FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

10. Desentendimentos...


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 10


Lily corria. Hugo corria. Dominique corria.


Lily dera uma volta pelo salão e saira correndo para fora pelos corredores. Quando viu que Hugo quase a alcançava entrou na primeira porta que viu pela frente. Era o banheiro masculino. Por sorte, parecia estar vazio, embora desse para escutar o barulho de um chuveiro funcionando. Lily correu para o último compartimento e entrou, tentou fechar a porta, mas Hugo colocou o braço e conseguiu entrar. Fechou o trinco da porta. Lily estava encolhida em um canto...


Dominique que esbarrara em alguém quando corria pelo corredor, viu quando os primos entraram no banheiro e seguiu para lá. Ela entrou no banheiro e não viu nem Hugo e nem Lily. Seguiu pelos compartimentos, abrindo porta por porta devagar para não ver nada indevido. Ela abriu uma porta e viu que tinha alguém ali de costas. O garoto parecia subir o zíper da calça, mas o que chamou a atenção foi as costas. Além dos ombros largos, o quadril estreito e as costas largas. As gotas de água que escorriam... mas ela não conseguiu desviar o olhar da tatuagem que ficava no ombro direito nas costas. Era um perfil de fada com um lindo rosto de mulher que a fazia se lembrar de alguém, mas não sabia quem. Não soube o que deu nela, ela abriu mais a porta e entrou. Ela lentamente levantou o braço com o dedo apontado para a tatuagem. Ela tocou gentilmente a tatuagem, contornando com o dedo. Ele arrepiou-se. Ele sabia de quem era aquele toque. Mas como ela estava ali? E por que ela o tocava? Ela com certeza não sabia que era ele, pois passaria bem longe. Será que ela sabia sobre o porquê daquela tatuagem? Ela espalmou a mão sobre a tatuagem. Ele não agüentou...


-Por que fez isso?-perguntou Taylor.


Dominique se viu de repente entre a parede e Taylor. Ele segurava os pulsos dela para baixo, e estava praticamente grudado a ela.


If I should die before I wake/ Se eu morresse antes de acordar
It's cause you took my breath away/
É porque você me deixou sem ar
Losing you is like living in a world with no air, oh/
Perder você é como viver num mundo sem ar, oh

-Não dei o direito de você ficar perto de mim.


-E eu não lhe dei o direito de você entrar no banheiro masculino e entrar no compartimento que eu tomava banho-disse Taylor, encarando Dominique.


-Você está se aproveitando da situação...


-Aproveitando-me da situação? Não fui eu que entrei no banheiro e tocou a tatuagem alheia-disse Taylor, indignado.


-Eu só toquei sem nenhuma intenção.


-Sei. Porque se soubesse quem era nem chegaria perto-cortou Taylor.


-Com certeza não-enfatizou Dominique.


-Não sei o porquê de você não gostar de mim... Hummm... Talvez seja porque seus irmãos prefiram a mim do que a você-disse Taylor, colocando seu lado sonserino para fora.


Dominique empalideceu, mas disse:


-Não é porque você conquistou a Victorie com seu jeito “inocente” e o Louis com suas histórias que eles prefiram você...


-Talvez eu conquiste as pessoas com meio jeito “inocente” de ser e você as afaste com seu jeito de “eu sou melhor”.


-Eu não me acho melhor que ninguém!


Taylor soltou os pulsos dela. Dominique sentia a roupa molhada grudada ao corpo por causa da água no corpo de Taylor.


-Poderia se afastar?


-Um por favor, ajudaria-disse Taylor com um sorriso.


-Por favor-disse Dominique, entre dentes.


-Não entendi-disse Taylor, praticamente a uns cinco centímetros da boca de Dominique.


-Por favor-disse Dominique quase sem voz ao sentir ao hálito de Taylor perto da sua boca.


-Certo, mas da próxima vez não entre no mesmo compartimento do banheiro que eu, se não...


Dominique esperou, mas Taylor simplesmente se afastou.


-Até.


-Espero que demore-disse Dominique, trêmula.


-Espero exatamente... o mesmo-disse Taylor ao ver Dominique sair.


Taylor fechou a porta e encostou-se a parede. Tinha que tirar Dominique Weasley da cabeça. Ele tinha outra pessoa mesmo que ela estivesse longe. Mas Dominique chamou a atenção dele desde o dia do baile. Ele dançara com ela e ainda tinha aquela tatuagem que o fazia se lembrar sempre dela...


FLASHBACK


-Se você trata uma mulher com muita gentileza e educação, ela pensará das duas uma: que você é gay ou que quer conquistar a amizade dela para depois ficar com ela-disse Kevin.


Taylor encarou o amigo que estava sentado a frente dele.


-Pode ser-disse Taylor, pensativo.


-Mulher você tem que tratar como ela é. Se ela é gentil seja gentil. Se ela é extrovertida seja extrovertido...


-E se ela for...


-Trate ela do mesmo jeito que ela trata você-cortou Kevin. –E quando você perceber, ela estará na sua mão.


-Mas eu não sei muito essa coisa de conquita-disse Taylor, sincero.


Kevin riu.


-Você é sonserino. Temos isso no sangue...


FIM DO FLASHBACK.


Dominique só parou para respirar na frente da sala comunal da Grifinória.


I'm here alone, didn't wanna leave/ Estou aqui sozinha, não queria partir
My heart won't move, it's incomplete/
O meu coração não se move, está incompleto
Wish there was a way that I can make you understand/
Gostaria que houvesse um jeito de fazer você entender

-Porcaria! Ele tem uma tatuagem! O Louis também, mas uma coisa não deve ter ligação com outra. Nada a ver. Mas pode ser que o Louis soubesse, e foi influenciado... Eu mato, o Herrington-disse Dominique, esquecendo totalmente que não queria ver Taylor.


***


-Gostaria de saber por que ultimamente só consigo falar com você quando estamos a sós?-perguntou Hugo.


-Talvez porque ultimamente você tenha virado adepto a ficar com sua melhor amiga em lugares de pouco espaço-disse Lily.


But how/ Mas como
Do you expect me, to live alone with just me?/
Você espera que eu, viva sozinho, só eu?
Cause my world revolves around you/ Porque o meu mundo gira em torno de você
It's so hard for me to breathe/
Para mim é tão difícil respirar

-Se você fosse uma garota que eu estivesse ficando, você não estaria longe-disse Hugo, encarando a prima, encostada a parede naquele pequenino espaço.


Lily aproximou-se e espalmou as mãos no peitoral de Hugo.


-Se eu não fosse sua prima o que você faria comigo?


-Não provoque, Lilian-disse Hugo, brincando. Mas assustado com a aceleração do batimento cardíaco e começou a sentir a mão suada.


-Você sabe como eu sou-disse Lily com um sorriso.


-Por que você falou?


-Você deixou o Louis. O Louis fazer uma tatuagem!


-Todos os garotos tiveram que fazer uma. Ele também teve que fazer...


-Nada que você diga vai diminuir a sua responsabilidade. E depois vou matar o Tiago, o Alvo, o Ted, embora o Ted seja possível que a Victorie faça isso quando souber. E os outros garotos se der, eu matarei depois.


-Foi só uma tatuagem...


-Foi só várias tatuagem! Mas cadê a sua tatuagem? Eu quero ver-disse Lily, encarando o primo.


Hugo arregalou os olhos.


-Não ficarei amostrando minha tatuagem assim...


-Hugo, eu sou sua melhor amiga. Você pode me contar tudo e...


-Eu contei e olha o que aconteceu-cortou Hugo.


-Você sabe porque aconteceu, mas já que você não quer mostrar por bem. Mostrará de qualquer jeito-disse Lily, e em seguida puxou a varinha.


Ela apontou a varinha, mas antes que ela fizesse algum feitiço Hugo segurou a varinha ao mesmo tempo que Lily puxou ao perceber a intenção do primo. Hugo caiu em cima de Lily.


-Que é isso, Lily?-perguntou Hugo ao sentir a mão da prima debaixo da sua camisa.


-Você sabe que eu não desisto rápido das coisas, querido primo. Você sabe disso, você me conhece bem-disse Lily, tentando levantar a camisa de Hugo e ver a tatuagem.


-Desista, Lilian-disse Hugo, segurando os braços dela.


Ele a prendeu e ficou por trás dela.


-Quando você esquecer que eu fiz essa tatuagem, talvez eu mostre a você.


-Diga ao menos onde e o que você tatuou.


-Não. Fique na curiosidade. A única coisa que eu posso dizer é que a tatuagem é em homenagem a uma pessoa muito especial para mim-disse Hugo com carinho.


-Claro que seria. Você não pensaria em fazer uma tatuagem em homenagem a alguém que você não goste.


-É verdade-disse Hugo, e em seguida cheirou o cabelo de Lily.


-Acho que você poderia me soltar.


-Gosto de senti-la perto de mim-assumiu Hugo.


Lily sorriu ao escutar aquilo.


-Não podemos ficar aqui, Hugo.


