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8. CAPITULO VIII


Fic: Por Conveniência


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CAPITULO VIII
Bem lentamente, Sarah levantou-se. Andava como um soldadinho de chumbo enferrujado. Seguiu Hermione ao escritório de Draco e ficou diante da escrivaninha, sem aceitar a cadeira que lhe fora oferecida. Lambia os lábios e piscava devagar, como alguém que apenas acordara de um sonho mau e que ainda não tinha certeza se estava acordada ou não, ou se desejava acordar.
Hermione sentou-se e esperou.
Enfim Sarah falou:
- Eu não sabia que você estava aí.
- Pude perceber.
- Tive que correr até lá embaixo e quando voltei, seu escritório estava vazio e o sr. Malfoy acabava de sair. Pensei que você tivesse ido almoçar. Mas nada disso importa, não é mesmo, Hermione? Oh, minha amiga, o que hei de fazer agora?
- Eu diria que isso depende do que você já fez. Esteve bastante ocupada, não?
- Não pensa que fiz tudo de caso pensando, não? – Sarah arregalou os olhos.
- O que eu deveria pensar? Admitiu Ter dado a David as informações da poção, e prometeu dar a ele os ingredientes da poção...
- Tinha de ganhar tempo para pensar no que fazer. Não acredita em mim não é mesmo? Hermione, eu preciso deste emprego tenho filho para sustentar. Não acha que eu sou tão idiota a ponto de arriscar isso. Acha?
Hermione não respondeu. Mas a dúvida fervia em seu cérebro. Ela notara, mesmo em choque, que Sarah não parecia estar tirando proveito da informação que David iria vender. Então, por que fizera aquilo? Apenas pelo prazer de Ter David cortejando-a? considerando-se o riso que corria, não fazia sentindo.
- Bem, reconheço que sou uma idiota – Sarah falava com desprezo de si mesma – Você deve se lembrar da infinidade de vezes que David entrou no escritório enquanto trabalhávamos naquele lance? E das perguntas ingênuas que ele fazia? Mal posso me lembrar do que eu respondia, mas lhe garanto que foram migalhas. Nunca pensei em nada de grave no fato, pois imaginei que ele estivesse do nosso lado.
Era possivel, pensou Hermione. Talvez ela dissesse a verdade. Alimentara-o pouco a pouco, e David manobrara a mente de Sarah sem que ela se desse conta disso.
Num caso desses, contudo, inocência não é defesa. Secretárias pessoas devem ser confiáveis como advogados, ou confessores. Não devem falar sem pensar, não importa em que circunstâncias. Não podem revelar segredos. Portanto, se Sarah falara demais, mesmo sem intenções maldosas, ainda era responsável. Tinha, talvez ingenuamente, tratado seu chefe com desrespeito e seu trabalho sem responsabilidade. Teria agora de enfrentar as conseqüências.
Hermione respirou fundo.
- Preciso contar a Draco, naturalmente – disse.
- Contar o que? Não roubei informação nenhuma. O que aconteceu comigo poderia Ter acontecido com qualquer pessoa. Você, por exemplo, tem certeza de que não deixou escapar nada? David passou tanto tempo falando com você como comigo.
Hermione sentiu a acusação explodir em sua cabeça. Será que ela também não caíra na armação de David? Somente agora Hermione lembrou-se de ele ter lhe perguntando, durante o almoço, sobre Bob Stewart e sobre poções. Naturalmente, não indagara nada muito diretamente; e ela não notara, na ocasião, que ele fazia algo mais do que entreter uma conversa casual.
Mas, o que fizera ela? Traíra seu marido? Dissera alguma coisa que não devia?
