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5. you can't always get


Fic: Intenção Cruel - Scorpius e Rose - COMPLETA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 5


You can't always get what you want


Você não pode sempre conseguir o que quiser.


Foi a primeira coisa que veio a minha cabeça quando o narrador do jogo gritou:


– ALBUS SEVERUS ESTÁ COM O POMO DE OURO EM SUAS MÃOS!


Foi uma surpresa para mim também. Eu não pude ouvir direito porque a chuva que começara a cair no começo do jogo estava atrapalhando minha audição, mas era só você ver a multidão da Grifinória comemorando e pulando nas arquibancadas – e os sonserinos com cara de merda –, que não teria dúvidas de quem ganhara, afinal de contas, aquele jogo.


– Porra – eu xinguei, mesmo que ninguém fosse me ouvir.


Xinguei a chuva, xinguei a Grifinória, xinguei a mim mesmo. Eu fui lerdo demais, incompetente demais naquele campo. Mesmo tentando empurrar Potter da vassoura, lá estava ele, apanhando aquela esfera voadora insignificante, com muita satisfação.


Eu quis arremessar um balaço na sua cabeça. E na de todo mundo. Meus colegas me encaravam, furiosos, como se a culpa fosse minha. Eu dei de ombros – porque minha vontade era de mostrar o dedo – e quando o jogo acabou desci da vassoura nada contente.


Perder o jogo é uma coisa, mas perder a chance de sair com Rose Weasley é outra.


Quando a vi perto do pátio ela deu um pequeno sorriso provocador, mas sarcástico. Tudo o que realmente falou foi:


– Bem, Malfoy, agora você vai ter que me esquecer.


Parecia tão feliz com isso.


Pensei em ignorá-la, só que não teria graça. Eu não daria tanta satisfação. Simplesmente repliquei:


– Vou te esquecer com a mesma vontade que você tem de sair comigo.


E antes de sair de lá, ela não estava mais sorrindo tanto assim.


Ótimo. Tomara que tenha acreditado naquilo.




Os lábios da garota que eu estava beijando na sala comunal eram bons, mas o beijo estava sem-graça. Não tinha calor, e nem sequer me deixava excitado, por mais bonita e gostosa que ela fosse. Minhas mãos estavam paradas na sua cintura, entediadas demais para se moverem até lugares ousados. Era mais uma daquelas garotas que servia para ocupar meu tempo, quando eu perdia um jogo de quadribol, por exemplo. Pelo menos eu sabia o nome dela.


Estava tão entediante que eu até conseguia prestar atenção no que acontecia ao nosso redor. Duas pessoas comentavam sobre o jogo na poltrona perto da lareira. Até que uma falou:


– E você viu o que saiu no Profeta Diário? Sinto falta daquele garoto.


– Ele era melhor do que Malfoy como apanhador... Espero que Ethan volte.


– Pela situação, eu não acho que acontecerá tão cedo. Estão dizendo que ele foi envenenado...


– Deve ter sido uma poção muito foda para ele chegar a ficar internado no St. Mungos.


Kaya parou de me beijar depois que eu parei de beijá-la.


– Algum problema, Scorps?


Olhei para ela e depois para o grupo que discutia sobre o tal de Ethan. E depois voltei a olhar para ela.


– Podemos continuar depois – eu disse. – Agora preciso ir.


Os olhos dela brilharam. E não era por tristeza.


– Você disse "continuar"?


Fiz uma careta, sem perceber que havia falado aquilo.


– Só estava sendo educado.


Tirei suas pernas de meu colo e me levantei, sem olhar para trás. Peguei meu casaco e saí da sala comunal para dar uma volta pelo castelo.


Eu gostava do castelo à noite. O silêncio me lembrava a Mansão da família. Não que eu tivesse saudades de lá, mas sempre admirei lugares escuros e silenciosos.


Porque eu estava pensando nisso, não fazia idéia. Mas encontrei um banco vazio num corredor e me sentei, fazendo o que o nunca me permiti fazer.


