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10. CÁPITULO X


Fic: Por Conveniência


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CÁPITULO X
Ela andava sem ver onde estava indo, e tentava não pensar. Era mais de meio-dia quando se viu caminhando numa rua cheia de lojas de objetos antigos, a apenas algumas quadras do escritório; mas sua mente estava a um milhão de quilômetros longe de tudo. Foi então que resolveu tomar algumas decisões. Não tinha roupas exceto as que usava, nem dinheiro exceto alguns dólares no bolso da saia, nem identificação ou cartões e nem lugar para passar a noite.
Poderia ir para casa, ou para casa do Harry, mais queria evitar perguntas. Por que ela não tivera o cuidado de pegar pelo menos sua bolsa? Hermione perguntou a si mesma. Com dinheiro poderia entrar em um hotel e comprar coisas essenciais.
Mas pensar nas coisas que ela deveria ter feito era pôr de lado o inevitável. Ela não tinha outra escolha. Precisaria voltar ao apartamento de Draco, pegar alguma roupa e o dinheiro que deixara. E era melhor que fizesse isso logo, antes de terminar o dia de trabalho, ou correria o risco de Draco chegar.
Só ao entrar no prédio deu-se conta de que o porteiro poderia impedi-la de entrar. Draco talvez tivesse dado ordens para que lhe proibissem a entrada, como também a de David.
Mas o porteiro recebeu-a amavelmente, sorrindo:
- Lindo dia, sra Malfoy.
Hermione concordou, sem ter muita certeza, contudo, se o homem falava naturalmente ou com sarcasmo. Era aquele um lindo dia?
Sua chave estava no escritório, claro. Ela tocou a campainha do apartamento na esperança de que Beaves não tivesse saído. Mas logo a porta se abriu silenciosamente.
O mordomo parecia nervoso. Quanta coisa havia mudado desde que ela tomara o café da manhã naquele apartamento.
O que teria Draco dito ao criado sobre os acontecimentos?
Obviamente, Hermione pensou, ele dera suas ordens.
Porém na verdade, importava o que Draco contara ao mordomo? A única coisa que ela fora fazer lá havia sido apanhar seus pertences, tudo o que levara consigo ao casar.
- Vim buscar minhas roupas, Beaves – ela disse friamente. – Só isso. Não me importo se você preferir fazer as malas ou me observar enquanto faço isso. Apenas quero o que é meu.
- Claro – Beaves respondeu – Não há necessidade de eu supervisionar.
- Mas prefiro que você o faça.
Hermione atravessou a sala. Não havia vestígio do jantar da véspera, nem o perfume de Katrina...
Ontem à noite, ela pensou, minha maior preocupação foi Katrina e o modo como Draco a fitava. Como fora tola havia poucas horas atrás...
Hermione evitou passar pela biblioteca, que sempre seria, para ela, uma lembrança que a faria sofrer, e foi pelas escadas do hall que também conduziam ao quarto principal.
Beaves não a seguiu.
- Aceita uma xícara de chá, sra. Malfoy? – ele lhe perguntou – Talvez um sanduíche?
Hermione esquecera-se de que não comera desde o café da manhã, mas também não tinha fome.
- Um chá seria ótimo, Beaves.
Ela achou logo o dinheiro e colocou-o no bolso. Depois tirou a enorme mala do armário e abriu uma gaveta.
Ela ouviu um ruído de louça.
- Obrigada Beaves. Ponha o chá na mesa, por favor. Sabe se minha blusa bege já foi lavada?
- Não tenho idéia – Draco respondeu – Devo lhe dizer, Hermione, que para evitar algumas perguntas técnicas, essa sua não foi de muito sucesso.
Se ele a tivesse atacado de novo, Hermione teria se retidão em vez de iniciar uma discussão. Se ele não houvesse dito uma palavra, também teria se retirado. Mas aquele comentário indiferente a deixou furiosa. Tinha direito a seus pertences. E o que havia com o homem afinal? Pensara que ela esperara encontrá-lo em casa no meio da tarde? Que ela queria recomeçar a briga da manhã?
- Vá para o inferno, Draco. Não lhe pedi que subisse. Por que não mandou Beaves para agir como sue cão de guarda, e não foi embora quando soube que eu estava aqui?
- Precisamos conversar, Hermione – o tom de voz dele era assustadoramente tão gentil que a assustou mais do que qualquer gritaria.
- Conversar sobre o que?
- Sobre detalhes.
- Sobre todas as exigências de um divórcio, você quer dizer? Se insiste, ok.. Não se importa se eu continuar fazendo a mala? Não quero que pense que estou encompridando meu tempo aqui, de propósito. E, se está preocupado com o que eu possa pedir no divórcio...
- Não, não estou. No que está pensando, Hermione?
Não de novo, Hermione disse a si mesma. Só que agora não no mesmo tom, ela se deu conta; o que fora uma acusação pela manhã, soava mais como uma pergunta honesta no momento.