Se tivesse feito, seus atos seriam bem piores do que os de Sarah. Se uma secretária tinha obrigação de guardar segredo, uma esposa devia ser como um túmulo.
Ela ranger os dentes e tentou se recordar das conversar que tivera com David. Pelo que podia lembrar, não deixara escapar nada nem uma gota de informação. Porém, teria absoluta certeza? David era maligno; não apenas se insinuara na vida de Sarah, como manobrara no sentindo de conservá-la no escuro enquanto namorava todas as mulheres que caíram em sua rede.
Hermione olhou para Sarah, agora com muito mais pena, considerando-se como estivera, ela própria, tão perto do desastre.
Mas, mesmo assim, não havia desculpa. O mal feito por Sarah fora imenso. Poderia ela confiar em Sarah de novo? E Draco, poderia? Menos ainda, com certeza.
- Você disse a David, que providenciaria os ingredientes – observou Hermione
- Disse, mas não pretendia fazer isso. Quis apenas ganhar tempo, conforme dissera.
- Por que? Para decidir o que fazer?
- Meu emprego. Eu preciso do meu emprego.
- Não sei se poderá conservá-lo Sarah – Hermione sentiu-se brutal, mas sabia que a honestidade era o único meio de lidar com o caso agora. Não seria certo dar a Sarah falsas esperanças – Terei de contar tudo a Draco.
Olhando diretamente para Hermione, Sarah respirou fundo e endireitou os ombros.
- Deixe-me ao menos explicar a ele o que aconteceu – Sarah pediu
- A confissão será boa para sua alma?
- Acho que sim. Prefiro contar eu mesma.
- Ele pensará que você sabia que a verdade viria à tona, por isso tenta agora diminuir a culpa expondo a melhor face de suas ações.
- É a única chance que tenho, Hermione. Se eu puder explicar-lhe o que aconteceu, fazê-lo acreditar que não fiz aquilo com deliberação...
Hermione não achava que faria grande diferença, mas Sarah tinha razão numa coisa, sua única chance com Draco seria apresentar-lhe uma explicação completa, aberta, honesta. Então, Draco poderia permitir que ela continuasse trabalhando no ministério, embora não posição de tanta responsabilidade. Do contrário Sarah ficaria desempregada.
- E quanto mais depressa, melhor – Sarah continuou com palavras firmes, mas voz trêmula – Tão logo o sr. Malfoy volte do almoço.
- Ele não foi almoçar. Foi viajar tentar salvar o lance. Ele não lhe contou?
- Eu o vi brevemente atravessando o hall. Quando ele chegará?
- Não sei. Disse que procuraria estar aqui para a visita do ministro.
- Mas isso será quinta-feira à noite, horas após a data determinada por David. E David poderá estar esperando pelo sr. Malfoy no aeroporto.
- Talvez uma mensagem... – Hermione arriscou. Mas uma discussão face – a – face com Draco seria a única esperança de Sarah.
- Preciso segurar David nesse meio tempo – observou Sarah. – Não sei através de quem mais ele poderá obter o que deseja.
- Acha que ele pode obter os ingredientes por meio de outra pessoa.
- E por que não? Hermione, há pelo menos umas dez pessoas trabalhando nisso. Porém ele preferiu obter informações do topo.
- Aqueles ingredientes deveria valer galeões e galões para Daniel MacDonald.
- Seu eu for a causa de tanta desgraça – Sarah comentou – Juro que vou me matar.
- Não, não vai.
- Alegra-me ver que você tem tanta certeza de que não haverá tanta desgraça.
- Não haverá desgraça, porque vamos impedir que David consiga tanto o que deseja.
- Como, exatamente, você chegou a essa conclusão?
Hermione sacudiu a cabeça.
- Daremos a David o que ele deseja. – ela sorriu – Daremos a David os ingredientes.


