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6. O todo poderoso Potter


Fic: Um amor além da vida - NC18 - Atualizada 03-11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Uma garota ruiva corria a toda velocidade pelos corredores de Hogwarts como se sua vida dependesse disso. E a verdade é que ela achava que dependia mesmo.


Gina Weasley era seu nome. Quintanista de Hogwarts, ruiva, inteligente, cabelos ruivos muito longos que lhe caiam sobre as costas até a cintura e olhos cor de chocolate. Excelente jogadora de quadribol. E prestes a ter o pescoço cortado.


Acontece que a mais jovem filha dos Weasley tinha feito algo realmente imperdoável: azarado o idiota do Potter. Mas ele com toda a certeza do mundo mereceu.


Já tinha quatro anos que estava em Hogwarts e cinco que conhecia Harry. E, desde o momento em que colocou os olhos naquele moreno de olhos espetacularmente verdes, sabia que sua vida nunca mais seria a mesma. E realmente nunca mais foi.


Aquele imbecil a tratava como uma criancinha burra, nunca era agradável ou educado, não fazia questão nenhuma de tratá-la bem e mesmo assim, Gina o amava. Mais que tudo, mais que a todos. E tudo o que aquele estúpido fazia era se esfregar em um bando de vagabundas interesseiras.


Que ódio.


Mas dessa vez, ele passou dos limites.


                                                                           FlashBack


Gina estava voltando de mais um treino cansativo de quadribol e não via a hora de cair em sua cama quentinha e enfiar a cabeça no travesseiro pra não pensar em mais nada.


Ela tinha ido muito mal durante todo o treino por que não conseguia tirar os olhos de Harry. Ele tinha ficado, se é que ainda era possível, ainda mais lindo agora do que quando o conheceu há cinco anos. O corpo dele montado naquela vassoura era como um imã para os olhos de Gina.


É claro que a garota sabia que o moreno era um pervertido e até fazia piada disso com Hermione. As duas o chamavam de “Príncipe Pervertido”. Um trocadilho idiota, mas que fazia as duas rirem muito.


Mas é claro que a capitã não entenderia a versão de Gina; E nem Gina teria a coragem de se justificar. Não com a verdade, pelo menos. Então, abaixou a cabeça e ouviu tudo calada, sabendo o quanto estava errada.


Maldito Potter!


Estava andando por um corredor perto da cozinha, estava indo para lá na intenção de comer algo antes do jantar, quando ouviu vozes.


Dois sonserinos grandalhões, dos quais Gina não sabia o nome, estavam encurralando um primeiranista da Corvinal miudinho. Eles pareciam prestes a esmagá-lo contra a parede.


Gina bufou indignada.


- Ei vocês dois! É, vocês dois trasgos burros, estou falando com vocês! Por que estão incomodando o garotinho? Só por que ele é mais inteligente do que vocês? Mas isso não é nada difícil, é?


Os dois voltaram os olhinhos malvados na direção de Gina, que apenas revirou os olhos.


- O que? Vocês não sabem falar? Ou não me entenderam? Eu disse: Vo-cês do-is trás-gos bur-ros, de-i-xem o ga-ro-ti-nho em paz!


Os dois se viraram imediatamente e vieram em direção a Gina, como dois touros bravos incontroláveis.


Gina tateou as vestes em busca da varinha. E continuou tateando sem ter o que encontrar. A varinha não estava em parte alguma.


Ela imediatamente foi tomada por pânico. Os dois sonserinos eram enormes e Gina jamais conseguiria enfrentá-los sem varinha. Pensou em correr, mas era tarde demais.


O sonserino que parecia maior agarrou Gina pelo colarinho e tudo o que ela conseguiu pensar era que tomaria uma surra da qual jamais se esqueceria.


-Veja, Perks, a ruivinha parece que perdeu a varinha!


O outro respondeu com uma risadinha maldosa que arrepiou os cabelos da nuca de Gina.


- Me larga, trasgo nojento.


-Olha a vadiazinha grifinória ainda pode falar! Mas não duvide de que posso calá-la muito bem.


Gina olhou para os lados na esperança de pedir ajuda. O garotinho da Corvinal tinha simplesmente desaparecido. E Gina rezava para que ele buscasse ajuda.


- Cala a boca, seu idiota. E me põe no chão! Ou farei você desejar nunca ter nascido.


Gina rosnou, mas estava assustada. Eles eram maiores e estavam em maior numero.


