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19. Simples e Complicado


Fic: Heroes -O Torneio dos Deuses


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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-Como pode sentir, sou um homem e não um menino. –Diz firme e logo depois se afasta, indo a passos firmes e rápidos para a barraca e a seguir para seu quarto. Sabia que em pouco tempo ela se recuperaria do lapso e se daria conta de sua audácia, então o desafiaria para um duelo e o humilharia na frente de todos, possivelmente pararia de conversar consigo e sequer voltaria a olhá-lo nos olhos.


Arya demorara minutos para despertar do torpor causado não só pelo beijo, como pela frase de efeito. Fora como um tapa pelas palavras que dissera ainda na ocasião da Agaetí Blódhren, lembrava-se com clareza daquela noite.


- Arya, farei o que seja por obter sua mão. Seguiria aos limites da terra. Construiria um palácio para você com minhas mãos nuas. Faria...


- Quer deixar de me perseguir? Pode me prometer isso? - Ao ver que ele hesitava, Arya se aproximou mais dele e, em tom grave e gentil, acrescentou: - Eragon, isto não pode ser. Você é jovem e eu sou velha, e isso não vai mudar nunca.


- Não sente nada por mim?


- Meus sentimentos por você - disse ela - são os próprios de uma amiga, nada mais. Agradeço por ter me resgatado no Gil'ead e gosto da sua companhia. Isso é tudo... Abandona esta tua busca, pois não fará mais que te partir o coração. Encontra alguém de sua raça com quem pode viver muitos anos.


As lágrimas brilhavam nos olhos de Eragon.


- Como pode ser tão cruel?


- Não sou cruel, sou amável. Não nascemos um para o outro.


Pouco foi dito depois, antes de sair não apenas de perto de Eragon, como de Du Weldenvarden. Muito havia se passado desde aquele dia, Eragon havia vivido em pouco tempo mais do que muitos humanos viviam em vidas inteiras. Se olhasse para trás, também veria que havia vivido muito mais que qualquer elfo de cem anos, e ainda era muito mais velha e experiente que Eragon, estavam em estágios diferentes da compreensão do que é a vida e seu propósito.


Poderia ficar ali e encontrar mais argumentos satisfatórios para aquietar sua mente, pensar em um jeito de fazer Eragon parar com aquela tola obsessão. Porém o ardor em seus lábios e em seu corpo não lhe deixaria esquecer tão rápido aquele surto, muito menos poderia ignorar o tremor que sentira ao ouvi-lo proferir que era um homem. Antes que sua razão suprimisse estas sensações, deixa a praia a suas costas e dirige-se para a barraca, passando sem notar pelos cômodos até chegar ao quarto de Eragon.


Ao abrir silenciosamente a porta, o ouve respirar forte como se estivesse tentando suprimir o choro, o corpo todo parecia trêmulo. Deitado de bruços com o travesseiro sobre a cabeça, não a havia notado, tão pouco ouvira o som de roupas tocando o chão.


-Homem em um instante, menino em outro. –Ao ouvi-la, Eragon se vira surpreso e assustado recua diante da visão do corpo nu, a boca abrindo e fechando sem que conseguisse emitir qualquer som. –Ainda não havia visto de fato? –Pergunta um pouco surpresa.


-Disse que naquela ocasião fui o mais respeitoso possível, jamais me aproveitaria de uma mulher, muito menos quando esta estava indefesa. –Diz sentindo-se ofendido pela desconfiança.


-Não se sinta ofendido, me desculpe. –Diz sincera, pegando o travesseiro que ele abraçava e deixando-o ao lado. –Eu teria entendido a curiosidade de um menino.


-Pare de me chamar de menino. –Diz já ficando irritado com o comportamento ambíguo.


-Mostre-me que não é um menino. –Desafia com um meio sorriso, vendo o desejo e o orgulho mesclarem-se nos olhos do rapaz.


