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5. Juventude


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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5


Juventude




A data era no começo de julho, três anos atrás. No começo de julho, estávamos saindo de Hogwarts, último ano de escola.


         Matéria principal, a prisão de Draco Malfoy. Meu sangue começou a correr bem mais rápido do que o normal, minhas mãos ficaram suadas e meus olhos movimentavam-se rapidamente pelas palavras.


         Fazia mais de um ano que não ouvia esse nome, nem lia esse nome. Fazia questão de não pensar naquilo. Draco Malfoy foi um dos meus namorados no meu sétimo ano, e quem diria o mais intenso. Ele era tudo que uma garota sonhava menos a parte de ter uma família assassina.


         Harry também não gostava muito de falar no assunto, afinal, ele nunca aceitou e não aceitará o fato de uma pessoa desse lado dormir com o outro.


         A parte queimada pegava metade da foto de prisioneiro de Malfoy. Aquela matéria nem demos o prazer de ler, não agüentávamos mais a história de mata ali, sobrevive ali, prende aqui, foge pra lá... 


         Harry dobrou o jornal e rumou para fora. Agradeci o velho e falei que ficaria de olho para que nada de ruim aconteça. Descemos as escadas e fomos novamente vítimas de olhares tortos e comentários maldosos, Harry agarrou meu braço e andou rapidamente para fora.


         - Você não está achando que eles- Harry fez o carro voltar ao normal.


         - Lógico que não, Mione! – Disse entrando de um lado e eu do outro. – Esses idiotas têm a cara de pau de entrar em um lugar público, em plena luz do dia, fazer uma reunião sem pé nem cabeça e sumirem?!


         - Eu também achei muito estranho.


         - Qualquer pessoa acharia. – Bufou. – Eles estão tramando alguma coisa muito séria.


         - O cara tava falando a verdade, a não ser que ele tenha colocado um feitiço para confundir suas memórias, o que eu acho impossível, pois não tinha nenhum indício disso, o que ele falou aconteceu, e por estranho que aconteça, irá acontecer alguma coisa. Nós vamos avisar o Ministério?


         Harry pensou por alguns segundos.


         - Por enquanto não. – Seguimos para casa em silêncio.


         Ao chegarmos, Harry jogou aquele jornal dentro de um pequeno cofre escondido atrás do frigobar da sala. O trancou com magia e sentou-se no sofá da sala, ligando a televisão.


         Fui para a cozinha, procurei alguma coisa comível na geladeira e encontrei um grande vácuo. Atrai o telefone com magia e liguei para a pizzaria. Da sala, ouvi a televisão aumentar, pedindo uma pizza de pepperoni, minha voz se silenciou.


         O jornal da CNN passava uma matéria ao vivo, a repórter aparentando não estar muito feliz por estar ali, mostrava umas cenas de uma gravação de algumas horas atrás, ainda estava de dia. Três vultos pretos sobrevoando o centro de Londres, ao fundo, podiam ver nosso apartamento.


         - Eu ligo depois. – Foram as minhas únicas palavras. Fiquei arrepiada e até deixei o telefone colidir com o chão.


         A gravação tinha cerca de dez segundos feita de um celular. Os três vultos pretos eram denominados como OVNIs. A CNN, até onde eu sei, é um canal sério, um canal que não mostraria esse tipo. Harry passava de canal em canal e lá estavam, os três mesmos vultos.


         Algum chute de quem seria?


         O silêncio da casa me deixou intrigada.


         - Milk? – Olhei para o corredor sombrio. Descalço, Harry pulou na minha frente empunhando a varinha e começamos a andar lentamente, segurei em seu braço com uma mão e na outra estava armada.


         Sempre quando chegamos, Milk pula, late e faz festa. Chegamos e ele nem deu as caras. A tensão estava passando do meu corpo, para o do moreno e não queria que eu fosse com ele, mas sozinha, não iria ficar.


         A porta do final do corredor é a do nosso quarto e estava fechada. Outra coisa esquisita, pois todas as portas ficam abertas para o cachorro transitar por aí.


         Estou me sentindo em um filme de terror.


