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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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11. Cap 8 - Descobertas


Fic: Intimidade - FANFIC FINALIZADA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"A verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos."



Musica - Your Body is a Wonderland - John Mayer







 



 


- Eu te amo… e amo quando você me olha deste jeito.

A sensação era de paz, sempre começava assim...

- Gosto de olhar você.

Não era uma mentira...

- Te amo Rony…

Era quando tudo começava... Primeiro o mal estar.

- Lilá…

- Não… Não precisa dizer nada, não se force…

A sensação de ser mais frio...

- Mas eu…

De não ser bom o suficiente...

- Não… eu não disse que te amo por que quero ouvir de volta. Disse por que fico feliz em dizer, só quero ouvir de você quando vier daqui… daqui de dentro.


- Dá pra me ouvir? – ele disse calmamente e ela arqueou a sobrancelha.

- Você é linda Lilá. - Ela sorriu – Você é linda e eu te amo.

Ele se aproximou e a segurou no rosto.

- Eu te amo Rony. Amo ainda mais quando você está molhado.

E então ele a beijou.



 


E como antes o sabor doce da boca dele penetrou seus sentidos. Era tão bom... tão real... tão maravilhoso...E então a Culpa...



 


“Eu te amei tanto Rony.., Tanto... Te dei tudo de mim, o melhor de mim, e olhe o que você fez comigo... Olhe como você retribuiu meu amor... É sua culpa...Sua...”


Eram quatro da manhã quando ele despertou encharcado de suor, com a sensação de queda livre. Não era a primeira vez que aquilo acontecia.

Noites e mais noites seguidas daqueles pesadelos terríveis, pesadelos que não o enchiam de medo e sim de culpa.

Uma culpa que nunca lhe deixaria, uma culpa que o faria prisioneiro para o resto da vida.


Ele levantou da cama num só impulso, sabia que não voltaria a dormir, nunca conseguia. Por causa disso a maioria das suas noites se resumia a 4 horas muito mal dormidas.

Já nem tentava mais voltar a dormir.

Andou um pouco pelo quarto tentando expurgar aquela sensação ruim que sempre se apossava de seu íntimo.

Tomou um banho demorado como se a água corrente pudesse lavar toda a dor que sentia.

Sentou em sua mesa de projetos e começou a rabiscar a sétima ala do novo empreendimento dos Malfoys.


A única coisa boa que aquela insônia lhe trazia era mais tempo de trabalho.

Uma hora depois Rony se encontrava na mesma posição anterior, mas o lápis agora rabiscava outra coisa. Um dos inúmeros desenhos que tinha feito de um rosto... O rosto dela. Todos com o nome “Jane” e agora ele rabiscava um “Hermione” por cima.

Eram movimentos tão mecânicos que ele fazia inconsciente, como se houvesse um piloto automático ligado.

Quanto tempo ele passou fazendo aquilo era difícil definir, foi só quando se deu conta da luz do sol invadindo as frestas da janela que ele se deu conta: Estava fazendo de novo.


Ele soltou o lápis em cima da mesa irritado. Estava fazendo de novo?! Esta mania era irritante.

Tinha transado com ela no elevador há uns poucos dias e já estava ansioso como um adolescente com os hormônios perturbados.

- Isso é ridículo – ele resmungou enquanto se vestia para o trabalho – Simplesmente ridículo para um cara da minha idade. Agindo com se fosse um adolescente cheio de Viagra. É ridículo.



 


Ele terminou de se vestir e pegou a pasta e saiu resmungando até a porta do apartamento. Abriu a porta com uma certa violência o olhou para o relógio, como de costume, então franziu o cenho.

Soltou a pasta no chão e voltou pra dentro do apartamento indo direto num calendário que tinha na parede da cozinha e o observou atentamente os números, correndo o papel com os dedos até encontrar o que procurava.

Um sorriso apareceu em seus lábios.

Ele tirou a caneta do bolso e marcou um x sobre o sábado próximo.

Em alguns dias encontraria ela de novo.

Esqueceu o estresse, o pesadelo, esqueceu de resmungar e saiu assoviando porta afora.