Determinado e ansioso, Eragon se adianta e a beija com paixão, uma das mãos tocando-lhe o rosto, os dedos entrelaçando-se nos cabelos negros, a outra vacila em direção à cintura de Arya, tocando levemente, incerto quanto ao que fazer. Percebendo a dúvida de Eragon, a elfa se afasta e retira-lhe o colete, jogando-o no chão, a seguir o faz se deitar, abre a calça e a puxa, deixando a peça de roupa de lado.


-Não é hora de incertezas. –Diz suavemente, deitando-se sobre ele. –Gosta de sentir o contato de nossos corpos?


-Sim, claro. –Diz com a voz vacilante, a abraçando, o corpo formigava diante do contato intimo.


-Então o potencialize, me toque, me beije, me sinta. Não há motivo para recear nada, meu menino. –Incentiva com carinho e malícia, acariciando lhe o rosto de modo suave, a mão descendo até o corpo. Notou que ele protestaria, mas impediu-o de falar beijando-lhe profundamente.


Eragon retribui o beijo firme e profundo, gemendo ao sentir as mãos de Arya deslizarem por seu corpo, massageando e aquecendo sua pele, ao que ele tenta fazer o mesmo, explorando a pele alva e suave, a textura sendo incomparável até mesmo com a mais pura seda. O beijo rompera-se, mas Arya continuava a instigar-lhe beijando seu pescoço, seu tórax, às vezes sugando ou mordicando, a mão delicada e firme tocando e massageando suas coxas, como se o provocasse, como se que quisesse lhe levar a loucura.


Ousando, girou seus corpos e tentou seguir o que ela fizera, beijando-lhe lentamente a pele, deixando que suas mãos descobrissem as pernas firmes, subindo lentamente enquanto os lábios exploravam os seios, arrancando gemidos de Arya que o deixavam zonzo, como se seu sangue parasse de circular pelo corpo.


Nenhum dos dois estava com pressa, prolongando assim as carícias até que o corpo do outro parecesse gravado a fogo em sua mente. Arya guiava-o com paciência e experiência, estimulando-o com beijos e palavras, as mãos habilidosas sabendo a hora de agir e de lhe dar um tempo para “relaxar”.


A noite seguiu com muita paixão, poucas palavras e sem muito tempo para descansos até o céu ganhar os primeiros raios luminosos de sol, passados desapercebidos para um exausto Eragon, que puxara Arya consigo para um abraço firme antes de adormecer profundamente.


*****************************************************************


A manhã surge ensolarada e, apesar de Eragon e Arya estarem ausentes, os treinos iniciaram normalmente. Percy aproveitava a abundância de água para trabalhar seus poderes, encontrava-se de pé próximo ao alto mar e usava seus poderes para não apenas influir nas ondas, mas manobrar com água em diferentes quantidades e densidades. Harry e Legolas duelavam ferozmente com espadas, Percy tendo emprestado sua espada para o elfo, que dava lições ao bruxo, que até então estava familiarizado apenas com as técnicas de Eragon. Na ausência de Arya, Hermione tomou para si a tarefa de falar sobre magia, tendo todos os demais sentados a sua frente.


-Arya começou a falar de magia com vocês, sua natureza e como está presente em todos os lugares e no corpo de cada um, em alguns em maior quantidade, em outros em menor quantidade. Não é fácil usá-la, por isso há vários recursos em meu mundo para facilitar, como as varinhas.


-São tipo as varinhas de condão dos contos infantis? –Thalia pergunta em dúvida.


-Sem a estrelinha na ponta. –Hermione responde bem humorada. –São construídas com madeiras especialmente tratadas e um todo um processo mágico, não são simplesmente pedaços de madeira.


-E qual é exatamente a função delas? –Annabeth pergunta concentrada.


-Consegue concentrar a magia do seu corpo nelas, servindo de instrumento para facilitar a execução e amplificar o poder dos feitiços. –Responde se afastando um pouco e pegando seu cajado. –Este objeto tem uma função semelhante, então para começar poderão usá-lo para tentar fazer feitiços. Porém qualquer objeto, mágico ou não pode ser usado para conduzir magia.