Não os ingredientes verdadeiros, naturalmente, mas uns bastantes perfeitos.
As alterações seriam simples de ser realizadas. A poção de Bob era não apenas complexos, mas muito difíceis de entender. Vários inomináveis estavam trabalhando nisso, mas apenas ela e Draco sabia a verdadeira poção, então seria fácil fazer uns ajustes.
Então, com Sarah andando de um lado para o outro, ela fez alterações e mandou Sarah guardar para David.
Hermione ficou muito satisfeita, com sorte o pessoal de Daniel MacDonald não desconfiaria de nada.

Hermione acabava de arrumar as flores no centro da mesa para o jantar do ministro, quando Beaves entrou a fim de lembrá-la da hora.
- O sr. Malfoy ainda não chegou? – ela perguntou, sabendo a resposta. Se tivesse chegado, teria ouvido, e Draco ao menos viria dizer-lhe oi.
- Com certeza deve estar a caminho – disse Beaves – Daqui a alguns minutos os primeiros convidados chegarão sra. Malfoy.
- Eu sei. Apenas espero...- Hermione colocou a última orquídea no vaso e deu um passo para trás a fim de admirar o resultado.
Enquanto ela subia as escadas em direção da suíte principal, lembrou-se do último jantar em que Beaves a mandara para o quarto de hóspedes a fim de se arrumar, por causa de Penelope, talvez. Como as coisas eram diferentes agora. E, contudo, como estavam iguais.
Hermione enfiava pela cabeça o mesmo vestido do casamento quando Draco entrou no quarto.
Seu coração deu um salto. Ele parecia cansado, como se a viagem não tivesse sido um sucesso. Mas, apesar da exaustão expressa no rosto, era ainda o homem mais atraente que ela conhecera.
Não disse Oi, apenas abraçou-a por detrás do espelho e beijou-lhe a nuca. Depois falou:
- Eu comentei que gostava desse vestido, mas isso não significa que deva usá-lo sempre.
- Não tive tempo de fazer compras – Hermione explicou.
Draco puxou o zíper do vestido.
- Imagine se você derrubar vinho tinto ou coisa parecida, inutilizando-o para sempre? Logo terá de pô-lo de lado.
- E o que você queria? Guarda-lo para a posteridade? Pensa mesmo que alguma de nossas filhas gostaria de se casar usando-o?
- E por que não? Se foi bastante bom para a mãe delas...- Draco fez Hermione se virar para fitá-la de frente.
Ela relutava encará-lo por medo de que Draco pudesse ver em seu olhar algo que não queria que ele visse. Amanhã, pensou. Assim que Draco for ao escritório, Sarah confessará...e então, não estarei mais guardando segredos.
Ouviu-se uma batida na porta.
- É Beaves. Deve ser os primeiros convidados.
- É melhor então que você vá recebe-los – declarou Draco com toda a calma – Descerei assim que puder.
- Ao menos tome um banho a fim de relaxar. Mais tarde nos reuniremos no salão para o coquetel.
- Tudo bem.
- Achei interessante Ter um jantar aqui e juntar tudo.
- É de fato bem mais fácil do que Ter um jantar aqui cada semana e esperar que todos se retirem logo – Draco piscou, maliciosamente.
- Enfim, não precisa se apressar, eu cuidarei de tudo.
- Sei que você cuidará.
Claro que ele sabe, Hermione pensou. Tinha fé nas habilidades dela, ou nunca a teria feito sua esposa. A perfeita esposa.
Draco sumiu no banheiro e Hermione desceu as escadas. Excluindo-se o ato de puxar o zíper, ele não a tocara.
O ministro era um homem gordo de cabelos grisalhos. Cumprimentou Hermione como se fossem velhos amigos e apresentou-lhe a filha.
- Que bom que adiamos a visita, pois assim Katrina pôde vir comigo – ele disse – Ela trabalha no St.Mungus, com crianças que precisam muito dela.
- Papai – disse Katrina – Pare de me fazer parecer uma santa, ok? Ninguém acredita em você, de qualquer maneira.
Katrina era muito simpática, alegre, loira. Irradiava calor humano. De súbito, Katrina olhou para a porta com inconfundível interesse no olhar.
Hermione logo adivinhou o que despertara tanto interesse na moça. Draco entrava no salão. Ele ficou ao lado da cadeira de Hermione, uma das mãos no ombro dela. Orgulhosa do marido que tinha, ela preparou-se para fazer as apresentações. Fascinado, Draco olhou para Katrina. Hermione assustou-se, pois o marido nunca a fitara daquele jeito...