Tell me how I'm supposed to breathe with no air?/ Me diga como eu deveria respirar sem ar?
Can't live, can't breathe with no air/
Não vivo, não respiro sem ar
That's how I feel whenever you ain't there/
É como eu me sinto sempre que você não está lá
There's no air, no air/
Não há ar, sem ar
Got me out here in the water so deep/
Me deixou aqui fora nessa água tão profunda
Tell me how you gonna be without me?/
Me diga como você ficará sem mim?
If you ain't here, I just can't breathe/
Se você não está aqui, não consigo respirar
There's no air, no air/
Não há ar, não há ar
No air air, No air air/
Sem ar ar, sem ar ar
No air air, No air air/
Sem ar ar, sem ar ar

-Ok-disse Hugo e soltou Lily. –Mas não esqueça que você é minha escrava.


-Sonhe com isso, Hugo-disse Lily, abrindo a porta.


-Nada disso. Você é minha escrava a partir de agora-disse Hugo, e em seguida riu.


-Faço qualquer coisa para não ter que agüentar você no meu pé-disse Lily saindo com Hugo do banheiro.


-Qualquer coisa? Tem certeza?-perguntou Hugo, maroto.


-Sim-confirmou Lily.


***


-Não sei se eu vou-disse Francis, olhando para o mar.


-Ah, por favor, Francis. Você tem que resolver seu problema com o Tiago. Afinal, é uma amizade de anos. E como fica o Ted e eu nessa história? Esqueceu que somos um quarteto?


Francis olhou para Vicky que estava sentada do seu lado.


-Ted e você são noivos. Uma hora deixarão de ficar comigo e o Tiago de cima para baixo.


-Jamais! Vocês são nossos melhores amigos. E não queremos nossos futuros padrinhos sem se falar no nosso casamento...


-Tiago e eu estamos nos falando-interrompeu Francis.


-Olhando desconfiados um para o outro. O clima está tão pesado entre vocês que ainda não acredito que ainda nenhum dementador tenha vindo atrás de vocês-disse Victorie, dramática.


Francis fez uma careta com o drama da amiga.


-Ainda não estou preparada para ficar vendo sempre Tiago. Lembro do que aconteceu com a gente...


-Finalmente aconteceu o que você queria. Você esperou isso por anos. Não se relacionou com ninguém. Só esperando o Tiago notar você e quando acontece você mal quer vê-lo... Hummm... Ele beija mal? Tem mau hálito?


-Não é nada disso, Victorie. Não me arrependo de ter sido com Tiago meu primeiro beijo. Você sempre soube que fui apaixonada por ele, quer dizer, sou apaixonada. Sempre. Mas está um clima estranho entre nós, não sabemos como nos comportar. Sinto como se toda vez que nos vemos nos corredores do Ministério, ele...


-Ele?


-Ele sempre tenta forçar a barra.


Victorie olhou para a amiga sem entender.


-Sempre tenta manter contatos físicos comigo-disse Francis, corada. –E o clima da gente piorou quando discutimos sobre minha mudança de profissão-assumiu ela.


-Então vocês finalmente conversaram sobre esse assunto. Depois de você fugir...


-Sim, conversamos. Não foi uma conversa agradável-disse Francis, olhando novamente para o mar.


FLASHBACK


Francis saiu do Ministério da Magia evitando a todo custo encontrar Tiago. Eles precisavam saber o que estavam acontecendo entre eles. Ela dobrou para o beco que aparatava, pois os trouxas não gostavam nem de olhar. O beco era encantado para nenhum trouxa visse os bruxos aparatarem. Quando Francis viu uma sombra e ela sabia quem era. Ela respirou fundo e se aproximou.


-Agora você ficará nos lugares que eu sempre passo?


I walked, I ran, I jumped, I flew,/ Eu caminhei, eu corri, eu pulei, eu voei
Right off the ground to flow to you/
Direto do chão, flutuei até você
There's no gravity to hold me down, for real/
Não há gravidade para me segurar, na verdade

-Só assim para conseguir falar com você-disse Tiago saindo das sombras.


Francis abraçou-se.


-O que você quer falar? Preciso ir para casa estudar algumas pastas que sua tia me deu...


-Ótimo assunto para começar nossa conversa. Sua mudança repentina de estágio.


-Não foi repentina.


-Não?


-Não. Já estava pensando nisso a algum tempo. Desde de Hogwarts se você quer saber.


-Então porque...


-Só agora tive a coragem de mudar.


-Com certeza. Desde um pouco antes daquele baile e piorou depois do aconteceu... Você mudou comigo. Você me evita!


-Eu preciso de um tempo só para mim, Tiago. Cansei de viver em sua função.


Tiago não acreditava no que acabara de escutar. Francis pensava realmente aquilo? Ele levantou a mão para tocá-la, mas ela afastou-se bruscamente.


-Não quero brigar com você. Depois a gente se ver.


Francis virou-se e andou dois passos, mas algo a impediu de continuar.


-Mas o que...


Ela virou. Tiago apontava a varinha para cima do ombro dela. Uma raiva súbita surgiu, ela andou de volta para Tiago.


-Pare com isso agora mesmo-disse Francis encarando Tiago com olhos estreitos.


-Não, eu gostei de fazer-disse Tiago dando a volta e ainda com a varinha apontada tocou a barreira invisível. –É tão bom ser auror, você aprende tanta coisa.


-Você está me tratando como uma fugitiva!-disse Francis, indignada.


-E você, não é?


Francis tirou a varinha do bolso, mas Tiago com um movimento rápido tirou a varinha e ainda segurou o braço dela.


-Esqueceu nossos treinamentos?


Francis fez todos os movimentos para se ver livre de Tiago, mas ele era mais forte do que ela e sabia se defender de todos os movimentos dela. Ela só parou quando mal conseguia respirar e ela percebeu que estava em uma posição estranha com Tiago. Ela corou violentamente. Sorte que ele não a estava vendo.


Tiago lembrou de uma vez que saira com Francis e eles viram um casal naquela posição em um local escuro que o casal pensara que ali não seriam vistos. Francis ficara corada e ele sabia que ela estava a pesar de não ver seu rosto naquele momento. Ele a apertou. Ela parou de respirar.


-Por favor-Francis pediu.


-Desiste?


-Dessa vez, sim-disse Francis entre dentes.


-Você lembrou daquele casal? Aposto que se lembrou. Você ficou tão envergonhada. Lembro como ficou corada. Mas agora eu sei o porquê. Você nunca tinha ficado assim com alguém. Não até agora.


Ele a apertou mais.


-Não...


But somehow I'm still alive inside/ Mas de algum jeito ainda estou vivo por dentro
You took my breath but I survived/
Você levou meu ar, mas eu sobrevivi
I don't know how but I don't even care/
Não sei como, mas nem ligo

Tiago afastou-se rapidamente quando sentiu algo debaixo do ventre. Ele não era de ficar excitado tão rapidamente. Ele olhou estranho para Francis.


-Lembrei que tenho que encontrar o Ted.


Francis viu Tiago aparatar logo depois. Sem entender a mudança repentina do amigo.


FIM DO FLASHBACK.


-Então você sentiu vontade...?


So how do you expect me, to live alone with just me?/ Então como você espera que eu, viva sozinho, só eu?
Cause my world revolves around you/
Porque o meu mundo gira em torno de você
It's so hard for me to breathe/
Para mim é tão difícil respirar

-Já fiquei em momentos mais íntimos com minhas ex-namoradas e nunca fiquei aceso tão rápido quanto com ela-disse Tiago.


Ted levantou as sobrancelhas.


-Nem sei porque estou falando essas coisas com você já que...


-Sou seu melhor amigo. Se você não conversar comigo terá que conversar com seu pai... E acho que seria estranho já que seu pai pega sua mãe e...


-Eca, Ted! Prefiro não imaginar meus pais... argh.


-Foi a partir disso que você está comigo hoje.


-Chega!


-Ok. Foi só para descontrair. E agora o que você irá fazer?


-Arrumar-me para sairmos.


-Você está preparado para vê-la?


-Duvido que ela vá. Depois do que aconteceu...


-Você sabe que a Vicky é bem convicente...


-Não acho que seja tanto já que...


-Isso é muita força de vontade. E você não sabe o quanto! Da última vez, ai!


-Você tem que esquecer o que ele lhe disse. É sério, cara.


-Você fala porque não foi você que ficou sobre aquele olhar amedrontador. E vá se arrumar. Marquei com a Vicky às 22h.


-Então terei muito tempo para me arrumar. Já que Vicky é qualquer coisa menos pontual, a última vez que saímos a esperamos por mais de 1 hora.


-Ela quebrou o salto.


Tiago virou-se não adiantava continuar aquela conversa, ele sabia que Ted defendia a prima sempre.


***


Anne saiu da enfermaria sem senso de direção. Ela parou no meio de um corredor. O ar faltando nos pulmões. Ela sempre desconfiara, mas antes não tivera a confirmação. Aquele abraço dos dois. Aquele carinho todo. Olhou para o lado e assustada percebeu que estava perto do salão comunal dos capitães dos times de quadribol e chefia de monitoria. Uma idéia surgiu, embora seria difícil aplicá-la mesmo assim ficou parada do lado de fora, esperando. Depois de uns 40 minutos, apareceu Johel, o capitão de quadribol da Corvinal..