-Qual a diferença? –Grier a interrompe pensativo.


-Objetos mágicos podem deixar o feitiço mais forte e, como no caso do cajado, armazenar magia enquanto eu não a estiver usando. Já os objetos comuns, costumam dissipar magia, ou seja, os feitiços saem mais fracos do que se fosse a mão livre. A única vantagem é que fica mais fácil visualizar a magia saindo de uma espada e indo na direção do inimigo, do que pensar em uma energia saindo de sua mão ou sequer saindo de seu corpo.


-Pode usar com flechas também? –Grier pergunta parecendo antecipar movimentos.


-Claro! Legolas faz muito isso. –Responde indo até Grier e esticando a mão, ao que ele lhe passa seu arco e flechas. –Você tem que se concentrar naquilo que deseja que a flecha faça, claro que coisas como veneno você não pode fazer por feitiços, só por poções, mas poderia fazer flechas de fogo ou eletricidade. –Hermione explica posicionando o arco e flecha, mirando em um tronco seco de árvore e, ao fim, atirando a flecha que no ar adquiriu chamas avermelhadas. Ao atingir o tronco, este começou a rapidamente pegar fogo, mas Hermione usou de magia para apagar.


-A cor mais forte indica potência? –Annabeth pergunta impressionada e curiosa.


-Sim. Como é um elemento natural que conhecemos bem, fica mais fácil de tentar aumentar sua potência. Tudo reside no seu poder de concentração e no quanto de magia consegue acumular e direcionar…


Um choro alto faz Hermione se interromper e olhar para onde os unicórnios estavam. Alan chorava a altos brados e a unicórnio filhote lhe cutucava com o focinho, enquanto Pegasus relinchava e empinava do lado. Imediatamente estalos foram ouvidos e Hermione e Harry quase se trombaram ao aparatar ao lado de Pegasus.


-Calma garoto, vai ficar tudo bem. –Harry dizia para o cavalo alado, apesar do tom preocupado e o olhar fixo em Hermione, que tocava o bebê. –O que ele tem?


-Cólica. Não posso fazer nada para “curar” isso. –Diz frustrada e sem saber o que fazer, o bebê agitado em seus braços.


-Nesse caso deixe-o comigo, pode continuar com sua aula. –Harry diz já pegando o bebê nos braços e aconchegando-o bem ao corpo, embalando-o e começando a cantarolar baixinho em seu ouvido.


-O que houve? –Thalia pergunta ao ver Hermione voltar.


-Alan está com cólica, mas meu dom não pode fazer nada quanto a isso. –Diz sentida, detestando ouvir o choro do bebê.


-Harry está fazendo o certo, logo ele se acalma, não se preocupe. –Heracles diz com um sorriso experiente.


-Se ele continuar cantando, Alan só vai chorar mais alto! Deviam chamar Legolas ou Arya. –Grier diz divertido, fazendo os amigos segurarem o riso.


-Eu adoraria chamar a Arya. –Heracles diz malicioso.


-Mesmo que Hermione possa recolocar seus membros amputados, creio que seria doloroso demais. –Annabeth rebate de modo crítico.


-Ainda é difícil de acreditar que o moleque acertou tão de cara! Ontem estávamos empurrando ele pra roubar um beijinho e agora…! –Grier comenta impressionado e com uma pontada de inveja.


-Vamos falar menos da vida dos outros e mais sobre a nossa! –Hermione chama a atenção deles, voltando a pegar seu cajado. –Annabeth, tente você primeiro.


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Sem qualquer problemas no céu habitado apenas por pássaros, Holly pilotou de modo seguro e ágil até o local da missão, tendo tempo de até mesmo executar manobras radicais para testar a aerodinâmica da aeronave a pedido de Artemis, que parecia preocupado caso houvessem que enfrentar um inimigo alado.


-E então, qual a nossa missão? –Holly pergunta a Artemis, que estava com os dados da missão escritos por Sauron.


