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4. Confraternizando com o inimigo


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No último cap..


- Eu sempre me preocupei e vou preocupar Hermione. Boa noite. – Ele deu mais um aperto na mão da garota e seguiu para seu dormitório. Hermione ainda ficou parada um tempo olhando por onde ele tinha ido. Desistira de dormir as poucas horas que lhe restavam. A noite tinha sido agitada demais e ela não conseguiria fechar os olhos com toda certeza.


*****************************************************




Como Snape tinha o alertado, Blás viu Draco abrir os olhos exatos 20 minutos depois. Tempo suficiente para o moreno ir até o seu dormitório e buscar uma camisa nova para Draco e ele mesmo se vestir com uniforme.



- Ah, A Bela Adormecida enfim acorda! – Blás brincou, apesar de ainda estar tenso.



- Que? Bela Adormecida? – Draco ainda sentia uma tontura e a boca amargava. Ele tentou se sentar, mas desistiu.



- Coisa trouxa, não esperava que soubesse mesmo. – Blás deu de ombros e Draco fez uma careta.



- O que importa é onde estou. – Os olhos cinzas encararam Blás ansiosos por respostas.



- Do que exatamente, você se lembra? – Isso era importante. Blás tinha que saber se Draco se lembrava de Hermione, ou não.



- Do que, exatamente, você sabe? – Isso também era importante. Draco precisava saber se Blás sabia de sua marca, o que ele desconfiava que sim.



- Sei da sua horrível tatuagem, de muito mal gosto, se quer saber. – Blás havia se sentando novamente na poltrona próxima a loiro. Draco apertou os olhos com força.



- Ótimo! Mas que droga! Não era pra você e nem mais ninguém saber.



- Não importa Draco, deu sorte de ser eu então quem está aqui, e não outra pessoa, hum! – O loiro olhou de supetão para Blás, como se aquilo fosse possível, e o moreno temeu que Draco realmente lembrasse de Hermione.



- Como você me achou? – Blás sorriu internamente, seu amigo não se lembrava de nada.



- Draco, antes, eu quero saber o que aconteceu com você. É justo eu saber, afinal, praticamente, salvei sua vida. – Deu um sorriso vitorioso, enquanto Draco revirava os olhos.



- Basicamente? Ahn, ontem de manhã minha marca ardeu, sinal de aquela coisa estava me chamando. Pensando em como poderia atender o pedido idiota dele, já que não posso sair do castelo, me lembrei de Snape. Me mandou via flu ate onde o cara de cobra estava. Digamos que ele colocou minha amada titia para me treinar e que eu não fiz tudo exatamente como eles gostariam. Fui torturado e quando eles se cansaram de me dar crucios e chicotadas, fui mandado para a Casa dos Gritos. Lá tinha um mapa de uma passagem secreta de volta pra Hogwarts, só não me avisaram que eu ia de encontro aquela arvore idiota do Salgueiro Lutador. Ele me acertou na cabeça. Fiquei zonzo e daí eu não me lembro de mais nada. Eu já tava bem mal antes disso, ai, eu apaguei de vez. – Draco falava tudo como se comentasse o tempo e Blás teve que segurar sua boca para que ela não ficasse aberta de espanto.



- Merlim Draco, como você foi parar numa historia dessas? E o que nós sempre conversamos? “Nunca vamos ser como nossos pais”, “Nunca vou servir ao mestiço” “Nunca...



- Cala a boca Blás. Você não sabe de nada! – Draco tentou gritar, mas ainda estava fraco demais.



- Então me conte o que eu não sei.



- Não tive escolhas! Droga, ou faço o que ele quer ou minha mãe morre. Lucius também. Apesar de tudo ele é meu pai não é? E depois de vê-los mortos eu seria torturado até meu ultimo suspiro. O que você esperava que eu fizesse? Sim, talvez eu seja covarde! – Draco disse a última parte mais como se fosse pra si mesmo do que para seu amigo. Esse se levantou e esticou braço a ele.



- Não é covarde não. Agora levante-se, você ainda precisa ir a enfermaria. Não se preocupe, já tenho todas as desculpas prontas. Apenas concorde comigo. – Blás não disse nada além disso, nem quando Draco lhe lançou um olhar de indagação. Na verdade ele não sabia o que dizer ao amigo, aquela era a pior historia que ele tinha escutado, até então.



