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5. A Verdade


Fic: A Dama de Preto


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A Dama de Preto5° Capítulo- A Verdade

Derek sentara-se na cadeira em frente a escrivaninha, ele olhava para a janela à sua frente. A brisa gélida batia no rosto do garoto, a lua já havia aparecido e havia muitas estrelas no céu. Derek colocou sua cabeça em cima de seus braços que estavam sendo apoiados pela escrivaninha. O garoto mexia sua cabeça e algumas lágrimas caiam em sua face, ele olhava para o ponto do relógio ansiosamente, o quarto em que o garoto se encontrava estava apenas com o abajur acesso. A brisa batia cada vez mais forte no rosto dele, de forma que se cabelos começassem a voar. Ele mexera no diário azul que estava na sua frente, acabara de descobrir toda a verdade sobre quem era seu pai, ele olhava para as árvores que balançavam seus galhos por causa de tal tempo. Derek estava desatento quando uma coruja
veio em sua direção. A coruja carregava uma carta, que de certa forma o garoto sabia de quem era. Ele agarrou a carta e acariciou sua coruja.

- Obrigado Gerard.- E abrira o envelope lentamente. Pegou o pergaminho, levou-o bem próximo de seus olhos encharcados de lágrimas e começou a lê-lo:

Derek,
Não sei quando irei à Toca, farei o possível e o impossível para falar com você amanhã.
Não se sinta chateado, acho melhor não falarmos sobre esse assunto por meio de cartas.
Não mande nada à sua mãe ainda. Você irá compreender tudo amanhã.
Se for possível, falaremos com ela amanhã mesmo.
Cuide-se,

Seu pai, Rony.


- Palhaçada.- Resmungou Derek limpando as lágrimas que caiam involuntariamente de seus olhos verdes. Ele optou por não responder a carta e assim guardou-a em sua mochila de viagem.

Após isso o garoto se deitou na cama. Ele tentava dormir, mudava de posições, mas tudo fora em vão. Percebendo que não conseguiria dormir, ele se levantara e pegara seu livro de feitiços, sempre que não conseguia dormir começava a treinar alguns feitiços por distração. Mas dessa vez ele não conseguia colocar em prática nenhum dos feitiços, pois não estava concentrado. Ele cogitou a idéia de usar Legilimência nas lembranças de Hermione, mas depois desistiu lembrando-se do que Rony lhe escrevera. O garoto passou a noite, acordado.

Às sete horas da manhã alguém bateu em sua porta, Derek tinha esperanças de que seria Rony, mas logo quando abriram a porta de seu quarto a chama de esperança se apagou em seu peito, era sua avó lhe chamando para o café da manhã:

- Vamos, querido, acorde.- Disse a Sra. Weasley abrindo a porta, mas ela mal esperava que ele estivesse em pé.- Acordou cedo hoje, querido?

Derek estava de costas para sua avó, ele foi se virando aos poucos para poder encara-la. Mal sabia ele que estava cheio de olheiras e com cara de cão sem dono. A senhora se aproximou dele com cara de espantada.

- O que houve com você?- Perguntara ela preocupada passando as mãos sobre suas olheiras. O garoto não a respondera, fazendo com que ela ficasse ainda mais nervosa.- Derek, o que houve com você?

- Não consegui dormir, foi só isso.- Disse com simplicidade. A Sra. Weasley puxou seu braço com força.

- Você não está bem, precisamos leva-lo ao St. Mungus.- Derek negou com a cabeça. Ele não estava cansado, estava apenas chateado e triste com tudo o que descobrira.

- Você sabia, não é?- Perguntou ele mudando de assunto, ela fazia cara de quem não sabia do que se tratava.- Você sabia que eu era filho do Potter, não sabia?- Perguntou ele engrossando a voz já que sua voz falhava algumas vezes, coisa da adolescência.

- Você não está bem mesmo. Querido, você está delirando.- Puxou pelo braço com tal força que ele quase batera o joelho em uma caixa de madeira cheia de fogos de artifício.- Precisamos leva-lo ao St. Mungus urgente!

Derek puxou seu braço e se desenroscou das mãos de sua avó, saiu correndo para a escrivaninha e puxou o diário azul de Hermione. Ele puxou sua avó para dentro do quarto gentilmente.

- Preciso te mostrar uma coisa para provar que não estou louco.- A Sra. Weasley sentou-se ao lado dele na cama. Derek fez o feitiço que abrira o livro da ultima vez e abriu na página que abrira da última vez.

- O que é que...- Faltaram palavras na boca da velha senhora, ela arregalara os olhos quando leu a parte a qual dizia que o garoto não era filho de Rony e sim de Harry Potter.- Merlim.

- Você entendeu agora?- Disse ele em tom triste.- Eu sou filho do Potter.- E repetira isso mais três vezes.