-Roubar o rebanho dos gigantes. –Artemis diz olhando para os dois companheiros.


-Onde estão os gigantes? –Groar pergunta olhando em volta.


-Bem a sua frente. –Artemis diz apontando para o “morro” a frente deles e então vai direcionando o dedo para cima, até que vissem a cabeça a vários metros de altura.


-Cabeças nas nuvens parecem fortes. –Groar diz parecendo pensar na dificuldade dos inimigos.


-Sente-se perto do avião e não deixe nenhum animal chegar perto. –Holly ordena e Groar obedece rapidamente. –Onde está o rebanho?


-Sabe a planície marrom perto do lago? –Artemis pergunta e Holly assente. –É a porcaria do rebanho! –Diz ácido enquanto erguia o notebook e mostrava a imagem aproximada.


O rebanho parecia ser de gado, porém uma maior aproximação com zoom permitia-os ver os olhos de fogo, os membros dianteiros e traseiros eram fortes como os da raça de cavalos Shire, a mandíbula forte não combinava com uma dieta vegetariana. Uma análise de peso e altura apontava para uma média de 1,60m de altura e peso em torno de uma tonelada.


-Agora me diz, como vamos roubar mais de 5 mil cabeças desse gado esquisito e onde vamos por todos esses bichos? –Artemis rumina no mesmo tom contrariado. De todas as missões, aquela lhe parecia a mais sem sentido e idiota.


-Bom, meu papel aqui é esfregar o chão com os inimigos, o Groar faz o trabalho braçal e você responde as perguntas difíceis e nos diz como fazer nosso trabalho. –Holly responde com um sorriso de canto, havia gostado de ver a reação de Artemis e acreditava que se divertiria vendo-o planejar uma ação daquele porte.


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Arya estava deitada de lado, ainda nua, observava Eragon dormir enquanto lhe acariciava os cabelos e o rosto, quando ele desperta preguiçosamente, fazendo-a rir levemente com sua voz de sino, o que chama a atenção dele.


-Bom dia! –Arya o cumprimenta sorrindo, a voz parecendo mais doce e musical.


-Bom dia… Você dormiu, não dormiu? –Pergunta preocupado, não queria ter dado qualquer mancada após a noite que haviam passado juntos.


-Elfos dormem, pouco, mas dormem. Principalmente quando se precisa recuperar as energias. –Responde sorrindo cúmplice, ao que Eragon corresponde animado, aproximando-se para beijá-la.


-Não se empolgue, precisamos levantar. –Diz sentando-se, mas ele rapidamente se ergue e a puxa para um beijo apaixonado.


-A essa altura, todos já perceberam. –Murmura antes de beijá-la no pescoço, mas Arya o afasta.


-Não é uma questão de discrição, mas de horário. Precisamos comer e treinar, você tem que passar mais tempo com Jura.


-Como você consegue ser tão indiferente? –Pergunta frustrado.


-Não é indiferença, temos a próxima noite e todas as seguintes. –Diz carinhosa, porém erguendo-se. –Mas para não dizer que sou má, deixo que me acompanhe no banho. –Convida com um sorriso de canto, ao que Eragon rapidamente se levanta procurando por sua calça.


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Harry e Heracles preparavam um porco do mato na fogueira montada na praia, Grier havia ido patrulhar pelo ar, Thalia e Legolas verificavam se os filhotes estavam para nascer, enquanto Hermione cuidava de Alan e Annabeth e Percy namoravam.


-Olha quem o cheiro da carne trouxe? –Heracles comenta divertido ao ver Eragon e Arya se aproximarem de mãos dadas.


-Preparei um almoço especial para comemorarmos! –Harry diz se adiantando para cumprimentá-los. –Estou muito feliz por você, meu amigo! –Sussurra para que só Eragon ouvisse.


-Devo muito a você. –Retribui o cumprimento antes de se afastar. As meninas já cercavam Arya e se revezavam para abraça-la.


