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11. (Bônus) Passado


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 11


Draco olhava atentamente a mulher que estava sentada ao seu lado na mesa. Ela tomou um gole de café e depois um pedaço de torrada. Achou estranho já que ela não gostava de tomar café puro. Ele pensou em segurar a mão dela que estava na mesa, mas desistiu. Eles não eram de demonstração de carinho. Só demonstravam algum tipo de emoção na frente dos parentes, amigos e o filho. Quando estavam a sós pouco se falavam e não se tocavam. Uma das poucas que se tocaram foi quando conceberam o filho deles. Astoria levantou o olhar para Draco e viu que ele olhava para sua mão, ela recolheu a mão de cima da mesa. Ele a olhou e disse:


-Preocupada com o Scorpius?


-É-disse Astoria, monossilábica.


Geralmente era assim a conversa deles quando o filho não estava em casa.


-Vai vê-lo hoje?


-Sim.


-Quer que eu vá com você?


-Não.


Draco lembrou do pensamento que tivera na enfermaria em relação a dormir no quarto de Willy, o elfo domestico. Queria ele ter aquela chance, mas era improvável acontecer. Astoria e ele dormiam em quartos separados. Só dormiam no mesmo quarto quando Scorpius estava em casa ou quando tinham visitas. A única noite que dormiram juntos antes de Scorpius nascer foi quando este foi concebido, e depois quando a gravidez de Astoria tivera uma complicação. Draco passara as noites na mesma cama que a esposa velando seu sono. Mas quando Astoria tivera Scorpius voltaram a dormir em quartos separados, depois voltaram a dormir juntos quando Scorpius perguntara porque os pais não dormiam juntos. Mas quando Scorpius entrara para Hogwarts só dormiam juntos quando o filho estava em casa. E como a cama era enorme não tinha a mínima chance de se tocarem. Casamento de aparências.


-Acho que nosso filho ficaria melhor em nos ver juntos-disse Draco.


-Hoje não estou com paciência de bancar a esposa feliz-disse Astoria, levantando.


I hear the ticking of the clock/ Eu ouço o tique-taque do relógio
I'm lying here the room's pitch dark/ Eu estou deitado aqui no breu da sala
I wonder where you are tonight/ Eu me pergunto onde você está esta noite
No answer on the telephone/ Sem resposta ao telefone
And the night goes by so very slow/ E a noite passa tão lentamente
Oh I hope that it won't end though/ Oh, mas eu espero que não acabe
Alone/ Sozinha


Ela jogou o guardanapo em cima da mesa e foi para o quarto. Ela fechou a porta e deitou no chão. Não agüentava mais a vida que levava, só estava ainda naquela casa por causa do filho. Mas se odiava por amar um homem que amava outra mesmo a outra sendo casada. Não conseguia sentir raiva de Hermione Granger pelo contrário eram até amigas. E até gostara da idéia de Scorpius ficar com Rose. Mas ela sabia que Hermione só tinha olhos para Ronald Weasley era esse motivo de deixá-la sossegada. O problema era Draco não esquecer da ex-namorada. Eles na enfermaria. Ela tivera que ter todo controle para não pular em cima de Draco. Evitava ao máximo ver Draco e Hermione no mesmo ambiente. E parece que não era única, Ronald Weasley também não gostava da presença de Draco, embora todos soubessem da fama de ciumento de Ronald Weasley. O Weasley que acabara com o futuro noivado de Draco com Hermione. Ela pensou com carinho em Rony. Se ele e Hermione não se amassem e se ela não amasse o esposo a pesar de tudo, ele teria sido um ótimo partido. Mas também tinha o Paul... Astoria lembrou a noite em que ela e Rony dançaram. A noite...


FLASHBACK


Astoria batia o pé impaciente. Aquela festa estava chata. Draco conversava com um grupo de chefes do Ministério da Magia e ela estava ali bancando a esposa feliz. Ela olhou para os casais que dançavam na pista de dança. Uma música lenta tocava. Ela começou a se balançar levemente com o ritmo da música. Hermione sentou ao lado dela.


-Chame seu esposo para dançar.


-Não irei atrapalhar a conversa dele.


-Então dance com o Rony.


Astoria olhou para a amiga e sorriu.


-Com o seu Rony? Poxa, eu pareço tão mal assim?