 



O café da manhã teria sido como qualquer outro, se não fosse o fato de ela ficar a cada dois minutos olhando a porta principal esperando que dois sonserinos adentrassem por ali. Afinal, por que se preocupava tanto? Ela desistiu de encontrar a resposta.



- É verdade Rony, até a hora que fui deitar, o pontinho do Malfoy não estava no mapa. Isso é muito suspeito. – Hermione parou de olhar para a porta e encarou Harry que estava ao seu lado.



- Você estava vigiando o mapa de novo Harry? – Ela temia que o amigo a tivesse visto, mesmo Rony dizendo que não o pediu para procura-la.



- Sim Hermione. E Malfoy sumiu. Ao menos até as 11h, hora que eu fui dormir. – Ele baixou os olhos com vergonha e ela achou isso estranho.



- Dormiu cedo para seus padrões Harry, por quê? – Ele ficou calado, e nesse momento Gina aparecera vinda de qualquer lugar.



- Ele sentiu dor na cicatriz novamente. Os convencemos de ir dormir e tentar descansar, já que ele não quis falar com Dumbledore. – Ela disse encarando brava Harry. Hermione o encarou da mesma forma.



- Você precisa fechar a sua mente! Quantas..



- Tá Hermione, eu já sei! Mas não é algo tão simples como você possa achar que é! Que droga! Pode ter certeza que eu sofro muito mais que você em relação a isso. – Ou ela estava cansada demais, ou o amigo exagerara além da conta, ou tudo isso junto, mas Hermione sentiu os olhos encherem d’agua.



- Só estou preocupada Harry, só isso. Me desculpe! – E antes que suas lágrimas escorressem pelo seu rosto, ela levantou depressa do banco e praticamente correu para as portas.



- Parabéns Harry, você é um ogro! – Gina, que mal tinha sentado, se levantou atrás de Hermione. Harry estava rubro de vergonha.



- Cara, conseguiu ser pior do que eu. E depois ela não está bem. Ela chorou ontem a noite, eu percebi. – Rony conseguiu dizer, apesar de ter torradas dentro da boca.



- Eu.. ah, é que as vezes é difícil.



Hermione só queria alcançar os jardins e respirar fundo. Estava se sentindo exausta, seus ombros doíam e logo sua cabeça iria começar a latejar. Quando por fim chegou ao gramado, parou um pouco, só para poder ouvir seu nome.



- Hermione! – E de repente Gina parou em sua frente.



- Oi Gina. Não quero falar sobre o que acabou de acontecer. – Ela novamente segurou a vontade de chorar, afinal, ela não era uma garota que chorava a qualquer momento.



- Tudo bem Mione. Harry já está se corroendo de culpa. Mas eu quero saber de uma coisa. – Hermione não estava olhando para o rosto de Gina, se estivesse, teria notado o ar malicioso dela.



- O que? – Só ai ela encarou a ruiva e se arrependeu.



- Onde você estava ontem a noite? – Hermione ficou pálida. E demorou um pouquinho para responder.



- Eu... bem... foi como você disse para o Rony, só queria ficar sozinha e fiquei, só isso. – Gina estreitou os olhos e Hermione sorriu sem graça.



- Você não vai me dizer a verdade não é? – Hermione baixou a cabeça sem o sorriso forçado na face.



- Eu não posso. Eu gostaria, mas não dá. – Gina percebeu que se tratava de algo serio, e por isso não insistiu. Se aproximou da amiga e deu uma apertada no ombro dela.



- Quando puder, se quiser, me conte. Se eu puder ajudar ou qualquer outra coisa. Só quero que você fique bem! – Hermione apenas levantou a cabeça e a abraçou. Nesse exato momento vira Zabinne passar por elas, indo para orla da Floresta Proibida, onde eles teriam aula de Trato de Criaturas Mágicas, em conjunto.



- Obrigada Gina. Muito obrigada mesmo. Mas acho melhor agora irmos para a aula. – Ela sentia necessidade de saber como estava Malfoy, e só poderia perguntar para uma pessoa.



- Certo. Ainda mais que tenho DCAT agora. Morcegão! Urgh! – Ambas riram e Gina correu de volta para o castelo, enquanto Hermione descia apressada para perto de Blás. Agora que estava ficando próxima a ele, não sabia como abordá-lo, afinal, eles não eram amigos. Porém ela teve uma idéia.