O sonserino sorriu malignamente e olhou Gina de uma forma que a fez sentir náuseas. Ele jogou Gina sem a menor cerimônia para cima do amigo que a segurou pelos ombros, com força. Gina tentou fugir, mas levou uma bofetada com força na face. Sentiu gosto de sangue nos lábios.


O garoto que a esbofeteou pegou-a novamente pelo colarinho e puxou com tudo. Os botões da camisa voaram em todas as direções e onde a costura não estourou machucou Gina. A garota não gritou, mas prontamente se cobriu como podia.


- Acho Perks, que a pequena Weasley não tem mais nenhuma de suas palavras tão espertas agora, tem? Ela não parece nem capaz de falar.


- Acho que podemos vender o que sobrou das roupas dela, Mak.


Isso realmente estava assustando Gina. Ela queria chorar, mas o orgulho não deixava. Quando ela se sentiu ser novamente erguida fechou os olhos com força, para engolir o choro e bater como pudesse em quem alcançasse, quando foi tomada por uma energia diferente.


Gina estava com medo, em pânico, mas nada se comparava a frieza daquela aura. Era um medo que dominava sua alma e fazia com que seus ossos tremessem com o repentino frio.


Uma forma gigantesca passou por Gina tão rápida e violentamente, que ela mal pode arfar.


Em questão de segundos os dois sonserinos voaram em direções opostas.


- Desculpem. Minhas pernas são um pouco grandes.


E do nada Gina soube que não haveria lugar no mundo mais seguro para ela do que ao lado do dono daquela voz. Era Harry.


Ele avançou novamente e o barulho dos chutes e socos e de ossos sendo esmagados contra punhos era horripilante. E Gina só conseguia olhar.


Os dois sonserinos correram fugindo como covardes que sempre eram deixando Gina sozinha no corredor com um Harry arfante e mais assustador do que qualquer criatura que Gina já tivesse encontrado na vida.


Ela tremia. De medo e de raiva, mas também por ter sido salva pelo garoto de quem sempre gostou na vida. Seus olhos se encheram de lágrimas que ela não conseguia conter e teimavam em cair.


Quando Harry se virou, seu rosto estava intacto, suas roupas perfeitamente arrumadas e tenho a certeza de que ninguém jamais diria que ele acabou de sair de uma briga feroz com dois sonserinos enormes.


Gina tapou o rosto com as mãos, tentando parar de tremer e de chorar, para agradecer.


Mas antes mesmo que pudesse parar de chorar, se sentiu sendo fortemente abraçada por braços fortes e reconfortantes. E ela chorou com força.


Quando tudo tinha saído e ela conseguia raciocinar de novo, ela ainda estava nos braços de Harry. E era como se estivesse no céu. Ela enxugou as lágrimas como pode e olhou para o rosto do garoto que tanto amava.


Mas, ao invés de ver as iris verdes que ela tanto amava, os olhos de Harry estavam escuros, quase não dava para dizer que eram verdes. Ele olhava Gina de uma forma que ela nunca tinha visto antes. Era fome.


Ela se afastou desajeitadamente dos braços de Harry. Seu estomago parecia ter ganhado vida própria e estava arrepiada, como nunca pensou ser possível; E Gina voltou a tremer, mas dessa vez a causa e a razão eram diferentes.


Todo o tempo em que se afastava Harry a olhava, como se estivesse tentando fazê-la entrar em combustão. Foi quando Gina lembrou que estava com a frente da blusa destruída e a única coisa que impedia que Harry visse completamente seus seios era a peça intima.


Puxou a blusa e tapou o melhor que pode. Amaldiçoou-se novamente por estar sem a varinha e limpou a garganta na tentativa de falar sem parecer rouca.


- Obrigado Potter. E-eu... Bem, eu fico te devendo essa.


Harry deu um sorrisinho de lado, que só fez aumentar o calor que ela já sentia. Gina corou loucamente.


- Me devendo essa... Certo, o que você vai me dar em troca?


Gina engasgou. Como assim, algo em troca?


- Hum, bem. Eu estava indo na cozinha pegar algo para comer depois do treino e, bem, se você puder dar um jeito na minha blusa eu busco algo para você também.


Cada palavra de Gina era seguida de um passo de Harry em sua direção. Cada passo de Harry em direção a Gina era um passo que Gina dava para trás.


