entender que o Ronald está tomando o meu lugar na sua vida. O estranho é que depois daquele maluco ter explodido o laboratório de informática, você me acusa de estar fora da realidade. – ironiza.


_ Não foi culpa dele! A explosão foi um acidente e... – Hermione se cala por falta de argumento e de informações sobre a verdadeira causa da explosão que apavorou toda a universidade e expulsou-a do universo de Ron Weasley.


_ Aproveite a volta do seu melhor amigo, então! Depois você me conta qual dos seus ex-namorados é, realmente, um alienado.


 


Hermione observa chocada o antigo namorado sumir na multidão. Insano, Malfoy cruza o salão de festas e recai seu olhar para o causador da ruína de sua vida: Ronald Weasley. Curiosamente, ele havia sido o carrasco de Ron dois anos atrás, agora, o destino, traiçoeiro, lhe fazia pagar em uma moeda ainda mais perigosa e fatal. Movido a força descomunal e desconhecida, o poeta obscuro rumo diretamente para seu quarto e se depara com um cenário surreal.


 


“Hoje acordei com vontade de morrer,


escutei o advogado do anjo da morte


Sorri e deixei meu corpo desfalecer


Mergulhado em ironia e sorte


 


Prendi meus olhos na euforia do momento


Criei motivos de pura ilusão


me calei ao depor do vento


Entrelaçando minha alma a uma única canção”


 


 


Dino não poderia estar mais satisfeito de si e de sua banda naquela noite. A mudança pessoal e musical renderam bons adventos e o convite para embalar o Baile das Bruxas, havia sido a prova final de que não necessitara disfarçar seus próprios fantasmas em um ridículo paganismo e letras que jamais entendeu somente pela influência dos escritos de Draco. O pouco contato com o amigo aliviou as doses cavalares de drogas costumeiras e lhe fez enxergar mais a namorada e o curso que poderia significar a virada em sua vida. Havia conversado com os amigos do grupo e por unanimidade decidiram modificar o nome da banda logo após o baile. “Anti-Cristo” poderia ser bem chamativo para uma festa em função do Halloween.


 


Distraído com o animado dialogo com Harry e Gina, Ron quase não percebe que Malfoy lhe fulmina com o olhar nada amigável. Ele entendera muito bem o recado. Draco estava lhe culpando pelo termino da relação com Hermione e Ron não poderia estar mais satisfeito. Há muito tempo tinha contas para acertar com o brilhante estudante de jornalismo e, finalmente, o primeiro passo foi dado. Percorreu diversas vezes o salão em busca de Hermione. Estava resolvido impedir que ela saísse novamente de suas vistas.


 


_ Ei, você! – Ron a chama – Eu estou te procurando há um tempão. O Malfoy quase me amaldiçoou com os olhos agora a pouco, queria saber se você estava bem.


_ É, na medida do possível. Eu estou me convencendo de que terminar namoros não é muito o meu forte. – Hermione suaviza o dialogo sorrindo fracamente – Rony, você comentou com alguém que nós estávamos trocando mensagens nesta semana? – questiona desconfiada, ele nega – O Draco insinuou que eu estava rompendo com ele por sua causa, mas, devia ser só mais uma idéia idiota que passou pela cabeça dele.


_ A idéia mais idiota que passou pela cabeça do Malfoy foi se afastar de você. E eu reconheço que, infelizmente, sofri deste mesmo mal há algum tempo atrás. – afirma surpreendendo a antiga namorada.


_ Eu... Eu... Bem... – suspira – Em menos de uma semana, você sumiu, se envolveu naquele acidente no laboratório e me expulsou da sua vida sem qualquer explicação. Eu não me envolvi com o Draco por não sentir mais nada por você, simplesmente, porque você me repeliu de tantas maneiras que eu não sabia o que fazer. Eu espero que algum dia você me esclareça isso... – explica.


_ Eu estou reassumindo o controle depois daquela maldita semana... Mione, não me peça uma maratona enquanto eu ainda sofro para caminhar com as minhas próprias pernas. Eu ainda tenho fortes sentimentos por você... E isso é tudo com que eu posso lidar no momento, entende? – confessa Ron.


_ Eu posso entender, mas, me aflige não saber o que aconteceu para te afetar desta maneira.


_ Hermione, tudo bem? Eu vi o Draco saindo do baile e nem parou para me escutar... – Parvati retorna quebrando a intimidade presente.


 


 


“Lágrimas banhavam minha roupa umedecida


Roguei, implorei, mas não obtive nenhum efeito


Aqui jaz minha vida


sufocada pela fobia de meu peito”


 


 


Imediatamente, Draco Malfoy percebeu não estar sozinho em seu quarto. A atmosfera sombria e nefasta do ambiente assusta o jovem universitário que quase perde os sentidos ao avistar o estranho movimento partindo de seu computador. Desligada há dias, a máquina encontrava-se ligada e emitindo um som insuportável e imagens desconexas repassavam na tela a todo instante. Aproximando-se, a constatação do universitário é horrenda. No monitor de seu computador, repetiam-se incessantemente todos os perfis de pessoas falecidas que por pura diversão ele e Dino haviam “ressuscitado” com único objetivo de atormentar seus entes queridos.