Harry já acordou sorrindo.

Não se deu conta de que acordara com um leve sorriso sacana na face.

Fez o ritual de sempre... espreguiçou-se antes de abrir os olhos, jogando os braços pra cima como uma criança. Era uma das poucas características infantis de Harry que ainda perduravam. A hora de acordar.

Ele tateou no escuro o lado da cama, o lado que algumas horas antes estava Ginevra Weasley.

Estava.

Por que quando os braços dele roçaram o lençol ao lado, estava vazio.



Ele levantou num salto.


Virou de lado e alcançou o controle que acendia as luzes. Sorriu consigo mesmo.

“Como é bom ser rico”..

Sibilou e em um segundo deixou o quarto claro.

Olhou de lado e ainda havia a marca dela na cama.

Ele olhou em volta e encontrou um bilhete.

“Não cante vitória por isso, mas foi sensasional

GINA”
.


Ele gargalhou, não tinha como não gargalhar.

Aquela mulher era maluca. Só podia ser.

Uma hora lhe apontava uma arma, outra hora se atracava com ele como se fossem amantes de anos.

Uma hora o xingava e acusava, outra hora era tão ardente que podia ter lhe fritado.
Até para lhe agradecer pelo sexo, ela era adversa.

Ele levantou sorrindo, pôs a calça do pijama e desceu as escadas se espreguiçando.

tomaria um café forte e depois uma boa ducha pra acalmar os nervos ainda à flor da pele.


Ele simplesmente não conseguia tirar o sorriso da face, era quase impossível fazê-lo.
Qualquer mínima lembrança da noite anterior lhe fazer querer gargalhar.

Ele caminhou para a cozinha. Era uma das poucas coisas que Harry gostava de fazer sozinho. Servir-se das bebidas que queria.

Estava quase lá quando uma voz feminina lhe chamou a atenção.

- Oi Hercules.



Aquilo o teria excitado antes. Talvez até uma semana antes, mas naquele momento ouvir a voz de Cho Chang foi quase um balde de água fria.

Ele trincou os dentes antes de virar com um sorriso mais do que forçado.

Harry não era o tipo de cara que se esforçava muito pra agradar ninguém.


- Cho!

Ele disse sem alterar muito o tom de voz desanimado.

- Oi gostoso. Cheguei de viagem.

- É eu percebi.

Ele disse virando-se e entrando na cozinha sem dizer mais nada.

Serviu-se café e retornou à sala pensando numa maneira de mandar Chang embora sem ser indelicado demais.

“posso dizer que estou gripado, ou que tenho uma reunião, ou simplesmente mandá-la não encher o saco”.

Ele pensou.

Mas antes que precisasse falar alguma coisa, viu que não precisaria.

Chang jogou um sutiã em suas mãos e fez uma expressão homicida.



- O que é isso?

Ele perguntou com uma expressão de tédio.

- Até onde eu sei Harry Potter, isto é um sutiã.

- Ah é.

Cho trincou os dentes.

- Pois é. De quem é isso?

Ele arqueou as duas sobrancelhas.

- Sei lá. Teu não?

- Meu uma ova! Não uso lingerie barata amorzinho;

Ele olhou de novo a peça. Realmente n lembrava, devia estar ali há dias.

“nota mental de reclamar com a arrumadeira”. ele pensou sem dar atenção ao chilique da chinesa.



- Tem certeza que não é seu?



- Absoluta!



- Mas tem um C nele. De quem mais seria?



- Não sei, cafajeste. Consulte a lista telefônica, quem sabe não tem sorte.


Harry rolou os olhos.

- Olha só Cho, eu acabei de acordar, não to com saco pra chilique de mulher não. Não a essa hora da madrugada ok?

- São duas horas da tarde seu sacana.

Ele olhou pra ela meio perdido.

- Como eu disse... Não a essa hora da tarde. Olha faz o seguinte. Eu preciso tomar um banho, comer algo e ir ver o Rony, se quiser fica ai, mas para de frescura. Vou ter um dia cheio e se for pra eu chegar e escutar ladainha, é melhor você não ficar.

