Após a visita ao Beco Diagonal, Adina estava super feliz. As constantes variações no seu humor estava tolerável. O dr. Thonsom realmente achava que encontrara um medicamento que servira para a paciente, e mandou ela levar caixas que durassem o ano todo pro tal internato que ela iria. A diretora do orfanato escreveu uma carta e mandou o Hagrid enviar a diretora:
Profa. Minerva MacGonagall,
Como responsável pela srta. Adina Riddle, comunico que a mesma possui problemas de humor que faz necessário que a mesma utilize medicamento próprio para o controle deste. Ela sofre de Distúrbio do Humor Bipolar, diagnosticado pelo renomado Dr. Thonsom, psiquiatra, que pede para que, qualquer eventualidade a cerca da doença da menina, seja informado. Ela está levando medicamento para o ano inteiro. Ela deve tomar de forma rigorosa.
Grata,
Brenda Moura.
“Distúrbio de humor bipolar”? Pensou Minerva, que logo em seguida sorriu. Os trouxas não entendem que seus medicamentos não servem para os bruxos. Ela pediria para que a Madame Pomfrey desse uma olhada na menina. Torcia para que ela nao causasse problemas e sempre pensava se não era um erro trazer essa menina para Hogwarts.
Após passar pela plataforma 9 ¾ (com a ajuda do Hagrid que fora busca-la novamente), Adina entrou no trem e suspirou. Estava com Hagrid no trem. Somente ela e ele, pois todos estariam de férias, menos ela que iria passar por um intensivão. Foi bom que ela pôde continuar sabendo mais coisas sobre o mundo bruxo. De quem era Harry Potter, que matara um tal de Voldemort, que todos temiam e muitas coisas que deixou a jovem assustada e excitada com esse novo mundo. Só não tocara no assunto da sua família, e no fato de todos temerem seu sobrenome. Mas isso ela iria guardar pra perguntar depois.
Chegando nos portões de Hogwarts (após uma travessia em um barco), os portões de Hogwarts abriram e Adina soltou um suspiro de admiração. O saguão era enorme. Do tamanho do orfanato que ela morava! As paredes eram de pedras com archotes flamejantes. O teto era altíssimo e ela olhava tentando imaginar o motivo de um teto tão alto. A sua frente estava uma mulher alta com um sorriso nos lábios. A mulher parecia feliz em ver essa aluna, apesar de receosa com o que ela poderia tornar.
- Hm... Adina? Esta é a profa. Minerva MacGonagall
- Olá professora – falou de forma educada e rápida, sem nem olhar para a professora, já que seus olhos corriam ao redor ainda admirando o ambiente.... Até que ela se deu conta do que fizera – Profa MacGonagall?
- Sim, Adina Riddle! – sorriu Minerva, que percebeu o olhar de desagrado que a jovem fez após ouvir o sobrenome e achando graça o fato da menina ser tão distraída. – Siga-me, vamos conversar.
Após chegar a uma sala vazia, onde estava mais alguns professores, a profs. Minera a fez sentar em uma cadeira e começou a falar sobre a escola. Após as explicações e apresentações dos professores que iriam dar aula para a jovem, falaram que iriam seleciona-la a uma casa.
- Uma casa, professora?
- Sim, Adina, esse momento é muito importante, pois a casa é uma espécie de família.Você assistirá a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirá no dormitório da casa e passará o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Cornival e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiver em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior numero de pontos receberá a Taça da Casa, uma grande honra.
- E como é feita essa escolha? – perguntou assustada a aluna, achando que ela deveria fazer algum teste. Ela não conhecia nenhum feitiço...
- Senta aqui nesse banquinho e coloque o chapéu na sua cabeça.
Após fazer o mesmo, o chapéu abriu seus olhos e exclamou surpreso:
- Quem é seu pai, jovem?
- O chapéu tá falando comigo? - gritou, assustada.
- Sim jovem. Qual o nome do seu pai?
- Riddle.
- Tom Riddle?
- Deve ser. – Todos na mesa dos professores se encolheram, olhando assustada para a menina, menos o professor de poções. Severo Snape apenas encarava aquela contradição a sua frente de forma curiosa.
- Quem é sua mãe? Era da Grifinória?
- Não conheço minha mãe. Fui criada num orfanato.... Dá pra escolher logo?
- Hmm... menina rude. Mas muito amável. Possui uma sensação de proteção e preocupação... Fiel... Corajosa... GRIFINÓRIA!
- Então vou pra Grifinória? Ta bom. – Disse a jovem, retirando o chapéu e olhando para os professores. – E agora, josé? – Profa. Minerva abriu um grande sorriso nos lábios. Quem diria, filha do terrível Tom Riddle uma Grifinória?
Apos a seleção, Adina jantou junto com os professores conversando de forma animada. Falava do orfanato. Das crianças. Das dificuldades. Até que chegou ao ponto do seu humor...
- Srta Adina, o que seria Distúrbio de Humor Bipolar. – perguntou Minerva curiosa
- Meu humor varia um pouquinho, e as “tias” lá do orfanato nunca entenderam. Mas não gosto dessa variação – falou constrangida
- Explique melhor, srta Riddle – disse com a voz fria o professor de poções, que a fez suspirar de forma rude ao ouvir seu sobrenome.
- Tenho pavio curto. – respondeu de forma fria e extremamente rude. Odiava que esse professor insistisse em utilizar seu sobrenome.
- Acho que seria bom a Madame Pomfrey dar uma olhadinha nela. Já que você se interessou, Severo, leve a jovem. – disse Minerva segurando um risinho irônico. Snape revirou os olhos e mandou a menina segui-lo de forma rude. Agora teria que bancar a babá da filhinha do Lorde das Trevas. Ótimo. Pensou com sarcasmo
Na enfermaria
- Madame Pomfrey, a profa. Minerva pediu pra dar uma olhada na cabeça dessa menina. - Disse Severo, acentuando a palavra cabeça/
- Como? Ela caiu? Se machucou?
Madame Pomfrey a olhava de forma minunciosa e passou a varinha sobre o corpo dela.
- Ela está bem, fisicamente bem.
- Falei da cabeça dela, Pomfrey! – gritou Snape.
- Aff! E eu que sou bipolar! Acho que sou perfeitamente normal, prof. Estou cansada, deixe-me ir dormir. – E saiu sem falar mais nada resmungando deixando a enfermeira de boca aberta e o prof com um sorriso nos lábios. Ele só não entendia porque se divertia tanto com essa atitude.