- Ai! – Ela se jogou nas costas do sonserino, como se tivesse tropeçado.



- Ei Granger, olhe por onde anda! – Ele disse sem parecer zangado. Ela já estava ao lado dele.



- Oh me desculpe, estava distraída e não vi o pedaço de raiz ali. – Zabinne olhou para onde ela indicava, encontrando apenas a grama limpa. Sorriu e olhou para novamente.



- Ele está bem Granger. Tomou poções revitalizantes e cicatrizantes. Está na enfermaria ainda porque perdeu sangue e está fraco. Madame Pomfray achou melhor que ele ficasse em repouso pela manhã. A tarde Draco está de volta. Você fez um bom trabalho. – Zabinne estava olhando para frente enquanto falava com ela, por isso não viu o sorriso que Hermione deu quando ele elogiou seu trabalho.



- Pelo menos ele não vai morrer! – Disse como se não se importasse, mas no fundo, isso a incomodava. E era estranho. Zabinne olhou para ela. Eles estavam cochichando, uma vez que muitos alunos já estavam por ali.



- Não vai não. Você se importa? – Ela franziu o cenho e o encarou de volta.



- É claro que sim, se não ontem mesmo tinha o deixado sangrando no corredor. Eu não sou a favor da morte, mesmo se tratando de Malfoy. – Ela arqueou a sobrancelha, em um gesto que fez Zabinne se lembrar de seu amigo loiro.



- Certo então. Se você diz. – Hermione talvez tenha se esquecido de onde estava e com que estava, mas precisava continuar a conversa.



- O que eu gostaria de saber é o porquê de... – Mas ela foi interrompida.



- Ei Blás, o que está acontecendo? – Pansy acabara de entrar no campo de visão dos dois. Hermione se assustou assim como Blás.



- Oi Pam, bom dia! – Ele lhe sorriu, ela encarava Hermione.



- O que ela faz aqui com você?



- Nada realmente que seja da sua conta! – Hermione disse azeda, se lembrando porque odiava tanto os sonserinos.



- Ora, como se atreve a falar assim comigo sangue ruim!? – Pansy deu um passo para frente, mas Blás a puxou pela cintura.



- Sei que sou lindo, mas vocês não vão brigar por minha causa. Vem Pam. Até mais Granger! – E Zabinne saiu dali puxando Pansy e deixando uma Hermione furiosa para trás.



- O que você estava fazendo conversado com sonserinos? – Era Rony que parecia ter se materializado ao lado dela, junto com Harry.



- Ah, não enche você também. – E ela saiu de perto dos amigos sem mais nada a dizer.



O dia de aulas foi puxado, o que foi bom para Hermione, que não teve muito tempo para ficar pensando em Malfoy, marca, sonserinos, voto perpetuo. Draco de fato apareceu nas aulas da tarde e preferiu deixar seu mau humor aflorar, assim ninguém teria coragem para lhe fazer perguntas que ele não queria responder.



A semana se arrastou, o tempo já ficando mais frio e os alunos do sexto ano mais estressados. A carga horária era bem mais puxada do que dos outros anos, e foi só na quarta seguinte que o assunto Quadribol começou a povoar as conversas da maioria dos alunos, e dos grifinorios, já que depois de sua ronda, Rony decidira que faria os testes para goleiro para o próximo campeonato.



Quinta feira chegou e Hermione se sentia exausta. Não estava conseguindo dormir muito durante a noite, ela sentia sua consciência pesar mais a cada dia, e os dias eram tomados com sua preocupação por Harry, as reviravoltas de seu estomago ao ver Rony, os estudos mais intensos do que nunca e por ultimo o seu envolvimento, mesmo que involuntário, com um Comensal da Morte juvenil. Ela estava quase surtando e isso era perceptível.



- Hermione, você está com uma cara péssima. – Rony disse olhando bem para a amiga a sua frente na hora do almoço. Ela ficou constrangida.



- É, eu sei Rony, obrigada. – Respondeu seca e desta vez foi ele quem ficou sem graça. Harry apenas acompanhava a conversa, e estava até mesmo um pouco distraído, pensando onde poderia estar Gina.



- Me desculpe, mas é que talvez você esteja doente, eu só, quer dizer, estou preocupado com sua saúde. – O ruivo disse sem encarar Hermione, ficando vermelho. Ela lhe sorriu mesmo assim, a raiva e o constrangimento passando de uma vez.