 


Aterrorizado, ele tenta desligar a máquina sem qualquer resultado. Algo sobrenatural pairava na atmosfera daquele recinto e ele era mero espectador. A visão começa a ficar embaçada e, aparentemente, vultos tomam o mundo real para atormentar Draco. Ele se desespera. Perdendo a razão, Malfoy grita sendo abafado pelas paredes e pelo som estridente do baile, que é ouvido a cada segundo com maior distância.


 


Ele estava certo de que aquele seria o seu fim. Uma corda dificulta a respiração. Um corpo despenca de uma altura insignificante, mas suficiente para vitimar alguém desesperado. A malha impede a respiração e Draco sufoca. A cabeça pesa e seu corpo se debate involuntariamente. A visão capta vultos ao seu redor antes de fechar os olhos pela última vez.


 


Hermione tenta aproveitar o restante do baile ao lado dos amigos e a grata surpresa de estar constantemente as vistas de Ron a confortava depois do rompimento tempestuoso com Draco. Entretanto, o desconforto recaia sobre as incessantes mensagens chegadas em seu celular de autoria do ex-namorado. A fim de não estender a discussão, ela ignora o máximo possível a insistência do antigo companheiro.


 


Cedrico observa com extremo contentamento a compulsiva atenção que Luna destina para si no palco. O aspirante a engenheiro químico sentiu uma ponta de ciúme ao avistá-la ao lado do irmão, contudo, a sensação se dissipou com a permanente vigília. Por sua vez, Neville tentava salvar a festa conversando e em raras ocasiões dançando brevemente ao lado de sua companhia, que não disfarçava o interesse no guitarrista.


 


Completamente a parte de toda a atmosfera de sobrenatural, tumultos e ciúmes, Harry e Gina aproveitavam cada instante para firmarem e afirmarem para si mesmos a particularidade daquele crescente envolvimento e a possibilidade de estarem ligados afetivamente. O jovem não desgrudou da estudante de Psicologia, que nem cogitou reclamar da companhia.


 


Um instante de silêncio em meio a confusão de uma festa universitário. O breu total rouba a cena e a balburdia do salão de festas repleto de acadêmicos. A estranha queda na energia elétrica brusca a continuidade dos planos de todos e a animação tende para uma vaia generalizada. Dino se preocupa pela repentina falta de eletricidade e questiona aos companheiros se excederam na capacidade da aparelhagem. Hermione apanha o celular para conferir o horário e se assusta com as incontáveis mensagens de texto de Draco com o mesmo conteúdo: “Me ajude”. A energia retorna e o caos é absorvido pelo entusiasmo redobrado da multidão após a pausa forçada.


 


Ron começa qualquer assunto, que ela não toma conhecimento em virtude de vasculhar cada mensagem de Draco e conferir o mesmo recado. Desesperada, ela puxa o jovem pelo braço mostrando os recados do antigo namorado e solicitando o seu auxílio.


 


_ Você tem certeza que quer ir até o quarto dele agora? – ela confirma automaticamente – Certo, eu vou também! – se dispõe o rapaz.


 


Atordoada, Hermione quase derruba a porta do quarto de Draco sem escutar qualquer vestígio de ocupação humana. Inutilmente, ela liga repetidamente para o celular sem que ninguém atenda. A observação de Ronald lhe traz de volta a lucidez.


 


_ Eu to ouvindo o celular chamar. Ele não deve estar aqui... – reflete.


_ É mais fácil ele ter feito alguma bobagem... Ron, a última mensagem dele é de 20 minutos atrás! A gente tem que abrir essa porta... – confessa apavorada.


 


Depois de avançar contra a porta algumas vezes, Ron consegue arrombar o recinto para aumentar consideravelmente o pavor da jovem. Estático e totalmente pálido, o corpo de Draco Malfoy jazia pendurado em uma corda há meio metro do chão.


 


 


“Talvez fosse diferente


Se você acreditasse em mim


o mundo seria da gente


E minha corda não teria seu perfume de jasmim


 


Acredite,


Soluçando últimas palavras intrigantes


Perdôo todos em minha mente


Porém, não me desvio do rumo dos pagantes


 


Fiz muitos sofrerem


Sofri como muitos aqui


Vou para o inferno para os que crêem,


Mas, o inferno foi o que eu vivi...”


 


 


 


 


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Bom, depois de muito tempo atualizando novamente a história. Eu, realmente, havia desistido desta fic, mas a volta dos comentários me deixou extremamente feliz para retomar a história e revisar todo o conteúdo. Agora, as coisas começam a sair do controle e o terror começa. Espero que esteja do agrado dos leitores e conto com a opinião de cada um para melhorar cada vez mais o desenrolar da fanfic. Agora, com o fim da faculdade e do estágio teria muito mais tempo e disposição para escrever. Aguardo os comentários e já estou trabalhando no proximo capitulo: Petalas de Luto.


 


Só frisando... Sei que a história de Harry Potter pertence a JK Rowling e a trama é inspirando no filme Pulse, mas os poemas são de autoria minha e de um amigo Deivid Manfioletti.



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