-Sei que não quer falar com o Scorpius já que ele está na enfermaria-disse uma voz.


Anne levantou a cabeça e viu Johel. Ela decidira sentar no chão para esperar alguém aparecer.


-Vim pegar uma coisa que ele pediu. Mas como só quem dorme aí pode abrir...


Johel estendeu a mão e ajudou Anne a levantar.


-Oi, Johel.


-Sabe que ainda sinto ciúmes de você e o Scorpius?


Anne sorriu. Ela e Johel ficaram por algum tempo no sexto ano.


-Quase ninguém entende minha amizade com o Scorpius. Acho que você e eu não daríamos certo de qualquer forma-disse Anne, direta.


-Pode ser. Mas você sabe que sua amizade é um pequeno detalhe. Você sabe porque realmente não daríamos certo. Você sempre foi apaixonada pelo Potter como todos sabem...


Anne olhou para o lado, irritada.


“Você sempre foi apaixonada pelo Potter como todos sabem”. “Isso está estampado na minha testa? Eu dou tanto cartaz assim?”, pensou Anne.


-Desculpe por tocar nesse assunto...


-Não tem problema. Só gostaria de entrar.


-Claro.


Johel disse a senha e ambos entraram no salão. Seguiram pelo corredor dos quartos. Ambos em silêncio. Anne tropeçou em uma caixa que estava no meio do caminho.


-Mas o que...?-disse Anne, indo em direção ao chão.


Johel foi rápido e amparou antes de cair totalmente no chão. Ambos perceberam o quanto estavam próximos. Ela podia perceber a intensidade com que ele a olhava. Mas ela não sentia nada. Pensou em Alvo. Só de pensar nele seu coração disparou. Johel pensando que o coração de Anne disparara pelo contato dos dois. Pressionou seus lábios nos dela. Anne ia se afastar quando escutou um clique:


-O amor é algo tão... inspirador. Que coincidência estar com a câmera quando mais preciso-disse Marcelle  que segurava uma máquina fotográfica. Sacudia uma foto nas mãos.


Anne e Johel ficaram eretos.


-Dê-me isso, Marcelle-disse Anne,irritada.


-Por que daria essa foto a você? Essa é a prova de que quando a Anne estar “longe” do melhor amigo e do amor platônico dela... ela fica com qualquer um que aparece pela frente-disse Marcelle, olhando Johel de cima a baixo.


-Esse golpe é tão baixo, Bloom. Até para você. Eu conheço você, Bloom mais do que eu gostaria, mais do que você própria se conhece. Você guardará essa foto para que se um dia você desconfiar que ele estar interessado nela, você mostrar a foto a ele. E já sei o que você dirá: “Enquanto você estava na enfermaria, ela estava aos beijos com outro”. Cai na real, ele não gosta de você.


-Veremos. Mas sempre temos que ter uma carta escondida. Neste caso, uma foto escondida. E você não sabe nada de mim, Mcfadden.


-Engano o seu. Sei até demais.


-Ah, cala a boca-disse Marcelle, virando e depois entrou no quarto.


-Desculpe, Anne. Pelo beijo, por ter presenciado isso. E pela caixa. Fui eu que deixei aqui e sai correndo para mandar uma coruja urgente.


A pesar de ter ficado chateada com o beijo inesperado. Anne estava encucada com outra coisa.


-Não entendi o comportamento da Marcelle, ela não me tratou mal antes.


-Realmente não. Vamos dizer que ela se apaixonou pelo Potter na semana passada só porque ele fez a gentileza de manter a porta aberta para ela entrar-disse Johel, revirando os olhos. –E acha qualquer garota que chegue perto dele ameaça em potencial.


-Estou muito longe de ser uma ameaça para ela. O Potter prefere ver um dementador na frente do que a mim.


-Sabe, Anne. Não gosto de dizer isso, mas repare melhor no Potter. Nem sempre o que as pessoas dizem é o que realmente sentem.


Johel olhou para a porta de Marcelle.


-Te vejo por aí-disse Johel, e em seguida deu um leve beijo na testa de Anne.


Ele virou-se, pegou a caixa e entrou no quarto. Anne olhou para os lados ainda mais confusa. Parece que no lugar de resolver seu problema arranjara mais um. Ela prestou atenção se ninguém aparecia e torceu que a porta estivesse aberta. Ela respirou aliviada quando entrou no quarto de Alvo Potter. Agora era só achar o que procurava. Mas algo a empacou. Ela olhou para aquela cama onde eles estiveram tão perto um do outro.


FLASHBACK...


Ela estava dormindo de costas quando acordou com um braço em cima do braço dela com a mão enlaçada a dela. Interessante é que o braço dela estava por cima. Ela olhou para o colchão e viu que o leitor de pensamentos e sonhos caíra da sua mão. Ela virou o braço dele e viu a pequena tatuagem da sereia que tinha escrito: “para sempre fiel”. Uma raiva surgiu avassaladora. Aquela tatuagem só podia ter sido para a Weasley. Rose Weasley. Ela violentamente tirou o braço dele de cima dela e sentou-se na cama. Ele acordou-se assustado.


Tell me how I'm supposed to breathe with no air?/ Me diga como eu deveria respirar sem ar?
Can't live, can't breathe with no air/
Não vivo, não respiro sem ar
That's how I feel whenever you ain't there/
É como eu me sinto sempre que você não está lá
There's no air, no air/
Não há ar, sem ar
Got me out here in the water so deep/
Me deixou aqui fora nessa água tão profunda
Tell me how you gonna be without me?/
Me diga como você ficará sem mim?
If you ain't here I just can't breathe/
Se você não está aqui, não consigo respirar
There's no air, no air/
Não há ar, não há ar
No air air, No air air/
Sem ar ar, sem ar ar
No air air, No air air/
Sem ar ar, sem ar ar

-O que deu em você garota?-perguntou Alvo, sentando na cama.


-O que deu em mim? O que deu em mim?-perguntava Anne, gritando.


Ela foi para cima dele, batendo nele. Ele a segurou pelo braço e a empurrou na cama. Ela ainda continuava a bater nele. Ele sentou em cima dela, mas ela continuava a se sacudir, tentar afastar-se e bater nele.


-Pare com isso, Brewster.


-Não paro! Não paro!-gritou Anne.


-Eu vou tentar que amarrá-la para parar?-perguntou Alvo, segurando os braços dela.


-Por que você faz isso comigo, Potter? Por que?


-Do que você está falando?


Anne olhou para o braço do pulso que tinha a tatuagem. Alvo olhou também.


-Então você sabe da minha tatuagem...


-Pode sair de cima de mim?


-Para você bater novamente em mim? Não.


-Saia de cima de mim, Potter! Se não...


-Se não o que?


Anne com bastante força conseguiu curvar-se e ficou de frente a Alvo mesmo ele ainda segurando seus braços.


-Saia de cima de mim, Potter-repetiu Anne com olhos faiscantes.


-Eu sou mais forte que você, Brewster.


-Você sabe o que eu posso fazer?-perguntou Anne, puxando os braços das mãos de Alvo.


Ela segurou a cabeça dele. Rapidamente, cenas dos dois juntos passaram pela cabeça de Alvo. A primeira quando eles se viram pela primeira vez no trem. A última sendo o primeiro beijo que eles trocaram depois do baile. A noite que ele fizera a tatuagem pensando nela.


-Você não pode dizer que não aconteceu...


Alvo segurou os pulsos de Anne e tirou as mãos dela da cabeça dele.


-Não faça isso de novo, Brewster -disse Alvo, saindo de cima de Anne e sentou de costas para ela na cama.


-Tão corajoso o Alvo Potter. Um verdadeiro grifinorio-disse Anne no ouvido dele. Ela estava de joelhos.


-Ao menos, eu não sou da Sonserina. A casa dos bruxos das piores categorias...


Anne deu um risinho.


-Não é qualquer um que faz parte da Sonserina.


-Não mesmo-disse Alvo com um pequeno riso.


-Para um garoto ser da sonserina, ele tem que ser homem de verdade. Você nunca seria da sonserina, pois os verdadeiros sonserinos honram a sua casa. E você não honra sua casa, a Grifinória. Você é um completo...


Anne encostou a boca na orelha dele e completou:


-Covarde.


Anne nem teve tempo de afastar-se. Alvo virou-se e segurou a cabeça dela como ela tinha feito com ele, mas ela só viu os olhos verdes a olhando. Ele estava tão perto, a boca tão perto...


-Poxa, eu não sabia que você estava tão carente, Brewster. Praticamente implorando para eu beijá-la-disse Alvo, agora segurando o queixo dela.


-Não pedi isso a você, Potter-disse Anne com olhos faiscantes.


-Seus olhos, sua boca e seu corpo imploram por um beijo meu-disse Alvo, puxando o corpo dela para ele.


-Não é nada disso.


-Não?-perguntou Alvo, sedutor.


-Não!


Alvo deslizou os lábios pela buchecha dela. Anne segurou a camisa dele. Alvo olhou-a novamente.


No more/ Não mais
No air/Sem ar
Baby/Baby
There's no air, no air/
Não há ar, sem ar

-Peça um beijo, Brewster.