         As outras portas estavam todas abertas e as poucos, as luzes foram se acendendo, nada fora do normal. O que preocupava Harry era o cachorro, nem seria a sala de artefatos das trevas.


         Harry abriu a porta com um balanço da varinha fazendo um rangido estranho. A luz estava apagada, mas um forte vento nos surpreendeu. A porta da sacada nunca fica aberta. Ele entrou primeiro e logo eu entrei. Estava perfeitamente como nós deixamos. Milk estava imóvel, sentado nas patas traseiras e olhando para o céu através da porta. Cada um foi para um canto, chequei o closet e ele o banheiro.


         Estava tudo limpo. Milk estava petrificado. Levei uma das mãos a boca e um forte aperto no coração surgiu. Harry deu aquela famosa torcida de pescoço.


         - Tira o feitiço de aparatação. – Sussurrou.


         - Não... Eles podem fugir.


         - E a gente também. – Sacudi a varinha para o alto e um estalo se formou.


         Ninguém apareceu, nenhum barulho se formou.


Fomos até a sacada e nos surpreendemos. Na parede tinha a mesma marca negra do Caldeirão Furado cravado na textura. No chão, poeira e um pó verde. Pó de Flu.


Harry foi até a churrasqueira e lá estava mais pó de flu. O desgraçado fugiu pela churrasqueira.


- Por que por aqui?


- Feitiço de aparatação, Harry.


- Certo, mas como eles entraram?


- Talvez eles nem entraram... – Fui até a sacada e olhei a Trafagal Square lá em baixo.




***




- Senhorita Granger, a senhorita sabe que aqui não podemos curar animais.


- Não precisa ser exatamente a senhora, pode me dar uma poção que eu transformo meu cachorro em- - Olhei Harry sentado na sala de espera com o cachorro do lado. – cachorro novamente.


- Não posso.


Depois de três minutos, estava arrombando um dos armários de poções simples do Hospital St. Mungus com Harry me dizendo que isso era totalmente errado e se fossemos pegos, estaríamos ferrados.


- Me conte uma novidade. – Achei a bendita poção e partimos para fora daquele lugar.


Decidimos que não moraríamos lá por algum tempo. Desaparecemos com a marca negra e trancamos aquele apartamento com todos os feitiços imagináveis. Fomos até um hotel e já ligamos para Ron, Luna e Gina. Marcamos de nos encontrar amanhã na hora do almoço em um restaurante trouxa no centro da cidade.


Eu e Harry estávamos estranhos. Não nos falávamos diretamente assuntos engraçados, pessoais e amorosos. Estávamos curtos e grossos. Tomei um banho esquisito. O banheiro daquele hotel de luxo tinha um Box transparente, você nem conseguia ver o vidro. Me senti constrangida sem motivo.


Tomei um banho, vesti um pijama leve e fui até a cama. Harry fingia dormir o que me arrancou risadas. Ele também sorriu quando eu deitei ao seu lado e acariciei seus cabelos.


- Tá tudo acontecendo... – Sussurrei e ele me olhou.


- Você está preocupada?


- Estou começando a ponderar a idéia de uma fuga... – Virou-se por completo, me chamando para um abraço, deitados na cama.


- Se ele fugir iremos pegá-lo. – Eu ri meio descrente. – Somos os melhores, amor.


- Nós somos os melhores, Harry, mas nós temos amigos e eles podem- - Parei e encarei o nada. – Você lembra que ele o pegou para me fazer morrer aos poucos... Ele pode estar interessado em apenas me afetar, de todos os modos.


- Não acredito muito nisso, afinal, três anos se passaram alguns ressentimentos podem ter sido bem pensados...


Eu não continuei.


***




         - A marca negra? – Gina estava com as duas mãos na boca.


         Já tínhamos contado tudo para a ruiva, Ronald e Luna. A parte que eles ficaram mais chocados foi com a invasão ao nosso apartamento. Várias teorias foram lançadas, tais como eles só querem botar medo, eles só querem chamar atenção, eles querem realmente matar um de nós ou simplesmente, um aviso para não mexer com esses assuntos.


         Porém, mexer com esses assuntos é o nosso trabalho.


         - E o que vocês vão fazer? – Perguntou Luna.