-Depois terá que contar tudo. –Percy sussurra ao abraçar o amigo, que lhe acerta um tapa amistoso na nuca.


-Desejo lhes boa sorte em seu relacionamento. –Legolas diz a Eragon estendendo-lhe a mão.


-Não será tão necessário, a menos que façam esforço para nos separar. –Eragon diz apertando mais forte que o necessário a mão de Legolas.


-Sei que sente-se receoso por sermos da mesma espécie, mas não tenho qualquer interesse romântico em Arya. Deixei alguém especial em meu mundo e pretendo voltar para ela após o fim do torneio. –Legolas responde de modo sincero.


-Peço desculpas pela postura de Eragon, ele ainda tem muito que aprender. –Arya diz olhando reprovadora para Eragon, apesar de seu tom ser perfeitamente cordial.


-Me desculpe, Legolas. –Eragon se desculpa sem jeito pela reprimenda, o que menos queria era um motivo para Arya brigar consigo.


-Está tudo bem. Limitemo-nos a comemorar a nova união antes de mais um dia de treinos e espera. –Diz bem humorado.


-Verdade. Esses filhotes só devem nascer na mudança de lua mesmo. –Thalia informa um pouco entediada.


-Lancem um aviso a Grier e vamos comer, já que não há o que ser feito. –Heracles diz e vai dar uma espiada no caldeirão, onde uma sopa borbulhava.


Hermione usa magia para conjurar uma ave de fogo, que dá uma volta sobre o acampamento e depois desaparece ao mergulhar. Logo depois ouve-se um piar longo e grave, bastante desajeitado, porém forte, um aviso de que Grier estava a caminho.


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Sauron havia se aventurado por uma caverna que havia chamado sua atenção, enquanto Morgana fazia o jantar e Moriarty e Mark a ajudavam cortando os legumes e frutas, montando a fogueira e lavando as panelas.


-Já que estão com tanto espírito de grupo hoje, porque não me contam um pouco de suas vidas em seus mundos? –Morgana propõe enquanto pegava um pedaço do jaguar.


-Não há muito que falar sobre mim, que já não saiba. Sou um homem estudioso que dedica a vida a inventar coisas que possam levar a humanidade para um rumo melhor, de mais progresso. Me conhecem como Professor Moriarty. –Diz com ar que parecia mesclar orgulho e devaneio.


-Um pacato professor não saberia usar armas como você. –Morgana instiga, Mark observava interessado.


-Há um ignorante retrógado que dedica-se a atrapalhar minhas pesquisas e que já roubou minhas invenções para simplesmente destruí-las. Seu nome é Sherlock Holmes, meu maior inimigo e o culpado por eu ter aprendido a me defender. –Responde de modo tranquilo, apesar dos olhos faiscarem rancorosos à menção do nome do eterno rival.


-Acho que é sua vez Mark. –Morgana passa a pergunta adiante, observando o homem pôr-se ereto. De modo surpreendente uma imagem de luz sai de seu olho robótico mostrando um planeta.


-Esse é Centurion meu planeta. Seu nome se deve a ele ter sido encontrado ao observarem uma constelação de mesmo nome. –Após dizer isto a imagem some. –Em minha época os humanos não habitam somente a Terra como na realidade de vocês, nossa população aumentou tanto, que tivemos que colonizar outros lugares no universo. Nossos inimigos vêm de outros planetas e tentam roubar nossas riquezas e tecnologias, destruir-nos ou invadir nossas colônias. Uma dessas raças alienígenas invadiu meu planeta e escravizou os humanos, alguns conseguiram se esconder, outros fugiram. Como o planeta é um pouco distante das outras colônias, um forte esquema de segurança impede que ele seja retomado sem que muitos se percam.


-Você certamente não é um dos escravos, certo? –Moriarty pergunta curioso.


-Não. Nasci em um dos esconderijos humanos, faço parte dos rebeldes. Dediquei toda a minha vida a tentar retomar meu planeta, por isso farei o que for, pagarei qualquer preço, para vencer este torneio. É minha única chance de salvar meu povo e expulsar aqueles aliens nojentos, ainda detendo o poder de seus escudos planetares protetores para evitar que novas raças tentem nos invadir.