Alvo deslizou bem devagar e suavemente os lábios deles no dela. Ao afastar-se ele viu que ela estava de olhos fechados.


-Implore e talvez, eu atenda seu pedido.


-Jamais-disse Anne, abrindo os olhos.


-Então vá dormir-disse Alvo, soltando-a bruscamente.


Anne foi para o canto da cama ficando de costas para Alvo. Ela esperaria ele dormir e depois ele sofreria as conseqüências, a pesar de tudo ela era sonserina. Apaixonada, mas sonserina.


FIM DO FLASHBACK...


Anne sacudiu a cabeça para se esquecer daquela noite, mas esquecer aquela noite era igual ao mar secar. Ela passou um dedo pela cama. Olhou para gaveta onde poderia encontrar o que procurava, mas antes de chegar lá, escutou passos. Ela olhou para os lados para ter um lugar para esconder, não poderia ser Alvo, pois ele ainda estava na enfermaria. Mas se ela estava ali, qualquer um poderia entrar ali. Ela abaixou-se rapidamente e foi para debaixo da cama. A porta foi aberta e uma mulher entrou.


-Tudo continua igual, quer dizer, você está na enfermaria-disse a voz.


Anne fechou as mãos com força. Rose Weasley no quarto de Alvo. Rose sentou na cama. Começou a fungar.


-A culpa é minha de você estar na enfermaria. A culpa é minha. Como eu pude ter a idéia do jogo de quadribol? Nem de quadribol eu gosto, mas a culpa é totalmente minha. Só minha. A pesar de que você que provocou...


Anne levantou a sobrancelha sem entender. Ela pensou que quem tinha provocado aquela situação tinha sido Scorpius por provocar Rose. Agora não entendia, mas nada. Rose levantou-se da cama, ajeitou onde sentara.


-Para com isso, Rose. Você tem que ir ao seu quarto e... Depois eu volto aqui-disse Rose já saindo do quarto.


Anne saiu debaixo da cama.


-Tenho que sair daqui antes que ela volte de novo.


Anne colocou a cabeça para fora e viu se não tinha ninguém no corredor. Estava livre então ela saiu. Mas não conseguira pegar o que quisera tinha que ir lá depois de novo.


***


Francis e Victorie entraram na danceteria sobre os olhares dos homens. Victorie andou decidida entre as mesas não se importando com os olhares. Francis de vez quando dava uns sorrisos tímidos quando algum homem se chocava de frente a ela, mas continuou seguindo a amiga. Francis parou ao deparar com um homem de frente a ela.


-Com licença-pediu Francis.


-Poxa, Francis. Eu sei que não sou mais seu colega de turma, mas já se esqueceu de mim?


Francis levantou a cabeça e deu de cara com Oscar Richester. O cara que Tiago brigara.


-Oi, Oscar-disse Francis, polida.


-Eu sei porque você me trata assim friamente. Peço desculpas, Francis. Não quis lhe faltar o respeito. Mas eu realmente acho você muito gata.


Francis ficou corada.


-Você está desculpado, Oscar. Mas preciso ir encontrar meus amigos.


-Você não pode fazer isso depois, não?-perguntou Oscar, descontraído.


-Por que?


-Gostaria que você dançasse um pouco comigo-disse Oscar com um sorriso.


Francis pensou em dizer não, mas dançar um pouco não faria mal a ninguém. E adiaria um pouco de ver Tiago.


-Ok, mas só um pouco-disse Francis, estendendo a mão.


-Você que manda-disse Oscar, pegando a mão dela.


Victorie parou na mesa que estavam Ted e Tiago conversando e voltou a respirar.


-Minha nossa de onde você veio? De uma maratona?-perguntou Tiago.


-Se eu parasse no meio do caminho não conseguiria chegar aqui. Algum homem ia me puxar para dançar. Parece que aqui falta mulher...


-O idiota que a puxasse para dançar, nunca mais ia fazer isso com nenhuma mulher com o murro que eu ia dar-disse Ted, ciumento.


-Amo saber que você sente ciúmes de mim, mas nada de violência, ok?-disse Victorie, fazendo charme.


Victorie enlaçou o pescoço de Ted e deu um selinho nele. Ted sorriu e perguntou:


-A Francis não veio com você?


-Eu disse a você que ela não conseguiria-disse Tiago, convencido.


-Não cante vitória antes do tempo, priminho. Ela veio, sim.


-Então cadê ela?-perguntou Tiago, olhando para os lados.


-Como eu disse tem muitos homens por aqui e provavelmente ela parou...


-A Francis não dançaria com um cara qualquer-disse Tiago, irritado.


-A antiga Francis não, mas a nova Francis... ai é diferente-disse Victorie.


Tiago olhou ao redor para ver se via a amiga por perto, mas nada.


-Vou ver se a encontro por ai. Ao menos não terei que ficar vendo vocês se agarrando-disse Tiago.  


-Ótimo-disse Victorie, grudando o corpo no de Ted.


Tiago revirou os olhos e saiu logo dali.


-Coitado dele, Vicky. Você gosta mesmo de implicar com ele, não?


-Não-disse Victorie, sacudindo a cabeça. –Eu gosto de abrir os olhos dele. É diferente.


-Foi fácil trazer a Francis?


-Não muito. Tive que fazer meu poder de persuassão. Ao menos com a Francis funciona já que com você...


-Você consegue tudo de mim, Vicky.


-Não tudo, você sabe.


-Essa conversa de novo, Victorie. Já perdi a conta de quantas vezes falamos sobre isso-disse Ted, querendo já mudar o rumo daquela conversa.


-Então você não faz tudo que eu peço-disse Victorie, emburrada.


-Faço tudo, menos isso-assumiu Ted.


-Ainda descubro o porquê, mais cedo ou mais tarde-disse Victorie, pensativa.


-Vai querer o que para beber?


-Suco de morango com leite condesado-respondeu Victorie.


Ted deu um beijo na ponta do nariz da namorada e foi pegar a bebida que ela pediu.


“Ainda descubro o que ele esconde de mim”, pensou Victorie.


Tiago segurava seu conhaque puro com uma expressão de fúria. Ela poderia dançar com qualquer cara, menos Oscar Richester. O cara que faltara ao respeito com ela e que Tiago brigara com ele. Ele secou o copo e pediu para o barman repetir a dose. Uma mulher aproximou-se dele, sedutoramente.


-Quer dançar?-perguntou a mulher.


Ele não fez nem o favor de olhar para ela.


-Não-respondeu Tiago, seco.


Se fosse antes, ele já estava as voltas com qualquer garota bonita na pista de dança. Mas ele mudara desde que a ficha caira de que ele era apaixonado pela melhor amiga. Ele secou o copo e pediu outra dose para o barman. Ela parecia estar se divertindo já que não parava de rir para o Oscar. E ele estava ali se remoendo de ciúmes. Pela primeira vez que uma garota o fazia sentir ciúmes. Detestava se sentir vulnerável em relação a alguém, principalmente uma pessoa que sempre foi tão próxima a ele. Sentiu-se que se ela pedisse para ele se jogar de uma ponte, ele pularia sem nem ao menos pensar. E se ela começasse a sair com alguém? E se esse alguém fosse o Oscar? De repente, ele levantou-se. Sentiu uma leve tontura, devia ser por causa da rapidez com que se levantou. Ele foi até o casal que dançava.


-Boa noite-disse Tiago.


Francis encarou o amigo e parou de sorrir.


-Boa noite, Potter-cumprimentou Oscar.


-O que quer, Tiago?


-Como você ainda dança com ele sabendo o que ele disse e fez?


-Eu pedi desculpas.


-Grande coisa-disse Tiago, irônico.


-Para mim, é-disse Francis.


Tiago passou a mão pelos cabelos.


-É, você realmente mudou. Tornou-se tão descartável quanto as outras-cuspiu Tiago.


Ele saiu andando no meio das outras pessoas. Francis ficou parada, tentando não acreditar que Tiago falara aquilo para ela. Quem era ele para falar qualquer coisa? Ele só era o garoto... que ela amava.


-Não ligue para o que ele falou. Ele só está com ciúmes-disse Oscar.


-Ciúmes de mim? Chega a ser engraçado, você falar isso. Desculpe. Mas tenho que falar com ele.


-Certo. Até outra hora.


-Até. Foi ótimo te ver.


Francis saiu por entre o pessoal e encontrou Tiago com um copo de um liquido transparente na mão.


-O que você está bebendo?


-Não lhe interessa-disse Tiago, e em seguida ele bebeu todo o liquido de uma vez. –Quero outra dose-pediu ele ao barman.


Quando o barman colocou na mesa, Francis pegou antes e cheirou.


-Isso é álcool puro-reclamou Francis. –Você não beberá isso!


-E como você irá me impedir?


Francis pensou em jogar fora, mas teve uma idéia. Bebeu tudo de uma vez e fez uma careta.


-Isso é péssimo!


-Era meu-disse Tiago com a voz um pouco enrolada.


-Vamos dançar, você precisa tirar um pouco desse álcool do seu corpo.


-Não quero dançar-disse Tiago, birrento como uma criança.