Entrou em pânico.
Algum dia, você encontrará uma mulher pela qual se apaixonará, dissera a Draco na noite em que ele a pedira em casamento. Mas, no fundo, não acreditava que aquilo aconteceria. Ou melhor, tivera esperança de que ela era essa mulher. Por isso, afastara de sua mente tal predição e casara-se com Draco, confiante de quem um dia as coisas se normalizariam.
Porém naquele instante, não se sentia bem. Um coisa era se preparar para não Ter ciúme, mas outra era se ver sob a ação desse sentimento. E outra coisa ainda pior era se perguntar se aquela mulher era a tal.
Draco parecia Ter batido a cabeça num poste, tão estonteado estava.
Hermione concentrou-se na respiração, e tentou sorrir enquanto fazia as apresentações. E então, para que não lhe fosse tão penoso observar o marido pegar na mão de Katrina com tanto cuidado como se fosse de cristal.
Alguns minutos mais tarde ela colocou seu copo sobre a mesa e disse:
- Acho que está na hora de irmos ao salão para o coquetel.
O ministro também colocou seu como sobre a mesa, mas tanto Draco como Katrina pareciam nem Ter ouvido o que ela anunciara.
O ministro riu e disse a Hermione:
- Isso acontece o tempo todo. As pessoas ficam tão envolvidas com Katrina que se esquecem de tudo o mais.
As pessoas em questão, Hermione refletiu, deviam ser as do sexo masculino.
- Não quero me gabar – ele continuou – Mas a minha filhinha...
Está seduzindo meu marido, Hermione quis dizer. E merecia uma boa dose de azaração.
Seus olhos pararam em Katrina justamente quando a jovem mulher estendia o braço para pegar o copo de bebida que Draco fora buscar para ela. Hermione viu-o sorri com um calor que fez seu coração pulsar mais forte.
Sarah estava num canto da sala, observando a multidão.
- Tudo bem?
- David foi horrível. Arrogante, pomposo e condescendente. Até teve coragem de me agradecer, com um sorriso irônico nos lábios, claro.
- Bem, a boa notícia foi que ele engoliu.
- Sim. Você acha Hermione que eu poderia falar com o sr. Malfoy está noite?
- Acho melhor esperar até amanhã. Há menos distrações no escritório.
- Entendo. Eu apenas queria terminar com isso.
- Somos duas.
Hermione havia notado que Katrina e Draco conversavam animadamente num canto. Mas, no instante em que ela viu que ele ficara sozinho, correu para perto dele e perguntou:
- Espero que você e o ministro tenham tempo de conversar.
- Oh, cuidaremos dos detalhes depois que a festa acabar. Katrina é uma graça, não acha Hermione?
Antes que pudesse dizer alguma coisa, Draco acrescentou:
- Uma linda festa Hermione.
Aos ouvidos dela o elogio soou frio demais, um cumprimento que pouco significava. Nada de entusiasmo que ele demonstrara minutos atrás, falando de Katrina.
- Naturalmente que é uma linda festa. É meu trabalho cuidar disso, não é?
E, sem esperar por uma reação, Hermione afastou-se dele em direção aos primeiros convidados.

A festa enfim chegava ao fim. No decorrer da festa, o seu nervosismo piorara, fazendo-a Ter vontade de gritar. Ela disse a Beaves que a limpeza da casa poderia esperar, e deu-lhe as costas indo para a suite.
Deixou o vestido jogado no chão e sentou-se para escovar os cabelos, tentando controlar-se. Em alguns minutos Draco apareceria à porta e ela teria de se comportar como a “perfeita esposa”
Hermione apagou a luz e, quando Draco entrou, ela estava deitada de lado, respirando o mais suavemente que podia. Draco ficou parado por alguns segundos, fechou a porta sem ruído, despiu-se na escuridão e deitou-se. Suspirou, eriçou os cabelos dela gentilmente e acomodou-se no travesseiro.
Draco a afagara na cabeça como faria a um cachorro, refletiu. A um cachorro que obedecera suas ordens. Ficaria lá, executaria o melhor que pudesse cada proeza que Draco lhe pedisse, porque o amava.
E se alguns dia, talvez muito em breve, ele não a quisesse mais...
Uma lágrima silenciosa rolou pelo rosto dela e se escondeu no travesseiro.


N/A: Cápitulo VIII fresquinho pra vc's! hahahaha...Espero que gostem!!
Beijosss!

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