Então ele se afastou para as escadas sem olhar para trás e sumiu nelas deixando uma Cho chorosa para trás. Sem nem um pingo de remorso.

Este era Harry Potter.


Musica da cena - It wasn't me - Shaggy







Draco chegou em casa com o dia claro. Sentia-se tão leve que mal conseguia sentir o impacto do chão contra seus pés.

A bebida? O sono? Ou Astoria?

Talvez os três.

Mas ele não estava muito interessado em descobrir qual a razão do seu torpor, estava ansioso por chegar ao quarto e dormir, eram quase 48 horas sem pregar os olhos e por mais baladeiro que tivesse sido desde a adolescência, seu corpo ainda reclamava a falta de descanso.

Entrou sem se intimidar em fazer barulho. Àquela hora Lucius já não devia mais estar em casa e Narcisa provavelmente estaria entretida em sua ala de massagens, ele poderia recuperar suas energias antes de enfrentar a fúria de seu pai não poderia?

- Então... O filho pródigo retornou a casa...

Talvez não.


Draco virou-se devagar. Seus movimentos estavam mesmo lentos por causa do sono. Ele estreitou um pouco os olhos e desequilibrou na escada, tendo que apoiar no corrimão para não cair.

- Pai...

- Ah que ótimo... Além de tudo, bêbado. Que perfeito. Espero que você tenha uma boa desculpa Draco, para ter faltado ao nossa jantar ontem. Acho que eu fui bem claro sobre a indispensabilidade da sua presença.

- Eu... Não pude ficar...

- Ah não pôde? E por que exatamente?

- Por que... Por que eu não tinha nada construtivo para apresentar naquela mesa pai. Aquela não é minha realidade. Eu o avisei que não estava com vontade de...

- NÃO ESTAVA COM VONTADE? VOCÊ NÃO ESTAVA COM VONTADE SEU FILHO DE UMA CADELA!

Draco mal pôde processar a velocidade com que o soco atingiu seu rosto. Apenas sentiu a dor queimar tanto no queixo onde o punho de Lucius o atingiu quanto nas costas que bateram nos degraus da escada atrás de si.


- Então... – Lucius voltou a falar com o tom de voz mais baixo, mas a expressão era tão homicida quanto antes – Tinha alguma mísera ideia, da importância desta porra de reunião? Imagina como eu me senti, sentado naquela sala, olhando todos aqueles babacas acompanhados de seus herdeiros e a cadeira do meu vazia? Da vergonha que eu passei quando me perguntaram onde estava o meu filho?

- Pai...

- Pai? Agora eu sou o seu pai? Por que não lembrou que eu era seu pai ontem, antes de me fazer esta desfeita e faltar a um jantar importante de família, para se reunir com aquele bando de vagabundos naquela taverna da idade média? Confraternizando com uma Weasley?


- Não começa a falar mal da Gina...

- Gina... – Ele quase cuspiu as palavras – Isso é nome de gente? Mas o que esperar vindo daquela familiazinha suburbana com a qual você insiste em socializar. Na verdade, o que dizer dos seus amigos em geral hein Draco? Você é um fraco, um imbecil que só me trás desgostos. Deve ter puxado ao sangue falho dos Black. Na minha família, não existem imbecis.

- Não? – Draco sorriu de uma maneira quase descontrolada, a bebida e o cansado tomando conta de seus pensamentos – E o Senhor? É uma exceção?

O outro soco foi ainda mais forte.


Draco mal conseguia pensar, a cabeça doía fortemente, pareciam estar lhe rachando o crânio. Talvez sóbrio ele tivesse conseguido se defender. Pelo menos evitar as agressões, mas estava com os reflexos lentos.

Sentiu ser agarrado e suspenso pela lapela do casaco.

- Acho melhor ficar calado seu merda. Sua situação, não é a melhor... agora escute bem... Se você for interpelado por alguém... Algum sócio, vai dizer que esteve no Egito, a negócios e não conseguiu voltar a tempo, ouviu bem? Você sempre me foi motivo de vergonha Draco. Não a nada em você para um pai se orgulhar...