-Você já teve dias melhores-disse Hermione, sincera.


-Onde está o Rony? Você não se importaria em eu dançar com ele, não é?


-Não. Eu sei que você ama o Draco.


Astoria ficou calada e olhou rapidamente para a direção do marido. Hermione levantou-se e falou rapidamente com o esposo. Um minuto depois, Rony estava estendendo a mão para Astoria que segurou.


-Eu sou péssimo dançarino-disse Rony, levando Astoria para a pista de dança.


-Não importa. Já agradeço bastante você em me fazer companhia na pista-disse Astoria com um sorriso.


Rony e Astoria começaram a dançar conforme o ritmo da música. Draco não gostou nada de ver Rony e Astoria dançando, ela poderia dançar com qualquer outro menos com o Weasley. Ele pediu licença aos amigos e seguiu para a mesa que antes Astoria estava. Sentou e ficou esperando a esposa parar de dançar. Hermione a distância observava o casal que dançava e Draco que parecia cada vez mais irritado. Ele pegou dois copos de Wisky quando a bandeja passou por ele voando, ele tomou os dois copos um seguido do outro. Quando Hermione pensou em se aproximar de Draco, um homem aproximou-se do casal que dançava e Rony voltou para a mesa.


-Ótimo, o Banks chegar e continuar a dançar com a Astoria. Já estava cansado-disse Rony, sentando ao lado da esposa.


-Acho o Draco e a Astoria um casal exótico-disse Hermione, pensativa.


-Por que?


-Eles parecem distantes e ao mesmo tempo tão unidos. Coisas da minha cabeça-disse Hermione, coçando a cabeça.


-Vamos mudar de assunto. Malfoy não é meu assunto preferido-disse Rony, e em seguida deu careta.


Hermione mal prestou atenção ao que o esposo falara, voltou a atenção ao casal na pista e no quarto copo que Draco bebia. Astoria teria que carregar Draco para casa se ele continuasse a beber assim. Hermione levantou-se ao ver Harry e Gina chegarem.


-Vocês estão atrasados-disse Hermione.


-O Tiago ficou chorando para vir, tivemos que esperar ele adormecer para virmos. Mamãe e papai ficaram cuidando dele-explicou Gina.


-Gina, você poderia fazer companhia a seu irmão enquanto peço um favor a Harry. Depois Harry ou eu explicamos-pediu Hermione.


-Ok-disse Gina, se afastando.


-O que foi, Hermione?-perguntou Harry, preocupado.


-Harry, eu só quero que você faça um pouco de companhia para Draco. Ele não para de beber...


Harry olhou para onde Draco estava e viu para o que ele olhava.


-Ciúmes?


-Sim. Eu poderia fazer companhia a ele, mas se eu fizer você sabe quem ficará com ciúmes-explicou Hermione.


-Entendo. Vou conversar um pouco com ele e depois ficarei com vocês.


-Obrigada, Harry.


Harry seguiu para a mesa que Draco estava e Hermione voltou para a mesa que estavam Rony e Gina. Astoria dançava descontraída com Banks, um amigo que não via desde que saira da escola. Ela nem percebera que estava sendo observada atentamente por Draco. Cada movimento, cada sorriso, cada olhar, cada palavra. Ele observava a pesar de não saber o que conversavam. Ele parara de beber quando Harry sentara e puxara conversa, mas pouco prestava atenção na conversa. Ele só queria ir embora, mas não podia fazer nenhuma cena. E a última coisa que poderia demonstrar era ciúmes para Astoria. Ela não sabia de seus sentimentos em relação a ela, e duvidava que um dia ela viria a saber. Embora para ele estava explicito para todos, menos para ela. Ele pensara em chamar Hermione para dançar, mas não queria provocar Rony Weasley. Já bastava ter perdido Hermione para ele.


Till now I always got by on my own/ Até agora eu sempre me virei por conta própria
I never really cared until I met you/ Eu nunca realmente me importei até te conhecer
And now it chills me to the bone/ E agora me arrepia até os ossos
How do I get you alone/
Como eu faço pra te ver sozinha?
How do I get you alone/
Como eu faço pra te ver sozinha?


-Então você casou com o Draco Malfoy...


-Casei.


-Esqueceu o Paul?


-Você soube o que aconteceu, Banks.