         - Ficar no hotel até achar um novo apartamento escondido.


         - Fica com a gente. – Soltou Ronald.


         - Seria muito arriscado, se eles conseguiram burlar aquele feitiço de aparatação e segurança do nosso aparamento, fico imaginando o poder de fogo deles contra qualquer um de nós. – Disse sem muita emoção.


                - E porque eles soltariam Draco Malfoy?  Ele é uma escória para a raça deles, ele ficou com uma pessoa que não é pura. – Gina disse sem pensar muito, mas não me abalei.


         - Vocês são “o casal perigo”. – Brincou Ronald. – O “menino-que-sobreviveu-inumeras-vezes” e a “odiada-mortalmente-pelos-comensais-da-morte”. – Mostrei a língua, mas achei a pura verdade.


         - Vamos mudar de assuntos trágicos... - Luna odiava conversar sobre isso. – Seu aniversário está chegando, Harry! – Encolhi os ombros. – Temos que dar uma festa!


         - Oh, não! Nada de festas! – Cortou por aí.


         - Ah, cara! Vamos lá! Não é todo ano que se faz 21 anos! – Ron quase gritou, indignado.


         - Não quero colocar a vida dos outros em perigo. Quero investigar o que foi que aconteceu primeiro.


         - Você tem cinco dias para isso. Não é, Hermione? – Concordei levemente com a cabeça, lendo os pensamentos mortais de Harry.


         - Pode ser só uma reuniãozinha entre nós, o que acha? – Agarrei seu braço fingindo estar de acordo com só aquilo.


         - Não sei, Hermione...


         - Harry, pára com isso! Iremos dar uma festa para você, quer queira, ou não. – Gina foi curta e grossa.


         Como não fomos trabalhar – inventamos uma desculpa que nosso cachorro ficou doente de mais e nós não dormimos a noite, resolvemos sair para fazer algumas compras. Deixamos tudo trancado dentro daquele apartamento até Harry descobrir o que estava acontecendo. Tínhamos duas peças de roupa e um par de sapatos cada um.


         Fiquei horas comprando novas roupas, novos sapatos, alguns produtos de higiene pessoal enquanto Harry escolhia um par de meias, duas camisas e duas calças. Homens.


         Ao voltarmos para o hotel, Milk estava completamente recuperado, porém, antes de sairmos, tínhamos lhe dando poções da paz então o cachorro dormiu profundamente.


         Arrumamos algumas coisas dentro do guarda roupa e descemos para jantar. O moreno tentou me convencer a não dar uma festa, mas a minha vontade reinou.


        - Você pode ir pedindo que eu vou no banheiro e já volto. – Fui em direção ao banheiro e fiz tudo o que tinha que fazer lá.


         O suntuoso hotel contava até com um cabeleireiro dentro de cada banheiro para as madames retocarem cabelo e maquiagem.


         Demorei menos de cinco minutos e a minha grande surpresa e irritação foi ver que Harry estava acompanhado.


         E bem acompanhado.


         Apertei os punhos, desci os dois degraus e fui em direção a mesa. O moreno estava de costas para mim, mas a loira pode ver claramente meus olhares mortais.


         - Ah, boa noite, Hermione! – Disse se levantando.


         Lá estava Nathalie, não queria saber como chegou, como soube ou como irei matá-la.


         - Olha que coincidências, ela está um andar abaixo de nós! – Levantou-se e já percebeu meu olhar de desaprovação.


         - E o que lhe trouxe aqui? – Cruzei os braços.


         - Meu apartamento está sendo dedetizado. Só posso voltar daqui três dias. – Riu copiosamente.


         - Ótimo... – Peguei minha bolsa em cima da cadeira e virei às costas.


         - Aonde você vai? Eu já pedi o jantar. – Virei lentamente com um sorriso sarcástico nos finos lábios.


         - Perdi a fome, aproveite com sua amiga. – Saí pelo saguão e já peguei o elevador. Percebi que Harry não me seguia e nunca iria me seguir.  


         Com mais três pessoas, subi até o andar em que estava hospedada e entrei no apartamento batendo a porta. Joguei a bolsa na cama e ela foi parara no chão. Os sapatos voaram acertando várias outros objetos. Entrei no banheiro, bati a porta e as gavetas.