- LUCIUS! O QUE SIGNIFICA ISSO?


A voz agoniada de Narcisa surgiu com um forte eco na sala.

Ele apenas a olhou de esguelha.

- O monte de trapo do seu filho... bebeu... – ele o soltou e Draco arriou na escada. – Tire-o daqui e mantenha-o longe das minhas vistas.

Sequer olhou para trás quando deixou a sala.

Narcisa correu até Draco.

- Filho... O que aconteceu?

- Nada mãe... nada, foi só uma discussão.

- Mas você está sangrando! Seu pai... Meu Deus filho, Lucius te bateu?

- Não... – ele fez um esforço para ficar de pé sozinho – Não mãe, claro que não. Eu já vim assim da rua, foi uma brincadeira... com amigos... você sabe, bobagem de garotos.


- Draco, pelo amor de Deus...

Ele sorriu pra mãe, forçado, dolorido, mais sorriu.

- Estou bem dona Narcisa... Só preciso dormir, tá bem?

- Tem certeza querido?

- Sim, eu tenho... – Ele a beijou no rosto – Bom dia mãe.

Ele se arrastou pela escada tentando manter o corpo o mais ereto e firme que podia.

Sabia que sua mãe tinha a melhor das intenções, mas preocupada, Narcisa podia se tornar irritante. Misturando isso ao álcool, sono e a briga com Lucius, não seria bom.

Não queria descontar nela.

Arriou na cama, do jeito que estava, sequer tirou os sapatos. Olhou para cima e sorriu.

O maxilar cortado doeu, mas ele continuou a sorrir. Então o telefone tocou.


- Central de policia... – ele disse sem pensar bem no que estava fazendo.

Astoria riu do outro lado da linha.

- Você ainda faz esta brincadeira?

- Astória?!?

Ele levantou tão rápido que sentiu uma dor aguda nas costas.

- Uau! Pra quem ouviu minha voz por tão pouco tempo, a reconheceu em tempo recorde.

- Estamos falando da sua voz... Impossível não reconhecer. - Ela ficou calada uns segundos sem saber o que dizer – Tá ai ainda?

- Estou... Tentando descobrir se é sério, ou só uma cantada barata.

- Uau! Isso dói sabia? Estou me referindo ao seu trabalho moça. Se bem que... falando extra profissionalmente... sua voz é sensual...

- Estou brincando!

- Estou brincando!

Eles disseram ao mesmo tempo.


- Liguei só pra dizer que... adorei a noite, foi muito divertida... há muito tempo eu não tinha uma noite tão legal.

- Eu também achei o máximo, ele disse abrindo o maior sorriso que o machucado na boca lhe permitia.

- Talvez possamos repetir, se você quiser aparecer no Burns para uma canja.

- Eu adoraria... – ele disse mais rápido do que gostaria – Na verdade eu...Eu ia ligar pra você mais tarde para não parecer desesperado demais sabe?

Ela riu com gosto.


- Então pareço desesperada?

- Claro que não... Não foi isso.. Eu não quis... Não foi isso que eu quis dizer eu... Eu nunca sei explicar as coisas droga... Eu quis....

- Ei! Draco! Relaxa... é brincadeira. Nossa você é facilmente aterrorizável, vou me divertir.

- Ah é? Você vai me aterrorizar?

Ele arriou na cama parecendo um adolescente.



 


A semana passou se arrastando. Pelo menos na opinião de Rony.

Hermione continuava evitando-o na empresa o que aumentava sua agonia. A incerteza sobre ela aparecer no encontro o estava irritando. Tanto que ele não se reconhecia.

Estava tão estressado que evitara a semana inteira tano Harry quanto a irmã.

Qualquer coisa era motivo para que ele estourar.

Tentava alcançá-la, mas até mesmo a rotina de trabalho estava contra ele.

Mesmo assim quando o sábado chegou, ele estava sorrindo. Conhecia as pessoas, pelo menos a maioria delas, sabia quando elas eram mentirosas ou quando cumpriam sua palavra. Hermione parecia ser da segunda classificação.