-Não quero saber o que você quer, você vai dançar e pronto-disse Francis, autoritária.


Tiago fechou a cara, mas foi dançar com Francis. Uma música agitada começou a tocar.


I make them good girls go bad/Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go (good girls go)/Eu faço as boas garotas virarem (boas garotas virarem)


-Não haveria outra música tão apropriada ao momento a não ser essa!-disse Tiago.


I know your type/Eu conheço seu tipo
Yeah, daddy's little girl/Sim, garotinha do papai
Just take a bite (one bite)/Apenas uma mordida (uma mordida)
Let me shake up your world/Deixe-me balançar seu mundo
Cuz just one night/Porque apenas uma noite
Couldn't be so wrong/Não poderia ser tão errada
I'm gonna make you lose control/Eu vou fazer você perder o controle


 


She was so shy/Ela era tão timida
'til i drove her wild/Até eu conduzi-la a loucura


 


I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más


 


You were hangin in the corner with your five best friends/Você estava no canto com suas cinco melhores amigas
You heard that i was trouble but you couldn't resist/Você ouviu que eu era problema, mas você não pode resistir


 


I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go (good girls go)/ Eu faço as boas garotas virarem (boas garotas virarem)


Francis fechou a cara, mas não disse nada. A dança começou normal, mas com o tempo Tiago cada vez puxava Francis mais para ele.


I know your type/Eu conheço seu tipo
Boy you're dangerous/Garoto você é perigoso
Yeah you're that guy (that guy)/Sim, você é aquele garoto (aquele garoto)
I'd be stupid to trust/Eu seria estupida em confiar
But just one night couldn't be so wrong/Mas apenas uma noite não poderia ser tão errada
You make me wanna lose control/Você me faz querer perder o controle


 


She was so shy/Ela era tão timida
'til i drove her wild/Até eu conduzi-la a loucura


 


I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más


 


I was hangin in the corner with my five best friends/Eu estava no canto com minhas cinco melhores amigas
I heard that you were trouble but i couldn't resist/Eu ouvi que você era problema,mas eu não pude resistir


 


I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go (good girls go)/ Eu faço as boas garotas virarem (boas garotas virarem)


 


(Good girls go)/(Boas garotas virarem)
(Good girls go)/(Boas garotas virarem)


 


Oh, she gotta way with the boys in the place/Oh, ela tem jeito com os garotos no lugar
Treat 'em like they dont stand a chance/Trata eles como se eles não tivessem uma chance
And he gotta way with the girls in the back/E ele tem jeito com as garotas de trás
Actin' like they're too hott to dance/Agindo como se elas fossem muito quentes para dançar


 


Yeah, she gotta way with the boys in the place/Sim, ela tem jeito com os garotos no lugar
Treat 'em like they dont stand a chance/ Trata eles como se eles não tivessem uma chance
And he gotta way with the girls in the back/ E ele tem jeito com as garotas de trás
Actin' like they're too hot to dance/ Agindo como se elas fossem muito quentes para dançar


 


I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go/ Eu faço as boas garotas virarem
Good girls go bad/Boas garotas virarem más


 


I was hangin in the corner with my five best friends/
I heard that you were trouble but I couldn't resist/


-Para com isso, Tiago-reclamou Francis, tentando se afastar.


-Por que ele pode e eu não?


-Prefiro fingir que não escutei isso...


-Então finja! E finja também que não escutou que você a garota que menos vale algo aqui!


I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go bad/ Eu faço as boas garotas virarem más
I make them good girls go (good girls go)/ Eu faço as boas garotas virarem (boas garotas virarem)


 


(Good girls go)/(Boas garotas virarem)
(Good girls go)/(Boas garotas virarem)


 


Francis olhou para Tiago e saiu dali sem olhar para trás. Ele tropeçando foi atrás dela. Ela estava de costas olhando a rua deserta.


-Desculpe não queria ter dito aquilo, mas estou com raiva.


-Por que eu dancei com o Oscar?-perguntou Francis, encarando o amigo.


Tiago viu uma mulher forte e decidida ali. Ele preferiria que ela estivesse chorando, pois ele poderia se aproximar e consolá-la.


-Você mudou, Francis.


-Você também mudou.


-Mudei? Eu não mudei!


-Não? Você arranjar briga por bobagem... Você ficar com sua melhor amiga e sempre tentar algo com ela quando a ver...


-Se você acha que eu defender você é bobagem, não posso dizer nada sobre isso. Sobre eu ter ficado com minha melhor amiga, nunca pensei que isso fosse acontecer. Quando vi você ali, não sei o que aconteceu.


-Então você se arrepende do que aconteceu entre você e ela?-perguntou Francis, indignada.


-Pare com isso-gritou Tiago. –Pare de falar como se falasse de outra pessoa. Eu não me arrependo e duvido que um dia me arrependa de ter ficado com você!


-Claro! Eu era a única garota que você ainda não tinha ficado na sua lista, não é?


-Não, eu não fiquei com nenhuma prima minha, nem com sua mãe, nem com...


-Você entendeu o que eu quis dizer, Tiago. Pare com gracinhas que este não é o momento!


-Você me ver como o garoto que pega qualquer mulher que esteja disponível-disse Tiago, irritado.


-E não é?


-Não, não é!-gritou Tiago. –E mesmo que fosse verdade, isso não importa a você, não é?


-Não, não me importa com quem você fica ou deixa de ficar-mentiu Francis com o tom de voz mais baixo.


-Diferente de você, eu me importo bastante com quem você possa ficar-disse Tiago, se aproximando.


-Você sabe que eu não faço seu estilo, Tiago. Não sou igual a você que troca de garota como troca de roupa.


-Você faz muito meu estilo, Francis. Você não sabe o quanto-disse Tiago, puxando ela para si e só não caiu porque chocou com as costas na parede.


-Tiago, não-disse Francis, tentando empurrar ele.


Tiago continuava a segurar Francis e tentar beijá-la, mas ela afastava o rosto.


-Você está bêbado-disse Francis, empurrando.


-Eu não estou bêbado. Eu sou só um cara apaixonado-disse Tiago com a voz enrolada.


-Apaixonado por quem? Pela mulher que se aproximou de você no bar?-perguntou Francis com ciúmes.


-Que mulher? A única mulher que eu vi hoje foi você. Eu sou loucamente apaixonado por você-gritou Tiago.


Francis sentiu a pulsação aumentar. Queria ela que Tiago fosse realmente apaixonado por ela, mas ele só dissera isso porque estava bêbado. Se estivesse sóbrio, ele nunca teria dito isso como nunca aconteceu antes.


-Você está bêbado, Tiago. Vou levar você para casa. Nem vou procurar o Ted e a Victorie, pois é bem provável que eu não os encontre...


-Você escutou o que eu disse? Eu sou apaixonado por você.


-E eu levarei você para casa. Você precisa tomar banho, esfriar a cabeça e parar de falar bobagem.


-Eu estar apaixonado por você é bobagem?-perguntou Tiago, indignado.


-Não, é mentira-disse Francis, fixando o olhar em Tiago.


Tell me how I'm supposed to breathe with no air?/ Me diga como eu deveria respirar sem ar?
Can't live, can't breathe with no air/
Não vivo, não respiro sem ar
That's how I feel whenever you ain't there/
É como eu me sinto sempre que você não está lá
There's no air, no air/
Não há ar, sem ar
Got me out here in the water so deep/
Me deixou aqui fora nessa água tão profunda
Tell me how you gonna be without me?/
Me diga como você ficará sem mim?
If you ain't here I just can't breathe/
Se você não está aqui, não consigo respirar
There's no air, no air/
Não há ar, sem ar

Ele parecia mesmo magoado por ela não acreditar nele. Mas como acreditar se ele estava bêbado?


-Eu ainda provo para você o que eu digo-disse Tiago, apontando o dedo em riste para ela.


Francis abaixou a mão dele e apertou a mão dele. Olhou para todas as direções e aparatou com Tiago.


***


Ela ficou em pé ao lado da cama dele. Ele dormia. Ela tocou levemente com o dedo a mão dele. Ela olhou para as outras camas, os outros garotos dormiam. Ela tirou o dedo da mão dele, de repente ela sentiu uma mão segurando o pulso dela. A pulsação dela acelerou, ela olhou para baixo.


-Você está aqui-disse David com a voz baixa.


Molly tentou soltar-se, mas não conseguiu.


-Você não vai falar comigo?


-Falar o que?-perguntou Molly, encarando David.


-Sobre você explicar sobre você e o Malfoy...


-Estamos juntos-cortou Molly.


-Você não poderia...


(Do you expect me to live alone with just me/(Você espera que eu viva sozinho, só eu?
Cause my world revolves around you,/
Porque o meu mundo gira em torno de você
It's so hard for me to breathe)/
Para mim é tão difícil respirar)

-Não venha me falar o que posso ou não fazer. Você voltou com a Rose!-disse Molly, enfática.


-Voltei, sim-disse David, puxando-a para ficar com a cabeça mais baixa. –Voltei porque você quis que fosse assim, não?


Molly olhou para aqueles olhos que tanto a atraiam. David olhou avidamente para os lábios dela, querendo beijá-la. Ele ainda colocou uma mão na nuca dela.