- Estou bem Rony, não se preocupe. Só não estou conseguindo dormir direito. Estive pensando em pedir alguma poção para Madame Pomfrey.



- O que está tirando seu sono Hermione? – Harry resolveu se interar da conversa.



- Ah, tudo. Esse ano já começou cheio de coisas, você não acha Harry? – Hermione brincava com sua coxa de frango, não queria encarar ninguém.



- É, realmente. – Ele se limitou a dizer e a conversa morreu. Quando todos já estavam saciados é que Rony voltou a quebrar o silencio.



- Bom, vou aproveitar esta folga de aulas da tarde e treinar um pouco. Você podia vir Harry? – Ele olhava com os olhos brilhando o amigo moreno que o encarou com um ar cansado.



- Uhn, eu queria ver se dormia um pouco agora, ainda mais depois do almoço. – Rony ficou murcho.



- É Rony. E depois nós acabamos de comer. Faz mal exercitar assim. Descansem um pouco e mais tarde treinam. – Harry sorriu e Rony ficou com esperança.



- Hermione tem razão! Vamos dormir um pouco e depois vamos para o campo. – Os meninos se levantaram. – Vamos Mione?



- Oh, não Harry, eu tenho que adiantar umas coisas. – Os meninos reviravam os olhos e seguiram para a Grifinória. Hermione não iria para outro lugar que não fosse a Biblioteca.



 



Draco comia pouco e rápido, por isso sempre saia mais cedo do Salão Principal. Ficava nos jardins aspirando o ar gelado, sabendo que logo em seguida ou Pansy ou Blás iriam aparecer por ali.



- Draco e sua digestão fresca.



- Oi Blás. Você demora muito para comer.



- Dizem que quando se come devagar não engorda, quero manter a minha silhueta! – Blás disse passando a mão em seu corpo e por fim piscando para o amigo, que apenas levantou uma sobrancelha.



- Isso realmente foi bizarro. Argh. Vamos entrar, já está pingando. – Eles entraram para o castelo e resolveram ficar andando pelos corredores, agora já vazios.



- Pansy parecia aérea hoje Draco, e você relaxado como não o vejo há muito tempo. – Blás então viu o velho sorriso Malfoy brotar no rosto branco do amigo.



- É. Ontem nós tivemos mais tranquilidade para namorar.



- E a sua marca? – Blás sussurrou e Draco perdeu o sorriso.



- Eu joguei um feitiço de desilusão. Ele dura algumas horas, apesar de não esconder muito, da pra ver uma sombra. Mas onde eu estava e o que eu estava fazendo não dava tempo de Pansy reparar em detalhes. – Ele piscou para o moreno.



- Você não presta. E, e, aquele lá não te chamou mais? – Draco parou de andar e ficou encarando Blás.



- Por que você quer saber? – O garoto então se recostou na parede de pedra com ar de tédio.



- Apenas curiosidade, que coisa. – Draco colocou as mãos nos bolsos de sua capa e abaixou o tom.



- Não. Snape de alguma forma o convenceu que era arriscado demais ficar me tirando do castelo, podia dar na vista. Mas ele não me deixa dormir sempre, as vezes invade meus sonhos e fica me ameaçando. É patético. – Draco suspirou e desfocou um pouco o olhar como se estivesse se lembrando das ameaças do Lord das Trevas.



- Aí vem a Pam. – Blás avisou com o intuito de mudarem de assunto. Meio minuto depois a garota de cabelos lisos chegou abraçando Draco por trás, logo foi trazida para frente e sendo recepcionada por um beijo caloroso.



- Vocês tem mesmo que fazer isso na minha frente? – Blás tinha cara de nojo.



- Hum, Blaisinho esta nervoso? Não, está com inveja mesmo. – Pansy agora era abraçada por trás pelo louro, que sorria debochado para o amigo.



- Nenhuma das hipóteses. Acho que vou ter que sair daqui não é?



- Não Blás. Eu tenho que ir na verdade.



- Por que Pansy? – Draco a virou para ele novamente.



- Segunda, durante a minha ronda, eu e meu parceiro pegamos um casal se agarrando em um armário de vassouras. Bem, eu tentei convencê-lo de que não era nada demais mas vocês imaginam como é um corvinal. Marquei de fazer um relatório sobre isso e conversar com os monitores chefes agora a tarde, não queremos na verdade que isso chegue aos ouvidos da McGonagall. – Draco a olhava com o cenho franzido.