- E-eu... Você, você ainda não jantou não é mesmo? D-deve estar faminto como eu.


Harry a encurralou contra a parede. Sem poder mais dar nenhum passo para trás, usando ambas as mãos para segurar a blusa em frangalhos e com Harry a olhando como se fosse jantá-la, Gina se sentiu uma sobremesa suculenta.


O que ela poderia fazer pra impedir Harry? Ou ainda melhor, ela impediria o Harry de fazer o que ele quisesse? Ou mesmo, quem disse que o Harry ia fazer alguma coisa?


Encostada na parede, sem querer se mover dali e pensando mil coisas por segundo, Gina esperou.


- Sabe, eu estou mesmo faminto. Ele disse. - E seria muito gentil da sua parte pegar algo para eu comer. Ele voltou a se aproximar e a distancia que agora existia entre os dois era a que os braços de Gina ainda criavam enquanto ela ainda tentava segurar sua blusa. – Mas, ao invés disso... Eu prefiro você.


Harry beijou Gina, com tanto ímpeto e vontade que a garota ficou surpresa. Harry a estava beijando! Seu primeiro beijo era com Harry Potter!


Céus, era maravilhoso. Harry havia colado seus corpos e parecia que podia alcançar todas as partes de Gina. Uma das mãos do moreno estava em sua nuca e a outra puxava a cintura de Gina contra a dele própria.


Gina derretia nos braços de Harry e se entregou inteira, desejando que aquele momento nunca mais terminasse. Mas seres humanos, infelizmente, precisam respirar.


E quando o instinto de sobrevivência falou mais alto, Harry afastou os lábios dos de Gina. Ela sentia que estavam inchados e a felicidade que sentia dentro de si era tão grande, que estava explodindo pelos seus poros a deixando toda arrepiada.


Sorriu.


- Eu me rendo... Eu me rendo... Sussurrou, tão baixinho, que era mais para ela mesma que para Harry. Mas ele ouviu.


- Você é tão inexperiente! Ele riu. - Não sabe nem como respirar. Gargalhou.


Gina estava chocada. E Harry estava estragando tudo.


Como assim inexperiente? Droga, ela não era pervertida como ele! Não tinha beijado todos os garotos de Hogwarts e...


O ciúme queimou as entranhas de Gina.


- Seu... seu... Idiota! Estúpido! Pervertido! Você...


Harry riu de toda a raiva dela.


- Eu até queria te pegar, mas você não tem um traseiro legal e nem seios grandes.


Se apenas os olhos de Gina pudessem queimar, Harry Potter teria sido daquele momento em diante Harry Frito.


- EU ODEIO VOCÊ! Gina gritou com todas as forças. Lágrimas voltando a seus olhos.


Ele deu aquele sorriso de lado safado de novo.


- Cresce logo, minha Pintinha.


Aquele bastardo teve a cara de pau de falar isso docemente, como se estivesse dizendo que a amava. Gina quis matá-lo. Lenta e dolorosamente.


Ele sacou a varinha e murmurou um feitiço para consertar a blusa de Gina.


- Uma Pintinha como você, não deveria andar com tão pouco peito de fora. Faz as pessoas sentirem pena de você.


Harry tocou o nariz de Gina com a ponta da varinha.


Tudo bem, Gina se sentia menos que uma pedra, ela provavelmente iria se matar quando saísse da vista desse grosso insensível... Mas não sem antes se vingar.


Gina pegou a varinha que Harry apontava para seu nariz, tão rápido quanto sua habilidade em quadribol permitia e a apontou de volta para Harry.


- Seu desgraçado! Sem varinha, esse seu sorrisinho cretino não existe não é? Você não tinha o direito de fazer isso comigo, Potter! Nunca mais encoste essas suas mãos sujas em mim, e se você acha que pode brincar com qualquer garota desse castelo, vou te mostrar que você não pode.


- Gina, calma...


- Cala a boca!


Gina apontou a varinha e olhou pela ultima vez para aquele rosto tão lindo e que ela amava tanto, antes de imaginar a pior azaração que conhecia.


Apontou a varinha para Harry.


- Toma isso, Potter desgraçado!


                                                                    Fim do Flashback


 


Se Harry a pegasse... bem, ela tinha esperanças que ele a matasse de uma vez sem torturá-la muito antes.


Claro que tinha perdido a cabeça e sabia que nesse momento Harry queria matá-la. Mas, caramba! Ela tinha sangue nas veias! Aquele idiota não pode sair falando o que quiser com quem quiser. Francamente.