         - Por que você está batendo as coisas?! – Deu um grito maior do que a garganta.


         - Você poderia ao menos bater na porta?!- Bufei e tentei arrumar a pequena bagunça que tinha feito no momento de raiva.


         - Fiquei preocupada com vocês! Tentei ligar em ambos celulares, tentei mandar corujas e ir ao seu apartamento e o porteiro me disse que vocês tinham se mudado. Eu entrei em pânico... – Tonks sentou-se na cama, balançando os pequenos pés.


         - E como nos encontrou?


         - Usei um feitiço que Lupin inventou esses dias, acha até agulha no palheiro. – Sorriu. – Então, por que, de uma hora para outra, vocês mudaram de endereço e não avisaram ninguém?


         Não irei contar a ela, não queria que ficasse preocupada, mas teria que mentir muito bem.


         - Estão dedetizando nosso apartamento. – Boa, Hermione.


         - Dedetizando? – Olhou confusa.


         - Começaram a aparecer algumas baratas e isso não seria bom para o Milk. – Olhei para o animal capotado em sua almofada.


         - E por que ele está desse jeito?


         - A política desse hotel é “sem cachorros, sem crianças, zele pelos nossos ouvidos”.


         Tonks olhou de um lado para o outro tentando acreditar na história.


         - OK, quando vocês voltam?


         - A dedetização termina daqui alguns dias, mas eu e Harry estávamos pensando em passar algum tempo fora de casa... Sabe, enjoou. Queríamos viajar. – Ela sorriu.


         - Isso é fantástico! A primeira coisa da idade de vocês que vocês fazem! – Ignorei. – OK, vocês estão vivos, então eu irei para casa! Decidiu o que fazer no aniversário dele?


         - Ainda não, mas eu mando uma coruja ou- - Aparatou.


         Suspirei fundo. Eu sabia que ela não acreditaria em uma palavra que eu dissesse, mas pelo menos tentei.




***


 


         Ao acordar no outro dia, Harry não estava na cama, presumo que nem apareceu no restaurante. Qual seria a primeira coisa que aparecia na cabeça de vocês? Nathalie o envenenou, o levou para seu quarto e sabe-se lá o que rolou.


         Mas não foi nada disso, ele recebeu um chamado do Ministério e teve que comparecer lá um pouco depois de eu dormir. Ele tinha deixado um recado afixado no espelho do banheiro.


         Hoje eu não poderia fugir, tinha que trabalhar.


         Mas antes, tinha que deixar Milk em algum lugar mais “seguro” e que aceitasse a presença dele.


         - Sem problemas, eu fico com ele. – Disse Ron pegando o sonolento cachorrão no colo. – Ele ainda não acordou?


         - Acordou, mas ainda está bem sonolento. Daqui uma hora, ele volta a ser o mesmo. Obrigada Ron. – Sorri indo até o carro.


         - Vamos jantar hoje!


         - Pode deixar!


         Entrei e dirigi até o Ministério.


         Logo na entrada, vi os reflexos do que aconteceu ontem: uma forte segurança para revista, identificação de funcionários e visitantes e vários auror espalhados pelas redondezas. Demorei quinze minutos para entrar e ainda duvidaram de mim porque mudei o lado da minha franja. Com esse bloqueio, parecia muito mais vazio do que os outros dias. No elevador tive o prazer de não ser esmagada pela primeira vez.


         Ao chegar ao departamento, algumas mesas estavam vazias e isso me incomodou. Principalmente por uma delas ser a de Nathalie. Pude ver o vulto do meu namorado pela janela fosca de sua sala e fui diretamente a sua direção. Chegando perto da maçaneta escuto uma segunda voz dentro da sala.


         - Senhorita Granger, estou em reunião. – Ele disse com as duas mãos no bolso. A sua reunião era com Shacklebolt, o grande auror de pele mais escura. Acenei com a cabeça e saí.


         Sentei na desconfortável cadeira e já reconheci o jornal de hoje e mais algumas anotações. Dez minutos depois, vejo uma cabeça ruiva passar no meio das pessoas e parar na frente da minha mesa.