Pensando.


Por que diabos fui fazer aquilo?


E eu não estava me referindo a beijar uma garota do quinto ano, dois anos mais nova.


Apertei os dedos em meu cabelo, lentamente.


Mas antes que aquele sentimento escroto de arrependimento inundasse meu cérebro, eu ouvi vozes. Uma delas era de Clair. E a outra...


– ... saia daqui.


Era de Rose.


Levantei-me, silenciosamente, e fiquei atrás de um pilar para que elas não me vissem. Clair estava parada de frente a Rose. As duas se encaravam perigosamente. A amiga de Rose, Tina Podolsky, estava com lágrimas nos olhos.


– Não vou, Weasley – Clair dizia com muita paciência. – Não vou retirar o que eu disse. Ou vai me dar detenção por dizer a verdade?


– Por que você não ofende a si mesmo? – retrucou Rose. – Posso te ajudar com isso.


– Vai lá – ameaçou Clair. – Diga o que quiser. Eu sou feia? Eu sou gorda? – e olhou para Podolsky. Rose teve de segurá-la para que não socasse Clair. – Deixe-a vir! Mas não se esqueça, as baleias já estão em extinção.


– Vamos embora, Tina – Rose falou, vendo que a amiga estava vermelha. – Não vale à pena.


– Ela se defende sozinha – Clair disse. – Não precisa da sua ajuda! Ou você sempre tem que ficar dando uma de certinha e dizendo as pessoas o que não podem fazer?


– Ok, chega – rosnou Rose, se afastando de Podolsky para avançar perigosamente contra Clair. – Se eu fosse certinha, eu não estaria com tanta vontade de socar a sua cara como estou bem agora, estaria?


Clair pareceu satisfeita. Ou seja, estava irritando a Weasley, e isso para ela era o paraíso.


– Por que está reprimindo tanto esse desejo, querida? – implicou.


Então Rose disse num perfeito tom de deboche:


– É que não vai fazer efeito algum, sabe. Porque o excesso de maquiagem que você passa na sua perfeita cara de vadia pode amortecer o soco. Então não irei perder meu tempo.


Eu ergui as sobrancelhas, reprimindo a gargalhada. Não acreditei que Weasley disse aquilo.


E ainda obteve efeito em Clair. Rose sorriu um pouco de lado, ao notar que também a irritou profundamente. E depois deu as costas para ela.


Vi Clair sacar sua varinha. Ela proferiu uma sílaba do feitiço. Não pude acreditar que chegaria a esse ponto. Por um reflexo do momento, eu corri até ela, para impedir que acertasse Rose.


O que aconteceu a seguir foi o que mudou tudo.


Eu não sei se foi um ato heróico ou bem ridículo, o que eu fiz. Mas Clair já havia conjurado o feitiço "levicorpus" e, quando eu entrei na frente dela, era tarde demais para ela desfazê-lo. Querendo ou não, meu corpo foi arremessado até o fim do corredor, assim que Clair me atingiu. Senti minha cabeça latejar quando a bati contra a parede e escorreguei no chão.


Eu não desmaiei, mas minha visão estava embaçada quando abri os olhos.


Ouvia vozes distantes se aproximando do meu corpo caído.


– Malfoy – chamou. – Você... está bem?


– Rose... – murmurei, debilmente, percebendo que ela estava ajoelhada ao meu lado.


– Consegue levantar?


– Um pouco. Cadê a Clair?


Os olhos verdes dela ficaram escuros.


– Aquela... vaca. Quando viu que te acertou, deu o fora. Ela ia me acertar, mas então você...


– Eu fui idiota.


– É, um pouco.


Infelizmente eu estava com a visão ruim demais para reparar se ela estava mesmo dando um sorrisinho. Seus dedos apertaram meu braço enquanto me ajudava a levantar.


– Mas obrigada – falou. – A intenção que vale.


– Não se acostume – já fui deixando bem claro. – Não sou super herói particular de ninguém. Mas de nada.