Quando Gina entrou no salão comunal da Grifinória o lugar estava quase vazio. Rony estava sentado sozinho próximo a lareira, lugar favorito do trio de ouro. Foi até o irmão:


- Rony, pega.


Jogou a varinha de Harry no colo do irmão. E provavelmente devia estar com a cara pegando fogo por que quando Rony a olhou logo foi perguntando:


- Gina, o que aconteceu com você?


Ela bufou indignada.


- Devolve a varinha pro Potter. E pergunta pra ele o que aconteceu.


Girando nos calcanhares, Gina foi em direção ao seu quarto. Quando ouviu que alguém entrava pelo buraco do retrato. Harry vinha bufando ao lado de uma Hermione risonha.


- Espere ai, sua Pintinha estúpida! Onde pensa que está indo? Ele agarrou o braço da garota e a sacudiu. Devolve minha varinha.


Rony se levantou do lugar onde estava sentado e empurrou a varinha contra o peito de Harry.


- Tá aí sua varinha. Agora larga minha irmã cara.


Os dois trocaram olhares desafiadores. O de Harry alucinado, quase homicida. O de Rony era apenas duro.


Harry soltou Gina devagar, ainda olhando para Rony.


- Posso saber o que está acontecendo? Por que Gina estava com sua varinha? E por que você está sacudindo ela como se fosse um saco de galeões? E, por Merlin, o que diabos é isso de Pintinha?


Hermione tossiu como se estivesse escondendo o riso. Gina revirou os olhos e saiu correndo em direção ao dormitório.


- Isso não acaba aqui, Weasley! Harry gritou.


- Vamos Harry. Sua cara está normal de novo e sua varinha está de volta em suas mãos. Do que ainda está reclamando? Hermione falava com um bom humor que deixava Harry ainda mais furioso.


- Ah, cala a boca!


- Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? Rony berrou. – Por que estão me ignorando?


Harry bufou.


-Nada, Rony. Nada. Eu vou ir dormir. Boa noite para vocês.


E saiu pisando fundo e cabisbaixo.


- Isso não é o normal dele, não é? Indo dormir cedo, sem antes dar um daqueles passeios noturnos tão famosos. Que é que houve, Hermione?


- Não sei, Ron. Eu o encontrei nos corredores no meio da minha ronda. O rosto dele estava assustador, precisava ver. Ele não me explicou nada, apenas me pediu para dar um jeito. Quando lancei o contra feitiço, ele veio correndo na direção do salão comunal e eu vim atrás dele.


- Fico imaginando o que a Gina tem haver com isso tudo. Ela estava com a varinha dele.


- Eu também fico imaginando Ron. Eu também fico imaginando... Bem, vou dormir. Boa noite.


Dando um beijo estalado na bochecha de Rony, Hermione subiu quase animadamente para seu próprio dormitório.


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Harry entrou no quarto, se jogou na cama e fechou as cortinas com força. Por que não conseguia ser agradável com a Gina? Ele vivia a atormentando, criticando e magoando.


Odiava ver ela chorando, mas não conseguia evitar.


E por Merlin, o que tinha sido tudo isso? Ver Gina naquele estado deveria tê-lo deixado enfurecido, mas ao contrário, o deixou excitado. Extremamente excitado. E droga, além de tudo ela parecia tanto querer ser beijada!


Era tão fácil com qualquer outra garota. Tão fácil que chegava a ser tedioso. Mas com ela era sempre difícil.


Seu estômago revirou de forma característica. Da forma que o fazia sempre procurar Gina e pedir desculpas por uma tremenda cachorrada. Ele sabia que era tudo culpa dele e precisava resolver tudo.


Harry tinha certeza que toda a Hogwarts sabia que ele não era um homem de uma mulher só. Passava praticamente cada noite das semanas em Hogwarts, com uma garota diferente. Influencia de Sirius, mas Harry até gostava. Elas sempre o distraiam e alegravam. Era certo que era uma alegria que durava pouco e que sempre teria que variar, mas fazia mesmo assim.


E todas as garotas eram iguais para ele. Todas tinham o mesmo jeito e o mesmo cheiro, por mais que variassem os perfumes.


E existia Gina.


Aquele pequena garota, que sempre parecia que se quebraria se ele a tocasse, quase sempre o enlouquecia.