-Ele sairá de lá e verá que a mulher que ama está casada com o homem que o colocou em Azkaban. Meio contraditório isso, não?


-Eu tive minhas razões para casar com o Draco.


-Posso saber quais?


-Não-disse Astoria, direta. –Eu entendo você me perguntar... você é o melhor amigo do Paul.


Banks confirmou com a cabeça.


-E o Paul foi o primeiro homem que eu amei...-disse Astoria, pensativa.


-Amou? Não ama mais?-cortou Banks.


-Sou uma mulher casada, Banks. Devo fidelidade ao meu marido.


-Minha nossa! Você ama o Malfoy!-disse Banks sem acreditar.


-Não me casei com o Draco por amor...


-Pode ser que não, mas terminou amando ele. Você poderia ter casado com qualquer um menos com o Malfoy. Ele sabe que você foi namorada do Paul?-disse Banks, incrédulo com as coisas que ficara sabendo.


-Primeiro, não amo o Draco-mentiu Astoria.


-Não acredito nisso, mas continue.


-Como já disse tive minhas razões para casar com o Malfoy. Não, ele não sabe que namorei com o Paul e que eu estava com Paul na noite em que ele foi preso.


-Prefiro não estar na sua pele quando seu esposo souber disso e nem quando o Paul sair de Azkaban.


-Draco só saberá se você contar, pois não eu não direi nada a ele.


-Eu não farei isso, mas nada impede de Paul contar quando ele sair de Azkaban.


-Ainda há muito tempo...


-O tempo passa rápido e...-disse Banks, mas ele interrompeu. Pensou um pouco melhor e continuou: -Tenho que falar com o Ministro da Magia. Foi ótimo te ver, Astoria. Espero que nos encontremos outras vezes-disse ele, mudando completamente de assunto.


Banks beijou a palma da mão dela e se afastou. Astoria seguiu para fora do salão para pensar na conversa com Banks. Draco pediu licença a Harry e seguiu Astoria para fora do salão. Ela estava na varanda sentindo o vento no rosto quando sentiu mãos apertando sua cintura. Astoria olhou para as mãos e viu a aliança grossa dourada que ali estava. As mãos de Draco.


-Dançou muito esta noite, não?-perguntou Draco, enlaçando os braços ao redor da cintura dela.


Ela olhava para aqueles braços que a enlaçavam com força. Se eles estivessem em casa, ela teria se afastado rapidamente. Provavelmente em casa, ele nem teria tocado. Mas ali na frente de todos, eles tinham que fingir o casal feliz. Ela tentou afastar-se, mas não conseguiu. Ele manteve um braço ao redor da cintura dela e com a outra mão ele subiu até o seio dela, pousando a mão ali. Ela tentou afastar a mão dele, mas ele pressionou levemente. Ela apertou os lábios com força para não gemer.


-Eu sou seu esposo, Astoria.


-Você está fazendo uma cena aqui.


-Todos estão no salão. E eu posso tocá-la como e quando eu quiser, pois você é minha esposa-disse Draco, possessivo.


-Não assim-disse Astoria ainda tentando tirar a mão de Draco dela.


-Ninguém está vendo, querida. Estamos de costas e seria inconveniente se fosse por baixo do seu vestido.


-Você não teria essa ousadia.


-Se eu fosse você, eu nem pensaria o que seria capaz ou não de fazer. A pesar de ter saído de Hogwarts, a verdadeira casa continua na veia. E eu sou sonserino.


Astoria olhou para o lado e viu que um casal aparecera na outra varanda.


-Tem gente nos olhando...


Draco olhou para o lado e virou Astoria para frente.


-Quando foi a última vez que nos beijamos?


-Na última festa que nós fomos. Há quinze dias atrás.


-E como foi esse beijo?


-Um leve roçar de lábios.


-Quando nos beijamos realmente?


Astoria olhou para o lado, mas Draco a fez olhar para ele e prensou com mais força ela na parede da varanda com o corpo dele.


-Responde-me.


-Nunca nos beijamos.


-Nada de língua.


-Não temos esse grau de intimidade...


-Somos casados. Temos todos os graus de intimidade-cortou Draco.


Ele deslizou a mão pelas costas dela e disse:


-Abra boca, Green.


Draco tinha a mania de chamá-la de Green no tempo de solteiros. Astoria Greengrass era seu nome de solteira.