-Boa noite-cumprimentou Rose que entrara na enfermaria.


David soltou o pulso de Molly, e esta ficou ereta afastando-se de David. Scorpius remexeu-se na cama. Rose olhou para Molly que parara do lado da cama de Scorpius. Molly olhou para Scorpius. Rose aproximou-se de David, ajeitou o travesseiro.


-Como você está, amor?


-Recuperando-me-respondeu David.


Rose deu um sorriso e um leve beijo nos lábios do namorado. Molly desviara o olhar para Scorpius que tocara na sua mão.


-Você promete para mim que toda vez que eu acordar, você estará ao meu lado pelo resto da minha vida?-perguntou Scorpius, sedutor.


Molly abriu um sorriso.


-Você parece um anjo-disse Scorpius, apertando levemente a mão de Molly.


David olhou para Scorpius. Como ele poderia dar em cima de Molly tão descaradamente?


“Anjo? Ela é o meu anjo. Só meu. De mais ninguém”, pensou David.


Rose que deslizava a mão pelos cabelos de David, prestava atenção ao que desenrolava na cama ali perto.


-Sente-se, Molly-disse Scorpius, batendo com a mão no colchão. Molly sentou. -Aproxime-se mais, preciso falar com você.


Molly abaixou-se e Scorpius disse ao seu ouvido:


-Depois que eu sair dessa enfermaria, precisamos ter uma conversa seria que acho que temos evitado desde que começamos a ficar. Mas antes disso. Sempre sou eu que tenho a iniciativa dos nossos beijos, preciso que seja você que me beije agora.


Molly encarou Scorpius. Ela não podia olhar para o lado, se olhasse, desistiria. Ela deslizou uma mão pelo rosto dele e deslizou seus lábios gentilmente sobre os dele. Ele passou o braço pelo pescoço dela e ele colou os lábios do dela. Ela afastou os lábios dos dele antes que aprofundasse o beijo.


-Desculpe-sussurrou Molly.


Scorpius apertou gentilmente a mão dela. Anne entrou na enfermaria.


-O que foi?-perguntou Anne ao ver que todos olhavam para ela, inclusive Alvo.


-Eu me acordei e vi dois casais. O único que está aqui só como eu é o Potter, mas como ele não faz meu estilo.


-Não mesmo-disse Alvo, fazendo uma careta.


-Estava pensando aqui que a próxima garota que entrasse nessa enfermaria teria que me dar um beijinho.


Alvo estreitou o olhar e olhou de Marc para Anne.


-Não quero apanhar das suas fãs.


-Bobagem. Ninguém iria ficar sabendo, não é, pessoal?


Marc ficou de joelhos na cama e segurou a mão de Anne que estava parada na frente da cama dele. Anne riu com a brincadeira do amigo. Marc era um brincalhão. Sempre que podia, fingia dar em cima de Anne. Só que uma pessoa que estava deitada ali perto não estava gostando nada daquela brincadeira. Alvo fechou as mãos e apertou os lábios com força. Marc colocou os cabelos atrás da orelha de Anne e inclinou a cabeça, fechando os olhos. Alvo sentou-se abruptamente, mas antes que fizesse qualquer coisa... Scorpius puxou a mão de Anne, trazendo-a para junto dele.


-Desculpe, amigo. Você sabe que a Anne é minha!


Rose e Alvo respiravam fundo, mas ficaram calados.


-Scorpius, você já tem a Weasley-fingiu reclamar Marc.


-Mas as duas são minhas garotas em momentos diferentes-disse Scorpius, e em seguida piscou o olho.


-Egoista-resmungou Marc, deitando novamente.


-Scorpius vim ver você... e o Marc-disse Anne, olhando para o outro amigo.


-Ah, sim. Eu sei que o Scorpius é o homem da sua vida, mas não precisa me excluir.


-Tadinho, ele está carente já que não está com nenhuma garota e eu estou com duas-brincou Scorpius.


Marc fez uma careta e fechou os olhos.


-Quem tem muito fica sem nada-disse Alvo.


-Não sabia que os grifinorios eram invejosos-disse Scorpius, provocativo.


-Por que teria inveja de você?-perguntou Alvo.


-Eu aqui com duas garotas e você aí sem ninguém...-provocou Scorpius.


-Scorpius-disse Anne.


-Eu fico a perguntar o porquê da minha prima ficar com você, eu realmente não entendo. Mas a outra que você diz ser sua melhor amiga... vocês fazem um casal perfeito-disse Alvo com o tom acido na voz.


-Igual a você e a que você diz ser sua também melhor amiga?-provocou Scorpius.


Alvo ia retrucar, mas Rose falou primeiro.


-Parem vocês dois com isso-ordenou Rose. –Minha vida não interessa a você, Malfoy! Se você não reparou, você está com outra Weasley-disse Rose com ciúmes.


David olhou para a namorada, preferindo que ela tivesse dito aquilo.


-E não me arrependo. Percebo a cada dia que escolhi a Weasley certa-provocou Scorpius, encarando Rose.


Anne para quebrar a tensão, disse:


-Eu já vou. O dia foi cansativo.


Scorpius que conhecia bem a amiga, perguntou:


-O que aconteceu?


-Depois.


-Ok. Descanse bem.


-Boa noite-disse Anne, e depois saiu da enfermaria.


Tell me how I'm supposed to breath with no air?/ Me diga como devo respirar sem ar?
Can't live, can't breathe with no air/
Não vivo, não respiro sem ar
That's how I feel whenever you ain't there/
É como me sinto sempre que você não está aqui
There's no air, no air/
Não há ar, não há ar

Alvo acompanhou-a com o olhar. Ele queria ir atrás dela, mas não podia. Ele fechou os olhos e logo, adormeceu.


-Só vim ver como vocês estavam. Eu já vou-disse Molly.


Scorpius apertou a mão dela. Ela abaixou a cabeça e deu um selinho nele.


-Boa noite-disse Molly antes de sair.


-Boa noite-disseram os outros.


David olhou de esguelha para Molly sair. Scorpius olhou para Rose que falava algo com David. Ela também olhou para ele, mas ele virou-se de costas para dormir.


-Acho que vou embora. Todos já dormem-disse Rose olhando para os outros garotos que dormiam.


Ela foi até a cama de Alvo e deu um beijo na testa dele. Olhou para Mark e Scorpius, este segundo mais demoradamente. Voltou para a cama de David e alisou delicadamente o rosto dele. Ele sorriu e apertou a mão dela, beijando a palma.


-Amanhã, eu venho-disse Rose já perto da saída.


Um grito. Ela virou-se rapidamente.


-Rose-chamou David, assustado.


Rose correu até a cama e segurou Alvo com força que se debatia com violência.


-Cadê a Madame Pomfrey ou a Victorie?-perguntou Rose, desesperada.


-O que está acontecendo com ele?-perguntou Marc, assustado.


Mark e Scorpius acordaram com os gritos de Alvo que se debatia com cada vez mais violência na cama.


-Ann...-gritou Alvo.


-Preciso de ajuda-pediu Rose.


David levantou-se com dificuldade e foi atrás da enfermeira. Scorpius também levantou-se para ajudar Rose. Marc saiu da enfermaria para ajudar David.


-Anne. Anne. Anne-gritava Alvo cada vez mais alto.


-O que ele quer com a Anne?-perguntou Scorpius para Rose.


-Eu não sei-respondeu Rose que chorava ao ver o primo naquele estado.


-Ele nem gosta dela.


-Também não entendo.


-Anne. Anne. Anne...


Madame Pomfrey entrou seguida por David e Mark.


-Minha nossa. Eu preciso fazer uma porção tranqüilizante. E preciso que alguém vá buscar a Srta. Brewster na sala comunal da Sonserina.


-Eu vou lá-disse Scorpius.


-Não, nenhum de vocês garotos podem. Vocês já se esforçaram além da conta por hoje. Vá, Srta. Weasley.


-Mas não tem como eu entrar no Salão Comunal de outra casa.


-Você é inteligente. Você dará um jeito de trazer a Srta. Brewster aqui.


Rose saiu da enfermaria correndo e pensando em como avisar Anne para ir a enfermaria.


Anne se preparava para dormir. Olhou para o céu estrelado. Tão diferente do seu humor. Sentou-se na cama, cansada. Alisou a camisola amarela. Estava tão absorta em pensamentos que mal escutou o barulho no quarto. De repente, ela viu uma luz iluminar seu quarto. E uma luz prata em forma de... ela não conseguiu decifrar pela intensidade da luz e pelo que falou em seguida:


“Vá para enfermaria. Urgente”.


Anne levantou-se rapidamente.


“O que aconteceu? Será que alguém piorou? Ai!”, pensou Anne, preocupada.


Anne colocou o robe, e saiu correndo para a enfermaria. Lá encontrou só Alvo, Rose e Madame Pomfrey. Alvo ainda debatia-se na cama e soltava grunhidos.


-O que há com ele? Onde estão os outros?-perguntou Anne, nervosa.


-Os outros estão na outra ala da enfermaria. E tomaram remédios para dormir.   