Seu estomago voltou a revirar horrivelmente. Talvez, ele mesmo, o próprio Harry, estivesse com medo de se quebrar.


Todas as vezes que ele via a “Pintinha” ele só sabia que queria que ela também sentisse algo, qualquer coisa, por ele.


Da primeira vez em que colocou os olhos sobre ela até beija-la sofregamente como tinha feito a alguns minutos atrás, tudo era sem pensar, sem querer, sem planejar. Com ela, ele nunca sabia o que aconteceria em seguida.


E ainda tinha Voldemort. O que aconteceria se ele soubesse que Harry Potter, o menino que sobreviveu, estava apaixonado? Ele tentaria destruir Gina. A usaria como armadilha.


Ele não podia fazer isso. Nem sabia se era o que queria fazer.


O estomago revirou novamente. A quem ele estava enganando? Depois de ter beijado ela uma única vez, depois de tê-la tão entregue em seus braços, ele conseguiria viver sem isso novamente?


E ainda tinha Rony. E mais seis irmãos mais velhos. E será que os Weasley aceitariam que sua caçula namorasse um cara com um futuro tão incerto quando o de Harry, com um bando de malucos o perseguindo e ameaçando matá-lo a qualquer momento?


Essa seria uma longa noite.


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Harry levantou cedo na manhã seguinte. O dia estava melancolicamente nublado. Ele precisava falar com Dumbledore. O diretor saberia o que fazer, guia-lo de alguma forma. Ele se decidira, mas tão pouco contaria ao diretor suas razões. Mas precisava de treinamento.


Chegou em frente a gárgula de pedra do sétimo andar e parou. A gárgula saltou para o lado sem que ele precisasse dizer qualquer senha. Subiu até a sala do diretor e bateu na porta. Um “Entre!” foi ouvido.


- Bom dia, senhor. Desculpe por incomodá-lo tão cedo.


- Tudo bem Harry, não se preocupe. Em que posso ajudá-lo?


- Eu me decidi.


O diretor o olhou de cima dos oclinhos de meia lua por um longo tempo.


- Não adianta. Harry disse. – Você ainda não vai conseguir ver nada.


Um sorriso alcançou os olhos do diretor.


- Você é um bruxo muito talentoso Harry. Prometo que vou ajudá-lo com tudo o que eu souber e puder, mas exijo algo em troca.


Harry ficou calado esperando.


- Eu quero Harry, que não existam mentiras entre nós. Se estiver de acordo, sente-se. Caso contrário, receio não poder ajudá-lo em nada.


Harry olhou para aquele rosto enrugado e dentro daqueles olhos tão azuis. Sentou-se.


- Ótimo, ótimo. Bem Harry eu gostaria de saber, com quem aprendeu oclumência?


- Eu não aprendi.


- Desculpe, não aprendeu? Você esconde muito bem seus pensamentos e diz que não é oclumência?


- Não aprendi oclumência, professor. E não escondo meus pensamentos.


O professor o olhou longamente.


- Você não está mentindo, Harry?


- Eu estou sentado, não estou?


Eles voltaram a se encarar. Harry se impacientou.


- Me desculpe professor. Eu vim até aqui por que quero aprender a controlar meus poderes e por que preciso de respostas. Vai me ajudar de verdade, ou vai ficar ai querendo saber o que eu estou pensando?


Dumbledore suspirou.


- Se acalme Harry. De qualquer maneira, não adiante ter pressa. Vou ajudá-lo, já disse. Mas eu preciso saber, para te dar respostas.


- Certo. Estou pensando que preciso controlar meus poderes, aprender a fazer tudo o que puder, para derrotar definitivamente Voldemort. Eu preciso ter um futuro, eu preciso ser um cara livre. Eu sei que tenho muitos poderes, alguns incomuns e complexos. Preciso dominá-los.


- Você fala de poderes incomuns, Harry. Do que se trata?


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Gina acordou, mas não queria se levantar. Não dormiu a noite toda e ficou se revirando na cama tentando não chorar. Pelo menos foi o que jurou para si mesma, nunca mais derramar uma única lagrima por Harry Potter. Tarefa fácil de falar, difícil de fazer.


Contrariando toda sua vontade corporal, começou a levantar-se lentamente. Talvez um bom banho e um café da manhã reforçado fizessem com que ela tivesse uma visão otimista da vida novamente.