 


Era ridículo, ele sabia, mas não conseguiu evitar de se arrumar duas horas antes do combinado. Mudando de roupa quatro vezes, além de tomar um banho atrás do outro já que sempre achava que estava “transpirando demais”.

“Ok, hora de se acalmar Rony... ele disse enquanto arrumava a gravata – Não foi assim nem na sua primeira vez. Vamos deixar de viadagem”.



Mas a imagem de Hermione passando em sua cabeça, das ultimas vezes que a tinha visto insistiam em lhe transformar em cérebro morto.

De morto mesmo só o cérebro por que as outras partes do corpo estavam vivas.
Vivas demais.

- Ah não cara! Eu não acredito que eu vou ter uma ereção aqui. Não mesmo!

Ele ajeitou mais uma vez os cabelos, a gravata, as mangas da camisa, parecia um tique nervoso. Até que finalmente era hora de sair.

- É já chega! Tô parecendo uma mulher. Já chega.

Ainda assim ele verificou mais uma vez a barba recém feita antes de sair.



 


Tinha mandado uma mensagem, para a sala de Hermione, com o endereço do encontro. Sabia que ela tinha recebido. Marie nunca falhava. Não com ele.

Pegou o carro e saiu. Quando notou que estava indo rápido demais freou um pouco.

“Controle-se Ronald Weasley. A mulher vai pensar que você é um maluco”.

A casa era de Harry.

Uma casa de veraneio.

Não exatamente de veraneio. Era um lugar para relaxar. Em todos os sentidos da palavra.

Mas Harry quase nunca ia lá. Era afastada do centro e ele geralmente gostava de beber e jogar com suas companhias.


A casa era de Harry.

Uma casa de veraneio.

Não exatamente de veraneio. Era um lugar para relaxar. Em todos os sentidos da palavra.

Mas Harry quase nunca ia lá. Era afastada do centro e ele geralmente gostava de beber e jogar com suas companhias.

A casa era magnífica. Grande. Até demais para seu propósito. Caberiam 50 pessoas sem problema no salão principal.

Estava impecavelmente arrumada.

Uma mesa de jantar lindamente preparada para dois. Tudo cortesia de Harry.
“exagerado” – Rony resmungou.

Quando tinha dito que precisava de um lugar mais aconchegante para um encontro Harry havia dito antes mesmo que ele terminasse:

“Aqui estão as chaves. Pode usar o que quiser. Os quartos tem hidromassagem, o quarto n° 7 tem espelho no teto. Não transe no meu Cadillac”.


30 minutos já eram o limite para Rony.

Ele já andava de um lado para o outro xingando qualquer objeto que visse e repetindo que ela não ia aparecer.

Seu subconsciente sabia que mulheres demoravam, mas seu corpo não queria saber se ela tinha ficado presa no espelho.

A ansiedade estava lhe causando dores no estomago e ele praguejava contra si próprio questionando por que tinha que estar tão nervoso.


Observou de novo ao redor. Nem precisava. Estava tão limpa que dava agonia. Rony se perguntou com o que eles limpavam aquele chão.

Ele sabia que Harry tinha uma certa mania de querer as coisas limpas. Era quase um trauma.

Mas por tudo o que ele já havia passado na infância, não era se estranhar algumas manias que tinha. Podia condenar, mas não estranhar.

40 minutos de atraso.

Ele desligou o celular pela quarta vez.

Começava a discar o numero da Shacklebolt Building para tentar conseguir o telefone pessoal de Hermione, mas parava no meio da ligação.


50 minutos... 1 hora...

Ele levantou irritado.

- Já chega! Ela não vem! Não vou ficar esperando como um idiota aqui.

Ele pegou o sobretudo, as chaves do carro e caminhou a passos pesados para a porta. Abriu quase com violência, mas não saiu.

Hermione estava ali. Com a mão erguida como se fosse bater. Pálida e tremula como um bicho acuado.


- Hermione?

Ele disse quase assustado.

Ela o olhou meio desconfiada. Só então notou que estava chovendo e que ela tinha os cabelos meio molhados.

- Oi...