Hermione andava pelos jardins do hotel calmamente, acabara de comprar O Profeta Diário e estava disposta a lê-lo em um lugar tranqüilo e calmo como os jardins. Sentou-se em um dos bancos de madeira que ficavam no caminho de pedras, abriu o jornal e seus olhos saltaram das órbitas e seu queixo caíra. A manchete do jornal dizia o seguinte:

“ Harry Potter( O- menino- Que- sobreviveu) assume que teve um filho com uma das melhores auroras do Ministério da Magia, Hermione Granger.”

Hermione rasgou o jornal e foi correndo raivosamente atrás de Harry.

- Estava procurando por mim?- Dizia uma voz grossa atrás dela. Ela se virou lentamente, foi até ele e com o dedo indicador deu-lhe uma apontada no peito malhado.

- Potter, como você ousou?- Disse ela mostrando o jornal rasgado em suas mãos com raiva.- Ah é, já havia me esquecido que você é um imprestável além de fraco, que só deseja acabar com a vida dos outros.

Harry demorou a responde-la, puxou o braço da mulher com pouca força e sussurrou em seu ouvido:

- Me desculpe se sou tão insignificante assim para você.- Disse o moreno em um tom doce e virando-se de costas para ela. Passou as mãos em seus cabelos e virou-se para ela que agora o desprezava.- Você não pode fingir que ainda sente algo por mim.- Disse com um sorrisinho nos lábios. Hermione se aproximou dele olhando-o docemente, passou a mão por seu peitoral e lhe empurrou com força.

- Você não sabe o quanto, seu nojento.- E lhe deu um soco no nariz. Harry olhou para ela com cara de quem não entendera e esboçou um sorriso cínico.- Traidores não fazem meu tipo, Potter.

- Eu sei que não.- Disse ele se aproximando dela.- E sei também que não se refere a mim, pois eu nunca te traí.- Harry se aproximou dela novamente e acariciou sua face.- Você não o quanto...- Mas Harry não pôde completar a frase pois um homem havia puxado Hermione para longe do homem.- Malfoy, a que nos dá a gentileza?- Perguntou ironicamente.

- Quer que eu acabe com a sua raça agora ou depois?- Perguntou o loiro que usava uma roupa moderna.- RESPONDA!- Gritou ele impaciente. Hermione se aproximou de Malfoy só que era tarde demais, Harry não havia respondido-o.- Crucio.

A respiração de Hermione parou por alguns segundos, ela fechara os olhos quando Draco amaldiçoara Harry. Ela olhara assustada para Harry, por mais que ela o odiasse, contudo, ela sentira pena, pois não desejava isso nem para o seu pior inimigo(Harry Potter).

- Malfoy, largue essa varinha.- O loiro a ouvira, porém não largara a varinha.- MALFOY, LARGA ESSA VARINHA, AGORA!- Gritou ela para ele. Malfoy olhava com um prazer imenso de estar fazendo aquilo, ele nem piscara.

Harry estava no chão tentando pegar sua varinha. ”Pensa logo Hermione! Ah.. deixa ele sofrer um pouco, você já sofreu muito por ele! Ele é pai do meu filho!Chega” pensava consigo. Harry olhava para ela e tentou sorrir, Hermione puxou sua varinha.


- Expelliarmus.- A varinha de Malfoy caiu no chão.- Por favor, não faça isso novamente, Malfoy. Você pode ser demitido por causa de um verme. Pode ir, eu cuido dele.- Disse ela mandando-o embora dali. Malfoy abriu a boca porém Hemione olhou-o com um olhar de quem estava brava e ele saiu dali.

Harry estava caído no chão, olhava-a com olhar de suplica e se levantara. Hermione foi até ele por um impulso. Harry já se adiantara:

- Está tudo bem, está tudo bem.- Seu rosto sangrava, principalmente seu nariz por causa do soco de Hermione. O homem foi se retirando dali mancando sem lhe dar mais satisfações. Hermione foi até ele e puxou seu braço.

- Você não está bem, Potter.- E ele virou-se para ela, olhava-a com um olhar tímido e não lhe dissera uma só palavra.- Eu te levo até a enfermaria.- Ele não lhe respondeu novamente. Hermione passou o braço de Harry para seus ombros já que ele mancava.

Harry parou de andar, olhava para Hermione que já estava ficando incomodada por causa dos olhares dele. Ela olhou para ele também quando ele parara de andar. Os dois ficaram se olhando enigmaticamente, Harry ainda estava com seu braço sobre o ombro de Hermione.

- O que houve agora, Potter?- Perguntou ela em um tom alto.- Perdeu alguma coisa aqui?- Perguntou irônica.

- Sim, perdi.- Ele tirara seu braço do ombro dela e agora passava a andar sozinho, mas mesmo assim ela insistia em segui-lo.- Eu ficarei bem, Granger. E não se esqueça que hoje é o meu dia de dar o congresso. Até mais tarde.

Harry nem ao menos olhara para trás, Hermione continuou a segui-lo para garantir que não se machucasse novamente. Harry parou durante o caminho novamente e finalmente virou-se em direção a ela.