Rose deu uma olhada ao redor e suspirou.


– Clair é tão previsível quanto uma cadela no cio. É só dar as costas, que ela não perde tempo.


– Você está com a língua afiada hoje, hein, ruiva.


– Eu desejaria que você fosse ela agora – Rose rosnou. – Porque você não merecia estar machucado, mas ela sim. Não porque queria que você realmente fosse ela agora– acrescentou com medo de que eu entendesse errado. – Quero dizer, eu ainda quero que você seja você, e não a Clair, mas...


– Entendi o que quis dizer – assegurei. – Às vezes até eu queria vê-la machucada.


Na verdade, era sempre. Mas não podia assustar Weasley desse jeito.


Dei as costas, querendo sair logo dali para dar o troco em Clair – apesar de não transparecer eu estava com mais raiva do que Weasley. Mas a voz de Rose me impediu.


– Malfoy, sobre o jogo...


– Eu não vou insistir em sair com você – falei com a voz baixa.


– Não, eu só queria dizer que... você jogou bem.


– É, mas Potter jogou melhor.


– Foi um jogo acirrado. Você queria mesmo ganhar. Eu só não entendo... se era para ganhar aquela aposta ridícula para que eu saísse com você ou para ganhar o troféu apenas.


Eu me virei para ela.


– Mesmo se eu ganhasse o jogo, você sairia comigo? Não. Você faria isso para mostrar que cumpre suas palavras. Você nunca sairia comigo porque você gosta de mim ou se importa.


Rose ficou um minuto calada e mordeu os lábios. De repente eu notei que ela parecia desconfortável.


– Eu acho que essa fala deveria ser minha, não é mesmo? – ela falou, colocando o cabelo atrás da orelha. – Você nunca sairia comigo porque você gosta de mim ou se importa. – Seus olhos me encararam. Fiquei olhando para ela por tanto tempo, até que não consegui sustentar o olhar.


Porque ela tinha toda a razão. Eu não me importava.


Rose riu. Não foi um riso agradável de se ouvir.


– Eu nem consigo imaginar como seria um encontro com você.


– Então você já tentou – eu me peguei gostando disso. Não sei por quê.


– Claro, por um momento no jogo eu achei que a Sonserina venceria. Eu precisava me acostumar com a idéia de sair com você... e conseqüentemente isso me deixou curiosa.


– O quê? Vai querer sair comigo agora? Porque, sinceramente, eu...


Ela se aproximou de mim. Ficou tão perto que eu me calei. Por dois segundos, Rose hesitou. Mas no próximo segundo, a sua boca estava na minha.


Certo. Não fui eu que a beijei. Ela me beijou. Por quê?


Não importava. Ela beijava bem. Talvez até bem demais. Tão bem que eu segurei o rosto dela e correspondi, satisfeito quando ela abriu passagem para que nossas línguas se tocassem. Ela segurava minha nuca enquanto nossos lábios se moviam. Apertei minhas mãos em sua cintura e a puxei para mais perto, vorazmente. O beijo ficou mais urgente, mas parecia que Rose estava apenas me experimentando. Então eu também estava.


Mas não por muito tempo.


– O que você está fazendo? – perguntei, soltando-a.


– Achei que soubesse o que isso se chama – ela zombou.


– Então você beija todo mundo que te deixa curiosa?


Rose me olhou de novo. O que diabos ela tinha naqueles olhos verdes?


– Você parece um pouco incomodado.


– Eu não gosto de ser testado.


– Eu não estava testando você – ela retrucou. – Eu estava me testando. Eu queria saber se eu sentiria alguma coisa, algum calor, se eu te beijasse.


– Você não sentiu? – de repente eu achei aquilo uma grande injustiça.


– Você sentiu?


– Não preciso nem te beijar pra sentir – murmurei antes de ir embora. Não queria que ela respondesse se sentia alguma coisa. Eu não precisava disso. Eu não me importava se era recíproco.


Mas por que eu me importei agora?

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