Ela disse meio sem jeito. Rony continuou olhando-a por um momento, como uma criança, vendo algo grandioso pela primeira vez. Minutos depois percebeu que devia estar fazendo o maior papel de idiota deixando a garota parada na frente da porta.

- Por favor... entre.


Ela caminhou a passos lentos, tímidos, quase amedrontados para dentro da casa, olhando de esguelha, fascinada pela beleza do lugar.

O coração estava disparado, batia tão forte que doía no peito.

O motivo era simples.

Rony...

A presença de Rony.

Esta sozinha com Rony...

O que tinha ido fazer ali...

Com Rony.

Estava excitada com tudo aquilo. Podia negar para o mundo, mas para i mesma era impossível. Seu corpo não mentia. Mas estava com medo também.



Saiu do torpor ao sentir um leve toque no ombro.


Ela virou e ele estava lá. Ele era tão bonito.

Não era bonito como os homens no geral, a beleza de Rony era mais profunda, mais singular.

Ela não conseguia decidir se era a mescla perfeita entre os olhos azuis e os cabelos ruivos. Se era aquele porte de homem dominador. Ou a carência evidente nos olhos dele.

Aqueles olhos... ela já tinha se acostumado com eles.

- Cheguei a duvidar que viesse.

O tom de voz era baixo, o que o deixava com o tom voz mais acentuado. Nem o timbre de voz de Rony era comum.

- Eu também.

Ela respondeu quase num sussurro e achou tão patético que tossiu um pouco tentando fazer a voz voltar ao normal.


Ele sorriu e tocou-lhe o rosto com carinho. Com tanta leveza que ela fechou os olhos para sentir.

- Está com medo?

- Estou.

A sinceridade dela misturada aquela sombra de inocência formava um ingrediente sensualíssimo.

- Por que?

- Por que você exerce poder demais sobre mim.

Ele uniu as duas mãos no rosto dela e aproximou do seu.

- Poder suficiente pra te fazer esquecer do mundo lá fora?

- O suficiente.

Ele sorriu de lado e a beijou.



 


Ele a sentiu tensa no meio do beijo e segurou seu queixo.

- Vou te ajudar a relaxar.

- Não estou tensa. – ela tentou se proteger.

- Esta sim... e eu entendo. Nenhum dos nossos encontros anteriores foram premeditados. Sempre foi o acaso que nos uniu. Mas desta vez... Viemos aqui com um propósito, viemos sabendo exatamente o que iríamos fazer, é normal que tensione.
Ele se afastou e serviu bebida para ambos, depois segurou a mão dela e a levou para outro cômodo.

O que Hermione pôde perceber da outra sala é que era uma sala de jogos, mas poderia facilmente ser confundida com um Cassino. O dono daquilo, se é que era ele, era viciado em jogatina.

Eles se aproximaram de uma mesa de sinuca.


- Venha cá… Vamos jogar… Você vai relaxar.

Ele a puxou pela mão apoiando o copo na borda da mesa. Ela recuou.

- Eu… Não sei jogar…

Ele sorriu. Era quase como se estivesse zombando dela. Mas eram os nervos.

Ele caminhou, segurou-a pelos ombros e encostou a boca no seu ouvido e sussurrou.

- Te ensino…



 


Ela arrepiou-se em todos os lugares possíveis, sentiu a pele formigar com o contato da respiração dele em seu ouvido.

Ele percebeu.

Com aquela pele branca e naquela distancia era impossível não ver.

Era impossível não se sentir, na falta de outra expressão melhor, um “macho alpha”.

Hermione era uma mulher linda de se olhar normalmente. Conhecendo-a como ele conhecia, era irresisivel. Faria qualquer homem se sentir “O cara”.


- É um jogo bem simples. Com a sua inteligência, eu tenho certeza que não vai demorar muito para...pegar o jeito.

Ela sorriu de lado. A sensação daquela voz no seu ouvido era indescritível. Inexplicável. O homem parecia expirar feromônios.

- Você acha?

A voz dela saiu sensual. E ela teve certeza disso quando a respiração de Rony se alterou, ficando mais intensa. Era engraçado por que ela nunca havia se achado sensual, e não fazia idéia de como a voz tinha saído gutural e melodiosa daquele jeito.