Ouviria ele uma resposta honesta? Não custava tentar.
- David aproveitou-se de Sarah e ameaçou que iria contar a você que ela fora à cabeça da traição o tempo todo – a explicação pareceu à própria Hermione muito fraca, e ela não sabia como continuar – Então eu...
- Você sentiu-se tão mal por causa de Sarah revelar segredos que resolveu revelar também alguns?
Por que tivera ela esperanças?
- Chega, Draco! E, se não se importa, eu gostaria de terminar de fazer a mala e ir embora.
- Por que não me contou que alterou os ingredientes, Hermione?
Se ele soubesse que ela tentara contar...Haveria ainda um pouco de esperança?
- Sarah lhe contou? – Hermione sussurrou. E você acreditou nela? Ouviu-a? Por que não a mim, Draco?
- Ela me contou. E comparei os fatos – ele sentou-se nos pés da cama – Bem, Hermione?
- Tenho certeza de que Sarah lhe revelou todas as suas razões e, não sabendo se David tinha outras fontes, tentava ganhar tempo para que pudesse lhe contar, ela mesma, o que acontecera.
- E você, Hermione?
- Queria que Sarah tivesse essa chance. Ela não é uma criminosa, Draco. Nem uma pessoa descuidada, acho. David usou-a, e ela está sofrendo muito com o que fez. – Hermione suspirou – E esperei que, quando Daniel MacDonald percebesse que recebera os ingredientes adulterados, David perdesse a credibilidade junto ás pessoas para as quais vendia os ingredientes.
- E você nunca iria me contar, Hermione?
- Claro que teria lhe contado assim que você voltasse para casa. Mas achei melhor que Sarah o fizesse antes. E, nesse meio tempo, alguém teria de fazer alguma coisa para impedir que David tivesse sucesso com seus planos. Achei, Draco que impedi-lo de pôs as mãos nos ingredientes autênticos seria um meio de Sarah reparar seu erro.
- Mas sabe que ainda não respondeu a minha pergunta, Hermione? Por que não me contou esta manhã sobre as mudanças que você fizera?
- E você teria me ouvido?
Draco não disse nem sim nem não. Mas Hermione achou que ele entendera muito bem o que ela dissera.
- Acha que eu devo dar a Sarah outra chance?
- Não cabe a mim decidir, Malfoy.
- Droga, Hermione, quando vai parar com esse negócio de “Malfoy”?
- Por que se importa, neste instante, com o modo como o chamo? Mas se ajudar...
- Se ajudar no que?
- Não interessa. Como eu ia dizendo antes de você me interromper, meu comportamento não foi um modelo a ser elogiado.
- Nesse particular – Draco disse secamente – Concordo cem por cento.
A última esperança de Hermione reduzira-se as cinzas. Contudo, achou que Draco parecia tão infeliz quanto ela. O perfeito casamento de conveniência explodia em seu rosto. Hermione não havia sido a perfeita esposa. Transformara-se numa verdadeira inconveniência.
- Você nem ao menos pegou sua bolsa esta manhã.
- E daí?
- Ficou em meu escritório enquanto eu gritava, depois deu as costas para tudo como se nada lhe servisse mais. E saiu.
- Eu não...
- Sabe o que eu pensei, Hermione?
- Que eu fosse jogar um Avada Kedavra em mim mesma?
- Gritei com você, Hermione. Acusei-a. Não quis ouvi-la. Afastei-a de mim. E nunca disse que te amava.
- Não – ela confirmou – E não pode esperar que no meio desta confusão toda eu acredite que de repente se deu conta de que se apaixonara por mim.
- Nada disso. No meio desta confusão eu estava furioso com você. Amei-a muito antes de tudo isso, o que talvez ajude a explicar por que fiquei tão furioso ao considerar que você poderia ter tido boas razões para fazer o que fez.
Hermione ficou atônita. Não deu uma palavra. E Draco prosseguiu:
- Eu tinha tanta certeza, sabe, de que você nunca me trairia. Um descuido da língua talvez, mas revelar informações confidenciais de propósito, não. Então, ao entrar no escritório esta manhã e ao deparar com David gritando com você duas, perdi a cabeça – seu olhar era suplicante – Finalmente, quando entendi com clareza o que você fizera, e percebi que nosso casamento valia tão pouco para você, pois partira em vez de se preocupar em se defender...
- Não! Não, Draco. Não foi por isso que parti. Fugi de suas idéias sólidas, práticas, sensatas sobre casamento, e de sua convicção de que a magia do amor se transformava sempre em melodrama...Bem, concluí que você não planejava ficar comigo até eu me apaixonar; mas...
- Hermione – ele disse e estendeu os braços – Você fez um trabalho maravilhoso com a poção. Se não tivesse ajudado Sarah, se sentiria tão culpada que não conseguiria dormir á noite, garanto.