Anne ainda mantinha-se afastada de Alvo.


-Por que me chamaram?


-Ele precisa de você-disse a Madame Pomfrey.


Anne olhou para Rose como se pedisse explicação.


-Ele chamava por você-disse Rose.


-Por mim?-perguntou Anne, incrédula. –Seu primo quer ver qualquer um, menos eu na frente dele.


-Fale mais alto-pediu Madame Pomfrey.


-Para que?


-Faça o que ela pede-disse Rose com olhos vermelhos de chorar.


-O que vocês querem que eu fale?-perguntou Anne com a voz alta.


Rose e Madame Pomfrey abriram a boca, mas foi outra voz que Anne escutou:


-Ann... Anne. Anne-voltou a gritar Alvo. Ele sentou-se na cama. Abriu os olhos, olhando diretamente para Anne e caiu na cama.


-Façam com que ele pare-pediu Anne com lágrimas nos olhos por ver Alvo daquele jeito.


-Já dei uma poção tranqüilizante, mas acho que ele melhorará mais rápido com você perto dele-explicou Madame Pomfrey.


-Por que eu?


-Porque é você que ele chama-disse a Madame Pomfrey.


-Mas...-disse Anne, olhando para Rose.


Rose só negou com a cabeça.


-Venha comigo, Srta. Weasley. Preciso mandar uma carta urgente para o Sr. e Sra. Potter.


-Mas e deixá-lo nesse estado?


-Sei que a Srta. Brewster cuidará bem dele.


Anne aproximou-se de Alvo, devagar. Madame Pomfrey e Rose saíram da enfermaria. Alvo estava totalmente suado. A pele chegava a brilhar. Ela segurou a mão dele e virou a palma onde no pulso, ela podia ver a tatuagem.


Got me out here in the water so deep/ Me deixou aqui fora nessa água tão profunda
Tell me how you gonna be without me?/
Me diga como você ficará sem mim?
If you ain't here I just can't breathe/
Se você não está aqui, não consigo respirar

-Para sempre fiel...-sussurrou Anne. –Você não fez essa tatuagem para mim. Então por que me chamou?


Anne sentia a mão de Alvo ainda trêmula, mas ele parara de gritar.


-Eu não entendo você. E duvido que um dia, eu entenda.


Ela deslizou o dedo pela tatuagem. Ele deu um suspiro.


-Eu não entendo-disse Anne, levando o pulso a boca. –Não entendo-disse ela, dando um beijo na tatuagem.


Alvo arfou e deixou de tremer. Anne ficou ali, deslizando a mão pelos cabelos de Alvo e pela mão e tatuagem dele. Até que adormeceu segurando a mão dele.


***


Harry e Gina entraram na sala da diretora, preocupados. Ali estavam Minerva McGonagall, Madame Pomfrey e Rose.


-Boa noite-disseram Harry e Gina.


-Boa noite-disseram as outras.


-Sentem-se Sr. e Sra. Potter-disse McGonagall.


-O que aconteceu com o Alvo?-perguntou Gina, nervosa e preocupada.


Harry segurou a mão de Gina para lhe passar segurança. McGonagall deu um sorriso para confortá-los. Era estranho ver os dois ali sem a companhia de Rony e Hermione Weasley. Eles eram praticamente inseparáveis. Ela não pode deixar de perguntar:


-Onde estão o Sr. e a Sra. Weasley?


-Saimos apressados e não tivemos tempo de avisá-los. E já é tarde da noite-explicou Harry.


-Desculpe interromper, mas o que aconteceu com nosso filho?-perguntou Gina, ansiosa.


-Acho que a Srta. Weasley pode explicar melhor já que era ela que estava na enfermaria no momento que aconteceu.


-Aconteceu o que?-perguntaram Harry e Gina juntos.


McGonagall fez sinal que Rose falasse.


-Eu estava na enfermaria hoje e...


Rose contou tudo o que viu acontecer na enfermaria naquela noite.


-Como ele está agora?-perguntou Harry.


-Ele está com a Victorie?-perguntou Gina.


-A Srta.Weasley está de folga esta noite. Ela quis passar a folga para outra noite, mas eu disse que não precisava-disse Madame Pomfrey.


-O Alvo está com a Anne-completou Rose.


-A garota?-perguntou Harry.


Madame Pomfrey confirmou com a cabeça. Minerva McGonagall levantou-se e disse:


-Srta. Weasley, você precisa descansar. Passou por muitas coisas hoje. A poção dela está pronta?


-Sim, Minerva.


-Deixaremos vocês a sós. Levarei a Srta.Weasley até o salão comunal dela.


Rose despediu-se dos tios dando um beijo em cada um deles.


-Obrigada, querida. Você sempre é tão solicita-disse Gina.


-O Alvo é meu primo e melhor amigo, tia.


Rose saiu da sala da diretoria acompanhada por McGonagall. Quando a porta foi fechada Madame Pomfrey, olhou para as duas pessoas na sua frente.


-Ela pensará que a poção é para dormir bem, mas é para fazê-la esquecer o que aconteceu. Os garotos já beberam.


-Por que?-perguntou Harry.


-Seu filho precisa deixar de lutar contra o que sente-explicou Madame Pomfrey.


Harry olhou para Gina sem entender.


-Como assim?-perguntou Gina.


-Ele luta contra o que sente pela garota. Quanto mais ele lutar... mais pode piorar.


-E o que podemos fazer?-perguntou Gina.


Madame Pomfrey balançou a cabeça como para dizer que não tinha resposta.


-E se ele tiver uma crise em casa?-perguntou Harry.


-Isso não acontecerá novamente, Harry-disse Gina, incisiva.


-Vocês terão que preparar uma poção forte de tranqüilizante, e demorará um pouco para ele tranqüilizar. Ele só melhorar com mais rapidez com ela ao lado como hoje.


-Quero ver meu filho-disse Gina, levantando-se.


-Claro.


Madame Pomfrey acompanhou Harry e Gina até a enfermaria. Ao entrar, eles viram Anne de mãos dadas com Alvo. Ele tinha uma mão na cabeça dela como se tivesse alisado os cabelos dela. Madame Pomfrey aproximou-se de Anne para acordá-la.


-É ela, o par de Alvo, não é?-cochichou Harry.


Gina confirmou com a cabeça. Harry percebera por iniciativa própria, ela não dissera nada. Ela não poderia ter dito com a própria boca era a regra.


-Querida, acorde. Pode voltar para a sala comunal da Sonserina-disse Madame Pomfrey.


-Entendi-disse Harry.


Gina aproximou-se e ajudou-a levantar da cadeira.


-Obrigada, querida. Por ter ficado com ele.


-Não foi nada, Sra. Potter-disse Anne, ajeitando os cabelos.


-Boa noite-cumprimentou Harry. –Já a vi em algum lugar?-perguntou ele, percebendo que já vira Anne em algum lugar.


-Boa noite-disse Anne. –Talvez na noite do baile ou na capa de alguma revista. Sou modelo.


-Hummm. Prazer em conhecê-la.


Anne deu um sorriso franco. E reparou de perto a quem Alvo herdara os lindos olhos verdes.


-Ele vai ficar bem?-perguntou Anne, olhando para Alvo.


-Sim-tranquilizou Madame Pomfrey.


Anne despediu-se de todos e saiu da enfermaria.


-Ela não irá tomar nenhuma poção?-perguntou Gina.


-Você sabe que ela tem uma forte ligação com ele. Não adiantaria muita coisa-disse Madame Pomfrey. –Deixarei vocês um pouco a sós com ele. Com licença.


-Obrigado-disse Harry.


Gina aproximou-se de Alvo e alisou gentilmente seu cabelo. Harry ficou do lado da esposa.


-Ele está pálido-disse Harry. –Por que ele teve essa crise?


-Ele luta contra o que sente...


-Isso, eu sei. Mas deve ter acontecido algo, não? Por favor, Gina, ele é meu filho também. Você sabe mais dessas coisas em relação ao baile por ser mãe. Eu já sei quem é a garota-disse Harry, nervoso.


-Ok, Harry. Eu explicarei, mas não aqui perto dele.


Harry ficou calado. Aproximou-se do filho. Deu um beijo na testa dele. Minutos depois, Madame Pomfrey entrou na enfermaria.


-Acho melhor vocês irem. Ele vai ficar melhor.


-Qualquer coisa que acontecer nos avise. Vamos vir imediatamente-disse Harry.


Gina abaixou e deu um beijo na bochecha dele.


-Boa noite, querido-disse Gina.


-Boa noite, filho-disse Harry. –Obrigado-disse ele a Madame Pomfrey.


Gina deu um sorriso a enfermeira. E saiu abraçada a Harry. Eles chegaram em casa. Harry sentou-se no sofá.


-Agora explique-me-pediu Harry.


Gina sentou no sofá de frente a Harry.


-Lembra o que você disse para mim na nossa lua de mel?


-Gina, eu disse incontáveis coisas na nossa lua de mel... Disse que a amava, que você é a mulher da minha vida, que eu fui muito burro por não ter começado mais cedo nosso namoro, que...


-Certo, Harry. Além disso, você comentou sobre sonhos...