- É eu acho. Você parece... pegar o jeito das coisas muito fácil.


Ele entregou-lhe o taco, e apoiou-o do jeito correto. Segurou seu braço e a fez inclinar-se sobre a mesa indo junto com ela. Colando seus corpos, friccionando-os de um jeito escandaloso. E delicioso.

Ela experimentou a primeira tacada sendo guiada pelos braços dele e acertou em cheio.
Uma súbita alegria infantil tomou conta dos seus atos e ela vibrou virando-se aos pulos, comemorando como se fosse uma vitória e esqueceu-se por segundos a distancia que estava dele.

Parou direto em seus braços, mais exatamente prensada entre a mesa e a parede que era o corpo de Rony.

O contato do olhar foi breve, não havia o que dizer, nem mais por que esperar.

O beijo foi arrasador.


As mãos ficaram confusas.

As dele revezaram entre seu rosto, sua cintura, seus cabelos... as dela foram mais atrevidas, pareciam ter ganhado vida e seguiram direto para os botões da camisa.

Alguns ela abriu, outros arrebentou, praguejou quando percebeu a gravata.

- Pra que você vestiu isso?

Perguntou mpaciente.

- Pra ficar... elegante.

- Mesmo sabendo que eu vim pra ver o que estava embaixo?

Eles coraram juntos. Ela por não ter idéia de onde saíram aquelas palavras quase... profanas e ele por não esperar aquilo.

Sem ter com o que argumentar ele tirou a gravata com rapidez.

Ela já estava sem a blusa, com a saia levantada e as pernas enganchadas na sua cintura.


- Problema resolvido?

- Não. Você ainda tem peças de roupa demais grudadas no corpo.

Ele tirou a camisa sem retorquir, enquanto ela puxava o cinto e abria os botões da calça.

Estava sentindo-se uma prostituta lasciva e percebeu com muito espanto que estava gostando daquilo.

- Rony por favor, da próxima vez... venha com o Maximo de roupas que precisar e o mínimo que puder.

Ele a beijou, impossibilitado de achar uma resposta para aquilo, e empolgado demais com o “segundo encontro” o qual agora ele tinha certeza que aconteceria.


- Prometo que te mando um catálogo com minhas roupas e você escolhe o que eu vou vestir.

- não precisa – ela sussurrou de volta – Apenas lembre-se o trabalho que eu tenho para te despir e o desespero que isso me causa. Você sempre tem roupas demais, isso não é justo.

Ele desceu os beijos pelo pescoço, colo, alcançando os seios ainda cobertos pelo sutiã negro. Peça esta que não representou nenhuma barreira para a língua dele.

Rony afastou a renda dos mamilos e os lambeu.

Ela sentiu o ventre derreter, a vagina pulsar de uma maneira tão violenta que quase confundiu com um orgasmo.

Deitou na mesa impossibilitada de continuar segurando o peso do próprio corpo.


Ele desceu os beijos pra sua barriga e roçou a barra da sua calcinha com a língua, puxou-a para baixo e lambeu sua vulva.

Ela chiou baixo.

- Rony... não...

Ele continuou a lamber, afastando mais e mais o tecido e enterrou a língua em seu clitóris. Ela arqueou e puxou-o pelo cabelo para cima de si.

- Eu adoraria... adoraria, mas não agüento. Preciso de você, dentro de mim, agora mesmo.


Ele perdeu toda a resistência que estava tentando criar para agüentar o Maximo de tempo possível. Não tinha como negar um pedido desses, não com ela o olhando daquela maneira, com os olhos tão nublados de desejo que estavam opacos.

Ele ia descer a calcinha, mas lembrou que ela usava os sapatos de salto alto, e com certeza daria trabalho para tirar, então sem querer mais saber, segurou o pano frágil com as duas mãos e o arrebentou.

Ela resmungou algo incompreensível que ficou perdido entre o gemido e a reclamação.

Ele segurou sua cintura, ela o envolveu com as pernas e então ele a penetrou.