Hermione não saberia dizer mais tarde como acabara nos braços dele. E, dentro de trinta segundos, enquanto Draco a beijava, nada mais a perturbou.
Quando enfim parou de beijá-la, ele disse:
- Não sei se uma culpa me impediria de dormir, Hermione. Mas se você quiser me manter acordado à noite, sei de um meio muito eficaz...
- Você sabe não é? Mas permitiu que Katrina dominasse seu coração.
- Acontece que não tinha mais um coração. Dei-o a você, Hermione.
- A primeira coisa que farei amanhã será comprar-lhe uma aliança, Draco. Você é um homem muito perigoso para ser deixado à solta, sem um sinal de alerta.
- Quase eu ia me esquecendo – disse ele, tirando do bolso os anéis que Hermione devolvera, e colocando-os nos dedos dela. Beijou-lhe a mão em seguida – Todos os símbolos do mundo não poderiam me fazer sentir mais casado Hermione. Por isso mesmo, quando você me perguntou se eu queria uma aliança, respondi que não era importante.
Draco beijou-a mais uma vez e em seguida levou-a para perto da lareira. Sentou-se numa poltrona e a pôs no colo.
Hermione aconchegou-se bem, saboreando o calor e a força de Draco, o aroma do café e da loção pós-barba. Apaixonei-me muito antes disso, ele dissera.
- Draco, mais ou menos há quanto tempo você soube que me amava?
Ele não hesitou em responder.
- Há seis meses e algumas semana. Foi quando percebi meus sentimentos, entenda bem. Há quanto tempo eu te amo, é uma questão diferente. Mais ou menos há um ano.
- Mas trabalhamos juntos há um ano.
- Então, esse é o tempo, Hermione.
Ela sacudiu a cabeça confusa.
- Quer dizer que quando propôs aquele casamento sensato, prático, sólido, sabia que me amava? E não disse nada?
- Reconheço-me culpado. Pensei, durante algum tempo, que você iria me amarrar. Sinto muito. Eu não esperava que o casamento fosse como uma corda bamba. Num minuto você sorria, cheia de bondade, no minuto seguinte parecia uma gata. Era quente e incrivelmente sexy, e no minuto seguinte começava a murmurar que havia sido louca...
- Você ouviu isso tudo?
- Claro, não pensou que em minha noite de núpcias, com você em meus braços, eu fosse dormir. Pensou?
- Bem, o que quer que eu tivesse dito, Draco, tem de aceitar que não considerava meus casamento um piquenique. Na verdade, depois de ter assinado os papéis, gostaria de poder mudar as regras do jogo.
- Considere-as mudadas, Hermione – ele disse com muita calma.
- Vai levar algum tempo para perdoá-lo por me deixar pensar que não entendia o que era amor. Na realidade, tive pena de você quando disse a Penélope que fosse embora do apartamento.
- Por que?
- Porque você parecia tão infeliz, como se o mundo tivesse desabado sobre sua cabeça.
- Considerei-me descartando as mais importantes cartas que tinha nas mãos.
- Que bom que depois apostou em mim.
- Mas, querida, você sempre teve em suas mãos todas as cartas de meu jogo.
- Mesmo? Pensei que fosse insistir em ter me dado todas as informações para que eu pudesse decidir se era interessante ou não me casar com você.
- E não achou boa a escolha, Hermione?
- Isso não vem ao caso.
- Não, não vem. Do que mais você precisa? Não que eu não pudesse ter recitado um poema sobre seus lindos olhos, e são lindos, mas imaginei que não ficasse quieta, ouvindo-me.
- Provavelmente não – ela concordou.
- O que eu quero é você, Mione. Quero-a tanto, querida, que passei a considerar os que me cercavam como apenas parte do imobiliário. Incluindo Penélope. Não que isso faça muita diferença a você.
- Faz. Tive muito ciúme dela. Contudo, mal posso acreditar que...
- Que eu te ame? Pergunte a sua mãe. Disse a ela que te amava naquela tarde quando você comunicou nosso noivado.
- Mas me contou que fora Jane quem perguntara, e que você falara o que achou que ela queria ouvir.
- É verdade. Mas não menti, eu te amava.
- Antes que me esqueça, se me chamar de Malfoy outra vez...
- O que você fará?
- Para começar, isto.
Hermione pensou que a beijaria com fúria, como antes. Mas se enganara. Draco não a beijou com ternura, nem como um cavalheiro. Mas foi o beijo de um amante.
Momentos depois, Draco soltou-a para que respirasse.
- Bem? – ele disse.
- Entendi o que quis dizer – Hermione gaguejou – E naturalmente, farei sempre tudo o que me pedir – ela esboçou um sorriso travesso -...Malfoy.


N/A - Finalmente acabei a fic!!!! espero que vc's tenham gostado, semana que vem tem outra...
Muito obrigada pelos comentários...
Bjuss!

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