- Você não me disse nada sobre a monitoria Pansy. Que história é essa de seu par não ser eu? – A garota colocou a mão na boca.



- Ou Draco! É mesmo. Aquele dia você sumiu e esteve com o humor pior do que nunca durante o fim de semana. Na segunda eu fiz a ronda e nem te vi depois. Depois eu esqueci. Esse ano eles mudaram as regras. McGonagall misturou as casas. – Ela abaixou a cabeça, agora se lembrava com quem Draco faria dupla e sabia a explosão que ele daria.



- Sei, isso é realmente é uma bosta. Não vamos ter mais o horário da monitoria para namorar.



- É. – Ela disse ainda de cabeça baixa. Sabia que a qualquer momento ele faria a pergunta.



- Que foi Pam?



- Você não quer saber quem é a sua dupla? – Ela o encarou receosa. Até Blás estava achando aquele comportamento estranho.



- Não estou gostando da sua cara Pansy. – Draco talvez começasse a desconfiar, mas não queria acreditar. Sentiu seu corpo ficar duro.



- Hoje é quinta né? Ouch, sua ronda é hoje Draco. – Ela parecia ter pena dele, e ele já estava ficando nervoso.



- Com quem Pansy? – Perguntou entre dentes.



- A Granger. – Ela quase sussurrou, mas tanto Draco quanto Blás ouviram muito bem.



- Granger?! – Ela ouviu o coro de duas vozes e olhou intrigada para Blás.



- Até você Blás? – Draco apertava as mãos com força. O moreno pareceu não ouvir a pergunta de Pansy.



- Droga, isso não vai prestar! – Ele disse sem nem mesmo perceber. Draco o encarou.



- Eu é que tenho que me revoltar Blás e não você! – O moreno ainda ficou parado por um tempo sem nada a dizer.



- Eu, eu.. eu preciso ir. – Por fim respondeu dando as costas ao casal de amigos que o olhava se afastar intrigados.



- Ele anda muito estranho. – Pansy disse roendo as unhas, estava com medo que a explosão de Draco fosse só com ela.



- Eu vou atrás dele. – O loiro nem olhou para a menina ao seu lado e correu atrás de Blás que já estava bem longe. Ela apenas deu de ombros, dando graças por Draco não fazer escândalo e seguiu para a sala dos monitores.



 



Blás andava depressa. Sabia que assim como a Sonserina, a Grifinoria estava livre das aulas da tarde. Passou pelo Salão Principal e o viu vazio. Onde ela estaria? Talvez em seu salão comunal. Não! Ela não perderia a oportunidade de estudar um pouco mais, foi para a Biblioteca.



Logo que entrou olhou cada canto daquele cômodo grande e quase deserto. Não a viu por ali. Mas não desistiu. Resolveu ir para o fundo da Biblioteca, talvez ela quisesse mais sossego. Já estava quase vencido quando viu seu emaranhado de cabelos fazendo moldura à um livro grosso. Sorriu de lado e foi para lá, silencioso.



- Granger! – A menina soltou o livro com força na mesa tomada pelo susto. Colocou a mão no peito.



- Zabinne! Quer me matar? – Ele se sentou em uma cadeira próxima a ela.



- Oh não. Isso não está nos meus planos. Quero apenas conversar com você. É importante. – Ela o olhou intrigada.



- Conversar? Já nos resolvemos não?



- Não completamente. – Eles quase sussurravam, mas Draco, que quando queria era tão silencioso quanto uma pena voando, ouvia tudo muito bem. Ele estava atrás de uma estante de livros, que ficava bem nas costas dos dois, que certamente não o veriam ali. Apinhou os ouvidos, aquela conversa parecia interessante. Ao mesmo tempo sentia uma raiva enorme do amigo. Como ele poderia se envolver com aquela rata de biblioteca? Sim, porque pelo tom da conversa, eles só podiam estar envolvidos. Ele só queria ver até que ponto.



- O que mais falta? – Hermione estava impaciente e mesmo curiosa para saber o que Zabinne queria com ela.



- Você é monitora né?



- A descoberta do ano Zabinne? – Ela arqueou a sobrancelha ao moreno que sorriu.