-De fato, é uma causa muito nobre. Mas o que fará como governante supremo? Saberia administrar um reino tão grande? –Morgana inquire curiosa.


-Não. Fui criado como um soldado, meu preparo é para o combate, mas saberei me cercar daqueles que possam me aconselhar da melhor forma. Sou um homem que sabe trabalhar em equipe e ouvir aqueles que sabem mais.


-Ainda sim não parece feliz com nosso capitão. –Moriarty provoca, apesar de mostrar tanto desprezo quanto.


-Nosso capitão é um megalomaníaco que não consegue admitir que haja forças superiores a sua. Se há algo que vi e aprendi a evitar em anos no exército, são comandantes que mais cedo ou mais tarde levarão seu pelotão a morte.


-De fato, o homem de lata ainda nos meterá em um problema maior do que podemos lidar e que só atrasará nossas missões. –Morgana concorda enquanto deixa o prato de lado, falar de Sauron lhe tirara o apetite.


-Se ele dependesse da armadura, seria fácil para Artemis lidar, mas isso não é verdade. O maldito sequer precisa comer ou dormir. –Mark diz sem saber o que fazer, nunca havia lidado com algo que não parecesse vivo, mas o fosse.


-Eu estive pensando nisso. –Moriarty diz com um semblante indecifrável.


-Teve algum insight? –Morgana pergunta mais animada.


-Sim. Teorias sobre fantasmas existem aos montes, conversei sobre elas com Artemis e, enquanto os esperávamos esses dias, pude pensar em algo que poderia talvez prendê-lo. Passei a ideia a Artemis, mas precisamos de coisas para construir a máquina e que ainda não encontramos por aí.


-Mas acha que podem encontrar? –Mark pergunta em tom contido, porém ansioso.


-Sim, mas teremos que tratar e isso demorará, principalmente porque teremos que conseguir equipamento para isso. Mas adiantarei os preparativos assim que chegarmos a uma cidade, será necessário alguns potes de vidro reforçado. –Moriarty tinha um sorriso que denunciava seu otimismo.


-Se isso der certo, precisaremos reservar um dia para comemorações. –Morgana diz com um riso divertido. –Prepararei um barril de um belo licor para a data.


-Posso pensar em coisa melhor que bebida para comemorar. –Mark diz malicioso, aproximando-se de Morgana e sentando-se ao seu lado.


-Achei que fossem disfarçar por mais tempo. –Morgana comenta divertida, porém mantendo a postura distante.


-Se antes já a considerávamos bela, após a visão da noite passada temos certeza de que não há mulher mais formosa. –Moriarty diz sedutor, também aproximando-se.


-Sauron ficaria furioso se vissem vocês brigando por minha causa. –Comenta prudente, lembrando-se da bronca que recebera e sem querer sentir novamente aquela energia maligna sufocante.


-Ninguém aqui quer brigar. –Mark diz trocando um olhar com Moriarty.


-Conversamos e, como cavalheiros, acordamos que seria um erro tentar domá-la. É em seus modos selvagens que reside uma parte muito excitante de seus encantos. –A voz sussurrante de Moriarty deixava claro que o adjetivo selvagem se devia a sua natureza livre e indomável.


-A serviríamos quando desejasse, respeitaríamos sua escolha. Somos homens e não meninos, como Artemis. –Mark diz tentando não zombar de Artemis, apesar de deixar escapar um riso de escárnio ao fim.


-Artemis é mais homem que os dois juntos. –Rebate de modo duro. –Precisa ser muito confiante em si e para dedicar-se a alguém, pena que esse alguém não faça por merecer. Além disto, gosto de sua inocência.


-Certamente gostaria mais de meus modos experientes e suaves. Tive mulheres o suficiente para aprender a lhes dar prazer. –Moriarty garante confiante.