-Para que?-perguntou Astoria, temerosa.


-Faça o que eu pedi-ordenou Draco.


Astoria abriu um pouco a boca.


-Abra mais.


-É ridículo eu ficar aqui com a boca-reclamou Astoria.


-Abra mais a boca.


Astoria irritada abriu mais a boca. Um segundo depois, ela sentiu a boca ser invadida pela língua de Draco. Ele tinha um gosto quente. Ela colocou as mãos nos ombros dele para se apoiar melhor. E ele deslizou a mão para a cintura dela. Ela pensou em si afastar, mas estava gostando do beijo. E eles se encaixavam tão bem. Ele deslizou a boca até o pescoço dela e a beijou ali. Ela levou as mãos até os cabelos dele. Ele deslizou as mãos para o quadril dela. Eles tinham esquecido completamente que estavam na varanda do salão de festas do Ministério da Magia.


You don't know how long I have wanted/ Você não sabe há quanto tempo eu queria
To touch your lips and hold you tight/ Tocar os seus lábios e te abraçar
You don't know how long I have waited/ Você não sabe quanto tempo eu esperei
And I was gonna tell you tonight/ E eu ia lhe dizer esta noite
But the secret is still my own/ Mas o segredo ainda é meu
And my love for you is still unknown/
E o meu amor por você ainda é desconhecido


-Que entusiasmo!-disse uma voz.


Astoria soltou Draco rapidamente, e ele virou-se para ver quem interrompera.


-O que quer?-perguntou Draco com uma raiva contida na voz.


-Com você nada. Só vim me despedir da minha amiga, Astoria.


Banks aproximou-se. Astoria ainda estava corada. Banks abraçou Astoria sobre o olhar homicida de Draco e sussurrou no ouvido dela:


-E depois diz que não o ama...


Olhou-a e para provocar Draco, beijou-a no canto da boca.


-Não esqueça o que eu disse.


E saiu dali. Draco segurou o braço de Astoria com raiva e saiu puxando-a dali.


-Você está me machucando-reclamou Astoria, tentando tirar a mão de Draco dela, mas parecia aço.


Conforme eles iam passando pelas pessoas, Draco dizia:


-Desculpe, temos que ir. Ela não está passando bem. Tenho que praticamente arrastá-la, pois ela queria ficar até o fim.


Astoria nem precisava se fingir de doente com a raiva que ela demonstrava todos pensavam que ela realmente não estava bem. Quando eles estavam longe de todos, Draco encurralou Astoria.


-O que foi aquilo lá em cima?


-Que parte? Você me agarrando contra a vontade ou Banks se despedindo de mim?


-Quem era ele?


-Um amigo do tempo de escola.


-Não me engane, Green. Detesto ser enganado. Aquela intimidade toda.


-Ele só é meu amigo. E mesmo que tivesse algo mais (o que não foi). Eu não teria nada com ele porque a pesar de tudo eu sou casada-disse Astoria, amostrando a mão com a aliança no dedo.


-Pois é, nunca esqueça que você é casada comigo-disse Draco, e a puxou novamente para irem embora.


-Eu sei andar sozinha-reclamou Astoria.


-Pode ter certeza que não tirarei minha mão de você hoje a noite.


-O que quer dizer com isso?-perguntou Astoria, tentando parar.


How do I get you alone/ Como eu faço pra te ver sozinha?
How do I get you alone/
Como eu faço pra te ver sozinha?
Alone, alone/
Sozinha, sozinha


Draco olhou para trás e deu um sorriso indecifrável.


Eles saíram do Ministério e logo, aparataram. Um trouxa bêbado que passava por perto, ficou olhando para os lados sem entender como duas desapareceram do nada.


-Bem que minha mãe diz que venho bebendo demais-disse o bêbado.


Ele jogou a garrafa no lixo e foi embora.


FIM DO FLASHBACK.


Astoria voltou a realidade quando alguém bateu na porta. Ela levantou-se e a abriu.


-Arrume-se. Vamos visitar nosso filho-ordenou Draco.


-Eu não vou com você-disse Astoria se virando.


-É o seu filho!


-Eu sei-disse Astoria, deitando na cama.


-Você está bem?-perguntou Draco tentando esconder a preocupação na voz.