         - Bom dia. – Gina disse radiante.


         - Bom dia, flor do dia. – Ri, ela atraiu uma cadeira até seu traseiro e sentou-se a minha frente. – Você não vai se encrencar por estar aqui, essa hora?


         - Nada, - Apoiou-se na mesa. – meu chefe foi entregar os relatórios para os secretários do Ministro, irá demorar um pouco com tanta burocracia.


         - E o que te traz aqui além do ócio?


         - O jantar de hoje ainda está de pé? – Concordei. – Vou chegar mais tarde. – Parei o que estava fazendo e levantei meu olhar para a ruiva.


         - E por quê?


         - Tenho um “encontro”. – Eu ri. – Ele é diferente, o conheci em uma confusão na cafeteira, ontem. – Suspirou.


         - E o que vão fazer?


         - Vamos ao cinema, a sessão termina a tempo de jantar com vocês. – Olhei desconfiada.


         - Se vocês não quiserem estender essa sessão até mais tarde, em casa, não é? – Ela não achou a graça que eu achei.


         Harry desocupou a sala e o olhei derrotada.


         - O que há entre vocês? – Gina descobria as coisas apenas com um olhar que eu soltava.


         - Meio que “brigamos” e ele não dormiu na mesma cama que eu. – Ela gemeu. – Pois é, me senti assim.


         - Daqui a pouco, vocês estão de bem... – Inclinou-se mais na mesa. – e sobre aquele assunto de ontem...?


         - Nada de novo. Eu ia conversar com ilustríssimo se ele não ficasse- - Nathalie entrou em sua sala. – arrastando aza para outra idiota...


         - Quer que eu acabe com essa vagaba? Eu faço isso para você. – Ameaçou levantar e eu segurei seu pulso.


         - Ela é minha, Gina.




***


 


         Eu não consegui nem trocar um misero olhar com Harry durante o dia inteiro. Almoçamos em horários diferentes, tomamos café em horários diferentes e começamos a ter raivas diferentes. Nathalie parecia que batia cartão em sua sala todas as horas. Eu contei sete vezes antes do almoço, na décima, desisti e segui minha vida.


         Na hora de cada um ir para sua casa, ele se trancafiou no seu escritório e não abriu nem para Falkes. Por Deus, Nathalie já tinha ido. Anotei onde estaria em um bilhete e joguei por baixo da porta.


         Dentro do elevador, vi a porta se abrir e ele, com os bilhetes nas mãos, me olhar, um pouco tristonho, um pouco cansado. A porta se fechou e eu segurei o choro.


         Entrei no carro, peguei um dos piores trânsitos de Londres e dirigi até o restaurante que freqüentávamos. Ron e Luna estavam sentados em uma mesa com mais cadeiras, trocando caricias. Fiquei até sem graça quando interrompi.


         - Onde está o Harry? – Perguntou o amigo e eu já respondi sem vida:


         - No Ministério.


         Os assuntos foram variados. Conversamos sobre uma possível transferência de time da Irlanda para cá, coisa que facilitaria a vida de Ron em todos os sentidos. Também sobre a coluna de Luna que foi citada no programa na Oprah e também da ausência do meu namorado. Depois de uma hora, Gina chegou com um sorriso nos lábios.


         - Como foi? – Perguntei e ela se abanou.


         - Ele é perfeito! – Eu e Luna soltamos gritinhos e Ron levantou-se virando os olhos.


         - Aproveitem enquanto eu vou ao banheiro para ficarem por dentro dos detalhes da pegação da minha irmãzinha... – Deixou nós três.


         Gina nos contou em brevíssimas palavras que eles viram um bom filme, deram um ou dois beijos e ele a deixou na frente do restaurante. Irão se encontrar amanhã e depois, e depois...


         - E o que ele faz da vida? – Perguntei e Gina desconversou quando seu irmão sentou-se a mesa novamente.


         Os assuntos voltaram a ser diversos até a hora que o bocejo foi mais alto. Pagamos a conta e cada um foi para sua casa, dei uma carona para Gina e segui para o hotel.