-Posso ter partes robóticas, mas sou tão quente e apaixonado quanto qualquer homem pode ser. Garanto ainda que minha mão metálica tem a mesma capacidade de esmagar rochas e de transportar uma rosa em sua palma fechada sem qualquer dano.


-Terei isso em mente. –Morgana diz olhando aos dois antes de se erguer, porém ambos se põem rapidamente de pé a frente dela.


-Vimos como falava com Artemis, é uma mulher cheia de desejos, deixe-nos saciá-los. –Mark insiste, não querendo perder uma oportunidade como aquela.


-Deve haver um modo de tornarmos a proposta interessante o suficiente. –Moriarty sugere mostrando-se disposto a atender seus desejos.


-Talvez uma forma, mas não é o tipo de coisa que imagino ver homens aceitarem. –Diz com um sorriso malicioso, uma postura pensativa. Mark e Moriarty se entreolham preocupados.


-Faça sua proposta e daremos nossa contraproposta. –Moriarty diz determinado.


-Seria ridículo escolher um e esperar que o outro fosse dar uma volta ao longe. Então serão os dois juntos ou nenhum. Sem contrapropostas. –Determina vendo-os surpresos e trocando olhares desgostosos. –Estarei me banhando na fonte termal, enfeitiçarei qualquer um que se aproximar sozinho e será muito doloroso. –Encerra se afastando de ambos, pegando sua mochila com uma muda de uniforme antes de se dirigir a fonte, que ficava há cinco metros da clareira, após a proteção rochosa.


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N/A: Mais uma atualização antes de uma paradinha para me dedicar a um trabalho. Continuem lendo e comentando, tentarei escrever mais assim que der e a próxima fic da sequência é Pangeia.


N/A²: Um capítulo para quem gosta de romance e para quem gosta de complôs. Alguém aí esperava esse desfecho para o casal E/A? Irão Mark e Moriarty aceitar a proposta de Morgana? Rsrsrs Já temos H² será que teremos M³? Sauron que abra o olho, tão querendo apunhalar ele pelas cotas! Alguém aí tem uma sugestão para o pobre Artemis?


N/A³: Agaetí Blódhren é uma festa que acontece no livro Eldest (o livro 2 da série), na floresta que os elfos habitam, Du Weldenvarden. O trecho em itálico seguinte foi também tirado do livro e é uma parte de quando Eragon se declara para Arya. A fala de Arya sobre a oportunidade dele a ter visto nua, se refere a quando Eragon tem que curar com magia os ferimentos de Arya após resgatá-la da prisão ainda no livro Eragon (o livro 1 da série).


Anderson potter: Sauron não tem sexo, por isso ele não deu a mínima para a luta rsrsrs Mas fiz esse trechinho especialmente para os leitores homens da fic. Sério que prefere as outras? Qual a sua top dessa fic?


Wilhan dutra: Não é exatamente um castigo, foi mais uma pegadinha para atrasá-los, foi essa missão do rebanho. O principal foi definir que não será admitida novamente essa postura de extermínio.


Rhaaa: Obrigada pelo elogio. A Morgana levou um pequeno sacode, mas podemos dizer que ela de certa forma deu um empurrãozinho para ver se Holly acorda, pena que não foi o suficiente. Esses 3 homens são não politicamente corretos, mas tem um jeitinho cafajeste que dá pra rir. Vai dizer que Artemis não ta na briga pra ver qual dos rapazes é o mais fofo? Tadinha da Morgana, ela não é uma loba tão voraz assim. Os dois grupos juntos é muita apelação, é mais justo eles separados. Gostou da reação da Arya?