Foi quase uma ação conjunta, pois ao sentir seu membro pronto, a ereção potente em sua entrada, ela se forçou no sentido contrario a ele.

Ambos ofegaram.

Como ela não se lembrava de como ele era grande? Com ela não se lembrava de como ele podia fazê-la sentir-se tão invadida, e que aquilo era tão bom que beirava o pecado.

Rony apertou suas coxas, tentando segurar o orgasmo. Sentir-se envolvido pelo calor do sexo dela era fatal para o seu autocontrole.

E os gemidos dela não ajudavam em nada.

Hermione não fazia idéia de que tivesse quase gritado. Nem quando ele entrou dentro dela, nem quando ele iniciou os movimentos.

Os gemidos eram particularmente altos, mas ela não se dava conta por que estava com os sentidos perturbados.

A única coisa que ela se dava conta era da pressão vulcânica em seu ventre anunciando seu orgasmo. Um orgasmos que ela não conseguiria segurar e nem queria prolongar a espera.



Rony não conseguiu retrair a intensidade e nem a velocidade dos movimentos.

Queria muito agir com gentileza, ir devagar, queria transar com ela como um gentleman, como na primeira vez, mas desde que se reencontraram aquela mulher havia despertado nele um sentido tão animalesco que era impossível controlar.

Agia como um adolescente no auge da puberdade vendo os filmes pornôs da Sasha Grey.


Não tinha como parar, não tinha como retroceder, não tinha como acalmar. Ele sentiu o pênis endurecer e pulsar em pequenos intervalos.era o prenuncio do seu orgasmo.

Precisava que ela o seguisse ou o seu porte de ”macho alpha” iria pelo ralo.

Mas Hermione parecia tão insana quanto ele.

Ele ritmou os movimentos, mantendo a velocidade alta e a tocou no clitóris com o polegar.

No mesmo instante que fez a pressão em sue ponto sensível, ela tremeu. Gemeu alto e arrastado, pressionou as pernas atrás de si e gozou.

Ele sentiu-a pulsar como louca e também gozou, com um gemido, quase um rugido animal.

Movimentou-se como um louco até que não sobrou nada dentro de si, nem o gozo, nem energia. Então ele se deixou cair sobre ela.

Mesmo exausto como se tivesse participado de uma orgia, ele descobriu feliz que tinha valido muito a pena esperar pelo sábado.


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N/A Eu disse que voltava pra fazer um comentário decente e voltei *-*. Queria agradecer de coração a todo mundo que está lendo. Mais ainda a quem comenta, os comentários de vcs me deixam mais e mais empolgado para escrever, quanto mais empolgado um escritor, mais rápido sai o capitulo HUAHUAHUAHUA. Portanto comentem (sou chantagista) TÔ brincando gente.


 


Mas sim, se vcs comentarem mais eu fico mais feliz HAUHAUHUHA. Amanhã provavelmente tem cap novo.


Aproveito o espaço para convidar quem ainda não faz a fazer parte da comunidade da fic, para visitar o Formspring (Pode perguntar pq é anônimo HAUAHUAHUAHU), e o tumblr de previas. Já pode até deixar asks la ok?


Quero agradecer particularmente a:


Paola Uckerman


Nina H.


Thamis no Mundo


Maiy


L. Tonks


Thamires


Anna Baptista


Sasa Lovegood


Juh Malger


Larry Potter


Almofadinhas Marota Potter


Ariane


Carol S Souza


Que comentaram e me encheram de inspiração. Agradeço de coração. Provavelmente amanhã tem Cap novo.


Ah sim e se puderem e acharem que mereço, votem na fic. ;)


Obrigado.


 

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Comentários: 2

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Enviado por B Inoue Weasley em 01/08/2011

me diz como uma fic pode ser tão perfeita?

começei a ler e ha acho dificil achar algo pra tirar o atual posto de favorita, bem escrita, erotica sem soar nojenta, linda linda, as personalidades sao tao fortes e frageis ao mesmo tempo que...velho, sei nem o que dizer!

parabéns!

já sou muito muito fã!

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 04/07/2011

Nossa muito bom amo sua fic !!

Nota: 5

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