- Hum, sarcástica também. Você sempre me surpreende Granger. – Draco revirou os olhos do ponto que estava. Aquilo era nojento.



- Você pode ir direto ao assunto?



- O que quero dizer é que hoje você tem monitoria e... – Hermione abriu a boca assustada, sem deixar Zabinne terminar.



- Ai, é, nossa eu tinha me esquecido completamente disso, que droga! E o pior, é com o Malfoy! – A castanha colocara o cotovelo em cima da mesa e assim pode apoiar a cabeça com a palma da mão, seu rosto mostrava desalento.



- Exatamente, esse é o ponto. Draco não pode nem sonhar o que aconteceu há uma semana. – O loiro, quando ouviu seu nome ficou mais atento. Que tipo de conversa era aquela?



- Não seja idiota. Esqueceu que eu tenho um voto perpetuo com você? Não posso contar nada daquilo a ninguém. – Hermione tinha um tom cansado. Já Draco estava intrigado. O que eles tinham feito a ponto de invocarem um voto perpetuo?



- Eu não inclui o Draco no voto, não sei se você lembra as palavras que eu usei, mas ele fica fora. – A garota parecia pensar, como se estivesse lembrando exatamente das palavras de Zabinne.



- É, talvez. Mas de qualquer forma, eu não falaria. Eu não tenho intenção de conversar com Malfoy, menos ainda sobre isso, Zabinne. – Draco sentia uma vontade de se fazer visto e saber logo o que ele não poderia saber, mas se segurou.



- Ótimo, Draco pode não entender algumas coisas, você sabe como ele é.



- Sei muito pouco daquele lá. Olha isso é algo que eu vou levar para o tumulo. Não posso contar a ninguém, então ponto. E se alguém descobre, nossa, estamos ferrados. – Draco estava começando a formular hipóteses na sua cabeça e nenhuma era agradável.



- Sim Granger. Aquela sala não tem quadros tem?



- O que?



- Se tiver quadros, você sabe, eles podem contar uns para os outros o que houve lá aquela noite. – Hermione mais uma vez tomou um ar pensativo, já Draco estava quase vomitando. Teve uma certeza horrível. Seu amigo com certeza havia dado uns amaços na sangue ruim em alguma sala.



- Ah tha. Não, quase certo que não, mas posso conferir. E se tivesse também, a essa altura já estavam todos sabendo.



- Verdade. Aquele dia alguém sentiu sua falta na sua casa?



- Rony. Ele ficou me esperando até o amanhecer. – Hermione respondeu sem mesmo perceber que estava conversando amigavelmente com um sonserino. Já Draco estava ficando mais enojado. Amanhecer? Então o que eles fizeram fora mais que um amaço?



- Ah, o cabeça de cenoura! O que você disse? – Hermione suspirou.



- Qualquer desculpa, ele não é muito bom em detectar mentiras. – Os dois riram juntos, e isso foi o suficiente para Draco sair dali, estava ficando impossível segurar seu estomago.



- Ele não é bom em muitas coisas.



- Não diga isso. Rony é bom em muitas coisas. – Hermione ficou vermelha e Blás viu. “Certo, então o coração da Granger já tinha dono? Que desperdício.”



- E o seu verão, como foi? – Ele soltou de repente.



- Meu verão? – Hermione não entendia o porquê da pergunta.



- É Granger, verão. Festas, amigas, coisas assim. Ou você ficou estudando? – Blás não sabia bem, mas queria zoar com a cara dela sobre o beijo que dera sem saber.



- Não fiquei estudando. Aff. – Hermione revirou os olhos. Por que todo mundo achava que ela nunca parava de estudar?



- Festas?



- Qual seu interesse nisso? – Zabinne se aproximou mais de Hermione que não se afastou, sentia que dali ia sair alguma coisa, só não sabia se ia ser bom ou não.



- Meu interesse? Nada de muito exagerado. Quer dizer, exagerado foi o meu susto ao ver o que eu vi é claro. – Ele sorriu sarcástico para a cara dela. Sabia que ela ia colocar aquele cérebro esperto para funcionar e de fato ela estava fazendo isso.



- O que você viu?



- Você não sabe mesmo o que eu vi senhorita H? – Pronto. Ela sentiu um bolo na garganta. Senhorita H? Coisas que ela ouviu naquela festa começaram a vir em sua cabeça em frações de segundos. A prima, o amigo B. Amigo B? Blaise. Não, não poderia ser, poderia?