coveiro: Entendo que não frequente tanto a floreios, mas o importante é que lê e comenta, é um exemplo para muitos leitores. O Riordan iniciou outra série onde Annabeth e Percy aparecem apesar de não serem os principais, por isso não apresentou um final. A JK a gente nem comenta a aberração do livro 7 ¬¬ . O Paolini vai lançar esse ano o último livro, esperemos que o final seja bom como a série tem sido. Mas pensei em fazer uma continuação que vai mostrar o que acontece com os principais personagens depois do torneio. Você não respondeu meu comentário sobre crepúsculo logo após seu pedido. Nunca tentei achar fics de Eragon, acho complicado de se escrever algo bom porque é um universo complexo, feito magistralmente pelo Paolini. Explicar pros amigos é fácil, basta dizer a verdade! Quanto a serem suficientes para ganhar suas guerras, só posso dizer que nada será tão simples.


may33: Que amanhã longo esse hein? Ao menos ele chegou rsrs. Foi um castigo para os leitores ausentes, de todo modo o normal será capítulos mistos como esse. Não seria tão a força, ela iria apenas tentar fazê-lo mudar de ideia forçando um pouco a barra. O pior foi a Holly ir defender o seu, mas desdenhar do menino! Certamente Mark e Moriarty roeram os cotovelos diante da sorte do Artemis. Eragon vivo por enquanto. Não tinha imaginado que a Arya pudesse atacar o Eragon?


Swdezerbelles: Porque o Grier e o Groar são amigos. O banho junto é porque lá é vestiário e não uma ducha. Mas Artemis fez o certo e a Morgana até reconheceu, mas tadinha, ela só queria ter a chance que Holly estava desperdiçando. Faltou que tipo de informação na reunião? Porque tão fã assim da Holly, a Morgana tava forçando um pouco, mas também não é pra tanto assim. Bem que você falou que Morgana com Mark e Moriarty não ia prestar né rsrrs. E aí sua curiosidade tinha te levado tão longe ou a Arya te surpreendeu?


Tainá Yumi Watanabe: Não fale isso! O grupo 2 é muito legal e tem coisas engraçadas. Deixa os deuses menina, eles querem somente um torneio mais divertido.


hellen granger: Obrigada, seus elogios me deixaram vermelha rsrs. Hahaha acha que o Arty tem jeito de Batman? Sei não, o Arty não é muito físico, é um inventor, estrategista, enfim. Que bom que ta curtindo os casais, logo vamos ter mais surpresas. Não vai contra o regulamento porque nunca tinha acontecido, mas agora que viram que pode acontecer, vão separar. Na verdade o melhor é mesclar razão e coração, mas você observou bem, cada deus teve um pensamento diferente, por exemplo, o grupo 3 é um grupo muito entrosado, de pessoas do mesmo universo apesar das linhas temporais diferentes. Eu não detesto o Alonso apesar de não o achar uma simpatia, é um bom piloto e só, quem eu detesto mesmo é o Hamilton que faz muita cagada e se acha o máximo, esse daí é insuportável, fora as declarações dele sobre Ayrton Senna.


Lediane Werner: Gostou da reação? Valeu a pena esperar?


Punkeeslaw Potter: Coisa feia dona Pâmela, nem comentou os dois últimos capítulos ainda, só por causa disso vai ganhar uma resposta curta do comentário!


Pois é, Artemis foi falar de ser humilhado e não deu outra, quase foi agarrado e ainda ficou nu na frente das meninas. Eu ia responder o tipo de bruxa da Morgana, mas nem vou (ainda de mau). Quem é você pra falar sobre não esperar surpresas? Vive lendo comentários antes de ler os capítulos!


rosana franco: É não daria para ficarem juntos o tempo todo, mas o fato de eles se separarem não quer dizer que não vão voltar a se esbarrar por aí. O problema do Harry é que eles cresceram juntos e ele conhece a família da Hermione, então rola um pouco de culpa.


PamyPotter: Difícil terminar as fics sem tempo, juro que se eu ganhasse na mega sena ou não precisasse trabalhar pra ganhar dinheiro, eu terminava todas as fics, seria um capítulo a cada 2 dias e várias fics novas, fora os livros com as minhas histórias originais, mas infelizmente meu tempo é ocupado com estudos e trabalhos. De todo jeito, fico feliz por gostar tanto da fic e do que eu escrevo.

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