Astoria deitara na cama bem encolhida. Sempre que pensava no passado, ela se fechava no seu mundo. Às vezes, passava mais horas no Ministério trabalhando para não ter o que pensar. Mas naquele dia estava de folga para dar mais atenção ao filho e estava ali com o humor péssimo. Mas tinha que se animar para ver seu filho.


-Eu estou bem-disse Astoria se esticando na cama.


Draco ficou em pé ao lado da cama contemplando o corpo da esposa. A saia que deixava as pernas a mostra. Ele virou-se para sair do quarto quando escutou:


-Você se lembra da última vez que ficamos na mesma cama?


Draco virou-se e viu Astoria ajoelhada na cama.


-Foi quando você estava grávida do Scorpius.


-Não falo quando Scorpius estava entre nós mesmo quando estava grávida. Quando estivemos sós completamente sós.


-Você sabe quando foi-disse Draco contra gosto.


Dezoito anos atrás. Quando conceberam Scorpius. O único filho deles.


-Você sente falta?


-Que conversa é essa agora? Hoje no café você disse que não queria bancar a esposa feliz e agora vem com a conversa da primeira e única vez que ficamos juntos-disse Draco sem entender.


-Eu não espero que você me tenha sido fiel durante esse tempo...


“Eu bem que tentei ficar com outra mulher, mas eu não consegui. Eu sempre fui fiel a você”, pensou Draco.


-Não entendo essa conversa agora-disse Draco, se virando.


-Vou me vestir-disse Astoria indo para o banheiro.


Draco saiu do quarto, pensativo.


Draco e Astoria foram visitar Scorpius para saber como o filho estava. Eles voltaram para casa, mal entraram na casa, Draco disse:


-Vou sair.


Astoria não disse nada, nem olhou para ele. Simplesmente continuou a subir as escadas para o quarto. Draco virou-se e saiu. Pouco tempo depois ele chegou no Ministério da Magia. Ele seguiu direto para o Departamento de Execução das Leis da Magia onde viu um letreiro: Venha participar da festa que o Ministério promoverá para a comemoração anual do seu aniversário. Ele seguiu em frente. Ia bater em uma porta quando esta foi aberta.


-Draco!-disse Hermione.


-Vim conversar com você. Ocupada?-disse Draco, olhando para as mãos de Hermione cheia de papeis.


-Isso pode esperar. Entra-disse Hermione, entrando na sala.


Hermione foi até a sua mesa e colocou a papelada nela. Ela foi até outra mesa no canto da sala, serviu duas xícaras com chá e colocou alguns biscoitos em um prato. Hermione voltou para mesa e colocou uma bandeja nela. Ela sentou e Draco fez o mesmo. Os dois beberam um pouco dos seus chás.


-Tudo bem com o Scorpius? Ele se recuperou?


-Ele está bem, embora...


-O que foi?-perguntou Hermione, preocupada.


-Eu vou ser direto. Há algo entre nossos filhos?


Hermione engoliu seco.


-Que eu saiba não, por que?


-Hoje quando Astoria e eu fomos visitar Scorpius... havia um clima estranho entre nossos filhos.


-Deve ter sido alguma discussão boba entre dois. Você sabe que eles discutem...-despistou Hermione.


-Pode ser. Mas vim falar com você outra coisa.


-Diga-disse Hermione, se ajeitando na cadeira.


-Tenho pensado em me separar da Astoria...


-O que?!-disse Hermione sem acreditar.


-Vocês são o casal perfeito, embora eu sempre achei algo estranho entre vocês. Mas não sei exatamente o que.


-Nunca fomos o casal perfeito, embora eu me senti extremamente feliz na única vez que ficamos juntos...


-Única vez?


-Astoria e eu só ficamos juntos uma única vez como marido e mulher que foi na noite em que concebemos nosso único filho.


-Eu não posso acreditar... Lembro da primeira vez quando você viu Astoria. Foi ali que eu percebi que você e eu não daríamos certo, e também pelo o que aconteceu depois...