         Já passava das dez horas da noite. A movimentação era agitada apenas no bar do hotel, o restante do saguão estava na normalidade esperada. Parei na frente do guichê da recepção e perguntei se tinha algum outro hotel pelas redondezas que fosse mesmo nível. Lógico que a reposta foi negativa, então, pedi a senha para usar a internet sem fio.


         A vontade de dormir foi embora. Fui até o bar, sentei em uma das mesinhas altas desocupadas e pedi um drink tropical. Sem ninguém perceber, conjurei um notebook e fingi tirá-lo da bolsa.


         A conversa alta e a blues ao vivo não tirara meu foco. Pesquisei hotéis pela região e encontrei três diferentes com um nível igual a esse que estamos. Meu drink chegou e com ele, uma voz inconfundível invadiu minha cabeça.


         - O que você está fazendo aqui? – Virei para Polk. Minha mão já foi seqüestrada pela dele e recebera um beijo dos finos lábios.


         - Boa noite, minha doce Hermione.


         - Pára com essa baboseira! – Puxou um banco alto e sentou-se a minha frente. – E eu não falei para você se sentar!


         - Oras, não seja tão grosseira assim! – Pediu o mesmo que eu ao garçom. – Uma linda jovem como você, essa hora, sozinha em um bar de hotel... Quem diria! Desistiu do Potter?


         - Ele está descansando lá em cima, no nosso quarto, me esperando para deitar ao seu lado. – Dei ênfase em cada palavra. – E o que você está fazendo aqui, Polk? Tramando mais um ataque para resolver e ficar com créditos de salvador da pátria? – Ele riu alto.


         - Você está acreditando nos céticos?


         - Eu sou uma cética. Aquele ataque foi muito “óbvio”... Nenhum comensal agiria daquele jeito, e nem marca negra teve! Você deveria se envergonhar.


         - Está falando como a minha mãe, Mi.


         - Não me chame assim. – Fechei o notebook e o enfiei na bolsa. – Passar bem. – Levantei-me e fui até o elevador. Ele ficou me fitando até me perder de vista.


         Não podia negar que Polk era um homem muito charmoso, bonito e encantador, mas tudo que era perfeito por fora, era podre por dentro.


         Aquilo me deixou um pouco desnorteada. Ontem, Nathalie, agora, Willian. Daqui a pouco, Obama.


         Temos que mudar logo de hotel.


         Entrei no quarto e tudo estava apagado. Acendi um dos abajures deixando minha bolsa em cima das poltronas na pequena sala de estar. Ouvi o barulho da televisão e entrei na suíte. Harry estava capotado, sem camisa, desconfortavelmente na cama, ocupando ela por inteiro. Ou eu o acordo e começo uma conversa que eu não quero ter, ou durmo no sofá.


         Ajeitei o grande travesseiro no sofá e o enfeiticei com o mesmo feitiço que vão às vassouras para os acentos não serem tão mortais. Cobri-me e cai em um profundo sono.


         O dia atravessou a janela e me senti uma nova mulher. Espreguicei-me e parecia ainda ouvir o barulho da televisão. Vi uma bandeja de café da manhã para mim em cima da mesa de centro e abri um leve sorriso. O chuveiro se desligou e eu entrei na suíte.


         Harry saiu do banheiro enrolado em uma toalha, secando os cabelos com outra e mais uma jogada em cima do ombro. Era uma noiva.


         Ao me ver, me encarou por alguns segundos e logo me segurou quando eu pulei em seu corpo entrelaçando minhas pernas em sua cintura. As três toalhas branquíssimas foram para o chão e logo derrubou seu corpo sobre o meu nas cobertas jogadas pela cama. Depois de um beijo profundo que me fez ficar sem metade da roupa, ele parou e me encarou.


         - Temos apenas 21 anos, Hermione... Por que às vezes parecemos dois velhos caducos que nunca fazem sexo?! – Eu ri acariciando seus cabelos.


         - Porque temos a responsabilidade de um mundo bruxo para cuidar.


         A seriedade tomou o rosto dele.


         - Nossa juventude foi tirada de nós como uma gravidez indesejada aos quinze anos...


         - É, nossos milhões de filhos nos dão muito trabalho.


         Rimos e continuamos a nos amar.


         Aquele dia, Milk ficou doente de novo. 

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