A água quente batendo contra seu corpo era revigorante. Quando terminou de se trocar para descer para o café da manhã estava quase acreditando que podia enfrentar o mundo de novo. Foi pegar a mochila com o material para as aulas do dia, quando se lembrou que não encontrou a varinha no dia anterior.


Com certo pânico, começou a revirar as próprias coisas, tentando se lembrar onde a tinha vista pela ultima vez.


Em cima do criado mudo, ao lado da cama, avistou a varinha em cima de um pedaço de pergaminho dobrado.


Apanhou a varinha e guardou nas vestes. Leu o bilhete que dizia:


“Pintinha,


Pensei saber lidar com todos os tipos de pessoas. Não sei.


Descontrolei-me com você e sai do sério. Sei que você não merecia ouvir nada do que eu disse, mas agora eu entendo as razões. E o engraçado é que ao encontrar a razão, me perco. Você sempre acaba vendo um lado meu que não era para ninguém conhecer. Juro, não queria te ferir com um turbilhão de palavras idiotas.


Me desculpa? De novo?


P.s.: Cuide melhor da varinha.”


Gina suspirou. Era sempre assim. Na frente das outras pessoas ele a tratava como a irmãzinha burra do Rony, mal falando com ela. Quando os dois estavam sozinhos era discussão atrás de discussão. Saiam gritando ofensas um com o outro e se machucavam. Depois o Harry mandava um bilhete que ele nunca assinava pedindo desculpas. E Gina perdoava. Sempre.


Mas a verdade era que ela estava de saco cheio. Não da pra viver assim pra sempre. Ela não conseguia mesmo ficar com raiva do Harry, mas talvez fosse melhor simplesmente seguir em frente.


Talvez não desse para esquecer o Harry. Ela sabia admitir que isso era impossível. Mas talvez fosse possível gostar de outra pessoa, ter um relacionamento que fosse de companheirismo. Abrir os olhos seria um bom começo. Harry estava perdoado, é claro. Mas Gina agora ia enxergar mais longe.


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Dumbledore olhava Harry a quase um minuto inteiro. O garoto era simplesmente poderoso demais. Se metade do que ele havia lhe contado fosse mesmo verdade...


- Harry, pode me mostrar sua forma animaga? – Ele podia ver claramente que o garoto estava impaciente, mas ele era extraordinário demais para que Dumbledore simplesmente começasse a ensiná-lo sem ver do que ele era capaz.


Ele ficou olhando o garoto se levantar calmamente e se postar ao lado da cadeira onde estava sentado.


Observou-o se transformar tão facilmente quanto respirava. Ficou olhando a forma gigantesca que estava no lugar onde antes estava o menino.


Um Nundu perfeito, tão assustador quanto seria um Nundu de verdade. Mas sentado esperando como se fosse perfeitamente domesticado.


- Harry, você sabe qual sua forma animaga... Certo? Digo, reconhece o animal no qual se transforma?


Ele viu a fera fazer uma cara de “sério que vamos continuar com isso?” e não pode evitar sorrir.


- Um leopardo. – Harry respondeu com uma voz gutural que não era a sua e que parecia rosnar.


O sorriso morreu na face de Alvo Dumbledore mais rápido do que nasceu. Ele falava na forma animaga. Com os olhos azuis arregalados, ainda perguntou:


- Não um leopardo qualquer Harry. Um Nundu é no que você se transforma. Imagino que sem as habilidades do animal verdadeiro, uma vez que não estou morrendo de nenhuma doença por causa do seu hálito, mas ainda assim muito impressionante.


A fera pareceu dar de ombros e continuou olhando Dumbledore, como se quisesse que ele continuasse.


- Vamos testar suas habilidades, Harry.


A fera pareceu sorrir. Em um segundo estava ao lado de Dumbledore. E ele nem mesmo tinha visto Harry se mexer. Harry arreganhou os dentes e rosnou. Dumbledore não pode nem reagir. O medo o dominou completamente.


- Isso é o suficiente, professor?


Dumbledore apenas contemplava o Nundu assustador a sua frente. Balançou a cabeça afirmativamente apenas uma vez. Da mesma maneira que tinha chegado tão perto do professor, Harry voltou a forma humana sentado novamente na cadeira. Muito rápido.


Dumbledore viu a cara arrogante de Harry e se lembrou perfeitamente de James. Um era a cara do outro. Mas o filho superava em muito o pai em questão de talento.