FLASHBACK


Draco e Hermione levantaram-se para ir embora do restaurante. Eles tinham ido ali para almoçar. Hermione parou para falar com uma conhecida e Draco seguiu para a porta. Ele ia abrir quando uma mulher entrou afobada. Os olhares cruzaram-se rápido. Ela tirou o enorme casaco e foi para uma mesa enquanto isso Draco contemplou-a dos pés a cabeça, depois virou e saiu. Hermione percebeu a troca de olhares e como Draco continuou a olhá-la. Ela se despediu da conhecida e quando seguia para a porta, um homem entrou. Ele seguiu até a mesa que a mulher sentara. Ele fez com que a mulher se levantasse, deu um carinhoso beijo nos lábios dela. Hermione ao ver, saiu do restaurante e foi atrás de Draco.


-O que aconteceu?-perguntou Hermione, parando ao lado de Draco.


-Nada-disse Draco com um sorriso.


Draco ainda se perguntava como uma rápida troca de olhar poderia ter mexido tanto com ele. Isso nunca acontecera antes e nem sabia o nome dela. Nem a tocara. Nada.


-Tenho que ir, depois nos vemos-disse Hermione.


-Ok.


Hermione deu um rápido beijo na bochecha de Draco e foi embora. Draco ficou no meio da rua, pensativo.


FIM DO FLASHBACK


“Mas quem seria aquele homem que estava com Astoria naquele dia?”, se perguntou Hermione, curiosa.


Ela não falou o que pensara. Com o silêncio de Hermione, Draco disse:


-Tudo era para você ficar com o Weasley.


-E tudo era para você ficar com a Astoria.


-Não sei...


-Draco, vou fazer uma pergunta. Espero que seja sincero. Você a ama?


-Amo. Eu fui apaixonado por você, mas eu não senti com você o que eu sinto por ela.


-Você já disse isso a ela?-perguntou Hermione, encarando Draco.


-Não é fácil.


-Para você é mais fácil pedir para se separar do que dizer que a ama?-perguntou Hermione, indignada.


-Não somos próximos, Hermione. Eu sei que ela passa mais horas aqui no Ministério do que o necessário para não ir para casa. Só dormimos na mesma cama quando Scorpius está em casa e mesmo assim não acontece nada. Sabe o que é dormir com a pessoa que ama sem poder tocá-la?


-E como você consegue não tocá-la?


-Vivo a base de poções, Hermione. Você sabe sou especialista nisso.


Hermione confirmou com a cabeça.


-E por que vocês casaram?


-Não sei. Pedi Astoria em casamento. Não sei o motivo. Ela me disse não. Depois ela veio do nada e disse que se casaria comigo...


-Vocês passam tanta felicidade. Ela com certeza sente algo por você. Quando vocês se olham a gente percebe...


-Menos romantismo, Hermione.


-Não é isso. Você sabe que sou muito racional e que não falaria algo que não vejo-replicou Hermione.


-Sei. Mas você deve estar vendo o reflexo da luz no olhar de Astoria.


-Tenho certeza que não. Tanta certeza que eu faço um desafio a você...-disse Hermione com um sorriso.


-Você não pode propor um desafio a mim, Hermione. Sonserinos amam desafios.


-Por isso mesmo vou propor um a você. Mas você só saberá no dia e no momento certo-disse Hermione, misteriosa.


-É sobre?-perguntou Draco, curioso.


-Saberás no momento certo. E pare de pensar em se separar...


-Mas Hermione meu casamento...


-Calma, Draco. Tudo se resolve no final-disse Hermione, taxativa.


***


Harry andava pelos corredores do Ministério para ir ao restaurante comer algo. Até que sem querer chocou-se com alguém no caminho.


-Desculpe-disse Harry, segurando a pessoa para não cair.


-Harry?!


Harry conhecia aquela voz. Ele olhou para a pessoa que segurava e levou um susto.


-Cho?


Cho Chang sorriu. E grudou seu corpo ao de Harry...


 
Música: Alone/Heart; também cantada no seriado Glee.


N/A: Nem pensei que postaria outro capítulo tão cedo, mas quando eu terminei de postar o capítulo 10 novas idéias surgiram e eu pus mãos no teclado e comecei a digitar. É um capítulo pequeno, mas que diz muito para o que acontecerá nos próximos capítulos. Espero que tenham gostado do bônus, e a partir do dia 3/01, os livros serão meus companheiros fieis (como sempre foi/é) então não sei mesmo quando terá capítulo novo. Feliz Ano Novo com muita paz, esperança, saúde e fé. Obrigada. Bjs.

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