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4. O Resgate


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


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4


O Resgate




        Odiava aquele clima de derrota. Posso até estar sendo mesquinha, perdemos apenas uma capa entre tantas, mas ver Willian Polk como o grande solucionador de casos do Ministério deixava o nosso departamento em luto. Ninguém soltava uma palavra para não incomodar a ira de Harry.


         “Mistério Solucionado: Willian Polk lidera equipes do Ministério!”


         Sentada na minha singela mesa, resolvi tomar um suco na saleta ao lado. Lá, encontro Nathalie se servindo de café. Ao me avistar, abriu um pequeno sorriso malicioso e me deu passagem.


         Como eu odiava aquela mulher.


         Me servi de suco de framboesa silvestre que Harry pediu para colocar especialmente para mim. Era tão doce e tão azedo. Era a mistura de todos os sucos e poderia fazer, facilmente, uma linda poesia com ele.


         Meu celular começou a tocar felizmente, me deixando assustada e perdendo o encanto do suco. O saquei do bolso e fechei a porta da sala de descanso. Nunca se sabe o assunto que irá discutir pelo celular.


         - Olá, querida! – Ouvi a alta voz de Tonks atrás do telefone.


         - Olá, Tonks. Já voltou de viagem?


         - Voltei agora a pouco! Essa semana passou voando! Estou realmente casada a uma semana e nada de muito ruim aconteceu! – Deu uma risada nervosa. – E vocês se recuperaram depois daqueles vexames na festa?


         - Demoramos um pouco, mas estamos bem.


         - Eu vi o jornal. – Eu fiquei em silêncio. – Não se pode ganhar todas.


         - Tente falar isso para o Harry. – Mexi com a ponta do sapato em uma portinha que nunca fechava perfeitamente.


         - Vocês estão marcando alguma coisa para o final de semana que vem? Afinal, é um grande dia! – Fiquei vasculhando na minha cabeça que raio de grande dia seria esse. – Aniversário do Harry? Lembra?


         - Ah, pois é! – Fingi não estar totalmente esquecida disso. – Nossa, passou tão rápido! Não marcamos nada ainda, Tonks, mas ao sinal de qualquer agitação da parte dele, eu aviso vocês.


         - Sem problemas! Vou deixar você trabalhar! – Desligou.


         Aniversário do meu namorado e eu tinha me esquecido.


         Voltando a sentar em minha mesa, fitei o relógio e vi que em poucos minutos, estaríamos fora dali, a não ser pelo estagiário que, apenas na minha cabeça, andava lentamente segurando pelo menos cem folhas de relatórios para serem corrigidos, com uma música maligna como trilha sonora aproximou-se e jogou na minha frente, esparramando folhas para todos os centímetros daquela mesa.


         - Você não poderia dar para outra pessoa fazer isso?


         - Ordens do chefe, Granger. – Continuou andando.


         - E é pra quando?


         - Pra ontem...


         Eu nunca irei terminar isso para hoje.


         Na folha principal, tinha meu nome escrito em caneta vermelha, com a inconfundível letra de Falkes. Isso não vai ficar assim, não vou fazer ficar aqui até o dia amanhecer.


         Peguei a varinha e mudei as letras para “Goes”, mas não iria entregar agora, de jeito nenhum, iria deixá-la colocar seu lindo casaquinho cor de nada, e pegar sua enorme bolsa de viagem para tacar em sua mesa.


         Ao misero sinal que a cobra voltaria para sua toca, levantei-me e fui ao seu encontro.


         - Oh, Nathalie, uma boa parte daqueles relatórios estavam em seu nome.


         Joguei em cima da mesa e já me retirei. Senti sua fina mão agarrar meu antebraço e puxar para seu lado.


         - Não, Granger, eu tenho certeza que não. – Jogou contra o meu peito.


         - Quer duvidar da letra do seu chefe? – Disse até um pouco alto para as pessoas ao meu lado ouvirem.


         - Não me provoque... – Fez com que eu pegasse, mas não surtiu muito efeito.


         - O que está acontecendo aqui? – Ouvi a voz de Harry ao nosso lado. Nesse instante, ela me soltou e ficou em um vermelho vivo.


         - Me de-desculpe. – Voltou para sua mesa segurando todos os relatórios e começando a escrever neles com rapidez.


         - Olha só, você bate o pé e a barata volta para seu lugar. – Virei as costas e fui acompanhada por ele.


         - Não quero que isso se repita. – Virei e encarei aqueles severos olhos azuis.


         - Ah, esqueci, quem dorme com você sou, não ela. – Passei a mão em seu queixo e peguei minha bolsa e meu casaco. – E eu irei para casa, querido, e você?