- Senhor B? – A voz dela era quase um sussurro, mas ele estava próximo o suficiente para escutar. Blás sorriu largamente.



- Bingo! – Hermione começou remontar os fatos daquela noite. O senhor B, o amigo dele. Um cara todo tampado. Agora estava claro para ela que parecia que ele queria se esconder. Não ouviu a voz dele. Se lembrava de ver a pele clara em um pedaço do rosto que ficou a mostra. Clara? Muito clara? Não, não podia ser quem ela estava pensando, podia? Ele não iria em uma festa trouxa. Claro que não. Mas sua boca ficou seca.



- Ahn, foi algo que não acontece sempre sabe. Er.. aquilo foi estranho. – Ela estava ficando vermelha, e não tinha certeza, só não queria que ele confirmasse seus pensamentos.



- Oh, eu imagino. Mas você não gostou?



- Que abuso você me perguntar isso. – Ela já tremia.



- Ah, ele também não quis me responder se tinha gostado ou não. – Blás continuava rindo, mais ainda percebendo que ela já havia entendido quem era o garoto daquela noite.



- Ele quem? – “Pergunta idiota Hermione” pensou.



- O mascarado que você quase engoliu.



- Zabinne, eu não te dei essa liberdade. – Hermione queria sair dali, mas suas pernas estavam bambas.



- Granger não disse nada demais. Mas Draco também me surpreendeu. Quer dizer, ele não é do tipo que se deixa levar pelo beijo, ele é que gosta de levar. Oops, falei demais? – Zabinne ainda colocou a mão na boca como se tivesse arrependido de ter falado o nome do amigo. Já ela bateu a cabeça na mesa.



- Isso é mentira não é? – Ela ainda disse de cabeça baixa.



- Você sabe que não é.



- Ele sabe?



- Não, eu ainda não contei. – Hermione levantou depressa.



- VOCÊ NÃO VAI CONTAR! – Ela gritou, e antes mesmo que Blás pudesse responder algo, Madame Pince já dera as caras.



- Senhorita, preciso lembrar que isso aqui é uma Biblioteca? – A mulher parecia furiosa, e Hermione não sabia onde enfiar a cara. Voltou a se sentar.



- Desculpe. Não vai voltar acontecer. – A bibliotecária ainda a encarou feio antes de se retirar.



- Tudo bem Granger, não vou falar com ele. Mas tem uma condição. – O moreno tinha um sorriso malicioso no rosto que Hermione não gostou. Na verdade ela não estava gostando de nada daquela conversa. Queria poder sumir.



- Qual? – Sua voz saiu tremida.



- Você vai ter que contar para ele, até uma semana antes do fim do ano. Se não, eu conto e Draco ainda terá 7 dias para morrer e te matar. – Blás parecia realmente feliz com aquilo.



- QUE? – Ela gritara mais uma vez só para se arrepender depois. Madame Pince voltara bufando.



- Saia já da minha biblioteca! – Hermione a olhou incrédula



- Como?



- Saia daqui! Rápido! – Ela estava em choque. Estava sendo mesmo expulsa da biblioteca?



- Eu vou indo Granger, boa sorte. – Blas saiu calmo, deixando Hermione duplamente perplexa em uma cadeira. O dia dela estava ficando cada vez pior.


 


 


 


NA: Gente o proximo cap pode ser q demore mais pq ainda to escrevendo... mas... eu nem sei... pq ninguem comenta ai parece q ta ruim, é mt ruim escrever assim sem saber de nada...



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Comentários: 3

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Enviado por Artemis Granger em 10/07/2012

o nome na verdade é Zabini, com i. E Parkinson, é o correto!
Mas estou adorando o seu Blás... gosto mto desse personagem!

Nota: 1

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Enviado por Brenda Chaia em 09/04/2012

Angel, acho que o nome do Blás vai continuar errado pq eu escrevi a fic toda assim e ninguém me alertou pra isso antes.. me desculpe...

Nota: 1

Páginas:[1]
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Enviado por Angel_Slytherin em 09/04/2012

Ow!! Adorei... chatagem MODE on!

Parabéns pelo cap...a unica coisa, é o nome do Zabine... mas isso não faz muita diferença!!

Parabéns!

Beijos

Nota: 5

Páginas:[1]
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