- Por que está me seguindo?- Perguntou ele com cautela. Ela andou até a distancia que os separava e sorriu cinicamente.
- Não é isso que você sempre faz, Potter? Segue a mim e a meu filho?- Perguntou com o dedo indicador apontando para o peitoral dele.
- Sim, eu zelo pelo que me pertence.- Disse ele quase caindo pois Hermione lhe dera um tapa no rosto.
- Eu não sou sua.- E empurrou-o- E além do mais, meu filho também não é seu.

- Querendo ou não, Granger, eu sou o pai do seu filho, caso não se lembre das noites que passamos juntos.- Aquelas palavras pareciam terem sido cravadas no peito de Hermione, uma angustia enorme invadiu-a. Harry foi mancando até o banco de madeira, estava com a boca sangrando. Hermione se aproximou dele, só que ele a evitou e se levantou.


- Eu te levo à enfermaria.- Lhe ofereceu sua mão e ele agarrou a mão dela com pouca força.- Vamos, ou iremos nos atrasar, Potter.- Disse a ele enquanto colocava a mão esquerda sobre seu ombro.

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- ...não pode ser verdade.- Murmurou o garoto batendo sua mão contra a parede.

- É verdade, filho. Mas não se esqueça que eu sempre estarei aqui para você e que eu sou seu pai.- Disse o ruivo abraçando Derek, os dois choravam.- Vai dar tudo certo, você vai ver.

- Mas eu não entendo o porque que aquele cara não quis me assumir.- E rasgou um pergaminho que estava a sua frente.- Eu não consigo entender.- Disse ele enxaguando as lágrimas.

Rony apontou para a penseira que estava na sala da Toca. O Sr. e a Sra. Weasley haviam saído propositalmente para que os dois(Derek e Rony) pudessem conversar melhor. Rony havia chegado em pouco mais de uma hora.

- O Potter é um imbecil. Imagine só, ele dizia que amava a sua mãe mais que tudo na vida e tudo era um bando de mentiras. Pode acreditar, que você foi a melhor coisa que aconteceu em nossas vidas, Derek.- E Rony tirou uma de suas lembranças colocando-a na penseira.

- Eu quero conversar com a minha mãe e quero conhecer o meu pai biológico.- Disse ele decidido.

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Hermione estava sentada em frente a um pequeno lago que tinha no hotel, o vento batia em seu rosto e ela agarrava suas pernas com firmeza, olhava para o lago que estava tranqüilo. Uma coruja voou até ela e lhe deixou uma carta. Hermione ficara surpresa com a carta, era de Rony. Colocou uma mecha de cabelo que voava com o vento para trás da orelha e abriu a carta, seus olhos se encheram de lágrimas em pouco tempo.

Não pode ser” e abaixou sua cabeça, chorava em silêncio. Alguém pusera as mãos em seus ombros, ela não olhou para trás.

- Sai daqui quem quer que seja.- Disse ela tentando disfarçar o choro, ela sabia que necessitava de um ombro amigo que viesse acolhe-la, mas não gostaria de explicar o porque do choro. Apenas pensou O Potter me paga.

- Eu não vou sair.- Disse uma voz masculina que logo Hermione reconhecera.

- O que quer Draco?- Ela tentava parar de chorar quando sentiu ele se aproximar dela.- Fala logo que eu não estou com paciência.- Draco abralou-a pelos ombros.

- Quero te ajudar, Hermione. Por favor, não chore.- Ela virou-se para ele com o rosto cheio de lágrimas, fechou os olhos para tentar parar de chorar e Malfoy limpou seu rosto com um lenço que estava em seu bolso.

- Obrigada Draco. Por favor, me deixa sozinha.- Ele não obedeceu-a e ficou sentado ao lado dela observando-a.

- Calma, vai dar tudo certo.- Disse ele tentando acalma-la. Ela encostou a cabeça em seu peito ainda chorando, ele apenas lhe deu um beijo na testa.
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N/A: Obrigada a todas as pessoas que comentaram, espero que continuem comentando. Esse capítulo ficou um pouco maior que os outros, espero que tenham gostado.

Comentários:

Nessa G. Potter: Que bom que gostou da fic! No próximo capítulo vai haver a tão esperada conversa entre mãe e filho, não te garanto nada quanto ao que Derek vai dizer a ela. O Harry vai ter muito trabalho pela frente se quiser reconquistar a Hermione sim. Obrigada pelos elogios!

Amanda Black, : Estou grata por seus comentários, muito obrigada! Assim que der, lerei sua fic! Beijos!

Melissa Craft: Obrigada novamente pelos comentários, é bom saber que tem gente acompanhando a fic. Quanto ao pedido de Harry, ele tem um pouco de razão em querer assumir seu filho, não vou lhe responder o por que senão perde a graça!=D

B.Black: Neste cap. tem um pouco mais de aparições do Malfoy, já que fiquei a desejar no outro cap. =P Agradeço novamente pelos coments. Valeu e continue acompanhando! =***

É isso por hoje, pessoal! Próxima postagem só com 5 comentários de pessoas diferentes. =D

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