         Espantei toda aquela raiva com sarcasmo e ironia. Fui até o elevador sozinha, mas, vencido pelo cansaço, entrou comigo e migramos até o carro, sem trocar uma misera palavra.


         Ele dirigiu pelo transito londrino do mesmo modo, até eu perder a paciência e começar uma discussão.


         - Você irá ficar sem falar comigo até quando? Eu fiz aquilo que eu achava certo. Se a rolha de poço do Falkes me manda sempre fazer os relatórios, a culpa não é minha que um dia eu me revolto e jogo tudo para sua protegida fazer.


         Fui cruel.


         - Minha protegida?! – Apontou para o próprio peito. – Me poupe, Hermione...


         - Ou irá dizer que o chazinho da tarde não é melhor quando uma mulher como aquela fica do seu lado, te lambendo?!


         - É você quem está falando... – Bufei.


         - Você ainda deu sorte, pois eu ia fazê-la engolir quando ela pegou no meu braço!


         Os olhos rápidos de Harry fitaram o céu e viu um vulto passar voando na altura de um prédio de três andares. Ele ia em direção o Caldeirão Furado e é lógico que o seguimos.


         Um louco desvairado sem proteção voando pelas noites de Londres nunca é boa coisa.


         Ao estacionar, Harry transformou seu carro em uma carta e enfiou no bolso de trás da calça. Ele também tinha medos trouxas como algum engraçadinho acabar com seu carro.


         Ao entrarmos, fomos vítimas de olhares tortos e comentários maldosos. Já estávamos acostumados, pois o recinto tinha virado uma “Confraria de Sujos”.


         O adjetivo Sujo surgiu cerca de um ano atrás quando uma grande equipe do Ministério em que Harry comandou encontrou dezenas de “iniciantes a comensais da morte” em uma cabana no leste de Londres. Eles eram feios e estavam muito sujos. Daí para frente, até os jornais estão usando essa denominação.


         De dia, o Caldeirão Furado era o mesmo restaurante, pousada e hospedaria de sempre. De noite, o lugar mudava de figura. Apenas a nata das trevas freqüentava aquele lugar. O nível baixou de mais e sempre tinha uma ou outra batida do Ministério.


         Mas, nem tudo era estrume. Vários informantes vieram dali. Tem loucos que dizem que Bellatrix faz algumas visitas em nome de Voldemort àquele lugar. Eu não confio, mas o Ministério até abriu sindicância por conta disso.


         Harry segurou em minha mão e me trouxe para perto do corpo dele enquanto andávamos. Eu conseguia ler cada mente escabrosa daquele lugar. Sempre tinha algumas pessoas que fugiam dos estereótipos, mas a maioria eram nojentos. Se eu contasse a Harry tudo que eu ouvia, ele me matava todos daquele lugar.


         Paramos na frente do bar. Felix Scabour, um dos donos do lugar estava preparando alguma bebida e parou quando viu a gente encostar.


         - De quem era a Nimbus 2001, Scabour? – Ele soluçou e olhou para os lados.


         - Oras, Potter, ninguém aqui tem poder aquisitivo para ter uma vassoura dessas... – Deu uma risada nervosa e voltou a fazer a bebida.


         - Irei perguntar de novo, - Harry era uma figura muito temida naquele lugar. – de quem era a Nimbus 2001?


         O velho enrijeceu os lábios, e eu segurei mais forte em eu lábio.


         - Ele não sabe Harry, estava lavando copos quando- - Olhei para trás. Vasculhei todas as possíveis mentes de lá. – essa pessoa entrou.


         Não a encontrei.


         - Isso mesmo! Acredite na moça, Potter! – Disse vitorioso tremendo de medo.


         - Mas ele sabe mais alguma coisa... – Virei um pouco desconcertada com aquilo que tinha ouvido de sua mente.




***


 


         - EU JURO QUE NÃO SEI NADA! – Dizia cansado e choramingando.


         Estava com as duas mãos amarradas na cadeira que estava sentado e, através de um feitiço, criávamos uma bolha de ar em volta de sua cabeça, o sufocando por segundos, nada matador.


         Naquele pequeno quarto desocupado, já interrogamos três suspeitos de ligações diretas com o Lord das Trevas.


         - Podemos ficar horas aqui...


         Eu li em sua mente que três comensais deram uma pequena passada pelo Caldeirão Furado às três horas da tarde. Um absurdo, eu concordo, mas porque seus pensamentos mentiriam?


         Harry, um pouco sem paciência, exagerou no tempo sem ar e desmaiou, mas nada que uns tapas femininos não os faça acordar.


         O moreno o pegou pela nuca e se aproximou encarando aqueles olhos negros bem assustados.