- Harry, você é provavelmente o bruxo mais talentoso que já conheci. Vou te ensinar a magia mais avançada e complexa que conheço. Me encontro com você amanhã as oito.


- Certo.


Quando Harry estava saindo Dumbledore o chamou novamente. O garoto se virou lentamente.


- Alguem conhece a real dimensão dos seus poderes mágicos? Digo, contou a mais alguém o que pode fazer...


- Não completamente. Meus pais sabem que eu sou ofdioglota e animago. E que tenho facilidade com transfiguração e feitiços, mas sempre me controlei bastante. Sentia o tempo todo que eu podia fazer qualquer coisa. Mas precisava me controlar para não fazer. Nem mesmo eu sei a real dimensão dos meus poderes mágicos.


Dumbledore olhava para o garoto entre assustado e deslumbrado. Era um fardo muito pesado.


- Tudo bem Harry. Pode ir agora.


O garoto deu um sorriso de lado.


- Professor, eu não sei se mencionei, mas... Posso aparatar em Hogwarts.


E desaparatou.


Dumbledore ficou olhando para o local onde o garoto estava a segundos atrás e não sabia o que pensar. Nem o próprio Voldemort tinha demonstrado tanto talento mágico. Se Harry resolvesse pender para o mal, talvez fosse impossível detê-lo.


Era preciso ter muito cuidado com os detalhes.


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Harry desceu para o café da manhã mais animado. Adorou ver a cara de Dumbledore quando lhe mostrou um pouco do que era capaz de fazer. E estava muito animado para ver Gina. Esperava que a garota o tivesse perdoado por ter sido tão injustamente grosseiro com ela.


Quando passou pelas portas do salão principal avistou Gina sentada sozinha na mesa da grifinória. Ia rapidamente em direção a ela quando alguém se colocou em seu caminho.


Era Cho Chang.


- Oi Harry – a oriental tinha um sorriso eu tenho 32 dentes – por que não senta comigo hoje? Você nunca mais me procurou depois daquela noite maravilhosa que tivemos. Estou com saudades...


Harry a olhou longamente. Ele se lembrava bem. Cho além de muito bonita, tinha um corpo de dar inveja a qualquer garota de Hogwarts. Mas Harry já não estava interessado. Ela não era em nada melhor do que Gina.


- Não Cho, eu tenho algo a fazer agora. Desculpe-me.


O moreno foi se esquivando tentando sair de perto da oriental para ir falar com Gina.


- Mas Harry, a gente pode se divertir tanto juntos...


- Eu sei Cho. Depois a gente se fala.


E saiu correndo em direção a mesa. Gina estava terminando o café da manhã quando Harry se sentou ao seu lado.


- Bom dia, Pintinha.


Gina revirou os olhos.


- Bom dia.


Harry estava tão animado, que não percebeu imediatamente que tinha algo diferente com Gina.


- O que houve? – perguntou. – Ainda não me perdoou?


- Você está desculpado Harry. Não houve nada.


Ele continuou estranhando.


- Não quer falar comigo? Quer que eu vá embora?


A garota o olhou longamente e deu um suspiro cansado.


- Não é nada disso, Potter. Está tudo bem.


- Certo. – Harry ficou pensativo mais alguns minutos – Gina, você confia em mim?


- Claro – a garota respondeu rápido demais e Harry sorriu. – Você sabe que eu confio em você. Como poderia não confiar?


Harry deu aquele sorriso de lado tão característico e deu um beijo estalado na bochecha de Gina. A garota não pode evitar corar.


- Não se esqueça de que você é minha Pintinha.


Dizendo isso saiu da mesa sorrindo.


Mas Gina já tinha decido, que não ia se deixar amolecer o coração. Harry só sabia brincar com ela.


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Voltei!


Foi rapido desse vez, não foi?


Eu tenho uma surpresinha no proximo, bom, talvez sejam algumas surpresinhas. \(°V°)/


Espero que tenham se divertido com o capitulo tanto quanto gostei de escrevê-lo.


E obrigada pelos comentários, mesmo quando estou sumida daqui! Cada novo comentário da um friozinho gostoso na barriga! Fico tão feliz!!! X'D


E agradeçam a carol potter, o capitulo foi postado por que ela deu um VIVA!


^^


Bejuh

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Comentários: 1

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Enviado por Neuzimar de Faria em 08/09/2012

É uma história tão interessante! Por que parou?

Nota: 5

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