Harry levantou as sobrancelhas, pensativo.


-Os sonhos que você teve comigo antes de casarmos...


De repente, Harry ficou vermelho como uma pimenta. Aqueles sonhos...


-Harry-chamou Gina, tirando Harry do transe. –Não sei o porquê você ficar assim, você conhece cada centímetro do meu corpo, então... Ah! Alguma posição diferente que ainda não fizemos?


Às vezes, Harry preferia que Gina não fosse tão aberta em relação a sexo. Ela falava tão... abertamente.


-Ah, Harry. Temos mais de 20 anos de casados então nada de vergonha sobre sexo.


-Gina, agora o assunto da conversa é Alvo. E não sobre nós-cortou Harry.


-Você está certo. Mas depois temos que terminar essa conversa. E quero saber exatamente como eram esses sonhos que você tinha comigo...


-Gina!


-Desculpe. Mas sim... Esses sonhos que você teve é o que Alvo vem tendo...


Harry abriu e fechou a boca algumas vezes. Até que conseguiu falar:


-Você quer dizer que o Alvo tem sonhado com...


-Sexo. Sim, todos sonham ou sonharão com isso na vida. É da natureza humana.


-Mas por que a crise?


-Porque ele luta contra o que sente pela garota e junta a intensidade dos sonhos. Cada pessoa pode ter sintomas diferentes sobre lutar contra os sentimentos em relação a seu par. Isso foi explicado a nós mães quando fazemos a inscrição de nossos filhos para o baile. E escutei isso algumas vezes já que não foi o primeiro baile de Tiago. Ótimo que ele conseguiu um par...


-Então se ele continuar a ter esses sonhos e continuar contra os sentimentos, ele poderá...?


-Sim, pode-disse Gina, preocupada. –Mas ele não terá mais nada!-Gina tentou se convencer.


-Não, não terá nada-tentou Harry tranqüilizar Gina.


Toc toc toc.


Harry e Gina se entreolharam.


-Quem será em uma hora dessas?-perguntou Gina, preocupada.


-Vou ver quem é-disse Harry, se levantando.


Harry abriu a porta e viu Francis apoiando Tiago nos braços.


-O que aconteceu?-perguntou Gina, se levantando ao ver o filho naquele estado.


-Ele bebeu além da conta, Sra. Potter.


Harry ajudou o filho a entrar em casa.


-Onde estão o Ted e a Victorie?


-Não os procurei. Achei que demoraria demais então aparatei só com o Tiago.


-O que deu nele para beber dessa maneira?-perguntou Harry.


-Eu não sei, Sr. Potter. Passei uma parte da noite dançando com o Oscar, discuti com o Tiago por umas coisas que ele me disse...


-O que ele lhe disse?-perguntou Gina, olhando Tiago.


Harry já tinha colocado o filho sentado no sofá e ele dormia com a cabeça caída para o lado.


-Primeiro, ele me xingou por eu ter dançado com o Oscar. Eu dancei com ele porque ele foi bem educado em me pedir desculpas e não vi nada demais dançar com ele. Depois Tiago me disse que estava apaixonado por mim, mas nisso eu não acredito. Deixei de ser aquela garota que acredita em tudo que lhe falam-explicou Francis.


“Tiago apaixonado pela Francis?”, pensou Harry.


-Francis, você participou do baile desse ano, não foi?


-Sim, Sr. Potter.


-Conseguiu um par?


Francis abriu a boca para responder, mas Gina interrompeu:


-Obrigada, Francis. Você sempre uma ótima amiga para o Tiago. Já é tarde para você voltar para casa e como quando vocês saem juntos, você dorme na casa da Victorie. Pode dormir aqui hoje.


-Não quero incomodar, Sra. Potter.


-Você sabe que nunca incomoda, Francis. Você pode dormir no quarto de Lily já que ela está em Hogwarts. Pode subir que levarei o que você precisa para dormir bem.


-Obrigada-disse Francis, e em seguida olhou para Tiago.


-O Harry subirá com ele depois.


-Ok, então. Boa noite-disse Francis, subindo as escadas.


-Boa noite-disseram Harry e Gina.


Quando Francis sumiu de vista. Harry arrastou a esposa para a cozinha.


-É a Francis, não é?


-O que?-perguntou Harry, fingindo-se de desentendida.


-A garota. O par de Tiago.


-É, é ela.


-Agora só falta eu descobrir o par de Lily.


Gina revirou os olhos.


-Se eu fosse você ficaria mais preocupado em saber o que sua filha está aprontando agora.


-E porque ela estaria aprontando a uma hora dessas da noite?


-Porque um filho seu teve problemas no hospital, outro dorme bêbado no seu sofá... E Lily junto com o Hugo em Hogwarts... que herdaram os genes dos pais para a aventura...


-Eles podem se aventurar sempre. A única aventura que não pode é a qual nós dois tínhamos em Hogwarts-disse Harry, e em seguida piscou o olho.


-Por que não?


-Porque Lily e Hugo juntos seria como incesto. Eles praticamente foram criados juntos...


-O que existe mais no mundo bruxo são casamentos entre primos-explicou Gina.


-Sim, mas quando eles não são tão próximos.


-Ok, Harry. Vá levar Tiago para o quarto que eu tenho de levar roupas para Francis-disse Gina, mudando de assunto. –Espero mesmo que Lily esteja se comportando...


***


-Esse é o único modo de você não ser minha escrava-disse Hugo para a prima. –Quem manda falar demais?


-É um absurdo, vocês deixarem o Louis fazer uma tatuagem!-reclamou Lily.


-Não quero saber disso agora. É fazer ou ser minha escrava.


-Eu faço.


-Você deveria me agradecer por eu estar aqui, pois se fosse outro a deixaria sozinha.


-Você estar aqui porque quer ver mesmo eu fazer.


-Também. Agora vá e faça direito-disse Hugo, empurrando levemente a prima.


-O que eu teria que fazer se fosse sua escrava?-perguntou Lily, olhando para trás.


-Faria minhas tarefas, engraxaria meus sapatos, não sairia com ninguém, pois terá que ficar a minha inteira disposição...-disse Hugo, contando nos dedos.


Quando Hugo viu Lily já estava no meio caminho. Lily olhou para os lados, abaixou-se e pegou. Ela voltava para perto de Hugo quando viu uma luz e escutou um grito.


-Alunos fora da cama-gritou Sr. Filch.


Hugo e Lily correram sem olhar para trás. Hugo tentava entrar em qualquer porta que estivesse aberta, mas todas estavam fechadas. Até que conseguiu abrir uma, e eles entraram. Um armário de vassouras. Lily tentou se ajeitar, mas estava difícil. Estava praticamente em cima de Hugo, a única coisa que os separava era o que segurava.


-Ideia ótima a sua-reclamou Lily.


-Quem manda não querer ser minha escrava?


-Você mandando em mim? Hahahahaha.


-Você só lembrou da parte ruim, mas você ia ver que seria também prazeroso...


Lily engoliu em seco e tentou se afastar, mas Hugo se aproximou mais dela...


There's no air, no air/ Não há ar, não há ar
No air air, no air air/
Sem ar ar, sem ar ar
No air air,/
Sem ar ar
No air/Sem ar



Música que Tiago e Francis dançaram: Good girls go bad/Cobra Starship e Leighton Meester


Música do capítulo: No air/ Chris Brown e Jordin Sparks; também cantaram esta música no seriado Glee.


 


N/A: A música que escolhi para este capítulo surgiu assim (tem que ser essa música, mas pensei em outras). Eu estava escutando a música do nada, fui ver a tradução e amei. E escolhi para colocar na fic. A música que Tiago e Francis achei que combinava com o momento e com os dois. E quem quiser assistam o clipe que se passa em uma danceteria, bem legal. Com a atriz de Gossip Girl (Leighton Meester) que também canta. Gosto muito da Blair e do Chuck, às vezes, penso neles para escrever o Alvo e Anne... E apareceram dois personagens novos na fic, espero que curtam.Deixei para vocês imaginarem a posição que Tiago e Francis, embora não pensei nada safado. Mas Francis é muito tímida. E também deixei vocês imaginarem o sonho de Alvo, mas acho que em algum capítulo terei que descrever então é esperar...Agradeço os comentários.
Desejo um feliz ano novo a todos. Com saúde, paz, sucesso, prosperidade e que todos os sonhos sejam realizados conforme a vontade de Deus.E não preciso dizer, mas mesmo assim vou dizer: capítulo novo só em 2011. E não sei quando, pois passarei minhas férias lendo textos e livros para o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) que apresentarei em junho na Universidade e me formarei (finalmente). Então só escreverei a fic quando arranjar um tempinho e quando “Vergueiro” (autor) estiver pegando demais no meu pé e eu quiser der um tempo dele. Coitado, pouco conheço o autor (do que eu li), e estou prevendo meses lendo livros e textos dele...Mas já estou com idéias para o próximo da fic e provavelmente aparecerá mais os adultos. Draco... Hermione...
Espero que não desistam da fic. Agradeço a Olivia Mirisola, Marrie Wesley e Jacgil, minha prima que me ajuda com os capítulos.
Tudo de bom. Bjs.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.