         - Facilita o meu lado, Félix... Salvei a sua pele naquela batida em que acharam litros de poção polisuco no seu armário. Salva a minha também. – Puxou ainda mais seus cabelos. – Então?


         Ele gemia e choramingava.


         Até pouco tempo atrás, eu era contra interrogatórios que usassem técnicas de tortura, mas depois que eu vi uma menina de quatorze anos ser torturada na minha frente por um comensal, mudei minha perspectiva.


         - Vamos mais uma vez... – O soltou com brutalidade e apontou a varinha para sua testa.


         - EU FALO! – Abrimos um leve sorriso no rosto. – Mas eu quero uma garantia que eu estarei vivo nas próximas vinte e quatro horas...


         Odeio chorões.


         - Isso não saiu da minha boca.


         - Nem sei quem é você. – Soltei indo do lado de Harry.


         - E eu quero proteção diária. – Rimos.


         - Nem pensar! – Respondeu ficando sério novamente.


         - Não irei contar nada então.


         Harry é durão, é temido, é o “menino-que-sobreviveu”. Mas eu sou mulher.


         - Escuta aqui, - Peguei na sua gola.


         - Agora, a coisa é com ela... – Ele virou-se dando alguns passos pelo quarto.


         - Você irá responder tudo que nós queremos saber, irá fazer tudo que nós mandarmos você fazer e se algo sair do meu controle, juro-


         - Ela é pior que eu, cara, pode acreditar.


         - Juro que eu irei lhe transformar em um vegetal que a única coisa que poderá fazer é tomar sopa com um canudo, e não será pela boca.


         Olhei tão friamente naqueles olhos negros que pude transformar seu coração em um cubo de gelo. Ele concordou levemente, assustado e aterrorizado.


         - Sou toda a ouvidos. – Sentamos em duas cadeiras tortas, a sua frente. Ele demorou um pouco para começar a falar, mas quando começou não parou mais.


         - Eu estava limpando o estoque quando eu ouvi um grito vindo do bar. Já ia matar o desgraçado do moleque que ficou tomando conta do lugar... Vi três comensais da morte. Dois eu não sei quem são, mas um, era Bellatrix. – Um frio corroeu a espinha. – Vários clientes saíram correndo, perdi uma clientela tamanha só em quinze minutos.


         - E o que eles queriam?


         - Eles nem falaram comigo. Deram uma geral no bar, subiram para o quarto 479. O Caldeirão ficou vazio em poucos minutos... – Lamentou-se e nós viramos os olhos. – Mandei que um dos elfos da cozinha fosse até o corredor e tentasse ouvir alguma coisa. – Apertei os punhos. – Eles não demoraram mais de dez minutos. Ele me contou que a mulher não parava de grasnar... Um horror para quem ouviu! Ela tramava planos, falava sem parar...


         - Planos para quê?


         - O elfo disse que eram palavras imensionáveis. – Eu ri alto.


         - Pelo amor de Merlin, fala a verdade, foi você que ouviu tudo. – Ele ficou meio pálido, meio vermelho, não sabia ao certo. – Se fosse um elfo, ele nem chegaria perto daquele quarto.


         - Tudo bem, - Gaguejou. – eu fui até o corredor do quarto e pude ouvir aquela conversa... A mulher tramava um plano, dizia que trouxas teriam que pagar, e que poderia muito bem acabar todos mortos antes de completarem a missão. Uma incrível vontade de morrer começou a tomar conta de mim... – Encarou o chão e parecia voltar na cena. – Ela dizia que o único modo de todo o sofrimento acabar, era se ele fosse solto.


         - Ele quem?


         - Ela não disse. – E eu confirmei em sua mente. – Eles sumiram arrombando a janela. Corri para o quarto, mas não deixaram nenhum vestígio, apenas a marca negra cravada na parede.




***


 


         Entramos naquele quarto depois de Félix destrancou a porta com mais de dez feitiços diferentes. O lugar estava mesmo isolado. Ele jura que não mexeu em nada, mas podíamos ver que o entulho da janela destruída não estava mais ali.


         Harry passou a mão levemente sobre a testa e torceu o pescoço. Se era para eu não perceber, fizesse mais discretamente.


         A marca negra estava em um verde escuro bem forte, esculpido nas paredes de madeira. Toquei levemente e tomei um choquinho. Parecia estar quente. Enquanto vasculhávamos o quarto, Félix ficava na porta, de tocaia, olhando constantes vezes para o corredor.


         Harry encontrou um pedaço de jornal amassado jogando em baixo da cama, ele também parecia estar quente e tinha algumas partes queimadas. O jornal era aparentemente de quase quatro anos atrás, já me recorreu os incidentes do sétimo ano.


         Com cuidado, o moreno desembrulhou o jornal e logo veio o choque. 

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